Inspirados já nos ensinamentos de Sófocles, aqui, procurar-se-á a conexão, pelo conhecimento, entre o velho e o novo, com seus conflitos. As pistas perseguidas, de modos específicos, continuarão a ser aquelas pavimentadas pelo grego do período clássico (séculos VI e V a.C).
segunda-feira, 12 de outubro de 2026
Quando nos despertamos de entre os mortos
Brasiliana Iconográfica
Beatriz é ser atriz, em Lobo, em Lima, quiçá em Alighieri.
A sina de atriz
Na vida por um triz.
Beatriz
Edu Lobo - Tema
HAROLDO DUTRA DIAS - A Parábola do Festim das Bodas (2011)
Do Sétimo Céu ao Palco dos Mortos: A Sina da Atriz 🎭✨
O que conecta a musa eterna de Dante Alighieri, a melodia de Edu Lobo, o lirismo de Jorge de Lima e a poesia cirúrgica de Chico Buarque à imagem destes atores em cena? A resposta repousa no mistério que transforma a carne em obra de arte.
No registro João Caldas/Divulgação, o elenco da mais recente montagem de Quando nos Despertamos de Entre os Mortos — testamento literário de Henrik Ibsen dirigido por Elias Andreato — encarna o doloroso acerto de contas entre um escultor e sua antiga musa. É a própria vida sendo devorada em nome da criação artística.
Essa mesma voltagem existencial atravessa a gênese de uma das maiores joias da nossa música. Quando Chico Buarque e Edu Lobo receberam a missão de traduzir o poema O Grande Circo Místico, de Jorge de Lima, depararam-se com um impasse métrico. A equilibrista original chamava-se Agnes. Faltava-lhe o chão. Faltava-lhe a palavra.
Em um lampejo genial, Chico jogou a personagem para o chão do palco, transformou-a em intérprete e foi beber na fonte de Dante Alighieri: rebatizou-a como Beatriz — uma homenagem direta à Beatrice Portinari que guiou o poeta florentino pelo Paraíso. Anos mais tarde, o próprio Chico refinaria o verso definitivo, trocando "a vida de atriz" por "a sina de atriz". Uma mudança que sela a fragilidade e a beleza trágica de se doar ao teatro.
Olhar para estes atores nos palcos é testemunhar essa exata linhagem de criadores que desafiam o tempo por um triz.
Beatriz é ser atriz, em Lobo, em Lima, quiçá em Alighieri.
A sina de atriz
Na vida por um triz.
📸 Na foto: Celso Frateschi, Maria Fernanda Cândido, Maria Manoella, Fernando Nitsch e Angelo Brandini na montagem de Quando Despertarmos de Entre os Mortos.
#Teatro #Cultura #HenrikIbsen #ChicoBuerque #EduLobo #DanteAlighieri #ArtesCenicas #Literatura
Rubek é um artista à beira do fim, preso a uma derradeira tentativa de refazer sua própria história. Irene não é apenas sua musa perdida, mas um espectro de tudo o que poderia ter sido. Memória, delírio e finitude se entrelaçam nessa montagem do último texto escrito pelo dramaturgo norueguês Henrik Ibsen (1828-1906), distorcendo os limites entre realidade e alucinação.
*As sessões de 29/10 a 1/11 contam com recursos de acessibilidade em Libras
FICHA TÉCNICA
Elenco: Celso Frateschi, Maria Fernanda Candido, Maria Manoella, Fernando Nitsch, Angelo Brandini | Direção: Elias Andreato | Assistente de Direção: Angelo Brandini | Direção de Arte: Sylvia Moreira | Direção de Movimento: Irupé Sarmiento | Iluminação: Wagner Freire | Trilha Sonora: Dan Maia | Design Gráfico: Pedro Becker | Pesquisa: Welington Andrade | Fotografia: João Caldas | Direção de Produção: Maurício Inafre | Idealização: Ágora Teatro
Capítulo XVIII — Muitos os chamados, poucos os escolhidos
Muitos os chamados, poucos os escolhidos - Artur Valadares
NEPE Paulo de Tarso | Evangelho e Espiritismo
8 de jan. de 2024
Palestra realizada no dia 07/01/2024 na Sociedade Espírita Casa do Caminho, em Patrocínio/MG.
