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sexta-feira, 13 de maio de 2016

Plínio Profetizando, Velho e Novo

Plínio, o Novo


Plínio de Arruda Sampaio detona Dilma .
     


Plínio ARRUDA rouba a cena e provoca rivais em debate presidencial



PLINIO VS DILMA - Debate Record Eleições 2010



Plínio dá aula de política exterior para Serra



Lembrem-se: O Plínio avisou!



Plínio declara - Dilma é uma farsa - Debate Gazetta-Estadão 08-09-2010




Considerações finais (5) Debate Globo 30-09-2010




Plínio de Arruda avalia vitória de Dilma




Plinio comenta vitória de Dilma



Méritos: falou com antecedência do que viria e não teve vida para tripudiar sobre a morte política da antagonista.



Por: Reinaldo Azevedo  09/07/2014 às 20:29




Plínio de Arruda Sampaio, que morreu nesta terça, aos 83 anos: Lula ficou longe
Eu não concordava com praticamente nada do que pensava e dizia Plínio de Arruda Sampaio, que morreu nesta terça de câncer, aos 83 anos, e foi sepultado nesta quarta. Há coisa de uns três ou quatro anos, tivemos um debate bastante azedo na Faculdade de Direito da USP. Ele não teve receio nenhum de dizer o que pensava sobre as minhas opiniões e as minhas escolhas políticas, e eu idem. Alguns tentaram colar em mim a pecha de agressivo porque eu não teria respeitado a sua idade — coisa de que ele, obviamente, não reclamou porque, também para bater, ele não pensava no assunto. Há pouco mais de um ano, ainda nos encontramos num bate-papo promovido pela revista “Imprensa”, aí numa conversa cordialíssima. Era um homem inteligente e educado no trato pessoal, que fez uma trajetória curiosa: o tempo o foi conduzindo cada vez mais para a esquerda. Como tinha formação intelectual bastante sólida, às vezes eu chegava a desconfiar de sua adesão a certas ideias. Eu julgava impossível que ele não soubesse que algumas contrariavam a aritmética. Era, no entanto, um militante político em sentido, vá lá, clássico (ou ortodoxo): mais valia a coerência política do que a aritmética.
Não é verdade que sempre tenha sido um homem de esquerda, como li em muitos lugares. Era, como ele próprio chegou a admitir mais de uma vez, o que se chamava um “conservador”, do Partido Democrata Cristão. Foi secretário de Carvalho Pinto. Nesse grupamento, aí, sim, alinhava-se com algumas teses da ala progressista da Igreja Católica. E foi caminhando para a esquerda, fundou o PT e dele se desligou para criar o PSOL. Tinha um pensamento até certo ponto curioso: digamos que fosse marxista nos meios, mas não na teoria. E se acrescente — no Brasil, nunca é demais — que jamais pesou qualquer sombra de dúvida sobre a sua honradez pessoal.
Muito bem! Políticos das mais diversas correntes compareceram a seu velório: muitos deles ligados à esquerda e ao PT; outros, a partidos aos quais Plínio se opunha, como é o caso dos tucanos Geraldo Alckmin, governador de São Paulo, e de José Serra, ex-governador e ex-prefeito, com quem Plínio chegou a dividir uma casa nos EUA, no tempo de exílio.
Pois é… Plínio foi um fiel militante petista — nunca submisso, isso é verdade — desde a criação do partido até a sua decisão de romper com a legenda para se filiar ao PSOL. Por mais que eu discordasse também da crítica que ele fazia ao PT — onde ele via os problemas, eu enxergava algumas poucas virtudes —, sua crítica sempre foi de natureza política. Jamais enveredou para o terreno do ataque pessoal. Lula, não obstante, pouco importa o pretexto, não compareceu a seu velório.
Foi uma decisão mesquinha. Gostemos ou não disto — eu, deixo claro, não gosto —, Lula é uma das lideranças mais importantes do país e é certamente uma das referências da militância alinhada com a esquerda — ainda que seu esquerdismo tenha um viés muito particular (Plínio também diria isso por motivos distintos dos meus). Não tem jeito, não! O Babalorixá de Banânia não perdoa ninguém que desafie a sua liderança, não importa se dentro ou fora do arco de forças da esquerda.
A decisão de não comparecer ao velório remete a uma deformação moral de que já tratei aqui muitas vezes: Lula é capaz de se oferecer para lavar a biografia do pior sacripanta se este lhe cair aos pés e jurar fidelidade. E não hesita um minuto para enlamear a reputação de uma pessoa digna se esta resistir a seus encantos.
Não comparecer ao velório de Plínio é de uma grosseria política e de uma mesquinhez inaceitáveis.






