Inspirados já nos ensinamentos de Sófocles, aqui, procurar-se-á a conexão, pelo conhecimento, entre o velho e o novo, com seus conflitos. As pistas perseguidas, de modos específicos, continuarão a ser aquelas pavimentadas pelo grego do período clássico (séculos VI e V a.C).
sábado, 31 de outubro de 2026
AFIRMA PEREIRA
Afirma Pereira (no original em italiano: Sostiene Pereira) é um aclamado romance escrito pelo autor italiano Antonio Tabucchi e publicado em 1994.
Sinopse
Escrito em 1993, o livro narra a trajetória de Pereira, um jornalista viúvo, de meia-idade, que se ocupa de sua saúde frágil, de traduzir contos para a página cultural de um jornal vespertino e de conversar com o retrato da mulher morta. Sua rotina reflete a passividade diante da vida e dos acontecimentos que o rodeiam, em Portugal em 1938, durante a ditadura salazarista. De repente, porém, Pereira conhece e se envolve com Monteiro Rossi, jovem que passa a colaborar para o jornal. Pereira, então, aos poucos, rompe a passividade e se posiciona decisivamente.
Principais Informações da Obra
• Enredo e Contexto: A história se passa em Lisboa, no verão de 1938, durante a ditadura fascista de Salazar em Portugal, tendo como pano de fundo a Guerra Civil Espanhola e a ascensão do nazismo na Europa.
• O Protagonista: Pereira é um jornalista de meia-idade, viúvo, de saúde frágil e melancólico, que dirige a página cultural de um jornal vespertino chamado Lisboa. Ele passa os dias imerso na literatura, bebendo limonada com açúcar e conversando com a fotografia de sua falecida esposa.
• A Virada: Sua rotina muda quando ele contrata o jovem e idealista escritor Francisco Monteiro Rossi. Em vez de redigir obituários comuns, o jovem escreve textos de forte teor político e crítico. Ao se envolver com ele e com os bastidores da resistência ao regime, Pereira é levado a romper sua passividade e a se posicionar politicamente.
• Adaptações:
• O livro foi adaptado para o cinema em um filme homônimo dirigido por Roberto Faenza, estrelado por Marcello Mastroianni no papel principal.
• Ganhou também uma adaptação em graphic novel (quadrinhos) ilustrada por Pierre-Henry Gomont e lançada no Brasil pela Editora Nemo.
O Dr. Pereira trabalha no jornal vespertino chamado Lisboa.
A imagem mostra a capa da adaptação em quadrinhos do célebre livro Afirma Pereira, escrito por Antonio Tabucchi. Na trama ambientada em Portugal no ano de 1938, Pereira é um jornalista veterano encarregado de dirigir a página de cultura desse periódico lisboeta.
Metempsicose
A metempsicose é a doutrina filosófica e religiosa que defende a transmigração da alma de um corpo para outro após a morte física, podendo essa nova forma ser a de outro ser humano, de um animal ou até mesmo de um vegetal.
Principais características
• Etimologia: A palavra vem do grego metempsychosis, formada por meta- (mudança) e psyche (alma).
• Origem histórica: O conceito tem raízes na antiga Índia, espalhou-se pelo Egito e foi introduzido na Grécia Antiga por filósofos como Pitágoras e, posteriormente, discutido por Platão.
• Diferença para a reencarnação: Embora muitas vezes usadas como sinônimos, a metempsicose tradicional aceita que uma alma humana possa regredir e encarnar no corpo de um animal. Em correntes como o Espiritismo, a reencarnação é vista estritamente como um processo evolutivo contínuo e ascendente (o espírito humano não retrocede para o corpo de um animal).
