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sábado, 4 de junho de 2016

Sobre Todas as Coisas

“EU PAGO O PREÇO QUE FOR PELA LIBERDADE DE EXPRESSÃO DA MINHA ALMA.” ZIZI POSSI



Zizi Possi - Sobre Todas as Coisas


Tudo se transformou



Palavras/Tudo se transformou - Zizi Possi no Tom Jazz (21/08/10)



ZIZI POSSI - "Flor do sol" - EP "O mar me leva"


ZIZI POSSI






PUBLICADO EM 04/06/16 - 03h00
LUCAS SIMÕES
Em entrevista ao Magazine, Zizi Possi conta sobre mais um projeto para levar aos palcos neste ano. Além de dois shows mantidos ao mesmo tempo, “Piano e Voz”, com a carreira repaginada em formato acústico, e “Na Sala”, no qual Zizi entoa apenas canções que marcam sua memória afetiva, a cantora vai estrear um espetáculo mais teatral, dirigido pelo irmão, José Possi Neto, e baseado em seu período de depressão.
Como o show “Piano e Voz” alimenta sua carreira hoje? Ele te instiga a coisas novas, mesmo sendo baseado em rever boa parte de sua trajetória?

Eu olho a minha carreira quando estou no palco, quando passo as músicas, claro. Mas o mais importante é que esse show me dá a liberdade de firmar minhas próprias percepções e amadurecê-las ainda hoje. O (pianista) Jether vai escrevendo tudo bonitinho, vamos incluindo canções. Eu vou pedindo um acorde aqui, outro ali. E aí a gente vai ver como é que fica. Ás vezes, uma coisa que soa muito bem num instrumento acaba não soando no outro. É isso o que eu percebo com o tempo de carreira. Bossa nova, por exemplo, eu gosto no violão, no piano eu não sou muito fã. Porque as possibilidades rítmicas do piano te oferecem universos diferentes da bossa nova. Isso é uma coisa minha, pessoal. Mas é claro que eu não sou a dona da verdade. Eu gosto sempre de testar o que canto. Recentemente, com o show “Na Sala”, tenho cantado coisas como Bee Gees, Vicente Celestino, Rita Pavone. Não há estilo, gênero, filtros. Canto canções que marcaram a minha vida, minha infância e adolescência.
Você prepara um espetáculo dirigido por seu irmão, José Possi Neto, que aborda de alguma forma um período difícil para você, certo?

É um espetáculo que tem a ver com música eletroacústica, projeção, ensaios com atrizes e direção. É uma coisa grande. Tudo partiu de um momento meu, uma depressão muito profunda, e o que me salvou foi escrever. E aí, um belo dia, meu irmão, José Possi Neto, perguntou o que eu estava fazendo. Eu estava lendo Nietzsche sem parar. Comecei a escrever, esbarrei com Nietzsche. Musicalmente tenho tudo na cabeça. E pretendo levar para 15 cidades, levar ao menos até as capitais.
Quais influências você teve das mornas de Cabo Verde para gravar o EP “O Mar Me Leva”?

O processo do EP não foi tão profundo a ponto de eu absorver as mornas, esse gênero tão bonito. Eu me apaixonei por uma música, “Olhos Fechados”, que a cantora Mayra Andrade canta. O Zeca Baleiro falou que tinha uma amiga que falava o “crioulo do povo” (língua difundida junto ao português oficial) para traduzir. Aí o Zeca não só me mandou a tradução, como uma versão feita por ele – e logo depois sugeriu que eu gravasse essa junto de outras três à minha escolha. Eu fiquei chocada porque as mornas são muito tristes, muito, e eu não queria cantar nada nostálgico. Por isso, fiz versões fortes, firmes, mas não de saudade. E foi maravilhoso.




ZIZI POSSI
Cantora traz show acústico ao Palácio das Artes, remontando fases da carreira e incluindo versos da música cabo-verdiana






Sobre Todas As Coisas- 1991- Zizi Possi (Completo)



Zizi Possi Sobre Todas As Coisas - Som do Vinil Canal Brasil




Artista: Mayra Andrade
Álbum: Stória, stória... (2009)
Música: Odjus fitchádu
Traduções: CatalãoFrancêsInglês, Português
Português translation
Olhos fechados
Hoje olhei para o céu
o que vi foram estrelas
que me disseram que ias mas não voltavas, meu amor

Pedi aos anjos de Deus
para virem buscar uma mulher
que não quer levar a vida sem o teu amor
teu amor...