Plínio, o Velho


História Natural (no original em latim, Historia Naturalis) é uma enciclopédia escrita por Caio Plínio Segundo (conhecido também como Plínio, o Velho), filósofo e naturalista que viveu entre 23 d.C. e 79 d.C. e morreu na famosa erupção do vulcão Vesúvio, responsável pela destruição de Pompeia, Herculano e outras vilas menores ao redor. Apesar de ter composto vários outros trabalhos científicos e filosóficos, a História Natural é o único trabalho de Plínio que chegou até nossos dias, sendo também um dos maiores textos em volume que resta da época da antiga Roma, e ainda por cima, completo.
É consenso entre os historiadores que a História Natural é o último trabalho de Plínio, cuja violenta morte o impediu de fazer uma revisão mais criteriosa de seu texto. Dividida em 37 livros, a obra pretendia cobrir todo o campo de conhecimento explorado pelo homem da antiguidade clássica, e tomava por base as fontes mais confiáveis ao alcance do autor.
O título desta enciclopédia, à primeira vista, pode levar a conclusões equivocadas, pois ela não é essencialmente um trabalho de história, ou relato de fatos passados, mas sim um relatório ou pesquisa. Do mesmo modo, o termo "natural" utilizado no título tinha o sentido, na época de Plínio, de se referir a toda a cultura conhecida, seja esta construída pela natureza ou pelo homem. Uma interpretação mais satisfatória do título original em latim, para o português contemporâneo seria algo como "Pesquisa Cultural".
O desejo de Plínio com monumental obra, acredita-se que era a de legar uma contribuição romana ao conhecimento humano, que na sua época permanecia ainda território dos gregos. O cidadão romano médio costumava receber uma formação mais prática, voltada para o cotidiano, dentro de um Estado obcecado com as conquistas territoriais e a riqueza que estas podiam render.
Nesta enciclopédia, que de acordo com o próprio autor em seu prefácio, seria a primeira do gênero (afirmação controversa), Plínio oferece todos os tipos de informação crítica, mencionando fontes, e por vezes relatas curiosidades como a que está em seu catálogo de pessoas que atingiram uma idade avançada, onde menciona um homem de Bolonha, que teria morrido com a idade de 150 anos (ao menos, ele teria sido um contribuinte por 150 anos).
Entre os volumes não há um critério real de separação das áreas de conhecimento. Portanto, não se deve estranhar que, no meio do texto sobre horticultura encontre-se informações sobre navegação (afinal, velas são feitas de linho).
Sua organização :
Volume I
- Prefácio, índice e relação das fontes consultadas;
Volume II
- Cosmologia, astronomia e meteorologia;
Volumes III a VI
- Geografia;
Volume VII
- Antropologia e fisiologia humana;
Volumes VIII a XI
- Zoologia;
Volumes XII a XXIX
- Temas relacionados à botânica, agricultura, horticultura e farmacologia;
Volume XXX
- Magia e Zoroastrismo;
Volumes XXXI a XXXVII
- Mineralogia
Bibliografia:
LENDERING, Jona. Pliny's Natural history (em inglês). Disponível em: <http://www.livius.org/pi-pm/pliny/pliny_e3.html>. Acesso em: 17 jul. 2012.
Arquivado em: BiologiaLivros



The Natural History
"There is no book so bad that some good can not be got out of it," Pliny the Elder used to say, and he read everything that he could obtain. His nephew Pliny the Younger gives an indication how devoted his uncle was to reading and studying, which was like working to him.
The only time he took from his work was for his bath, and by bath I mean his actual immersion, for while he was being rubbed down and dried he had a book read to him or dictated notes. When traveling he felt free from other responsibilities to give every minute to work; he kept a secretary at his side with book and notebook; and in winter saw that his hands were protected by long sleeves, so that even bitter weather should not rob him of a working hour. For the same reason, too, he used to be carried about Rome in a chair. I can remember how he scolded me for walking; according to him I need not have wasted those hours, for he thought any time wasted which was not devoted to work. It was this application which enabled him to finish all those volumes of the Natural History.note
Seeing the elder Pliny's maniacal working habits, one starts to understand why he remained unmarried.



