Inspirados já nos ensinamentos de Sófocles, aqui, procurar-se-á a conexão, pelo conhecimento, entre o velho e o novo, com seus conflitos. As pistas perseguidas, de modos específicos, continuarão a ser aquelas pavimentadas pelo grego do período clássico (séculos VI e V a.C).
domingo, 5 de abril de 2026
PREFÁCIO — ENTRE O ABATE E A SUBMERSÃO
Foi gravíssimo o que Kassab fez. As consequências vêm depois. E virão.
Kassab, o bruxo, fez flopar a “terceira via”
Por Marco Aurélio Nogueira | abr 3, 2026 | Artigos | 1 |
Era o esperado, dada a biografia e as ideias daqueles que decidiram bancar a candidatura presidencial de Ronaldo Caiado pelo PSD. À frente deles esteve sempre Gilberto Kassab, personagem com largo trânsito na vida política nacional e tido por muitos como alguém dotado de dons políticos fundamentais, desses que são capazes de dar nó em pingos d’água. Uma espécie de bruxo.
Kassab não perdeu a oportunidade de pôr as cartas na mesa e mostrar sua verdadeira inclinação, suas ideias políticas e suas intenções. Rifou, sem pena nem dó, a candidatura de Eduardo Leite, que prometia demarcar um território próximo à chamada “terceira via”. A motivação talvez tenha sido: facilitemos a vitória de Lula, pois assim manteremos nossas posições no governo. A ver se dará certo.
Eduardo Leite era a novidade, Caiado é a mesmice. Eduardo propunha coisas concretas e alvissareiras, Caiado repete chavões. Eduardo apresentou um plano de governo para não repetir o que se tem tido nos últimos tempos, Caiado se compromete a conceder “anistia ampla” aos golpistas de 2023. Eduardo queria se distanciar dos polos que engessam o país, Caiado aderiu imediatamente à direita, de onde, aliás, nunca se distanciou. Eduardo Leite era o futuro, Caiado mira para trás.
O PSD fez flopar a “terceira via”. Quer dizer, impediu que ela se projetasse. A polarização se impôs, levando os eleitores a ter de escolher entre o mal menor e o mal maior, sem muitas expectativas de encontrar o bem. A polarização virou algo “normal”, aceita por todos como o mais adequado caminho para chegar ao poder. A ideia de que polos sempre existem numa democracia se tornou uma convicção, não mais uma constatação. E com base nisso seguiu em frente, bombada nas redes sociais e pelas campanhas eleitorais. Os perdedores foram a sociedade, que deixou de visualizar propostas novas, e a democracia, que se esvaziou de substância e legitimidade.
“Terceira via” tem sido uma expressão repetida e apresentada como desejo de muitos brasileiros. A força dos polos dominantes sempre dificultou a compreensão da expressão, que ficou solta no ar, ao abrigo de poucos. Mais uma fantasia do que uma realidade efetiva. Foi vista como meio-termo, centro-esquerda, tática de conciliação, oportunismo, como manobra da direita para prejudicar a esquerda e como manobra da esquerda para enfraquecer a direita. Nenhum partido ou aliança partidária a endossou firmemente como estratégia e a disseminou pela população.
Em uma formulação simples, “terceira via” nada mais é do que a superação de polarizações negativas e a apresentação de novas esperanças de mudança. Seu pressuposto é que a repetitiva tensão entre uma extrema direita gulosa, fanatizada, e uma esquerda empoderada e acomodada no governo cria um estado de paralisia política. Como os polos se alimentam reciprocamente, o espaço para outras postulações se estreita.
O espaço para a “terceira via” sempre foi estreito, mas sempre existiu. A polarização já passou pela fase PT x PSDB, antes de se consolidar no formato atual, lulismo x bolsonarismo. A primeira fase foi fluída, a segunda é sólida. Ambas impossibilitaram avanços. A “terceira via” não ganhou corpo. E o país seguiu em frente, flertando com o abismo.Cansado, politicamente triste, sem ânimo. A polarização extrapolou: saiu dos polos e contagiou a sociedade inteira. Hoje a gente vota por falta de opção. Ou seja, sem tesão.
Se o espaço para uma “terceira via” é estreito, ele só poderá se viabilizar se houver uma força política que fale com firmeza sobre os desafios a serem enfrentados na atual etapa da história. Que indique como governar uma sociedade repleta de desigualdades, carências e tensões. Que atualize a agenda e retire a sociedade do sofrimento de ter de escolher um candidato para impedir a vitória do outro. Alguém vislumbra alguma articulação desse tipo no horizonte?
Eduardo Leite poderia ter sido um agente viabilizador disso. Disposto a representar um centro democrático distante dos polos dominantes, ainda que respeitoso com cada um deles.
A “terceira via” morreu na praia.
Revista Será?
