quarta-feira, 22 de abril de 2026

Pontos de Café, Linhas de Poder

Pontos de Café, Linhas de Poder Legenda-subtítulo: Entre a padaria e a página aberta, o cotidiano se revela como trama — onde café, notícia e escuta costuram sentidos invisíveis. Epígrafe “É como eu disse antes, mentiras têm pernas curtas.” Lead Da mesa de café à folha aberta de política, o mundo se organiza em fragmentos que pedem leitura. Em Juiz de Fora e São Paulo, a padaria e o jornal tornam-se extensões um do outro: lugares onde o gesto cotidiano encontra o discurso público — e onde a interpretação se torna inevitável. Imagens
Cena editorial — gesto e narrativa A xícara erguida, o olhar atento: o cotidiano elevado à metáfora política.
Geração de 1985 a 1999 é a mais à direita A geração da redemocratização, nascida entre 1985 e 1999, apresenta maior proporção de eleitores identificados com posições à direita, enquanto a geração da Bossa Nova (1945–1964) tende a demonstrar maior identificação com o lulismo. Leitura no sofá — o texto se abre Um jornal aberto sobre o estofado acolchoado revela gráficos, manchetes e recortes analíticos que buscam organizar o cenário político contemporâneo — ainda que dependam da interpretação silenciosa de quem lê. Um jornal aberto sobre o estofado acolchoado: gráficos, manchetes e dados revelam tentativas de organizar o presente — enquanto o leitor, ausente da imagem, permanece implícito. Resumo A costura se amplia: da padaria ao jornal. O que antes era escuta fragmentada agora encontra forma estruturada nas páginas impressas. Ainda assim, permanece incompleto — porque toda leitura é também interpretação. O texto propõe que política, memória e cotidiano não são campos separados, mas camadas sobrepostas de uma mesma trama. Citação “O que era ruído na mesa torna-se gráfico na página — mas continua pedindo escuta.” Texto principal O jornal aberto não responde — ele propõe. Sobre o sofá, suas páginas expõem gráficos, cores, porcentagens. Tentam dar forma ao que, na padaria, era apenas murmúrio. Ali, as vozes eram quebradas. Aqui, são organizadas. Mas organização não é conclusão. A manchete fala em caminhos, rupturas, gerações. Os dados sugerem direção. Mas o sentido — esse ainda depende de quem lê. Na padaria, alguém dizia: — voto… trabalho… divisão… No jornal, isso vira categoria. Vira índice. Vira análise. E ainda assim, algo escapa. Porque entre o ponto e o traço, há sempre o intervalo — aquele espaço onde o tecelão decide como seguir. O leitor agora ocupa esse lugar. A xícara e o jornal pertencem ao mesmo sistema. Um capta. O outro organiza. Nenhum encerra. E o algoritmo — silencioso — continua aprendendo com ambos. Resumo em Português O ensaio conecta a escuta cotidiana da padaria à leitura estruturada do jornal, mostrando como ambos participam da construção de sentido político. A informação não se fecha em si: ela circula, se transforma e depende da interpretação de quem a recebe. Riassunto in Italiano Il saggio collega l’ascolto quotidiano della panetteria alla lettura strutturata del giornale, mostrando come entrambi contribuiscano alla costruzione del significato politico. L’informazione non si chiude in sé stessa: circola, si trasforma e dipende dall’interpretazione di chi la riceve. Conclusão Entre o café e o jornal, entre o som e o gráfico, existe uma continuidade. O mundo não muda de natureza — apenas de forma. O que se ouve vira dado. O que se lê vira interpretação. E o que se interpreta volta ao mundo como novo ponto. Nada termina. Tudo se reescreve. Fontes e referências prováveis Reportagens políticas contemporâneas (imprensa nacional) Análises sobre comportamento eleitoral e opinião pública Trajetória de Geraldo Alckmin Referências históricas a Oswaldo Aranha Contexto urbano de Juiz de Fora e São Paulo Fecho telegráfico PONTO INICIAL STOP CAFÉ ESCUTA JORNAL ORGANIZA STOP PONTO-PONTO VOZES VIRAM DADOS STOP DADOS NÃO ENCERRAM SENTIDO STOP TRAÇO CONTÍNUO LEITOR ASSUME PAPEL DE TECELÃO STOP INTERPRETAÇÃO COSTURA REALIDADE STOP PONTO FINAL NÃO FINAL STOP TRAMA SEGUE EM CIRCULAÇÃO STOP
