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sexta-feira, 12 de outubro de 2018

Fim Dos Tempos


Galeguinho Aboiador

Em tempos a jato o novo costuma ficar velho em velocidade supersônica.
00 00 00 04 : 81

‘Para ajudar na articulação política, juntou-se à coordenação do comitê de Haddad o ex-governador baiano Jaques Wagner, eleito senador. Amigo e ex-ministro do pajé do PT, Wagner disse que o slogan “Haddad é Lula” já deu o que tinha que dar. “…Agora as pessoas querem saber mais da personalidade do próprio candidato. Então, é essa tarefa que a gente tem agora. Mostrar quem é o professor Haddad, o pai de família, o tocador de violão, o faixa preta de taekwondo.” ‘PT troca ‘nós contra eles’ por ‘todos contra eles’ por ‘todos contra ele’ Josias de Souza 10/10/2018 05:29


Jaques Wagner visita o criminoso no lugar do poste
Brasil 11.10.18 10:10

O poste não vai mais visitar Lula durante a campanha, mas Igor Gadelha, na Crusoé, informa que o criminoso receberá Jaques Wagner hoje na carceragem da Polícia Federal em Curitiba.


11.10.18 10:10 - 10/10/2018 05:29 = 00 00 00 04 : 81

Qual a velocidade de um avião a jato, e a de um supersônico?

Respostas
Classificação     

Melhor resposta:  depende do avião pode estar entre 800 a 1000 km/h
acima de 1200 km/h é avião supersônico.
Alvaro - Original · 6 anos atrás

Boa tarde Lucas,

Uma aeronave pode ser classificada como de baixa ou alta velocidade, para ser de alta velocidade precisa ter sua velocidade máxima estrutural superior à 350kt ou 650km/h (o que ocorre com os jatos). Existe um outro método de classificação que é o regime de voo podendo ser subsônico, transônico, supersônico ou hipersônico e esta classificação varia de acordo com o número de Mach (razão entre a velocidade verdadeira do avião e a velocidade do som no mesmo nível de voo), sendo assim um jato voando em uma velocidade de até M.75 (Mach .75 = 75% da velocidade do som) ele estará voando em um regime subsônico, acima do M.75 ao M1.2 (Mach 1.2 = 120% da velocidade do som) será o regime transônico, acima do M1.2 ao M5 (Mach 5 = 5x a velocidade do som) SUPERSÔNICO e superior ao M5 o regime será hipersônico.

Lembrando que a maioria dos jatos comerciais voam em um regime transônico devido a questões estruturais, alguns jatos militares alcançam o regime supersônico.

Att,

Samuel de Oliveira
Despachante Operacional de Voo


Belas imagens que o tempo leva

Pergunta: "O que significa dizer que o homem é feito à imagem e semelhança de Deus (Gênesis 1:26-27)?"
Resposta: No último dia da criação, disse Deus: “Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança” (Gênesis 1:26). Então, Ele terminou Seu trabalho com um “toque pessoal”. Deus formou o homem do pó e deu a ele vida, compartilhando de Seu próprio fôlego (Gênesis 2:7). Desta forma, o homem é único dentre toda a criação de Deus, tendo tanto uma parte material (corpo) como uma imaterial (alma/espírito).
Em termos bem simples, ter a “imagem” e “semelhança” de Deus significa que fomos feitos para nos parecermos com Deus. Adão não se pareceu com Deus no sentido de que Deus tivesse carne e sangue. As Escrituras dizem que “Deus é espírito” (João 4:24) e portanto existe sem um corpo. Entretanto, o corpo de Adão espelhou a vida de Deus, ao ponto de ter sido criado em perfeita saúde e não ser sujeito à morte.

A imagem de Deus se refere à parte imaterial do homem. Ela separa o homem do mundo animal, e o encaixa na “dominação” que Deus pretendeu (Gênesis 1:28), e o capacita a ter comunhão com seu Criador. É uma semelhança mental, moral e social.

Mentalmente, o homem foi criado como um agente racional e com poder de escolha: em outras palavras, o homem pode raciocinar e fazer escolhas. Isto é um reflexo do intelecto e liberdade de Deus. Todas as vezes que alguém inventa uma máquina, escreve um livro, pinta uma paisagem, se delicia com uma sinfonia, faz uma conta ou dá nome a um bichinho de estimação, esta pessoa está proclamando o fato de que somos feitos à imagem de Deus.

