Inspirados já nos ensinamentos de Sófocles, aqui, procurar-se-á a conexão, pelo conhecimento, entre o velho e o novo, com seus conflitos.
As pistas perseguidas, de modos específicos, continuarão a ser aquelas pavimentadas pelo grego do período clássico (séculos VI e V a.C).
terça-feira, 27 de outubro de 2026
Retalhos na Avenida do Poder — Um Diálogo Fantástico entre Benito Di Paula, Maquiavel e Bolsonaro
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"Uma primeira proposta de peso"MICHEL TEMER SE PRONUNCIA APÓS REELEIÇÃO DE LULA: "TODO O PODER EMANA DO POVO"Itatiaia27 de out. de 2026#Itatiaia #Jornalismo #Esporte
O ex-presidente Michel Temer pediu, nesta terça-feira (27), que o presidente reeleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) trabalhe pela pacificação do país durante seu quarto mandato. Em publicação na rede social X, Temer afirmou que o resultado das urnas reafirma o princípio de que “todo poder emana do povo” e defendeu medidas para reduzir a divisão política no Brasil.
Temer, que governou o país entre 2016 e 2018, após o impeachment de Dilma Rousseff (PT), declarou apoio a Flávio Bolsonaro (PL) depois do primeiro turno das eleições presidenciais.
Na mensagem dirigida a Lula, o ex-presidente pediu que o petista evite o agravamento do clima de agressividade, que, segundo ele, tem provocado divisões entre os brasileiros e até mesmo entre as instituições. Temer também sugeriu a realização de uma reunião entre os Poderes da República, entidades da sociedade civil e representantes da oposição para promover um diálogo nacional.
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Resumo — “Ressaca da virada eleitoral de Lula derruba a bolsa de valores e frustra Trump”Luiz Carlos Azedo — Correio Braziliense, 27/10/2026
O artigo analisa as consequências políticas, econômicas e institucionais da vitória eleitoral de Lula, destacando os desafios que o presidente enfrentará para governar.
- Contestação eleitoral: Flávio Bolsonaro se recusa a reconhecer a derrota e pretende pedir a anulação do segundo turno, alegando irregularidades na ampliação do horário de votação. O autor ressalta que não foram apresentadas provas de fraude e que a diferença de aproximadamente 4,4 milhões de votos torna difícil atribuir a virada à prorrogação.
- Tensão internacional: Donald Trump questionou a legitimidade da eleição brasileira sem apresentar provas, fortalecendo a contestação bolsonarista. Eduardo Bolsonaro também busca apoio internacional para anular o resultado. Segundo o texto, a maioria dos governos estrangeiros reconheceu a vitória de Lula.
- Reação negativa do mercado financeiro: Investidores que apostavam na vitória de Flávio Bolsonaro foram surpreendidos pelo resultado. O dólar subiu 8,21%, chegando a R$ 5,403 no fechamento, enquanto o Ibovespa caiu 14,01%, levando à interrupção temporária das negociações na bolsa. O episódio evidencia os riscos de decisões financeiras baseadas em previsões eleitorais incertas.
- Desafios econômicos: A vitória de Lula não garante a confiança dos investidores. O governo precisará apresentar medidas convincentes para controlar a dívida pública e manter a sustentabilidade das políticas sociais.
- Conflito institucional: A decisão de Alexandre de Moraes de reter o passaporte de Flávio Bolsonaro e impedir sua saída do país, no âmbito de uma investigação sobre suspeita de lavagem de dinheiro, intensifica o confronto com a oposição. O autor destaca a necessidade de fundamentação jurídica adequada para a medida.
- Dificuldades de governabilidade: Com uma oposição fortalecida no Congresso e tensões entre os Poderes, Lula precisará negociar intensamente para aprovar sua agenda.
Conclusão: Para o autor, a vitória eleitoral de Lula não encerra a disputa política. A contestação do resultado, as tensões com Trump, a instabilidade financeira e os conflitos institucionais indicam que o novo mandato começará sob forte pressão. O presidente precisará conquistar confiança econômica e construir apoio político para governar.
Observação: o resumo reproduz os argumentos e os números apresentados no texto fornecido, sem verificar independentemente as informações.
