Inspirados já nos ensinamentos de Sófocles, aqui, procurar-se-á a conexão, pelo conhecimento, entre o velho e o novo, com seus conflitos.
As pistas perseguidas, de modos específicos, continuarão a ser aquelas pavimentadas pelo grego do período clássico (séculos VI e V a.C).
Samba Enredo 1968 - Quatro Séculos
de Modas e Costumes
G.R.E.S. Unidos de Vila Isabel (RJ)
Após
vários anos pelas divisões inferiores, apenas em 1973, o primeiro sob a
administração de Nelson, quando apresentou um enredo sobre a educação, conquistou o vice-campeonato do
segundo grupo, retornando à divisão principal. A partir de então, seu irmão
Anísio tornou-se patrono e presidente de honra[24] , transformando-se numa espécie
de mecenas, e assumindo cada vez mais as decisões na escola.
A
história da agremiação, pode ser dividida em duas partes: antes e depois de Joãozinho Trinta,
que assumiu o cargo de diretor em 1976, com um enredo em homenagem ao jogo do bicho. Os desfiles assinados são
considerados pela maior parte da crítica como antológicos, pois mesmo quando
não vencia, provocava admiração nos espectadores.
Sugestões de Reflexões Do Velho para o já não tão Novo assim "Monstro" para presidente em exercício “Calma Sertaneja” para Ministro
frito em grampo
“Bom dia” para Presidente suspensa
Voltando a JK, HB, EG
Indo com MT, RJ, DR
Quem Seguirá? Gravações indicam ação de Renan e Sarney para interferir na Lava Jato: Assista a Reportagem do Bom dia Brasil de 26/05/2016 a seguir no link:
“A
eleição do ano passado soltou o monstro. Tudo dependerá dele. Ele influenciará tudo.
Ele está em todos os lugares”. JK, 15/07/1975
No dia 15 de julho de 1975 o ex-presidente Juscelino
Kubitschek almoçava no restaurante da diretoria do Jornal do Brasil.
Pediram-lhe um prognóstico para a situação política, e ele respondeu: “A
eleição do ano passado soltou o monstro. Tudo dependerá dele. Ele influenciará tudo.
Ele está em todos os lugares”. Para
conferir a onipresença do “monstro”, curvou-se, olhando embaixo da mesa, como
se o procurasse. Quem é o monstro? “A opinião pública”, disse JK. O resultado da eleição de 1974 encurralou a
ditadura. O MDB vencera as disputas para senador em dezesseis dos 21 estados, indicando
que dentro de quatro anos conquistaria a maioria no Senado. Um ano depois do almoço de JK no Jornal do
Brasil, o “monstro” soltou- se no Rio de Janeiro e em Brasília. Cantando “Peixe
vivo”, o povo voltou à rua, enterrando o ex-presidente com afeto e
lamento. A ditadura militar estava
economicamente robusta. Num regime de pleno emprego, a economia crescia, na
média, a taxas de quase 7% ao ano. Também tinha prestígio internacional.
Faltava só a Argentina para que toda a América do Sul abaixo do Equador fosse
governada por generais. Em março de 1976 uma junta instalou-se na Casa Rosada,
e acabou-se a exceção. Entre as últimas
semanas de 1974 e a jornada de 12 de outubro
de 1977, quando Ernesto Geisel demitiu o ministro do Exército, general Sylvio
Frota, a anarquia militar e o poder republicano do presidente enfrentaram-se.
Era o confronto que o regime evitava desde 1964. À noite, quando Frota
transmitiu o cargo ao seu sucessor, Fernando Bethlem, a anarquia estava
enquadrada. Coube ao general Ernesto Geisel a defesa do poder constitucional.
Logo ele, que participara das desordens militares de 1922, 24, 30, 37, 45, 61,
64, 65, 68 e 69.2 De 12 de outubro de 1977 até o dia em que se escreveu esta Explicação,
passaram-se 26 anos. Nunca, na história da República, se viveu tanto tempo sem
desordem militar digna de registro. Quando o general Ernesto Geisel morreu, em
1996, sabia a extensão desse legado.
