domingo, 12 de abril de 2026

O fim da história e o último homem

“Maya Angelou, a autora de Eu sei por que o pássaro canta na gaiola, morreu logo após completar 86 anos de idade, em 2014. Era uma força da natureza – e uma lenda viva. *Ivan Alves Filho, historiador”
A imagem mostra um post de rede social com resultados parciais das eleições parlamentares na Hungria. Eis a transcrição fiel do conteúdo visível: InteractivePolls (@IAPolls2022) 🇭🇺 Hungary Parliament – Results 46% reported 🔵 Tisza (Magyar): 52.3% 🔴 Fidesz (Orbán): 39.6% — Projected seats 🔵 Tisza (Magyar): 135 seats 🔴 Fidesz (Orbán): 57 seats 100 seats needed for a Majority. 133 seats needed for Supermajority. 16:09 · 12 abr. 26 · 30,7K Visualizações
Da linguagem ao poder: a coreografia do impensável Na mesma semana em que Pedro S. Malan publicou, no O Estado de S. Paulo, o artigo “Uma nação perigosa?”, José Eduardo Agualusa escrevia, em O Globo, A coreografia do genocídio. Separados por estilo, trajetória e enfoque, os dois textos convergem de maneira notável para um mesmo diagnóstico: o perigo contemporâneo não reside apenas em atos extremos, mas no processo gradual que os torna possíveis — e, por fim, aceitáveis. Malan constrói seu argumento a partir de um “roteiro de pesadelo”, inspirado em análises de deterioração institucional. Sua preocupação central está nos mecanismos formais da democracia: leis, decisões judiciais, decretos executivos. Em sua narrativa, o colapso democrático não ocorre por ruptura súbita, mas por uma sequência de medidas que, isoladamente, podem parecer justificáveis, mas que, em conjunto, desfiguram o sistema de freios e contrapesos. O Congresso silencia, a Suprema Corte consente, e o Executivo avança. O resultado é uma erosão interna — lenta, legalista e profundamente eficaz. Agualusa, por outro lado, desloca o foco para o terreno da linguagem. Seu texto não descreve instituições, mas palavras — ou, mais precisamente, o efeito das palavras quando proferidas por quem detém poder real. Ao imaginar a declaração de destruição de uma civilização inteira, ele argumenta que tal enunciado não pode ser tratado como mera retórica. Trata-se, antes, do “primeiro movimento de uma coreografia genocida”. A linguagem, nesse contexto, deixa de ser expressão para se tornar ação embrionária. Ela testa limites, mede reações, desloca o horizonte do aceitável. É justamente nesse ponto que os dois autores se encontram. Agualusa formula com precisão a dinâmica do processo: “O que ontem era impensável torna-se hoje discutível. Amanhã, aceitável. Finalmente, inevitável.” Malan descreve esse mesmo percurso, mas no plano institucional. O que começa como exceção transforma-se em norma; o que parecia improvável torna-se prática consolidada. Um analisa a preparação simbólica, o outro, a execução política. Ambos também identificam um fator decisivo: a reação — ou a ausência dela. Em Agualusa, o mundo responde com um “sobressalto breve”, seguido de “tépida indiferença”. A plateia, diz ele, é paciente. Em Malan, o silêncio é institucional: Congresso e Suprema Corte tornam-se espectadores passivos. Em ambos os casos, o avanço do perigo não se deve apenas à ação de líderes, mas à anestesia coletiva que permite sua continuidade. Não por acaso, os dois recorrem à linguagem literária para dar conta do fenômeno. Agualusa constrói imagens — a “mancha de sangue”, a “coreografia”, a “plateia” — que capturam a dimensão quase teatral do processo. Malan encerra com a célebre expressão de Rubem Fonseca: “vastas emoções e pensamentos imperfeitos”. A escolha não é ornamental. Ela indica um mundo em que a racionalidade cede espaço à intensidade emocional, à confusão e à perda de critérios claros de julgamento. Lidos em conjunto, os dois textos oferecem uma visão mais completa do risco contemporâneo. Agualusa mostra como o impensável se infiltra no imaginário coletivo por meio da linguagem. Malan revela como ele se consolida nas estruturas de poder. Entre um e outro, desenha-se um mesmo movimento: a transformação gradual do absurdo em realidade. Ao final, a advertência é inequívoca. Não se trata apenas de um país, de um líder ou de um momento específico. Trata-se de um padrão mais amplo, no qual discurso e poder se alimentam mutuamente. A normalização do excesso prepara o terreno para sua institucionalização. E, quando percebido em sua totalidade, o processo já não é ruptura — é continuidade. No mundo como no Brasil, como sugere Malan, o desafio talvez não seja apenas resistir ao que já é visível, mas reconhecer — e interromper — aquilo que ainda se apresenta como ensaio.
