Inspirados já nos ensinamentos de Sófocles, aqui, procurar-se-á a conexão, pelo conhecimento, entre o velho e o novo, com seus conflitos. As pistas perseguidas, de modos específicos, continuarão a ser aquelas pavimentadas pelo grego do período clássico (séculos VI e V a.C).
sexta-feira, 28 de julho de 2023
ESPERAR
De onde menos se espera, daí é que não sai nada.
https://www.revistabula.com/1557-40-frases-impagaveis-barao-de-itarare/
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“Não há desgaste com Lula ou PT. Se o presidente confia em Pochmann, vamos abrir as portas”, diz Tebet à CNN
Ministra do Planejamento deve ter uma primeira conversa presencial com Pochmann na próxima semana, para que ele assuma o cargo ainda em agosto
À CNN, Tebet descarta ruído em indicação de Pochmann ao IBGE | CNN 360º
Iuri Pittada CNN
Brasília
27/07/2023 às 17:51 | Atualizado 27/07/2023 às 20:07
Em entrevista exclusiva à CNN, a ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet (MDB), descartou qualquer tipo de desgaste político com o PT ou com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva em função da confirmação do economista Márcio Pochmann como futuro presidente do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
“Não há desgaste com Lula ou PT. Se o presidente confia em Pochmann, vamos abrir as portas”, disse a ministra nesta quinta-feira (27).
Para Tebet, não é correto fazer pré-julgamentos nem ver no episódio um problema político com o PT ou com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
A ministra deve ter uma primeira conversa presencial com Pochmann na próxima semana para que ele assuma o cargo ainda em agosto, após as divulgações de dados do Censo Indígenas e Censo Favelas – este último estava originalmente previsto para 1º de setembro, mas deve ser antecipado.
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A ministra afirmou que espera do futuro presidente do IBGE uma atuação “técnica e competente” e destacou a “grandeza” do órgão durante dificuldades sob Jair Bolsonaro (PL).
“O censo estava atrasado durante o ‘desgoverno’ Bolsonaro. Mesmo naquele momento, que não se tinha dinheiro nem respeito pelo IBGE, o instituto se manteve firme com sua grandeza”, disse Tebet. Procurado, Bolsonaro não se manifestou às críticas.
Embora não tenha uma data certa para a chegada de Pochmann ao cargo, a ministra considera o caso “novela encerrada”. “O nome já está posto e oficializado”, definiu. Na noite de quarta-feira (26), o ministro da Secretaria de Comunicação Social (Secom), Paulo Pimenta (PT), confirmou oficialmente a decisão do governo de ter Pochmann como presidente do IBGE.
A escolha, ventilada desde o fim da semana passada e tornada pública pela jornalista Malu Gaspar na segunda-feira, provocou críticas entre economistas e ex-gestores do órgão, como Edmar Bacha, e causou apreensão em setores do próprio ministério.
Salário mínimo é prioridade no Orçamento
No mês de agosto, a pasta de Tebet precisa concluir a elaboração de dois projetos de lei: o Plano Plurianual (PPA) e o Orçamento para 2024 (PLOA). Na conversa que teve na segunda-feira com Lula, a ministra disse ter ouvido que a prioridade do governo na discussão orçamentária é a política de valorização do salário-mínimo.
“Quando apresentamos o orçamento para o presidente, eu falei: ‘presidente, espaço fiscal nos temos X, qual sua prioridade absoluta?’ Ele disse: ‘Salário mínimo valorizado e acima da inflação. Nós projetamos isso, isso deu um impacto na Previdência também e sobram menos recursos para remanejamentos nos ministérios”, explicou Tebet.
“(O salário mínimo) Terá aumento real em 2024, 25 e 26. Estamos aplicando o que há de mais moderno em Orçamentação no mundo”, disse a ministra.
“Já colocamos as expectativas de médio prazo na LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias), despesas e receitas. Teremos mais transparência no cumprimento de metas com o Plano Plurianual”.
Para 2024, o Planejamento já sabe ter disponíveis para projeção de aumento de despesas R$ 128 bilhões, mas parte desse valor já está comprometida com a saúde por causa da volta do mínimo constitucional para o setor após o fim do teto de gastos (cerca de R$ 40 bilhões), e parte com a manutenção de uma emenda incluída pelo Senado, mas ainda pendente de votação na Câmara, no projeto da nova regra fiscal.
“Nosso ponto de partida para 2024 é que em 2023 já tivemos um acréscimo de R$ 155 bilhões (pela PEC da Transição)”, explicou a ministra. “Havia demanda reprimida de quatro anos sem atualização da merenda escolar, salário-mínimo, Farmácia Popular, Bolsa Família. O que era teto, com R$ 155 bilhões, virou piso.”
(Colaborou Gabriel Garcia)
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Ministério do Planejamento
Simone Tebet
https://www.cnnbrasil.com.br/economia/em-entrevista-a-cnn-tebet-descarta-ruido-em-indicacao-de-pochmann-ao-ibge/
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quinta-feira, 27 de julho de 2023
REVELIA
(À)LULACÁCIO
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Estamos Aí
Leny Andrade
Composição: Durval Ferreira / Maurício Einhorn / Regina Werneck.
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Tudo Muda Toda Hora
Dóris Monteiro
Composição: Carlos Pedro.
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Simone Tebet - A Política no Centro do Dilema
Início: Simone Tebet, ministra do Planejamento, ganhou relevância política ao declarar seu apoio a Lula nas eleições presidenciais de 2022, sendo considerada a fiel da balança na vitória apertada. Sua entrada no governo foi marcada por negociações e expectativas sobre a pasta que comandaria.
Meio: No entanto, ao assumir o Ministério do Planejamento, Tebet recebeu um cargo desidratado e enfrentou desafios para se afirmar na equipe econômica. Sem a formação em economia, sua influência ficou limitada em relação a outros ministros da pasta em governos anteriores. Sua atuação ficou concentrada na área de estudos e avaliações de impacto, com o IPEA e o IBGE sob seu comando.
Fim: A notícia de que Lula deseja nomear Márcio Pochmann, sem consultá-la, para a presidência do IBGE enfraqueceu ainda mais sua posição. Pressionada para ceder postos estratégicos ao PT em sua própria pasta e com dificuldade de influência política no governo, Tebet enfrenta um dilema: continuar no governo até 2026, mesmo com relevância decrescente, ou deixar o ministério e lidar com desafios políticos em seu estado e redutos eleitorais. Seu futuro político permanece incerto, e sua decisão pode ser uma carta importante para Lula em negociações políticas com o Centrão. A figura da ministra Simone Tebet reflete uma trajetória política cercada de desafios, poder e incertezas no cenário político brasileiro.
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Roupa Nova - Começo, Meio e Fim (Vídeo Ao Vivo)
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Letra
A vida tem sons que pra gente ouvir
Precisa entender que um amor de verdade
É feito canção, qualquer coisa assim,
Que tem seu começo, seu meio e seu fim
A vida tem sons que pra gente ouvir
Precisa aprender a começar de novo.
É como tocar o mesmo violão
E nele compor uma nova canção
Que fale de amor
Que faça chorar
Que toque mais forte
Esse meu coração
Ah! Coração!
Se apronta pra recomeçar.
Ah! Coração!
Esquece esse medo de amar de novo.
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Pochmann no IBGE está posto e não farei pré-julgamento, diz Tebet
Leonardo Martins Do UOL, em Brasília
27/07/2023 12h18
Atualizada em
27/07/2023 12h56
A ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet (MDB), irá acatar o nome do economista Marcio Pochmann para o IBGE e promete não fazer pré-julgamento do histórico do profissional.
"Diante disso, nada mais justo, óbvio, de atender o presidente Lula. O nome será oficializado no momento certo. Acataremos qualquer nome que venha.
Simone Tebet, ministra do Planejamento"
O que aconteceu
Marcio Pochmann foi anunciado ontem como novo nome para presidente do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) pelo ministro Paulo Pimenta, da Comunicação, antes mesmo que Tebet soubesse da indicação.
O nome teria sido imposto por aliados de Lula sem consentimento do ministério de Simone Tebet.
A ministra, no entanto, afastou ruídos. Ela assegurou que a discussão com o economista será técnica e que ele será tratado como um técnico. Também disse que pretende se reunir com Pochmann assim que a agenda permitir.
Pochmann é descrito como um economista ideológico alinhado ao PT, com histórico de defesa de aumento dos gastos públicos. Não é uma característica alinhada com a leitura econômica de Tebet.
Ele foi presidente do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) entre 2007 e 2012.
Ontem, em entrevista à GloboNews, Tebet disse que não conhecia o economista. "Não o conheço, no momento em que ele estava no governo, eu estava no meu estado [Mato Grosso do Sul]", disse Tebet. "Como não sou economista e não o conheço, não posso fazer nenhuma consideração."
Ela havia criticado a troca no posto agora "por desrespeito com um presidente que está hoje lá e que tem um ciclo que não se encerrou", disse, em referência ao atual chefe do órgão, Cimar Azeredo, que ocupa o cargo interinamente desde janeiro.
https://noticias.uol.com.br/politica/ultimas-noticias/2023/07/27/pochmann-no-ibge-esta-posto-e-nao-farei-pre-julgamento-diz-tebet.htm
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Governo indica Marcio Pochmann para presidir o IBGE e causa mal-estar com Simone Tebet
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_________________________________________________________________________________________________________ESQUECERAM DE MIM OU GOELA ABAIXO
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MyNews
Transmissão ao vivo realizada há 8 horas #mynews #cafédomynews
No Café do MyNews desta quinta-feira, 27 de julho de 2023, Mara Luquet e João Bosco Rabello falam da indicação de Marcio Pochmann à presidência do IBGE. Figura histórica do PT em Campinas, Pochmann não teve o nome consultado por Simone Tebet, ministra do Planejamento.
No segundo bloco do programa, os jornalistas entrevistam Mahatma dos Santos, presidente do Ineep, para falar de petróleo.
Eleições na Espanha e julgamentos em El Salvador também serão assuntos. Sylvia Colombo se junta ao time do Café.
#mynews #cafédomynews
https://www.youtube.com/watch?v=GgH4aVj15TQ
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Nomeação de Ministros do STF: como funciona?
