terça-feira, 3 de novembro de 2026

TRUMP FAZ O L, COM A MÃO DIREITA

Narciso achava feio o que não era espelho.
Criei a charge a partir da síntese dos três manuscritos, destacando Gramsci, a polarização da linguagem, a eletrostática, a eletrodinâmica e o campo unificado da política. A ideia central é: a História não é obra de uma força isolada, mas o resultado da interação entre forças sociais, culturais e políticas. A charge também pode servir como ilustração do ensaio “A Física da Práxis: Gramsci e a Teoria do Campo Unificado do Poder”.
terça-feira, 3 de novembro de 2026 IAs enfeiam a matemática, por Hélio Schwartsman Folha de S. Paulo Algoritmos se valem de força bruta estatística para resolver problemas Elegância costuma ser usada, talvez indevidamente, como critério de verdade A matemática está se tornando fascista? Admito que a piada não é das melhores, mas não resisto. A publicação de 370 soluções de problemas matemáticos pela OpenAI, no início de outubro, prenuncia uma era em que o método Monte Carlo, uma espécie de força bruta estatística, prevalecerá sobre as abordagens inspiradas em beleza e elegância que vêm dando o tom das demonstrações desde que a humanidade inventou/descobriu a matemática (cabe ao leitor escolher aqui a palavra que mais lhe agrada) alguns milênios atrás. Que me perdoem os céticos da IA, mas a essa altura não dá mais para negar que os programas sejam capazes de criar soluções originais para problemas complexos e que o fazem através da força bruta probabilística e estatística, em princípio sem nenhuma consideração para com a dimensão estética. A pergunta que proponho é se um dia fez sentido associar matemática a beleza. Não me entendam mal, também prefiro a elegantérrima prova de Euclides sobre a infinidade dos números primos a qualquer método fascista, mas será que matemáticos mais idealistas não avançaram o sinal quando começaram a propor que a beleza de uma demonstração fosse também um critério de verdade? O fato de termos nos acostumado a associar os dois elementos provavelmente não passa de um viés de sobrevivência. Como até aqui os matemáticos privilegiaram a produção de provas que julgavam belas, ficamos com a sensação de que as duas coisas andam juntas, mas é perfeitamente possível que haja por aí um número muito maior de verdades matemáticas assustadoramente feias. Há alguns teoremas matemáticos e mesmo modelos da física fortemente sugestivos disso. A elegante supersimetria não desbancou o desengonçado modelo-padrão da física de partículas. Não penso que o fascismo algorítmico das IAs nos fará aposentar o gosto por demonstrações esteticamente inspiradas, mas saberemos que isso não passa de uma preferência humana, e a matemática ficará mais parecida com a literatura. PS – Dou algumas semanas de férias ao leitor.
IAs enfeiam a matemática, por Hélio Schwartsman Aqui está o conceito detalhado de uma charge que traduz visualmente a crítica do artigo, pronta para ser imaginada ou inserida em ferramentas de criação: Conceito da Charge: "O Tribunal da Matemática" • Cenário: Uma sala de tribunal clássica, dividida ao meio por um forte contraste visual. • Lado Esquerdo (O Passado/Elegância): • Um matemático idoso e clássico (estilo filósofo grego ou Euclides), com vestes elegantes, segurando uma pena de caligrafia. • Ele aponta orgulhosamente para um quadro-negro que contém uma única fórmula matemática perfeitamente desenhada, limpa, curta e cercada por uma aura luminosa. • Na parede atrás dele, um cartaz com a palavra: "BELEZA". • Lado Direito (O Futuro/IA): • Um robô robusto e cinzento, sem expressão facial, com várias mãos mecânicas digitando freneticamente em múltiplos teclados ao mesmo tempo. • O robô despeja pilhas intermináveis de papéis amassados e relatórios densos, cheios de números irreconhecíveis, gráficos de probabilidade confusos e códigos de computador. • No topo dessa montanha de papéis caóticos, há uma bandeira fincada com a palavra: "FORÇA BRUTA". • O Centro (A Ironia): • No centro, a própria Matemática é representada como uma deusa ou uma estátua grega. • Ela está olhando horrorizada e perplexa para a montanha de papéis do robô, enquanto o robô diz em um balão de fala: "A solução está na página 843.512. De nada." Se você quiser usar uma IA de criação de imagens para ver essa cena, posso gerar o prompt detalhado em inglês (que as ferramentas entendem melhor) para você copiar e colar. Deseja que eu monte o prompt?