Dangerous Nation: America's Foreign Policy from Its Earliest Days to the Dawn of the Twentieth Century (Vintage) Capa comum – 1 janeiro 2008 Edição Inglês por Robert Kagan (Autor) Dança da Solidão Marisa Monte Solidão é lava Que cobre tudo Amargura em minha boca Sorri seus dentes de chumbo Solidão, palavra Cavada no coração Resignado e mudo No compasso da desilusão Viu Desilusão, desilusão Danço eu, dança você Na dança da solidão Viu Desilusão, desilusão Danço eu, dança você Na dança da solidão Camélia ficou viúva Joana se apaixonou Maria tentou a morte Por causa do seu amor Meu pai sempre me dizia Meu filho, tome cuidado Quando eu penso no futuro Não esqueço o meu passado Oh Desilusão, desilusão Danço eu, dança você Na dança da solidão Viu Desilusão, desilusão Danço eu, você Na dança da solidão Quando vem a madrugada Meu pensamento vagueia Corro os dedos na viola Contemplando a Lua cheia Apesar de tudo, existe Uma fonte de água pura Quem beber daquela água Não terá mais amargura Oh Desilusão, desilusão Danço eu, dança você Na dança da solidão Viu Desilusão, desilusão Danço eu, dança você Na dança da solidão Danço eu, dança você Na dança da solidão Danço eu, dança você Na dança da solidão Desilusão, oh oh, oh oh Composição: Paulinho da Viola.
A “economia do afeto” já não é suficiente para a reeleição de Lula Publicado em 12/04/2026 - 07:16 Luiz Carlos Azedo Brasília, Comunicação, Desemprego, Economia, Eleições, Governo, Guerra, Memória, Partidos, Política, Política, Trabalho O governo entra na corrida eleitoral com emprego elevado e programas sociais de grande alcance, mas isso não se traduz em percepção de bem-estar O cessar fogo no estreito de Ormuz e as negociações entre Estados Unidos e Irã, que ainda não chegaram a um acordo, produziram um alívio no mercado internacional de energia, com reflexos diretos no Brasil. A queda do barril do tipo Brent — que havia ultrapassado US$ 118 no auge da crise — para a casa dos US$ 94 abriu espaço para uma redução, ainda que modesta, no preço dos combustíveis. Segundo a Agência Nacional do Petróleo (ANP), o diesel recuou 0,2%, para R$ 7,43, interrompendo uma trajetória de alta que pressionava fortemente a inflação. Trata-se de uma boa notícia para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, porque o diesel é o principal vetor de transmissão de custos na economia, com impacto no transporte, nos alimentos e nos serviços. Entretanto, isso não altera o cenário adverso enfrentado pelo governo, que vive um paradoxo: indicadores macroeconômicos positivos convivem com uma percepção social negativa. A taxa de desemprego está em 5,8%, uma das menores da série histórica, e a renda média supera R$ 3.600. Ainda assim, 64% dos brasileiros afirmam ter perdido poder de compra, enquanto 80,4% das famílias estão endividadas — o maior nível já registrado pela Confederação Nacional do Comércio (CNC). Dados do Banco Central indicam que quase metade da renda está comprometida com dívidas e o crédito segue caro. Os juros do rotativo do cartão ultrapassam 435% ao ano. Característica histórica do lulismo, a chamada “economia do afeto”, na feliz definição do historiador Alberto Aggio (A construção da democracia no Brasil, 1985-2025, Editora AnnaBlume/Fundação Astrojildo Pereira), já não é suficiente para alavancar os índices de aprovação de Lula. Programas como o Bolsa Família, o Auxílio Gás e o Farmácia Popular continuam sendo fundamentais para mitigar a pobreza e reduzir desigualdades. Estudos do Ipea apontam queda da extrema pobreza de 25% para menos de 5% nas últimas décadas. No entanto, seu impacto marginal sobre o bem-estar imediato das famílias está sendo amortecido pelo peso do endividamento e pelo custo de vida elevado, especialmente dos alimentos, cuja inflação saltou de 0,09% para 1,10% em março. Leia também: Guerra impacta e inflação fica em 4,14% A tentativa de reação do governo por meio de um novo programa de renegociação de dívidas, a cargo do novo ministro da Fazenda, Dario Durigan, pode produzir alívio de curto prazo, com descontos de até 80%. Contudo, economistas apontam que é uma solução paliativa diante de um quadro estrutural de juros elevados, informalidade no mercado de trabalho e baixa renda média. A experiência recente do Desenrola Brasil promoveu melhora momentânea do crédito, porém, sem alteração duradoura do ciclo de inadimplência. É nesse ponto que a oposição encontra terreno fértil. O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) explora a desconexão entre os indicadores oficiais e a percepção cotidiana da população, de encarecimento de itens básicos. Seu discurso é pautado pelo marketing eleitoral: “o brasileiro não vive de índice”. Já o ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD) aponta o problema estrutural da política econômica do governo. ao associar inflação, endividamento e perda de poder de compra à necessidade de promover crescimento sustentável. Projeto de nação Segundo a pesquisa Genial/Quaest, há uma forte correlação entre endividamento, custo de vida e sensação de empobrecimento, agravada pelo avanço das apostas online: 46% dos inadimplentes afirmam apostar regularmente, muitos em busca de renda extra ou solução para dívidas. Muito mais do que um problema econômico, esse quadro de vulnerabilidade social escapa ao alcance e neutraliza as políticas tradicionais de transferência de renda. Leia mais: Lula empata com Flávio e disputa aumenta no 2º turno A eleição de 2026 propriamente dita não será pautada por indicadores macroeconômicos, mas pelas dificuldades cotidianas das famílias, a chamada “vida banal”, que muitas vezes não é levada em conta nas políticas públicas, capturadas por grandes interesses privados. O diferencial de Lula na percepção dessa questão sempre foi a sua experiência vivida no âmbito familiar e