terça-feira, 13 de outubro de 2026

O Livro de Areia

'O Livro de Areia' : resumo do enredo O narrador mora em Buenos Aires. Certa noite, um livreiro — um homem alto das Ilhas Orkney, na Escócia — aparece à sua porta, anunciando que vende Bíblias. O narrador o convida a entrar e o livreiro lhe mostra um livro incomum, que o narrador considera surpreendentemente pesado. Na lombada do livro estão as palavras "Sagrada Escritura" e "Bombaim". O Grande Circo Místico l Trailer Oficial - 15 de novembro nos cinemas! Dublagem automática H2O Films 11 de set. de 2018 O Grande Circo Místico é o 18º longa-metragem de Carlos Diegues, um dos nomes mais importantes da cultura e do cinema brasileiros. Inspirado no poema de Jorge de Lima e com músicas de Chico Buarque e Edu Lobo. O filme conta a história de cinco gerações da família dona do circo. Desde a inauguração do Grande Circo Místico, em 1910, até os dias atuais, os espectadores acompanharão com a ajuda de Celaví, o mestre de cerimônias, as aventuras e os amores da família Kieps, desde o início, passando por sua decadência, até o surpreendente final. Um filme em que realidade e fantasia se juntam em um universo místico.
O Grande Circo Místico By Simone Prado Ribeiro segunda-feira, dezembro 01, 2014 Poesia No comments Um clássico e um dos melhores poemas que já li desse grande homem das Letras: Jorge de Lima. Foi também inspiração para a música "Beatriz", de Chico Buarque. O médico da câmara da imperatriz Tereza – Frederico Knieps – resolveu também que seu filho fosse médico, mas o rapaz fazendo relações a equilibrista Agnes, com ela se casou, fundando a dinastia do circo Knieps de que tanto se tem ocupado a imprensa. Charlote, filha de Frederico, se casou com o clown (palhaço), de quem nasceram Marie e Oto. Oto se casou com Lily Braun a grande deslocadora que tinha no ventre um santo tatuado. A filha de Lily Braun – a tatuada no ventre, quis entrar para um convento, mas Oto Frederico Knieps não atendeu, e Margarete continuou a dinastia do circo de que tanto se tem ocupado a imprensa. Então Margarete tatuou o corpo, sofrendo muito por amor de Deus, pois gravou em sua pele rósea a Via-Sacra do Senhor dos Passos. E nenhum tigre a ofendeu jamais; e o leão Nero que já havia comido dois ventríloquos, quando ela entrava nua pela jaula a dentro, chorava como um recém nascido. Seu esposo - o trapezista Ludwig nunca mais a pode amar pois as gravuras sagradas afastavam a pela dela e o desejo dele. Então, o boxeur Rudolf que era ateu e era o homem-fera derrubou Margarete e a violou. Quando acabou o ateu se converteu, morreu. Margarete pariu duas meninas que são o prodígio do Grande Circo Knieps. Mas o maior milagre são as suas virgindades. Em que os banqueiros e os homens de monóculo têm esbarrado; são as suas levitações que a platéia pensa ser truque; e a sua pureza em que ninguém acredita; são as suas mágicas que os simples dizem que há o diabo; mas as crianças crêem nelas, são seus fiéis, seus amigos, seus devotos. Marie e Helene se apresentam nuas, dançam no arame e deslocam de tal forma os membros que parece que os membros não são delas. A platéia bisa coxas, bisa seios, bisa sovacos, Marie e Helena se repartem todas, se distribuem pelos homens cínicos, mas ninguém vê as almas que elas conservam puras, e quando atiram os membros para a visão dos homens, atiram as almas para a visão de Deus. Com a verdadeira história do Grande Circo Knieps muito se tem ocupado a imprensa. (poema de Jorge de Lima) Enviar por e-mail Postar no blog! Compartilhar no X Compartilhar no Facebook
terça-feira, 13 de outubro de 2026 Ecos da resistência, da rua ao Congresso, por Maria Cristina Fernandes Valor Econômico Há sinais fartos de que o país não ficará a reboque de um eventual endurecimento do regime
O Vício da Areia e os Ecos do Tabuleiro A história não anda para trás, mas teima em não avançar nas percepções de quem finge guiar o país. Quando o ex-presidente disparou o seu infame "não pintou clima", após invadir a privacidade e a dignidade de jovens imigrantes venezuelanas vulneráveis, a oposição institucional chiou. Gritou nas redes, fez barulho, mas não moveu uma palha real para cessar aquele despautério de governante dissimulado. O objetivo real nunca foi a justiça ou a proteção social; foi apenas sangrar o adversário. Uma estratégia viciada, idêntica àquela que o próprio establishment usou no passado quando tentou sangrar o governo de turno no escândalo do Mensalão — e viu o alvo se salvar, reeleger-se e retornar ao topo. O risco dessa miopia deliberada é ignorado por quem joga apenas areia nos olhos do competidor da terceira via. Cega-se o debate público para manter viva uma polarização artificial com um suposto "pato manco". Mas o jogo virou. O pato manco agora ameaça voltar pelos braços de um filho, carregando o espólio político rampa acima, numa emulação irônica e plagiada do simbolismo popular de Candido Portinari que organizaram na posse de Luiz Inácio da Silva. A ironia temporal é implacável: o que parecia um passado distante ou um futuro consolidado se mistura na fumaça das urnas de 2026. É nesse ponto que o diagnóstico das ruas cruza com a análise certeira da jornalista Maria Cristina