Orgulhava-se dele, mas não gostava de discutir o assunto. Temia fazer uma
das coisas que mais detestava: falar bem de si próprio.
“Eu
nunca deixei de dizer o que achava. A gente sabia que eles ouviam. Ia-se fazer
o quê? Parar de falar?”. HB
Tive
também a amizade e a ajuda de Humberto Barreto, o fiel amigo de Geisel, seu
secretário de Imprensa entre 1974 e 1977.
Humberto foi um personagem discreto e fundamental em quase todas as
grandes crises do governo de Geisel. Passeava pelas ansiedades alheias com uma calma
sertaneja que por vezes parecia temerária. Ela se amparava na fé que tinha no
amigo. Passados trinta anos, Humberto não manifesta emoção alguma quando lhe
contam que, em 1976, tentaram fritá-lo com uma transcrição de grampo de seu
telefone: “Eu nunca deixei de dizer o que achava. A gente sabia que eles
ouviam. Ia- se fazer o quê? Parar de falar?”.
Cheguei
ao canteiro de obras logo cedo, no início da manhã, docemente embalado pela
ilusão de que poderia, quem sabe, arrancar uma mísera frase de um presidente
que não queria conversa com jornalista.
Devidamente credenciado, desembarquei no canteiro como repórter da sucursal
Nordeste do jornal O Estado de S. Paulo. O terreno estava quase livre de
concorrentes. Se o general me concedesse a graça de uma declaração, eu sairia
dali com uma manchete exclusiva no meu gravador. Tudo o que o homem dizia era
notícia: cada palavra que o general pronunciava valia ouro no mercado
jornalístico.
A chance de abordar o Grande Mudo da República estava ali, ao alcance da mão.
Era só partir para o ataque e correr para o abraço. Ilusão. O general passa por
nós com aquele porte imperial que o marcava. O estrabismo de Ernesto Geisel
causava uma sensação incômoda a quem o encarava: não se sabia exatamente para
quem ele estava olhando.
O general me encara ao passar pelo pequeno grupo de repórteres presentes. Tento
dirigir-lhe a palavra. Em vão. O quarto dos generais- presidentes do regime
militar pronuncia, então, a única frase dirigida a um jornalista naquela manhã.
As seis letras fatais: “Bom-dia”. Sem dar tempo a qualquer réplica, segue em
frente. Fracasso, fracasso, fracasso.
O Brasil vivia um tempo em que os repórteres tentavam decifrar, nas feições dos
generais, uma pista sobre o que eles estavam pensando. A escassez de
declarações era tanta que até aquele lacônico “bom-dia” do general aos
repórteres acabou publicado nos jornais – foi o que O Globo fez, ao noticiar,
na edição de 21 de agosto de 1976, a passagem do general Geisel pelo canteiro
de obras da barragem.
Conversas
indicam tentativa de livrar políticos das investigações.
Sarney diz que delação da Odebrecht seria letal como metralhadora.
Novas
gravações feitas por um político próximo à cúpula do PMDB: as conversas com
três líderes indicam a tentativa de livrar políticos das investigações. Sérgio
Machado tenta comprometer seus ex-aliados. Em Brasília, o nome de Sérgio
Machado anda dando vertigem em muito político.
Desta
vez o jornal ‘Folha de S.Paulo’ divulgou trechos de conversa entre Sérgio
Machado e o ex-presidente José Sarney. Na gravação, os dois mostram
insatisfação com as decisões do juiz Sérgio Moro e com uma possível delação da
empreiteira Odebrecht, que de acordo com Sarney, seria letal como uma
metralhadora.