The Natural History, which was dedicated to Titus in 77, was, according to the author's nephew, "a learned and comprehensive work as full of variety as nature itself". The same sentiment is expressed in the last line of the encyclopedia:
Greetings, Nature, mother of all creation, show me your favor in that I alone of Rome's citizens have praised you in all your aspects.note
This line is crucial to understanding the text, which is above all aRoman text. In fact, Pliny is romanizing science, which had until then been a Greek territory. Pliny's sometimes irritating polemics against Greek silliness are part and parcel of his project. At the same time, he really tries to offer descriptions of every aspect of the world. And it must be said: Pliny lives up to the expectations. In thirty-seven volumes, he does describe the full complexity of nature. And more than that, because in Pliny's view, which was common in Antiquity, "nature" includes things that we would call "culture".
He deals with the entire creation, which is, in the author's stoic view fundamentally good because it is made by God. Another aspect of this encyclopedia that may cause some surprise to the modern reader, is the use of the word "history", which does not mean that Pliny is interested in the past (although he is), but means "research". The Latin title Historia naturalis could best be translated as "Research of the creation".
The encyclopedia is a marvelous text. Pliny offers all kinds of information critically, mentions his sources, and often sees the fun of certain things. For example, in his catalogue of people who have reached a venerable old age, he mentions one man from Bologna who died when he was 150 years old - at least, he had been a tax payer for 150 years.
The text has some structure. The first book is a catalogue of sources, which is followed by two groups of eighteen books. The first set is a description of nature, the second set describes nature in its relation to mankind. Within the books, there is no real recognizable system, and one must not be surprised to find a description of navigation in the book on horticulture. (After all, sails are made of linen.)
Contents of the Natural History
Book 1: Table of contents and bibliography
Book 2: Cosmology, astronomy and meteorology


A.o. the sky, signs of the zodiac, the four elements, sun, the search for god, fortune, the power of the gods, the planets, eclipses of moon and sun, an eulogy of the first scientists, estimates of the distances between planets, comets, comets as portents, the astronomer
Hipparchus of Nicaea, meteors, St Elmo's fire, the weather, the eight main winds, whirlwinds, thunder, lightning and its effects, miraculous celestial happenings, rainbows, mother earth, the spherical shape of the earth, oceans, the circumnavigation of the world, sunrise and sunset, the sun's altitude, the hours of daylight, sundials, climate and race, earthquakes, historical earthquakes, fire, petroleum, naphtha, volcanoes, the circumference of the earth.
Book 3: Geography of western and southern Europe
A.o. the pillars of Hercules, Hispania, the measurement of distances, Italy, the Tiber, Campania and the bay of Naples, Rome, 
Sicily.
Book 4: Geography of eastern and northern Europe


A.o., Greece, the Peloponnese, the Black Sea, the 
DanubeScythia, Germania, Britain.
Book 5: Geography of northern Africa and western Asia
A.o., Africa, the Atlas, the exploration of Africa (including 
Hanno),Cyrenaica, the interior of Africa, Egypt, the Nile, Syria, Judaea, the Dead Sea, the Essenes, Palmyra, Asia Minor, Cyprus.
Book 6: Geography of the far south and the far east
A.o., the Black Sea, 
Ecbatana, the Caspian SeaScythia and China, size of India, rivers of India, theIndus, Sri Lanka, way of life on Sri Lanka, BabyloniaArabia, the canal between the Nile and the Red Sea, Ethiopia.
Book 7: Anthropology and human physiology

A.o., man as the highest species in the order of creation, racial and individual characteristics, the evil eye, fire-walking, the marvels of India and Ethiopia, Pygmies, longevity among the Indians, changes of sex, pregnancy and birth, characteristics that can be transmitted, children, unusual attributes, examples of strength, sight, voice and memory, Julius Caesar, Pompey the Great, outstanding achievements, exceptional intelligent Romans, outstanding scientists and artists, happiness, Augustus, the shortness of life, signs of impending death, the soul, revival of people pronounced dead, sudden death, cremation, belief in an after-life, the discovery of arts and science, technological progress, sundials, clepsydrae.
Book 8: Land animals
A.o., elephants, the games of Pompey, snakes, 
Aristotle as a zoologist, lions, dromedaries and camels, giraffes, the legendary manticore, basilisk, werewolf, crocodiles, hippopotamus, hedgehogs, dogs, the dog and horse of Alexander the Great, horses, bullfights, holy cows, sheep, wool, embroidery and dyeing woolen cloth, apes.
Book 9: Marine animals

A.o., tritons, dolphins, tunny fish, lampreys, cuttlefish, squid, octopuses, crabs, the decay of morality is caused by the produce of the sea, pearls, the pearls of Cleopatra, purple fish, murex, the use of purple robes, the manufacture of purple dye, sponges, sponge diving, oysters.
Book 10: Birds
A.o., the ostrich, eagle, the eagle as standard of the 
legion, cocks, geese, swallows, nightingales, talking birds, carrier pigeons, parrots, parakeets, magpies, ravens, aviaries, animal reproduction, the five senses.
Book 11: Insects
A.o., bees, hives, the sources of honey, the organization of bees, honeycombs, drones, queen bees, portents provided by bees, bee-stings, the silk-moth, silk production, comparative zoology, and taxonomy: eyes, heart, anthropoid apes, bad breath of animals.
Book 12 and 13: Exotic trees