Por Roberta Monteiro
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Os ministros, apesar de serem indicados pelo presidente da República, atuam no Poder Judiciário, um dos três poderes independentes de uma democracia estipulado na Constituição, que não é subordinado nem ao Poder Legislativo e nem ao Poder Executivo – outros dois.
Veja também: Qual é a função do Procurador-Geral da República?
https://www.politize.com.br/nomeacao-de-ministros-do-stf/
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Indicação de ministro do STF é de livre escolha do presidente ...
globo.com
https://g1.globo.com › politica › noticia › 2019/07/10 › i...
10 de jul. de 2019 — Nesta quarta, o presidente Jair Bolsonaro afirmou que indicará para uma das vagas no tribunal um candidato 'terrivelmente evangélico'.
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Lula disse nas eleições que era erro indicar 'amigo' ao STF: 'Tem que escolher por currículo'
“Quem nomeia é o presidente da República que esteja em exercício. Quem indica ao Senado também é presidente. Então, ele retirar um nome que esteja aqui e que não foi apreciado é absolutamente normal”.
Senador Esperidião Amin, do PP catarinense, que também já presidiu a Comissão de Relações Exteriores,
14 de jun. de 2023 — “Quem nomeia é o presidente”, diz Celso Sabino sobre Esplanada. Na chegada a jantar de apoio ao seu nome para assumir ministério, ...
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UOL
2 de jun. de 2023 #Corte
No primeiro debate para presidente da República no 2º turno das eleições, no ano passado, Lula disse que ministro do STF tem que ser escolhido por competência e não por amizade.
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"Quem nomeia é o presidente."
A penúltima de Mistagogo: "Quem escolhe é o poder."
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El mistagogo | Los cuatro elementos
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Simone Ré revelou-se uma estrategista, destacando-se por posicionar-se em oposição ao automatismo de pares no ministério. Além disso, ela é professora, especializada em constitucionalismo e atua na política. Ulysses Guimarães, do MDB, foi ministro durante o governo de JK pelo PSD. Ele também foi um professor formado em pedagogia, além de ser músico, constitucionalista e político. Por sua vez, Simone, também membro do MDB, é ministra de LS pelo PT, sendo uma professora universitária formada, com expertise em constitucionalismo e envolvimento na política. De forma análoga a Jonas das Escrituras Sagradas, ela enfrenta um desafio importante. Ulysses, por sua vez, está vivenciando uma situação desafiadora em Paraty, estando no fundo do mar.
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NOMEAÇÃO DE MINISTRO DO STF EM 3 PONTOS | SEGUE O FIO 21
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Politize!
7 de out. de 2020
Você já deve ter visto por aí que 2020 e 2021 serão anos de escolha de ministros do STF. Mas você sabe como funciona um processo de escolha de ministro ou ministra do Supremo Tribunal Federal? Afinal, por que esse cargo é escolhido por indicação do presidente da República e não por meio de concurso?
Bem, para te ajudar a compreender mais esse processo, separamos 3 pontos essenciais para entender a escolha de ministros do STF.
Segue o Fio sobre escolha de ministros do STF!
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A última do Conselheiro Lulacácio: "Não tem ninguém com mais paciência que um bom pescador." Reunidas em livro, as metáforas do presidente garantem-lhe, desde já, um lugar na Academia Brasileira de Letras Mortas.
CLÁUDIO HUMBERTO - 13 DE JUNHO DE 2003
Folha de Londrina
https://www.folhadelondrina.com.br/colunistas/colunistas/claudio-humberto/claudio-humberto-450530.html?d=1
ESTAMOS AÍ
Simone Ré revelou-se uma estrategista, destacando-se por posicionar-se em oposição ao automatismo de pares no ministério. Além disso, ela é professora, especializada em constitucionalismo e atua na política. Ulysses Guimarães, do MDB, foi ministro durante o governo de JK pelo PSD. Ele também foi um professor formado em pedagogia, além de ser músico, constitucionalista e político. Por sua vez, Simone, também membro do MDB, é ministra de LS pelo PT, sendo uma professora universitária formada, com expertise em constitucionalismo e envolvimento na política. De forma análoga a Jonas das Escrituras Sagradas, ela enfrenta um desafio importante. Ulysses, por sua vez, está vivenciando uma situação desafiadora em Paraty, estando no fundo do mar.
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Uribe: Nomeação de Pochmann ao IBGE desagrada Tebet | CNN NOVO DIA
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CNN Brasil
27 de jul. de 2023 #CNNBrasil
A nomeação do economista Marcio Pochmann para a presidência do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), na quarta-feira (26), desagradou a ministra do Planejamento, Simone Tebet. O analista de Política da CNN Gustavo Uribe comenta o fato.
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Tebet diz que acatará ‘qualquer nome que venha’ para o IBGE e anuncia corte de R$ 2,6 bilhões na Fazenda
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'Acataremos qualquer nome que venha', diz Tebet sobre troca no IBGE
Anúncio de que o economista ligado ao PT Marcio Pochmann comandará o IBGE foi feito nesta quarta-feira pelo ministro da Secretaria de Comunicação, Paulo Pimenta. Ministra não teria sido avisada de que escolha estava definida.
Por Alexandro Martello e Lais Carregosa, g1 — Brasília
27/07/2023 12h07 Atualizado há 3 horas
Tebet diz que acatará ‘qualquer nome que venha’ para o IBGE e anuncia corte de R$ 2,6 bilhões na Fazenda
A ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, afirmou nesta quinta-feira (27) que acatará "qualquer nome que venha" do Palácio do Planalto ao ser questionada sobre troca no comando do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O governo deve nomear nos próximos dias o economista Marcio Pochmann para o comando do órgão, que é ligado ao Ministério do Planejamento e Orçamento.
O anúncio de que Pochmann comandará o IBGE foi feito nesta quarta-feira (26) pelo ministro da Secretaria de Comunicação, Paulo Pimenta.
Segundo o blog da Natuza Nery no g1, a ministra Simone Tebet não teria sido avisada da troca antes do anúncio feito por Pimenta.
Em declaração à imprensa nesta quinta-feira, Tebet disse que uma troca no IBGE vinha sendo discutida há 15 dias. E que, no momento oportuno, a mudança seria efetivada.
A ministra, no entanto, afirmou que, na reunião que recentemente teve com Lula, não havia sido citado o nome de quem assumiria o IBGE. E que Paulo Pimenta, sem saber disso, "anunciou preliminarmente" que o governo escolheu Pochmann.
"O ministro Pimenta, não sabendo que na reunião que tivemos com o presidente não havíamos citado o nome, anunciou preliminarmente. E já está colocado. O nome será oficializado no momento certo, depois da conversa que teremos na semana que vem com o presidente Lula. Acataremos qualquer nome que venha", afirmou Tebet.
A ministra também disse que marcará, "quando a agenda permitir", uma reunião com Pochmann, para conhecê-lo. "Agora, eu sei o nome dele [Pochmann], e terei o maior prazer de atender o pedido do presidente Lula", declarou Tebet.
De acordo com Gerson Camarotti, colunista do g1, a nomeação de Pochmann foi imposta "goela abaixo" pelo governo.
A data da posse de Pochmann ainda não foi definida. Até lá, o diretor de pesquisa Cimar Azeredo ficará temporariamente à frente da presidência do órgão.
Em entrevista à GloboNews, antes do anúncio feito por Pimenta, Simone Tebet chegou a dizer, à jornalista Míriam Leitão, que a troca seria um desrespeito, por parte do Planalto, com Cimar Azeredo.
Questionada sobre como reagia à escolha de Marcio Pochmann, Simone Tebet disse que não faria "pré-julgamento" sobre o economista e que ele será "bem recebido" na equipe.
"Ninguém me pauta, a mídia não me pauta, companheiros não me pautam, pessoas que me acompanharam na campanha não me pautam. O que me pauta é a justiça que eu tenho para mim de não querer, para os outros, o que eu não quero para mim. Eu não gosto de ser pré-julgada pelo meu trabalho e não farei isso com um colega que vai se somar conosco para fazer um grande projeto para o Brasil", declarou.
Governo escolhe Pochmann, do PT, para o IBGE e Tebet não é avisada
Governo escolhe Pochmann, do PT, para o IBGE e Tebet não é avisada
Marcio Pochmann
Pochmann foi presidente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) entre 2007 e 2012 e participou da transição do governo após a eleição de Lula. Ele é ligado à ala mais desenvolvimentista de economistas do PT.
Crítica ao PIX, eleições e vida acadêmica: quem é Marcio Pochmann
Presidiu a Fundação Perseu Abramo, foi candidato do PT à Prefeitura de Campinas em 2012 e 2016 e também dirigiu a Secretaria Municipal do Desenvolvimento, Trabalho e Solidariedade durante governo de Marta Suplicy (PT), em São Paulo.
IBGE
LULA
MINISTÉRIO DO PLANEJAMENTO
PT
SIMONE TEBET
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Dó Ré Mi
Dóris Monteiro
Composição: Fernando Cesar.
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Quem eu sou o que devo fazer o que eu não fiz
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É Isso Ai
Dóris Monteiro
Preparei uma roda de samba só pra ela
Mas se ela não sambar isso é problema dela
Entreguei um palpite seguro só pra ela
Mas se ela não jogar isso é problema dela
Isso é problema dela isso é problema dela
Isso é problema dela isso é problema é só dela
Problema dela
Tô cansado de andar por ai curtindo o que não é
Preocupado em pintar uma jogada que da pé
Só que tem que eu to numa tão certa que ninguém me diz
Quem eu sou o que devo fazer o que eu não fiz
Separei um pedaço de bolo só pra ela
Mas se ela não provar isso é problema dela
Inventei na semana um domingo só pra ela
Se ela for trabalhar isso é problema dela
Isso é problema dela isso é problema dela
Isso é problema dela isso é problema é só dela
(Refrão)
To cansado de andar por ai...
Comprei roupa sapato e sandália só pra ela
Mas se ela não usar isso é problema dela
Aluguei uma roda gigante só pra ela
Mas se ela não rodar isso é problema dela
(Refrão)
Composição: Sidney Miller.