Moralmente, o homem foi criado em justiça e perfeita inocência, um reflexo da santidade de Deus. Deus viu tudo que tinha feito (incluindo a humanidade), e disse que tudo era “muito bom” (Gênesis 1:31). Nossa consciência, ou “bússola moral” é um vestígio daquele estado original. Todas as vezes que alguém escreve uma lei, volta atrás em relação ao mal, louva o bom comportamento ou se sente culpado, esse alguém está confirmando o fato de que somos feitos à própria imagem de Deus.

Socialmente, o homem foi criado para a comunhão. Isto reflete a natureza triúna de Deus e Seu amor. No Éden, o primeiro relacionamento do homem foi com Deus (Gênesis 3:8 indica comunhão com Deus), e Deus fez a primeira mulher porque “não é bom que o homem esteja só” (Gênesis 2:18). Todas as vezes que alguém escolhe uma esposa e se casa, faz um amigo, abraça uma criança ou vai à igreja, esta pessoa está demonstrando o fato de que somos feitos à semelhança de Deus.

Parte de sermos feitos à imagem de Deus significa que Adão tinha a capacidade de tomar decisões livres. Apesar de ter sido dada a ele uma natureza reta, Adão fez uma má escolha em se rebelar contra seu Criador. Fazendo isto, Adão manchou a imagem de Deus dentro de si, e passou adiante esta semelhança danificada a todos os seus filhos, incluindo a nós (Romanos 5:12). Hoje, ainda trazemos conosco a imagem de Deus (Tiago 3:9), mas também trazemos as cicatrizes do pecado. Mentalmente, moralmente, socialmente e fisicamente, mostramos os efeitos.

As boas novas são que, quando Deus redime uma pessoa, Ele começa a restaurar a imagem original de Deus, criando “o novo homem, que segundo Deus é criado em verdadeira justiça e santidade” (Efésios 4:24; veja também Colossenses 3:10).




"Não­ é a minha palavra como o fogo", pergun­ta o Senhor, "e como um martelo que despeda­ça a rocha?
Jeremias 23:29

No primeiro, no segundo, ao final

Ser, estar ou vir a ser imagem e semelhança

Não ser no primeiro...
Para estar no segundo...
Tentar ser no segundo...
Estando no vir a ser

«Quem faz festas a galegos é mais galego do que eles!»

O significado e a origem do ditado «Quem faz festas a galegos é mais galego do que eles!»

Isabel Brito Professora Lisboa, Portugal

O provérbio em questão inscreve-se directamente em temas como a desconfiança ou a traição, mas nos dias de hoje pode ser considerado como sinal de preconceito. Semanticamente próximo de «diz-me com quem andas, dir-te-ei quem és», é interpretável como «quem pactua com indesejáveis trai os seus». Registado no Livro dos Provérbios Portugueses, de José Ricardo Marques da Costa (Lisboa, Editorial Presença, 2004), sem qualquer esclarecimento sobre significação ou origem, não me é possível determinar a sua história exacta, embora o contexto evoque o tempo em que os galegos eram injustamente discriminados ou desconsiderados por serem não só pobres mas também estrangeiros ou forasteiros; é, portanto, um provérbio que tem, entre outros aspectos, um carácter xenófobo.
Note-se que os visados no provérbio não têm de ser necessariamente os galegos propriamente ditos, ou seja, os da Galiza. No Sul de Portugal, "galegos" podiam também ser os naturais das Beiras que sazonalmente se deslocavam para essa região a fim de trabalhar no campo. É plausível que essas pessoas pobres, prontas a aceitar as piores condições de trabalho em troca de muito pouco, fossem mal vistas pela população meridional, pelo menos, entre camponeses sem terra, talvez porque essa atitude favorecia os interesses dos proprietários, contribuindo para manter salários baixos.