A.o., trees and their products, banyan, pepper, ginger-trees, cane-sugar, cotton-tree, resins, frankincense, myrrh, cinnamon, cassia, balsam, perfumes, palm-trees, figs, papyrus, paper, varieties of paper, history of paper, citrus-wood, aquatic trees.
Book 14: The vine
A.o., Italian trees, the decay of science and the spread of avarice, the vine, viticulture, varieties of vines and wines, Cato in viticulture, successful vineyards, famous wines, physiological effects of wine, Italian wines, foreign wines, regulations relating to wine, retsina, storage of wine, over-indulgence, famous drinkers, beer.
Book 15: Olive and other fruit trees
A.o., history of the olive-tree and the production of oil, mistaken ideas about the olive tree, uses of oil, Cato's instructions for olive growing, artificial oil, apples, pears, grafts, storage of fruit, figs, stories about figs, cherry-trees, myrtle.
Book 16: Forest trees and botany
A.o., the Chauci, military decorations, the Rostra, the award of wreaths, acorns, cork-tree, pitch-pine, ivy, aquatic shrubs and reeds, bamboo, rushes, structure of trees, large trees, wood-borers, veneers, mistletoe.
Book 17: Other useful plants


A.o., early farming, treatises on agriculture, Cato on buying a farm, farmhouses, choosing a manager, secrets of good farming, grain, pulses, wheat, barley, porridge, milling, bread, bakers at Rome, harvesting corn, the storage of grain.
Book 18: How to run a farm
Book 19: Horticulture
A.o., sailing, including a section on flax.

Book 20: Drugs obtained from garden plants
A.o., man's food and plants, cucumbers, onions, garlic, lettuce, cabbage, pennyroyal, poppies, opium.

Book 21 and 22: Drugs obtained from flowers and herbs
A.o., thyme, bees and honey, helenium, Greek weights and measures.

Book 23: Drugs obtained from the vine and the walnut
A.o., power of vinegar, walnuts.

Book 24: Drugs obtained from forest trees
A.o., trees and remedies obtained from them, medicine, remedies from trees and plants, cork-trees, juniper-trees, tree-moss, resin, ivy, holly and brambles, magical plants.
Book 25: Drugs obtained from herbs
A.o., plants used in medicine, 
Mithridates's interest in medicine, Greek writers in herbal medicine, moly, mandrake, hemlock, erigeron and toothache.
Book 26: Diseases and remedies
A.o., new skin diseases, leprosy, ancient medicine, Asclepiades.
Book 27: Drugs obtained from wild plants


In a more or less alphabetic order: a.o., aconite, wormwood, and the potency of drugs.
Book 28: Medicines obtained from man
A.o., remedies obtained from man himself, discussion of language, the power of charms, incantations, superstitions, human saliva, will-power, sexual intercourse, remedies from elephants and lions, milk and butter, fat, suet, marrow, gall, blood, poisons, dandruff, baldness, beauty treatment, soporifics, aphrodisiacs.
Book 29: Medicines obtained from land animals
A.o., history of the medical profession (a.k.a. as "a long stiff diatribe against doctors"), 
Hippocrates of Cos, famous doctors, Cato on doctors, bizarre remedies.
Book 30: Magic


A.o., origins of magic, 
ZarathustraMagians.
Book 31: Water
A.o., water, sea, water creatures, different kinds of water, poisonous waters, waters with petrifying properties, waters with beneficial properties, prospecting for water, wells, pipes, methods of carrying water, hot springs, desalination, salt, soda, sponges.
Book 32: Sea animals
A.o., forces of nature, goby, sting-ray, Ovid on fishing, coral, tortoise, oysters, medical uses of oysters, leeches.
Book 33: Gold, silver and mercury
A.o., man's greed and exploitation of the earth's resources, gold at Rome, weapons, history of the
equestrian order, history of coinage, greed and its effect on Roman character, physical properties of gold, its popularity, sources of gold, mining techniques, gold produced from orpiment, gold statues, refining, silver, mercury, medical use of metals, cinnabar, touchstone, mirrors, digression on wealth, changing prices.
Book 34: Metal
A.o., history of bronze working, bronze statues, Greek and Roman styles of sculpture, famous statues, colossi, the 
Colossus of Rhodes, famous Greek sculptors, copper, copper slag and copper compounds used in medicine, iron-ores and smelting, lode-stone, lead, tin, medical use of lead.
Book 35: Earth
A.o., portraiture, paint and a history of painting, the painter's palette, white pigments, black pigments, eminent artists, Apollodorus, Zeuxis, Parrhasius, Apelles, Aristides, Protogenes, Italian painters, women painters, modeling, use of clay, brick-making, sulphur, bitumen, alum, kaolin and chalk.
Book 36: Stone


