Inspirados já nos ensinamentos de Sófocles, aqui, procurar-se-á a conexão, pelo conhecimento, entre o velho e o novo, com seus conflitos. As pistas perseguidas, de modos específicos, continuarão a ser aquelas pavimentadas pelo grego do período clássico (séculos VI e V a.C).
segunda-feira, 21 de setembro de 2026
Está chegando a hora
Pássaros raros no ar, como já dizia o Barão de Itararé: "Há mais coisas no ar que aviões de carreira."
Barão de Itararé: a vida trágica e o humor anárquico de um ícone do jornalismo
O Barão de Itararé (pseudônimo do jornalista e humorista Apparício Torelly) era um mestre em usar o humor sutil para cutucar a realidade, e essa frase é um clássico absoluto do seu espírito satírico.
De fato, o céu esconde muito mais do que a nossa aviação comercial. Se olharmos pelo lado da ornitologia e da conservação, os céus da América Latina abrigam "raridades" biológicas que voam de forma tão discreta que pouquíssimas pessoas têm a chance de ver.
Aqui estão alguns dos pássaros mais raros e fascinantes que dividem o espaço aéreo com os aviões:
Gavião-real
Harpia harpyja (Linnaeus, 1758)
Águia-harpia (Harpia harpyja): Uma das maiores e mais poderosas aves de rapina do mundo. Ela voa abaixo da copa das florestas tropicais, caçando com uma precisão cirúrgica. É uma joia rara devido à perda de seu habitat.
Rolinha-do-planalto
Rolinha-do-planalto (Columbina cyanopis): Esta é uma das aves mais raras do planeta. Exclusiva do Cerrado brasileiro, ela ficou desaparecida por 75 anos até ser redescoberta em 2015. Seus olhos azuis-claros e plumagem castanha voam em locais extremamente restritos.
Gavião-real-falso (Morphnus guianensis): Muitas vezes confundido com a harpia, este gavião imponente é raríssimo de ser avistado no ar, habitando as densas florestas primárias da América do Sul.
Condor-dos-andes
Condor-dos-andes (Vultur gryphus): Embora seja gigante, ver um desses planando a altitudes inacreditáveis nas correntes de ar da Cordilheira dos Andes é um espetáculo raro e ameaçado.
Seja no sentido poético e político do Barão, ou no sentido literal da natureza, o ar está sempre cheio de mistérios surpreendentes.
Você gostaria de conhecer mais sobre a história e as frases satíricas do Barão de Itararé, ou prefere explorar os detalhes de alguma dessas aves raras e ameaçadas de extinção?
Pássaros com nomes parecidos
Se você ouviu esse nome associado a uma ave, pode ter sido uma confusão com:
Chirito: Um pequeno pássaro passeriforme (também conhecido como bico-assovelado) encontrado no sub-bosque de florestas do Brasil e de outros países da América Latina.
Galito (Rhinocrypta lanceolata): Conhecido em espanhol como gallito copetón ou gallito de copete, é uma ave endêmica de regiões áridas da Argentina, Bolívia e Paraguai.Você tem interesse em descobrir pássaros nativos da América Latina com nomes curiosos ou estava buscando a origem de alguma música específica?
Henricão e Carmen Costa — Está Chegando a Hora
Choro e Poesia
C31 de dez. de 2018
"Está Chegando a Hora", versão brasileira para o clássico popular mexicano "Cielito Lindo", surge aqui na interpretação de um dos autores, Henricão, em duo com a cantora Carmen Costa. O arranjo é do violonista Edson José Alves e a gravação integra o repertório do LP "Recomeço", lançado pela gravadora Eldorado em 1980.
Rubens Campos é o parceiro de Henricão na autoria da versão.
Dicen que la Distancia es el Olvido ( La Barca ) - Música y Canciones de Mariachi Mexicano.
Coveralia Latin
No Sul, a Direita é chula ou santa. Mato é Grosso. Rio é Grande. Catarina é Santa. E segue a barca. Com Camilito, de Henricão, com Cármen Costa, composta no Recife, chupando uma canção de dupla mexicana com sucesso. de passagem pela capital pernambucana, na mesma data e local.