Metempsicose - Livro dos Espíritos - Questões 611 a 613
TV CEAHA
21 de fev. de 2022
Vídeos (Semanal) sobre o Livro dos Espíritos - Estudo - |90|
Apresentação: Elizabeth Soares de Paula
Centro Espírita Amor e Humildade do Apóstolo - Florianópolis-SC
English Country Garden
Aaron Kenny - Tema
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III – Metempsicose (Perguntas 611 a 613) – O Livro dos Espíritos
Cap. XI - Os três reinos
611. A comunhão de origem dos seres vivos no princípio inteligente não é a consagração da doutrina da metempsicose?
— Duas coisas podem ter a mesma origem e não se assemelharem em nada mais tarde. Quem reconheceria a árvore, suas folhas, suas flores e seus frutos no germe informe que se contém na semente de onde saíram? No momento em que o princípio inteligente atinge o grau necessário para ser Espírito e entra no período de humanidade, não tem mais relação com o seu estado primitivo e não é mais a alma dos animais, como a árvore não é a semente. No homem, somente existe do animal o corpo, as paixões que nascem da influência do corpo e o instinto de conservação inerente à matéria. Não se pode dizer, portanto, que tal homem é a encarnação do Espírito de tal animal, e por conseguinte a metempsicose, tal como a entendem, não é exata.
612. O Espírito que animou o corpo de um homem poderia encarnar-se num animal?
— Isto seria retrogradar, e o Espírito não retrograda. O rio não remonta a nascente. (Ver item 118).
613. Por mais errônea que seja a ideia ligada à metempsicose, não seria ela o resultado do sentimento intuitivo das diferentes existências do homem?
— Encontramos esse sentimento intuitivo nessa crença como em muitas outras; mas, como a maior parte dessas ideias intuitivas, o homem a desnaturou.
Comentário de Kardec: A metempsicose seria verdadeira se por ela se entendesse a progressão da alma de um estado inferior para um superior, realizando os desenvolvimentos que transformariam a sua natureza, mas é falsa no sentido de transmigração direta do animal para o homem e viceversa, o que implicaria a ideia de uma retrogradação ou de fusão. Ora, não podendo realizar-se essa fusão entre seres corporais de duas espécies, temos nisso um indício de que se encontram em graus não assimiláveis e que o mesmo deve acontecer com os espíritos que os animam. Se o mesmo Espírito pudesse animá-los alternativamente, disso resultaria uma identidade de natureza que se traduziria na possibilidade de reprodução material. A reencarnação ensinada pelos Espíritos se funda, pelo contrário, sobre a marcha ascendente da Natureza e sobre a progressão do homem na sua própria espécie, o que não diminui em nada a sua dignidade. O que o rebaixa é o mau uso que faz das faculdades que Deus lhe deu para o seu adiantamento. Como quer que seja, a antiguidade e a universalidade da doutrina da metempsicose, e o número de homens eminentes que a professaram, provam que o princípio da reencarnação tem suas raízes na própria Natureza; esses são, portanto, argumentos antes a seu favor do que contrários.
O ponto de partida do Espírito é uma dessas questões que se ligam ao princípio das coisas e estão nos segredos de Deus. Não é dado ao homem conhecê-las de maneira absoluta, e ele só pode fazer, a seu respeito, meras suposições, construir sistemas mais ou menos prováveis. Os próprios Espíritos estão longe de tudo conhecer, e sobre o que não conhecem podem ter também opiniões pessoais mais ou menos sensatas.
É assim que nem todos pensam da mesma maneira a respeito das relações existentes entre o homem e os animais. Segundo alguns, o Espírito não chega ao período humano senão depois de ter sido elaborado e individualizado nos diferentes graus dos seres inferiores da Criação. Segundo outros, o Espírito do homem teria sempre pertencido à raça humana, sem passar pela fieira animal. O primeiro desses sistemas tem a vantagem de dar uma finalidade ao futuro dos animais, que constituiriam assim os primeiros anéis da cadeia dos seres pensantes; o segundo é mais conforme à dignidade do homem e pode resumir- se da maneira seguinte:
As diferentes espécies de animais não procedem intelectualmente umas das outras, por via de progressão; assim, o Espírito da ostra não se torna sucessivamente do peixe, da ave, do quadrúpede e do quadrúmano; cada espécie é um tipo absoluto, física e moralmente, e cada um dos seus indivíduos tira da fonte universal a quantidade de princípio inteligente que lhe é necessária, segundo a perfeição dos seus órgãos e a tarefa que deve desempenhar nos fenômenos da Natureza, devolvendo-a à massa após a morte. Aqueles dos mundos mais adiantados que o nosso (Ver item 188) são igualmente constituídos de raças distintas, apropriadas às necessidades desses mundos e ao grau de adiantamento dos homens de que são auxiliares, mas não procedem absolutamente dos terrenos, espiritualmente falando. Com o homem, já não se dá o mesmo.
