domingo, 26 de abril de 2026

TRÊS POR DUAS: A LUTA CONTINUA

"E ainda o barbeiro Nequete, que citava Lênin a três por dois." #EspaçoAberto | Luiz Sérgio Henriques A dupla asfixia de Cuba - O caso cubano é daqueles que exigem capacidade de lidar com verdades antagônicas e até inconciliáveis https://estadao.com.br/opiniao/luiz-sergio-henriques/a-dupla-asfixia-de-cuba/ 📸Yamil Lage/AFP domingo, 26 de abril de 2026 A dupla asfixia de Cuba, por Luiz Sérgio Henriques O Estado de S. Paulo O caso cubano é daqueles que exigem capacidade de lidar com verdades antagônicas e até inconciliáveis Cuba parece estar em suspensão, à espera de acontecimentos que remodelarão sua fisionomia em futuro mais ou menos próximo. Vive uma drôle de guerre, dir-se-ia, assemelhada à que acometeu os franceses em 1940, antes da guerra propriamente dita. Bem verdade que as diferenças também são cruciais. Agora, prevalecendo minimamente a lógica, não se espera invasão por terra ou chuva de bombas aéreas. Em compensação, os sofrimentos humanos já são reais e não podem ser dissimulados, como se a vida pudesse seguir com a aparência de sempre. A crueldade de Donald Trump não só afeta a economia da ilha, mas irrompe na emergência dos hospitais, nos cortes de água, na escassez de alimentos e remédios. Nisto que parece ser o ato final, o bloqueio norte-americano reitera sua dimensão tacanha. Desde que se estabeleceu há quase sete décadas, nem de longe cumpriu o objetivo declarado de cercar, enfraquecer ou derrubar o regime. Antes o fortaleceu, dando-lhe a possibilidade de arregimentar a população contra o inimigo externo, uma das armas clássicas para calar toda e qualquer dissidência, caracterizada invariavelmente como antinacional e instrumento do imperialismo. O caso cubano é daqueles que exigem capacidade de lidar com verdades antagônicas e até inconciliáveis – uma das capacidades humanas menos empregadas. Ao longo do tempo, suscitou adesões e repulsas ideologicamente carregadas que expulsaram, e expulsam, o espírito crítico e a argumentação serena. Fácil demais, à direita, demonizar a ilha e suas tentativas – na verdade, quixotescas – de exportar o modelo revolucionário para uma América Latina supostamente em chamas, pronta para gerar “um, cem, mil Vietnãs”. Não menos fácil, à esquerda, dobrar-se ao mito do “território livre das Américas” e incorrer em rituais duvidosos, como o culto à personalidade do homem providencial ou a celebração de um tipo de sociedade e de Estado crescentemente autoritários. A socióloga argentina Claudia Hilb, num pequeno e precioso livro, chamou a atenção para a substancial inaptidão para decifrar o regime da Revolução Cubana por parte de variados setores da esquerda democrática. Em Silêncio, Cuba (Paz e Terra, 2010), tratou de decifrar a antinomia fundamental do “paradigma revolucionário”: conquistas sociais na educação ou na saúde, por exemplo, se mostraram indissociáveis da concentração tendencialmente absoluta do poder político. Por isso, o grau relativamente mais elevado de igualdade, para os padrões latinoamericanos, teve como contrapartida necessária a compressão das liberdades civis. No plano “estrutural”, a economia centralizada nunca constituiu base sólida para o welfare à cubana dos anos 1970-1980. No seu auge, devia ser apoiada externamente pela distante União Soviética, interessada em cravar um espinho nas costas da Flórida, assim como, já no seu declínio, passaria a depender cada vez mais da precária Venezuela chavista. No plano “superestrutural”, a direção única seguia o caminho do controle ideológico e da difusão do conformismo como princípio regente do comportamento cotidiano. (Hilb, aliás, fala diretamente do medo como princípio de ação.) “Dentro da revolução, tudo; fora da revolução, nada” – a consigna popularizada por Fidel Castro desde a fase heroica não pôde se manter quando a esquerda, ou parte dela, trocou o paradigma revolucionário pelo democrático. As muitas vozes de uma sociedade plural e moderna não permitem que uma só voz defina o que é revolução, o que ela inclui e o que exclui. Em Cuba, desde o início muita gente foi excluída e passou a viver o drama do exílio e da separação, que não é lícito ignorar porque alegadamente afetaria só os que são “de direita” e fugiram para os Estados Unidos, México ou Espanha. Muito pelo contrário, a emigração assumiu caráter de massa, tanto pelo bloqueio norte-americano quanto, sobretudo, pelos fundamentos estreitos da economia cubana. As sucessivas vagas migratórias acabaram por criar um problema demográfico de difícil resolução, expulsando os jovens e deixando para trás os necessitados de cuidado, que os serviços sociais desmantelados não conseguem atender. Para analistas sagazes, o paradoxo final é que assim, involuntariamente, Cuba e Estados Unidos, com milhões de exilados, se tornaram ainda mais entrelaçados nesta passagem de época repleta de tiranias locais e pulsões imperialistas. A degradação da democracia na América faz temer o pior. Estamos longe de um Barack Obama que há exatos dez anos restabelecia relações diplomáticas e econômicas entre os dois países, ainda que sem pular a barreira do Congresso para suspender o bloqueio comercial. Tratava-se, segundo Obama, de encerrar o último legado da guerra fria no Hemisfério e propiciar reformas paulatinas na economia e na política. Hoje, porém, pratica-se a “decapitação” das direções adversárias – bem-sucedida, por assim dizer, na Venezuela, e calamitosamente fracassada no Irã. Parafraseando o poeta, a violência da linguagem dá perfeita ideia da violência propriamente dita inerente aos desatinos de Trump. *Tradutor e ensaísta, é coeditor das obras de Gramsci no Brasil
