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sexta-feira, 13 de maio de 2016

MADUREZA de volta ao Senado

Fixa as Diretrizes e Bases da Educação Nacional.



Art. 99. Aos maiores de dezesseis anos será permitida a obtenção de certificados de conclusão do curso ginasial, mediante a prestação de exames de madureza, após estudos realizados sem observância do regime escolar. (Redação dada pelo Decreto-Lei nº 709, 1969)    (Revogado pela Lei nº 5.692, de 1971)
         Parágrafo único. Nas mesmas condições, permitir-se-á a obtenção do certificado de conclusão do curso colegial aos maiores de dezenove anos.(Redação dada pelo Decreto-Lei nº 709, 1969) 



Publicado por Camara municipal (extraído pelo JusBrasil) - 58 anos atrás

CRIA UM CURSO MUNICIPAL DE PREPARAÇÃO AOS EXAMES DE MADUREZA. Ver tópico
Faço saber que a Câmara Municipal decretou e eu promulgo a seguinte lei:
Art. 1º - Fica criado um curso Municipal de Preparação aos Exames de Madureza, gratuito e que deverá funcionar nesta cidade, em local a ser designado pela Prefeitura, com a finalidade de preparar alunos, a fim de prestarem exames para a conclusão do Curso Ginasial nos Ginásios Estaduais. Ver tópico
Art. 2º - Esse curso funcionará com um classe, que terá o limite máximo de quarenta (40) alunos e poderá, oportunamente, ser desdobrado de acordo com as suas necessidades. Ver tópico
Art. 3º - Ficam criados nove (9) cargo de professores "Padrão G" Referência I, que deverão fazer parte integrante da Tabela de Padrões e Referências da Lei nº 456, de 7 de dezembro de 1955, cujos candidatos serão nomeados por concurso público, de títulos e provas. Ver tópico
Art. 4º - Para cumprimento da presente lei fica o Prefeito Municipal autorizado, no corrente exercício, a fazer as necessárias operações do crédito, devendo consignar verba própria nos futuros orçamentos. Ver tópico
Art. 5º - O Prefeito Municipal regulamentará esta lei dentro de sessenta (60) dias. Ver tópico
Art. 6º - Esta lei entrará em vigor na data de sua publicação, revogadas as disposições em contrário. Ver tópico
Palácio Rio Branco, 28 de outubro de 1957. COSTABILE ROMANO
Prefeito Municipal




Local: Plenário do Senado Federal da República Federativa do Brasil



Art. 99. Aos maiores de dezesseis anos será permitida a obtenção de certificados de conclusão do curso ginasial, mediante a prestação de exames de madureza, após estudos realizados sem observância do regime escolar. (Redação dada pelo Decreto-Lei nº 709, 1969)    (Revogado pela Lei nº 5.692, de 1971)
         Parágrafo único. Nas mesmas condições, permitir-se-á a obtenção do certificado de conclusão do curso colegial aos maiores de dezenove anos.(Redação dada pelo Decreto-Lei nº 709, 1969)




SENADOR RONALDO CAIADO dá AULA à Vanessa Grazziotin e Esculacha a tese GOLPE no IMPEACHMENT da Dilma



Senador Anastasia coloca á petralha gleisi em seu devido lugar-SENADOR CAIADO É AMEAÇADO PELOS COMU




Gleisi tenta constranger Anastasia, mas relator corrige a petista



Anastasia arrasa Cardozo na comissão do impeachment



Senadora Simone Tebet DETONA JOSÉ EDUARDO CARDOZO - Comissão Especial do Impeachment - 29/04/2016


Aécio Neves chama de "medíocre" o senador Lindbergh Farias em comissão do impeachment 25/04/2016



Gleisi Hoffmann tenta depreciar Janaína Paschoal e é 'calada' por argumentos; veja embate



Senadora desnuda como fraudes fiscais de Dilma acabaram com o Brasil e destruíram a vid,,



Senador parte para a baixaria para desqualificar Janaína e é colocado em seu devido lugar; veja

domingo, 8 de maio de 2016

De Portugal ao Brasil

Isabel Portuguesa na Vila de Noel Brasileiro

Passeio Musical pelas calçadas de pedras portuguesas da Vila brasileira de Noel Rosa