14 - EURÍPEDES, HOMEM PÚBLICO
A parábola dos talentos (Mateus, XXV: 14 a 30) que o Divino Educador apresenta à Humanidade como programa simbólico de estrutura educativa, evidencia as oportunidades de serviços no plano terreno, como norma imprescindível à evolução espiritual.
Eurípedes – espelho cristalino do servo fiel, no desempenho da missão que o Pai lhe atribuíra como Mensageiro da Sua Vontade, também avançara no tempo, multiplicando as horas de devotamento, no incessante anseio de devolver ao Senhor os talentos havidos nos diversos campos de ação, com que enriqueceu a vinha Divina de frutos soberbos, capital de Luz e Amor que realizou dentro de permanente linha de conduta, tendo a humildade como facho sublime.
Admiram-se alguns do fato de haver Eurípedes conciliado sua participação no Legislativo local com as excelsas tarefas, nos campos mediúnico, educacional e de assistência a enfermos.
Todavia, o acendrado amor de Missionário ao berço natal chamara-o a colaborar decididamente nas iniciativas, que propiciariam à cidade pequenina e esquecida, completamente falha de mínimos recursos de conforto, higiene e cultura, os provimentos indispensáveis à construção de uma nova fase de progresso, cabíveis numa comunidade de quatro mil habitantes.
Os cometimentos exigiam esforço e coragem e mesmo até certa dose de audácia, em face das dificuldades a vencer e reclamavam espírito forte, persistente, tocado de magnetismo santificante como o de Eurípedes para impulsionar o barco rudimentar a bom porto.
Assim, Eurípedes funcionou como Membro da Câmara Municipal de Sacramento apenas nos dois triênios, em que a cidade recebeu os maiores benefícios de sua época.
Analisando os livros de Atas do Legislativo local, o vereador Dr. José Rosa Camilo, fornece-nos importantes dados referentes à atuação de Eurípedes, como homem público, dos quais destacamos os seguintes:
"Os anais da Câmara Municipal, guardam as fases de serviços desenvolvidos por Eurípedes Barsanulfo, podendo-se aperceber do valor incontestável de sua presença no Legislativo sacramentano.
Investido no mandato de Vereador, Eurípedes ocupou com sabedoria e extrema dedicação, nesta Câmara, os cargos de membro das Comissões de "Legislação e Finanças", de "Obras Públicas" e de "Instrução Pública",
Eurípedes – o Homem e a Missão | 167
REPUBLICA DOS ESTADOS UNIDOS DO BRAZIL
Alistamento de 1905
N. 141
Título de eleitor
Estado de Minas Geraes
Municipio de Sacramento
Secção Primeira
Nome do eleitor
Euripedes Barsanulpho
Qualificativos
Idade 25 anos
Filiação Hermogenes C. M. [ilegível]
Estado civil Solteiro
Profissão Professor
Numero de ordem no alistamento geral 128
Rubrica do Presidente da Junta de Recursos
[Em branco]
Assignatura do Presidente da Comissão de Alistamento
José Saturnino Felicíssimo
Assignatura do eleitor
Euripedes Barsanulpho
Sacramento, 20 de Agosto de 1905
Aqui está a transcrição da página 168, que reproduz um documento antigo (Título de Eleitor):
Aqui está a transcrição e descrição dos elementos da página 169:
(Nota: A página contém uma fotografia antiga na horizontal de um grupo de alunos e professores, acompanhada de uma legenda vertical no canto esquerdo).
Texto na legenda da foto (na vertical):
COLLEGIO ALLAN KARDEC
17 - JANEIRO - 910.
ED. PHOT.