"Tudo de Mim" (composta por Vinicius de Moraes e Antonio Carlos Jobim)
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O artigo destaca o falecimento de quatro importantes artistas da música: João Donato, Tony Bennett, Leny Andrade e Doris Monteiro. O autor menciona que todos enfrentaram períodos difíceis em suas carreiras nas décadas de 1970 e 1980. No entanto, Donato e Tony conseguiram retomar o sucesso no final do século 20, enquanto Leny foi redescoberta e cantou com Tony Bennett, e Doris aceitou o limbo com serenidade. Leny e Doris eram intérpretes brilhantes, e mesmo sem escreverem suas músicas, imortalizaram canções de grandes compositores como Tom Jobim, Roberto Carlos e outros. O texto ressalta a importância dessas artistas e a beleza de suas interpretações.
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Ruy Castro - Queridas Leny e Doris
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Folha de S. Paulo
Elas nunca puseram uma palavra ou nota no papel. Contentavam-se em ser fabulosas intérpretes
Esta coluna não quer ser uma seção de obituários. Com frequência deixo de escrever sobre alguém que morreu, mesmo tendo o que dizer a respeito. Mas a bruxa está voando baixo. João Donato se foi no dia 17, Tony Bennett no dia 21 e, nesta segunda (24), com diferença de horas, Leny Andrade e Doris Monteiro.
Os artigos na imprensa disseram tudo: eram artistas insubstituíveis, únicos em seus gêneros e deixaram uma obra que ficará para sempre. Eu só acrescentaria: desde que, nesse para sempre, não se torne de vez proibido associar a música à beleza.
Os quatro tinham algo em comum: todos foram vítimas de asfixia profissional nos anos 1970 e 80. Donato, ao trocar sua carreira nos EUA pela volta ao Brasil em 1972, ficou dez anos desempregado. Tony, demitido pela Columbia por não se rebaixar ao repertório pop-rock que lhe queriam impor, fundou um selo, fracassou e cogitou suicídio. Leny também levou anos à margem da noite e das gravadoras. E Doris foi abatida no apogeu de sua beleza por querer continuar apenas uma fabulosa intérprete, e não uma cantora-compositora como o mercado passou a exigir.
E, então, às portas do século 21, Donato e Tony ressurgiram em grande estilo. Leny foi descoberta pelos clubes de jazz de Nova York e cantou com Tony Bennett. E Doris, incapaz de concessões, aceitou o limbo com serenidade, embora sua voz continuasse, até há pouco, tão sensual e cool quanto a que gravou "Dó-ré-mi", de Fernando Cesar, em 1955 —e posso garantir isso porque fui um dos privilegiados para quem, havendo motivo, ela cantava ao telefone.
Leny e Doris nunca puseram uma nota ou palavra no papel. Não precisavam. Leny tinha Durval Ferreira, Mauricio Einhorn, Marcos Valle, Pingarilho, Ronaldo Bôscoli. E Doris, Tom Jobim, Billy Blanco, Sidney Miller, Mauricio Tapajós, o próprio Donato. A elas só cabia o principal: imortalizar as canções deles.
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Tudo De Mim (part. Joanna)
Altemar Dutra
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Tudo de Mim - Ira! (Letra)
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Tudo de Mim
Ira!
Composição: Edgard Scandurra / Gaspa
Álbum: Invisível DJ
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Quando estás junto a mim
E o silêncio é quebrado por nossa respiração
Ofegante, trêmula
E o frio da noite se transforma em nosso suor
Não quero mais
Que isso acabe
Seu olhar se dirige ao meu
Seu sorriso, tímida
As suas mãos conhecem o meu prazer
E tudo que eu posso fazer é retribuir o seu carinho
Te dando o maior amor que alguém já pôde sentir
Não quero mais isso acabe nunca mais que isso acabe
O seu olhar que se dirige ao meu
Porque eu gosto
Do seu cheiro
Gritos, gemidos, ah, ah
E o meu coração
Batendo em suas costas
E a vida então surgindo de ti
Não quero mais que isso acabe
Nunca mais que isso acabe
O seu olhar que se dirige ao meu
E tudo que eu posso fazer é retribuir o seu carinho
Te dando o maior amor que alguém já pode sentir
Deixo tudo de mim
Deixo tudo de mim
Deixo tudo de mim
Música
MÚSICA
Tudo De Mim
ARTISTA
Ira!
ÁLBUM
Tudo De Mim
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Mudando de conversa
Dóris Monteiro
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Mudando de conversa onde foi que ficou
Aquela velha amizade
Aquele papo furado todo fim de noite
Num bar do Leblon
Meu Deus do céu, que tempo bom!
Tanto chopp gelado, confissões à bessa
Meu Deus, quem diria que isso ia se acabar
E acabava em samba
Que é a melhor maneira de se conversar
Mas tudo mudou, eu sinto tanta pena de não ser a mesma
Perdi a vontade de tomar meu chopp, de escrever meu samba
Me perdi de mim, não achei mais nada
O que vou fazer?
Mas eu queria tanto, precisava mesmo de abraçar você
De dizer as coisas que se acumularam
Que estão se perdendo sem explicação
E sem mais razão e sem mais porque
Mudando de conversa onde foi que ficou
Aquela velha amizade
Aquele papo furado todo fim de noite
Num bar do Leblon
Meu Deus do céu, que tempo bom!
Tanto chopp gelado, confissões à bessa
Meu Deus, quem diria que isso ia se acabar
E acabava em samba
Que é a melhor maneira de se conversar
Composição: Hermínio Bello de Carvalho / Maurício Tapajós
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quarta-feira, 26 de julho de 2023
FORTUNA
Ó Deus!
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Vozes d'África - Poema - Castro Alves
Professor Hugo Ferraz
Assim, o poeta Castro Alves inicia seu poema Vozes da África. É o lamento do continente africano, vendo seus filhos serem levados como animais ao mercado de escravos.
Deus! Ó Deus! Onde estás que não respondes!
Em que mundo, em qu´estrela tu te escondes
Embuçado nos céus?
Há dois mil anos te mandei meu grito,
Que embalde, desde então, corre o infinito...
Onde estás, Senhor Deus?
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INCONSTITUCIONALIDADE POR AÇÃO OU POR OMISSÃO
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"É que se o Estado não pode, com o propósito de legislar, cometer inconstitucionalidades, igualmente, não pode, sob o pretexto de não expedir decretos regulamentadores, deixar de atender aos interesses albergados na norma, o que é inconstitucional. A 1ª ocorre por ação em que ultrapassa os limites do que lhe foi conferido; a 2ª por omitir-se em não operar a eficácia da lei."
https://www.poder360.com.br/opiniao/lei-de-2018-permite-regular-apostas-on-line/
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Lula assina MP e projeto de lei que liberam apostas esportivas no país | LIVE CNN
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CNN Brasil
25 de jul. de 2023 #CNNBrasil
O presidente Lula (PT) assinou, nesta semana (24), um projeto de lei e uma medida provisória (MP) para regulamentar as apostas esportivas. A MP traz as novas regras dos jogos e também da cobrança tributária. Por ser MP, já começa a valer a partir de sua publicação.
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MP prevê taxa de 18% para apostas em eventos esportivos
iStockphoto
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Senadores e deputados terão até 120 dias para analisar a medida provisória que apresenta uma nova regulamentação para a exploração de apostas esportivas de quota fixa.
A MP 1.182/2023, publicada nesta terça-feira (25) no Diário Oficial da União, altera a Lei 13.756, de 2018, destinada a tratar da arrecadação dessas loterias.
Fonte: Agência Senado
Senadores e deputados terão até 120 dias para analisar a medida provisória que apresenta uma nova regulamentação para a exploração de apostas esportivas de quota fixa. A MP 1.182/2023, publicada nesta terça-feira (25) no Diário Oficial da União, altera a Lei 13.756, de 2018, destinada a tratar da arrecadação dessas loterias.
Fonte: Agência Senado
https://www12.senado.leg.br/noticias/materias/2023/07/25/medida-provisoria-regulamenta-apostas-esportivas-e-preve-taxa-de-18
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A Medida Provisória (MP) entra em vigor imediatamente após sua publicação no Diário Oficial da União, conforme o disposto no artigo 62 da Constituição Federal do Brasil. No entanto, para que a MP tenha força de lei permanente, ela precisa ser aprovada pelo Congresso Nacional em até 120 dias a partir de sua edição. Caso o Congresso não vote a MP dentro desse prazo, ela perderá sua eficácia e deixará de produzir efeitos.
O artigo 62 da Constituição estabelece os casos em que a Presidente da República, o Presidente do Senado Federal, o Presidente da Câmara dos Deputados ou uma comissão mista do Congresso podem editar Medidas Provisórias em situações de relevância e urgência. Porém, a Constituição também impõe limites temporais para a vigência dessas medidas sem a devida aprovação do Congresso Nacional.
Assim, no caso da MP 1.182/2023, que regulamenta as apostas esportivas, ela entrará em vigor imediatamente após sua publicação no Diário Oficial da União, mas o Congresso Nacional terá até 120 dias para analisá-la e votá-la. Se a medida não for aprovada nesse prazo, perderá sua validade e deixará de ter efeito legal.
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O artigo aborda a necessidade de compartilhar poder político no Brasil, especialmente no governo de Lula. O autor destaca que, mesmo após vencer a eleição presidencial, Lula não obteve maioria no Congresso, o que exige que ele ceda espaço para outros grupos políticos, como o centrão, para governar de forma eficaz. O texto ressalta que o líder eleito não é um monarca absoluto, mas o titular do Poder Executivo em um regime de três poderes. O autor argumenta que a posição política vitoriosa deve ser pragmática e buscar convencer a maioria para governar efetivamente, mesmo que isso signifique compartilhar poder com grupos adversários.
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Wilson Gomes* - Lula terá de compartilhar poder
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Folha de S. Paulo
Alguém precisa ceder parte do seu espaço para o colega e tentar voltar com mais votos para o próximo embate
As especulações sobre substituições de ministros e outros nomeados ao primeiro escalão do governo atingiu um nível frenético. A acreditar-se no que publicam os jornais e sites de notícias, garantidos mesmo no governo Lula depois da iminente reforma só Janja e um ou dois ministros que o presidente fez questão de etiquetar publicamente como sendo dele.