Rainha Santa Isabel na entrada da Universidade de Coimbra

Em Portugal, a calçada portuguesa sofreu um grande impulso após o Renascimento e, sobretudo, com a reconstrução de Lisboa, após o terramoto de 1755. A calçada portuguesa constitui uma forma tradicional de tratamento do espaço urbano que, assumindo valor estetico genuino, nao pode deixar de ser considerada como uma verdadeira manifestação da cultura nacional.
A calçada portuguesa ou mosaico é o nome consagrado de um determinado tipo de pavimentação de passeios e dos espaços públicos de uma forma geral. Este tipo de passeio é muito utilizado em países, regiões, estados ou cidades com o conjunto de identidades culturais da língua portuguesa como Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Macau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe, Timor-Leste e por diversas pessoas e comunidades em todo o mundo.
A calçada portuguesa resulta do calcetamento com pedras de formato irregular, geralmente de calcário e basalto, que podem ser usadas para formar padrões decorativos pelo contraste entre as pedras de distintas cores. As cores mais tradicionais são o preto e o branco, embora sejam populares também o castanho e o vermelho. Em certas regiões brasileiras, porém, é possível encontrar pedras em azul e verde. Nos Açores, onde o basalto predomina, criando um mosaico do mais puro negro brilhante.
A calçada portuguesa, conforme a conhecemos, foi empregada pela primeira vez em Lisboa no ano de 1842. O trabalho foi realizado por presidiários, chamados “grilhetas”, a mando do Governador de Armas do Castelo de São Jorge, Tenente-General Eusébio Cândido Furtado. O desenho utilizado nesse pavimento foi de um traçado simples (tipo zig-zag) mas, para a época, a obra foi de certa forma insólita que motivou versos satíricos dos cronistas portugueses e levou o escritor Almeida Garrett a mencioná-la no romance O Arco de Sant’Anna.
Após este primeiro acontecimento, foram concedidas verbas a Eusébio Furtado para que os seus homens pavimentassem toda a área da Praça do Rossio, uma das zonas mais conhecidas e mais centrais de Lisboa – numa extensão de 8.712 metros quadrados. A calçada portuguesa rapidamente se espalhou por todo o país e colônias, subjacente a um ideal de moda e de bom gosto, tendo-se apurado o sentido artístico, que foi aliado a um conceito de funcionalidade, originando autênticas obras-primas para a (re)qualificação dos espaços públicos,. A preferência pelas pedras confere uma espécie de alternativa aos seixos, que eram de uso comum nos átrios das casas, dos conventos e palácios. As jazidas estavam disponíveis nos maciços na periferia da capital portuguesa composta por pedras de formato irregular, talhadas em forma cúbica, assentes em areia e dispostas em padrões decorativos, tirando partido do contraste entre as pedras de distintas cores.
Em Portugal, os trabalhadores especializados na colocação desse tipo de calçada são os mestres calceteiros. No Brasil, foi um dos mais populares materiais utilizados pelo paisagismo do século XX, devido à sua flexibilidade de montagem e de composição plástica. A sua aplicação pode ser aferida em projetos como o do famoso calçadão da Praia de Copacabana (de Roberto Burle Marx) ou nos espaços da antiga Avenida Central, no Rio de Janeiro, e na Avenida Paulista, em São Paulo.
Atualmente tornou-se um padrão de pavimentação de zonas pedonais, um pouco espalhada por todo o mundo de onde encontramo-la também em todos os Países de Língua Oficial Portuguesa (as antigas colônias), como reminiscência cultural lusitana.
Em 1986, foi criada a Escola de Calceteiros da Câmara Municipal de Lisboa, situada na Quinta Conde dos Arcos. Da autoria de Sérgio Stichini, em Dezembro de 2006, foi inaugurado também um monumento ao calceteiro, na Rua da Vitória, entre as Rua da Prata e Rua dos Douradores, em Lisboa.






Das sarjetas brasileiras da Vila de Isabel para as calçadas portuguesas da Vila de Noel




A VILA NÃO QUER ABAFAR NINGUÉM, SÓ QUER MOSTRAR QUE FAZ CALÇADAS TAMBÉM
FEITIÇO DA VILA


João Batista Vianna Drumond, o Barão de Drumond, natural de Minas Gerais, entrou para a história do Brasil por ter criado o jogo do bicho, uma contravenção centenária que se espalhou por todo o território nacional, a partir do Rio de Janeiro, onde o aristocrata do Império morou a maior parte de sua vida. Mas o jogo do bicho não nasceu como contravenção. Muito ao contrário, o Barão foi o responsável pela formação do primeiro Jardim Zoológico da cidade e, para estimular a visitação ao local onde foi instalado, criou uma loteria premiando quem havia comprado ingresso para ver os bichos. O que fizeram depois com isso é outra história.


ERNESTO NAZAREH

APANHEI-TE CAVAQUINHO



A visão empresarial do Barão exibe seu descortino a partir de 1871, quando manifesta interesse na exploração da Fazenda do Macaco, uma área que Dom Pedro I presenteara a sua segunda esposa, a Imperatriz Amélia de Leuchtenberg, uma princesa bávara, neta da Imperatriz Josefina, mulher de Napoleão. Logo, o Barão obteve concessão para instalar uma linha de ferro carril ligando o centro da cidade do Rio de Janeiro às terras da fazenda. Conseguida a concessão, foi ainda mais longe: propôs à Corte a compra da fazenda com a intenção de fazer ali um bairro novo – a Vila Isabel –, nome escolhido em homenagem à filha do Imperador Dom Pedro II.

Uma companhia urbanizadora foi criada pelo Barão, que decidiu fazer da Vila um bairro de linhas modernas semelhantes às de Paris. Um grande eixo foi traçado em forma de avenida, arborizada no centro. Assim nasceu o Boulevard 28 de Setembro – Boulevard por ser uma avenida de estilo francês e 28 de Setembro por ser o dia em que a Princesa Isabel assinou a lei do Ventre Livre, que tornava livres todos os filhos de escravos nascidos a partir daquela data.

ARY BARROSO

AQUARELA DO BRASIL

Deve-se ao arquiteto Orlando Madalena a idéia genial, lançada em 1964, de construir em Vila Isabel, berço do samba, as chamadas “calçadas musicais", a pretexto de continuar as comemorações do quarto centenário da cidade do Rio de Janeiro.

