quinta-feira, 22 de outubro de 2026

O Ser, o Parecer e a Palavra

Tom Jobim | Sabiá | Inédito Biscoito Fino Áudio oficial da música "Sabiá ", interpretada por Tom Jobim. Tom Jobim foi, sem dúvida, um dos grandes poetas da música brasileira. As gravações de "Inédito" são de 1987 e foram lançadas em álbum duplo em 1995, um ano depois da morte do artista. Todas as músicas foram gravadas em estúdio adaptado na casa de Tom. Perfeito para os amantes da boa música. Ouça o álbum completo em todas as plataformas de música. Letra Sabiá (TOM JOBIM / CHICO BUARQUE) Jack Nicholson BR The Bucket List - Never Trust A Fart "Quase no final do maravilhoso filme Antes de Partir (The Bucket List) de 2007, Jack chega à sua sala, saindo de um lavabo (creio eu) diz para seu jovem gerente que está sentado na poltrona, revisando os papéis:" eu vi um baile de debutantes p.327 html

O Ser, o Parecer e a Palavra:
Uma Jornada do Conceito à Performance

A existência humana oscila entre o que guardamos no íntimo e o que projetamos para o mundo. O dilema entre essência e aparência não é apenas um debate filosófico estéril; ele se manifesta na desconstrução da linguagem, na literatura e na entrega absoluta da performance artística. Este ensaio costura essas três frentes, unindo o conceito original, a arquitetura da palavra e o ápice da expressão humana.

I. A Dialética do Ser e do Parecer

O ponto de partida da nossa reflexão repousa na máxima "ser é parecer". Historicamente, a filosofia tentou separar a essência (a verdade interna) da aparência (a projeção externa). No entanto, a modernidade e a era da performance borraram essas fronteiras.

A aparência deixou de ser apenas um simulacro da verdade para se tornar a própria moeda de troca social. Como antecipou Maquiavel na política e como escancaram as redes sociais contemporâneas, o "parecer" frequentemente dita a realidade prática. O desafio humano reside em equilibrar essa balança: como habitar um palco social sem perder a coerência e a autenticidade do próprio ser?

II. A Arquitetura Fractal da Palavra

Se o ser e o parecer duelam na vida, eles encontram uma trégua na linguagem. A palavra tem o poder de quebrar as aparências para revelar novas essências. Demonstramos isso ao desestruturar três substantivos próprios profundamente enraizados na identidade e na geografia brasileira:

  • Sabiá transmutado em Sá Bia (A transformação da natureza na figura humana e caipira).
  • Delfim transmutado em Del Fim (A transição de um título de nobreza para uma condição existencial e teleológica).
  • Suassuna transmutado em Sua Suma (A fusão de um sobrenome histórico com a ideia de um compêndio de totalidade).

Ao quebrar a casca fonética desses termos, criamos um substantivo composto triplo estruturado de forma fractal. A linguagem aqui opera no nível da essência: ela desconstrói o que a palavra "parece" ser na superfície para criar um novo "ser" poético, um enigma metalinguístico que homenageia a sonoridade e a literatura armorial.

III. A Performance como Fusão da Essência

O ápice desse encontro entre o conceito e a forma se materializa na arte. Na crônica dedicada a Jack Nicholson no livro Pelo Buraco da Fechadura: Eu Vi um Baile de Debutantes, o cronista Mario Prata capta o momento exato em que a técnica e a alma se fundem.

Na cena final do funeral no filme The Bucket List (Antes de Partir), Nicholson "parece improvisar". Ali, o ator quebra a barreira do roteiro (a aparência do personagem) e entrega a sua própria vulnerabilidade diante da finitude (a essência do ser). É o instante em que o parecer se torna tão genuíno que se transforma em ser. O grande artista é aquele que usa a simulação para revelar a verdade mais nua e crua da experiência humana.