Não se pode, claro, acreditar na maior parte do que se diz sobre danças das cadeiras em períodos em que governos sem maioria parlamentar precisam de rearranjo na distribuição de poder. Pois é muito difícil distinguir o que decorre de apuração jornalística e o que é o jornalismo sendo usado por suas fontes na política para fazer o jogo de balões de ensaio, frituras e testes de conceitos dos grupos concorrentes.
No Brasil, a temporada de demissões e contratações no governo é um período de lamentações e de reafirmação de quão inferior e movido por interesses mesquinhos é o jogo político, em contraste com a superioridade moral do povo.
Como um líder escolhido pela melhor parte da sociedade, pergunta-se, vai agora ceder à vontade moralmente rebaixada de grupos de interesses e de partidos poderosos, compartilhando com ele o governo que lhe foi confiado pelo povo?
O líder pode ser Lula e as novas forças políticas a serem acomodadas podem ser aquela entidade que o jornalismo costuma proteger do ajuste de contas eleitorais chamando-a de centrão, mas o raciocínio se aplica sempre, não importando os atores do momento.
A resposta deveria ser óbvia: quem ganha uma eleição presidencial não é investido como monarca de um Estado absolutista, mas apenas como titular do Poder Executivo em um regime em que o controle sobre o Estado é dividido por três poderes. Pragmaticamente deveria ser simples entender que Lula não ganhou a eleição passada, mas que apenas, e por muito pouco, ganhou a eleição presidencial, tendo perdido de lavada a eleição para o Congresso. E que, portanto, não poderia governar sozinho e com os da sua afinidade ideológica, a não ser que passasse por cima do Parlamento.
Mas Lula perdeu, de muito, a eleição parlamentar, e isso aconteceu pela vontade livre da maioria do povo brasileiro, que, ao mesmo tempo em que lhe dava a presidência, negava-lhe a capacidade de fazer reformas, aprovar leis, controlar o orçamento público etc. E fez isso enchendo o Congresso de deputados e senadores bolsonaristas, fisiologistas e do centrão, quando não são as três coisas ao mesmo tempo.
Sofrem mais com isso, naturalmente, as franjas extremas do espectro ideológico, compostas pelos menos afeitos a uma compreensão realista da política. São os que mais pressionam para que os eleitos assumam o seu credo e para que o governo seja de sangue puro, mas foram também os menos capazes de oferecer a contrapartida que o mercado eleitoral demanda para que se possa vencer os concorrentes: votos.
Um candidato de esquerda poderia francamente dizer: garanta-me votos que preciso para que eu me eleja e dê-me uma maioria parlamentar que lhe darei políticas públicas e uma composição de governo de matar de inveja os suecos.
Um candidato da direita conservadora pode garantir: traga-me os votos que eu lhe darei a Hungria, a Polônia e o trumpismo, tudo junto e misturado. Não foi o caso.
No final das contas, há uma obviedade com que todos precisamos lidar: uma posição não prospera politicamente e ganha o direito de governar como bem lhe parece e sem compartilhar poder porque é moralmente superior às outras, ou porque vem de algum grupo meritório e virtuoso, porque é a mais verdadeira e honesta, nem porque há de produzir o maior bem possível ao maior número possível de pessoas.
Quer dizer, esses critérios, juntamente com outros, podem influenciar o êxito político de uma posição, mas ela só prospera se convencer a maioria —a maioria dos cidadãos no momento de votar nas eleições presidenciais e parlamentares e a maioria dos representantes eleitos em um sistema representativo.
Depois da posse dos eleitos, o jogo está feito, o negócio é ver a distribuição de poder que a democracia eleitoral produziu e lidar com o cenário proposto.
No caso brasileiro, uma presidência da República petista e um parlamento controlado pelo centrão e pelo bolsonarismo é o que temos. Poderia ter sido de outro modo? Claro, mas não foi. Lidemos com o fato.
Alguém vai ter de ceder espaço para um grupo de que não gosta e tentar voltar com mais votos da próxima vez. Desculpem-me ter que afirmar o óbvio desta vez.
*Professor titular da UFBA (Universidade Federal da Bahia) e autor de "Crônica de uma Tragédia Anunciada"
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O artigo destaca que o segundo semestre será mais difícil para o ministro Fernando Haddad em comparação com os primeiros meses de governo. Inicialmente, Haddad conseguiu tomar controle da agenda econômica, negociando com o Congresso para avançar sua plataforma. Porém, a resistência no Congresso pode aumentar nas próximas etapas devido a algumas propostas que visam aumentar a arrecadação de impostos e fechar o déficit nas contas do governo.
A velocidade com que as propostas foram aprovadas no início do governo se deu em parte porque elas convergiam com os interesses dos parlamentares. No entanto, agora há desconfianças por parte de políticos de diferentes espectros ideológicos. O centrão, por exemplo, identifica algumas propostas como parte de uma agenda de esquerda, o que vai contra a vocação de direita desses parlamentares na pauta econômica.
Além disso, dentro do próprio PT, há uma ala que rejeita a ideia de zerar o déficit nas contas em 2024, pois isso limitaria os gastos do governo, que é uma ferramenta preferida do grupo para estimular a economia. A preocupação é que, ao não conseguir aumentar as receitas, o Ministério da Fazenda aperte as despesas.
Em resumo, o ministro Haddad enfrentará mais resistências no Congresso no segundo semestre, uma vez que suas propostas envolvem medidas que não agradam a todos os parlamentares e setores políticos.
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Bruno Boghossian - Segundo semestre deve ser mais difícil para Haddad que o primeiro
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Folha de S. Paulo
Ministro mostrou habilidade em negociações, mas verá mais resistências no Congresso
Pouca gente cantou vitórias nos primeiros meses de governo como Fernando Haddad. Com a bênção de Lula, o ministro tomou controle da agenda econômica, cortou intermediários e negociou com o Congresso o avanço de sua plataforma. As águas no segundo semestre talvez não sejam tão tranquilas.
O arcabouço fiscal e a reforma tributária navegaram com velocidade porque convergiam com interesses dos parlamentares. Não é que o ministro não tenha sido hábil nas articulações para aprovar as propostas, mas os congressistas também queriam mostrar serviço na área.
A boa vontade pode não ser a mesma nas próximas etapas. A agenda de Haddad depende de medidas que forcem um aumento rápido na arrecadação de impostos e facilitem sua promessa de fechar o buraco nas contas do governo. Políticos à direita e à esquerda torcem o nariz para uma parte ou outra da equação.
Um sinal foi emitido no meio do recesso parlamentar por Arthur Lira, líder de fato do centrão. O presidente da Câmara disse que as propostas de Haddad para mudar regras de taxação de renda e de investimentos dos super-ricos é "um risco grande".
Um componente ideológico explica parte da resistência. O centrão identifica as propostas como itens de uma agenda de esquerda, e nenhum cargo no governo deve eliminar a vocação de direita desses parlamentares na pauta econômica.
O resto é política. O centrão apoiou em massa a reforma tributária sabendo que a proposta envolve uma transição longa, mas nem todo o grupo está disposto a entregar os resultados imediatos de um aumento de arrecadação. Seria mais proveitoso, segundo a lógica, negociar em etapas o fôlego concedido ao governo.
Outras desconfianças estão dentro de casa. Uma ala do PT rejeita a ideia de zerar o déficit nas contas em 2024 porque a medida limita a ferramenta preferida do grupo para estimular a economia, que são os gastos do governo. O temor é que a dificuldade para aumentar receitas leve a Fazenda a apertar as despesas.
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Ah, Brasil
Maurício Ricardo
https://www.ouvirmusica.com.br/mauricio-ricardo/ah-brasil/
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Câmara deve deixar MP das apostas caducar e incluir jogos de azar em PL
Governo Lula surpreende Arthur Lira ao enviar regulamentação do setor por medida provisória; Felipe Carreras é favorito para rel...
há 1 dia — Governo Lula surpreende Arthur Lira ao enviar regulamentação do setor por medida provisória; Felipe Carreras é favorito para relatar projeto.
Leia mais em: https://veja.abril.com.br/coluna/radar/camara-deve-deixar-mp-das-apostas-caducar-e-incluir-jogos-de-azar-em-pl
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terça-feira, 25 de julho de 2023
COMPLETUDE
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"Pai contra mãe" (Conto), de Machado de Assis
poeteiro
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"Either mathematics is too big for the human mind or the human mind is more than a machine."
"Ou a matemática é muito grande para a mente humana ou a mente humana é mais do que uma máquina."
Gödel’s Incompleteness Theorem And Its Implications For Artificial Intelligence
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Completude diz-se em Vários Sentidos
Completeness can be said in Several Meanings
Edelcio Gonçalves de Souza
Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP)
edelcio@pucsp.br
Resumo: A partir de um raciocínio equivocado acerca do significado dos
teoremas de completude e incompletude de Gödel, apresentamos alguns
importantes conceitos de lógica matemática e, com base em uma análise
dos teoremas acima, concluímos mencionando a existência de modelos
não standard da Aritmética de Peano.
Palavras-chave: Completude. Incompletude. Teoremas de Gödel
Abstract: From a mistaken reasoning about the completeness and incompleteness
Gödel’s theorems, we show important concepts of mathematical logic and,
based on above theorems, we conclude showing the existence of non standard
models for Peano’s Arithmetic.
Keywords: Completeness. Incompleteness. Gödel’s theorems
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"Discurso Incompleto na África" de Cristovam Buarque é um artigo que discute o discurso feito pelo ex-presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva em Cabo Verde, onde ele expressou gratidão pela contribuição dos escravizados na construção do Brasil, ao invés de pedir desculpas pelo sofrimento da escravidão. O autor, Cristovam Buarque, reflete sobre a importância de tal discurso e argumenta que, embora não estivesse totalmente errado, foi incompleto. Ele acredita que, além de expressar gratidão, também deveria haver um pedido formal de desculpas pela crueldade da escravidão.
