Inspirados já nos ensinamentos de Sófocles, aqui, procurar-se-á a conexão, pelo conhecimento, entre o velho e o novo, com seus conflitos. As pistas perseguidas, de modos específicos, continuarão a ser aquelas pavimentadas pelo grego do período clássico (séculos VI e V a.C).
sábado, 11 de abril de 2026
Ouçam-nos
“Disse-lhe Abraão: Eles têm Moisés e os profetas; ouçam-nos.” — (LUCAS, 16.29)
1 A resposta de Abraão ao rico da parábola ainda é ensinamento de todos os dias, no caminho comum.
2 Inúmeras pessoas se aproximam das fontes de revelação espiritual, entretanto, não conseguem a libertação dos laços egoísticos de modo que vejam e ouçam, qual lhes convém aos interesses essenciais.
3 Há precisamente um século, n estabeleceu-se intercâmbio mais intenso entre os dois Planos, na grande movimentação do Cristianismo redivivo; contudo, há aprendizes que contemplam o céu, angustiados tão só porque nunca receberam a mensagem direta de um pai ou de um filho na experiência humana. 4 Alguns chegam ao disparate de se desviarem da senda alegando tais motivos. Para esses, o fenômeno e a revelação no Espiritismo evangélico são simples conjunto de inverdades, porque nada obtiveram de parentes mortos, em consecutivos anos de observação.
5 Isso, porém, não passa de contrassenso.
6 Quem poderá garantir a perpetuidade dos elos frágeis das ligações terrestres?
7 O impulso animal tem limites.
8 Ninguém justifique a própria cegueira com a insatisfação do capricho pessoal.
9 O mundo está repleto de mensagens e emissários, há milênios. 10 O grande problema, no entanto, não está em requisitar-se a verdade para atender ao círculo exclusivista de cada criatura, mas na deliberação de cada homem, quanto a caminhar com o próprio valor, na direção das realidades eternas.
Emmanuel
[1] [Essa lição foi psicografada em 1950, um século depois das primeiras manifestações que deram origem ao Espiritismo moderno. Vide: Espiritismo retrospectivo.]
116
Ouçam-nos
Pão Nosso #116 - Ouçam-nos
NEPE Paulo de Tarso | Evangelho e Espiritismo
Transmitido ao vivo em 18 de jul. de 2023
Série de estudos, com Artur Valadares, da obra "Pão Nosso", de Emmanuel/Chico Xavier.
📖 Resumo — “Esteta da Expressão” (p. 129)
O texto apresenta a ideia de que a personalidade é formada pela organização dos comportamentos, hábitos e atitudes — não por traços isolados —, conforme autores da psicologia.
Nesse contexto, Eurípedes é descrito como um verdadeiro “esteta da expressão”: alguém que cultiva a beleza e a precisão na forma de falar e escrever. Ele se expressa com elegância em qualquer ambiente, evita erros gramaticais, estrangeirismos e construções desnecessárias, buscando sempre clareza e correção.
Por esse cuidado rigoroso com a linguagem, torna-se um modelo de estética e refinamento dentro da língua, valorizando profundamente a beleza na comunicação.
A estética é a arte de revelar o extraordinário que reside em cada pessoa.
📖 Eurípedes – o Homem e a Missão (p. 129)
ESTETA DA EXPRESSÃO
Garret, nos Grandes Experimentos da Psicologia, afirma que “a personalidade é um estilo ou uma forma de comportamento”, e acentua: “o que faz de um indivíduo uma personalidade distinta é a organização de seus comportamentos, hábitos, atitudes e não a existência de certos traços específicos.”
Podemos concluir a conceituação de Garret com o princípio difundido por Woodworth, quando define a personalidade como a “qualidade total do comportamento do indivíduo, indicado por seus hábitos de pensamento e de expressão, suas atitudes e interesses, maneiras de agir e filosofia pessoal”.
Eurípedes enquadra-se como esteta autêntico, no acrisolamento mental, que influencia poderosamente suas atitudes e interesses, suas ações no dia-a-dia cheio de luz, levando-o à filosofia do esforço, na rota da Perfeição.
No Colégio, no lar, na rua, em toda parte, exprime-se com elegância.
As expressões saem-lhe corretas e fluentes.
Quando fala ou quando escreve faz questão de não cometer erros comezinhos de regência ou de concordância. Evita os galicismos e outros tipos de estrangeirismos. Propõe-se a amputar o Que, sempre que este se constitua em muletas desnecessárias. O possessivo de terceira pessoa é outro empecilho, que o mestre corta todas as vezes que surja como elemento de dubiedade.
Eminentemente cuidadoso na expressão — falada ou escrita — Eurípedes tornar-se um padrão de estética, no seio da Língua mais bordada de sutilezas e crivada de dificuldades do globo, que ele soube valorizar com profundo sentido de Beleza.
S
Preservar-se da avareza
3. Então, no meio da turba, um homem lhe disse: Mestre, dize a meu irmão que divida comigo a herança que nos tocou. – Jesus lhe disse: Ó homem! quem me designou para vos julgar, ou para fazer as vossas partilhas? – E acrescentou: Tende o cuidado de presevar-vos de toda a avareza, porquanto, seja qual for a abundância em que o homem se encontre, sua vida não depende dos bens que ele possua.