IAs enfeiam a matemática
terça-feira, 3 de novembro de 2026 Esquerda aguarda derrota de Trump e festeja vitória de Lula, por Luiz Carlos Azedo Correio Braziliense O Brasil precisa ampliar as pontes, inclusive com republicanos, sem transformar o relacionamento bilateral numa extensão da disputa partidária americana Donald Trump não está na cédula das eleições norte-americanas de hoje, mas seu governo está em julgamento. Os dois principais cenários desenhados pelas pesquisas representam derrotas políticas para a Casa Branca: perder a Câmara dos Representantes ou entregar também o Senado aos democratas. O segundo seria o pior dos mundos. A expressão "pato manco", usada para definir presidentes em fim de mandato e com influência declinante, ganharia conteúdo imediato. Trump conservaria poderes importantes, mas encontraria obstáculos para transformar suas decisões em políticas duradouras. É preciso, porém, distinguir o favoritismo da sentença das urnas. As pesquisas finais do The New York Times/Siena mostram democratas numericamente à frente nos sete estados considerados decisivos para o Senado, inclusive Texas e Kansas, tradicionais fortalezas republicanas. O próprio instituto adverte que a maioria permanece em disputa. Há precedentes de subestimação do voto trumpista, cujos eleitores resistem mais a responder aos pesquisadores. O tamanho da onda azul dependerá de quem efetivamente for às urnas. Custo de vida, combustíveis, insegurança econômica e os gastos da guerra no Irã formam o coquetel que corrói a promessa de prosperidade de Trump. A repressão migratória também tem efeitos colaterais: parte dos eleitores que apoiou o controle da fronteira rejeita operações que atingem trabalhadores, desorganizam famílias e retiram mão de obra das empresas. Entre os hispânicos, protagonistas do avanço republicano em 2024, há uma espécie de mea culpa. Trump e Barack Obama protagonizam os polos nacionais desse confronto, embora o Partido Democrata reúna lideranças e correntes diversas. O presidente tenta converter a votação numa prova de fidelidade pessoal. O ex-presidente mobiliza a oposição para transformar o descontentamento em participação. Nos distritos e estados competitivos, entretanto, a disputa exige candidatos capazes de dialogar com valores religiosos e comunidades locais, cujas preocupações materiais podem atravessar fronteiras que pareciam intransponíveis. É nesse ambiente que a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva adquire significado internacional. A derrota de Flávio Bolsonaro frustrou a possibilidade de um alinhamento do maior país sul-americano com o projeto de poder associado a Trump. Nesse sentido, está sendo interpretada pela opinião pública mundial como uma derrota política do presidente norte-americano. Preserva a presença de um Brasil como uma das âncoras dos BRICS, empenhado em manter autonomia diplomática e interlocução com diferentes centros de poder. Uma vitória bolsonarista seria disruptiva do ponto de vista da política externa brasileira. Pragmatismo Na Europa, a vitória de Lula ofereceu às esquerdas uma referência para enfrentar a sensação de inevitabilidade do avanço da extrema-direita. Seu valor é político e simbólico, pois mostra que mobilização social, alianças amplas e defesa das instituições podem produzir uma vitória do campo da democracia. Isso não significa que o eleitorado europeu reproduzirá o brasileiro, nem que protestos e campanhas tenham passado a obedecer a um impulso vindo de Brasília. Cada país tem seus próprios conflitos. A derrota de Flávio, que está nos Estados Unidos, também favorece aos democratas norte-americanos. Defender a democracia exige respostas às condições de vida que alimentam a insatisfação