A.o.,  marble, marble statues, sculptors, Phidias, Praxiteles, Scopas, the 
Mausoleum at Halicarnassus, the Laocoon group, veined marbles, marble veneers, marble dressing, granite, obelisks, obelisks at Rome,an obelisk used as gnomon, the pyramids, the sphinx, the tower at Pharos, labyrinths, the temple of Artemis at Ephesus, the buildings of Rome, sewers, houses, Nero's Golden House, Scaurus' theater, aqueducts, water supply, magnetite, asbestos, haematite, selenite, onyx, mosaics, glass. A paean to fire and an utterly peculiar story in the very last paragraph.
Book 37: Precious stones
A.o., pearls, myrrhine ware, fluorspar, rock-crystal, Greek accounts of the origin of amber, the truth about amber, gemstones, diamonds, emeralds, beryls, tourmaline, amethysts, sapphires, topaz, rainbow stone, and finally a list of "best ofs", including a praise of Italy and a survey of the world's most expensive products.
Literature
An accessible edition of the Natural History can be found in the Penguin series. The Latin text can be found here.
This page was created in 2000; last modified on 22 February 2015.


Fala Meireles, fala MeireLLes...

Fala Meireles

Cecília Meireles
"...Liberdade, essa palavra
que o sonho humano alimenta
que não há ninguém que explique
e ninguém que não entenda..."

(Romanceiro da Inconfidência)

Fala MeireLLes

Edição do dia 13/05/2016
13/05/2016 08h28 - Atualizado em 13/05/2016 10h45
Meirelles dá primeira entrevista depois da posse como ministro da Fazenda.
Ele aponta para "medidas duras, porém necessárias"; confira a entrevista.



O Bom Dia Brasil conversou ao vivo em Brasília com o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles. Miriam Leitão e Fábio William participaram dessa entrevista, a primeira do novo ministro depois da posse.
Miriam Leitão: O senhor fará questão de nomeações técnicas e profissionais para os bancos públicos?

Henrique Meirelles: Absolutamente. Em primeiro lugar, as nomeações têm que ser técnicas, profissionais. Não serão nomeados profissionais que não passem em um crivo pessoal meu. Esta é uma área que eu conheço bem, trabalhei muito tempo em bancos, conheço bem, e acredito que teremos condições de ter uma administração técnica e profissional. Em segundo, você disse a palavra-chave: isto não é instrumento de política. Isto é instrumento, sim, de crédito, de poupança. E, portanto, os bancos públicos têm que ser administrados como entidades financeiras públicas – que estão aqui para financiar o consumo e a produção. E isto é o que será feito.
Fábio William: Tem uma proposta de volta da CPMF no Congresso. O senhor vai manter isso lá ou vai retirar essa proposta?

Henrique Meirelles: Isso é exatamente o que estamos discutindo no momento. É exatamente o tipo de exemplo daquilo que eu estava falando: não adotar uma medida ou uma opinião precipitada antes de fazermos exatamente uma análise completa da situação. O que existe no momento de despesas ou de encargos ainda não conhecidos? Vamos levantar tudo isso. Qual é a trajetória prevista? Que medida vamos tomar de fato para cortar despesas ou para evitar aumento? Com isso, teremos um quadro claro. Essa trajetória de dívida é sustentável sem o aumento do imposto? Isso é preferível, por uma outra razão, que você mencionou: a carga tributária é muito elevada. Então, preferencialmente não se deveria haver aumento de imposto. No entanto, existe uma prioridade – que é o equilíbrio das contas públicas. Então, tem que se analisar se é necessário um imposto temporário, de um prazo determinado, ou idealmente que não haja. Mas a ideia é que essa decisão não seja tomada precipitadamente.

Fábio William: O que o senhor está dizendo, então, é que enquanto vocês fazem esse estudo, a proposta continua, vocês não retiram do Congresso?  
Henrique Meirelles: Por enquanto, não. De novo: é importante que medidas anunciadas sejam implementadas com sucesso. Muitas vezes, adiantar três dias, quatro dias, e depois ter que mudar, e depois não ser a atitude melhor, nós temos uma experiência a essa altura que já mostra que não é o caminho que nós devemos seguir. Não vamos persistir nesse tipo de erro. Vamos agora fazer as coisas como devem ser feitas. Isto é, todo mundo faz isso na sua vida pessoal, na sua vida profissional – ou deve fazer: analisar a situação. Dentro de mais alguns dias teremos então todo o diagnóstico. Afinal de contas, estamos entrando hoje, e aí tomamos a decisão.
Alexandre Garcia: Ministro, o presidente em exercício Temer falou ontem em reforma da Previdência para salvar as aposentadorias. O senhor está abrangendo agora a Previdência, está sob o seu comando, a Previdência tem rombo e tem pouco futuro, do jeito que anda. Não é uma questão de governo, é uma questão de país. O que que o senhor pretende fazer?