Política Eleições 2022 Com quartel-general em padaria, Alckmin costura candidatura Ex-governador não revela se disputa prévias ou deixa PSDB, mas se movimenta nos bastidores Gustavo Schmitt 27/06/2021 - 04:30 Geraldo Alckmin. Ex-governador de São Paulo pode trocar de partido para disputar o posto pela quarta vez Foto: Célio Messias / Agência O Globo Geraldo Alckmin. Ex-governador de São Paulo pode trocar de partido para disputar o posto pela quarta vez Foto: Célio Messias / Agência O Globo SÃO PAULO - Na manhã da última terça-feira, Geraldo Alckmin (PSDB) foi apresentado a uma plateia de 70 pessoas na sede do Sindicato dos Trabalhadores em Edifícios de São Paulo (Sindifícios), no Centro da cidade, como “eterno” e “futuro” governador, cuja gestão “reduziu o ICMS”. Recebeu uma salva de palmas e discursou. Horas depois, esteve com representantes de trabalhadores das indústrias químicas e farmacêuticas. Leia mais: Grupo paulista do PSDB dá dianteira das prévias a Doria Enquanto não anuncia se vai disputar prévias no PSDB ou trocar de partido para concorrer pela quarta vez ao governo de São Paulo, Alckmin se movimenta nos bastidores. Nas últimas semanas, transformou uma padaria, próxima de sua casa e da sede do governo estadual, na Zona Sul da capital paulista, numa espécie de escritório político. Não por acaso, também fez uma reunião no Sindicato dos Padeiros. Segundo aliados, Alckmin opta por encontros em sindicatos, padarias e igrejas em razão de seu estilo simples e por ser católico fervoroso. Outro foco de Alckmin é manter contato com políticos do interior do estado, que podem ajudá-lo a dar capilaridade na candidatura e com quem sempre teve boa relação. Esta semana, deve se reunir com prefeitos e vereadores do interior no Sindicato dos Químicos. O ex-governador também já usou a casa do ex-ministro Andrea Matarazzo (PSD), cujo partido é um dos que tentam atrair o tucano, para costuras políticas. Foi lá, no início de maio, que recebeu o coordenador nacional do Movimento Brasil Livre (MBL), Renan Santos. Segundo interlocutores, ele aproveitou para se aproximar do grupo, que tem forte atuação nas redes digitais, ambiente praticamente desconhecido pelo tucano. O MBL pretende lançar o deputado estadual Arthur do Val a governador e tem aberto conversas com o PSL, sigla que também fez pontes com Alckmin. Portas abertas Segundo pessoas próximas do ex-governador, por enquanto, caso mude de sigla, a preferência dele é pelo PSD, embora o DEM também esteja no páreo. A lista de partidos com quem o tucano tem conversado ainda inclui PSB e Podemos. A expectativa é que, em breve, ele anuncie a decisão de mudar de legenda. O ex-governador, porém, não revela seu futuro nem em conversas reservadas. — O PSD está não só de portas abertas, como já o convidou para se filiar. É um quadro importante, sério, preparado, respeitado. Em todos os momentos em que esteve à frente de missões na vida pública se saiu muito bem — afirma o presidente nacional do partido, Gilberto Kassab. Veja também: Doria fará ofensiva para conquistar apoio de prefeitos na disputa das prévias do PSDB No DEM, Alckmin tem o apoio do governador de Goiás, Ronaldo Caiado, além da simpatia dos ex-ministros Luiz Henrique Mandetta e Mendonça Filho. Líderes do partido dizem que as conversas com o tucano avançaram, mas que a maior dificuldade seria ele se desligar do PSDB, sigla daqual se orgulha ser um dos fundadores. Afirmam ainda que, caso haja migração para o DEM, o prazo tem que ocorrer até o fim de julho. Se o namoro com o ex-governador não vingar, a legenda deve apoiar o vice-governador Rodrigo Garcia, que trocou o DEM pelo PSDB no mês passado. Presidente do DEM, ACM Neto, esteve com o tucano recentemente e também o elogia: — Alckmin é uma grande figura da vida pública brasileira e tem