Reportagem
do jornal ‘Folha de S.Paulo’ diz que na conversa com Sérgio Machado, Sarney
disse que uma delação premiada que a empreiteira Odebrecht estaria prestes a
fazer é uma metralhadora de calibre ponto 100. O ex-presidente teria feito o
comentário depois que Machado afirmou que número de delações na Lava Jato iria
aumentar "às pencas".
Sarney
também relacionou a Odebrecht a uma ação que a presidente afastada, Dilma
Rousseff, teria feito diretamente. Ele disse: "Nesse caso, ao que sei, o
único em que ela está envolvida diretamente é que falou com o pessoal da
Odebrecht para dar para a campanha do...”.
Na
conversa com Sérgio Machado, o ex-presidente mostrou preocupação com a prisão
do senador Delcídio do Amaral, decretada pelo Supremo Tribunal Federal. Os dois
falam sobre a prisão de Delcídio.
Sérgio
Machado critica o juiz Sérgio Moro: “O cara agora seguiu aquela estratégia de
‘deslegitimizar’ as coisas. Agora não tem ninguém mais legítimo para falar mais
nada. Pegou o Renan, pegou o Eduardo, desmoralizou o Lula. Agora a Dilma. E o
Supremo fez essa suprema..., rasgou a Constituição”, disse.
O
ex-presidente Sarney complementa: “Foi. Fez aquele negócio com o Delcídio. E
pior foi o Senado se acovardar de uma maneira”, em uma referência à autorização
dada pelo Senado para a prisão de Delcídio.
Sérgio
Machado afirma que o Senado não podia ter aceito aquilo não e Sarney diz: “Não
podia, a partir dali ele acabou. Aquilo é uma página negra do Senado. Porque
não foi flagrante delito. Você tem que obedecer a lei”, afirma Sérgio Machado.
E
Sarney prossegue: “Não tinha nem inquérito!”.
Em
outro trecho, o ex-presidente comenta a decisão do Supremo de mandar soltar
Delcídio: “E agora o Teori acabou de desmoralizar o Senado porque mostrou que
tem mais coragem que o Senado, manda soltar”, disse Sarney.
Sérgio
Machado conclui: “Presidente, ficou muito mal. A classe política está acabada.
É um salve-se quem puder. Nessa coisa de navio que todo mundo quer fugir, morre
todo mundo”.
E
foi para tentar salvar o próprio navio, ou para não deixá-lo afundar de vez,
que o ex-presidente da Transpetro entregou aos investigadores da Lava Jato gravações
de conversas dele com integrantes da cúpula do PMDB.
O
ministro do Supremo Teori Zavascki homologou a delação de Sérgio Machado. Foi
um recado para todos os políticos de que não tem como parar a Lava Jato. O Bom
Dia Brasil teve acesso a novos trechos da delação.
Sérgio
Machado era considerado pelos investigadores o caixa da cúpula do PMDB, mas ele
afirmou em várias conversas que não havia provas que ligassem nenhum dos
líderes do partido ao esquema e pediu ajuda para evitar que novas delações
surgissem ou que o juiz Sérgio Moro o pressionasse a falar.
Em
uma conversa do dia 10 de março, o ex-presidente Sarney disse que ajudaria
Machado a não ser preso.
José
Sarney: Isso tem me preocupado muito porque eu sou o único que não tive
num negócio desse, sou o único que não tive envolvido em nada. Vou me envolver
num negócio desse.
Sérgio Machado: Claro que não, o que acontece é que a gente tem que
encontrar, me ajudar a encontrar a solução.
José Sarney: Sem dúvida.
Sérgio Machado: No que depender de mim, nem se preocupe. Agora, eu
preciso, se esse p... me botar preso um ano, dois anos, onde é que vai parar?
José Sarney: Isso não vai acontecer. Nós não vamos deixar isso.
Um
dia depois, em uma conversa com o presidente do Senado, Renan Calheiros, Sérgio
Machado reclama do procurador-geral da República, Rodrigo Janot. Diz que ele
trabalha para que Machado seja julgado pelo juiz Sérgio Moro. Renan diz que
isso não pode acontecer.