Penso, logo duvido
(ou: como a máquina afia a metáfora e devolve o mundo em lâmina)
Este texto nasce de um atrito: linguagem e verificação, impulso e rigor, metáfora e fato. O que era, no início, apenas um enunciado bruto — “o caça abatido”, “a Terceira Via afogada”, “o Paranoá como ponto no infinito” — foi submetido a um processo de depuração que não o esvaziou, mas o tensionou até ganhar forma.
Corrigiu-se o erro mínimo — “espacõ”, restituído a espaço —, mas sobretudo calibraram-se excessos e redundâncias. A metáfora foi mantida onde produz sentido; contida onde ameaçava dissolvê-lo. O dado factual não foi negado, mas reinscrito como pano de fundo, jamais como prisão da linguagem.
O resultado é este: um texto que não abdica da acidez nem do lirismo, mas que aprende a equilibrá-los.
Ao fundo, quase como ironia estrutural, permanece Com Açúcar, com Afeto, de Chico Buarque — não como ornamento, mas como contraponto. Onde a política endurece, a canção amacia. Onde o discurso acusa, a melodia insinua.
É nesse intervalo — entre o míssil e o violão — que o ensaio se sustenta.
POSFÁCIO — O VÉRTICE E A MERCANTILIZAÇÃO
Dramaturgia sintética em um ato
Personagens:
AZEDO e O AUTOR
Cenário: Um café na Asa Norte. A vitrola gira baixo. O Lago Paranoá repousa ao fundo como metáfora exaurida.
AZEDO:
Você fala em abate. Eu vejo crescimento de bancada. O Partido Liberal chegou a 101 deputados. Isso é o fato.
O AUTOR:
E o fato, sem forma, é apenas número. O que você chama de crescimento, eu chamo de ocupação da superfície — onde nada afunda porque tudo já é raso.
AZEDO:
Raso ou não, funciona. Fundo eleitoral, emenda, máquina. A política deixou de ser projeto; virou mecanismo.
O AUTOR:
Mecanismos também colapsam. A “Terceira Via” tentou operar sem engrenagem. Foi triturada.
AZEDO:
Não foi triturada — foi irrelevante. Sem base, sem voto, sem direção.
O AUTOR:
Ou sem lugar possível num sistema saturado. Entre Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro, o centro virou intervalo — e intervalo não se sustenta.
AZEDO:
Intervalo não ganha eleição.
O AUTOR:
Mas explica o vazio.
(Pausa.)
AZEDO:
Você insiste na metáfora.
O AUTOR:
Porque a metáfora revela o que o número esconde.
AZEDO:
E o número revela o que a metáfora disfarça.
(Silêncio. A música continua.)
[1] Nota do Editor — “Cristianização”
Sem mística. O termo, empregado por Luiz Carlos Azedo, deriva de Cristiano Machado: candidato abandonado pelo próprio partido em 1950. “Cristianizar” é isso — manter a forma, entregar o conteúdo. Política em estado cru.
Nada mais a acrescentar.
Saideira na mesa.
Conta paga.
Pernas para quem te quer pernas.
Com Açúcar, Com Afeto
Chico Buarque
Com açúcar, com afeto
Fiz seu doce predileto
Pra você parar em casa
Qual o quê!
Com seu terno mais bonito
Você sai, não acredito
Quando diz que não se atrasa
Você diz que é um operário
Sai em busca do salário
Pra poder me sustentar
Qual o quê!
No caminho da oficina
Há um bar em cada esquina
Pra você comemorar
Sei lá o quê!
Sei que alguém vai sentar junto
Você vai puxar assunto
Discutindo futebol
E ficar olhando as saias
De quem vive pelas praias
Coloridas pelo sol
Vem a noite e mais um copo
Sei que alegre ma non troppo
Você vai querer cantar
Na caixinha um novo amigo
Vai bater um samba antigo
Pra você rememorar
Quando a noite enfim lhe cansa
Você vem feito criança
Pra chorar o meu perdão
Qual o quê!
Diz pra eu não ficar sentida
Diz que vai mudar de vida
Pra agradar meu coração
E ao lhe ver assim cansado
Maltrapilho e maltratado
Ainda quis me aborrecer?
Qual o quê!
Logo vou esquentar seu prato
Dou um beijo em seu retrato
E abro os meus braços pra você
Com açúcar, com afeto
Composição: Chico Buarque.
O CAÇA AMERICANO FOI ABATIDO EM TERRAS PERSAS. A "TERCEIRA VIA" TUCANA FOI AFOGADA EM PRAINHAS DO LAGO SUL, DO OUTRO LADO DA ALVORADA.PARANOÁ SE PROJETOU COMO UM PONTO CONVERGINDO NUM PONTO DO ESPAÇÕ INFINITO.