O artigo destaca a importância de reconhecer a história da escravidão e o imenso sofrimento causado a milhões de africanos escravizados que foram trazidos para o Brasil. Buarque enfatiza a necessidade de que os pedidos de desculpas não se concentrem apenas no passado, mas também abordem as consequências atuais da escravidão. Ele chama a atenção para os milhões de afro-brasileiros que nasceram como escravos no Brasil mesmo após a abolição da escravidão e a importância de fornecer educação e oportunidades para elevar seus descendentes da pobreza e da falta de instrução.
O autor também menciona a falta de progresso na erradicação do analfabetismo no Brasil, especialmente entre os descendentes de escravos. Ele critica o governo por não tomar medidas suficientes para enfrentar esse problema e pede ao Presidente Lula que desenvolva uma estratégia clara para garantir acesso igualitário à educação de qualidade para todos os brasileiros, independentemente de sua origem social ou racial.
O artigo termina com uma sugestão de que, quando o Presidente Lula retornar à África, ele deve reiterar seu pedido de desculpas pela escravidão e reafirmar a importância de reconhecer o passado enquanto toma medidas significativas para enfrentar os desafios atuais enfrentados pelos descendentes de escravos. Ele propõe que o Brasil declare seu território livre da escravidão do analfabetismo e convide líderes africanos para testemunhar essa solene declaração.
No geral, o artigo enfatiza a importância de reconhecer e abordar as consequências históricas e contínuas da escravidão no Brasil, com foco na educação e igualdade social.
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Cristovam Buarque - Discurso incompleto na África" is an article that discusses the speech made by Brazilian President Luiz Inácio Lula da Silva in Cabo Verde, where he expressed gratitude for the contribution of the enslaved in building Brazil rather than apologizing for the suffering of slavery. The author, Cristovam Buarque, reflects on the significance of such a speech and argues that while it was not entirely wrong, it was incomplete. He believes that along with expressing gratitude, there should also be a formal apology for the cruelty of slavery.
The article highlights the importance of acknowledging the history of slavery and the immense suffering it caused to millions of enslaved Africans who were brought to Brazil. Buarque emphasizes the need for apologies to not only focus on the past but also address the present-day consequences of slavery. He calls for attention to the millions of Afro-Brazilians who were born as slaves in Brazil even after the abolition of slavery and the importance of providing education and opportunities to uplift their descendants from poverty and illiteracy.
The author also mentions the lack of progress in eradicating illiteracy in Brazil, particularly among the descendants of slaves. He criticizes the government for not taking enough action to address this issue and calls on President Lula to develop a clear strategy to ensure equal access to quality education for all Brazilians, regardless of their social or racial background.
The article ends with a suggestion that when President Lula returns to Africa, he should reiterate his apology for slavery and reaffirm the importance of acknowledging the past while taking significant steps to address the present-day challenges faced by the descendants of slaves. He proposes that Brazil should declare its territory free from the slavery of illiteracy and invite African leaders to witness this solemn declaration.
Overall, the article emphasizes the importance of acknowledging and addressing the historical and ongoing consequences of slavery in Brazil, with a focus on education and social equality.
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Cristovam Buarque* - Discurso incompleto na África
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Correio Braziliense
Devemos pedir perdão pelo que fizemos aos escravizados, mas também manifestar gratidão pelo que eles fizerem, obrigados pela violência da escravidão
Em 14 de abril de 2005, o presidente Lula fez discurso na fortaleza de Gorée, no Senegal, pedindo desculpas pelos 350 anos de escravidão de povos africanos no Brasil. Embora triste, foi um momento de orgulho assistir a um dirigente brasileiro fazer essa manifestação. Nestes cinco séculos, desde que chegou um primeiro grupo de escravos, nenhum outro presidente brasileiro havia apresentado esse pedido de desculpas. Provavelmente, também nenhum português, nem qualquer papa. Por isso, surpreende que aquela manifestação não tenha tido o reconhecimento que mereceu na época e que surjam tantas críticas ao discurso da semana passada, em Cabo Verde, no qual, em vez de se desculpar pelo sofrimento da escravidão, Lula agradeceu a contribuição dos escravizados na construção do Brasil.
Foi uma declaração incompleta por ter esquecido aquela de 20 anos atrás, em Gorée, mas não errada. Devemos pedir perdão pelo que fizeram aos escravizados, mas também manifestar gratidão pelo que eles fizerem, obrigados pela violência da escravidão. Não foi um discurso errado, foi um discurso incompleto, por deixar de assumir compromissos para o futuro. O discurso correto deveria juntar o pedido de desculpas pela maldade com o reconhecimento pelo papel dos escravizados na construção do Brasil. Sob a maldade da violência e da violentação, eles criaram riqueza material e formação cultural, além da miscigenação biológica de nosso povo. Incompleto também por esquecer dos milhões de brasileiros que nasceram escravos, já no Brasil, durante os séculos até a Lei do Ventre Livre.
O presidente Lula deveria cobrar de seus assessores, de demógrafos e outros cientistas brasileiros a estimativa de quantos escravos exploramos, nascidos brasileiros. Os africanos precisam saber que nossa maldade tratou como escravos os brasileiros que nasceram de mãe negra. No livro A última trincheira da escravidão, publicado no final do ano passado pela Editora Universidade Zumbi dos Palmares, cheguei a fazer estimativa desse número e me surpreendi com a população de escravos nascidos no Brasil. Um número quase igual ao dos escravos que foram trazidos da África. O número pode ser menor, a maldade, não. Lula precisa pedir desculpas às mulheres negras cujos ventres eram usados como navios negreiros durante os nove meses de gestação de seus filhos.
Nos nossos pedidos de desculpas aos africanos, precisamos reconhecer que a Lei do Ventre Livre e a Lei Áurea apenas soltaram, sem libertar os escravizados e seus descendentes. Extinguimos a legalidade na venda e na compra, mas não demos a eles a educação necessária para transformar o solo em livre. As duas leis tiraram algemas, mas nem elas nem as seguintes ensinaram como usar o mapa que uma pessoa solta precisa para ser livre, sabendo o propósito para onde caminhar e conhecendo os obstáculos no caminho da vida.
Faz 135 anos que uma princesa decretou que a escravidão era ilegal, mas tanto ela quanto seus sucessores mantiveram a escravidão do analfabetismo. Lula precisa pedir desculpas, porque, até hoje, o Brasil tem mais de 10 milhões de brasileiros adultos escravizados pelo analfabetismo. Todos descendentes sociais dos escravos, parte substancial deles descendentes também raciais. Nestes meses de seu governo atual, ainda não se viu um programa para a erradicação do analfabetismo. No primeiro ano do primeiro governo Lula, houve um esforço com o programa Brasil Alfabetizado, que visava erradicar o analfabetismo em 4 a 6 anos, mas pouco foi feito desde então.
Em novembro, o presidente voltará à África. Será uma ocasião para repetir seu discurso de desculpas que fez no Senegal, e afirmar, corretamente, o discurso da semana passada em Cabo Verde. Mas deverá dizer também como seu governo está pagando a dívida com a África, ao ter uma estratégia clara para que cada descendente social dos escravos tenha acesso à escola de base com a mesma qualidade onde estudam os descendentes sociais de seus proprietários. E ainda convidar os presidentes africanos para virem assistir à solenidade em que o Brasil declarará seu território livre da escravidão do analfabetismo.
*Cristovam Buarque - Professor emérito da Universidade de Brasília (UnB)
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O artigo discute avanços na investigação do assassinato da vereadora Marielle Franco, no qual novas revelações surgiram a partir da delação premiada do ex-policial Élcio Queiroz. Ele confessou sua participação no crime e apontou Ronnie Lessa, outro ex-policial militar, como o executor. Além disso, denunciou o envolvimento de Maxwell Corrêa, ex-bombeiro militar. Esses três faziam parte de um grupo de extermínio chamado "Escritório do Crime", que também está implicado em outros assassinatos. O texto destaca a importância de descobrir os mandantes e menciona conexões com milícias e o caso das "rachadinhas". O autor compara a investigação a um romance policial noir, envolvendo política, corrupção e crime organizado. As investigações estão em curso e devem seguir adiante.
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The article discusses advancements in the investigation of the murder of councilwoman Marielle Franco, in which new revelations emerged from the plea bargain of former police officer Élcio Queiroz. He confessed to his involvement in the crime and pointed out Ronnie Lessa, another former military police officer, as the perpetrator. Additionally, he implicated Maxwell Corrêa, a former military firefighter. These three were part of an assassination group called the "Crime Office," which is also implicated in other murders. The text emphasizes the importance of discovering the masterminds and mentions connections with militias and the "rachadinhas" case. The author compares the investigation to a noir detective novel, involving politics, corruption, and organized crime. The investigations are ongoing and should continue forward.
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terça-feira, 25 de julho de 2023
Luiz Carlos Azedo - Assassinato de Marielle deixou rastro e teve motivação
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Correio Braziliense
O caso parece um romance policial noir, com todos os seus ingredientes e personagens emblemáticos, que misturam política, corrupção, crime organizado e assassinatos
O ministro da Justiça, Flávio Dino, anunciou nesta segunda-feira que o ex-policial militar Élcio Queiroz fez delação premiada e confessou sua participação no assassinato da vereadora Marielle Franco (PSol-RJ). No depoimento, o miliciano carioca revelou que a execução foi feita pelo policial militar reformado Ronnie Lessa. Élcio também denunciou a participação do ex-bombeiro militar Maxwell Simões Corrêa, que foi preso pela Polícia Federal. Condenado a quatro anos de prisão em 2021, por atrapalhar as investigações sobre o crime, “Suel” cumpria a pena em regime aberto.
Réu pelo assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, Queiroz foi convencido a fazer colaboração premiada após desconfiar de Ronnie Lessa, apontado como seu comparsa no crime. Os dois estão presos em Rondônia e vão a júri popular pelas execuções. Élcio descobriu que Lessa mentiu e, com a quebra da confiança, decidiu fazer a delação. É um caso típico de “dilema do prisioneiro”, no qual um dos acusados confessa por desconfiar de que será acusado pelo outro.