RODÍZIO DE LÍNGUA
15 palavras brasileiras que atrapalham galegos e portugueses


Por Diego Bernal a 10 de novembro de 2017

6.-Galego
É duro ser galego. Povo perdedor, que renuncia à sua identidade e nom se valoriza. Galego tornou-se em ocasions palavrom preconceituoso e xenofóbico. Mas estamos de sorte. O carinho e hospitalidade por que é conhecido o povo brasileiro também é connosco. Galego nom é nengum insulto. É alguém de pele muito branca, loiro ou ruivo, olhos claros. Este significado explica-se por os galegos terem emigrado sobretodo para Salvador onde a maioria da populaçom é negra. 3 curiosidades: galeguinha é umha bebida fabricada em São Paulo; Lula, o ex-presidente do Brasil, chamava a mulher, carinhosamente, de galega; existe um canal de tv do estado de Santa Catarina chamado TV Galega.




8:15 / 8:32
Sérgio Moro libera mais escutas telefônicas do ex-presidente Lula

Jornal da Record
Publicado em 18 de mar de 2016



Chegou a hora de Haddad ser “o Haddad”, diz Jaques Wagner
Coordenador da campanha do presidenciável petista, o baiano pretende agregar apoios do PDT e até do PSDB
ELEIÇÕES 2018


JOSÉ CRUZ/ AGÊNCIA BRASIL


AGÊNCIA ESTADO
08/10/2018 22:46 . atualizado em 09/10/2018 8:48


Antes cogitado como um possível candidato do PT à Presidência da República, o senador eleito pela Bahia Jaques Wagner cobrou, nesta segunda-feira (8/10), que Fernando Haddad assuma mais a própria personalidade. Segundo ele, o presidenciável petista deve, no segundo turno da eleição, se desprender da estratégia que o levou à próxima etapa da corrida eleitoral, quando a prioridade foi buscar a transferência dos votos do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que teve a candidatura barrada pela Justiça Eleitoral.


“O Haddad chega ao segundo turno como a substituição do Lula. Agora, o Haddad do segundo turno é o Haddad”, disse Wagner, após uma reunião em São Paulo que o confirmou na coordenação da campanha do ex-prefeito da capital paulista ao Planalto.
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Wagner destacou ser impossível “descolar” do ex-presidente, mas que “ninguém vive só do que foi”. “Agora, é hora de o Haddad dizer: o meu programa de governo”, afirmou.
Integrantes da campanha de Haddad e dirigentes de partidos aliados, como o PCdoB, defendem que o candidato do PT se coloque como o centro de sua campanha ao segundo turno, descolando da imagem de substituto de Lula que conduziu a estratégia da legenda na primeira etapa da eleição.
Defensor de uma aliança com Ciro Gomes (PDT) já no primeiro turno, Jaques Wagner conversou nesta segunda-feira (8) com o senador eleito pelo Ceará Cid Gomes, irmão de Ciro e um dos coordenadores da campanha do pedetista no primeiro turno.

O PT quer contar com o apoio de Ciro no segundo turno. “O próprio jeito dele, às vezes contundente, é importante, porque quando você está em um momento excepcional como esse tem que ter também uma forma diferenciada de entrar”, disse o senador eleito.
Apoio do PSDB
Agora na coordenação da campanha presidencial petista, Jaques Wagner reforçou ser possível buscar apoios do PSDB e de antigos adversários que queiram derrotar Jair Bolsonaro (PSL) no segundo turno, atraindo quem votou em adversários, se absteve e até votou no presidenciável do PSL.

Provocado para avaliar se o PT estaria em um patamar melhor de votos caso o candidato à Presidência fosse ele, Jaques Wagner procurou exaltar Haddad por considerar o ex-prefeito uma figura “nova” no partido e na política. “Não era para ser eu, o perfil não é meu”, disse. Ele também afirmou ter uma “alegria íntima e arretada” pela escolha do candidato petista para esta corrida presidencial.



COMO ERA NO PRIMEIRO TURNO


Material de campanha de Fernando Haddad (PT) no primeiro turno trazia o ex-presidente Lula e cor vermelha em destaque – Divulgação

NOVA VERSÃO PARA O SEGUNDO TURNO


A foto oficial do material campanha do segundo turno de petista Fernando Haddad e Manuela D’Ávila – Divulgação



"Não­ é a minha palavra como o fogo", pergun­ta o Senhor, "e como um martelo que despeda­ça a rocha?
Jeremias 23:29
                                                                                    
Fernando Henrique Cardoso‏ @FHC
@FHC
Mais
O Brasil depende de nossas escolhas. Palavras o vento leva. Realizações marcam. Só com experiência se governa. Sem convicção não se criam caminhos de futuro. Avalie quem junta estas virtudes e vote. O país precisa de coesão e grandeza. Está em nossas mãos construir o futuro.
09:07 - 14 de set de 2018




Fernando Henrique Cardoso
@FHC·

7 h

A marcha da insensatez continua. A despeito das belas palavras de respeito à Constituição (que o vento leva) ditas pelos dois candidatos. Assassina-se líder afro na Bahia e se ameaçam jornalistas. Quem protesta? Não me calo e não me calarei contra desmandos, ganhe quem ganhar.