Do ponto de vista físico, o homem constitui evidentemente um anel da cadeia dos seres vivos; mas, do ponto de vista moral, há solução de continuidade entre o homem e o animal. O homem possui, como sua particularidade, a alma ou Espírito, centelha divina que lhe dá o senso moral e um alcance intelectual que os animais não possuem; é o ser principal, preexistente e sobrevivente ao corpo, conservando a sua individualidade. Qual é a origem do Espírito? Onde está o seu ponto de partida? Forma-se ele do princípio inteligente individualizado? Isso é um mistério que seria inútil procurar penetrar e sobre o qual, como dissemos, só podemos construir sistemas.
O que é constante e ressalta ao mesmo tempo do raciocínio e da experiência é a sobrevivência do Espírito, a conservação de sua individualidade após à morte, sua faculdade de progredir, seu estado feliz ou infeliz, proporcional ao seu adiantamento na senda do bem, e todas as verdades morais que são a consequência desse princípio. Quanto às relações misteriosas existentes entre o homem e os animais, isso, repetimos, está nos segredos de Deus, como muitas outras coisas cujo conhecimento atual nada importa para o nosso adiantamento, e sobre as quais seria inútil nos determos*.
NOTA:
* “O Livro dos Espíritos” contém em si toda a doutrina, mas nem todos os princípios do Espiritismo estão nele suficientemente desenvolvidos. A codificação é progressiva. Vemos o aspecto científico desenvolver-se no “O Livro dos Médiuns” e em “A Gênese”; o aspecto religioso em “O Evangelho segundo o Espiritismo” e “O Céu e o Inferno”. Para esclarecimento dessa questão da origem do homem, o leitor deve consultar o capítulo VI de “A Gênese”, parte referente a “Criação Universal” (comunicação de Galileu, recebida por Flammarion e integrada por Kardec na codificação), o capítulo X, “Gênese Orgânica”, especialmente no número 26 e seguintes, referentes ao “Homem Corpóreo” e o capítulo XI, “Gênese Espiritual”. Aconselhável também a leitura de “A Evolução Anímica”, de Gabriel Delanne, obra subsidiária da codificação. Em “Depois da Morte”, de Léon Denis, o capítulo XI da parte segunda intitulado “A pluralidade das existências”. Note-se ainda a concordância dos ensinos acima, sobre o problema da metempsicose, com a constante afirmação dos Espíritos, neste livro, de que: “Tudo se encadeia na Natureza”. (N. do T.)
LE: Os três reinosO livro dos espíritos online
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II – Os Animais e os Homens (Perguntas 592 a 610) – O Livro dos EspíritosI – Caracteres da Lei Natural (Perguntas 614 a 618) – O Livro dos Espíritos
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Muito se pedirá àquele que muito recebeu
O princípio "Muito se pedirá àquele que muito recebeu" pertence ao Capítulo XVIII (Muitos os chamados, poucos os escolhidos) da obra O Evangelho segundo o Espiritismo, de Allan Kardec.
Muito se pedirá àquele que muito recebeu.
10. O servo que souber da vontade do seu amo e que, entretanto, não estiver pronto e não fizer o que dele queira o amo, será rudemente castigado. — Mas, aquele que não tenha sabido da sua vontade e fizer coisas dignas de castigo menos punido será. Muito se pedirá àquele a quem muito se houver dado e maiores contas serão tomadas àquele a quem mais coisas se haja confiado. (S. Lucas, 12:47-48.)
11. Vim a este mundo para exercer um juízo, a fim de que os que não veem vejam e os que veem se tornem cegos. — Alguns fariseus que estavam com ele, ouvindo essas palavras, lhe perguntaram: Também nós, então, somos cegos? — Respondeu-lhes Jesus: Se fôsseis cegos, não teríeis pecados; mas, agora, dizeis que vedes e é por isso que em vós permanece o vosso pecado.