Cielito Lindo/Letra(original)/lyrics/Mariachi/
Latin Song
1.602.937 visualizações 15 de set. de 2022 #musicaregionalmexicana #musicamexicana #pedroinfante
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🇲🇽🌵✨Cielito Lindo 🇲🇽🌵✨/LETRA
De la sierra morena
Cielito lindo, vienen bajando
Un par de ojitos negros
Cielito lindo, de contrabando
De la sierra morena
Cielito lindo, vienen bajando
Un par de ojitos negros
Cielito lindo, de contrabando
Ay ay ay ay
Canta y no llores
Porque cantando se alegran
Cielito lindo, los corazones
Ese lunar que tienes
Cielito lindo, junto a la boca
No se lo des a nadie
Cielito lindo que a mí me toca
Ese lunar que tienes
Cielito lindo, junto a la boca
No se lo des a nadie
Cielito lindo que a mí me toca
Ay ay ay ay
Canta y no llores
Porque cantando se alegran
Cielito lindo, los corazones
#mexico #mespatrio #mariachi #mexicomusic #mariachivargas #jarabetapatio #cielitolindo #mariachi #musicamexicana #sonidosdemexico #mexicocultural #musicademexico #musicaregionalmexicana #eselunar #pedroinfante
Carmen Costa - ESTÁ CHEGANDO A HORA - Cielito Lindo - adapt. Henricão e R. Campos - carnaval de 1942
luciano hortencio
31 de mar. de 2013
Carmen Costa - ESTÁ CHEGANDO A HORA - Cielito Lindo - adaptaçao em samba de Henricão e Rubens Campos. Esta foi a primeira gravação de Carmen Costa, no ano de 1941, para ser lançado no carnaval de 1942.
http://jornalggn.com.br/blog/lucianoh...
Em 1985, quando foi criado o Ministério da Cultura, a cantora Carmen Costa procurou o primeiro titular da pasta, José Aparecido de Oliveira, e propôs que a "tombasse" como "patrimônio cultural". Se é possível com lugares, por que não com pessoas? Não aconteceu, mas chamou a atenção para os mais de 70 anos de sua carreira artística.
Nascida Carmelita Madriaga, no interior fluminense, em 5 de julho de 1920, começou a trabalhar como doméstica ainda criança. No Rio, com 15 anos, empregou-se na casa do cantor Francisco Alves, o Rei da Voz. Participava do programa de calouros de Ary Barroso. Foi o começo da carreira, encorajada pelo patrão.
Aos 17, iniciou relacionamento com o compositor Henricão. A primeira gravação solo, em 1942, foi Está Chegando a Hora, versão que Henricão fez para a valsa mexicana Cielito Lindo, em ritmo de samba. Participou do coro em diversas gravações, como O Que É Que a Baiana Tem?, com Dorival Caymmi e Carmen Miranda.
Em 1945, casou com um norte-americano e morou por alguns anos nos Estados Unidos. Em 1962, participou do concerto de bossa nova no Carnegie Hall, Nova York, e gravou com músicos de jazz. Gravou centenas de músicas, muitas delas marchinhas de carnaval. Inteligente, original e avançada, também compôs, sob o ambíguo pseudônimo de Dom Madrid.
Em 2003, Carmen Costa foi "tombada" pela Câmara Municipal do Rio de Janeiro, e compôs a música Tombamento para a ocasião (Eu sou a raça/ Sou mistura/ Sou aquela criatura/ Que o tempo vai tombar). Morreu em 25 de abril de 2007, no Rio de Janeiro. Escrito por Ronaldo Evangelista - www.almanaquebrasil.com.br.