Fim Dos Tempos
Galeguinho Aboiador




Na bíblia esta escrito, na terra esta se cumprido
Que o fim dos tempos esta próximo, e o povo esta sentido
As trombetas vão tocar, começa se prepara
O que o nosso senhor esta vindo

Os sinais estão ai e muitos estão percebendo
O amor de muitos esfriando e político se corrompendo
Você já pode assistir terremoto haiti com tanta gente morrendo

A terra já esta tremendo no chile também tremeu
Deu terremoto na china e muita gente morreu
Vento a, mas de cem por hora
Só esta restando agora a vinda do filho de deus

O clima da natureza esta muito diferente
Cada ano que se passa o sol se torna mais quente
Matando os verde e as flores ,nem mesmo os ventiladores
Refresca o corpo da gente

Hoje dia não da gosto assistir televisão
Porque nos tele jornais só passa destruição
É revolta na família é pai estrompando filha irmão manto irmão

Á vaidade do povo hoje esta grande de, mas
É tanto filhos rebeldes que não respeita os seus pais
Por isso vive sofrendo, e tanta gente morrendo na fila dos hospitais

Hoje assistir jornais só tira a nos alegria
É homem bomba esprodino, muitos na pedofilia
E doença aparecendo é tanta gente morrendo
No mundo de hoje em dia

Se convidar para igreja muitos fala que não dá
Outros diz não tempo de e para igreja orar
Disto deus não acha graça
Mais se tem festa na praça na precisa convinda
Aqui eu vou termina a toada nesse momento
Pra cantar o que eu cantei tem que ter conhecimento
Tour alertando a vocês a toada que eu cantei o nome é o fim dos tempos
Composição:



Referências

https://josiasdesouza.blogosfera.uol.com.br/2018/10/10/pt-troca-nos-contra-eles-por-todos-contra-ele/
https://www.oantagonista.com/brasil/jaques-wagner-visita-o-criminoso-no-lugar-poste/
https://br.answers.yahoo.com/question/index?qid=20130407113608AA0mcL7
https://ciberduvidas.iscte-iul.pt/consultorio/perguntas/o-significado-e-a-origem-do-ditado-quem-faz-festas-a-galegos-e-mais-galego-do-que-eles/27466
http://pgl.gal/15-palavras-brasileiras-atrapalham-galegos-portugueses/
https://youtu.be/DV4lZDKh_2g
https://www.youtube.com/watch?v=DV4lZDKh_2g
https://uploads.metropoles.com/wp-content/uploads/2015/10/21124031/jacques-wagner-840x577.jpg
https://www.metropoles.com/brasil/eleicoes-2018/chegou-a-hora-de-haddad-ser-o-haddad-diz-jaques-wagner
https://f.i.uol.com.br/fotografia/2018/10/10/15391886065bbe277ea84f2_1539188606_2x3_lg.jpg
https://f.i.uol.com.br/fotografia/2018/10/10/15391882755bbe2633e81d6_1539188275_3x2_xl.jpg
https://www1.folha.uol.com.br/poder/2018/10/haddad-tira-lula-e-reduz-vermelho-de-material-de-campanha.shtml
https://twitter.com/FHC/status/1040633182255828994
https://mobile.twitter.com/FHC
https://youtu.be/tnKK6k9fW7c
https://www.letras.mus.br/galeguinho-aboiador/1959341/

quinta-feira, 11 de outubro de 2018

Sob o comando da Constituição


A Constituição da Cidadania

“A grande força da democracia é confessar-se falível de imperfeição e impureza, o que não acontece com os sistemas totalitários”. Ulysses Guimarães

José Serra*: Constituição na crise dos 30
- O Estado de S.Paulo

Precisamos reagir contra as sinalizações de mudanças constitucionais radicais

Há 30 anos, completados semana passada, foi promulgada a atual Constituição, que Ulysses Guimarães batizou de “cidadã”. O texto resultou dos trabalhos da Constituinte eleita em 1986, da qual participei ativamente, mediante a apresentação de ao menos duas centenas de emendas, 60% delas aprovadas. Além disso, fui relator dos capítulos sobre orçamento, tributação e finanças.