Era uma idéia simples, mas de uma originalidade sem limites: desenhar com pedras portuguesas, nas calçadas do bairro, as pautas musicais dos autores que marcaram época na música popular brasileira até então, a começar por Chiquinha Gonzaga e com destaque especial para Noel Rosa, o grande compositor da Vila.
ORESTES BARBOSA

CHÃO DE ESTRELAS
O que não faz uma idéia! E pensar que tudo começou quando o arquiteto apresentou a proposta em uma reunião do Lions Clube de Vila Isabel e ela foi logo aprovada por unanimidade. Logo se formou uma comissão de trabalho, que deu ao compositor "Almirante" a incumbência de selecionar as músicas, ao maestro "Carioca" a missão de simplificar as partituras e ao arquiteto Hugo Ribeiro a elaboração do projeto decorativo das calçadas. Depois, foi só procurar a  Prefeitura carioca, que assumiu o projeto e entrou com as pedras e os calceteiros – esses ilustres anônimos que tanto deram de seu esforço e talento para moldar nas calçadas brasileiras as melhores páginas da arte musiva nacional.

Vale uma visita ao local, que é um espaço riquíssimo e de grata memória do Rio antigo. E relembrar Chiquinha Gonzaga: “Ó abre-alas, que eu quero passar”.

JURA

SINHÔ




ter·ra·mo·to |ó|
(latim terrae motus, movimento de terra)
substantivo masculino
1. [Geologia]  Libertação súbita de energia que provoca movimentos da superfície terrestre. = ABALO SÍSMICO, SISMO, TREMOR DE TERRA
2. Grande perturbação.

Sinônimo Geral: TERREMOTO
Palavras relacionadas: 
.

"terramoto", in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2013, http://www.priberam.pt/dlpo/terramoto [consultado em 08-05-2016].

cal·ce·tei·ro 
substantivo masculino
1. Aquele que trabalha no empedramento de estradas, ruas, etc.
2. [Antigo]  Fabricante de calças.
Palavras relacionadas: 
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"calceteiro", in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2013, http://www.priberam.pt/dlpo/calceteiro [consultado em 08-05-2016].

cal·ce·ta·men·to 
substantivo masculino
.Ato ou efeito de calcetar.
Palavras relacionadas: 
.

cal·ce·tar - Conjugar
verbo transitivo
1. Calçar.
2. Empedrar.
Palavras relacionadas: 
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"calcetamento", in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2013, http://www.priberam.pt/dlpo/calcetamento [consultado em 08-05-2016].

pe·do·nal
(latim medieval pedo, -onis, que tem pés grandes, que vai a pé + -al)
adjetivo de dois gêneros
1. Relativo a pedestre.
2. Que só pode ser percorrido a pé. = PEDESTRE
Palavras relacionadas: 
.
2
Parecidas
Palavras vizinhas

"pedonal", in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2013, http://www.priberam.pt/dlpo/pedonal [consultado em 08-05-2016].





segunda-feira, 2 de maio de 2016

EXEMPLO DE PEDRO SIMON...

...de Juiz de Fora




POLÍTICA

30 de abril de 2016 – 07:00
Entrevista: Pedro Simon/ex-senador do PMDB
Por EDUARDO MAIA E RENATO SALLES