Sérgio
Machado: O que eu quero conversar contigo... Ele não tem nada de você, nem
de mim. O Janot é um ... da maior, da maior.
Renan Calheiros: Eu sei. Janot e aquele cara da... Força tarefa...
Sérgio Machado: Mas o Janot tem certeza que eu sou o caixa de vocês. Então
o que ele quer fazer. Não encontrou nada e nem vai encontrar nada. Então quer
me desvincular de você. Ele acha que no Moro, o Moro vai me prender, e ai
quebra a resistência e aí ... Então, a gente precisa ver, andei conversando com
o presidente Sarney, como a gente encontra uma... Porque se me jogar lá embaixo
eu estou ...
Renan Calheiros: Isso não pode acontecer.
Em
um outro trecho também no dia 10 de março, Sérgio Machado sugere que o grupo se
aproxime do relator da Lava Jato no Supremo, ministro Teori Zavascki. Sarney
cita o nome do ex-ministro do Superior Tribunal de Justiça Cesar Asfor Rocha,
que teria - segundo Sarney - proximidade com Teori e diz que vai falar com ele
sobre isso.
Sérgio
Machado: Porque realmente se me jogarem para baixo ai... Teori,
ninguém consegue conversar.
José Sarney: Você se dá com o Cesar?
Sérgio Machado : Hum.
José Sarney: Cesar Rocha.
S érgio Machado: Dou, mas o Cesar não tem acesso ao Teori não.
Tem?
José Sarney: Tem total acesso ao Teori. Muito, muito, muito, muito acesso,
muito acesso. Eu preciso falar com Cesar. A única coisa com o Cesar, com o
Teori é com o Cesar.
Machado
também gravou uma conversa em que estavam presentes Sarney e Renan juntos. Foi
no dia 11 de março. O tema ainda é como ter acesso ao Teori. Desta vez, através
do advogado Eduardo Ferrão, que também seria amigo do ministro.
José
Sarney: O Renan me fez uma lembrança que pode substituir o Cesar. O Ferrão
é muito amigo do Teori.
Renan Calheiros: Tem que ser uma coisa confidencial.
Sérgio Machado: Só entre nós e o Ferrão.
O
fato de que Sérgio Machado se viu obrigado a fazer uma delação premiada para
escapar da cadeia é indicativo de que não surtiram efeito as tentativas de
influenciar Teori por meio de Cesar Asfor Rocha e Eduardo Ferrão.
As
conversas também mostram que houve negociações para alterar leis e tentar
prejudicar a Lava Jato como um todo. Com Sérgio Machado, Sarney fala de uma
medida provisória sobre acordo de leniência que o governo Dilma baixou para
facilitar que empresas admitam culpa e possam voltar a fazer negócios com o
setor público. Depois de protestos do Tribunal de Contas da União e do
Ministério Público, a medida provisória foi substituída por um projeto de lei
bem mais rígido.
Sérgio
Machado: Outro caminho que tem que ter. É a aprovação desse projeto de
leniência na Câmara o mais rápido possível, porque aí livra o criminal. Livra
tudo.
José Sarney: Tem que lembrar o Renan disso. Para ele aprovar o negócio da
leniência.
Renan
e Sarney conversaram também sobre proibir que pessoas presas façam delações
premiadas, uma ideia que prejudicaria a Operação Lava Jato, já que algumas
delações foram fechadas por suspeitos presos.
José
Sarney: O importante agora, se nós pudermos votar que só pode fazer
delação, é só solto.
Renan Calheiros: Que só pode solto, que não pode preso. Isso é uma maneira
sutil que toda sociedade compreende que isso é uma tortura.
Segundo
investigadores, as tentativas de mudança na lei das delações premiadas e a
medida provisória da leniência faziam parte de um plano para enfraquecer a Lava
Jato.