sindical, mas isso é passado. No terceiro mandato como presidente da República, diria o Dadá Maravilha, não basta identificar “a problemática”, Lula precisa apresentar aos eleitores a “solucionática”. Assim, o governo entra na corrida eleitoral com emprego elevado, programas sociais de grande alcance social e uma eventual estabilização dos preços dos combustíveis, mas isso não se traduz em percepção de bem-estar. Por outro lado, com a pulverização dos investimentos por Orçamento da União pelas emendas parlamentares, predominantemente de cunho clientelistas, também não há grandes realizações estruturantes para mostrar, a exemplo de mandatos anteriores, como a transposição do rio São Francisco, a reforma dos aeroportos e a exploração do pré-sal, que depois acabou ofuscada pelo escândalo do “Petrolão”. Não tem jeito, para buscar a reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva precisa ir além da “economia do afeto”. Isso implica apresentar propostas novas, capazes de enfrentar o endividamento estrutural, reduzir o custo do crédito e melhorar a renda disponível. Sair do discurso “economicista” e politizar o debate em torno da defesa da democracia, de reformas estruturantes e de um projeto de nação que faça o brasileiro sonhar. Além disso, sair do isolamento e ampliar alianças ao centro, especialmente nas disputas pelos governos estaduais e por mandatos no Congresso Nacional, com ênfase no Senado. Sem essa recomposição política, os atuais ganhos econômicos podem ser insuficientes para sustentar um novo mandato. Nas entrelinhas: todas as colunas no Blog do Azedo Compartilhe: Clique para compartilhar no Facebook(abre em nova janela)Clique para compartilhar no Twitter(abre em nova janela)Compartilhe no Google+(abre em nova janela)Clique para compartilhar no Pinterest(abre em nova janela) #Caiado, #Endividamento, #Flávio, #Guerra, #inflação, Lula
"Em 1989, Francis Fukuyama publicou um artigo em que afirmava que o surgimento dos movimentos reformistas na então União Soviética e na Europa Oriental, além da propagação da cultura do consumo em escala mundial, marcava a vitória do Ocidente, do mundo capitalista. Os resultados daquilo que Fukuyama tão habilmente percebera nos movimentos emergentes começaram a se mostrar corretos. Algo como a realidade dando munição para uma teoria de natureza explosiva. A partir daquele artigo, publicado em uma revista especializada e de circulação restrita, acendeu-se o estopim de uma acirrada discussão, que se propagou em todos os meios após a publicação do livro. Afinal, entrou em debate o rumo da História ou, mais sísmico, o fim, no sentido hegeliano, do que se entende por História. Em seu estudo, Fukuyama toma como referência não só a noção de Hegel, mas também a de Marx."
Minas tem mar sim e eu vi! "Cruzeiro" no Lago de Furnas tem vista de tirar o fôlego Com direito a queijos, doce de leite e um pôr do sol deslumbrante, o Folha Vitória atravessou o "Mar de Minas" a convite do governo mineiro O mar de votos de Minas Gerais, que não tem oceano, aportou no porto seco das Minas Gerais, vindo em porões, trazido por seus ancestrais escravizados do outro lado do Oceano Atlântico. “Minas não tem oceano, mas tem um mar de votos.” Fábio Zambeli 🎥 Análise do cenário político para as eleições de 2026 MyNews — 24 mil visualizações • há 3 dias 🎶 Escravos de Jó Castro Barbosa Letra: Escravos de Jó Jogavam caxangá Bota, tira Deixa o zambelê ficar Guerreiros com guerreiros Zigue, zigue, zigue, zá Ó guerreiros da taba sagrada! Ó guerreiros da tribo tupi! Ó guerreiros, pra que bordoada? Ó guerreiros, escutem aqui! O cacique da tribo de cá E o cacique da tribo de lá Resolvem a parada Jogando caxangá 🗳️ Importância de Minas Gerais nas eleições Minas Gerais é o segundo maior colégio eleitoral do Brasil, sendo historicamente decisivo nos resultados das eleições presidenciais. 🎵 Cantando pelo mundo Cantigas e brincadeiras — Nacional Ituiutaba (MG) 📚 Origem e contexto Você sabe quem era Jó? Segundo a tradição bíblica, Jó é um personagem do Antigo Testamento conhecido por sua fé e resistência diante do sofrimento. A cantiga popular “Escravos de Jó”, no entanto, não possui uma origem histórica direta comprovada com o personagem bíblico, sendo mais associada a brincadeiras infantis e tradições orais brasileiras, com possíveis influências africanas.Observação Quem era Jó? Por que ele tinha escravos? E o que é caxangá? Essas questões envolvem interpretações históricas, culturais e linguísticas. A palavra “caxangá”, por exemplo, é frequentemente entendida como referência a um tipo de jogo ou brincadeira rítmica, possivelmente de origem africana. S
Uma análise da jornalista Malu Gaspar sobre o caso Master Essa fala da @malugaspar é fundamental: "Todo o mundo que tenta enxergar o Brasil pela ótica da polarização fica perdido porque ela não se aplica, né? A coisa no Brasil é muito mais complicada. Ninguém opera só por ideologia e nem é binário." Malu Gaspar sobre novidades do caso Master: 'Tem muita história horrorosa, mirabolante' Rádio CBN 10 de abr. de 2026 #danielvorcaro #bancomaster #investigação Dan Stulbach, José Godoy e Luís Gustavo Medina recebem recebe a jornalista Malu Gaspar, que conta se tem informações sobre o caso do Banco Master que ainda não publicou. Foto: Reprodução #danielvorcaro #bancomaster #investigação #polícia #politica #pf #malugaspar #fimdeexpediente
A escalada do conflito no Irã, com impacto sobre o petróleo, cria pressão inflacionária e margem para respostas econômicas. ✈️ A redução de tributos sobre o QAV surge como medida para conter passagens e alcançar a classe média e média-alta. ➡️ O movimento indica reposicionamento ao centro, com foco na redução da rejeição. 🎯 Estratégia: ampliar apoio fora da base tradicional. 🤔 Em aberto: a eficácia eleitoral e o custo fiscal da medida.