Após 58 anos de vida pública, incluindo três mandatos consecutivos de no Senado Federal, o ex-senador Pedro Simon (PMDB-RS) acompanha o desenrolar do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff.
Em visita a Juiz de Fora para uma palestra no Museu de Arte Murilo Mendes Mamm) ontem, ele conversou com a Tribuna na sede do Instituto Itamar Franco, no Museu de Crédito Real. Além de elogiar a operação Lava Jato, afirmou que o vice-presidente Michel Temer é capaz de unificar o país a partir do diálogo entre todas as forças políticas. No entanto, considera que o ‘toma lá dá cá’ entre partidos não pode guiar as negociações em um novo governo.
- Tribuna – Como o senhor vê hoje o cenário político no país?
- Pedro Simon – Eu acho a situação muito delicada. Tenho insistido que há uma diferença de hoje para todas as crises que vivemos no passado. Ao longo da história, deputado, senador, gente importante não ia para a cadeia. Cadeia era lugar para povão, para ladrão de galinha. De uns anos para cá, temos verdadeiramente uma limpa, nos mínimos detalhes. Vários empresários estão na cadeia, políticos, o líder do Governo no Senado estava na cadeia. O Supremo está aceitando [as denúncias]. Pela primeira vez, está acontecendo o que nunca aconteceu na história do Brasil.
- O senhor acredita que, se aprovado o impeachment e num eventual governo Temer, haverá a continuidade da operação?
- Tudo está sendo investigado e provado. O importante, nesse debate todo, é continuar a operação. Sinto que tem muita gente de um lado e do outro que está querendo parar. A operação não envolve apenas o PT. Envolve PMDB, PSDB, um monte de gente. O primeiro compromisso de honra que temos que assumir é continuar a Lava Jato até que se chegue a um ponto final.
- Pela sua experiência, o senhor acredita na aprovação do impeachment?
- Todas as informações que a gente tem hoje indicam que sim. O impeachment vai além das pedaladas. As pedaladas são graves, de maior significado, mas o importante é o que aconteceu no terreno da corrupção, na Petrobras, os empréstimos que foram feitos na Venezuela e Cuba são secretos. Essa questão é o fato mais importante que o PT quer desviar, ficar só nas pedaladas. Até o povo não termina entendendo direito o que é. Eu vejo que o processo tem que ir adiante e as questões graves que existem tem que ser apuradas.
- Se confirmada a possibilidade de o PMDB chegar ao comando, o senhor vê Michel Temer como capaz de unificar o país?
- Fui amigo de todas as horas do Itamar [Franco, ex-presidente]. Digo o seguinte: quando ele assumiu, as pessoas não achavam que ele seria capaz. Era um homem teimoso, radical, tinha suas idéias, era duro. Não era de imaginar que o Itamar era o homem de dirigir o país, mas ele fez pela maneira séria de administrar, teve essa rigidez.
- Mas o senhor vê isso no Michel Temer?
- Isso eu vejo. O Michel é um homem competente. Tem condições de fazer. O problema são os compromissos dele. Ele é presidente do PMDB e fez um entendimento com o PSDB. Tem o PSB, o PTB, eu não sei como ele vai agir, se ele vai conseguir. O Itamar faria: um monte de gente que ficou do lado dele na hora do impeachment tratou como amigos e mais nada. Não teve troca. Essa maneira de ser, de agir, é que vai ser discutida. Por outro lado, o Itamar não teve pela frente alguém do antigo Collor, que queria fazer oposição, tentando não deixar que o Governo fosse adiante. Mas o PT fala de uma maneira, na minha opinião exagerada, convocando as pessoas para irem às ruas.
- A governabilidade estaria garantida em um novo governo?
- Somos o maior partido, temos o maior número de governadores, de prefeitos. Para presidente elegemos Tancredo. E ficou o Sarney. Criou-se esse problema. Esse termo político de governabilidade, de que um partido tenha que fazer aliança para governar. É um troca-troca, é dando que se recebe. E se nosso amigo for para esse lado, vai ser muito complicado. Primeiro lugar, porque quer diminuir os ministérios de 35 para 20, 22. Ele não vai encontrar espaço para tantos ministros. Ele vai ter que tentar um projeto, uma ação para adquirir confiabilidade. Os estados estão entrando com ação no Supremo, para decidir sobre as dívidas estaduais. Ele vai ter os governadores em guerra e do outro lado o Ministro da Fazenda que diz que não pode. Todos esses problemas são difíceis.
- Como ele poderá encontrar uma saída?
- Logo que assumiu, o Itamar reuniu todos os partidos. Reuniu todos nós no palácio, colocou todos os ministros, a gente discutiu: ‘Quero dizer aos senhores que quero fazer um governo de entendimento. E, para isso, fazer um compromisso, vamos tomar essa decisão conjunta’. Eu espero essa postura. Mas fico preocupado, esses nomes já saíram no jornal, esses cargo. Embora ele tenha que fazer isso, deveria ser feito com mais sigilo, mais internamente.
- O vice-presidente estaria antecipando?
- Eu entendo o motivo dele. O processo está no Senado e pode ser que daqui três ou quatro dias ele tenha que assumir.
- Como avalia a postura do presidente da Câmara até agora e num eventual governo Temer?
- Com toda a sinceridade, eu acho que é uma figura que foi importante para a organização da Câmara. Enquanto o processo dele está na Comissão de Ética e não sai, ele tem uma rapidez, uma agilidade impressionante. Mas eu acho que a melhor coisa que ele poderia fazer é renunciar à presidência. O grande problema é ele virar vice-presidente.
- O STF poderá pedir o afastamento do presidente da Câmara?
- Eu não sei se há profundeza jurídica. Acho que o Supremo está com os casos dele e, passado o problema do impeachment, logo tem a obrigação de julgar.


30 de abril de abril às 08:00 – Por Cesar Romero

O prefeito Bruno Siqueira, o ex-senador Pedro Simon, o ex-prefeito Tarcísio Delgado, Marcelo Siqueira e Renato Villela no jantar do Constantino Hotel (fotos ANDRÉA OTTONI)


Também na noite, Ivete Simon e a primeira-dama Daniele Siqueira



Ruth Costas
Da BBC Brasil em São Paulo
9 dezembro 2015






Image copyrightABrImage caption
“Após redemocratização, Simon foi senador por três mandatos consecutivos, entre 1991 e 2015
Para o ex-senador e líder histórico do PMDB Pedro Simon, de 85 anos, um eventual governo do hoje vice-presidente Michel Temer seria uma "reedição" da gestão Itamar Franco (1992 – 1995).
‘No seu governo, Itamar não teve uma crise, um escândalo de corrupção. Ele lançou o real, fez o Brasil mudar’, opina.
Itamar era vice-presidente no governo Fernando Collor (PRN) e assumiu o poder após um processo de impeachment. "(Temer) iria governar com todo mundo, teria o mesmo estilo e a mesma forma (de Itamar)", defende Simon, que foi senador pelo PMDB por 24 anos e apoiou a ex-senadora Marina Silva nas duas últimas eleições presidenciais.
O ex-senador nega, porém, que Temer seja ‘oportunista’ e que o PMDB esteja se preparando para assumir o poder diante da perspectiva da abertura de um processo de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff.”