Em
outra conversa com Sérgio Machado, em que foi discutida a delação de executivos
da Odebrecht, o ex-presidente José Sarney cita uma tentativa de acordo geral
para barrar a operação.
José
Sarney: A Odebrecht... Ele vão abrir, vão contar tudo. Vão livrar a cara
do Lula. E vão pegar a Dilma. Porque foi com ele, quem tratou diretamente sobre
o pagamento do João Santana foi ela. Então eles vão fazer. Porque isso tudo foi
muito ruim pra eles. Com isso não tem jeito. Agora precisa se armar. Com vamos
fazer com essa situação? A oposição não vai aceitar. Vamos ter que fazer um
acordo geral com tudo isso.
Sérgio Machado: Inclusive com o Supremo. Disse com o Supremo, com os
jornais, com todo mundo.
José Sarney: Supremo, não pode abandonar.
Apesar
das conversas para tentar evitar que a Lava Jato chegasse até a cúpula do PMDB,
Sérgio Machado fechou um acordo de delação premiada em que fez justamente o
oposto: entregou várias gravações de conversas em que compromete ex-aliados. Ou
seja, a tentativa de interferir nas investigações não deu certo.
Além
de entregar as gravações de conversas, Sérgio Machado já fez depoimentos em que
fala sobre o envolvimento de políticos no esquema de corrupção na Petrobras. A
partir de agora, o procurador pode pedir abertura de investigações a partir das
declarações, mas isso não tem prazo para acontecer.
“Sem
dúvida há gravidade nesses fatos. Mais uma vez revela-se tentativa de
comprometer a ação de investigadores e julgadores da Operação Lava Jato. Mas o
que se revela também é que é uma tentativa que se frustra porque a Operação
Lava Jato prossegue de forma ininterrupta e irresistível e irá até o fim. Os
avanços devem ser consagrados e não devemos permitir retrocessos. Me refiro à
delação premiada e à prisão com condenação em segunda instância”, disse o
senador Álvaro Dias.
O
Instituto Lula declarou que o diálogo citado é fruto de mais um vazamento
ilegal que confirma o clima de perseguição contra o ex-presidente. Afirmou,
ainda, que a conversa não traz nada contra Lula e que ele sempre agiu dentro da
lei e que, por isso, não tem nada a temer.
A
defesa da presidente afastada Dilma Rousseff disse que ela jamais pediu
qualquer tipo de favor que afrontasse o princípio da moralidade pública.
A
defesa de Sérgio Machado voltou a dizer que os autos são sigilosos e que, por
isso, não pode se manifestar.
O
ministro Teori Zavascki não vai comentar o conteúdo dos áudios.
O
ministro aposentado Cesar Asfor Rocha disse que tem uma relação de respeito com
Sarney, mas afirmou que nunca foi procurado por ele para tratar de assuntos
relacionados à Lava Jato. Destacou que também nunca foi procurado por Renan e
nem por Sérgio Machado. Asfor Rocha ressaltou ainda que Teori é um juiz
seríssimo e extremamente reservado, com quem tem boa relação, mas passou a
vê-lo pouco após a Lava Jato.
O
Bom Dia Brasil não conseguiu contato com o advogado Eduardo Ferrão.
Ele
passou por seu primeiro teste no Congresso: votação da meta fiscal.
Presidente em exercício convocou ministros a não cair em provocações. Clique para assistir a reportagem no link a seguir:
O
presidente em exercício, Michel
Temer, e o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, anunciaram nesta
terça-feira (24) uma série de medidas para tentar recuperar a economia. O
anúncio foi feito numa reunião com aliados políticos.
Temer aproveitou para falar também sobre o governo dele, e repetiu que não vai
interferir nas investigações da Lava Jato.
A
reunião foi no Palácio do Planalto. Uma conversa do presidente em exercício com
deputados e senadores de partidos aliados. Temer pontuou que seu governo é de
coalizão, no dia de seu primeiro teste no Congresso: a votação da nova meta
fiscal.