[ FILOSOFIA ] Ser vs. Parecer
(Dilema Essencial)
>> [ LINGUAGEM ] Sá Bia, Del Fim
Sua Suma
(Quebra Fractal)
>> [ ARTE / PERFORMANCE ] O Improviso de Nicholson
(A fusão da técnica com a verdade nua)

Conclusão: A Suma de Tudo

Partindo da abstraction filosófica, passando pela desconstrução cirúrgica da palavra, até desaguar na crônica da performance cinematográfica, percebemos que o ser e o parecer não são inimigos excludentes. Eles são as duas faces da mesma moeda existencial. A palavra dita o ritmo, a filosofia provoca o pensamento, e a arte — seja na crônica de Prata ou no olhar de Nicholson — executa a síntese final: parecer, com tanta entrega, até que não reste outra opção a não ser ser.

Nota de encerramento: Com produtividade embutida todos a tinham como premissa implícita, que levavam a trincar e ranger de dentes com as embalagens de crescimento, desenvolvimento e prosperidade: Delfim, Meirelles e Paulo Guedes.
Use o código com cuidado. Antes de Partir - filme completo dublado em portugues Mut tia 1 / 79 html

Amigos do Blog,

Aqui é o Pedro Silveira. Sentem-se confortáveis nas poltronas das suas cabines, pois o mar da economia brasileira nunca é calmo. Para cruzar esse oceano de números herméticos e teses que parecem mais nós táticos de técnicos de gabinete, convidei para sentar aqui na cabine de transmissão o nosso eterno comandante, o homem que já esteve no timão das naus de Itamar Franco e Fernando Henrique Cardoso. Ele que desenhou a jogada ensaiada do Real, da sua gênese nos treinos até os versículos da consagração no gramado. Fala, meu garoto, João Saldanha! Decodifica esse jogo para a moça que está nos ouvindo e pro rapaz que não quer trincar os dentes com o economês.

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Pedro, meus amigos. O negócio é o seguinte, e não tem mistério. Economia é que nem futebol: se você joga para a torcida e esquece de arrumar a defesa, toma de goleada no contra-ataque. E o que a gente viu nessas últimas décadas foi muito técnico de prancheta bonita, metido a sabichão, prometendo o título do "desenvolvimento" sem saber o básico do feijão com arroz.

Vamos botar a bola no chão e olhar o campo por setores, sem borrar a tática.

A Pré-História do Nosso Meio-Campo

Primeiro, vieram os caras que a crônica gosta de incensar. O Delfim jogava naquele estilo antigo, do "deixa o bolo crescer que depois a gente divide". O resultado? O bolo cresceu, os cartolas comeram tudo na tribuna de honra e a geral ficou com fome, na base do arrocho. Anos depois, o Meirelles entrou com aquela retranca italiana, o tal do Teto de Gastos. Trancou o time lá atrás, proibiu o apoio dos laterais e o povo ficou sem saúde e sem educação. Aí veio o Paulo Guedes, o ultraliberal da praia, prometendo um "boom" de investimentos que parecia aquele ponta-esquerda cisca-cisca: corre, faz fumaça, pedala, mas não cruza uma bola na área. Vendeu os anéis e os dedos do Estado e entregou a inflação no preço do arroz e do feijão.

Aí o torcedor me pergunta: "E os governos que vieram depois, João?" Vamos por partes.

2003 a 2006: O Palocci jogando na segurança

Quando o Lula assumiu em 2003, todo mundo achava que o time ia partir para o ataque desordenado. Que nada. O Antonio Palocci pegou o esquema tático que a gente tinha deixado redondinho no governo do Fernando Henrique — o Tripé Macroeconômico — e não mexeu em time que está ganhando. Manteve o superávit, garantiu a defesa e o mercado se acalmou. Com a casa arrumada, sobrou espaço para o passe curto: o Bolsa Família e o aumento real do salário mínimo. Foi um feijão com arroz bem temperado. O time não deu espetáculo de cara, mas ganhou os três pontos.

2007 a 2014: O Mantega e o ataque total (que virou chuveirinho)

Aí o Palocci saiu e o Guido Mantega assumiu a camisa 10. No começo, de 2007 a 2010, pegou o vento a favor das commodities — o nosso atacante de área que estava iluminado. O Mantega olhou pro banco e falou: "Vamos pro ataque!". Lançou o PAC, botou o BNDES e os bancos públicos para tabelar no ataque, injetando crédito na praça. O consumo explodiu, a torcida fez a festa.