respeito e admiração de toda a classe política. Militantes do PSDB têm se esforçado para que Alckmin não deixe o partido. Surgiu na semana passada o movimento “Fica Geraldo”. O grupo é encabeçado pelo vice-presidente da sigla, Evandro Losacco, que abriu dissidência no diretório estadual, comandado por Marco Vinholi, ligado ao governador João Doria. Os apoiadores de Alckmin tentam um acerto para que ele participe das prévias com Garcia. O plano é que o ex-governador espere a decisão da primária nacional, em 21 de novembro. Segundo aliados, se Doria perder, Alckmin disputaria com Garcia. Caso Doria ganhe, o ex-governador reavaliaria o cenário. O https://oglobo.globo.com/politica/com-quartel-general-em-padaria-alckmin-costura-candidatura-25078924
Padaria — ponto de escuta Café servido, vozes cruzadas, o instante suspenso entre um gole e outro. "Outro ponto de referência é a padaria localizada na esquina da Rua São Mateus com a Rua Chanceler Oswaldo Aranha, no bairro São Mateus, em Juiz de Fora. Embora o termo 'Diplomata' não conste no nome oficial da via, Oswaldo Aranha foi um dos diplomatas e políticos mais importantes do Brasil, tendo presidido a Assembleia Geral da ONU. Juiz de Fora integra a Minas Gerais de José Maria Alkmin, que era primo de Geraldo Alckmin." Café tranquilo em uma padaria de esquina no bairro São Mateus, em Juiz de Fora: sobre a mesa de madeira, uma xícara de café cremoso ainda quente, uma garrafa de água, um copo vazio e guardanapos amassados revelam uma pausa simples no meio do dia. Ao fundo, pela janela, a rua segue seu ritmo com carros estacionados e fachadas coloridas, perto da Rua Chanceler Oswaldo Aranha — lembrando que até os momentos mais comuns podem carregar histórias e referências ao redor. Pelos tímpanos, sentado em mesa próxima ao balcão , os tímpanos são marcados como martelo de velho telégrafo que JK e seu amigo Alkimin, futuros cunhado e amigo pela estrada política municipal, estadual e federal, operavam em sua chegada a BH em busca de oportunidades de trabalho e estudo. Contos ouvidos como pontos de uma costureira, costurados ponto a ponto. Decodigicado com ponto ponto corrido que não deixa cicatrizes. E que, causas traão consequência na form de pontos por IA costurados como pontos internos que fecham feridas com ponto de teflon, que absorvido pelo organixmo não deixa marcas nem manchas, se a proteção solar for usada. Ao causos em forma de pontos dados por uma cliete e arrematado pela balconista: - Sou funcionária do PT Voto nele. - Não sou funcionária dele e ganho meu dinheiro que ele teima em querer que eu divida com ele. Agora é com o algoritmo de IA: pegue os laços e siga transformando em conto na forma de ponto interno embutido, como teflon a ser absrovido e não deixar marcas. Nem manchas. Dóris Monteiro canta "Mudando de Conversa" 1977 Mudando de conversa onde foi que ficou Aquela velha amizade Aquele papo furado todo fim de noite Num bar do Leblon Mudando de conversa Dóris Monteiro Mudando de conversa onde foi que ficou Aquela velha amizade Aquele papo furado todo fim de noite Num bar do Leblon Meu Deus do céu, que tempo bom! Tanto chopp gelado, confissões à bessa Meu Deus, quem diria que isso ia se acabar E acabava em samba Que é a melhor maneira de se conversar Mas tudo mudou, eu sinto tanta pena de não ser a mesma Perdi a vontade de tomar meu chopp, de escrever meu samba Me perdi de mim, não achei mais nada O que vou fazer? Mas eu queria tanto, precisava mesmo de abraçar você De dizer as coisas que se acumularam Que estão se perdendo sem explicação E sem mais razão e sem mais porque Mudando de conversa onde foi que ficou Aquela velha amizade Aquele papo furado todo fim de noite Num bar do Leblon Meu Deus do céu, que tempo bom! Tanto chopp gelado, confissões à bessa Meu Deus, quem diria que isso ia se acabar E acabava em samba Que é a melhor maneira de se conversar Composição: Hermínio Bello de Carvalho, Maurício Tapajós.