Texto na parte inferior da página:
169 | (Gentileza da Revista Internacional de Espiritismo)
Aqui está a transcrição da página 170:
cujos pareceres de cunho essencialmente técnicos e avançados, emitidos numa época em que o nosso município conheceu a mais extraordinária fase de desenvolvimento de sua história (1907-1912), mesmo guardadas as proporções e limitações da época.
Nesse período a cidade recebeu as seguintes construções: uma usina hidrelétrica para 400 KW; uma ferrovia de 14 Km, à tração elétrica; a canalização da água, o cemitério, o matadouro e outros.
As rendas irrisórias dos Poderes Públicos não permitiam realizações de tal vulto. A cidade não era beneficiada por operações bancárias. Restava o embasamento financeiro particular, especialmente provindo de empréstimos realizados com grandes fazendeiros da época. Desse modo, o Sr. Teodoro Rodrigues da Cunha – importante proprietário de terras férteis e em franca produção – foi histórico financista da Câmara para a construção da Usina do Cajuru, que veio substituir os velhos lampiões a querosene, nas vias públicas e as fumarentas lamparinas domésticas.
Destarte, é fácil prever-se o quilate das obrigações municipais, na área particular, a fim de cobrir as vultuosas despesas com os empreendimentos já mencionados."
"Soube Eurípedes – acrescentou o Dr. José Rosa Camilo – desempenhar com desenvoltura e devotamento, segurança e nobreza extremas, a árdua missão de representante da vontade do povo junto ao Poder Legislativo do Município, constituindo-se paralelamente – em vigilante e arguto colaborador do "Agente Executivo" e "Presidente da Câmara"."
As palavras e decisões do Major Eurípedes Barsanulfo se sobressaíam e eram acatadas como as de um verdadeiro paladino como se depreende da análise dos registros históricos da Câmara Municipal de Sacramento.
Com a lhaneza de seu caráter asceticamente sério e impoluto, serviu à causa pública com honestidade, primando pelo dever de ser útil a seu berço natal e devotando sempre acurado estudo na análise e defesa das causas de interesse municipal.
No campo da instrução pública, foi muito importante sua participação, em favor do desenvolvimento das escolas, então existentes.
No campo particular, já é bem conhecido o seu trabalho ciclópico desde 1902 com o Liceu Sacramentano e a partir of 1907 com o Colégio Allan Kardec. É bom que se assinale a ausência de verbas municipais em favor dessa instituição, como comprova o arquivo do Lar de Eurípedes, que guarda recibos de quitação de taxas de água e luz, no consumo do Colégio Allan Kardec.
O pedido de afastamento de Eurípedes dos serviços da Câmara deu-se a 23 de setembro de 1910, em decorrência da prorrogação de mandatos pelo Presidente de Minas Gerais, Júlio Bueno Brandão que Eurípedes, com
Corina Novelino
170
Aqui está a transcrição da página 171:
seu espírito altamente democrático entendeu como ilegal. Justificou seu afastamento com base na falta de credenciamento pela representação popular, como se vê em seu pronunciamento, registrado nos anais da Câmara no livro 18, fls. 99 – "In verbis":
"Pediu a palavra o Vereador E. Barsanulpho, e disse que muito agradecia as benevolências do collega M. Borges e sentia não poder servir-lhe por já haver prestado os seus serviços a causa publica em dois trienios já passados, portanto é chegada a quarta época das sessões ordinárias do trienio a findar-se, época azada para fazer sua retirada e com muito pezar deixava seus collegas, não só pelo que já havia dito com relação a autocracia do alto governo, como pelos afazeres que o cerca e mesmo que por attenção deliberasse a continuar nos trabalhos da Camara ser-lhe-ia muito duro prosseguir illegalmente nas funcções do Governo Municipal em continuação no anno futuro de 1911 cujo tempo legal termina-se a 31 de dezembro do corrente anno, época lagalizada pela lei, portanto encarecidamente pedia aos collegas desculpá-lo attendendo seus afazeres que não são poucos tomando a deliberação de hora em diante recolher-se a seu tugurio onde ia tratar de sua missão particular para o que estava as ordens no caracter particular ajudar na causa publica; mas como camarista já havia dito que escrupulosamente não podia exercer de janeiro de 1911 em diante."