Só que o sujeito se empolgou, Pedro. De 2011 a 2014, já no governo Dilma, o jogo mudou lá fora, mas o Mantega continuou querendo jogar no ataque total. Inventou a tal da "Nova Matriz Econômica". Forçou a queda dos juros no grito do treinador, deu desoneração fiscal para a indústria como quem distribui bicho adiantado e tabelou o preço da gasolina e da energia na marra. O que aconteceu? O meio-campo desguarneceu, as contas públicas estouraram e o time cansou. Foi o início do sufoco.

2015 a 2016: O Ajuste no Desespero

O segundo tempo da Dilma foi uma bagunça tática tremenda. Ela viu que o esquema do Mantega tinha falido e chamou o Joaquim Levy, o "Mãos de Tesoura", que jogava na escola do Meirelles. O cara quis dar um cavalo de pau no time no meio do campeonato. Cortou tudo, travou as jogadas, mas o vestiário já estava rachado com o Congresso. Não teve esquema tático que salvasse. O Nelson Barbosa ainda tentou entrar no finalzinho para acalmar os ânimos, mas a nau já tinha colidido com o iceberg do impeachment.

2023 a 2026: O Haddad e o esquema do "Novo Arcabouço"

E agora, meus amigos, nessa última temporada de 2023 a 2026, quem assumiu a prancheta foi o Fernando Haddad. O homem pegou o time destroçado depois do Guedes e teve que inventar um esquema novo porque o Teto de Gastos do Temer e do Meirelles já tinha estourado faz tempo.

O que o Haddad fez? Criou o "Novo Arcabouço Fiscal". Em vez de prender o time na zaga que nem o Meirelles, ou de abrir as pernas e privatizar tudo que nem o Guedes, ele propôs um equilíbrio: o gasto do governo só cresce se a receita crescer. É o legítimo esquema 4-4-2 moderno. Para financiar o social e os investimentos públicos, ele foi buscar receita onde os outros técnicos não tinham coragem de mexer: foi taxar as apostas esportivas, as compras dos ricaços no exterior, as grandes empresas. Buscou o equilíbrio fiscal não cortando a perna do trabalhador, mas cobrando de quem estava assistindo ao jogo de camarote. Foi pragmático. Não é o futebol arte que a ala mais radical queria, mas manteve a inflação sob controle e o PIB rodando sem a torcida quebrar as cadeiras do estádio.

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É isso, meus amigos do Blog. João Saldanha matou a bola no peito e colocou no ângulo. A economia brasileira é um campeonato longo, cheio de técnicos que prometem a taça da prosperidade na base do gogó, mas a verdade é que só ganha quem equilibra a responsabilidade no bolso com a comida no prato do povo. Um abraço e até a próxima viagem!