A música, uma canção rancheira mexicana, foi escrita em 1882 por Quirino Mendoza y Cortés. Como não conseguissem gravar esta adaptação, Henricão e Cármen Costa pagaram à Victor uma tiragem particular, só para divulgação, P-206, e Cármen a gravou em 30 de dezembro de 1941, matriz R-236. O êxito no carnaval de 42 fez a Victor relançá-lo em tiragem comercial, em abril desse ano, disco 34892-A, e a contratar Cármen Costa. No lado B saiu outro clássico, "Só vendo que beleza". Samuel Machado Filho.
segunda-feira, 21 de setembro de 2026
O avanço dos houthis pressiona Trump, por Oliver Stuenkel
O Estado de S. Paulo
Guerra de Trump contra o Irã espalha caos pelo Oriente Médio, mas acordo não estabiliza região
Para o governo iraniano, o preço do barril virou instrumento eleitoral. Com a guerra entre Teerã e Washington longe de um desfecho e o Estreito de Ormuz em grande parte fechado, o regime e seus aliados perseguem um objetivo: manter o petróleo o mais caro possível até as eleições de meio de mandato nos Estados Unidos, em 3 de novembro, para enfraquecer Trump. Assim, maior a chance de os republicanos perderem a maioria na Câmara dos Deputados e no Senado.
Essa pressão ganhou um novo instrumento no início de setembro, quando os houthis, grupo rebelde aliado ao Irã, avançaram pela costa oeste do Iêmen, tomaram o porto de Mocha e ocuparam ilhas do Bab al-Mandeb, o estreito que controla o acesso ao Mar Vermelho e ao Canal de Suez. Até o início do conflito, passavam por Ormuz mais de um quarto de todo o petróleo transportado por mar, um quinto do gás natural liquefeito do planeta e de aproximadamente 20% do comércio global de ureia, fertilizante de que o Brasil é um dos maiores compradores.
Com essa rota bloqueada, o Bab al-Mandeb tornou-se a saída alternativa do petróleo saudita, escoado por um duto que cruza o país até o Mar Vermelho. Nos mesmos dias, drones que Riad atribuiu a milícias iraquianas alinhadas ao Irã atingiram esse duto, que transporta até 7 milhões de barris por dia. O Mar Vermelho concentra 30% do tráfego mundial de contêineres e cerca de um sétimo do comércio marítimo. Tudo isso tem profundas consequências para a economia global, o preço da energia, a inflação e as taxas de aprovação de governantes, inclusive no Brasil.
A decisão de Trump de recusar o pedido do príncipe herdeiro saudita, Mohammed bin Salman, de retaliações dos EUA contra os houthis foi interpretada em Washington como sinal dos limites da capacidade militar, observa Gideon Rachman no Financial Times. O país gastou parte importante de seu arsenal contra o Irã: o estoque de interceptadores Patriot caiu cerca de 65%.
Mas também é um reconhecimento de que, como nas guerras no Afeganistão e no Iraque, a força bruta não derrota um movimento enraizado localmente, que já sobreviveu a ofensivas israelenses, estadunidenses, emiradenses e sauditas. Some-se a isso a Arábia Saudita ter usado, pela primeira vez, um míssil balístico chinês contra os houthis, sinal de que Riad não considera suficiente a proteção de Washington: o caos no Iêmen reflete a erosão da influência dos EUA.
Seria um erro, porém, tratar os houthis como simples braço de Teerã. O atual capítulo da guerra civil no país começou em julho, observa Marc Lynch, professor da Universidade George Washington, na revista Foreign Policy, quando caças sauditas bombardearam o aeroporto da capital, Sanaa, para barrar um avião iraniano transportando armas. Do lado oposto está o que a Economist descreve como um mosaico pouco coordenado de milícias tribais, separatistas do sul e fundamentalistas religiosos, parte alinhada a Riad, parte a Abu Dhabi.
A rivalidade entre a Arábia Saudita e os Emirados Árabes hoje é um motor autônomo da instabilidade regional. Lynch lembra que Riad enxergou na campanha emiradense de apoio a separatistas uma tentativa de cerco, agravada após Israel reconhecer a Somalilândia, território separatista do outro lado do estreito.