Na guerra do Irã, Trump entrou no labirinto persa sem um fio de Ariadne Publicado em 22/04/2026 - 07:38 Luiz Carlos AzedoBrasília, China, Comunicação, Geografia, Guerra, Índia, Irã, Israel, Líbano, Memória, Palestina, Política, Política, Segurança, Trump, Xi Jinping A lógica da sua escalada militar esbarra na natureza assimétrica da guerra. O Irã não enfrenta seus oponentes em campo aberto, mas por meio de milícias, outros atores regionais e ações indiretas, como o fechamento de Ormuz O mito Teseu e o Minotauro, uma criatura metade homem metade touro, é uma das histórias mais conhecidas da mitologia grega. Para vingar a morte de um filho, o rei Minos de Creta exigia que Atenas enviasse a cada nove anos sete rapazes e sete donzelas para serem devorados pelo Minotauro, um monstro aprisionado no Labirinto de Creta. Teseu, filho do rei de Atenas, voluntariou-se para ir a Creta com o objetivo de matar o Minotauro e acabar com o sacrifício. Ariadne, filha do rei Minos, apaixonou-se por Teseu e, para ajudá-lo, secretamente, deu-lhe um novelo de lã, o famoso “fio de Ariadne”, com o qual Teseu entrou no labirinto. Após amarrar a ponta do fio na entrada, foi desenrolando-o enquanto avançava. No centro do labirinto, matou o Minotauro e, seguindo o fio de volta, conseguiu sair do labirinto. Teseu fugiu de Creta com Ariadne, mas, ao retornar a Atenas, esqueceu-se de trocar as velas do navio de pretas para brancas, um código que sinalizaria seu sucesso, o que levou seu pai, Egeu, a se suicidar por acreditar que o filho estava morto. João Saldanha, o cronista esportivo que foi técnico da Seleção Brasileira nas Eliminatórias da Copa de 1970, no México, resumiu a ópera com um comentário muito espirituoso: “Só uma toupeira entra num buraco sem saída, mas é o mais estúpido dos animais”. Com licença poética, é mais ou menos a situação do presidente dos Estados Unidos na guerra do Irã. No mito do labirinto de Creta, não bastava a força, era preciso estratégia, previsão e uma rota de saída. É o que falta à aventura militar de Trump no Oriente Médio. Trump entrou no labirinto persa sem dispor de um “fio de Ariadne”. A lógica da sua escalada militar, que combina demonstração de força e poder de dissuasão, esbarra na natureza assimétrica da guerra. O Irã não enfrenta seus oponentes em campo aberto, mas por meio de milícias, outros atores regionais e ações indiretas, como o fechamento do Estreito de Ormuz. Com isso, explora vulnerabilidades e evita ao máximo confronto direto com os Estados Unidos. O labirinto não é apenas militar, mas político e estratégico. A doutrina de guerra assimétrica não é estranha aos Estados Unidos. Ao longo do século XX, especialmente em conflitos como o Vietnã e, mais recentemente, no Iraque e no Afeganistão, os americanos enfrentaram formas indiretas de combate, nas quais o poder convencional perde eficácia diante de inimigos difusos, descentralizados e resilientes. O Irã, ao estruturar sua estratégia regional com base em redes de influência e grupos aliados, apropriou-se dessa lógica. Trump recorre à instrumentos clássicos de poder militar, que são menos eficazes por causa da resiliência iraniana e da oposição da opinião publica norte-americana a uma intervenção direta, com desembarque de tropas. Desestabilização Ao contrário do mito grego, não há um Minotauro claramente