Desde então sempre me alinhei à tese de que a maior virtude da Carta de 1988 é sua vocação garantidora de direitos. De fato, ela expressou o repúdio ao período autoritário (1964-1985) - repleto de pressões golpistas e agressões aos direitos individuais. A nova Carta consagrou esses direitos e a liberdade de opinião, manifestação e organização. Também criminalizou o racismo, aboliu o banimento e a pena de morte, afirmou a liberdade religiosa, o repúdio à tortura e aos tratamentos desumanos ou degradantes. Tudo condensado no artigo 5.º, formado por 78 dispositivos.

Além disso, outros avanços foram a concepção do SUS e a criação (de minha autoria) de um fundo que reuniu as contribuições do PIS-Pasep para tornar viável o seguro-desemprego e financiar investimentos. Importantes também foram os capítulos sobre finanças públicas e controle externo do Executivo e do Legislativo. Ampliaram-se as atribuições do Ministério Público e dos Tribunais de Contas. Aumentou também a abrangência do orçamento fiscal, que absorveu as rubricas de seguridade social e investimentos das estatais.

Do outro lado da balança estão os “defeitos” da Constituição de 1988, que vão da prolixidade ao seu caráter programático, abrigando minudências típicas de lei ordinária e estabelecendo não apenas as regras do jogo da sociedade, mas também os resultados das partidas.

Isso se deu, em parte, porque a convocação da Constituinte foi uma bandeira da oposição ao regime militar desde meados dos anos 70. Para a sociedade, ela aparecia como a grande saída para a volta da democracia e para o avanço do bem-estar material. Esperava-se que os problemas econômico-sociais fossem resolvidos pela Constituição.

Essa “responsabilidade” redentora da nova Carta acabou sendo ampliada pelo Congresso já em 1987, quando começou a Constituinte, precisamente depois do colapso do Plano Cruzado, que representou a primeira grande (e fracassada) tentativa de derrubar a superinflação. Esse colapso comprometeu o apoio político do governo presidido por José Sarney, que assumira o comando do Poder Executivo com a morte de Tancredo Neves, no início de 1985. O PMDB era o maior partido de sustentação do governo.

Naquela conjuntura conturbada, a maioria dos constituintes procurou responder à insatisfação social mediante a aprovação de dispositivos constitucionais detalhistas e cada vez mais generosos do ponto de vista social, federativo e regional. Assim, da arena da Constituinte brotou um texto prolixo e influenciado pelas contingências econômicas e políticas do momento. No critério de tamanho, somente as Constituições da Índia e da Nigéria são mais prolixas do que a nossa.

O corporativismo no interior da administração pública foi extremamente reforçado. Por exemplo, concedeu-se a estabilidade aos servidores públicos não concursados que estavam empregados havia mais de cinco anos da data de promulgação da Carta. Abriu-se também o caminho para as isonomias salariais no setor público, um poderoso e perverso mecanismo de geração de despesas permanentes.

Em relação ao federalismo, o fato mais notável foi a acentuada redistribuição de receitas a favor de Estados e municípios, desacompanhada, no entanto, da transferência de encargos da União. Recente estudo da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) concluiu que o sistema federativo brasileiro é um dos mais incoerentes do mundo: descentralização de receitas para os governos subnacionais e centralização de encargos para o governo central.

Diante desse histórico, cabe hoje perguntarmos o que fazer. Começo assinalando o que não se deve fazer: sou contra a convocação de uma nova Constituinte eleita pela população, que abriria caminho para instabilidade política e econômica sem igual. Não há por que imaginar que uma nova Constituinte faria tudo certo. Ao contrário.

Do mesmo modo, não me parece pertinente a instalação de um poder constituinte ao estilo Hugo Chávez ou na tradição do famoso AI-5. Isso representaria um golpe de Estado, desrespeitando frontalmente a atual Constituição, cujo artigo 60 é bastante claro: mudanças constitucionais podem ser propostas no processo parlamentar, com aprovação de 3/5 nas duas Casas, desde que não modifiquem a forma federativa de Estado, o voto secreto, direto, universal e periódico, a separação dos Poderes e os direitos e garantias individuais.