Rota para a reeleição busca reduzir resistência em segmentos específicos Em meio à preparação para as eleições de 2026, o cenário internacional — especialmente o conflito no Irã — surge como um fator com potencial de impacto na estratégia política doméstica. A instabilidade externa, marcada pela volatilidade nos preços do petróleo, pode influenciar decisões econômicas com reflexos diretos no ambiente eleitoral. Nesse contexto, medidas como a redução ou isenção de tributos sobre o querosene de aviação (QAV), aliadas à oferta de crédito ao setor aéreo, passam a ser interpretadas como instrumentos de política econômica com possível repercussão política. O objetivo central seria conter o aumento das passagens aéreas, afetando diretamente consumidores de renda média e média-alta — segmentos considerados mais resistentes ao governo. Analistas apontam que tais iniciativas podem sinalizar um movimento de reposicionamento político em direção ao centro. A estratégia buscaria ampliar a base de apoio ao reduzir níveis de rejeição em grupos sociais tradicionalmente menos alinhados, por meio de medidas de caráter pragmático. Impactos do cenário internacional A elevação dos preços do petróleo, associada ao conflito no Irã, é vista como um fator de risco para a economia global. No Brasil, esse movimento pode pressionar a inflação e afetar o custo de vida, exigindo respostas governamentais voltadas à estabilização econômica. Essas respostas, por sua vez, tendem a ter efeitos indiretos sobre a percepção do eleitorado. Medidas no setor aéreo A política de desoneração do QAV e o estímulo financeiro ao setor aéreo buscam mitigar repasses de custos ao consumidor final. Na prática, a iniciativa pode funcionar como mecanismo de contenção de preços em um serviço amplamente utilizado por faixas de renda mais elevadas, o que reforça sua dimensão política. Disputa pelo centro O conjunto dessas ações é interpretado como parte de uma estratégia clássica de disputa pelo eleitorado de centro. Ao adotar medidas econômicas direcionadas, o governo tenta reduzir resistências em segmentos historicamente mais próximos de posições conservadoras ou independentes. Avaliação e incertezas A eficácia dessa estratégia é alvo de debate. Enquanto alguns analistas a consideram uma resposta pragmática ao cenário econômico e eleitoral, outros apontam riscos relacionados à sustentabilidade fiscal e à limitação de seu alcance sobre um eleitorado com preferências já consolidadas. Síntese Contexto: pressão nos custos energéticos devido ao cenário internacional Medida: redução de tributos sobre o querosene de aviação Público-alvo: classes média e média-alta Objetivo: reduzir rejeição e ampliar apoio no centro político O desfecho dessa estratégia dependerá, em grande medida, da evolução do cenário externo — especialmente dos preços do petróleo — e da dinâmica interna das forças políticas ao longo do ciclo eleitoral até 2026. S
Cinco livros sobre — e para — a democracia Por André Spritzer, uma seleção comentada de cinco obras da literatura internacional que podem enriquecer o debate público, trazendo perspectivas diferentes e complementares sobre o tema. Cinco livros sobre — e para — a democracia. André Spritzer16 de fevereiro de 2022Política por André Spritzer .. Fui instigado a recomendar cinco livros sobre democracia. Há muitos excelentes e escolher somente cinco é uma tarefa árdua, quase impossível. Os livros abaixo não são exatamente os meus favoritos (acho que não consigo fazer esse tipo de classificação) e tampouco estão organizados por ordem de preferência, mas os escolhi por julgar que, dado o momento atual, são obras da literatura internacional que podem enriquecer o debate público, trazendo perspectivas diferentes e complementares sobre o tema. Sem mais delongas: .. .. On Democracy, de Robert Dahl (Yale University Press, 2020) .. (Reprodução) .. Em On Democracy (“Sobre a Democracia”, Editora UNB), o cientista político Robert Dahl (1915-2014), um dos principais pensadores contemporâneos da democracia, apresenta de forma bastante acessível a sua visão do que ela é, do motivo dela ser desejável e de como a sua versão ideal difere daquela que de fato existe (chamada por ele de “poliarquia”). A principal justificativa de Dahl para a democracia é seu caráter participativo, sendo ela o sistema que permite que cada cidadão possa participar em pé de razoável igualdade das decisões que irão afetar sua vida. A definição de democracia que ele apresenta é relativamente minimalista e procedimental (ou seja, baseada na presença de determinadas características processuais), mas vai além da mera realização de eleições: para ele, estas devem ser livres, justas e periódicas e vir acompanhadas de liberdade de expressão e associação, livre acesso à informação e uma noção de cidadania inclusiva, com sufrágio universal e direito à candidatura a cargos eletivos para todos os cidadãos. Para Dahl, as principais vantagens de um regime democrático seriam a proteção inerente de direitos e liberdades essenciais, a mediação pacífica de conflitos e o fomento tanto à prosperidade material e ao desenvolvimento humano quanto à paz entre os países (algo que se pode observar