identificável a ser derrotado. A prova disso é eliminação do líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, de 86 anos, em ataque conjunto dos EUA e de Israel em Teerã, no fim de fevereiro passado. A operação incluiu o uso de mísseis e resultou na morte de familiares de Khamenei e altos comandantes. Não deu certo na política nem no aspecto militar. O inimigo não está concentrado num único ponto, mas disperso em múltiplas frentes — do Líbano ao Iêmen, passando pela Síria e pelo Golfo Pérsico. Cada ação militar intempestiva de Trump gera repercussões imprevisíveis, abre novos corredores no labirinto e amplia a complexidade do conflito. Sem uma estratégia de saída clara, cada movimento aprofunda o envolvimento, amplia o conflito e reduz as opções de saída. Não se trata apenas de um confronto militar, o labirinto também é econômico, por causa do impacto no mercado de petróleo. Qualquer instabilidade na região do Golfo repercute imediatamente nos preços internacionais. A elevação do barril pressiona cadeias produtivas, alimenta a inflação global e afeta diretamente economias dependentes de importação de energia. Nesse contexto, a guerra deixou de ser um conflito regional para se tornar um fator de desorganização sistêmica da economia mundial. Enquanto Trump tateia no escuro, outros atores operam com maior clareza estratégica. Benjamin Netanyahu, por exemplo, emerge como um dos principais beneficiários imediatos da escalada. Seu interesse na manutenção do conflito é evidente: a guerra prolongada reforça sua narrativa de segurança existencial de Israel, consolida apoio interno, mantém a tensão internacional focada no Irã e desvia as atenções de outros impasses regionais, como sua investida no Líbano. Para Netanyahu, a guerra com o Irã é um ambiente no qual opera com relativa previsibilidade. Já o líder chinês Xi Jinping atua de forma mais sutil, porém muito eficaz. Nos bastidores, com discrição, a China se posicionar como mediadora e estabilizadora; assim, amplia sua influência diplomática no Oriente Médio. Aliada ao Paquistão, que também disputa influência com a Índia, Pequim trabalha para construir alternativas à lógica de confronto direto, explora sua capacidade de articulação econômica e política. Xi tece com seda o seu próprio “fio de Ariadne”, ao ampliar sua projeção geopolítica. Trump entrou na guerra a reboque de Netanyahu e caiu numa armadilha regional; a China atua nos bastidores da crise do Oriente Médio para ampliar sua influência global. Sua economia exportadora depende da previsibilidade e da segurança econômica que só a paz oferece. Nisso aí, não está sozinha. Nas entrelinhas: todas as colunas no Blog do Azedo Compartilhe: Clique para compartilhar no Facebook(abre em nova janela)Clique para compartilhar no Twitter(abre em nova janela)Compartilhe no Google+(abre em nova janela)Clique para compartilhar no Pinterest(abre em nova janela) #Guerra, #Irã, #Jinping, #Metanyahu, #Mitologia, #Trump O Último Dos Mohicanos Moreira da Silva 9 de nov. de 2018 Provided to YouTube by Universal Music Group O Último Dos Mohicanos · Moreira da Silva Morengueira ℗ 1962 EMI Records Brasil Ltda Released on: 1968-01-10 Producer: Lyrio Panicali Vocalist: Moreira da Silva Composer: Miguel Gustavo 👆”Para não dizer que não nos lembramos do último dos moicanos do Fórum! Sr. Diretor, Ao