Rainha desamparada
procuro o caminho
com a espada e a força da saudade e da dor

Com alma livre no tempo
quero viver com os olhos fechados
para ter-te comigo,
comigo...

Hoje olhei para o céu
o que vi foram estrelas
que me disseram que ias mas não voltavas, meu amor

Pedi aos anjos de Deus
para virem buscar uma mulher
que não quer levar a vida sem o teu amor
teu amor...

Rainha desamparada
procuro o caminho
com a espada e a força da saudade e da dor

Com alma livre no tempo
quero viver com os olhos fechados
para ter-te comigo,
comigo...

teu amor...


Cabo Verde
Odjus fitchádu
Oji ta djobi pa seu
kel ki-m odja foi strélas
ta fl a-m ma-u bai pa-u ka bem más krê-tcheu

Pidi ánjus di Deus
pa bem buska um mudjer
ki ka krê leba se vida sem bu amor
bu amor…

Raínha na dizampáru
m-sta djobi kaminhu
ku spáda i fórsa di sodádi i dor

Ku álma livri na témpu
m-krê vivi ku odjus fitchádu
pa-m tenê-u djuntu ku mi,
ku mi...

Oji ta djobi pa seu
kel ki-m odja foi strélas
ta fl a-m ma-u bai pa-u ka bem más krê-tcheu

Pidi ánjus di Deus
pa bem buska um mudjer
ki ka krê leba se vida sem bu amor
bu amor…

Raínha na dizampáru
m-sta djobi kaminhu
ku spáda i fórsa di sodádi i dor

Ku álma livri na témpu
m-krê vivi ku odjus fitchádu
pa-m tenê-u djuntu ku mi,
ku mi...

bu amor...

letra: mayra andrade
música: idan raichel
a letra pertence à canção segundo a versão do álbum, pode não coincidir com a do vídeo

Copyright:




sábado, 28 de maio de 2016

O moderno e o tradicional

DUTRA: Mas, LULA! Eu entendo a posição do Conselho, não é da tradição da Petrobras, assim sem mais nem menos, trocar um diretor.
LULA: DUTRA, se fôssemos pensar em tradição, nem você era Presidente da PETROBRAS (2002/2005), nem eu era Presidente da República.  

(3:30 – 3:48)

Pedro Corrêa cita nomes de políticos envolvidos na corrupção da Petrobras:



Quatro séculos de modas e costumes

O moderno e o tradicional

Os rituais e a tradição

Elegantes damas


Samba Enredo 1968 - Quatro Séculos de Modas e Costumes
G.R.E.S. Unidos de Vila Isabel (RJ)




Após vários anos pelas divisões inferiores, apenas em 1973, o primeiro sob a administração de Nelson, quando apresentou um enredo sobre a educação, conquistou o vice-campeonato do segundo grupo, retornando à divisão principal. A partir de então, seu irmão Anísio tornou-se patrono e presidente de honra[24] , transformando-se numa espécie de mecenas, e assumindo cada vez mais as decisões na escola.

A história da agremiação, pode ser dividida em duas partes: antes e depois de Joãozinho Trinta, que assumiu o cargo de diretor em 1976, com um enredo em homenagem ao jogo do bicho. Os desfiles assinados são considerados pela maior parte da crítica como antológicos, pois mesmo quando não vencia, provocava admiração nos espectadores.