empiricamente: não há guerras entre democracias). Ainda assim, o autor ressalta que a democracia de nenhum país atende perfeitamente a todos os critérios, de forma que democracia seria mais um espectro (ou seja, algo que varia por uma faixa de valores) do que uma noção binária e seu aperfeiçoamento continuado deva ser sempre uma meta de qualquer sociedade. Mesmo que a visão de Dahl sobre o tema seja uma entre várias possíveis, no contexto político brasileiro atual este livro é interessante por ser uma leitura fácil, mas que já provoca uma reflexão mais precisa, profunda e sistemática sobre o que é a democracia. Por mais que tenhamos adquirido uma certa noção de democracia devido à vivência em regime democrático das últimas décadas, pesquisas mostram como a sociedade brasileira ainda não evoluiu a ponto de adequadamente internalizar valores liberais-democráticos. Isso é um problema que acomete tanto a população em geral quanto a elite formadora de opinião e se manifesta na forma como pensamos e fazemos a política. Uma das formas de combater isso é trazermos essa discussão para a própria sociedade de forma direta e afirmativa. Livros como este podem ser bons instrumentos para fomentar essa educação democrática. .. .…….……. .. The End of History and the Last Man, de Francis Fukuyama (Free Press, 2006) .. (Reprodução) .. The End of History and the Last Man (“O Fim da História e o Último Homem”, Rocco) é um livro influente e controverso, mas talvez muito mais citado do que de fato lido e compreendido—apesar de não ser de difícil leitura. O livro, que fez do autor, o cientista político Francis Fukuyama, um verdadeiro superstar do pensamento político no início dos anos 90, é um aprofundamento de um ensaio que ele escreveu em 1989—portanto, antes da queda do Muro de Berlim—e foi publicado em 1992, no meio da onda de democratizações decorrentes do fim da União Soviética e do otimismo com a democracia liberal que a acompanhou. Tanto o ensaio original quanto o livro tratam de como a democracia seria a melhor forma de governo que o ser humano seria capaz de conceber, sendo esta, assim, o fim da história. A controvérsia veio, pois muitos interpretaram como se Fukuyama estivesse dizendo que todos os países inevitavelmente se tornariam democracias e que, uma vez que isto ocorresse, nada mais de relevante se passaria. A tese de Fukuyama, no entanto, tem muito mais nuance e complexidade. Seu argumento é fortemente inspirado na leitura do filósofo alemão Hegel feita pelo pensador francês Alexandre Kojève, que enxerga a história como uma progressão de sistemas socioeconômicos que eventualmente produziria uma forma de governo final a partir da qual não é possível evoluir. O fim ao qual Fukuyama se refere, portanto, não é no sentido de término, mas de objetivo. Tampouco significa que, uma vez atingido, eventos irão deixar de acontecer e de que tudo será perfeito e irreversível—pelo contrário, países que se encontram no fim da história (democracias liberais) podem, sim, “voltar à história” se não tomarem as devidas precauções. Um aspecto particularmente interessante da tese de Fukuyama é como ele a fundamenta. O autor toma emprestado de Platão o conceito de thymos, uma necessidade inata do ser humano de ter sua dignidade reconhecida pelos seus pares. Algumas pessoas se satisfariam com o que ele chama de isothymia—a necessidade de reconhecimento como um igual—, mas outras precisam de algo a mais: megalothymia, a necessidade de serem reconhecidos como melhores. Para Fukuyama, a democracia liberal capitalista seria o único sistema de governo capaz de contemplar ambos os tipos de personalidade. Dos aspectos democráticos e liberais, a possibilidade de participação política, os direitos fundamentais, a igualdade perante a lei e o devido processo assegurariam a isothymia ao tratar todas as pessoas como iguais, reconhecendo sua dignidade de forma equânime. Do aspecto capitalista, por sua vez, a possibilidade de ganhar status através do destaque social e da recompensa econômica provenientes de inovação, empreendimento e outras formas de geração de valor permite canalizar a megalothymia de modo produtivo para a sociedade como um todo. Pode ocorrer, no entanto, que a sociedade pacífica e prospera obtida através da democracia liberal não seja suficiente para satisfazer a megalothymia, o que pode acabar por conduzi-la “de volta à história”. Para os tempos atuais, a tese do fim da história de Fukuyama é relevante por diversos aspectos, mas destaco dois. Primeiro: nunca foi de fato refutada. Ninguém conseguiu mostrar que há alguma alternativa melhor que a democracia liberal capitalista para a organização de uma sociedade humana, por mais que existam defeitos nesse sistema. Segundo: seu insight sobre como a ausência do reconhecimento da dignidade pode levar a ressentimento, potencialmente resultando em instabilidade social e até destruição da própria democracia liberal. Essa temática ressurge várias vezes na obra subsequente de Fukuyama, incluindo seu recente livro Identity (“Identidades”, Dom Quixote), que trata de como as democracias liberais têm tido dificuldade em lidar com a crescente tendência de algumas pessoas a exigirem reconhecimento de suas identidades não como indivíduos, mas como membros de grupos identitários. .. .