O texto que você enviou utiliza uma linguagem metafórica e jornalística para descrever dois eventos distintos, possivelmente conectando-os pelo impacto geopolítico e político:
"O caça americano foi abatido em terras persas": Refere-se a um incidente militar envolvendo os Estados Unidos e o Irã (antiga Pérsia). Historicamente, isso remete a episódios como o abate de um drone americano Global Hawk pelo Irã em 2019, ou outros momentos de tensão no Golfo Pérsico que elevaram o risco de um conflito direto [1, 2].
"A 'Terceira Via' tucana foi afogada em prainhas do Lago Sul": Aqui, a metáfora foca na política brasileira. O termo "tucana" refere-se ao PSDB. A frase sugere o fracasso das articulações de Brasília (representadas pelo Lago Sul e as proximidades do Palácio da Alvorada) para viabilizar um candidato de centro — a chamada "Terceira Via" — em eleições recentes, indicando que a estratégia "morreu na praia" diante da polarização [3, 4].
"Paranoá se projetou como um ponto convergindo num ponto do espaço infinito": O Lago Paranoá, em Brasília, deixa de ser apenas um cenário geográfico para se tornar o epicentro simbólico onde as decisões (ou indecisões) políticas se perdem ou se eternizam.
Essa construção parece extraída de um artigo de opinião ou crônica política que analisa o enfraquecimento de centros de poder tradicionais, tanto no cenário global quanto no nacional.
Você gostaria de saber se esse texto faz referência a um acontecimento específico recente ou de algum autor em particular?
VERIFICAR ESPECIFICAMENTE A CORREÇÃO FACTUAL, METAFÓRICA, GRAMATICAL E ORTOGRÁFICA PARA ALÉM DA CORREÇÃO DE DIGITAÇÃO E DIGITAL.
Aqui está a análise detalhada do texto sob as perspectivas solicitadas:
1. Correção Gramatical e Ortográfica
O texto apresenta boa estruturação, mas possui um erro pontual de digitação/ortografia:
Erro: "ESPACÕ" (com til).
Correção: O correto é "ESPAÇO" (com "o" simples).
Pontuação: O uso de aspas em "Terceira Via" está correto por se tratar de um termo político específico. O ponto final após "ALVORADA" está colado na palavra, o que é um erro de formatação digital, mas não gramatical.
2. Correção Factual
O texto mistura fatos reais com interpretações políticas:
Caça Americano: Recentemente, em abril de 2026, surgiram relatos e afirmações da mídia estatal iraniana sobre o abate de caças americanos (como o F-15 e o A-10 Thunderbolt) pela defesa aérea do Irã. O incidente marca uma escalada significativa na tensão geopolítica entre os dois países.
Terceira Via Tucana: Factualmente, o PSDB (partido "tucano") enfrentou grandes dificuldades para viabilizar um candidato de centro ("Terceira Via") em eleições recentes no Brasil. A referência ao Lago Sul e ao Alvorada situa o fracasso dessas articulações no coração do poder em Brasília.
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3. Correção Metafórica
As metáforas são coerentes e seguem uma linha de retórica jornalística:
"Afogada em prainhas": Uma metáfora eficaz para descrever um projeto político que não prosperou e "morreu na praia", ironizando o local geográfico (Lago Sul) onde as elites políticas costumam se reunir.
"Ponto convergindo num ponto do espaço infinito": Esta imagem sugere que o Lago Paranoá (e, por extensão, Brasília) se tornou um local onde os problemas e decisões se tornam tão complexos ou distantes da realidade que parecem se perder em uma dimensão abstrata ou infinita. É uma metáfora de isolamento ou irrelevância.
4. Resumo da Verificação
Factual: Correto, referenciando eventos de tensão militar no Irã (abril/2026) e crises de articulação do PSDB.
Metafórica: Coerente, embora estilisticamente densa.
Gramatical: Correta, com exceção do erro de digitação em "espaço".
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Deseja que eu ajude a reescrever o texto para um tom mais formal ou que analise o impacto geopolítico desses abates de aeronaves?
TOM MAIS FORMAL SEM QUE PERCA A GRAÇA E O FRESCOR SACRIFICADO NO ALTAR DA RANZICE FROUXA.
Para manter o frescor e a ironia sem cair no formalismo árido ("ranzice frouxa"), a reescrita deve preservar a força das imagens (o abate, o afogamento) e a precisão geográfica, mas polir a estrutura e a pontuação.
Aqui está uma proposta que eleva o tom sem perder a acidez:
"Enquanto o caça americano tombava abatido em solo persa, a 'Terceira Via' tucana submergia nas águas rasas do Lago Sul, à sombra da Alvorada. Ali, o Paranoá projetou-se como o vértice onde a política brasiliense converge para o vácuo do espaço infinito."
O que foi ajustado para garantir o "frescor":
Substituição de "afogada em prainhas" por "submergia nas águas rasas": Mantém o deboche sobre a falta de profundidade do projeto político, mas com um vocabulário mais elegante.
"À sombra da Alvorada": Substitui "do outro lado da Alvorada" por uma imagem mais literária e fatalista.