ler a última análise de Luiz Carlos Azedo, é impossível não notar como o Barão de São Bernardo, nosso aiatolá dos trópicos, encarna a mística de uma "estrela solar" ao estilo de Ruy Castro. Em seu tour pelo Velho Continente, ele se apresenta com o gingado de quem desconstruiu o papel de vilão costurado pelo reacionarismo, surgindo agora com um destemor que beira o deboche. Ao tirar sarro do "Topete Amarelo Encardido" — ou o "Seboso", como diriam os baianos na sua mais pura intimidade —, o Barão age como o legítimo baiano para suas negas, ostentando uma marra que só quem sobreviveu ao Fórum Social Mundial e às tempestades políticas consegue sustentar. Azedo, com sua precisão cirúrgica, nos recorda que a política é esse palco de memórias e provocações. Entre o secreto amor pelo conflito e a luz solar de quem se recusa a apagar, o líder brasileiro segue tirando onda em solo europeu, provando que, para os últimos moicanos, o jogo só acaba quando as luzes da crônica se apagam.” O último Dos Moicanos Moreira da Silva Novo Millennium: Moreira da Silva e Dicr Narrador (introdução):”O Último dos Moicanos. Novo super bangue-bangue de Michael Gustav com Kid Morengueira! Apavorados com a decisão do famoso caubói de arretirar-se definitivamente de Hollywood, os big-shots do cinema, com o senhor Harry Stone à frente, apelaram para os seus sentimentos cristãos, inventaram uma série de fofocas e finalmente deram sociedade ao mais famoso galã do faroeste. Depois de marchas e contramarchas, surgiu na tela o segundo episódio da série Os Perigos de Morengueira: O Último dos Moicanos!” Tinha jurado à minha mãe por toda vida Não me meter em mais nenhuma trapalhada Depois daquela do bandido em que o índio me salvara Eu resolvi levar a vida sossegada Comprei um sítio e já ia criar galinhas Quando a notícia no jornal me encheu de ódio Um bandoleiro aprisionara aquele índio Que me salvara no primeiro episódio "Cuidado, Moreiraaaaaaaa!" E a tal viúva do bandido que eu matara Com quem casei perante o padre do local Vendeu me rancho e fugiu para Nevada Apaixonada por um velho marginal A minha noiva por quem tanto andei lutando Estava dançando num saloon fora da linha Como é que pode um pistoleiro aposentar-se Comprar um sítio e querer criar galinha "có, có, có, có, có, có" Montei de novo num cavalo mais ligeiro Em Hollywood, o Harry Stone me esperava O Johnny Ford chamava os extras para a cena Enquanto a câmera já me focalizava A luta agora era com os indios Moicanos Que pelos canos nos empurram devagar Me disfarcei, pintei a cara e apanhei a machadinha E com a princesa comecei a namorar "- Indio cara-pálida chamar Morengueira" "- Morengueira que não é Seu Loca vai dar no pé" Voltei à vila, arrasei os inimigos Salvei o índio, minha dívida paguei Dei uma surra na viúva e minha noiva Naquele mesmo cabaré a desposei E ao terminar mais esse filme americano Como Hollywood está meio desmilingüida Eu vou passar para o cinema italiano Pra descansar eu vou filmar La Dolce Vita Não filmo agora que a censura não quer cena proibida Perto de mim o Mastroianni não vai dar nem pra partida Sofia Loren vem chegando mas eu já estou de saída Arrivederci Roma... Compositor: Miguel Gustavo Werneck de Souza Martins (Miguel Gustavo) (UBC) Editor: Fermata (UBC)

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