O caso Marielle está envolto em mistérios desde quando as investigações foram iniciadas. Os atuais responsáveis pela apuração das mortes da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes afirmam que a investigação do caso avançou com a prisão de Maxwell, nesta segunda-feira, e com a homologação de um acordo de delação premiada com Élcio Queiroz. De acordo com o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, Suel atuou na “vigilância” e no “acompanhamento” da vereadora.
“Um pacto de silêncio foi rompido. Estamos buscando e oferecendo repostas de um crime emblemático”, disse Fábio Cardoso, promotor de Justiça, que participa da investigação do caso. Não está descartado o envolvimento de outras pessoas no caso, principalmente no âmbito intelectual do crime. Suel, Queiroz e Lessa faziam parte de um grupo de assassinos de aluguel ligados ao chamado “Escritório do Crime”. Na delação premiada, Queiroz disse que o sargento da Polícia Militar Edimilson Oliveira da Silva, conhecido como Macalé e executado em 2021, foi o intermediário entre a “missão” da execução de Marielle e Ronnie Lessa.
Há pelo menos 13 assassinatos em que os integrantes do chamado “Escritório do Crime” são suspeitos de participação, entre os quais os de Marielle e Anderson. O grupo de extermínio cobrava entre R$ 1 milhão e R$ 1,5 milhão por execução. A vigilância das vítimas chegava a durar até sete meses, muitas vezes com uso de drones. O grupo de execução era formado por policiais, ex-policiais e milicianos, que foram alvo da Operação Tânatos, deflagrada pela Polícia Civil e pelo Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) em 2020.
O ex-capitão do Bope Adriano Magalhães da Nóbrega, o Capitão Adriano, era apontado como chefe do grupo de extermínio. Supostamente, possuiria cerca de 300 imóveis em Rio das Pedras e Muzema, na Zona Oeste do Rio. Apontado pelo MPRJ como dono da milícia da região, Adriano foi morto em fevereiro de 2020, em um sítio no interior da Bahia, em confronto com policiais.
Milícias e rachadinhas
Denúncia do Ministério Público acusou o miliciano Adriano da Nóbrega de fazer parte do esquema da “rachadinhas” na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj). Segundo a investigação, em 2007, o então deputado estadual Flávio Bolsonaro nomeou Danielle Mendonça da Costa, mulher do ex-policial militar Adriano, sua assessora parlamentar. O caso se tornou uma dor de cabeça para o então recém-eleito presidente Jair Bolsonaro, mas o caso das “rachadinhas” foi arquivado pelo Tribunal de Justiça do Rio em maio deste ano.
A Justiça considerou que o processo não deveria estar nas mãos do juiz que cuidava do caso porque Flávio tem foro privilegiado. A pedido da defesa do senador, o Superior Tribunal de Justiça anulou as decisões tomadas pelo juiz Flávio Itabaiana, da 27ª Vara Criminal do Rio de Janeiro, que permitiram a quebra de sigilo bancário e fiscal do parlamentar e de pessoas relacionadas a ele.
A Polícia Federal segue o rastro dos assassinos de Marielle e Anderson, mas é preciso compreender melhor os motivos para se chegar aos mandantes. Como dizia o escritor norte-americano Raymond Chandler, autor do ensaio sobre literatura policial A simples arte de matar, “todo crime deixa um rastro e tem uma motivação”. O caso Marielle parece um romance policial noir, com todos os seus ingredientes e personagens emblemáticos, que misturam política, corrupção, crime organizado e assassinatos.
Em A simples arte de matar (L&PM), Chandler faz uma reflexão sobre a literatura policial na qual sua experiência de detetive particular o leva à conclusão de que não existem pessoas boas e inocentes envolvidas no mundo dos crimes, cujos cenários não são palacetes e casas de campo e, sim, ruas, becos e hotéis duvidosos.
É fato que as investigações do assassinato de Marielle e Anderson sempre enfrentaram grandes obstáculos e se arrastaram, até serem “congeladas”, durante o governo Bolsonaro. As investigações do Ministério Público fluminense e da Polícia Federal retomaram o fio da meada. Vamos ver onde vão dar.
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Élpis - Deusa da Esperança e do Sofrimento na Mitologia Grega
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Nesta senda, reforçando, com maestria, o entendimento de que “delação premiada” e “colaboração premiada” são expressões diversas, confiram-se os escólios de Vladmir Aras que
Apresenta a colaboração premiada como gênero, da qual derivam 4 (quatro) subespécies, quais sejam:
a) delação premiada (também denominada de chamamento de corréu): além de confessar seu envolvimento na prática delituosa, o colaborador expõe as outras pessoas implicadas na infração penal, razão pela qual é denominado de agente revelador;
b) colaboração para libertação: o colaborador indica o lugar onde está mantida a vítima sequestrada, facilitando sua libertação;
c) colaboração para localização e recuperação de ativos: o colaborador fornece dados para a localização do produto ou proveito do delito e de bens eventualmente submetidos a esquemas de lavagem de capitai;
d) colaboração preventiva: o colaborador presta informações relevantes aos órgãos estatais responsáveis pela persecução penal de modo a evitar um crime, ou impedir a continuidade ou permanência de uma conduta ilícita. [5]
Por derradeiro, não podem ser olvidados os ensinamentos de Luiz Flávio Gomes Marcelo Rodrigues da Silva acerca do tema em estudo. Para os juristas, “a Lei 12.850/13 adotou a locução “colaboração premiada” como gênero, por ser mais amplo. Em razão dessa amplitude, trata-se de nomenclatura mais adequada que delação premiada, portanto.”[6]
Conclui-se, portanto, que não se afigura coerente tratar situações diferentes como se iguais fossem. Não se trata, como alguns pregam, de mero eufemismo – que visa evitar impressões pejorativas à delação. Ao revés, cuida-se, em verdade, de uma diferenciação substancial, que merece ser empregada de modo a evitar a generalização de coisas que, por natureza, diferentes são.
[1] Art. 7ºº Ao art. 1599 doCódigo Penall fica acrescido o seguinte parágrafo:
"Art. 159...
§ 4º Se o crime é cometido por quadrilha ou bando, o co-autor que denunciá-lo à autoridade, facilitando a libertação do seqüestrado, terá sua pena reduzida de um a dois terços."
[2] CUNHA, Rogério Sanches; PINTO, Ronaldo Batista. Crime Organizado – comentários à nova lei sobre o Crime Organizado – lei 12.850/13. Salvador: Juspodivm. 2013. p. 34.
[3] ARRUDA, Rejane Alves de. Org. Ricardo Souza Pereira. Organização Criminosa – comentário à lei 12.850/13, de 05 de agosto de 2013. Rio de Janeiro: Lumen Juris. 2013. P. 73.
[4] LIMA, Renato Brasileiro de. Legislação penal especial comentada. 3. Ed. Salvador: JusPodivm, 2015. P.525.
[5] ARAS, Vladmir. Lavagem de dinheiro: prevenção e controle penal. Organizadora: Carla Veríssimo de Carli. Porto Alegre: Editora Verbo Jurídico, 2011. P. 428.
[6] GOMES, Flávio Luiz; SILVA, Marcelo Rodrigues. Organizações criminosas e técnicas especiais de investigação. Salvador – BA: Juspodvm, 2015. P. 211.
Filipe Maia Broeto, Advogado
Advogado Criminalista. Especialista em Ciências Penais pela Universidade Cândido Mendes - UCAM e em Processo Penal pela Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra/IBCCRIM. Diretor da Comissão de Ensino Jurídico da Associação Brasileira dos Advogados Criminalistas em Mato Grosso - ABRACRIM/MT. Membro da Comissão de Direito Penal e Processo Penal da Ordem dos Advogados do Brasil, Seccional Mato Grosso - OAB/MT e Membro Associado do Instituto Brasileiro de Ciências Criminais - IBCCRIM. É coautor do livro "Colaboração Premiada: Aspectos Controvertidos", publicado pela Editora Lumen Juris, e autor da obra Coletiva "Colaboração Premiada: Novas Perspectivas Para O Sistema Jurídico-Penal", coordenada por Luiz Flávio Gomes, Marcelo Rodrigues e Renan Mandarino, publicada pela Editora D'Plácido.
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Anamatra questiona no STF novos dispositivos da lei de introdução às normas do Direito brasileiro
Artigo 22 - LINDB / 1942
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“ Art. 22. Na interpretação de normas sobre gestão pública, serão considerados os obstáculos e as dificuldades reais do gestor e as exigências das políticas públicas a seu cargo, sem prejuízo dos direitos dos administrados.
§ 1º Em decisão sobre regularidade de conduta ou validade de ato, contrato, ajuste, processo ou norma administrativa, serão consideradas as circunstâncias práticas que houverem imposto, limitado ou condicionado a ação do agente.
§ 2º Na aplicação de sanções, serão consideradas a natureza e a gravidade da infração cometida, os danos que dela provierem para a administração pública, as circunstâncias agravantes ou atenuantes e os antecedentes do agente.
§ 3º As sanções aplicadas ao agente serão levadas em conta na dosimetria das demais sanções de mesma natureza e relativas ao mesmo fato.”
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‘Berimbau não é gaita’, curiosidades sobre o instrumento
Continue lendo no Blog da Feira: https://blogdafeira.com.br/home/2019/08/22/berimbau-nao-e-gaita-curiosidades-e-controversias-de-um-instrumento-musical-por-bel-pires/
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A afirmação se trata do ato de dar voto positivo para algo
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Afirmação, do latim affirmatĭo, é a ação e o efeito de afirmar ou de se afirmar. É habitual que o termo seja usado em referência ao ato que permite a uma pessoa de se expressar o seu assentimento a uma declaração ou a uma causa.
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Tomada da Crimeia pela Rússia (2014)
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Ucrânia, Crimeia e a dissolução dos impérios
Permanecer juntos de maneira pacífica ou obrigados não é a mesma coisa
TIMOTHY GARTON ASH
10 MAR 2014 - 11:06 BRT
"A vontade política dos cidadãos e seus líderes é crucial. Mas talvez o mais importante seja a sorte histórica, a fortuna que, de acordo com Maquiavel, é “o árbitro da metade do que fazemos”. Essa mistura de história, vontade, habilidade e sorte é o que deu ao Kosovo a sua independência, que não é reconhecida por todos."