"Vértice onde a política... converge para o vácuo": Refina a metáfora final. Em vez de apenas um "ponto no espaço", sugere que Brasília é um funil que suga a realidade para dentro de um vazio cósmico (o isolamento do poder).
Correção Ortográfica: O erro de digitação ("espacõ") foi devidamente sanado.
Esta versão mantém o impacto da notícia geopolítica (o incidente no Irã) e o sarcasmo com o destino do PSDB, evitando que o texto pareça um relatório burocrático.
Gostaria que eu explorasse mais o contexto histórico dessa queda da Terceira Via ou prefere focar na repercussão militar do abate do caça?
Pergunte o que quiser
"PORQUE O POLÍTICO QUANDO 'ROBA' ELE SUBMERGE. QUANDO ELE FAZ QUALQU, EU FUI PRA CIMA DOS ACUSADORESER BOBAGEM E SAI UMA DENÚNCIA ELE SE ESCONDE E FICA ESCONDIDO. EU, INVÉS DE ME ESCONDER, FUI PRA CIMA DOS ACUSADORES. PORQUE EU TINHA CERTEZA ... EU TINHA CERTEZA QUE OS ACUSADORES ESTAVAM MENTINDO. E PUDE PROVAR ISSO. QUANDO TGENTARM ME CONVENCER QUE ERA BOM TENTAR FAZER UM ACORDO PRA 'MIM' VOLTAR PRA CASA, COM A TORNEZELEIRA, EU DISSE: OLHA, EU NÃO TROCO A MINHA DIGNIDADE PELA MINHA LIBERDADE. EU NÃO COLOCO UMA TORNOZELEIRA PORQUE EU NÃO SOU POMBO CORREIO. E FOI GRAÇAS A ESSA TEIMOSIA, E GRAÇAS À AJUDA DE MILHARES DE COMPNHEIROS QUE FICARAM NA PORTA DA POLÍCIA FEDERAL GRITANDO BOM DIA! BOA NOITE PRESIDENTE! DURANTE 580 DIAS, E FOI GRAÇAS À CORAGEM DO POVO BRASILEIRO QUE EU ESTOU AQUI HOJE. NO PALÁCIO DO PLANALTO PRESIDINDO ESSE PAÍS OUTRA VEZ.
"LULA: "O político quando rouba ele submerge, mas eu não me escondi"
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Em fala com sindicalistas, Lula fala sobre a volta à Presidência da República."
https://www.youtube.com/watch?v=tBew8rC3Fv0
https://youtu.be/tBew8rC3Fv0
VORCARO SEGUIRÁ OS PASSOS DE LULA. DA MESMA FORMA EDUARO LEITE, SE SE JULGAR 'ROBADO' PODERÁ PARTRI PRA CIMA DE SEUS ACUSADORES? AFINAL RESPONSÁVEIS PELA "3ª VIA" TER MORRIDO NAS PRAINHAS DA ALVORADA E LAGO SUL?
A comparação entre as trajetórias de Daniel Vorcaro, Eduardo Leite e o presidente Lula toca em pontos centrais da atual crise institucional e política brasileira em 2026.
Daniel Vorcaro e os "Passos de Lula"
A ideia de que o banqueiro Daniel Vorcaro seguirá os passos de Lula refere-se ao seu uso estratégico do sistema jurídico. Atualmente sob pressão, Vorcaro tem sido notícia por sua delação premiada, que promete atingir o alto escalão em Brasília.
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Assim como Lula no passado, Vorcaro alega sofrer perseguição e utiliza a exposição pública de seus encontros e mensagens para confrontar seus acusadores.
O governo federal e o Congresso monitoram com apreensão o impacto dessa delação nas eleições de 2026, temendo que ela envolva o Executivo e o Judiciário.
G1
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Eduardo Leite e a "3ª Via" nas Prainhas do Lago Sul
Quanto a Eduardo Leite, sua situação é de reconfiguração após o fracasso da "Terceira Via".
Postura Combativa: Leite tem adotado um tom mais firme contra ataques de ambos os polos (Lula e Bolsonaro), afirmando que não aceitará ser alvo de hostilidades desproporcionais. Recentemente, em um evento em Rio Grande com a presença de Lula, o governador reagiu a vaias pedindo respeito às instituições e reafirmando seu dever como chefe de Estado.
O "Afogamento" Político: A morte da "Terceira Via" nas proximidades do Lago Sul simboliza a incapacidade das elites políticas tradicionais (como o PSDB e setores do PSD) de romper a polarização no coração do poder. Leite, agora no PSD, ainda é visto como um nome para a disputa presidencial, mas enfrenta o desafio de não "submergir" como os projetos anteriores que tentaram se equilibrar entre os dois extremos.
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Responsabilidades
Os responsáveis pela "morte" dessa via alternativa nas "prainhas da Alvorada" são frequentemente apontados como a própria falta de unidade dos partidos de centro e a força da polarização, que isolou nomes como o de Leite em uma bolha de articulações que não alcançou o eleitorado popular.