Combatendo o bom combate e respeitando as regras do jogo, tive a oportunidade de ser autor de 17 propostas de emenda constitucional, que resultaram em três importantes e históricas mudanças da nossa Lei Maior. A primeira possibilitou alterar as datas da revisão constitucional. A segunda revogou o bizarro dispositivo que fixava o teto de 12% para as taxas de juros reais da economia. A terceira - aprovada no ano passado - instituiu um novo regime para tornar viável a quitação das dívidas de precatórios pelos governos estaduais e municipais.

Mas a Constituição federal inegavelmente atravessa uma crise existencial. Precisamos reagir contra as atuais sinalizações de mudanças constitucionais radicais - emitidas por representações dos partidos que disputam o segundo turno para presidente -, tendo sempre conosco as palavras de Ulysses Guimarães: “A grande força da democracia é confessar-se falível de imperfeição e impureza, o que não acontece com os sistemas totalitários”.
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* Senador (PSDB-SP)



“Can he deliver?”

William Waack: Sem resposta simples
- O Estado de S.Paulo

Vista de fora do Brasil, a onda bolsonarista desafia interpretações

Vista de Nova York, onde estou palestrando para investidores estrangeiros, a onda que levou Bolsonaro aos seus 50 milhões de votos no primeiro turno é uma jabuticaba política brasileira ou simplesmente a expressão de um fenômeno autoritário com variadas ramificações mundo afora?

Pelo menos três elementos a política brasileira tem em comum com ondas semelhantes na Ásia, Europa e Estados Unidos. Eles são: o descrédito e a desconfiança do eleitor em relação a instituições tradicionais, incluindo perda de credibilidade dos grandes órgão de imprensa; a presença de fortes redes sociais que impulsionam “outsiders”; uma situação de crise ou paralisia na economia (no caso brasileiro, a pior recessão em gerações).

Aos elementos acima teríamos de acrescentar partidos desmoralizados, sistema político destruído, e as consequências da Lava Jato como expressão de indignação e raiva que vem já desde 2013. Ou seja, aos elementos comuns a muitos países somam-se fatores domésticos de alta relevância.

O “fenômeno político Bolsonaro” atraiu enorme atenção fora do Brasil – e dificuldades de interpretação idem. O mínimo denominador comum encontrado entre publicações normalmente divergentes entre si (como The Guardian ou Economist), por exemplo, foi o de ressaltar perigos severos à democracia. A palavra “fascista” aparece em publicações como Der Spiegel, revista importante num país no qual esse vocábulo tem peso muito especial. Mesmo o Financial Times, que provavelmente tem a melhor cobertura do Brasil na grande imprensa internacional, vê na figura de Bolsonaro o prenuncio de tempos duros – a inversão de uma tendência, segundo o FT, que o Brasil também simbolizara ao sair do regime militar há mais de 30 anos.

Para comediantes da telinha americana como John Oliver, a eleição brasileira virou piada pronta, com a exibição das aberrações de propaganda eleitoral produzida por candidatos a deputado, passando por Lula na cadeia (aqui fora se acha mesmo piada que um presidiário surgisse como favorito nas pesquisas eleitorais) e chegando até algumas das frases mais contundentes de Bolsonaro – aqui, segundo o humorista, acaba a graça.

A “guerra cultural” brasileira invadiu também o espectro de opiniões nos Estados Unidos, com o Wall Street Journal reconhecendo em editorial que progressistas no mundo inteiro ingressaram em “estado de ansiedade” desde que os brasileiros deram votação tão expressiva a Bolsonaro. Mas não será o próprio eleitor brasileiro que sabe melhor que ninguém de qual candidato precisa?, indagou o WSJ.
Quanto aos investidores estrangeiros, concentrados em grande número em Nova York, a política brasileira se resume a uma pergunta: “Can he deliver?” – Bolsonaro consegue entregar o que precisa ser feito, na perspectiva de quem pretende pôr dinheiro no nosso país, ou seja, ele consegue as reformas necessárias para atacar a questão do gasto público e a recuperação da capacidade de investimento na economia?