Fernandes. Enquanto o nosso olhar se fixa na rampa e nos erros de cálculo da oposição tradicional, Fernandes nos lembra de que "há sinais fartos de que o país não ficará a reboque de um eventual endurecimento do regime". Se por um lado assistimos ao avanço acachapante do PL no Congresso e à projeção de um Flávio Bolsonaro ao Planalto, por outro, as ruas e as instituições mostram que o território já não é cativo de uma única força. O nó górdio, contudo, permanece o mesmo que criticamos no início: as ambições desmedidas. Fernandes joga luz sobre os bastidores dessa cegueira estratégica ao cravar que "a bancada só não será maior porque ambições desmedidas impediram que Psol e PT formassem uma federação". Por míseros 185 votos no Espírito Santo, o pragmatismo canibal da esquerda preferiu o isolamento à sobrevivência conjunta, desperdiçando a força de puxadores de voto históricos e empurrando o Psol para a guilhotina da cláusula de barreira. Enquanto a velha guarda se engalfinha em vaidades e táticas de desgaste mútuo, uma bancada jovem de "caçadores de pokémon" assume o proscênio. Se antes se limitavam a vídeos virais, hoje pautam o Senado com o fim da jornada 6x1. Eles entenderam o que a terceira via e os velhos caciques ignoraram: o Congresso não é uma relva passiva à espera do trator bolsonarista, mas sim uma caixa de ressonância de acordes dissonantes. Do Republicanos de Marcos Pereira e Tarcísio de Freitas ao feudo de Davi Alcolumbre, o poder exige negociação, não apenas lacração. No xadrez que se desenha para 2027, as fissuras estão expostas para quem quiser ver. Flávio Bolsonaro, se eleito, não herdará um tapete vermelho; herdará um labirinto onde terá de mediar inclusive as ambições de sua madrasta, Michelle Bolsonaro, líder de uma bancada feminina histórica que não aceitará o banco de reservas. A tragédia da nossa percepção política é acreditar que o jogo se resume a jogar areia no vizinho para polarizar com o fantasma da vez. A história não retrocede, mas enquanto as lideranças agirem por vaidade mesquinha, sabotando federações e apostando no "quanto pior, melhor", continuaremos presos a esse eterno retorno. O eleitor, como bem nota Fernandes, já resolveu dar as caras para avisar que também está no jogo. Resta saber se os políticos vão finalmente parar de olhar para o próprio umbigo e começar a ler os sinais que vêm das ruas.
‘Pintou um clima’: internautas repercutem fala de Bolsonaro sobre meninas venezuelanas em Brasília Trecho de entrevista para podcast alcançou os assuntos mais comentados do Twitter; políticos da oposição reagiram as declarações: 'Nojo' Por Kathlen Barbosa, Alfredo Mergulhão e Mariana Muniz — Brasília 15/10/2022 16h44 Atualizado há um ano "15 de out. de 2022 Uma declaração do presidente Jair Bolsonaro (PL) sobre jovens venezuelanas repercutiu nas redes sociais neste sábado e chegou a ser um dos assuntos mais comentados do Twitter brasileiro. Em entrevista nesta sexta-feira, o presidente disse que, durante um passeio de moto pela comunidade de São Sebastião, nas proximidades de Brasília, avistou meninas de 14 e 15 anos e que “pintou um clima” antes de pedir para ir à casa delas."
O Livro de Areia, de Jorge Luis Borges – Resenha de livro por Marcia Saito 13/12/2014 contos fantásticos Jorge Luis Borges Livro de Areia melancolia Undr O-LIvro-de-AreiaColeção Folha Literatura Ibero-Americana 104 pags Um coletânea de 13 contos do renomado escritor Jorge Luis Borges, onde o epílogo explica sobre as várias temáticas que cada conto aborda. A expressividade em seus textos mostra a versatilidade de sua essência de escritor de texto e estilo de escrita único, que mostra desde seu apuro literária narrativa em versões de histórias com detalhamentos históricos que convencem. Outros contos, em sua simplicidade narrativa mas não menos sensível, explora-se na trama a sensibilidade do autor na percepção da alma humana, além de mostrar sob a ótica fantástica, dando um sentido quase mágico em suas histórias. Chama atenção pelo nome curioso, O Livro de Areia, que é o título de um dos contos da coletânea. Esse conto lida com o fantástico de uma forma que prende a atenção, do começo ao fim. Uma opinião pessoal a respeito deste livro, digo que nunca havia lido nada deste escritor tão conhecido e que arrasta milhares de fãs literários. Não tenho o comparativo de suas outras obras para dizer que é o melhor dele, mas o que li foi interessante em conhecer os vários lados deste escritor tão extraordinário e digno de sua fama, de homem de admiráveis talentos. Há contos de sua notória qualidade literária, mas cheio de rebuscamento que sufoca um tanto a trama geral da história. Outras, em sua simpliciade de desenvolvimento, mostraram o que havia de melhor em percepções filosóficas da condição e pensamentos humanos. Mesmo os que remotavam uma certa melancolia, como o conto “Undr”, não havia como meditar a respeito do contexto da história. Nunca imaginaria que um autor que trata de suas histórias com teor fantástico, ganharia tanta notoriedade e respeito no meio literário. É livro que releria, para avaliar sob as várias óticas que variam em cada época de nossas vidas.

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