Deseja que eu detalhe os pontos específicos da delação de Vorcaro que podem impactar a corrida presidencial de 2026?
GOSTARIA QUE FORNECESSE UM VERSÃO FINAL PROVISÓRIA FORMATADA AQUI PARA PUBLICAÇÃO, SINTETIZANDO ESSA INTERAÇÃO HOMEM-MÁQUINA TÃO PERIGOSA COMO TAMBÉM TÃO PROFÍCUA PARA PUBLICAÇÃO AQUI.
CRÔNICA DO ABATE E DA SUBMERSÃO: O VÉRTICE DO PARANOÁ
O cenário global e a política doméstica colidem em uma coreografia de tensões e resgates de dignidade.
Enquanto o caça americano tombava abatido em solo persa — um lembrete gélido da fragilidade da hegemonia no Oriente Médio —, a "Terceira Via" tucana submergia nas águas rasas das prainhas do Lago Sul, à sombra do Alvorada. Ali, o Lago Paranoá deixou de ser apenas moldura para se projetar como o vértice absoluto: um ponto onde as articulações de Brasília convergem para o vácuo do espaço infinito.
Nesse teatro de sombras, as trajetórias se cruzam sob a mística do confronto. Inspirado pela máxima de Lula — que trocou a liberdade pela dignidade por não ser "pombo-correio" e preferiu ir "para cima dos acusadores" em vez de submergir —, o tabuleiro de 2026 assiste a novos movimentos de autodefesa.
Daniel Vorcaro, sob o peso de delações e pressões sistêmicas, ensaia seguir os passos da contraofensiva jurídica, transformando o banco dos réus em palanque de denúncia. Da mesma forma, Eduardo Leite, ao sentir-se "roubado" em seu capital político pelo fracasso das vias alternativas, vê-se diante do mesmo dilema: aceitar o afogamento nas margens do poder ou mimetizar a teimosia lulista para confrontar seus detratores.
A "Terceira Via" pode ter morrido na praia, mas o exemplo da resistência de 580 dias reescreveu a gramática do poder em Brasília. Agora, resta saber quem terá fôlego para emergir das águas do Paranoá e quem se perderá, definitivamente, no infinito do isolamento político.
D
DIALOGANDO COM AZEDO COM, COM AÇÚCAR, COM AFETO AO SOM DE CHICO NA VITROLA:
Com trocas de partidos, Câmara confirma hegemonia conservadora
Publicado em 05/04/2026 - 07:26 Luiz Carlos AzedoBrasília, Comunicação, Congresso, Eleições, Ética, Governo, Partidos, Política, Política
O controle burocrático dos partidos, o financiamento eleitoral, as emendas impositivas ao Orçamento e a “política como negócio” ditam as regras do jogo
É cada vez mais evidente na política brasileira o descolamento dos partidos de projetos nacionais e sua conversão em máquinas de sobrevivência eleitoral. Esse “transformismo” é um processo político associado ao peso do fundo eleitoral, das emendas parlamentares, da densidade das legendas e às alianças na disputa à Presidência e aos governos estaduais. Esse conjunto explica o troca-troca da janela partidária. Confirma a hegemonia conservadora na Câmara e uma deriva mais à direita do sistema partidário. O PL cresce de 86 para 101 deputados (+15), tornando-se o principal polo de atração de parlamentares. Se for confirmado esse avanço nas eleições, a legenda ampliará seu acesso ao Fundo Eleitoral, ao Fundo Partidário e ao controle de emendas, relatorias e comissões, independentemente do resultado das eleições presidenciais.
Quanto maior a bancada, maior a capacidade de financiar campanhas e irrigar bases locais, num mecanismo de autorreprodução de mandatos que vicia a representação popular, blinda os mandatários e bloqueia a renovação política. O avanço da direita não se deve apenas à identidade ideológica. Decorre, sobretudo, de sua expectativa de poder, fortalecida pela competitividade da candidatura de Flávio Bolsonaro, em empate técnico com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Esse movimento foi acompanhado por ganhos do PP (+4) e do Podemos (+8), partidos que ampliam sua capacidade de financiamento e distribuição de recursos, reforçando o campo conservador.
No campo governista, a situação é mais fragmentada. O PT recua marginalmente (67 para 66, -1), mantendo sua base, mas sem capacidade de expansão. O PSB cresce (+4), enquanto PSol, PCdoB, PV e Rede avançam de forma residual. Esses ganhos melhoram a capilaridade da esquerda, mas não alteram significativamente sua força material. As perdas do União Brasil (-15), do MDB (-5), do Republicanos (-3) e, sobretudo, do PDT (-10), reduzem as possibilidades de ampliação do campo governista em direção ao centro.