Editorial da Tribuna de Minas
1 de maio de 2016 – 07:00
Ex-senador defende legado de Itamar e continuidade da Operação Lava Jato com qualquer Governo
POR TRIBUNA
Na sua passagem por Juiz de Fora, onde veio para palestra a convite do Instituto Itamar Franco, o ex-senador Pedro Simon defendeu a continuidade da Operação Lava Jato a despeito do desfecho do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff. No seu entendimento, trata-se de uma operação em defesa do país, da moralidade, e que não se esgota nas instâncias do Governo. Na trincheira da oposição, também há investigados, e, por uma ação de Estado e não de Governo, ela tem que ir adiante. Simon fala com propriedade. Com histórico de probidade, típico de uma geração de políticos que via no mandato um sacerdócio, e não atalho para causas próprias, citou Itamar Franco nas diversas vezes em que foi instado a prestar seu depoimento. O ex-prefeito de Juiz de Fora ocupou a Presidência da República também numa quadra difícil do país, quando o titular, Fernando Collor, foi apeado pelo Congresso. Nos seus dois anos, mostrou que é possível governar sem se comprometer com questões menores. Itamar não transigia com o ilícito.

Simon lembrou também o ‘modus’ de governar que se tornou rotina na instância de poder, inaugurado por José Sarney, único vice que exerceu o mandato em sua plenitude, já que Tancredo Neves morreu antes da posse. Para ficar à frente do Governo, fez acordos de toda sorte com os partidos, algo comum hoje, no presidencialismo de coalizão. E o resultado é o que se vê: presidentes acuados por partidos com largo apetite e um Congresso de joelhos em busca de cargos e vantagens. Nesse jogo, não há garantias, bastando o primeiro impasse para as relações se comprometerem. A presidente Dilma, que nunca foi afeita ao diálogo com os parlamentares, mudou seu estilo, transigiu nos acordos e, mesmo assim, viu sua base ruir na votação do relatório do impeachment na Câmara Federal.

Não há previsões de mudança, bastando ver os atos iniciais de Michel Temer, que sequer se sentou na cadeira presidencial. São nomes indicados por diversos partidos e articulações para ocupação de espaços. Tudo, pois, continuará como dantes, embora todos saibam que não se trata do melhor caminho. O pior desse enredo, porém, é que não se encontrou o meio ideal, pois o parlamentarismo, que poderia amortizar tais crises, não é aceito pela opinião pública.”




O tradicional Calçadão da Halfeld em Juiz de Fora



quarta-feira, 27 de abril de 2016

A ética na política

26 DE ABRIL DE 2016





Pedro Simon é testemunha dos fatos mais relevantes da história recente do país (Foto: Divulgação)
Com a experiência de 58 anos de vida pública, o ex-senador Pedro Simon (PMDB-RS) analisará a atual conjuntura brasileira na palestra “A ética na política e o momento político” na próxima sexta-feira, dia 29, às 20h, no Museu de Arte Murilo Mendes (Mamm) da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF).
O político, que exerceu seu último mandato até fevereiro de 2015, é testemunha dos fatos mais revelantes da história recente do país. A partir de um panorama histórico, Simon descreverá a situação política do Brasil desde o primeiro governo Getúlio Vargas, nos anos 1930, até a presidência de Dilma Roussef, passando pelas administrações de Jânio Quadros, João Goulart, todas as fases do Regime Militar, sua participação nas “Diretas Já” e no Governo José Sarney, no impeachment de Fernando Collor e como líder do Governo Itamar Franco.
Neste ponto, devido à proximidade com o ex-presidente juiz-forano, Simon falará da robustez ética e da eficiência administrativa de Itamar na condução do país durante o período de crise.
Promovida pelo Instituto Itamar Franco em parceria com o Memorial da República e com o Mamm, a palestra de Pedro Simon é a primeira de um projeto que pretende trazer importantes personalidades do país para discutir política e temas afins, a cada pelo menos dois meses.
As palestras são abertas ao público e têm entrada franca.
História política 
Filho de imigrantes libaneses, o advogado e professor Pedro Simon nasceu em Caxias do Sul (RS) em 31 de janeiro de 1930. Hoje com 86 anos – e  quase 60 de vida pública ininterrupta -, Pedro Simon começou sua atuação política no movimento estudantil, como dirigente de grêmios acadêmicos e presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE). Elegeu-se pela primeira vez em 1958 para vereador de sua cidade, exerceu quatro mandatos de deputado estadual (1962-1978) e foi eleito senador da República pelo PMDB em 1978.
Pedro Simon também foi ministro da Agricultura em 1985, no Governo Sarney, por indicação de Tancredo Neves, e governador do Rio Grande do Sul (1986-1990), sendo o único governador a reduzir a dívida do estado. Em 1989, foi novamente eleito senador, cumprindo quatro mandatos consecutivos até 31 de janeiro de 2015.
Entre suas realizações políticas destacam-se a organização do movimento de oposição ao Regime Militar; a coordenação da campanha das “Diretas Já”, a luta pela anistia e a implantação do III Polo Petroquímico do Rio Grande do Sul. Como ministro, lançou o projeto de criação de cisternas para erradicar a seca crônica do Nordeste. Também foi articulador da aprovação do Plano Real.
O Mamm fica localizado na rua Benjamin Constant 790, no Centro da cidade.