A mesma ata, registrou parecer do Presidente da Câmara, assim expresso:
"Pelo senhor Presidente foi dito que por sua parte não deixava de externar o pesar que lhe causou em ouvir as palavras do Vereador E. Barsanulpho manifestando sua retirada desta Camara, o que posto a votos foi regeitada unanimemente."
Como se vê, os pares de Eurípedes não se conformavam com sua renúncia ao cargo, que ocupava na Edilidade sacramentana. Contudo, não permaneceu ele nem mais um dia além do estabelecido pela Lei, no mandato que exerceu com profundo sentido cívico.
Observe-se nas entrelinhas do seu pronunciamento, que sua missão já lhe comandava os esforços na direção do bem geral, sem as limitações restritivas do serviço público.
Os horizontes do Missionário se alargavam, cada dia, em proporções grandiosas, apresentando-lhe paisagens de trabalho ciclópico, que lhe reclamavam os mais decididos testemunhos de firmeza na fé e as mais belas afirmações de Amor ao próximo.
Eurípedes – o Homem e a Missão | 171
Aqui está a transcrição dos elementos da página 172, que reproduz o manuscrito original do pronunciamento de Eurípedes citado na página anterior:
(Texto manuscrito no livro de Atas da Câmara):
[...] deixava seus collegas, não só pelo que já havia dito com relação a autocracia do alto governo, como pelos afazeres que o cerca e mesmo que por attenção deliberasse a continuar nos trabalhos da Camara ser-lhe-ia muito duro prosseguir illegalmente nas funcções do Governo Municipal em continuação no anno futuro de 1911 cujo tempo legal termina-se a 31 de Dezembro do corrente anno, época legalizada pela lei, portanto encarecidamente pedia aos collegas desculpá-lo attendendo seus afazeres que não são poucos tomando a deliberação de hora em diante recolher-se a seu tugurio onde ia tratar de sua missão particular para o que estava as ordens no caracter particular ajudar na causa publica; mas como camarista já havia dito que escrupulosamente não podia exercer de janeiro de 1911 em diante. Pelo senhor presidente foi dito que por sua parte não deixava de externar o pesar que lhe causou em ouvir as palavras do vereador E. Barsanulpho manifestando sua retirada desta Camara, o que posto a votos foi regeitada unanimemente. Achando-se adiantada a hora o senhor presidente levantou a sessão, agradecendo os camaristas o concurso dos e trabalhos que despensaram no decurso do anno em bem da municipalidade, do que para constar se lavrou a presente ata que vai assignada pelo presidente e secretario. Eu, Daniel Gonçalves Castanheira escripturario da Camara a escrevi.
(Assinaturas ao final):
Almeida
E Barsanulpho
(Carimbos aplicados sobre o documento):
• À esquerda: Carimbo oficial de cartório (2º Ofício).
• À direita: Carimbo de Autenticação declarando a conformidade com o original.
(Legenda impressa na parte inferior da página):
Fac-símile de página dos Anais da Câmara Municipal de Sacramento, datada de 23/9/1910.
Franz Joseph Frühbeck (Viena, Áustria, 1795 – Krieglach, Áustria, ?) / Crotos
Capítulo VII — Da volta do Espírito à vida corporal
Prelúdio da volta.
330. Sabem os Espíritos em que época reencarnarão?
“Pressentem-na, como sucede ao cego que se aproxima do fogo. Sabem que têm de retomar um corpo, como sabeis que tendes de morrer um dia, mas ignorando quando isso se dará.” (166.)
a) – Então a reencarnação é uma necessidade da vida espírita, como a morte o é da vida corporal?
“Certamente; assim é.”
331. Todos os Espíritos se preocupam com a sua reencarnação?
“Muitos há que em tal coisa não pensam, que nem sequer a compreendem. Depende de estarem mais ou menos adiantados. Para alguns, a incerteza em que se acham do futuro que os aguarda constitui punição.”