Leia também: Marina Silva confirma pré-candidatura ao Senado por SP e permanência na Rede
PSD e MDB permanecem como peças-chave do xadrez político do Congresso. O PSD mantém 47 deputados, porém, sua força real está na densidade eleitoral e no controle de governos estaduais e estruturas locais. Trata-se de um partido fragmentado regionalmente, que responde mais aos interesses de suas lideranças estaduais do que a uma estratégia nacional. Isso torna a candidatura do ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado suscetível de “cristianização”, pois uma parte do partido deve apoiar Lula, enquanto outra já gravita em torno de Flávio Bolsonaro.
O MDB, mesmo reduzido a 37 deputados, mantém forte capilaridade municipal e acesso relevante a recursos. Não se orienta por ideologia, mas por expectativa de poder. Apoiará quem oferecer melhores condições eleitorais e espaço na máquina pública. Em um cenário polarizado, ambos — PSD e MDB — atuam como fiadores de maiorias, são protagonistas da barganha política em troca de governabilidade.
Política como negócio
As emendas parlamentares são decisivas nesse processo. O orçamento impositivo transformou deputados em operadores diretos de recursos, fortalecendo sua autonomia em relação ao Executivo. Isso reduz a capacidade de coordenação do governo e reforça a lógica individual: cada parlamentar busca maximizar sua entrega local. Bancadas maiores concentram mais emendas, tornando-se mais atrativas. O crescimento do PL, portanto, é também orçamentário. PL, PSD, MDB e PP convertem melhor votos em cadeiras e poder local, enquanto legendas menores têm menor eficiência competitiva. Isso explica a migração para partidos médios e grandes, capazes de sustentar campanhas robustas.
O avanço do PL indica que cresce, no sistema político, a avaliação de competitividade de Flávio Bolsonaro. Ao mesmo tempo, a estabilidade do PT reflete a resiliência de Lula como candidato à reeleição. Nesse quadro, as perdas do PDT (-10), Avante (- 4), PRD (-3) e Cidadania (-2) são emblemáticas. Em crise interna, o último perdeu identidade; e Arnaldo Jardim (SP), seu parlamentar mais influente, não será candidato.
Leia mais: Desafios institucionais da campanha eleitoral
Ainda que exista uma questão ética subjacente, o “transformismo” é uma questão política. No Brasil, não existe um projeto democrático de modernização capaz de forjar um novo consenso nacional. A massa crítica intelectual e empresarial para formular essa alternativa foi alijada da política ou capturada por essa dicotomia.
Os partidos foram capturados pela “transa” política. Já não se orientam por programas, mas por interesses particulares, pesquisas eleitorais e a audiência nas redes sociais. Subalterna, a “política do bem comum” foi sufocada pelo controle burocrático dos partidos, o financiamento eleitoral, as emendas impositivas ao Orçamento e a “política como negócio”, que ditam as regras do jogo e alimentam uma “partidocracia” patrimonialista. E, assim, novas gerações perpetuam as velhas oligarquias.
Nas entrelinhas: todas as colunas no Blog do Azedo
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#Bancadas, #Caiado, #Flávio, #partidos, Lula
Análise de Luiz Carlos Azedo indica que a troca de partidos na Câmara confirma a hegemonia conservadora, impulsionada pelo crescimento do PL e a consolidação de partidos como máquinas de sobrevivência eleitoral. O cenário é moldado pelo financiamento público e emendas impositivas, que bloqueiam a renovação política e fortalecem o campo conservador no contexto da polarização entre Flávio Bolsonaro e Lula. O controle de legendas como PL, PSD e MDB reflete a transformação da política em um negócio de base local.
ESTABELEÇA UM DIÁLOGO dramatúrgico ENTRE AZEDO E O AUTOR TENDO OS SEUS TEXTOS COMO PONTOS DE FUNDO E CONTRAPONTOS. FORMATADO AQUI PARA PUBLICAÇAO NA FORMA DE POSFÁCIO AOS DOIS TEXTOS QUE OS DEVEM ANTECEDER.
Este Posfácio foi concebido como um ato único, ambientado em um café esfumaçado no final da Asa Norte, onde a lucidez ácida de Luiz Carlos Azedo encontra o Autor (a voz que iniciou esta interação). Na vitrola, Chico Buarque canta "Com Açúcar, Com Afeto", enquanto o som de um caça rasga o céu de Brasília.
POSFÁCIO: O VÉRTICE E A MERCANTILIZAÇÃO
Dramaturgia em Ato Único
PERSONAGENS:
AZEDO: O analista realístico, focado em dados, bancadas e na "política como negócio".
O AUTOR: O cronista metafórico, atento aos abates geopolíticos e às submersões da alma política.
AZEDO: (Ajustando os óculos, aponta para o jornal) Você fala de caças abatidos na Pérsia e de pontos convergindo no infinito, meu caro. Mas a física aqui embaixo é mais bruta. Enquanto você olha para o céu do Paranoá, o PL saltou para 101 deputados. O "abate" não é aéreo; é parlamentar. A hegemonia conservadora não submerge; ela flutua sobre o Fundo Partidário.