popular. Quando a política perde contato com emprego, renda, preços e segurança, deixa um espaço que os adversários ocupam. A experiência brasileira foi uma combinação de defesa institucional e compromisso social. Essa não uma receita exportável, mas enfraquece a ideia de que a onda conservadora seja um destino. O México ocupa posição particular nessa equação. A integração econômica com os Estados Unidos convive com pressões sobre imigração, segurança e comércio. A relação de "morde e assopra" decorre dessa interdependência: Washington ameaça, mas também precisa negociar. Para mexicanos e brasileiros, uma eventual derrota republicana pode ampliar os interlocutores no Congresso e criar obstáculos a iniciativas coercitivas. Não elimina, contudo, os instrumentos de pressão da Casa Branca nem dissolve interesses nacionais conflitantes. Para Lula, um Trump enfraquecido oferece oportunidades e riscos. Uma Câmara democrata ampliaria a fiscalização, a perda do Senado dificultaria nomeações e elevaria o custo político de iniciativas do governo. Mas o presidente conservaria o veto e instrumentos executivos relevantes. Pressionado internamente, poderia procurar compensações na política externa e na sua nova doutrina de defesa nacional. O Brasil precisa ampliar as pontes, inclusive com republicanos, sem transformar o relacionamento bilateral numa extensão da disputa partidária americana. O fato é que a vitória brasileira e uma possível onda azul nos Estados Unidos podem marcar limites à projeção internacional de Trump, ancorada no seu poder militar e tecnológico. É precipitado anunciar seu esgotamento, diante da força de intervenção que ainda deterá. O Brasil precisa combinar firmeza na soberania, cautela diante das provocações e perseverança diplomática. Com Trump derrotado nas urnas, administrar as relações com os Estados Unidos não comporta soberba e continuará exigindo pragmatismo.
A coluna do jornalista Luiz Carlos Azedo discute a comemoração da esquerda brasileira com a reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva e a expectativa de um enfraquecimento político de Donald Trump nos Estados Unidos. O texto ressalta que a diplomacia brasileira precisará adotar pragmatismo e cautela nas relações bilaterais, mantendo o diálogo amplo com diferentes alas da política norte-americana. Leia a análise completa em Correio Braziliense. SAIBA QUAL AÇÃO DO CENTRÃO PODE UNIR PETISTAS E BOLSONARISTAS NO CONGRESSO MyNews Carlos Andreazza: Lula 4, Dilma 3 e a oposição bolsonarista sem Bolsonaro | Estadão Analisa Estadão No “Estadão Analisa” desta terça-feira, 03, Carlos Andreazza fala sobre o atual cenário político brasileiro. Luiz Inácio Lula da Silva entrará em seu quarto mandato diante de uma sociedade dividida, um Congresso em que precisará construir maiorias, compromissos de campanha e a obrigação política de entregar crescimento. Com a dívida pública elevada, juros altos e famílias endividadas, como o governo reagirá nesse conflito entre ambições políticas e restrições econômicas? O Brasil está diante de ‘Lula 4’ ou de uma espécie de ‘Dilma 3’? No Palácio do Planalto, o governo joga todas as fichas para aprovar no Senado, nesta terça-feira, 3, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública, que aumenta as atribuições do governo federal no combate ao crime organizado. Mas a defesa feita pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva da redução da maioridade penal subiu no telhado depois da eleição. A PEC é uma das prioridades de Lula para o quarto mandato, tanto que ele condiciona a criação do Ministério da Segurança Pública à sua aprovação. A avaliação do governo é que, se a PEC não passar agora, dificilmente irá adiante em 2027, quando o Congresso terá uma composição mais conservadora e a oposição promete ser ainda mais dura. Sobre o programa Acompanhe Estadão Analisa com o colunista Carlos Andreazza, de segunda a sexta-feira às 7h, com uma curadoria dos temas mais relevantes do noticiário. Tudo Sobre Flávio Bolsonaro Lula [Luiz Inácio Lula da Silva] STF [Supremo Tribunal Federal] html