RESUMO: O artigo analisa a situação de Cuba como um caso complexo, marcado por contradições difíceis de conciliar. O país vive uma crise prolongada, com graves dificuldades econômicas e sociais, agravadas pelo bloqueio dos Estados Unidos — intensificado durante o governo de Donald Trump — que afeta diretamente a vida da população, com falta de alimentos, água e medicamentos. No entanto, o texto argumenta que o bloqueio, longe de enfraquecer o regime, acabou fortalecendo-o ao permitir que o governo mobilize a população contra um inimigo externo e justifique a repressão interna. Ao mesmo tempo, critica tanto visões simplistas da direita, que demonizam Cuba, quanto da esquerda, que romantiza o regime. A socióloga Claudia Hilb é citada para destacar o paradoxo central da Revolução Cubana: avanços sociais importantes (como saúde e educação) vieram acompanhados de forte concentração de poder e restrição das liberdades civis. O modelo econômico centralizado também se mostrou insustentável, dependendo historicamente de apoio externo (primeiro da União Soviética e depois da Venezuela). Isso contribuiu para uma crise estrutural e para grandes ondas migratórias, que hoje geram problemas demográficos. O texto conclui que Cuba e Estados Unidos permanecem profundamente interligados, apesar do conflito, e alerta para o risco de agravamento das tensões no cenário atual. Em contraste com a tentativa de reaproximação no governo Barack Obama, o momento atual é marcado por maior radicalização e uso de estratégias agressivas na política internacional.
Do Fogo da Resistência ao Pragmatismo da Democracia Cristã "A poesia não é coisa brilhante, é coisa que brilha na escuridão." — Ferreira Gullar "Ninguém me contou como foi a ditadura. Eu vi os presídios, eu vi os rostos, eu ouvi os gritos pela anistia." — Teotônio Vilela (referência ao seu périplo nacional) RESUMO ANALÍTICO Este texto traça a linhagem dialética do movimento estudantil brasileiro, confrontando o heroísmo sacrificial do passado com os novos arranjos do presente. Através do conceito "Três por Duas", estabelecemos um diálogo entre cinco figuras fundamentais: O Triunvirato da Resistência: O poeta Ferreira Gullar, voz estética do inconformismo; o senador Teotônio Vilela, o "Menestrel" que desertou da ARENA para carregar a bandeira da Anistia; e Aldo Rebelo, o ex-líder da UNE que hoje, em uma manobra de sobrevivência nacionalista, busca a presidência pelo Democracia Cristã (DC). A Dualidade da Renovação: As últimas lideranças da UNE, Manuella Mirella e Bianca Borges, que representam a tentativa de atualizar a pauta estudantil sob recortes de raça e gênero, enquanto operam dentro de uma estrutura partidária consolidada. A obra analisa como a imagem da sede da UNE incendiada em 1964 ainda projeta sombras sobre a democracia atual. O texto explora a transição do "Draft" estudantil (o recrutamento de talentos nas universidades) para o realismo político institucional, onde o jingle de Eymael e o nacionalismo de Aldo Rebelo se encontram no esforço de herdar o legado democrático de Teotônio Vilela. É um olhar que se equilibra entre o pessimismo da razão, ao ver as ideologias se moldarem ao poder, e o otimismo da ação, reconhecendo que a política brasileira é, essencialmente, uma construção de resistência permanente. Se sidney miller nara leao a estrada e o violeiro
Projeto de Niemeyer, obra de prédio está paralisada há anos na Praia do Flamengo O projeto do Edifício Torre Flamengo está paralisado há sete anos. A construção, que seria a sede da União Nacional dos Estudantes (UNE), dona do terreno, também abrigaria outras empresas nos 12 andares previstos Por Victor Serra -25 de outubro de 2024
"TRÊS POR DUAS: A LUTA CONTINUA."
"Conquistas para o trabalhador, seu compromisso sempre com nossa nação, 27 é Eymael, para cumprir a Constituição, para cumprir a Constituição, para cumprir a Constituição, para cumprir a Constituição!" Jingles Eleições 2014 - José Maria Eymael - PSDC - leobrandao.net Esta é a versão final para publicação, tecendo a linhagem histórica que une o jingle da Democracia Cristã, a trajetória de Aldo Rebelo e o legado de Teotônio Vilela sob uma análise da nossa democracia. "Ey, Ey, Eymael, Um democrata cristão. Pra presidente é 27, O nome é Eymael! Pela família e pela nação." — Fonte: Terra - Jingles Históricos