Ministro Alexandre de Moraes, presidente do TSE / Crédito: Alejandro Zambrana/Secom/TSE
GATOS ESCALDADOS — NÃO IMPORTA SE PARDOS OU CINZENTOS — TÊM MEDO DE ÁGUA FRIA.LIBERDADE, SIM; PARTIDO, JAMAIS!PL NÃO PAGA PARA VER, EM 2026, O ROMBO QUE LHE CUSTOU O CASCO DE SUA BOLSA DE APOSTAS.Moraes rejeita ação do PL, aplica multa de R$ 22,9 milhões e bloqueia fundo partidárioPresidente do TSE condena a coligação de Bolsonaro por litigância de má-fé; recursos ficarão bloqueados enquanto a multa não for pagaFlávia Maia, Felipe Recondo
23/11/2022
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21:39
|Brasília
Atualizado em 23/11/2022 às 22:09
Ministro Alexandre de Moraes, presidente do TSE / Crédito: Alejandro Zambrana/Secom/TSE
O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Alexandre de Moraes, não só não prosseguiu com a representação da coligação de Jair Bolsonaro (PL) pedindo a anulação de votos de 279 mil urnas eletrônicas — mais da metade do total — para o segundo turno das eleições de 2022 como também condenou a agremiação a uma multa de R$ 22,9 milhões por litigância de má-fé. O ministro ainda determinou o bloqueio dos fundos partidários até o pagamento das multas. Leia aqui a decisão completa.
A decisão foi publicada na noite desta quarta-feira (23/11). A coligação, formada por PL, PP e Republicanos, pode recorrer da decisão no Supremo Tribunal Federal (STF).
O presidente do TSE também solicitou a abertura de procedimento administrativo e apuração de responsabilidade por eventual desvio de finalidade na utilização da estrutura partidária contra o presidente do PL, Valdemar da Costa Neto, e Carlos César Moretzsohn Rocha, dono do Instituto Voto Legal (IVL), responsável pelo relatório de auditoria das urnas eletrônicas utilizado na representação apresentada ao TSE na terça-feira (22/11).
Moraes também incluiu Valdemar e Moretzsohn no inquérito 4874, do Supremo, que investiga as milícias digitais.
O presidente do TSE também anexou uma nota técnica respondendo o requerimento do partido, com o objetivo de desfazer o argumento do PL, mostrando que não há fraude no sistema eleitoral. Leia aqui a resposta técnica ao requerimento.
A resposta contundente de Moraes a mais uma investida contra a idoneidade das urnas eletrônicas é uma tentativa de acabar de vez com as tentativas de anular os resultados das eleições de 2022. Na decisão, Moraes afirma que os argumentos trazidos pela coligação são “falsos”.
Na representação protocolada um dia antes (22/11), a coligação questionou os resultados das urnas apenas no segundo turno, e Moraes exigiu que o partido trouxesse informações também sobre o primeiro turno — em que a sigla elegeu o maior número de senadores e deputados federais.
Isso não foi feito dentro do prazo de 24 horas, conforme o solicitado por Moraes via despacho na terça-feira (22/11). “O aditamento determinado não foi cumprido. Do ponto de vista apenas processual, bastaria isso para o pronto indeferimento da inicial por advertida e chapada inépcia. Ora, as mesmas urnas eletrônicas, de todos os modelos em uso, foram empregadas por igual tanto no Primeiro Turno como no Segundo Turno das Eleições 2022, sendo impossível dissociar ambos dos períodos de um mesmo pleito eleitoral”, escreveu na decisão desta quarta.
Além disso, Moraes diz que as informações sobre as urnas eletrônicas são “cristalinas” conforme o relatório técnico da equipe de tecnologia do TSE. Por isso, ele entende que a coligação, ao contestar as urnas eletrônicas mais uma vez e pedir a anulação de metade dos votos do 2º turno das eleições, agiu de má-fé e com intuito de “incentivar” os movimentos antidemocráticos.
“A total má-fé da requerente em seu esdrúxulo e ilícito pedido, ostensivamente atentatório ao Estado Democrático de Direito e realizado de maneira inconsequente com a finalidade de incentivar movimentos criminosos e anti-democráticos que, inclusive, com graves ameaças e violência vem obstruindo diversas rodovias e vias públicas em todo o Brasil, ficou comprovada, tanto pela negativa em aditar-se a petição inicial, quanto pela total ausência de quaisquer indícios de irregularidades e a existência de uma narrativa totalmente fraudulenta dos fatos”, escreveu.
Para justificar a multa e o bloqueio do fundo partidário, Moraes argumentou que os partidos políticos são instrumentos da democracia e financiados basicamente por recursos públicos, por isso é “inconcebível e inconstitucional” que as legendas sejam utilizadas para “satisfação de interesses pessoais antidemocráticos e atentatórios ao Estado de Direito, à Justiça Eleitoral e a soberana vontade popular de 156.454.011 (cento e cinquenta e seis milhões, quatrocentos e cinquenta e quatro mil e onze) eleitoras e eleitores aptos a votar”.