…….……. .. Strangers in Their Own Land, de Arlie Hochschild (The New Press, 2018) .. (Reprodução) .. No livro Strangers in Their Own Land (“Estranho em Sua Própria Terra”), a socióloga americana Arlie Hochschild, professora na Universidade de Berkeley, na Califórnia, narra como decidiu furar a bolha quase exclusivamente progressista em que vivia para tentar entender o que levava comunidades empobrecidas a aderirem ao movimento de extrema-direita Tea Party, que defendia políticas que, ao menos à primeira vista, lhes seriam objetivamente prejudiciais. Intrigada por este paradoxo, ela passou cinco anos em uma antes próspera e agora decadente comunidade na Louisiana acometida por um alto nível de desemprego causado pela crescente automação e por uma grande incidência de doenças decorrentes da enorme poluição produzida pela exploração desregulada dos recursos naturais da região pela indústria do petróleo, dominante na economia local. Ao contrário da visão superficial pré-concebida por muitos de seus pares progressistas, ela encontrou uma comunidade repleta de pessoas gentis, inteligentes, caridosas, com forte senso comunitário, muita perseverança e até grande apreço pelo meio ambiente e tristeza por sua visível deterioração. Interessantemente, ela observou que, apesar de terem ciência do impacto da degradação ambiental em suas vidas e que esta era causada principalmente pelas petrolíferas, a raiva das pessoas era direcionada ao governo federal e não às empresas. Em sua pesquisa, portanto, Hochschild tentou entender essas pessoas e o que estava por trás dessa atitude aparentemente ilógica. O principal insight de Hochschild em sua pesquisa é que as pessoas têm o que ela chama de “história profunda”—uma narrativa pessoal que pode não ser factualmente real, mas é sentida por elas como tal. No caso dos moradores dessa comunidade na Louisiana, ela identificou uma história de humilhação e ressentimento. Essas pessoas—em geral brancas, de classe trabalhadora, cristãs religiosas e bastante tradicionais nos costumes—acreditavam piamente no ideal do “sonho americano”: a noção de que esforço levaria à prosperidade. Apesar de seu empenho, no entanto, o tempo passava e a recompensa não vinha. Não só isso, como ao mesmo tempo em que estavam com suas vidas estagnadas ou piorando, viam alguns grupos furarem a fila para o sonho americano: negros conseguindo empregos que antes eram de brancos, mulheres conseguindo empregos que antes eram de homens, refugiados e imigrantes passando na frente. Para elas, ações afirmativas não eram medidas para corrigir injustiças do passado, mas sim concessões de vantagens indevidas hoje—e estavam sendo implementadas por um governo presidido por um negro apoiado majoritariamente por uma elite educada que abertamente as desprezava, as enxergando como um bando de caipiras carolas, retrógrados, simplórios, ignorantes e de pouca educação. Essas pessoas dessa pequena comunidade da Louisiana sentiam que elas eram os verdadeiros americanos—o coração do país—e que mesmo assim estavam sendo passadas para trás e humilhadas pelas elites culturais e políticas. Se sentiam estranhas em sua própria terra. Apesar de tratar de circunstâncias e fenômenos restritos à um pequeno reduto dos Estados Unidos, a pesquisa de Hochschild é generalizável por dar concretude e até certa sistematização—na noção de história profunda—a algo que Fukuyama e outros autores também abordam: a necessidade que as pessoas têm de serem respeitadas e reconhecidas e de que quando marginalizamos determinados grupos e pontos de vista, abrimos as portas para um ressentimento poderoso, que pode ter consequências políticas nefastas. É verdade que muitas vezes a história profunda de determinados grupos e pessoas é, sim, amparada em preconceitos, imoralidades, falsidades e atitudes retrógradas. Mas a forma de abordar isso deve ser gradual e paciente, com empatia e compreensão e através da criação de pontes e convencimento e não com imposição, desdenho e agressividade—ou corremos o risco de alimentar um monstro ressentido, vingativo e furioso. .. .…….……. .. Uncivil Agreement: How Politics Became Our Identity, de Lilliana Mason (University of Chicago Press, 2018) .. (Reprodução) .. Uncivil Agreement (“Acordo Incivil”) trata de identidade, tribalismo e polarização, com dados de diversos estudos sobre o tema e resultados da pesquisa da própria autora, a cientista política Lilliana Mason. Mason mostra como as identidades que construímos são baseadas mais em rótulos que damos a nós mesmos do que no conteúdo desses rótulos. Ou seja, alguém que adotou para si o rótulo liberal não necessariamente possui valores liberais, apesar de se definir como tal. Essa adoção de rótulos tem implicações em como nos organizamos em sociedade: as pessoas são inerentemente tribais e procuram grupos que partilham dos mesmos rótulos e características e isso afeta como se comportam e veem o mundo. Tendemos, por exemplo, a favorecer membros de nosso “grupo” mesmo se a única coisa que tivermos em comum com eles for um rótulo vazio de significado (uma cor, por