Use o código com cuidado.
Antes de partir – um filme sobre tudo o que é importante na vida Um diagnóstico de câncer é sempre algo assustador, que nos coloca sob a perspectiva da nossa própria morte. Foi isso que aconteceu com Carter Chambers (Morgan Freeman), um mecânico que é levado ao hospital após passar mal durante um tratamento experimental para combater o câncer, e com Edward Cole (Jack Nicholson), o dono do hospital, que também está internado por causa da doença. O contraste entre os dois homens de meia idade é interessante: dividem o quarto do hospital um humilde trabalhador casado e pai de família, e um rico administrador, que apesar de achar incômodo dividir o quarto com um estranho nada pode fazer, pois foi ele mesmo quem criou a política de dois leitos por quarto, para ganhar mais dinheiro com o hospital. Eleição dos rejeitados: Lula pressiona por erro de Flávio Bolsonaro | Estadão Analisa Estadão Analisa 2 / 1.032
quinta-feira, 22 de outubro de 2026 Volatilidade do voto sobe e TSE discute proibir canais do "zap", por Luiz Carlos Azedo Correio Braziliense Enquanto aguarda explicações da Meta, o Tribunal Superior Eleitoral admite restringir canais políticos de WhatsApp com mais de 200 mil seguidores nas 48 horas anteriores à votação Na reta de chegada da campanha presidencial, aumentaram o contingente e a volatilidade dos indecisos, talvez porque a dureza dos ataques entre os candidatos tenha também provocado mais rejeição. Flávio Bolsonaro mantém o favoritismo numérico nas cinco pesquisas divulgadas ontem, mas sua vantagem sobre Luiz Inácio Lula da Silva é estreita. O aumento dos indecisos gera instabilidade nas campanhas e mostra que, agora, sim, a maioria dos eleitores entrou no debate eleitoral. Lula e Flávio também intensificam a presença nas redes e a mobilização dos apoiadores. Nesse ambiente, decisões do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sobre o funcionamento das plataformas podem interferir na capacidade de cada candidatura alcançar justamente quem ainda hesita. A Quaest registra de forma clara a mudança. Na pergunta espontânea, sem apresentação dos nomes dos candidatos, os indecisos passaram de 7% para 14% em uma semana. Flávio recuou de 43% para 40%, enquanto Lula passou de 42% para 40%. Na pesquisa estimulada, porém, quando os nomes são apresentados, a indefinição fica em 2%, ante 1% anteriormente. Ou seja, a hesitação é maior do que aquela captada pela escolha direta entre os dois concorrentes. A alteração é especialmente significativa entre mulheres e independentes. No eleitorado feminino, as indecisas passaram de 8% para 17% — Lula perdeu quatro pontos e Flávio, cinco. Entre os homens, a indefinição cresceu três pontos. Entre os independentes, o salto foi ainda maior: de 13% para 31%, acompanhado de recuos de 10 pontos para Lula e cinco para Flávio. Na direita não bolsonarista, o candidato do PL caiu de 89% para 82%, enquanto os indecisos chegaram a 9%. São segmentos nos quais as fidelidades políticas oferecem menor proteção contra o desgaste da campanha. O debate de domingo passado, marcado por acusações recíprocas, ajuda a analisar esse desconforto, embora a pesquisa não permita atribuir toda a mudança ao confronto: as entrevistas ocorreram entre os dias 17 e 20, abrangendo momentos anteriores e posteriores ao encontro. Na prática, com o confronto direto, os candidatos mobilizaram suas campanhas, mas deixaram parte do público sem resposta para preocupações concretas. A circulação incessante de cortes nas imagens do debate, para atacar os adversários, prolongou as polêmicas nos celulares e pode ampliar tanto a rejeição quanto a disposição de reconsiderar o voto. Nos votos válidos, Flávio aparece com 50,7% na Veritá, cerca de 50,6% na Quaest, 51,1% na Futura, aproximadamente 51% na Palver e 51,1% na Ideia. Todas lhe dão vantagem numérica, dentro das respectivas margens de erro. A distância para Lula diminuiu nas séries Veritá e Quaest, mas aumentou na Futura e na Palver. O favoritismo permanece sendo de Flávio, mas a disputa continua aberta e não se pode descartar uma virada de Lula. Mordaça É nesse cenário que a atuação do TSE preocupa. O Conselho de Supervisão da Meta, órgão independente, reconheceu falhas na aplicação das políticas antifraude às contas de anúncios de Lula e cobrou revisão especializada. A manifestação dá substância às reclamações de tratamento desigual. A empresa, por sua vez, nega interferência política e atribui os episódios a problemas técnicos. O reconhecimento das falhas exige apuração de seus