“E esse será o primeiro teste, de um lado do governo, de outro lado, do
Legislativo, para relevar aos brasileiros que nós estamos trabalhando, e que
nós estamos exercendo regularmente as nossas funções. É que as coisas estão
postas de uma maneira que todos querem testar as instituições nacionais.
Lamento dizer que muitos que até propuseram a modificação da meta, hoje
anunciam que vão tentar tumultuar os trabalhos para impedir a votação. Isso
revela aos olhos de quem vê o país como uma finalidade, e não um governo ou um
partido político, revela a absoluta discordância com a tranquilidade
institucional do nosso país”, afirmou Temer.
O
presidente em exercício convocou seus ministros a não cair em provocações e manter
o foco:
“Nós temos sido vítimas de agressões. Eu sei como funciona isso, uma agreessão
psicológica para ver se amedronta o governo. Nós não temos a menor preocupação
com isso. Nós não temos que dar atenção a isso, nós temos que cuidar do país.
Aqueles que quiserem esbravejar façam-no o quanto quiserem, mas pela via legal,
pela via democrática, até comm o nosso aplauso”.
Entre
os parlamentares, o senador Romero
Jucá, afastado na segunda (23) depois do vazamento de um áudio em
que, entre outras coisas, comenta que o impeachment de Dilma pararia com a
sangria provocada pela Operação Lava Jato. Diante dele, Temer rebateu o
discurso de que seu governo busca dificultar investigações.
“Nós
não vamos impedir a apuração com vistas à moralidade pública, à moralidade
administrativa. Ao contrário, nós vamos sempre incentivá-la. Eu tenho dito isso
com uma frequência inaudita, mas, por mais que diga, eu vejo que muitas vezes
sai uma notícia: ‘Ah, tem um esquema pra fazer isso, pra fazer aquilo’. Nós não
queremos isso, ninguém quer. Penso que nem os nomes que de vez em quando são
apontados também o querem. Desejam sim, no estado democrático de direito, em
defesa, farão sua defesa, mas nada que o governo possa interferir”, declarou
Temer.
O
presidente em exercício lamentou também a intolerância que prejudica o Brasil:
“Nós precisamos pacificar, harmonizar o país. O país não pode ficar nessa
situação, porque ‘ah, porque acontece isso, porque eu faço isso, faço aquilo’,
não pode, não. Eu acabei de ressaltar as vantagens da oposição, mas não podemos
permitir a guerra entre brasileiros, a disputa quase física. Isto é
inadmissível. Nós temos os olhos voltados para toda a comunidade nacional. Não
é sem razão. Em muitas e muitas ocasiões, eu tenho reiteradamente afirmando
que, enquanto houver pobreza no país, nós temos que ter os nossos olhos
voltados precisamente para esta categoria”.
Antes
de pontuar as primeiras medidas de seu governo, Temer reafirmou o compromisso com
o diálogo e disse que não tem compromisso com o erro.
“As pessoas se acostumaram a quem está no governo não pode voltar atrás. Quem
está no governo, se errou, tem que ter compromisso com o erro. Nós somos como
JK, nós não temos compromisso com o equívoco; portanto, quando houver algum
equívoco governamental, nós reveremos este fato, de modo que eu vi aqui: ‘Bom,
mas o Temer está muito frágil, coitadinho, não sabe governar’. Conversa! Eu fui
secretário da Segurança Pública duas vezes em São Paulo, e tratava com
bandidos. Então eu sei o que fazer em um governo, e saberei como conduzir.
Agora, meus caros, quando eu perceber que houve um equívoco na fala, um
equívoco na condução do governo, eu reverei essa posição. Não tem essa coisa eu
não errei, eu aceito ter errado. Eu posso errar, mas se o fizer,
consertá-lo-ei”, disse.