Timothy Garton Ash é catedrático de Estudos Europeus na Universidade de Oxford e autor de Os fatos são subversivos: Escritos políticos para uma década sem nome.
https://www.infoescola.com/historia/tomada-da-crimeia-pela-russia-2014/
https://brasil.elpais.com/brasil/2014/03/07/opinion/1394206343_327393.html
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CORDÃO
"Aprendi a dizer não
Ver a morte sem chorar
E a morte, o destino, tudo
A morte e o destino, tudo
Estava fora de lugar
Eu vivo pra consertar"
Composição: Geraldo Vandré / Theo de Barros
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CORDA
A parte da reta secante que é interna a circunferência, ou seja, o segmento de reta que sai do ponto A e vai até o ponto B, possui um nome especial. Ele é conhecido como corda da circunferência.
https://blog.professorferretto.com.br/elementos-da-circunferencia-e-do-circulo/
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A música brasileira está de luto nesta segunda-feira (24) com as mortes das cantoras Leny Andrade, aos 80 anos, e Dóris Monteiro, aos 88. Leny Andrade deixou uma lista de interpretações marcantes, dando toques jazzísticos a obras de grandes nomes da MPB.
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Dóris Monteiro - Mocinho Bonito 1957
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As Cantoras do Rádio - ESTÃO VOLTANDO AS FLORES ...
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Batendo a Porta - Leny Andrade (Sambabook João Nogueira)
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Estão Voltando As Flores
Emílio Santiago
Sonho de Lugar
Dóris Monteiro
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Quem só conhece que mora na beira do mar
E que tem sempre Sol, sempre luz
Nem liga pra nada mais
Não sabe do mal que faz
Nem todo mundo é somente essa gente
Que anda queimada de Sol e sal
É isso que eu mostrar contando que vou cantar
Eu nasci num sonho de lugar
Para crer só mesmo indo lá
Tem um trem que passa devagar
Com o sino tocando segue o trem apitando
E se é domingo a gente namora na praça
Só vendo a luz do luar enquanto num violão
Alguém faz da paz canção
Composição: Marcos Valle / Paulo Sérgio Valle.
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Sinfonia do Carnaval
Dóris Monteiro
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Sonho de Um Carnaval
Geraldo Vandré
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Carnaval, desengano
Deixei a dor em casa me esperando
E brinquei e gritei e fui vestido de rei
Quarta-feira sempre desce o pano
Carnaval, desengano
Essa morena me deixou sonhando
Mão na mão, pé no chão
E hoje nem lembra não
Quarta-feira sempre desce o pano
Era uma canção, um só cordão
E uma vontade
De tomar a mão
De cada irmão pela cidade
No carnaval, esperança
Que gente longe viva na lembrança
Que gente triste possa entrar na dança
Que gente grande saiba ser criança
Composição: Chico Buarque.
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SONHO DE CARNAVAL
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Conjunto do todos os pontos interiores
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ESPAÇOS MÉTRICOS | BOLAS ABERTAS e FECHADAS - Métricas Euclidiana, Retangular e Métrica do Máximo
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ensinoeinformacao
ESPAÇOS MÉTRICOS
Qual é a Forma de uma Bola de centro "a" e Raio "r": na reta R; no Plano R²; e no Espaço Tridimensional R³? Considerando-se as Métricas: Euclidiana, Retangular (ou da Soma), e do Máximo. São Métricas Equivalentes que definem os mesmos Conjuntos Aberto de um Conjunto X e assim, definem a mesma Topologia em X...
Um Espaço Métrico que é, então, um caso particular de Espaço Topológico em que:
1) a Interseção de dois Conjuntos Abertos de X é um Aberto de X;
2) a Reunião Arbitrária de Abertos de X resulta em um Aberto de X.
Em um Espaço Métrico, um Conjunto X é dito Aberto se todo ponto de "a" é um Ponto Interior de X, isto é, se existe uma Bola Aberta B(a,δ) de Centro "a" e raio "δ", tal que B(a,δ)⊂X.
https://www.youtube.com/watch?v=it7I_dLnbMo
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PONTO INTERIOR DE UM CONJUNTO - EXEMPLO | NOÇÕES TOPOLOGICAS EM R
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Kassa Ensino
TOPOLOGIA MATEMÁTICA EM IR
NOÇÕES TOPOLÓGICA EM R. INTERIOR TOPOLOGIA MATEMÁTICA. TOPOLOGIA EM R INTERIOR. INTERIOR DE UM CONJUNTO. O QUE É UM PONTO INTERIOR. TOPOLOGIA PONTO INTERIOR. INTERIOR. TOPOLOGIA MATEMÁTICA.
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Topologia é um ramo da matemática que estuda os espaços topológicos, sendo considerado como uma extensão da geometria.
A palavra topologia é usada tanto para descrever essa área de estudos quanto para designar uma família de conjuntos (conjuntos abertos) utilizados para definir o conceito básico da teoria, o espaço topológico. Neste capitulo vamos abordar sobre interior de um conjunto, ponto exterior de um conjunto, ponto fronteiro de um conjunto, fecho ou aderente, o ponto de acumulação, o ponto isolado, conjunto limitado e ilimitado, conjunto aberto e não aberto e conjunto fechado e não fechado. E por fim vamos ver alguns exercícios sobre topologia em IR.
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https://www.youtube.com/watch?v=E_nwDFddOdw
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3 Pontos interiores de um círculo e exteriores a um círculo
Pontos interiores: Os pontos interiores de um círculo são os pontos do círculo que não estão na circunferência.
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Pontos exteriores: Os pontos exteriores a um círculo são os pontos localizados fora do círculo.
http://www.uel.br/projetos/matessencial/basico/geometria/circulos.html
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Réquiem Para Matraga
Geraldo Vandré
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Vim aqui só pra dizer
Ninguém há de me calar
Se alguém tem que morrer
Que seja pra melhorar
Tanta vida pra viver
Tanta vida a se acabar
Com tanto pra se fazer
Com tanto pra se salvar
Você que não me entendeu
Não perde por esperar
Composição: Geraldo Vandré
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Repertório Popular - Dóris Monteiro
Kâmera Libre
Dóris canta seus vários sucessos e os do lançamento do seu disco "Agora", de 1977.
Música
Choro De Nada
Música 1 de 5
Pra Não Padecer
Música 2 de 5
Partida
Música 3 de 5
Maita
Música 4 de 5
Tema De Doris
Música 5 de 5
ARTISTA
Doris Monteiro
ÁLBUM
Choro De Nada
https://www.youtube.com/watch?v=TAvq6Nd9tRo
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segunda-feira, 24 de julho de 2023
GAMBIARRA
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Solução improvisada para resolver um problema ou para remediar uma situação de emergência; remendo.
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WW - Edição de domingo | Por que a política no Brasil não funciona? - 23/07/2023
CNN Brasil
Transmissão ao vivo realizada há 22 horas #CNNBrasil
Assista ao programa WW deste domingo, 23 de julho de 2023, apresentado por William Waack. #CNNBrasil
O tema deste programa é: Por que a política no Brasil não funciona?
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O político conservador de 61 anos, Alberto Núñez Feijóo, do PP, pode se tornar o próximo primeiro-ministro da Espanha
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Direita ganha eleição na Espanha, mas não forma maioria
Com 99% das urnas apuradas, partido de Alberto Núñez Feijóo leva 136 cadeiras no Parlamento; são necessárias 176 para governar
PODER360
23.jul.2023 (domingo) - 18h29
Com 99% das urnas apuradas, o partido de direita PP (Partido Popular), liderado por Alberto Núñes Feijóo, venceu as eleições gerais na Espanha, mas não conseguiu formar maioria e precisa negociar uma coalizão para governar.
Para isso, são necessárias 176 cadeiras no Parlamento. Até o momento, o PP tem 136, enquanto seu aliado de direita Vox conquistou outras 33. Com isso, os partidos têm, juntos, 169 assentos e precisarão atrair ao menos 7 cadeiras para oficializar a vitória.
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O pleito colocou em disputa as 350 cadeiras do Congresso dos Deputados, assim como 208 das 265 cadeiras do Senado. No sistema parlamentar espanhol, os partidos políticos apresentam uma lista de candidatos a deputados. Os eleitores votam nas legendas. Depois das eleições, verifica-se a proporção de votos que cada sigla recebeu e chega-se ao número de cadeiras que serão ocupadas pelo partido. A exceção são os senadores, únicos eleitos por voto direto.
O atual governo do atual premiê, Pedro Sánchez, foi formado a partir das eleições de novembro de 2019. Consiste em uma coalizão de esquerda entre o PSOE e a coligação Unidas Podemos. Isso se deu porque o partido de Sánchez não conseguiu maioria absoluta para eleger sozinho um candidato a primeiro-ministro, precisando se unir ao Podemos. Essa foi a 1ª coalizão governamental formal na política espanhola desde o fim do franquismo, em 1975.
Com 47,2 milhões de habitantes, a Espanha tem um PIB (Produto Interno Bruto) per capita de € 24.580 –inferior ao da UE (União Europeia), de € 28.840.
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ELEIÇÕES ANTECIPADAS
As eleições na Espanha estavam previstas inicialmente para dezembro de 2023. Em 29 de maio, porém, Sánchez decidiu antecipar o pleito. O primeiro-ministro justificou a decisão com o fraco desempenho de sua coalizão de esquerda nas eleições locais e regionais.
Dentre as 12 regiões autônomas da Espanha que estavam em jogo, 10 eram governadas pelo PSOE, mas só 4 permaneceram sob comando da sigla depois das eleições de 28 de maio. O PP levou a maioria. “Os espanhóis devem esclarecer quais forças políticas querem assumir a liderança”, disse o primeiro-ministro depois do anúncio dos resultados.
O PSOE é o partido que governou a Espanha por mais tempo desde que o país teve suas primeiras eleições democráticas, em 1977, depois da morte do ditador Francisco Franco (1907-1975). Em 40 anos de eleições livres, a Espanha era um dos únicos países na Europa onde ainda não havia a presença representativa de um partido populista de direita no Parlamento. Esse fenômeno, que ficou conhecido como “exceção espanhola”, chegou ao fim com a ascensão do Vox em 2018.