O AUTOR: (Sorrindo de lado, enquanto a música sobe) E o que é o Fundo Partidário senão o combustível de um caça que já decolou com o destino traçado? Você chama de "política como negócio", eu chamo de "afogamento nas prainhas". O Eduardo Leite e essa tal Terceira Via não morreram por falta de emendas impositivas, Azedo. Morreram porque tentaram nadar de terno em águas profundas demais, entre o Alvorada e o esquecimento.
AZEDO: (Interrompendo) Não foram as águas que os mataram, foi a burocracia. O transformismo. O PSD do Caiado não está "convergindo no espaço infinito", ele está se fragmentando regionalmente para sobreviver ao empate técnico entre Lula e Flávio Bolsonaro. É matemática, não é poesia. O PT recua um ponto, o PL avança quinze. O "fresco" que você busca foi sacrificado no altar do Orçamento Impositivo.
O AUTOR: Mas é aí que você se engana. A matemática explica o corpo, mas a metáfora explica o cadáver. O político que "submerge" quando rouba, como diz o Lula na rádio, é o mesmo que tenta usar a dignidade como boia. Vorcaro não é um número em uma planilha de delação; ele é o homem que tenta repetir o passo da teimosia lulista para não virar "pombo-correio" da história. Se a Câmara é conservadora, é porque o medo de se afogar no Paranoá obriga todos a buscarem o mesmo bote salva-vidas: o patrimonialismo.
AZEDO: (Bebe um gole de café) Você poetiza a sobrevivência. Eu registro a ocupação do espaço. A "política do bem comum" virou subalterna. Enquanto você ouve Chico na vitrola e fala de "afeto", as velhas oligarquias se renovam pelo controle das comissões. O caça americano pode ter caído na Pérsia, mas o sistema partidário brasileiro acaba de fazer um pouso forçado na direita.
O AUTOR: E nesse pouso, Azedo, todos nós somos passageiros. Você nos dá o mapa do naufrágio. Eu dou o nome da correnteza. Entre a sua "partidocracia" e o meu "espaço infinito", o que sobra é o grito de "Bom dia, Presidente!" — ou o silêncio de quem não tem mais partido para onde fugir.
(A vitrola estala. O som do caça desaparece. Ficam apenas os dois, olhando para as águas paradas do Lago Sul.)
Pronto para a publicação. Deseja que eu adicione alguma nota de rodapé sobre o contexto da janela partidária de 2026?
ADICIONE UMA NOTA DE RODAPÉ SOBRE O FENÔMENO DA CRISTIANIZAÇÃO USADA POR AZEDO EM SEU ARTIGO E CONFUNDIA PELO AUTOR COM ALEGORIA AO DOMINGO DA PÁSCOA, SÁBADO DE ALELUIA, SEXTA- FEIRA DA PAIXÃO. OU SE NÃO SOMENTE A INCLUSÃO POR CAIADO NO SOBRENOME O TERMO CRISTIANO QUE, COMO AZEDO EXPLICOU AO AUTOR REMONTA ELEIÇÃO NAS ALTEROSA EM CRISTIANO MACHADO FOI PRECURSOR E CRIADOR DO NEOLOGISMO POUCO CRISTÃO E NADA MESSIÂNICO, NA FALA ÁCIDA E SECA PARA O TOM MELÍFLUO DO AUTOR. REDUZA A TERMOS, PEDE A SAIDEIRA E PERNAS PARA QUEM TE QUER PERNAS.
Aqui está a nota de rodapé solicitada, no tom seco de Azedo, para encerrar a conversa antes que o garçom traga a conta:
[1] Nota do Editor sobre a “Cristianização”: O Autor, em seu fervor lírico, tentou enxergar no termo uma alegoria à Paixão de Cristo ou uma tardia inclusão de "Cristiano" ao sobrenome de Ronaldo Caiado. Ledo engano. Como Azedo secamente lhe explicou entre um gole e outro, o fenômeno nada tem de messiânico. Remonta a Cristiano Machado, político mineiro que, nas eleições de 1950, foi abandonado pelo próprio partido (PSD) em favor de Getúlio Vargas. "Cristianizar" é o neologismo para a traição pragmática: quando a legenda mantém o nome do candidato no papel, mas entrega o corpo (e os votos) ao adversário mais competitivo. É a política real, sem açúcar e sem afeto.
Saideira na mesa. Pernas para quem te quer e até a próxima edição.