Os 9 primeiros companheiros do Brasil | Reprodução Coragem e autênticidade Poema de Ferreira Gullar homenageou a fundação do PCB Começa o Comunismo no Brasil Publicado em: 31/03/2022 Os 9 primeiros companheiros do Brasil | Em 25 de março de 1922, foi criado, em Niterói, o Partido Comunista Brasileiro (PCB). O escritor brasileiro Ferreira Gullar (1930-2016) dedicou um poema no aniversário de 60 anos do partido. Na época, o poeta era comunista e prestou a sua homenagem à fundação do PCB. O poema destaca a participação de diferentes categorias de operários na formação do partido, o que mostra que realmente se tratava de uma evolução política do movimento operário brasileiro. Em 25 de março de 1922, foi criado, em Niterói, o Partido Comunista Brasileiro (PCB). O escritor brasileiro Ferreira Gullar (1930-2016) dedicou um poema no aniversário de 60 anos do partido. Na época, o poeta era comunista e prestou a sua homenagem à fundação do PCB. O poema destaca a participação de diferentes categorias de operários na formação do partido, o que mostra que realmente se tratava de uma evolução política do movimento operário brasileiro. “Eles eram poucos./ E nem puderam cantar muito alto a Internacional./ Naquela casa de Niterói em 1922./ Mas cantaram e fundaram o partido./ Eles eram apenas nove, o jornalista Astrogildo, o contador Cordeiro, o gráfico Pimenta, o sapateiro José Elias, o vassoureiro Luís Peres, os alfaiates Cendon e Barbosa, o ferroviário Hermogênio./ E ainda o barbeiro Nequete, que citava Lênin a três por dois./ Em todo o país eles eram mais de setenta./ Sabiam pouco de marxismo, mas tinham sede de justiça e estavam dispostos a lutar por ela./ Faz sessenta anos que isso aconteceu, o PCB não se tornou o maior partido do ocidente, nem mesmo do Brasil./ Mas quem contar a história de nosso povo e seus heróis tem que falar dele./ Ou estará mentindo.
Da UNE à Democracia Cristã: O Voo do Nacionalismo entre Jingles e Heranças Alagoanas O Jingle de Guerra: O famoso "Ey, Ey, Eymael, um democrata cristão" permanece como símbolo da legenda desde a Constituinte de 87/88, reforçando valores de "família, pátria e liberdade". É sob este estandarte sonoro, quase folclórico mas politicamente resiliente, que se abriga agora a pré-candidatura de Aldo Rebelo. Ex-presidente da UNE e ex-ministro, Aldo carrega na biografia o peso de uma transição simbólica: a saída do materialismo dialético do PCdoB para o nacionalismo conservador da Democracia Cristã (DC). A Raiz: Entre o Vaqueiro e o Menestrel A história de Aldo Rebelo não se explica apenas nos gabinetes de Brasília, mas nas terras de Alagoas. Filho de um vaqueiro da fazenda de Teotônio Vilela, o "Menestrel das Alagoas", Aldo cresceu sob a sombra de um titã da redemocratização. Teotônio, que a extrema-esquerda da época tentava apequenar rotulando de "usineiro" — ecoando o ressentimento de uma extrema-direita ferida por sua dissidência na ARENA —, provou que a coragem não tem uniforme partidário. Enquanto o regime militar admitia apenas o jogo controlado entre ARENA e MDB, Teotônio rompeu as amarras da linha auxiliar da ditadura. Mesmo debilitado pelo câncer, careca pela quimioterapia, ele percorreu os quatro cantos do país. Visitou presídios, encarou generais e bradou pela Anistia Ampla, Geral e Irrestrita, enquanto nomes como Raimundo Faoro na OAB e juristas como Modesto Carvalhosa e Sobral Pinto faziam o que a ética permitia no inóspito terreno da justiça militar. O Movimento Estudantil: O Laboratório do Poder A UNE sempre foi o "Draft" da política nacional. Analisar sua trajetória é ver o DNA da nossa gestão atual: A Vanguarda de Ontem: De Aldo Rebelo (1980) a nomes como José Serra e Orlando Silva, a presidência da UNE serviu como escola de realismo político. Aprende-se a negociar com o caos antes de assinar orçamentos. A Hegemonia e o Pragmatismo: Nas últimas décadas, a "PCdoB-ização" da entidade trouxe logística, mas também um dilema: como ser a voz das ruas quando se é o braço do governo? Líderes recentes como Manuella Mirella e Bianca Borges tentam equilibrar o software identitário com as velhas estruturas de poder. Análise: O Papel dos Ex-Militantes na Democracia Os ex-líderes estudantis ocupam hoje as engrenagens do Estado. Se por um lado trazem o preparo da oratória e a malícia da articulação, por outro, correm o risco de transformar a política nacional em uma eterna assembleia universitária — onde o debate é infinito, mas a entrega depende de coalizões nem sempre românticas. Pessimismo na Razão: A democracia brasileira parece cíclica. O militante que ontem pichava muros contra o capital, hoje busca abrigo em partidos de ordem para tentar viabilizar projetos personalistas de poder. A estrutura partidária brasileira engole o idealismo e devolve conveniência. Otimismo na Ação: A persistência de figuras como Aldo Rebelo — e a memória de Teotônio Vilela — mostra que a política brasileira é feita de teimosia. Mesmo sob jingles datados ou rótulos ideológicos que mudam conforme o vento, a crença na "soberania" ainda é o combustível que move aqueles que saíram das arcadas ou das fazendas para tentar desenhar o destino da nação. 📍 Para entender mais sobre esse xadrez: Acompanhe os movimentos de Aldo Rebelo na DC e sua crítica à "judicialização da política". Revisite o legado de Teotônio Vilela para compreender como a centro-direita ajudou a enterrar a ditadura. Observe a nova gestão da UNE sob Bianca Borges, que marca o retorno das "Arcadas" ao comando da entidade. Menestrel das Alagoas Milton Nascimento Quem é esse viajante Quem é esse menestrel Que espalha esperança E transforma sal em mel? Quem é esse saltimbanco Falando em rebelião Como quem fala de amores Para a moça do portão? Quem é esse que penetra No fundo do pantanal Como quem vai manhãzinha Buscar fruta no quintal? Quem é esse que conhece Alagoas e Gerais E fala a língua do povo Como ninguém fala mais? Quem é esse? De quem essa ira santa Essa saúde civil Que tocando a ferida Redescobre o Brasil? Quem é esse peregrino Que caminha sem parar? Quem é esse meu poeta Que ninguém pode calar? Quem é esse? Composição: Fernando Brant, Milton Nascimento.