Em 13 dias de governo, Michel Temer tem provado que é bastante capaz de recuos.
Por insustentável, abriu mão de Romero Jucá no ministério; por causa de
protestos, desistiu de acabar com o Ministério da Cultura; criticado, se
apressou em nomear duas mulheres em sua equipe. Mas toda essa flexibilidade tem
a ver com a urgente necessidade de apoio popular e de votos no Congresso.
Agora, mais do que nunca, para garantir a aprovação das medidas de
enfrentamento da crise econômica.
Descalço com Kim Novak
"Ninguém mais
antipresidencial. Ele trouxe a gargalhada para a presidência. Nenhum outro
chefe de Estado, no Brasil, teve essa capacidade de rir – e nos momentos mais
inoportunos, menos indicados. Dir-se-ia que ele tinha sempre um riso no bolso,
riso que ele puxava, escandalosamente, nas cerimônias mais enfáticas. Os outros
presidentes têm sempre a rigidez de quem ouve o Hino Nacional. Cada qual se
comporta como se fosse a estátua de si mesmo. Não Juscelino. Quando ele tirou
os sapatos para Kim Novak (que achado genial! que piada miguelangesca!), ele
foi o antipresidente, uma espécie de cafajeste dionisíaco. Eu diria que jamais
alguém foi tão brasileiro. O novo Brasil é justamente isso: – um presidente que
tira os sapatos para uma beleza mundial." (Nelson Rodrigues no jornal Brasil
em Marcha, 10/2/1961)
Informal,
mas nunca vulgar, Juscelino Kubitschek tinha hábitos simples – um dos quais,
tirar os sapatos, fazia a delícia dos fotógrafos. Teria, quando jovem,
machucado um dedo, e sempre que podia liberava os pés – os pés que lhe valeram
fama de exímio dançarino. Mesmo que fosse em presença de uma beldade como a
atriz americana Kim Novak, em cuja companhia foi fotografado – ambos descalços,
numa cena que inspirou bela
página do escritor Nelson Rodrigues.
Filho de Diamantina, adorava
serenata, em especial quando se cantava o "Peixe vivo", canção
folclórica que acabou se convertendo numa espécie de hino com que Juscelino era
saudado em toda parte. Em 1968, por iniciativa do amigo e antigo assessor
Serafim Jardim, gravou texto de apresentação para um disco – JK em
serenata – de seresteiros diamantinenses. Gostava do "Apesar de
você" de Chico Buarque. E de "Fascinação", que pediu para Nat
King Cole tocar e cantar para ele no Palácio do Catete, certo dia de 1959.
Flexível, não se acanhava de mudar
de idéia quando necessário: "Não tenho compromisso com o erro",
insistia. E, se alguma coisa não dava certo – sua tentativa de entrar para a
Academia Brasileira de Letras, por exemplo –, não se deixava abater:
"Vamos virar essa página", dizia. Virou muitas.
s.f.
Gramática Colocação de pronomes pessoais átonos, presos por hífens, entre o
infinitivo e as desinências, no futuro do presente e no futuro do pretérito:
ajoelhar-me-ei, informá-lo-ia, dar-vo-la-íamos, falar-te-á. (Sin.: tmese.)
Eu vi isso no filme Lucky You com o
Eric Bana e Robert Durvall. Assim que um jogador que perdeu todas as fichas sai
da Mesa, o que ganhou dá 2 batidas/socos e o que perdeu retorna com 1 batida.
Qual o significado?
Atualizar: Vou detalhar: Eu
sei que quando alguém dá batidas/soquinhos na mesa, está dando
"Check" ou passando. Porém, no filme "Luck you", creio que
seja algo dos americanos mesmo, pois quando 2 jogadores vão pra "All
In" por exemplo, depois de já ter ganho todas as fichas, o ganhador dá 2
batidas na mesa, e o jogador que perdeu retorna com apenas uma batida. Creio
que seja um sinal de respeito ou de boa jogada.