O ex-político diz que a situação de Itamar era muito diferente da vivida por Temer




Reuters
POLÍTICA ENTREVISTA09: 11 - 24/04/16POR NOTÍCIAS AO MINUTO
O ex-senador gaúcho e um dos fundadores do PMDB Pedro Simon afirmou em entrevista ao jornal 'Folha de S. Paulo' estar "chocado" com a articulação do vice-presidente Michel Temer para organizar um eventual governo antes da concretização do impeachment de Dilma Rousseff.
PUB
"Isso que o Temer que está fazendo, de já querer organizar o governo, soa mal. Tinha que ser mais sigiloso, sem estar no jornal. Não é simpático. Ele está meio isolado", reflete. "Fico chocado quando vejo o coitado do Temer falando com A, B ou com C, acho que não era por aí. Mas também não vejo outra saída", continua.
Simon diz ainda que Temer está em uma posição complicada. "(O PT) Está deixando o Temer em uma situação muito difícil porque o PT, já sentindo que não vai ganhar [a votação no Senado], vai fazer de tudo para destruir o governo que vem depois. Esquece da desgraça que pode acontecer com o país com essa hecatombe", comenta.
Sobre as diferenças entre Itamar Franco (vice de Collor) e Temer, o ex-político diz que a situação naquela época era muito diferente. "Ele conseguiu fazer um entendimento, fez [a transição] com tranquilidade, sem ódio nem rancor. O Itamar não fez acordo com nenhum partido e chegou a uma situação de fazer um baita de um governo. O Temer tem que dar um sentido maior. Tem que ter um pouco de grandeza", pondera.
Simon defende que sejam feitas novas eleições e apoiou Marina Silva em 2014. Ainda segundo o jornal, naquela época Simon previu que a presidente não permaneceria quatro anos no cargo se vencesse a disputa.
O ex-senador disse ainda que a OAB e a CNBB devem agir como mediadores da crise porque "o Congresso não tem gente de muita tradição ou biografia".