exemplo) e que nem nos conheçamos pessoalmente. Simultaneamente, olhamos com certo receio todas as pessoas que não são de nosso grupo e temos um desejo inerente não só que nosso grupo ganhe, mas—e principalmente—que os demais percam. Quanto maior o vínculo emocional com uma identidade, maior o poder dela sobre nós, distorcendo até mesmo a percepção de fatos objetivos facilmente verificáveis. Como Mason demonstra, tribalismo é natural e, ao que tudo indica, inevitável. Em uma sociedade saudável, no entanto, nossa adesão à uma identidade em particular é equilibrada pela adesão simultânea à outras identidades—ou seja, cada pessoa é um mosaico de identidades de forma que dois indivíduos podem, por exemplo, ter identidades religiosas e político-partidárias diferentes, mas ainda assim ter fortes vínculos por identificação regional, profissional, racial, de gênero, etária ou qualquer outra. Esse cruzamento de identidades atenua o viés pro-grupo e a distorção perceptiva dos vínculos tribais, permitindo com que pessoas pertencentes a grupos diferentes coexistam e não se odeiem mutuamente, já que essas pontes entre os grupos identitários impedem a completa desumanização do outro. Um problema começa a ocorrer, contudo, quando política se torna uma identidade importante e outras identidades passam a se alinhar em torno dela. Mason observou que ao longo das últimas décadas, nos Estados Unidos, as conexões entre democratas e republicanos foram gradualmente diminuindo. Democratas e republicanos eram tradicionalmente muito mais miscigenados, mas foram ficando a cada vez mais homogêneos e isolados uns outros. Não só diferentes identidades passaram a se alinhar em torno da identidade político-partidária, como democratas e republicanos passaram a viver vidas completamente separadas, morando em lugares diferentes, se informando por diferentes fontes, assistindo a programas diferentes na televisão, acompanhando diferentes esportes e até preferindo diferentes marcas de produtos, comidas, cervejas e refrigerante. Passaram, também, a se odiar mais mutuamente, com um grupo partidário culpando os membros do outro por todas as mazelas do país. Além do aspecto social, da corrosão da própria nação americana, isso teve consequências políticas práticas ao tornar menos aceitável para o eleitorado que seus representantes façam acordos interpartidários por parte de seus representantes políticos—afinal, em sua percepção, ceder politicamente se tornou questão de vida ou morte. Mesmo que democratas e republicanos concordem no mérito sobre políticas públicas específicas, a construção de consensos e um debate racional sobre quais as melhores e mais realistas soluções para os problemas concretos do país se tornaram muito mais difíceis. A pesquisa de Mason é mais direcionada à realidade americana, mas muito do que ela descreve pode ser observado também na política brasileira. É particularmente relevante para o Brasil o enfoque que ela dá à questão da polarização afetiva, que consiste em um vínculo emocional a identidades políticas que, quando extremado, pode ferir o tecido social e dificultar a construção de consensos mínimos que possibilitem a convivência pacífica dos diferentes grupos em uma única sociedade. Ainda que essa polarização talvez não seja tão forte no Brasil quanto nos Estados Unidos, já é um fenômeno empiricamente constatado (ou seja, perceptível) e dificulta consideravelmente não só a discussão política em torno de ideias e programas (já que identidades por definição não são negociáveis), como até mesmo a construção de coalizões contra ameaças à própria democracia. .. .…….……. .. The Moral Foundations of Politics, de Ian Shapiro (Yale University Press, 2012) .. (Reprodução) .. Há inúmeros livros introdutórios sobre teoria política, mas o que faz de The Moral Foundations of Politics (“Os Fundamentos Morais da Política”, WMF Martins Fontes), do professor da Universidade de Yale Ian Shapiro, interessante é sua ênfase em como o aspecto moral fundamenta a legitimidade política das diversas tradições do pensamento político ocidental. Ou seja, a questão central que ele busca responder é: quando governos merecem a nossa fidelidade? Quem decide, e por quais critérios, se as leis e ações do Estado são legítimas e devem ser obedecidas? O livro é dividido em três grandes blocos de capítulos: Iluminismo, Anti-iluminismo e Iluminismo maduro. No primeiro bloco, Shapiro explica o pensamento político do início do Iluminismo, o caracterizando como a busca da liberdade individual através da razão, e trata das tradições utilitarista (considerando autores como Jeremy Bentham, John Stuart Mill e até Vilfredo Pareto), marxista e contratualista (esta última com um especial foco em John Rawls, mas discutindo também John Locke, Thomas Hobbes, Jean-Jacques Rousseau e Robert Nozick, entre outros). O bloco que segue, aborda pensadores críticos do projeto iluminista sob diversas perspectivas, como Edmund Burke, Alasdair MacIntyre, Richard Rorty e Michael Sandel, entre outros. No bloco final, Shapiro ancora o que ele considera Iluminismo maduro no princípio da falseabilidade do método científico moderno—ou seja, a ideia de que o conhecimento presente