Do Magreb ao Chifre da África, os Emirados operam portos, mantêm bases militares e financiam milícias aliadas. Em 2022, segundo o European Council on Foreign Relations, os Emirados foram a maior fonte de capital a entrar na África, com US$ 50 bilhões, quase o dobro da França e sete vezes o volume dos EUA, o que faz de Abu Dhabi peça central em conflitos africanos distantes do Golfo. O avanço houthi reflete também, aponta Lynch, o risco de a guerra atravessar o estreito: tropas israelenses, emiradenses ou dos EUA na Somalilândia serviriam de base para ataques ao Iêmen e empurrariam os houthis para mais perto do al-Shabab, grupo terrorista somali com o qual estreitam laços há anos.
A guerra de Trump contra o Irã espalhou o caos pelo Oriente Médio, e sobre conflitos anteriores, do Iêmen ao Sudão. Um acordo entre Washington e Teerã reduziria o risco imediato sobre Ormuz e sobre os preços da energia, mas não estabilizaria a região. As rivalidades que alimentam essas guerras também são internas.
segunda-feira, 21 de setembro de 2026
Flávio e os EUA, por Diogo Schelp
O Estado de S. Paulo
Em 2025, o bolsonarista comemorou tarifas e sanções dos EUA contra o Brasil
O plano de governo de Flávio Bolsonaro (PL) dedica três páginas para descrever como seria a sua política externa. Em termos econômicos, o foco está na abertura comercial, na atração de investimentos, na retomada da adesão à OCDE e na integração tecnológica com outros mercados. Em contradição com gestos e palavras do candidato nos últimos meses, porém, o texto afirma que a diplomacia não será guiada pela ideologia e que negociará com todos os parceiros, entre os quais a China, a União Europeia e os Estados Unidos, de acordo com a defesa do interesse nacional, não com a “simpatia ou a antipatia por este ou aquele governo”. Certamente é o que a maioria dos eleitores gostaria de escutar.
O próprio Flávio, contudo, já externou sua convicção de que terá, com Trump, uma relação privilegiada, por conta da afinidade ideológica. Em 2025, o bolsonarista comemorou tarifas e sanções dos Estados Unidos contra o Brasil como instrumentos de pressão para evitar o destino penal de seu pai, Jair Bolsonaro. Depois, reformulou sua posição, dizendo-se contrário ao tarifaço. Primeiro, porque beneficiaria Lula nas eleições. Segundo, porque, segundo Flávio, uma vez na Presidência, ele poderá negociar as questões comerciais “de igual para igual” com Trump.
Esse argumento parte do princípio de que na origem das tensões atuais entre Estados Unidos e Brasil estão apenas as diferenças políticas entre Trump e Lula, e nada mais. Se assim fosse, é de se inferir que Flávio não teria dificuldade em ceder às condições de ordem econômica contidas na lista de 21 exigências que os Estados Unidos fizeram ao Brasil no ano passado, conforme revelou o Estadão: mudanças na gestão do Pix, ingerência nas exportações de soja, preferência na exploração de terras raras, entre outras. Em troca, Trump pouparia o Brasil das tarifas proibitivas e os dois países viveriam felizes para sempre.
Não é tão simples. A afinidade ideológico-partidária como parâmetro para a aproximação entre dois países encontra limites quando há outras variáveis por exemplo, a nova conjuntura geopolítica ou a influência dos interesses empresariais. Por conta dessas variáveis, o plano de governo de Jair Bolsonaro em 2022 enfatizava a atuação do Brasil no Brics. Já seu filho, Flávio, cogita deixar esse grupo de países emergentes, que enfrenta a antipatia de Trump.
O presidente americano está disposto a exigir mais de governos alinhados. O Brasil está disposto a ceder?
Este é o último mandato de Trump na Casa Branca. Entenda
Em 2028, quando ocorrerá a próxima eleição, Donald Trump estará com 82 anos
Detalhes do Mandato
Início: 20 de janeiro de 2025.
Fim previsto: 20 de janeiro de 2029.
Limite constitucional: A Constituição dos Estados Unidos proíbe que um presidente exerça mais de dois mandatos, impedindo Trump de concorrer a uma nova reeleição.
Para mais análises sobre o contexto político atual, consulte a Época Negócios ou a discussão da BBC News Brasil sobre os limites de mandatos nos EUA.
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