Senador Pedro Simon
14 de janeiro de 2015 



É PRECISO IR PARA AS RUAS
O senador, que se aposenta no mês que vem, diz que o novo governo começa melancólico e sem rumo e que só a pressão popular pode produzir as mudanças de que o Brasil precisa
Por Adriano Ceolin
No mês passado, a tribuna do Senado foi palco pela última vez da oratória inflamada do senador Pedro Simon (PMDB-RS). Depois de quase sessenta anos na política, 32 deles no Senado, o gaúcho de Caxias do Sul se despediu do Congresso com um discurso de quatro horas, ao fim do qual chorou e foi aplaudido de pé por seus pares. Fundador do MDB e um dos líderes da campanha pela volta das eleições diretas, em 1984, ele apoiou a candidatura de Lula à Presidência e, no primeiro mandato de Dilma Rousseff, chegou a montar um bloco de parlamentares que daria suporte às medidas saneadoras da presidente no campo ético. Hoje, afirma que o petista foi "a maior decepção" de sua carreira e que Dilma se vergou ao toma lá dá cá e ficou "igual aos outros". Em entrevista a VEJA, Simon diz por que considera que a política brasileira vive "um momento dramático" e o que, na sua opinião, poderá mudar essa situação.
O senhor está se aposentando depois de quase sessenta anos na política. Nessa área, o país está melhor hoje do que no passado?
- Nunca vi um momento tão dramático como este que o país vive hoje. Estamos diante de um dos maiores escândalos de corrupção do mundo, o petrolão. Eu era menino quando Getúlio Vargas se matou. Mais tarde, vi Jânio Quadros renunciar com sete meses de mandato. Tivemos crise para tudo o que é gosto. Mas nunca vi uma situação tão complicada quanto a de agora.
Por quê?
- Vimos o fim de um governo melancólico e agora assistimos ao começo de outro governo igualmente melancólico. Acabamos de ter uma eleição democrática. O povo se manifestou. Um candidato ganhou e o outro perdeu, mas há uma interrogação no ar. A presidente da República teve dificuldades até para montar o ministério porque estava na expectativa do término da Operação Lava-Jato. E se o ministro fulano estiver na lista de envolvidos na operação? E se beltrano estiver também? Uma situação que nunca havia acontecido. Acabamos o ano com dois ministros da Fazenda. Saiu a notícia de que a presidente da Petrobras pediu demissão, mas a presidente da República não a deixa sair. Parece que a Dilma não tem quem colocar no lugar. É muita desgraça. A presidente acaba de ser eleita e a impressão que dá é a de que não tem comando.
O senhor chegou a apoiá-la no início do primeiro mandato.
- Lula soube vender tão bem a imagem da Dilma que eu acreditei na capacidade dela. E o começo do seu primeiro mandato de fato impressionou. Ela mandou embora seis ministros em seis meses, porque haviam sido citados em casos de corrupção. Eu fiquei solidário a ela. Cheguei a articular um bloco de parlamentares com os quais ela pudesse contar, para que não ficasse à mercê de chantagens no Congresso. Mas, principalmente após as manifestações de junho, ela se entregou e voltou a fazer de novo o troca-troca por cargos. Ficou igual aos outros.
Dos presidentes que o senhor conheceu, algum surpreendeu?
- O (José) Sarney é uma força da natureza, nasceu para estar no poder. Sempre esteve e sempre vai estar, mesmo fora do Senado. Talvez só dom Pedro II tenha ficado mais tempo no poder do que ele. Com o (Fernando) Collor tive uma passagem curiosa. Fomos eleitos para o cargo de governador no mesmo ano, em 1986, ele por Alagoas e eu pelo Rio Grande do Sul. Logo em seguida, ele me procurou, propôs que eu saísse do PMDB para criar um partido e disputar a Presidência da República. Achei-o louco. Itamar Franco era muito humilde, tímido até, mas sabia dizer não. Na verdade, gostava muito de dizer não. Fernando Henrique era o contrário. Não sabia dizer não e achava que era a melhor cópia de Deus na Terra. Já o Lula foi a maior decepção de toda a minha carreira.
Por quê?
- Porque ele tinha uma bandeira, tinha uma história, e agora está morrendo abraçado ao José Dirceu. Aos mensaleiros e aos ladrões da Petrobras. Quando ele apareceu, todos ficamos encantados com sua liderança no sindicato dos metalúrgicos e, em seguida, na criação do PT. Depois de perder três eleições, chegou lá, fez um governo com ações importantes, especialmente na área social. Ele era a grande esperança do povo brasileiro. Mas, infelizmente, fechou os olhos para a corrupção. Deixou acontecer mensalão, petrolão. Todos esses escândalos têm uma origem — que é ele, por ação ou omissão. Se não tivéssemos tido tudo isso. Se tivéssemos feito um governo austero, o Brasil hoje seria diferente, muito melhor. Por tudo isso, Lula é a grande decepção da minha vida pública.
O governo recentemente atropelou o Congresso impondo um novo cálculo do superávit fiscal. Como o senhor avalia a relação do Congresso com a presidente Dilma?
- A manobra fiscal foi um ato absurdamente irresponsável. Dilma conseguiu fazer isso, e ainda obter a aprovação pelo Congresso, porque mantém vivo o troca-troca por cargos, por emendas. É lamentável esse tipo de relação. E o governo ainda teve a audácia de condicionar a aprovação da meta ao aumento de 700 000 reais no valor das emendas parlamentares. Isso foi quase que oficializar a corrupção. Infelizmente, não há perspectiva de melhora. Nenhum dos últimos três presidentes teve uma relação republicana com o Parlamento. Tudo ficou na base do toma lá dá cá. Dilma manteve isso agora, ao montar seu ministério. Ela, que havia sido apresentada como uma técnica competente, dividiu seu governo entre partidos, pois sabe que vai precisar do Congresso neste ano, quando veremos o aprofundamento das investigações da Petrobras.
O senhor concorda com o que dizia Ulysses Guimarães, que um novo Congresso é sempre pior que o último?
- Costumo dizer que não se podem esperar iniciativas do Congresso Nacional. O povo precisa pressionar os parlamentares. O Congresso é um ajuntamento de corporações — sindicatos, empreiteiras, multinacionais. Ninguém ali fala pelo povo. Se deixar tudo calmo, não fazem nada, ou só fazem coisas de interesse de determinados grupos. Por isso, sempre digo: não esperem nada do Congresso. Só tem mudança com povo na rua. Foi assim nas grandes questões.
Como a campanha das diretas já, por exemplo?
- Sim, quando acabamos com a ditadura. O povo foi para as ruas pedir eleições diretas para presidente. Não conseguimos, mas tiramos os militares e elegemos o Tancredo, um democrata, no Colégio Eleitoral. No impeachment foi a mesma coisa. A mocidade foi para a rua, vestiu preto, e o Collor foi cassado. O julgamento do mensalão aconteceu porque o povo debateu, discutiu e pressionou. Teve gente que foi para a frente do Supremo Tribunal Federal. Teve gente que reclamou pela internet, mandou carta para os ministros. E todo mundo acompanhou pela TV, pela imprensa. O resultado foi extraordinário, com a prisão da cúpula do PT — um partido que eu vi nascer tão bonito, cheio de ideias, de gente boa. Eu acreditava muito no PT, achava que poderia ser o que o MDB deixou de ser após chegar ao poder. Mas me enganei. O partido deixou de representar a ética na política. Hoje as pessoas votam no PT porque têm medo de perder o Bolsa Família. É por isso que o Lula não deixa transformar o programa em política de Estado permanente.
O senhor sempre disse que no Brasil "só ladrão de galinha vai para a cadeia". O julgamento do mensalão mudou essa convicção?
- Na verdade, é só o começo. É preciso avançar, e é o povo que tem de fazer acontecer. Tem de ir para a rua, tem de cobrar, tem de usar a internet e as redes sociais. Só com o povo é que faremos as mudanças. Agora, o mensalão parece brincadeira de criança perto do que foi o roubo na Petrobras. Meu Deus do céu! A Petrobras era uma das dez maiores empresas do mundo, um orgulho nacional. E ela acabou sendo usada para fazer o maior escândalo de corrupção que o Brasil já teve. E, se você acompanhar a imprensa internacional, vai ler análises que dizem que se trata do maior escândalo que já aconteceu em qualquer país democrático e desenvolvido. E uma vergonha para nós. E infelizmente o governo do PT ganhou a eleição. Valeu mais o Bolsa Família do que um escândalo desse tamanho.
A oposição tem responsabilidade nisso?
-Sim. O PT, quando estava do outro lado, fez uma oposição brilhante. Não deixava escapar uma vírgula. Já no governo, o PT foi muito pior que o PSDB. Os tucanos não souberam fazer oposição, eles não conseguem.
O senhor estava apoiando Eduardo Campos na última eleição. Tinha esperança de que ele pudesse fazer diferente?
- Em primeiro lugar, eu achava que tinha de quebrar um pouco essa polarização PT-PSDB. O Eduardo mostrava que queria fazer a política de um jeito novo, sem ficar negociando carguinho de quinta categoria com o Congresso. Depois que o partido da Marina (Silva) foi vetado pela Justiça Eleitoral, eu disse a ela que se filiasse ao PSB e formasse uma chapa com ele. Além disso, Eduardo tinha escola, a escola de Miguel Arraes, com quem eu convivi no PMDB. Como gestor, também havia se mostrado competente ao fazer um grande governo em Pernambuco. Então, o Eduardo e a Marina como vice eram a minha grande esperança. Ao fim das atividades do Congresso em 2014, o senhor devolveu 1,4 milhão de reais da sua cota de passagens aéreas, algo incomum no Congresso. Esse dinheiro não era meu. É um dinheiro que eu podia ter usado para exercer minhas atividades como parlamentar. Mas, como não houve necessidade, eu tinha de devolver.
Quando se tornou vereador em Caxias do Sul no ano de 1958, o senhor imaginava que chegaria aonde chegou?
- Jamais. Eu era um professor de direito e atuava no tribunal do júri. Modéstia à parte, eu era bom. Entrei na política por acaso. Nasci em Caxias, mas morava em Porto Alegre. Meu título era de lá. Colocaram-me para ser candidato e eu ganhei. O vereador é o político mais importante que existe, pois fica mais perto do povo. Eu gostava de ser vereador — sobretudo de fazer atividades culturais com debates. Era um sucesso, toda a cidade participava. Em seguida, fui candidato a deputado estadual com pouco mais de 30 anos. Um ano depois veio a ditadura e mudou toda a minha vida. Cassaram e mataram tanta gente no Rio Grande do Sul que praticamente só sobrou a mim para ser o presidente do partido. A partir daí, eu não mais conduzi. Fui conduzido.
Como político, qual é sua principal característica?
- O que me caracteriza é a coerência. Sou o que sou. Para fazer meu discurso de despedida do Senado, usei como esboço meu discurso de formatura na faculdade. As linhas gerais eram as mesmas. Eu não mudei.
Qual o legado que o senhor deixa para a política?
- Não deixo legado. Eu não sou ninguém. Sou apenas velho, com quase 85 anos. Quero continuar fazendo política. Pretendo ir a debates, palestras. Estamos passando por um momento delicadíssimo. Vou procurar a Ordem dos Advogados do Brasil, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil. A gente tem de fazer uma pauta de discussões para levar ao governo. Não preciso de mandato no Congresso para isso.
Vai sentir saudade do Senado?
- Está acontecendo muita coisa no Brasil. O Senado vai ser quente neste ano que está começando. Dá até vontade de adiar a minha saída. Essa história da Petrobras, de empreiteiros presos, de Estados Unidos e Cuba retomando relações... É tanta coisa. Mas vou para casa numa boa.