sempre pode vir a ser refutado—e em como este se integra à tradição democrática, possibilitando uma síntese da ideia iluminista original com algumas de suas críticas. Em sua discussão sobre democracia, ele aborda autores como Aristóteles, Platão, James Madison, Alexis de Tocqueville e Joseph Schumpeter. Apesar de ser um livro relativamente curto, Shapiro passa de forma rigorosa pelas principais correntes do pensamento político ocidental desde o Iluminismo, explicando e contextualizando cada uma e explorando seus pontos fortes e fracos de forma objetiva e equilibrada (ainda que o autor claramente tenha suas preferências e deixe isso explícito). Esse, inclusive, é um dos pontos fortes da obra: Shapiro não toma nada como certo ou verdadeiro a priori, considerando os argumentos de cada autor e tradição pelo que são. Para o momento atual, o livro é particularmente relevante por realçar como não há nem respostas fáceis e óbvias para questões morais, nem ideologia, tradição ou sistema de pensamento que consiga responder a tudo de forma adequada. Não só tradições e linhas de pensamento podem incorrer em contradições ou resultar em óbvios absurdos quando aplicadas em determinados casos, como duas pessoas podem ter noções diametricamente diferentes de certo e errado e ambas estarem ancoradas em argumentações sólidas. Especificamente para o caso brasileiro, o livro também é interessante pelo seu foco no aspecto moral como o que sustenta a legitimidade política, indo, portanto, muito além dos debates que normalmente temos em nossa esfera pública, que costumam pautar a política através de um prisma quase exclusivamente econômico e conjuntural. A forma como pensamos e fazemos política é reveladora de como nos enxergamos enquanto sociedade e isso sustenta não só as escolhas que fazemos para economia e arranjo institucional, como também os políticos que elegemos e nossas próprias atitudes quando ocupamos uma instituição pública (eleita ou não) ou mesmo quando atuamos enquanto cidadãos privados. LULA 4 OU FLÁVIO? FÁBIO ZAMBELI ANALISA O CENÁRIO POLÍTICO PARA AS ELEIÇÕES DE 2026 MyNews
The End of History and the Last Man: Francis Fukuyama Capa comum – 4 outubro 2012 Edição Inglês por Francis Fukuyama (Autor) THE GLOBAL BESTSELLER. STILL AS RELEVANT TODAY. 20th anniversary edition of The End of History and the Last Man, a landmark of political philosophy by Francis Fukuyama, author of The Origins of Political Order 'A fascinating historical and philosophical setting for the twenty-first century' - Tom Wolfe 'Was Francis Fukuyama the first man to see Trump coming?' - Paul Sagar With the fall of Berlin Wall in 1989 the threat of the Cold War which had dominated the second half of the twentieth century vanished. And with it the West looked to the future with optimism but renewed uncertainty. The End of History and the Last Man was the first book to offer a picture of what the new century would look like. Boldly outlining the challenges and problems to face modern liberal democracies, Frances Fukuyama examined what had just happened and then speculated what was going to come next. Tackling religious fundamentalism, politics, scientific progress, ethical codes and war, The End of History and the Last Man remains a compelling work to this day, provoking argument and debate among its readers. 'Awesome . . . a landmark . . . profoundly realistic and important . . . supremely timely and cogent . . . the first book to fully fathom the depth and range of the changes now sweeping through the world' - George Gilder, The Washington Post 'A basic rule of intellectual life is that celebrity destroys quality ... Francis Fukuyama is a glorious exception to this rule' - The Economist Francis Fukuyama was born in Chicago in 1952. His work includes America at the Crossroads: Democracy, Power, and the Neoconservative Legacy and After the Neo Cons: Where the Right went Wrong. He now lives in Washington D.C. with his wife and children, where he also works as a part time photographer. Conto de Areia Milton Nascimento É água no mar, é maré cheia ô, mareia ô mareia, é água no mar É água no mar, é maré cheia ô mareia ô mareia Contam que toda tristeza que tem na Bahia Nasceu de uns olhos morenos molhados de mar Não sei se é conto de areia ou se é fantasia Que a luz da candeia alumia pra gente contar Um dia a morena enfeitada de rosas e rendas Abriu seu sorriso de moça e pediu pra dançar A noite emprestou as estrelas bordadas de prata E as águas de Amaralina eram gotas de luar Era um peito só cheio de promessa era só Era um peito só cheio de promessa era só Quem foi que mandou o seu amor se fazer de canoeiro O vento que rola nas palmas arrasta o veleiro E leva pro meio das águas de Iemanjá E o mestre valente vagueia olhando pra areia sem poder chegar Adeus amor, adeus meu amor não me espere porque eu já vou me embora Pro reino que esconde os tesouros de minha senhora Desfia colares de conchas pra vida passar E deixa de olhar pro veleiro Adeus meu amor eu não vou mais voltar Foi Beira-mar, foi Beira-mar quem chamou Foi Beira-mar ê, foi Beira-mar Composição: Toninho Nascimento, Romildo.

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