Em nota, o PL informou que acionou a assessoria jurídica que vai analisar a decisão do TSE. “O partido reitera que apenas seguiu o que prevê o artigo 51 da Lei Eleitoral que obriga as legendas a realizar uma fiscalização do processo eleitoral”.logo-jota
Flávia Maia
Analista de Judiciário do JOTA em Brasília. Antes foi repórter dos jornais Correio Braziliense e Valor Econômico e assessora de comunicação da Confederação Nacional da Indústria (CNI). É graduada em Direito no IDP. Email: flavia.pimentel@jota.info
Felipe Recondo
Autor de "Tanques e Togas - O STF e a Ditadura Militar" e de "Os Onze - O STF, seus bastidores e suas crises" e "O Tribunal - Como o Supremo se uniu ante a ameaça autoritária", todos pela Companhia das Letras. Antes de fundar o JOTA, trabalhou nos jornais O Estado de S.Paulo, Folha de S.Paulo, no blog do jornalista Ricardo Noblat
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LIBERDADE SIM, PARTIDO JAMAIS.
Retalhos De CetimBenito Di Paula
Ensaiei meu samba o ano inteiro
Comprei surdo e tamborim
Gastei tudo em fantasia
Era só o que eu queria
E ela jurou desfilar pra mim
Minha escola estava tão bonita
Era tudo o que eu queria ver
Em retalhos de cetim
Eu dormi o ano inteiro
E ela jurou desfilar pra mim
Mas chegou o carnaval
E ela não desfilou
Eu chorei na avenida, eu chorei
Não pensei que mentia
A cabrocha que eu tanto amei
Minha escola estava tão bonita
Era tudo o que eu queria ver
Em retalhos de cetim
Eu dormi o ano inteiro
E ela jurou desfilar pra mim
Mas chegou (chegou) o carnaval (chegou meu carnaval)
E ela não desfilou
Eu chorei na avenida, eu chorei
Não pensei que mentia
A cabrocha que eu tanto amei
Mas chegou (chegou) o carnaval (chegou meu carnaval)
E ela (ai, e ela não) não desfilou (não desfilou)
Eu chorei na avenida, eu chorei
Não pensei que mentia
A cabrocha que eu tanto amei
Mas chegou (mas chegou) o carnaval (chegou meu carnaval)
E ela (ai, e ela não) não desfilou (não, não desfilou)
Eu chorei na avenida, eu chorei
Não pensei que mentia
A cabrocha que eu tanto amei
Composição: Benito Di Paula.
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O Samba da Razão de Estado
Retalhos na Avenida do Poder — Um Diálogo Fantástico entre Benito Di Paula, Maquiavel e Bolsonaro
O salão está na penumbra de uma repartição vazia em Brasília. Sobre a mesa de fórmica, um prato de louça branca, outrora cheio, agora exibe apenas os arabescos da gordura fria do banquete do poder. Benito Di Paula, com o olhar perdido no horizonte das urnas de 25 de outubro de 2026, empunha uma faca de mesa comum. O metal raspa a borda do prato lactescente: vup... tique-tique... vup... tique-tique.
O som agudo e rústico corta a introdução de uma orquestra invisível que chora em cordas graves. O Carnaval político chegou ao fim. Ao seu lado, duas figuras de séculos distintos dividem o mesmo banquete de cinzas e decepções.
[ Arranjo Orquestral & Ritmo ]
As cordas da orquestra sobem em um crescendo dramático. O piano de Benito acompanha a melodia taciturna, mas o que dita o pulso do destino é o metal da faca raspando a louça. Ritmo de partido-alto, cadenciado, seco, sem concessões.
Jair limpa o suor da testa. Ele olha para o próprio terno de campanha, agora parecendo uma fantasia barata de cetim verde e amarelo que desbotou sob a chuva fina da apuração do segundo turno.
— Eu ensaiei o ano inteiro — sussurra o líder, a voz rouca ecoando entre as paredes de mármore. — Comprei surdo e tamborim. Mobilizei as redes, convoquei as marchas, gastei tudo em palanques. Era só o que eu queria... E a massa jurou desfilar para mim.
A "cabrocha" de Jair não tinha nome de mulher. Tinha o nome de Poder. Tinha a face do eleitorado volúvel, a promessa dos governadores aliados, a jura de fidelidade eterna do Centrão. Todos prometeram que a herança política seria coroada na passarela das urnas.
Do outro lado da mesa, vestindo uma túnica florentina salpicada pelo pó da história, Nicolau Maquiavel observa o prato de louça ser raspado pela faca de Benito. Ele sorri com a crueza de quem conhece as engrenagens ocultas das passarelas humanas.
— Caro Jair — diz o florentino, ajeitando seus manuscritos sobre a mesa. — O erro jamais foi o ensaio. O erro foi acreditar no juramento da cabrocha. O Príncipe que firma suas bases na gratidão ou na promessa do palanque constrói sobre a areia. Os homens esquecem mais rápido a morte do pai do que a perda do patrimônio ou a mudança dos ventos da Fortuna. A multidão é essa cabrocha de Benito: desfila com o cetim que você compra, mas se o vento da oposição soprar mais forte, ela atravessa a avenida e vai sambar na escola vizinha.