Brasil Ano 2000

Samba Enredo 1974 - Brasil Ano 2000


Joãozinho Trinta: 'Pobre gosta de luxo' (1980)





Beija Flor 1974 Letra e Samba

domingo, 1 de maio de 2016

PRIMEIRO DE MAIO

MILTON NASCIMENTO



MILTON NASCIMENTO - PRIMEIRO DE MAIO

Enviado em 19 de dez de 2010
Hoje a cidade está parada
E ele apressa a caminhada
Pra acordar a namorada logo ali
E vai sorrindo, vai aflito
Pra mostrar, cheio de si
Que hoje ele é senhor das suas mãos
E das ferramentas
Quando a sirene não apita
Ela acorda mais bonita
Sua pele é sua chita, seu fustão
E, bem ou mal, é o seu veludo
É o tafetá que Deus lhe deu
E é bendito o fruto do suor
Do trabalho que é só seu
Hoje eles hão de consagrar
O dia inteiro pra se amar tanto
Ele, o artesão
Faz dentro dela a sua oficina
E ela, a tecelã
Vai fiar nas malhas do seu ventre
O homem de amanhã


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segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

Paralisa e desintegra





“Os caminhos da liberdade”.


Cinco Sentidos

Conheça quais são os cinco sentidos humanos, características, importância



Visão, Audição, Paladar, Tato e Olfato: os cinco sentidos humanos


Introdução 

corpo humano é dotado de cinco sentidos (capacidades) que lhe possibilita interagir com o mundo exterior (pessoas, objetos, luzes, fenômenos climáticos, cheiros, sabores, etc). Através de determinados órgãos do corpo humano, são enviadas ao cérebro as sensações, utilizando uma rede de neurônios que fazem parte do sistema nervoso.

Visão


É a capacidade de visualizar objetos e pessoas. O olho capta a imagem e envia para o cérebro, para que este faça o reconhecimento e interpretação.


Audição


É a capacidade de ouvir os sons (vozes, ruídos, barulhos, músicas) provenientes do mundo exterior. O ouvido capta as ondas sonoras e as envia para que o cérebro faça a interprestação daquele som.


Paladar


Este sentido (capacidade) permite ao ser humano sentir o gosto (sabor) dos alimentos e bebidas. Na superfície de nossas línguas existem milhares de papilas gustativas. São elas que captam o sabor dos alimentos e enviam as informações ao cérebro, através de milhões de neurônios.


Tato


É o sentido que permite ao ser humano sentir o mundo exterior através do contato com a pele. Abaixo da pele humana existem neurônios sensoriais. Quando a informação chega ao cérebro, uma reação pode ser tomada de acordo com a necessidade ou vontade.


Olfato


Sentido relacionado à capacidade de sentir o cheiro das coisas. O nariz humano possui a capacidade de captar os odores do meio externo. Estes cheiros são enviados ao cérebro que efetua a interpretação.




Shoot Me Dead

Shoot me dead or be good or
Shoot me dead or say that you die for me
Always said, understood and
Always said, understood
And clear to see
Don't waste your time in saying
Don't waste your time in looking for sorrow
I'm as sure of the past as
I'm certain about tomorrow
All I know about you is
All you know about me is misinformation
All we know about death is
All we know about life in the situation
You're eyes try to detect what
You're eyes try to detect in explanations
My eyes are blinded by
The far off look of new expectations
Morena, morena
Morena, morena
Oh! Morena, morena...







Atire em mim morto

Atire em mim morto ou ser bom ou
Atire em mim morto ou dizer que você morre para mim
Sempre disse, entendeu e
Sempre disse, entendida
E claro, para ver
Não desperdice seu tempo em dizer
Não perca tempo em olhar para a tristeza
Estou tão certo do passado como
Eu estou certo sobre o amanhã
Tudo o que sei sobre você é
Tudo o que você sabe sobre mim é desinformação
Tudo o que sabemos sobre a morte é
Tudo o que sabemos sobre a vida na situação
Você está olhos tentar detectar o que
Você está olhos tentam detectar nas explicações
Meus olhos estão cegos pela
O olhar distante de novas expectativas
Morena, morena
Morena, morena
Oh! Morena, morena ...


“Com a morte na alma”









A Tua Presença Morena
Caetano Veloso

A canção foi gravada pela primeira vez por Bethânia e dá título a um disco dela (A Tua Presença) lançado em 1971. Na capa um enigmático perfil (mais cabelos que rosto) em preto e branco e o repertório com Jesus Cristo (Roberto e Erasmo), antigos sambas canções, como Se Eu Morresse Amanhã (Antonio Maria) e Folha Morta (Ary Barroso) e uma em inglês (a nostálgica What´s New, provavelmente a única que ela gravou nessa língua). E no terreno das raridades está também a Bethânia compositora – Mano Caetano, assinada com Jorge Ben, que participa da gravação). E a primeira faixa do lado B é A Tua Presença Morena, mandada por Caetano do exílio londrino, junto com Janelas Abertas Nº2. Caetano gravou A Tua Presença quatro anos depois em Qualquer Coisa lançado em 1975, junto com Jóia.