PARTIDO POPULAR
De ideologia liberal-conservadora, o PP esteve no poder antes de Sánchez, com Mariano Rajoy chegando ao cargo de premiê em 2016. Entretanto, 2 anos depois, o Parlamento espanhol aprovou a destituição de Rajoy e elegeu Sánchez como seu sucessor. Nas eleições de 2019, a coligação da esquerda possibilitou que Sánchez se mantivesse no cargo.
Em 2022, o PP sofreu uma mudança de liderança depois que pressões e mobilizações internas removeram Pablo Casado da presidência do partido e Feijóo assumiu o comando da sigla. A partir de então, a legenda cresceu nas pesquisas de opinião na Espanha e alcançou a maioria das regiões autônomas nas eleições regionais de maio de 2023. O PSOE conseguiu reduzir a diferença percentual entre ele e os rivais nas últimas semanas.
QUEM É ALBERTO NUÑES FEIJÓO
Alberto Núñez Feijóo é um político conservador de 61 anos. Formado em direito, autodefine-se como um “tecnocrata chato”. Entre suas promessas de campanha estão um forte apoio à União Europeia, à Ucrânia e à América Latina. É defensor da “autonomia estratégica” da Europa, que daria ao continente independência em setores como defesa e tecnologia.
Por ser um político moderado, Feijóo ganhou 4 eleições consecutivas na Galiza, uma região majoritariamente rural e conservadora. Hoje, atua como senador no Parlamento espanhol.
Com sua vitória, além do governo do país, Feijóo assumirá a presidência semestral do Conselho da UE, iniciada por Sánchez em 1º de julho.
autores
PODER360
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"Opinião do dia – Antonio Gramsci* ("Jacobino")
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“Ao se aprofundar a questão, vê-se que sob muitos aspectos a diferença entre muitos homens do Partido de Ação e os moderados era mais de '"temperamento" do que de caráter organicamente político. O termo "jacobino” terminou por assumir dois significados: existe o significado próprio, historicamente caracterizado, de um determinado partido da Revolução Francesa, que concebia o desenvolvimento da vida francesa de um modo determinado, com um programa determinado, com base em forças sociais determinadas, e que explicitou sua ação de partido e de governo com um método determinado que era caracterizado por uma extrema energia, decisão e resolução, derivado da crença fanática na virtude tanto daquele programa quanto daquele método. Na linguagem política, os dois aspectos do jacobinismo foram cindidos e se chamou "jacobino" o político enérgico, resoluto e fanático, porque fanaticamente persuadido das virtudes taumatúrgicas de suas ideias, fossem quais fossem: nesta definição, prevaleceram os elementos destrutivas derivados do ódio contra os adversários e os inimigos, mais do que aqueles construtivos, derivados do fato de se terem adotado as reivindicações das massas populares; o elemento sectário, de conventículo, de pequeno grupo, de individualismo desenfreado, mais do que o elemento político nacional.”
*Antonio Gramsci(1891-1937), Cadernos do Cárcere, V. 5, p. 68-9, Civilização Brasileira, 2002"
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Robespierre foi um dos líderes do jacobinismo francês
Jacobinismo e a ação política
A prática política do jacobinismo superou a Revolução Francesa, sendo utilizada para caracterizar outros grupos políticos.
https://brasilescola.uol.com.br/historiag/jacobinismo-acao-politica.htm
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O texto apresenta uma reflexão sobre o conceito de "jacobino" sob a ótica de Antonio Gramsci, um importante filósofo, político e teórico marxista italiano. Gramsci analisa como a designação "jacobino" pode ser compreendida em dois sentidos distintos:
Sentido histórico da Revolução Francesa: O primeiro significado refere-se ao jacobinismo como um partido específico durante a Revolução Francesa, que tinha um programa político bem definido, baseado em certas forças sociais e executado por meio de métodos enérgicos, decisivos e fanáticos. Esse partido acreditava fervorosamente na virtude tanto de seu programa quanto de sua abordagem política. Nesse sentido histórico, o jacobinismo pode ser visto como um movimento radical que buscava transformações significativas na sociedade.
Sentido político contemporâneo: O segundo significado do termo "jacobino" é empregado para descrever uma pessoa política enérgica, resoluta e fanática, mas cujo fanatismo está mais direcionado à defesa de suas ideias do que à adoção das reivindicações das massas populares. Aqui, prevalecem os elementos destrutivos, como o ódio contra adversários e inimigos, em vez de elementos construtivos que buscam atender às necessidades das massas populares. Além disso, o "jacobino" contemporâneo pode ser visto como alguém com uma mentalidade sectária, representando um pequeno grupo ou individualismo desenfreado em vez de uma perspectiva política nacional.
Antonio Gramsci parece fazer essa análise com o objetivo de distinguir entre diferentes abordagens políticas e destacar que a energia e a determinação podem ser empregadas tanto para fins construtivos quanto destrutivos. Ele também ressalta a importância de considerar o contexto histórico e social em que essas ideias e ações estão inseridas. É fundamental entender o significado específico que Gramsci atribui ao termo "jacobino" para compreender adequadamente o ponto que ele está tentando transmitir em sua reflexão política.
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Decifra-me ou te devoro era o mistério ultimato da esfinge de Tebas no antigo mito grego. Segundo a história, a mesma observava cada viajante que passava pela cidade. O transeunte, assim que se deparava com ela, precisava resolver um enigma que poderia indicar o fim de sua vida ou recomeço dela.
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Dorrit Harazim - O elevador
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O Globo
Desde a instalação em edifícios residenciais no Brasil, a função primeira do equipamento sempre foi a segregação racial e social
Qualquer vida é uma travessia contínua de fronteiras. Somos todos uma cartografia ambulante. Desde o momento da concepção sem volta — narrada de forma memorável pelo personagem central do romance “O tambor”, de Günter Grass — até nosso enredamento final, do qual também não tem volta. Entre o nascer e o morrer, a sucessão de rupturas nem sempre é percebida. O simples movimento de sair de casa (do privado) para a rua (o público), por exemplo, tão corriqueiro e banal , traz embutido todo um ritual preparatório. Vai de uma checada em alguma luz acesa, o fechar de janela ainda aberta, um apalpar de bolsos, uma espiadela na bolsa para ver se está tudo lá, talvez uma última conferida no espelho. Mas, a cada vez que giramos a chave da porta de saída, deixamos para trás nossa vida interior. E do lado de fora, escreveu Georges Perec em “Espèces d’espaces”, “outras gentes, o mundo, o público, a política. Você não pode simplesmente passar de um a outro espaço; para atravessar a soleira você precisa mostrar suas credenciais, saber se comunicar com o universo exterior”.
Depoimento publicado nesta semana no site da revista piauí por Gabriella Figueredo mostra a violência da primeiríssima credencial exigida até hoje de milhões de brasileiros: antes mesmo de pisarem na rua, eles devem passar pelo elevador de serviço. O tema é surrado. Já foi fartamente estudado, documentado e denunciado em filmes, novelas, romances. Ainda assim, no início deste mês, o prefeito do Rio de Janeiro teve de sancionar a Lei 7.597, que proíbe a denominação “elevador social” e “elevador de serviço” nos prédios particulares da cidade, em parte porque a lei anterior, que 20 anos atrás vetava qualquer tipo de discriminação em elevadores, nunca foi aceita pelos portadores do privilégio social.
Gabriella é filha do porteiro de um prédio de classe alta de Ipanema, onde viveu da primeira infância até se formar em letras pela PUC-Rio. Cresceu seguindo ao pé da letra o pedido do pai: sempre chamar moradores de “senhor” e “senhora” e jamais usar o elevador social. A leitura de Lima Barreto na faculdade fez com que começasse a questionar o lugar de cada um na sociedade. Contudo, só pôde compreender a dimensão da violência interiorizada quando foi fazer mestrado na Espanha, aos 29 anos:
— Entrei em um prédio que tinha dois elevadores, um do lado do outro, e nenhuma placa para distinguir qual era o de serviço e qual o social. Travei, sem saber em qual entrar... Como saber se eu não estava violando alguma regra ou invadindo o espaço de alguém? [..] Tudo explodiu dentro de mim [...] A questão está enraizada, inclusive em mim. Hoje, mesmo depois da graduação e do mestrado, sempre escolho o elevador de serviço. Por quê? Não sei responder.
Saberá. Em seu depoimento, Gabriella manifesta a intenção de escrever um livro de autoficção sobre a família do porteiro — seu pai — que até hoje mora e trabalha no mesmo prédio da Rua Barão da Torre. Ótimo.
Desde a instalação de elevadores em edifícios residenciais no Brasil, no final dos anos 1920, a função primeira do equipamento sempre foi a segregação racial e social. É do saudoso geógrafo baiano Milton Santos a experiência marcante vivenciada na Salvador dos anos 1950, quando ele foi visitar um amigo recém-instalado num edifício modernoso. Como construir dois elevadores elevaria os custos em demasia, incorporadora e condôminos honraram a divisão de castas de outro modo: dentro do único elevador existente, já estreito, foi colocada uma divisória mambembe a separar os usuários. O professor sempre lamentou não ter fotografado a engenhoca, pois, a seu ver, ela retratava o Brasil de sempre. Dedicou a vida a nos ensinar o país e nos deixou ferramentas para percebermos a profundidade dos enroscos nacionais. Milton Santos tinha esperança.
A carioca Gabriella, já reinstalada no Rio, conta que em conversas com o pai ambos acabam concordando que o Brasil nunca vai mudar:
— Temos a noção de que a classe política nos prometeu um país que ainda não conseguiu entregar — escreveu em seu depoimento.
Ela tem razão — em 2023 o país prometido e devido ainda está longe de ser entregue. Mas não são os políticos, em separado, que haverão de chacoalhar as estruturas coloniais do Brasil — somos nós, o conjunto da sociedade, que devemos impulsionar as mudanças. Seja em casa, no elevador, na rua, no trabalho, no voto, na cobrança ou na informação, é hora de derrubar tapumes e divisórias. Até que o país inteiro tenha acesso ao mesmo elevador. É o mínimo do mínimo
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