Benito Di Paula interrompe o piano por um compasso exato. O ruído da faca no prato fica mais forte, mais urgente, quase agressivo: vup... tique-tique... vup... tique-tique.
— Eu dormi o ciclo inteiro achando que o voto era herança familiar garantida — lamenta Jair, olhando para os retalhos da sua coligação espalhados pelo chão. — Não pensei que mentia a cabrocha que eu tanto amei.
— A política, meu amigo, não se faz com amor, faz-se com o temor e com a Virtù — rebate Maquiavel, enquanto a orquestra ao fundo atinge um tom menor, profundamente melancólico. — Você quis moldar o sucessor à imagem da sua vontade, o sangue do seu sangue, o sobrenome na cédula. Mas a razão de Estado exigia um pacto com os generais da conveniência. O Centrão não desfila por amor ao pavilhão; ele desfila pelo orçamento do Carnaval. Quando a apuração mostrou a primeira nuvem de tempestade, os passistas de terno debandaram para as arquibancadas do vencedor.
Benito Di Paula, sem parar o movimento hipnótico da faca na louça, solta a voz, num canto que mistura a dor do morro com a tragédia do palácio:
"Mas chegou o Carnaval... e ela não desfilou.
Eu chorei na avenida, eu chorei...
Não pensei que mentia a cabrocha que eu tanto amei."
O choro de Jair na avenida da realidade não é apenas pelo desfile perdido, mas pela compreensão tardia da máxima maquiavélica: o poder é um ensaio eterno onde a fantasia nunca está garantida. No fim, quando os refletores do tribunal se apagam e a apuração encerra o espetáculo, restam apenas os retalhos de um projeto político no chão da história, o eco de uma promessa quebrada e o som persistente da faca raspando o prato vazio.
A cabrocha do poder já está ensaiando para o próximo ano, com outro mestre-sala.
Use o código com cuidado.
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O Timão do Éter
A soberania digital entre a rédea do Estado e o vento da liberdade
“O poder que hoje domestica a tempestade amanhã prende o próprio vento.”
O redesenho das comunicações oficiais e a regulação das plataformas digitais propostos pelo governo desencadeiam um profundo embate sobre os limites do controle estatal e a preservação do debate público na nova era tecnológica.
O silêncio que se seguiu ao anúncio das urnas não era o de um país que descansava, mas o de um bicho imenso que retoma o fôlego antes do próximo salto, e foi nesse hiato de tempo suspenso que o Timoneiro, subindo ao palanque com os olhos postos num horizonte que só os velhos marinheiros conseguem divisar, proferiu as palavras que a revista CartaCapital recolheria no dia seguinte como se fossem as tábuas de uma nova lei, ali estava escrito, com as letras garrafais do pragmatismo sobrevivente, que a pátria não mais seria o quintal de impérios invisíveis que operam por trás de algoritmos e nuvens de dados, que as máquinas de calcular o ódio seriam domesticadas pelas mãos do Estado, pois se um homem mata outro na rua a lei o alcança, por que haveríamos de tolerar que o mate na praça pública da ilusão digital, e assim, entre o aplauso dos devotos e o ranger de dentes dos mercadores do templo financeiro, decretava-se o início de um quadriênio onde a informação oficial não seria apenas dita, mas sim blindada contra os ventos que sofram do Norte ou do Oriente, um plano tão vasto e geométrico que parecia ignorar a miopia dos homens que só enxergam o dia de amanhã.
Mas a história, que tem o hábito irônico de não se deixar escrever por uma única mão, logo tratou de encontrar o seu contraponto no recôndito da própria linhagem do Timoneiro, quando sua filha, recolhida à sua própria escrivaninha e armada com a mesma tinta densa e sem repouso das vírgulas que se recusam a terminar antes da hora, fez circular a sua réplica, dizendo ela que o pai, cego pela claridade da própria vitória, esquecia-se de que o Estado que hoje regula a palavra para proteger o cidadão é o mesmo monstro de mil cabeças que amanhã, mudados os ventos e trocado o maquinista, usará as mesmíssimas travas para calar a boca de quem ousa dissentir, que a regulação das redes, por mais justa que pareça no calor do palanque, assemelha-se à tentativa de prender o éter dentro de uma caixa de ferro, e que ao tentar criar uma verdade estatal imune às intromissões estrangeiras, o velho combatente corria o risco de construir não a soberania sonhada, mas uma fortaleza de espelhos onde o governo só ouviria o eco das suas próprias certezas, esquecendo que a liberdade, essa palavra tantas vezes gasta e prostituída pelos dois lados da trincheira, só sobrevive quando lhe é permitido correr o risco do erro e do desvario.
A palavra livre não cabe dentro de nenhuma caixa de ferro estatal
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