Henrique Meirelles: Certamente, a reforma da Previdência é fundamental. Exatamente pelas razões que você mencionou. O mais importante é assegurar a aposentadoria no futuro dos brasileiros. Não é estarmos prometendo valores e coisas que não podem ser cumpridas, porque não são financiáveis. Uma das questões que nós temos que entender é a seguinte: despesa pública é sempre paga pela população. E o sistema previdenciário também. Isto é, eu estava discutindo há pouco tempo com uma pessoa que estava defendendo tudo ser mantido como está na Previdência. E defendeu todas as vantagens, etc., é talvez o mais generoso do mundo o sistema. Eu disse: ‘Muito bom. Isto de fato é excelente. Agora a minha pergunta é a seguinte: quem paga? Quem paga é a população. Então nós temos que estar, de novo, criar uma Previdência Social que garanta a aposentadoria no futuro para todos aqueles que têm direito.

Alexandre Garcia: Uma das saídas seria elevar a idade mínima. Está se pensando nisso?

Ana Paula Araújo: Vamos ter idade mínima para aposentadoria?

Henrique Meirelles: Sim, haverá uma idade mínima de aposentadoria. O que estamos estudando é exatamente quais são as regras de transição, qual é exatamente isso. De novo: existem muitos grupos que já têm estudos bastante avançados disso, inclusive no governo. Não é uma novidade. Tudo isso é conhecido. O que precisa agora é uma determinação de governo: “Vamos fazer”. E consolidar todos esses estudos e exatamente apresentar à sociedade uma proposta que seja factível. Mas o caminho está claro: idade mínima com uma regra de transição. E que seja eficaz. De um lado, não seja tão longo que não faça efeito. De outro lado, não seja tão curto que seja inexequível.
Assista à entrevista completa do ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, ao Bom Dia Brasil no vídeo acima.



sábado, 30 de abril de 2016

Verdade e Esperança

Esperançar



“Como insistia o inesquecível Paulo Freire, não se pode confundir esperança do verbo esperançar com esperança do verbo esperar. Aliás, uma das coisas mais perniciosas que temos nesse momento é o apodrecimento da esperança; em várias situações as pessoas acham que não tem mais jeito, que não tem alternativa, que a vida é assim mesmo… Violência? O que posso fazer? Espero que termine… Desemprego? O que posso fazer? Espero que resolvam… Fome? O que posso fazer? Espero que impeçam… Corrupção? O que posso fazer? Espero que liquidem… Isso não é esperança, é espera. Esperançar é se levantar, esperançar é ir atrás, esperançar é construir, esperançar é não desistir! Esperançar é levar adiante, esperançar é juntar-se com outros para fazer de outro modo. E, se há algo que Paulo Freire fez o tempo todo, foi incendiar a nossa urgência de esperanças” Sérgio Cortella


A verdade existe.
Se absoluta ou relativa,
Debatam os filósofos.
Decidam os brandos e pacíficos.
Iluminem-se todos com esperança.
Investiguem-na com afabilidade e doçura.
É um estímulo. 27.04.2016






Verdade significa aquilo que está intimamente ligado a tudo que é sincero, que é verdadeiro, é a ausência da mentira.
Verdade é também a afirmação do que é correto, do que é seguramente o certo e está dentro da realidade apresentada.
A verdade é muitas vezes desacreditada e o ceticismo é a descrença ou incredulidade da verdade. Aquele indivíduo que tem predisposição constante para duvidar da verdade é chamado de cético.
Quando pessoas ou grupos tentam provar que se interessam por assuntos, mas na verdade não gostam, ou não entendem, são chamados de pseudo, ou seja que não são verdadeiros. Ex: pseudocatólico, pseudo-intelectual, pseudo-canônico etc.
A verdade dos fatos exerce grande importância no julgamento das ações humanas. Quando uma verdade deixa dúvidas, é imprescindível verificar sua veracidade, que podem ou não incriminar um indivíduo.
Uma verdade pode ser demonstrada sem ser reconhecida como verdadeira, por não ser muito clara. Diz-se que é um postulado, pois precisa ainda de comprovações para se chegar a real verdade.
A verdade é relativa, pois alguns fatos podem ter sido verdade no passado e não serem mais verdade no futuro. Ex: No passado as pessoas consideravam ser verdade que o planeta Terra era plano. A verdade também pode ser verdade para algumas pessoas e para outras não, depende da perspectiva de cada um.
A verdade absoluta é aquela que é verdade todo o tempo e em todos os lugares. O que é verdade para uma pessoa é verdade para todos. Ex: Todos precisam de ar para respirar. As pessoas não podem viver ao mesmo tempo no passado e no futuro.
Verdade e filosofia
Uma das características do ser humano é a busca permanente pela verdade, é o desejo de comprovar a veracidade dos fatos e de distinguir o verdadeiro do falso e que frequentemente nos coloca dúvidas no que nos foi ensinado. A busca pela verdade surge logo na infância e ao longo da vida, estamos sempre questionando as verdades estabelecidas pela sociedade e a filosofia tem na investigação da verdade o seu maior valor.