(S. João, 9:39 a 41.)
12. Principalmente ao ensino dos Espíritos é que estas máximas se aplicam. Quem quer que conheça os preceitos do Cristo e não os pratique, é certamente culpado; contudo, além de o Evangelho, que os contém, achar-se espalhado somente no seio das seitas cristãs, mesmo dentro destas quantos há que não o leem, e, entre os que o leem, quantos os que o não compreendem! Resulta daí que as próprias palavras de Jesus são perdidas para a maioria dos homens.
O ensino dos Espíritos, reproduzindo essas máximas sob diferentes formas, desenvolvendo-as e comentando-as, para pô-las ao alcance de todos, tem isto de particular: não é circunscrito; todos, letrados ou iletrados, crentes ou incrédulos, cristãos ou não, o podem receber, pois que os Espíritos se comunicam por toda parte. Nenhum dos que o recebam, diretamente ou por intermédio de outrem, pode pretextar ignorância; não se pode desculpar nem com a falta de instrução, nem com a obscuridade do sentido alegórico. Aquele, portanto, que não aproveita essas máximas para melhorar-se, que as admira como coisas interessantes e curiosas, sem que lhe toquem o coração, que não se torna nem menos vão, nem menos orgulhoso, nem menos egoísta, nem menos apegado aos bens materiais, nem melhor para seu próximo, mais culpado é, porque mais meios tem de conhecer a verdade.
Os médiuns que obtêm boas comunicações ainda mais censuráveis são, se persistem no mal, porque muitas vezes escrevem sua própria condenação e porque, se não os cegasse o orgulho, reconheceriam que a eles é que se dirigem os Espíritos. Mas, em vez de tomarem para si as lições que escrevem, ou que leem escritas por outros, têm por única preocupação aplicá-las aos demais, confirmando assim estas palavras de Jesus: “Vedes um argueiro no olho do vosso próximo e não vedes a trave que está no vosso.” (Cap. X, n.º 9.)
Por esta sentença: “se fôsseis cegos, não teríeis pecados”, quis Jesus significar que a culpabilidade está na razão das luzes que a criatura possua. Ora, os fariseus, que tinham a pretensão de ser, e eram, com efeito, os mais esclarecidos da sua nação, mais culposos se mostravam aos olhos de Deus, do que o povo ignorante. O mesmo se dá hoje.
Aos espíritas, pois, muito será pedido, porque muito hão recebido; mas, também, aos que houverem aproveitado, muito será dado.
O primeiro cuidado de todo espírita sincero deve ser o de procurar saber se, nos conselhos que os Espíritos dão, alguma coisa não há que lhe diga respeito.
O Espiritismo vem multiplicar o número dos chamados. Pela fé que faculta, multiplicará também o número dos escolhidos.
XVIII - Muito se pedirá àquele que muito recebeu, Dar-se-á àquele que tem / Edilson
CEFAK
Confie em si.
A crença em si mesmo vai na
frente e abre caminho para a
felicidade.
Fanatismo
Fagner
Minh'alma, de sonhar-te, anda perdida
Meus olhos andam cegos de te ver
Não és sequer a razão do meu viver
Pois que tu és já toda minha vida
Não vejo nada assim enlouquecida
Passo no mundo, meu amor, a ler
No misterioso livro do teu ser
A mesma história, tantas vezes lida
Tudo no mundo é frágil, tudo passa
Quando me dizem isto, toda a graça
Duma boca divina, fala em mim
E, olhos postos em ti, digo de rastros
Podem voar mundos, morrer astros
Que tu és como Deus: Princípio e Fim!
Ah! Podem voar mundos, morrer astros
Que tu és como Deus: Princípio e Fim!
Eu já te falei de tudo
Mas tudo isso é pouco
Diante do que sinto
Composição: Fagner, Florbela Espanca.
Filipa Biscaia - Marcha dos ciúmes resolvidos
Portugal a Cantar
25 de out. de 2026
Filipa Biscaia - Marcha dos ciúmes resolvidos Vitorino
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