Confesso que não consegui dar a eles uma resposta simples. É óbvio que a onda do fim de semana passado mudou bastante a política e sugere desdobramentos de alcance maior do que a capacidade de se construir maiorias para votações na Câmara dos Deputados. A onda desenha uma oportunidade que pode ser ampliada com o “capital político”, como gostam de dizer os economistas, que Bolsonaro está acumulando.

Soa esperançoso? Depende para trazer resultados de uma capacidade de articulação e liderança políticas que até agora ninguém demonstrou.



“Somente se o inesperado fizer uma surpresa, como na música de Johnny Alf, será possível reverter essa tendência.”

Merval Pereira: Padrão mantido
- O Globo

Voto de Bolsonaro está bastante distribuído pelo país, ele vence com folga no principal colégio eleitoral, o Sudeste

A primeira pesquisa do segundo turno do Datafolha mostra que a tarefa do petista Fernando Haddad de superar Bolsonaro continua sendo uma missão quase impossível. Somente se o inesperado fizer uma surpresa, como na música de Johnny Alf, será possível reverter essa tendência.

Ambos cresceram em proporções iguais, Bolsonaro 12 pontos percentuais e Haddad 13 pontos, mostrando que o eleitorado que saiu do primeiro turno tendo escolhido outros candidatos dividiu igualmente os votos entre os dois.

O resultado confirma o padrão das eleições anteriores, com quem saiu na frente mantendo a dianteira com uma votação próxima de 60%. Lula, em 2002 e 2006, venceu com 61,27% e 60,83 % dos votos, respectivamente. A votação de Dilma foi de 56,05%, próximo disso, portanto, em 2010. A derrocada petista começou em 2014, quando Dilma teve 51% dos votos e ganhou a eleição por pouco mais de três pontos percentuais.

Bolsonaro tem 58% dos votos válidos, enquanto o petista Fernando Haddad conseguiu 42%. Bolsonaro vence com facilidade em todas as regiões do país, com exceção do Nordeste, onde o petista tem 52% contra 32% de Bolsonaro. Mas esse resultado está longe da performance de Lula, que tinha quase 60% dos votos naquela região.

Também informa que a transferência de votos de Lula e Ciro não se deu, pelo menos ainda, em sua plenitude. A soma, no Nordeste, dos votos de Haddad e Ciro daria ao petista 68%, 16 pontos abaixo do que ele conseguiu nesta primeira pesquisa. Nos números oficiais, Bolsonaro teve26%; Haddad, 51%; Ciro, 17%. Nessa primeira pesquisa Datafolha, quem subiu na região foi Bolsonaro, e Haddad ficou parado nos 52%. Restariam cerca de 11% de supostos eleitores de Ciro que ainda estão indecisos, e, com o “apoio crítico” dado ao candidato do PT, não é provável que essa transferência se dê integralmente.

O Nordeste é onde Haddad pode crescer, dada a força de Lula na região, mas, segundo os dados oficiais, sua vitória ali no primeiro turno, com cerca de 15 milhões de votos, foi neutralizada pela votação que Bolsonaro conseguiu na Região Sudeste.

O Datafolha mostra que o voto de Bolsonaro está bastante distribuído pelo país, ele vence com folga no principal colégio eleitoral, o Sudeste: 55% a 32% dos votos totais, embora seu melhor desempenho seja no Sul, com 60% a 26%, seguido pelo Centro-Oeste (59% a 27%). No Norte, Bolsonaro vence por 51% a 40%.

Embora tenha proporcionalmente menos votos entre as mulheres do que entre os homens, 42% dos votos totais contra 57%, Bolsonaro continua tendo mais votos entre as mulheres do que Haddad. O eleitorado de Bolsonaro é baseado nos mais ricos (62% nos segmentos entre 5 e 10 salários mínimos e acima de 10) e escolarizados (58% de quem tem ensino superior). Haddad tem mais apoio no nicho dos que têm só o ensino fundamental e entre os mais pobres, com renda familiar média mensal até dois salários mínimos.

Não foi à toa, portanto, que Bolsonaro antecipou ontem sua decisão de pagar o 13º salário aos que recebem o Bolsa Família, um eleitorado cativo do PT. Essa medida, aliás, já tem projeto no Senado, de autoria do senador petista derrotado Lindbergh Farias, de quem Bolsonaro acaba de roubar a bandeira, transformando sua realização em ponto de programa eleitoral. Uma das fake news mais recorrentes, tanto nessa campanha quanto nas anteriores, é a denúncia, nunca confirmada, de que o adversário do PT vai acabar com o Bolsa Família.