Esperançar Sérgio Cortella


O que significa Esperança:
Esperança é o substantivo feminino que indica o ato de esperar alguma coisa, pode ser também um sinônimo de confiança.
Ter esperança é acreditar que alguma coisa muito desejada vai acontecer. A esperança pode ser fundamentada (ou realística) ou baseada em alguma utopia, algo que dificilmente será alcançado.
Em sentido figurado, a palavra esperança pode dizer respeito a alguma pessoa na qual é colocada um elevado grau de expectativa. Ex: A minha filha é muito inteligente. Ela é a minha esperança de um futuro melhor.
No âmbito da entomologia (estudo dos insetos), esperanças são insetos ortópteros, com longas antenas e normalmente de cor verde. Frequentemente são encontrados em pastos e alguns são muito parecidos com folhas.
Esperança de vida
A expressão "esperança de vida" (ou expectativa de vida) indica a média de anos que uma pessoa pode viver, ou seja, são os anos vividos desde o seu nascimento até o seu falecimento. Esta estatística é usada como índice de desenvolvimento dos vários países, pois quanto mais desenvolvido, maior é a esperança de vida.
No princípio do século XX a esperança média de vida global era de 45 anos. Com o passar dos anos, a expectativa de vida foi aumentando, graças a progressos na medicina (cura de doenças que antes eram mortais), ao combate à mortalidade infantil, melhoramento das condições de higiene, etc.
No Brasil, a esperança  de vida melhorou significativamente entre 1980 e 2013, passando de 62,7 para 73,9 anos.
Esperança na Bíblia
De acordo com a Bíblia, a esperança é uma das três virtudes teologais, conforme é possível comprovar em 1 Coríntios 13:13: "Assim, permanecem agora estes três: a fé, a esperança e o amor. O maior deles, porém, é o amor."
Também é possível verificar que a esperança está relacionada com a fé, de acordo com Hebreus 11:1: "Ora, a fé é a certeza daquilo que esperamos e a prova das coisas que não vemos."
Em Jeremias 29:11, podemos ver que Deus quer que o Seu povo tenha esperança: "Porque sou eu que conheço os planos que tenho para vocês', diz o Senhor, 'planos de fazê-los prosperar e não de causar dano, planos de dar a vocês esperança e um futuro."
Para um cristão, ter esperança é saber que apesar das dificuldades que o cristão enfrenta nesta vida, que o melhor ainda está por vir.















LÁZARO
Paris, 1861

            6 – A benevolência para com os semelhantes, fruto do amor ao próximo, produz a afabilidade e a doçura, que são a sua manifestação. Entretanto, nem sempre se deve fiar nas aparências, pois a educação e o traquejo do mundo podem dar o verniz dessas qualidades. Quantos há, cuja fingida bonomia é apenas uma máscara para uso externo, uma roupagem cujo corte bem calculado disfarça as deformidades ocultas! O mundo está cheio de pessoas que trazem o sorriso nos lábios e o veneno no coração; que são doces, contanto que ninguém as moleste, mas que mordem à menor contrariedade; cuja língua, doirada quando falam face a face, se transforma em dardo venenoso, quando falam por trás.
            A essa classe pertencem ainda esses homens que são benignos fora de casa, mas tiranos domésticos, que fazem a família e os subordinados suportarem o peso do seu orgulho e do seu despotismo, como para compensar o constrangimento a que se submetem lá fora. Não ousando impor sua autoridade aos estranhos, que os colocariam no seu lugar, querem pelo menos ser temidos pelos que não podem resistir-lhes. Sua vaidade se satisfaz com o poderem dizer: “Aqui eu mando e sou obedecido”, sem pensar que poderiam acrescentar, com mais razão: “E sou detestado”.
            Não basta que os lábios destilem leite e mel, pois se o coração nada tem com isso, trata-se de hipocrisia. Aquele cuja afabilidade e doçura não são fingidas, jamais se desmente. É o mesmo para o mundo ou na intimidade, e sabe que se podem enganar os homens pelas aparências, não podem enganar a Deus. O Evangelho Segundo o Espiritismo
por ALLAN KARDEC – tradução de José Herculano Pires