Bom, mas qual é a história de A Tua Presença Morena? Na tal matéria do Globo, Nana diz que sua favorita dela é A Tua presença. Para surpresa da amiga, Bethânia conta: “Sabe que Caetano fez essa canção para Nossa Senhora? Essa presença é Nossa Senhora. Lindo, né? Ele fez o “Hino a Nossa Senhora da Purificação”, e em seguida fez essa”.



A tua presença

Entra pelos sete buracos da minha cabeça
A tua presença
Pelos olhos, boca, narinas e orelhas
A tua presença
Paralisa meu momento em que tudo começa
A tua presença
Desintegra e atualiza a minha presença
A tua presença
Envolve meu tronco, meus braços e minhas pernas
A tua presença
É branca verde, vermelha azul e amarela
A tua presença
É negra, negra, negra
Negra, negra, negra
Negra, negra, negra
A tua presença
Transborda pelas portas e pelas janelas
A tua presença
Silencia os automóveis e as motocicletas
A tua presença
Se espalha no campo derrubando as cercas
A tua presença
É tudo que se come, tudo que se reza
A tua presença
Coagula o jorro da noite sangrenta
A tua presença é a coisa mais bonita em toda a natureza
A tua presença
Mantém sempre teso o arco da promessa
A tua presença
Morena, morena, morena
Morena, morena, morena
Morena



AS 7 LINHAS DE UMBANDA









“A Umbanda tem nas sete linhas seus fundamentos e só as conhecendo muito bem conseguimos entender a razão de tantos nomes simbólicos usados pelos ‘guias’ espirituais. Temos então:

Estas sete linhas são irradiações planetárias dos Sagrados Orixás Regentes, que são essências indiferenciadas, pois não possuem denominação.
Cada uma dessas essências atuam em um padrão vibratório e estimula os seres que vivem em todas as dimensões do planeta.

A linha Cristalina estimula a Fé (Religiosidade)
A linha Mineral estimula o Amor a Concepção (União)
A linha Vegetal estimula o Raciocínio (Conhecimento)
A linha Ígnea estimula a Razão (Juízo)
A linha Eólica estimula a Ordem (Equilíbrio)
A linha Telúrica estimula o Saber (Evolução)
A linha Aquática estimula a Maternidade (Geração)
Até aí temos sete essências e sete sentidos que se amoldam às mais variadas concepções.



Maria Bethânia









Se em “Shoot me dead” é da solidão do exílio que a morena consola em “A tua presença morena” há uma referência ao livro “Com a morte na alma” (Sartre, 1968).





“O engajamento diz respeito a um certo compromisso com a humanidade, a essa consciência da própria responsabilidade dentro do campo da liberdade de fazer escolhas. O livro “Com a Morte na Alma” fala principalmente sobre isso.”

“A Idade da Razão”, “Sursis” e “Com a Morte na Alma” são livros fazem parte da trilogia Caminhos da Liberdade, do filósofo existencialista francês Jean Paul Sartre.
No primeiro, A Idade da Razão, as questões individuais predominam. No segundo volume da trilogia, Sursis, os acontecimentos políticos revelam que os projetos de vida individuais são, na verdade, determinados pelo curso da história, tornando-se ilusória a busca da liberdade num plano puramente pessoal: a liberdade é sempre vivida "em situação" e realizada no engajamento de projetos voltados para interesses humanos comunitários. Apenas um compromisso com a história pode dar sentido à existência individual. Em Com a Morte na Alma, último romance da trilogia, Sartre nos descreve indiretamente a tese do engajamento gratuito.






Referências:





https://youtu.be/1EnrPaRH4n4






http://setecachoeiras.org.br/as-7-linhas-de-umbanda/