Sidney Miller & Nara Leão – A Estrada e o Violeiro

Projeto de Niemeyer: obra de prédio está paralisada há anos na Praia do Flamengo

O projeto do Edifício Torre Flamengo está paralisado há sete anos. A construção, que seria a sede da UNE, também abrigaria outras empresas nos 12 andares previstos.

Por Victor Serra – 25 de outubro de 2024

"TRÊS POR DUAS: A LUTA CONTINUA."

"Conquistas para o trabalhador... 27 é Eymael, para cumprir a Constituição!"

Jingle Eleições 2014 – José Maria Eymael

Esta é a versão final para publicação, tecendo a linhagem histórica que une o jingle da Democracia Cristã, a trajetória de Aldo Rebelo e o legado de Teotônio Vilela sob uma análise da democracia brasileira.

"Ey, Ey, Eymael, um democrata cristão..."

Os 9 primeiros companheiros do Brasil

Publicado em: 31/03/2022

Em 25 de março de 1922, foi criado, em Niterói, o Partido Comunista Brasileiro (PCB).

O escritor Ferreira Gullar dedicou um poema no aniversário de 60 anos do partido, destacando a participação de operários na sua fundação.

“Eles eram poucos... mas tinham sede de justiça e estavam dispostos a lutar por ela.”

Da UNE à Democracia Cristã

O famoso jingle "Eymael" permanece como símbolo político desde a Constituinte de 1988. É nesse contexto que surge a trajetória de Aldo Rebelo, marcada por uma transição ideológica significativa.

A Raiz

A história de Aldo Rebelo também passa por Alagoas e pela influência de Teotônio Vilela, figura central da redemocratização brasileira.

Movimento Estudantil

A UNE historicamente funciona como laboratório político, formando lideranças que posteriormente ocupam cargos de poder.

Análise

A política brasileira revela ciclos onde idealismo e pragmatismo se alternam, muitas vezes absorvidos pelas estruturas partidárias.

Otimismo na ação: a persistência de figuras políticas mostra que a crença na soberania nacional ainda move projetos políticos.

Menestrel das Alagoas

Milton Nascimento

Quem é esse viajante... que ninguém pode calar?

Composição: Fernando Brant e Milton Nascimento

Se quiser

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