332. Pode o Espírito apressar ou retardar o momento da sua reencarnação?
“Pode apressá-lo, atraindo-o por um desejo ardente. Pode igualmente distanciá-lo, recuando diante da prova, pois entre os Espíritos também há covardes e indiferentes. Nenhum, porém, assim procede impunemente, visto que sofre por isso, como aquele que recusa o remédio capaz de curá-lo.”
333. Se se considerasse bastante feliz numa condição mediana entre os Espíritos errantes e, conseguintemente, não ambicionasse elevar-se, poderia um Espírito prolongar indefinidamente esse estado?
“Indefinidamente, não. Cedo ou tarde, o Espírito sente a necessidade de progredir. Todos têm que se elevar; esse o destino de todos.”
334. Há predestinação na união da alma com tal ou tal corpo, ou só à última hora é feita a escolha do corpo que ela tomará?
“O Espírito é sempre designado de antemão. Tendo escolhido a prova a que queira submeter-se, pede para encarnar. Ora, Deus, que tudo sabe e vê, já antecipadamente sabia e vira que tal Espírito se uniria a tal corpo.”
335. Cabe ao Espírito a escolha do corpo em que encarne, ou somente a do gênero de vida que lhe sirva de prova?
“Pode também escolher o corpo, porquanto as imperfeições que este apresente serão, para o Espírito, provas que lhe auxiliarão o progresso, se vencer os obstáculos que delas lhe advenham. A escolha, porém, nem sempre depende dele; mas isso não obsta a que peça que seu corpo seja tal ou qual.”
a) – Poderia o Espírito recusar, à última hora, tomar o corpo por ele escolhido?
“Se recusasse, sofreria muito mais do que aquele que não tentasse prova alguma.”
336. Poderia dar-se não haver Espírito que aceitasse encarnar numa criança que houvesse de nascer?
“Deus a isso proveria. Quando uma criança tem que nascer para viver, está predestinada sempre a ter uma alma. Nada se cria sem que à criação presida um desígnio.”
337. Pode a união do Espírito a determinado corpo ser imposta por Deus?
“Pode, do mesmo modo que as diferentes provas, mormente quando ainda o Espírito não está apto a proceder a uma escolha com conhecimento de causa. Por expiação, pode o Espírito ser constrangido a se unir ao corpo de determinada criança que, pelo seu nascimento e pela posição que venha a ocupar no mundo, se lhe torne instrumento de castigo.”
338. Se acontecesse que muitos Espíritos se apresentassem para tomar determinado corpo destinado a nascer, que é o que decidiria sobre a qual deles pertenceria o corpo?
“Muitos podem pedi-lo; mas, em tal caso, Deus é quem julga qual o mais capaz de desempenhar a missão a que a criança se destina. Porém, como eu já disse, o Espírito é designado antes que soe o instante em que haja de unir-se ao corpo.”
339. No momento de encarnar, o Espírito sofre perturbação semelhante à que experimenta ao desencarnar?
“Muito maior e sobretudo mais longa. Pela morte, o Espírito sai da escravidão; pelo nascimento, entra para ela.”
340. É solene para o Espírito o instante da sua encarnação? Pratica ele esse ato considerando-o sério e importante?
“Procede como o viajante que embarca para uma travessia perigosa, e que não sabe se encontrará ou não a morte nas ondas que se decide a afrontar.”
O viajante que embarca sabe a que perigo se lança, mas não sabe se naufragará. O mesmo se dá com o Espírito: conhece o gênero das provas a que se submete, mas não sabe se sucumbirá.
Assim como, para o Espírito, a morte do corpo é uma espécie de renascimento, a reencarnação é uma espécie de morte, ou antes, de exílio, de clausura. Ele deixa o mundo dos Espíritos pelo mundo corporal, como o homem deixa este mundo por aquele. Sabe que reencarnará, como o homem sabe que morrerá. Mas, como este com relação à morte, o Espírito só no instante supremo, quando chegou o momento exigido, tem consciência de que vai reencarnar. Então, qual do homem em agonia, dele se apodera a perturbação, que se prolonga até que a nova existência se ache claramente formada. À aproximação do momento de reencarnar, sente uma espécie de agonia.