efeitos e se houve favorecimento deliberado. Os episódios apontados como interferência ao impulsionamento de publicações de Lula e diferenças na geração de imagens pela inteligência artificial. A Meta admitiu que seus filtros nem sempre reconheciam candidatos identificados pela combinação de prenome e número eleitoral. O TSE determinou correções e comprovação de tratamento igualitário e, ontem, deu prazo de 24 horas ao Ministério Público Eleitoral para avaliar as medidas. Houve providências, mas a demora é injustificável. Numa campanha tão curta, uma oportunidade de comunicação perdida dificilmente pode ser restituída depois. Enquanto aguarda explicações da plataforma, a cúpula do tribunal discute restringir canais políticos de WhatsApp com mais de 200 mil seguidores nas 48 horas anteriores à votação. O alcance formal seria geral, mas o impacto político da mordaça seria desigual: o Exército do Lula, com mais de 7 milhões de inscritos, tornou-se instrumento central da reação petista nas redes e nas ruas, enquanto o canal Tropa do Flávio tem 2,5 milhões. Após a repercussão negativa da iniciativa, Nunes Marques afirmou rejeitar mudanças de última hora; Mendonça sustentou que a minuta resultou de discussão coletiva. A Corte deverá tomar uma decisão ainda hoje. Os precedentes são preocupantes. Nunes Marques suspendeu o canal a pedido da campanha de Flávio. O relator Ricardo Villas Bôas Cueva restabeleceu seu funcionamento diante da insuficiência de provas. A análise técnica não localizou os conteúdos apontados, embora registrasse lacunas decorrentes de mensagens apagadas ou editadas. Depois de novo bloqueio, o registro formal pela campanha permitiu sua liberação. Combater ilícitos exige provas, rapidez e proporcionalidade. Discutir uma restrição geral às vésperas da votação, depois desse vaivém, abala a previsibilidade que a Corte deve assegurar. Com indecisos em alta e diferenças mínimas nas pesquisas, a paridade de armas precisa ser demonstrada em decisões coerentes. A confiança no resultado também depende da confiança nas condições da disputa.
quinta-feira, 22 de outubro de 2026 Flávio promete a volta de programa que abriu brechas para lavagem de dinheiro pelo PCC, por Adriana Fernandes Folha de S. Paulo Perse é o pior benefício tributário de todos os tempos Não é mera coincidência que no mesmo dia o candidato tenha se reunido com mais de 30 sertanejos em Goiânia; eles foram os grandes beneficiários dessa farra tributária O Perse é o maior programa de lavagem de dinheiro e sonegação do país. Não é a coluna quem afirma. São os investigadores que há pelo menos três anos apuram as irregularidades possibilitadas pelas brechas nas regras do benefício tributário, criado pelo governo Jair Bolsonaro para socorrer o setor de eventos dos prejuízos com a pandemia da Covid-19. Em 2024, a Folha revelou que fiscais da Receita tinham encontrado no programa indícios de operações de lavagem de dinheiro de atividades ilícitas no país, após o custo do benefício tributário explodir no ano anterior. Em março daquele mesmo ano, a Polícia Federal e a Receita Federal lançaram uma ofensiva para fechar o cerco contra os crimes cometidos por empresas beneficiárias do Perse. Empresas investigadas na operação Latus Actio eram suspeitas de integrar um esquema de lavagem de dinheiro para o PCC. As empresas utilizadas para lavagem de dinheiro se valeram do Perse para não pagar imposto. O benefício se tornou um atrativo para que firmas do setor de eventos, ou registradas como se fossem atuantes na área, fossem utilizadas para ilegalidades. As operações Jogo de Sombras, Arena e Conto da Sorte deste ano apuraram o uso de empresas de eventos para a lavagem de dinheiro de bets. Apesar de o programa ser uma porta aberta para fraudes, o Perse foi renovado com apoio de parlamentares do alto clero do Congresso e ganhou um teto de R$ 15 bilhões de renúncia fiscal. Em abril do ano passado, o programa foi encerrado porque o limite foi atingido rapidamente. Mesmo com todo esse histórico nefasto, Flávio Bolsonaro anunciou que vai ressuscitar o Perse. É mais uma medida na direção oposta à do programa de ajuste fiscal prometido pela sua equipe econômica, de cortar renúncias para reduzir a dívida pública. Não é mera coincidência que no mesmo dia o candidato tenha se reunido com mais de 30 sertanejos em Goiânia. Eles foram os grandes beneficiários dessa farra tributária. Não há privilégio maior: pagar zero de imposto para desfilar por aí em seus jatinhos.

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