Neio Lúcio

Comentavam os aprendizes que a verdade constitui dever primordial, acima de todas as obrigações comuns, quando Filipe afiançou que, a pretexto de cultuar-se a realidade, ninguém deveria aniquilar a consolação.
E talvez por reportar-se André à franqueza com que o Mestre atendia aos mais variados problemas da vida, o Senhor tomou a palavra e contou, atencioso: — Devotado chefe de família que lutava com bravura por amealhar recursos com que pudesse sustentar o barco doméstico, depois de desfrutar vasto período de fartura, viu-se pobre e abandonado pelos melhores amigos, de uma semana para outra, em virtude de enorme desastre comercial.
O infeliz não soube suportar o golpe que o mundo lhe vibrava no espírito e morreu, após alguns dias, ralado por inomináveis dissabores.
Entregue a si mesma, ao pé de seis filhos jovens, a valorosa viúva enxugou o pranto e reuniu os rebentos, ao redor de velha mesa que lhes restava, e verificou que os moços amargurados pareciam absolutamente vencidos pela tristeza e pelo desânimo.
Cercada de tantas lamentações e lágrimas, a senhora meditou, meditou... e, em seguida, dirigiu-se ao interior, de onde voltou sobraçando pequena caixa de madeira, cuidadosamente cerrada, e falou aos rapazes com segurança: — “Meus filhos, não nos achamos em tamanha miserabilidade.
Neste cofre possuímos valioso tesouro que a previdência paternal lhes deixou.
É fortuna capaz de fazer a nossa felicidade geral; entretanto, os maiores depósitos do mundo desaparecem quando não se alimentam nas fontes do trabalho honesto e produtivo.
Em verdade, o nosso ausente, quando desceu ao repouso, nos empenhou em dívidas pesadas; todavia, não será justo o esforço pelas resgatar com a preservação de nosso precioso legado? Aproveitemos o tempo, melhorando a própria sorte e, se concordam comigo, abriremos a caixa, mais tarde, a menos que as exigências do pão se façam insuperáveis.” Belo sorriso de alegria e reconforto apareceu no semblante de todos.
Ninguém discordou da sugestão materna.
No dia seguinte, os seis jovens atacaram corajosamente o serviço da terra.
Valendo-se de grande gleba alugada, plantaram o trigo, com imenso desvelo, em valoroso trabalho de colaboração e, com tanto devotamento se portaram que, findos seis anos, os débitos da família se achavam liquidados, enorme propriedade rural fora adquirida e o nome do pai coroado, de novo, pela honra justa e pela fortuna próspera.
Quando já haviam superado de muito os bens perdidos pelo pai, reuniram-se, certa noite, com a genitora, a fim de conhecerem o legado intacto.
A velhinha trouxe o cofre, com inexcedível carinho, sorriu satisfeita e abriu-o sem grande esforço.
Com assombro dos filhos, porém, dentro do estojo encontraram somente velho pergaminho com as belas palavras de Salomão: — “O filho sábio alegra seu pai, mas o filho insensato é a tristeza de sua mãe.
Os tesouros da impiedade de nada aproveitam; contudo, a justiça livra-nos da morte no mal.
O Senhor não deixa com fome a alma do justo; entretanto, recusa a fazenda dos ímpios.
Aquele que trabalha com mão enganosa, empobrece; todavia, a mão dos diligentes enriquece para sempre”.
Entreolharam-se os rapazes com júbilo indizível e agradeceram a inolvidável lição que o carinho materno lhes havia doado.
Silenciou o Mestre, sob a expressão de contentamento e curiosidade dos discípulos e, finda a ligeira pausa, terminou, sentencioso: — Quem classificaria de enganadora e mentirosa essa grande mulher? Seja o nosso falar “sim, sim” e “não, não” nos lances graves da vida, mas nunca espezinhemos a bênção do estímulo nas lutas edificantes de cada dia.
O grelo tenro é a promessa do fruto.
A pretexto de acender a luz da verdade, que ninguém destrua a candeia da esperança.

Do Livro Jesus no Lar  - Francisco C. Xavier




Juízo Final - Nelson Cavaquinho


O sol há de brilhar mais uma vez
A luz há de chegar aos corações
Do mal será queimada a semente
O amor será eterno novamente

É o juízo final
A história do bem e do mal
Quero ter olhos pra ver
A maldade desaparecer

Compositor: Nelson Cavaquinho


Renato Russo - Juízo Final (raridade):

O sol há de brilhar mais uma vez
A luz há de entrar nos corações
O mal será cortada a semente
O amor será eterno novamente

É o juízo final
A história do bem e do mal
Quero ter olhos pra ver
A maldade desaparecer

Compositor: Nelson Cavaquinho