Disse-lhes a seguir esta parábola: Havia um rico homem cujas terras tinham produzido extraordinariamente – e que se entretinha a pensar consigo mesmo, assim: Que hei de fazer, pois já não tenho lugar onde possa encerrar tudo o que vou colher? – Aqui está, disse, o que farei: Demolirei os meus celeiros e construirei outros maiores, onde porei toda a minha colheita e todos os meus bens. – E direi a minha alma: Minha alma, tens de reserva muitos bens para longos anos; repousa, come, bebe, goza. – Mas, Deus, ao mesmo tempo, disse ao homem: Que insensato és! Esta noite mesmo tomar-te-ão a alma; para que servirá o que acumulaste?
É o que acontece àquele que acumula tesouros para si próprio e que não é rico diante de Deus.
(S. LUCAS, 12:13 a 21.)
Feliz é aquele que vive de acordo com sua própria natureza
Em tudo, há alegria.
A divindade que faz ser
alegre a Natureza está
também dentro de você.
Resultado da eleição presidencial de 1950. Na época, não havia 2º turno.
(foto: Arte: Denys Lacerda )
"Minas não tem oceano mas tem um mar de votos."
Fábio Zambeli
ANALISA O CENÁRIO POÍTICO PARA AS ELEIÇÕES DE 2026
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Castro Barbosa - ESCRAVOS DE JÓ - popular - arr. João de Barro - Columbia 55.323-B - 01.1942
luciano hortencio
Escravos de Jó
Castro Barbosa
Escravos de Jó
Jogavam caxangá
Bota, tira
Deixa o zambelê ficar
Guerreiros com guerreiros
Zigue, zigue, zigue, zá
Ó guerreiros da taba sagrada!
Ó guerreiros da tribo tupi!
Ó guerreiros, pra que bordoada?
Ó guerreiros, escutem aqui
O cacique da tribo de cá
E o cacique da tribo de lá
Resolvem a parada
Jogando caxangá
Minas Gerais é o segundo maior colégio eleitoral do Brasil
(foto: Arte EM)
Cantando pelo mundo, cantigas e brincadeiras - Nacional Ituiutaba MG
Origem:
Mas você sabe quem era Jó?
Obs.:
Quem era jó, por que ele tinha escravos e o que é caxangá?
sábado, 11 de abril de 2026
Uma lenda viva, uma lenda Maya, por Ivan Alves Filho*
Estados Unidos, 1928. Aos três anos de idade, ela foi colocada em um trem de St. Louis para Arkansas, juntamente com o irmão, um ano mais velho, e enviada para a casa dos avós. Aos oito anos, foi estuprada pelo namorado de sua mãe. No seu depoimento, ela mentiu, dizendo que o fato terrível ocorreu apenas uma vez, quando na verdade aconteceu várias vezes. O homem foi condenado a somente um ano de cadeia, mas permaneceu um dia na prisão. Solto, seria assassinado pouco tempo depois.
Como ela havia pronunciado o nome do seu estuprador diante das autoridades policiais, passou cinco anos sem falar, completamente muda, pois achava que a palavra poderia matar uma pessoa: “pensei que a minha voz o havia matado”, observou mais tarde.
Retomou o gosto pela palavra por intermédio das leituras, ao retornar à casa da avó. Aos 17 anos de idade, ela engravidou. Para sobreviver, se prostituiu. Mais adiante, trabalhou como cozinheira. Casou-se com um grego, sendo muito raro em seu país, àquela época, o matrimônio entre um branco e uma negra. Tendo se separado, tornou-se bailarina e excursionou pela Europa, integrando o elenco de "Porgy & Bess", a primeira ópera negra.
Na volta, estabelece-se em Nova Iorque, ligando-se a um sindicato de escritores negros. Conheceu o romancista e ensaísta James Baldwin e o pastor Martin Luther King, este último em 1960. Em seguida, optou por visitar a África, apoiando os movimentos de libertação nacional que se formavam naquele continente. Viajando pelo Egito e fixando residência em Gana, faz amizade com Malcom X. O ativista a convida para trabalhar com ele nos Estados Unidos, auxiliando-o na luta pelos direitos dos negros norte-americanos. Assim, em 1965, ela volta ao seu país, mas, neste mesmo ano, Malcom X é assassinado.
Integrada ao movimento cívico organizado por Luther King, tem um grande choque, quando este, por seu turno, é assassinado, em 1968, exatamente no dia em que ela completaria 40 anos de idade.
Convencida por James Baldwin de que sua vida daria um livro, passou dois anos escrevendo uma espécie de autobiografia precoce. Refugia-se em um hotel, um hábito que contraiu ao longo de toda sua vida, dando início a uma série de seis livros em torno de sua existência. Publicaria mais tarde vários volumes de poesia e escreveu peças de teatro, livros infantis, atuando paralelamente como cantora, compositora e atriz. Na política, apoiou Hillary Clinton e foi condecorada por Barack Obama.
Maya Angelou, a autora de Eu sei por que o pássaro canta na gaiola, morreu logo após completar 86 anos de idade, em 2014. Era uma força da natureza – e uma lenda viva.
*Ivan Alves Filho, historiador
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