A primeira pesquisa após o segundo turno confirma a manutenção da onda antipetista que favoreceu Bolsonaro no primeiro turno, provocando a maior reforma no Congresso dos últimos tempos, e reviravoltas em vários estados. O antipetismo é tão forte no país que leva o eleitor a votar contra o candidato do PT no segundo turno, mesmo que não goste muito do adversário. Quando o PT não está em jogo, fica mais viável ganhar a eleição na disputa política e de ideias. Ao contrário, mostram as pesquisas, o bolsonarismo ajuda a quem se liga ao candidato do PSL.




A Constituição da Cidadania
Parte 1 de 3 30/09/2014
Um registro da elaboração do texto constitucional pela Assembleia Nacional Constituinte instalada em 1º de fevereiro de 1987; as discussões dos dispositivos da nova Carta Magna, relativos à defesa dos direitos e garantias individuais e sociais.



A Constituição da Cidadania
Parte 2 de 3 30/09/2014
Um registro da elaboração do texto constitucional pela Assembleia Nacional Constituinte instalada em 1º de fevereiro de 1987; as discussões dos dispositivos da nova Carta Magna, relativos à defesa dos direitos e garantias individuais e sociais.






A Constituição da Cidadania
Parte 3 de 3 30/09/2014
Um registro da elaboração do texto constitucional pela Assembleia Nacional Constituinte instalada em 1º de fevereiro de 1987; as discussões dos dispositivos da nova Carta Magna, relativos à defesa dos direitos e garantias individuais e sociais.








A Constituição da Cidadania (programa completo)


TV Senado
Publicado em 4 de out de 2013
Um documentário da elaboração do texto constitucional pela Assembleia Nacional Constituinte instalada em 1º de fevereiro de 1987; as discussões sobre os dispositivos da nova Carta Magna, relativos à defesa dos direitos e garantias individuais, à afirmação da dignidade humana e aos direitos dos trabalhadores e minorias.




Eu e a Brisa
Johnny Alf



F7+ A#-6b F7+
Ah! se a juventude que esta brisa canta
Cm7 F7/9- A#7+
Ficasse aqui comigo mais um pouco
Dm7 G7/9- C7+
Eu poderia esquecer a dor
Gm7 F7+
De ser tão só prá ser um sonho
A#-6b F7+
Dai então quem sabe alguém chegasse
Cm7 F7/9- A#7+
Buscando um sonho em forma de desejo
Dm7 G7/9- Em7 Am7/9 Am Am7+ Am
Felicidade então prá nós seria
F7+ Bm7 E7 Am Am7b
E , depois que a tarde nos trouxesse a lua
Am6b B7/9+ Em Em7
Se o amor chegasse eu não resistiria
C#7/9+ F#7 Bm Bm7b G7 C7
E a madrugada acalentaria a nossa paz
F7+ A#-6b F7+
Fica, oh brisa fica pois talvez quem sabe
Cm7 F7/9- A#7+
O inesperado faça uma surpresa
Dm7 G7/9- C7+
E traga alguém que queira te escutar
Gm7 F7+ (A7+)
E junto a mim queira ficar
Composição: Johnny Alf



Referências

http://gilvanmelo.blogspot.com/2018/10/jose-serra-constituicao-na-crise-dos-30.html?m=1 
http://gilvanmelo.blogspot.com/2018/10/william-waack-sem-resposta-simples.html?m=1
http://gilvanmelo.blogspot.com/2018/10/merval-pereira-padrao-mantido.html
https://youtu.be/M40WWBb_ukA
https://www.senado.leg.br/noticias/TV/Video.asp?v=368266&m=365531
https://youtu.be/bOaxpwPbrvs
https://www.senado.leg.br/noticias/TV/Video.asp?v=368266&m=365532
https://youtu.be/r0eiDAVocCs
https://www.senado.leg.br/noticias/TV/Video.asp?v=368266&m=365533
https://youtu.be/Nc-1GIZD1t0
https://www.youtube.com/watch?v=Nc-1GIZD1t0
https://youtu.be/c0CCAldtkfo
https://www.letras.mus.br/johnny-alf/46610/