Publicado em 3 de Agosto de 2009 por luiscarlosgusmao





 O senador Pedro Simon (PMDB-RS) afirmou que só deixa a legenda se for expulso. A declaração é uma resposta à nota divulgada pelo partido, que pediu aos parlamentares que criticam o PMDB, que deixem a base (veja aqui).
No texto, não há citação dos políticos que devem abandonar o partido, mas o gaúcho se sentiu um dos alvos do documento. “Há tempos eles querem a minha saída. Eles gostariam muito que eu saísse. Vou ficar defendendo a memória do velho Movimento Democrático Brasileiro”, contou.
Simon é um dos peemedebistas que usou a tribuna do plenário para pedir, no último dia 14 de julho, a renúncia do colega e presidente da Casa, José Sarney do cargo exercido. Ele promete repetir o discurso amanhã, quando os trabalhos no Senado recomeçam depois de 17 dias de recesso parlamentar.
Além de Simon, outro membro da legenda que defende a saída de Sarney e alega que o PMDB tem se envolvido em corrupção é Jarbas Vasconcellos (PE).
Na nota do partido, o presidente licenciado Michel Temer, e a presidente em exercício Íris de Araújo (GO) afirma que “o PMDB acata com humildade o descontentamento de alguns poucos integrantes que perderam espaço político e apostaram na fama efêmera oriunda de acusações vazias. E faz isso porque acredita piamente na democracia. A estes, o recado: podem deixar a legenda o quanto antes sem risco algum de perder o mandato. Ganharão eles, porque deixarão de pertencer ao partido do qual falam tão mal, e ganhará o PMDB, por tornar-se ainda mais coeso e musculoso”.
Com informações do G1.