Com trocas de partidos, Câmara confirma hegemonia conservadora
Publicado em 05/04/2026 - 07:26 Luiz Carlos AzedoBrasília, Comunicação, Congresso, Eleições, Ética, Governo, Partidos, Política, Política
O controle burocrático dos partidos, o financiamento eleitoral, as emendas impositivas ao Orçamento e a “política como negócio” ditam as regras do jogo
É cada vez mais evidente na política brasileira o descolamento dos partidos de projetos nacionais e sua conversão em máquinas de sobrevivência eleitoral. Esse “transformismo” é um processo político associado ao peso do fundo eleitoral, das emendas parlamentares, da densidade das legendas e às alianças na disputa à Presidência e aos governos estaduais. Esse conjunto explica o troca-troca da janela partidária. Confirma a hegemonia conservadora na Câmara e uma deriva mais à direita do sistema partidário. O PL cresce de 86 para 101 deputados (+15), tornando-se o principal polo de atração de parlamentares. Se for confirmado esse avanço nas eleições, a legenda ampliará seu acesso ao Fundo Eleitoral, ao Fundo Partidário e ao controle de emendas, relatorias e comissões, independentemente do resultado das eleições presidenciais.
Quanto maior a bancada, maior a capacidade de financiar campanhas e irrigar bases locais, num mecanismo de autorreprodução de mandatos que vicia a representação popular, blinda os mandatários e bloqueia a renovação política. O avanço da direita não se deve apenas à identidade ideológica. Decorre, sobretudo, de sua expectativa de poder, fortalecida pela competitividade da candidatura de Flávio Bolsonaro, em empate técnico com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Esse movimento foi acompanhado por ganhos do PP (+4) e do Podemos (+8), partidos que ampliam sua capacidade de financiamento e distribuição de recursos, reforçando o campo conservador.
No campo governista, a situação é mais fragmentada. O PT recua marginalmente (67 para 66, -1), mantendo sua base, mas sem capacidade de expansão. O PSB cresce (+4), enquanto PSol, PCdoB, PV e Rede avançam de forma residual. Esses ganhos melhoram a capilaridade da esquerda, mas não alteram significativamente sua força material. As perdas do União Brasil (-15), do MDB (-5), do Republicanos (-3) e, sobretudo, do PDT (-10), reduzem as possibilidades de ampliação do campo governista em direção ao centro.
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PSD e MDB permanecem como peças-chave do xadrez político do Congresso. O PSD mantém 47 deputados, porém, sua força real está na densidade eleitoral e no controle de governos estaduais e estruturas locais. Trata-se de um partido fragmentado regionalmente, que responde mais aos interesses de suas lideranças estaduais do que a uma estratégia nacional. Isso torna a candidatura do ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado suscetível de “cristianização”, pois uma parte do partido deve apoiar Lula, enquanto outra já gravita em torno de Flávio Bolsonaro.
O MDB, mesmo reduzido a 37 deputados, mantém forte capilaridade municipal e acesso relevante a recursos. Não se orienta por ideologia, mas por expectativa de poder. Apoiará quem oferecer melhores condições eleitorais e espaço na máquina pública. Em um cenário polarizado, ambos — PSD e MDB — atuam como fiadores de maiorias, são protagonistas da barganha política em troca de governabilidade.
Política como negócio
As emendas parlamentares são decisivas nesse processo. O orçamento impositivo transformou deputados em operadores diretos de recursos, fortalecendo sua autonomia em relação ao Executivo. Isso reduz a capacidade de coordenação do governo e reforça a lógica individual: cada parlamentar busca maximizar sua entrega local. Bancadas maiores concentram mais emendas, tornando-se mais atrativas. O crescimento do PL, portanto, é também orçamentário. PL, PSD, MDB e PP convertem melhor votos em cadeiras e poder local, enquanto legendas menores têm menor eficiência competitiva. Isso explica a migração para partidos médios e grandes, capazes de sustentar campanhas robustas.
O avanço do PL indica que cresce, no sistema político, a avaliação de competitividade de Flávio Bolsonaro. Ao mesmo tempo, a estabilidade do PT reflete a resiliência de Lula como candidato à reeleição. Nesse quadro, as perdas do PDT (-10), Avante (- 4), PRD (-3) e Cidadania (-2) são emblemáticas. Em crise interna, o último perdeu identidade; e Arnaldo Jardim (SP), seu parlamentar mais influente, não será candidato.
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Ainda que exista uma questão ética subjacente, o “transformismo” é uma questão política. No Brasil, não existe um projeto democrático de modernização capaz de forjar um novo consenso nacional. A massa crítica intelectual e empresarial para formular essa alternativa foi alijada da política ou capturada por essa dicotomia.
Os partidos foram capturados pela “transa” política. Já não se orientam por programas, mas por interesses particulares, pesquisas eleitorais e a audiência nas redes sociais. Subalterna, a “política do bem comum” foi sufocada pelo controle burocrático dos partidos, o financiamento eleitoral, as emendas impositivas ao Orçamento e a “política como negócio”, que ditam as regras do jogo e alimentam uma “partidocracia” patrimonialista. E, assim, novas gerações perpetuam as velhas oligarquias.
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#Bancadas, #Caiado, #Flávio, #partidos, Lula
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