341. Na incerteza em que se vê quanto às eventualidades do seu triunfo nas provas que vai suportar na vida, tem o Espírito uma causa de ansiedade antes da sua encarnação?
“De ansiedade bem grande, pois que as provas da sua existência o retardarão ou farão avançar, conforme as suporte.”
342. No momento de reencarnar, o Espírito se acha acompanhado de outros Espíritos seus amigos, que vêm assistir à sua partida do mundo incorpóreo, como vêm recebê-lo quando para lá volta?
“Depende da esfera a que pertença. Se já está nas em que reina a afeição, os Espíritos que o amam acompanham-no até ao último momento, animam e mesmo lhe seguem, muitas vezes, os passos pela vida em fora.”
343. Os Espíritos amigos que nos seguem os passos na vida serão talvez os que vemos em sonho, que nos testemunham afeto e que se nos apresentam com semblantes desconhecidos?
“Muito frequentemente são; eles vos vêm visitar, como ides visitar um encarcerado.”
Franz Joseph Frühbeck (Viena, Áustria, 1795 – Krieglach, Áustria, ?). Artista amador, veio ao Brasil muito jovem, em 1817, como membro da comitiva austríaca que acompanhou a princesa Leopoldina na ocasião de seu casamento com D. Pedro I, e permaneceu no país até 1818. As aquarelas produzidas por Frühbeck retratam cenas a bordo da fragata portuguesa D. João VI, por meio delas é possível observar o cotidiano dos viajantes no interior da embarcação, destacando-se também vistas tomadas a bordo do navio e imagens que evidenciam aspectos do Rio de Janeiro da época. Ricas em detalhes, as cenas desenhadas pelo austríaco relatam com minúcia os eventos observados durante a viagem. Ao retornar à Europa, expôs os desenhos de sua viagem ao Brasil em Viena, entre 1829 e 1830.
Frühbeck deixou uma obra reduzida; além dos 30 desenhos, aquarelas e colagens integrantes do álbum pertencente à coleção de Iconografia do IMS, sabemos que seus trabalhos também integram as coleções da Sociedade Hispânica da América, em Nova York, e da coleção Itaú, em São Paulo.
69— O LIVRO DOS ESPÍRITOS —CAP VII — DA VOLTA DO ESPÍRITO À VIDA CORPORAL— UNIÃO DA ALMA E DO CORPO
Web Rádio Fraternidade
'Os problemas que vemos no Haiti foram perpetuados pelas organizações internacionais'
Governe as preocupações.
Governar as preocupações é pôr
a paz dentro de si.
Henrik Ibsen's When We Dead Awaken
Emanuel E. Garcia
8 de abr. de 2020
A Midsummer Night Players production of Ibsen's last and greatest dramatic work.
Directed by Emanuel E. Garcia
Starring Julia Maria Seemann, Colton Stuart, Lana Percival, Patrick McTague, Michaeljohn Butcher and Hayley Morris
Filmed in collaboration with Ray Dickinson of Soulhaven Creative Productions
Voltar a Paz
Grupo Fundo de Quintal
Que tal vamos chegar a conclusão
Voltar a paz e a união
E reviver nossa paixão
Eu e você na primavera que virá
Um novo ninho decorar
Novas cenas de amor
Sei que vamos achar
Que tal
Perfume das rosas eu quero sentir
Na pujança do amor
Que eu tanto pedi à natureza
Que fez você mulher
Em meus braços fazer
O que antes não fiz
Esquecer o passado
Que foi infeliz
E ter você pra sempre
Como eu quis
Composição: Sereno.
Assinar:
Postar comentários (Atom)









Nenhum comentário:
Postar um comentário