Para analisar e unificar os três manuscritos sob uma perspectiva que una a ciência física à filosofia política — superando as análises puramente superficiais da ciência política tradicional —, precisamos entender que existe uma utilização da física (eletromagnetismo e dinâmica de partículas) como uma metáfora estrutural para a história, a linguagem e o poder.

1. Interpretação Individual dos Manuscritos

Manuscrito ①: A Polarização da Linguagem e a Dialética Cultural

  • O Conceito: O texto começa estabelecendo as bases do eletromagnetismo (Eletrostática, Eletrodinâmica, Magnetismo). Em seguida, aplica essa polaridade à sociolingüística.
  • A Análise: Divide-se a linguagem em dois polos de força: o Polo Aristocrático/Dominante (o Latim na Inglaterra medieval/moderna; o Português "última flor do Lácio" imposto pelo Marquês de Pombal no Brasil) e o Polo Popular/Dominado (o Cockney inglês da "plebe rude"; o Tupi-Guarani rebaixado a "gírias mil, ignóbeis").
  • Significado Político: A língua não é neutra; ela é um instrumento de hegemonia e cooptação. A imposição de um idioma "nobre" serve para neutralizar e dominar a energia do polo oposto (a massa popular).

Manuscrito ②: A Dinâmica das Alianças e a Repulsão Partidária

  • O Conceito: Uma crônica analítica da transição política brasileira pós-ditadura militar (focada em figuras como Lula, Brizola, FHC, Ulysses Guimarães, Covas, Montoro, Jânio e Maluf).
  • A Análise: Em vez de olhar para a ideologia pura, o texto descreve a política partidária brasileira como o movimento de partículas em um acelerador. Fernando Henrique Cardoso (FHC) atua como uma partícula que navega entre polos magnéticos: rejeita Lula e Brizola, é atraído pelo peso institucional de Ulysses Guimarães ("Doutor Ulysses"), evita o campo de Mario Covas e encontra estabilidade e abrigo na órbita moderada de Franco Montoro ("cabana de Montoro"). Por fim, o texto define a repulsão e o antagonismo definitivo de sua trajetória: Jânio Quadros foi o "Maluf" (o nêmesis, o polo oposto intolerável) de sua vida.
  • Significado Político: Os atores políticos comportam-se como cargas elétricas de sinais iguais ou opostos, gerando forças de atração, repulsão e órbitas de conveniência.

Manuscrito ③: A Física do Poder e a Teoria dos Campos

  • O Conceito: A explicitação teórica de toda a metáfora. A política é definida explicitamente como "elétrons em movimento" (eletrodinâmica) e "elétrons estáticos" (eletrostática).
  • A Análise: A escolha do elétron baseia-se em polos: um polo usa a energia (o elétron) para a destruição ("para matar"); o outro, para a construção ou conservação ("para morar"). Há uma dualidade clara entre a "Guerra de movimento" (dinâmica, velocidade, mudança de fluxos) versus "Guerra de posição" (estática, trincheiras institucionais, manutenção do status quo — um conceito profundamente alinhado ao filósofo marxista Antonio Gramsci).
  • A Síntese: O manuscrito conclui que o "campo de forças generalizada" é o resultado da interação de todas as forças particulares.

2. A Unificação dos Três Campos (A Síntese Filosófico-Científica)

Ao tentar unificar esses três manuscritos da mesma forma que Einstein, Maxwell ou os filósofos da natureza buscaram a Teoria do Campo Unificado, percebe-se a criação de um modelo tridimensional do poder:

[ CAMPO UNIFICADO DA POLÍTICA ] | +------------+------------+ | | [ELETROSTÁTICA] [ELETRODINÂMICA] (Ordem / Estrutura) (Conflito / Movimento) | | • Língua Oficial • Dialetos / Gírias • Guerra de Posição • Guerra de Movimento • Cabanas e Acordos • Atração e Repulsão (Montoro/Ulysses) (Lula/Brizola/Jânio)
  1. A Matriz Energética (O Micro): Toda a realidade social é composta por partículas elementares ("elétrons"). Na política, o "elétron" é o indivíduo, o voto, a palavra ou o ato de militância. Essas partículas podem estar em repouso (conformismo, ordem institucional, o português oficializado) ou em movimento (revolução, disrupção, as gírias das ruas, as campanhas eleitorais).
  2. As Forças de Atração e Repulsão (O Meso): O Manuscrito ② exemplifica como essas partículas se agrupam na prática. A política partidária não é feita de ideias abstratas, mas de campos magnéticos de conveniência e sobrevivência. Líderes políticos orbitam em torno de centros de gravidade e poder para se protegerem das correntes de alta voltagem e imprevisibilidade.
  3. O Campo de Forças Generalizada (O Macro): O Manuscrito ③ dá a resposta final para a unificação. O que chamamos de "História" ou "Sociedade" não é o resultado da vontade de um único governante ou de uma única lei. É o Campo Unificado, a soma vetorial de todas as tensões particulares: a cultural da língua, a das disputas partidárias e a existencial entre a vida e a morte, a paz e a guerra.

Ensaio de Síntese: A Equação Unificada da Práxis e o Porvir

Esta tese insere Antonio Gramsci — o jovem sardo do Meio-Dia italiano, cuja realidade social e econômica na Sardenha e na Apúlia o colocava historicamente mais próximo das franjas coloniais e agrárias do Sul global e da África do que das metrópoles industriais da Europa Ocidental — como o grande artífice e unificador dos campos da práxis.

Gramsci opera a unificação entre a análise estrutural clássica de Karl Marx (voltada para o desenvolvimento industrial ocidental) e a aplicação revolucionária de Vladimir Lênin (voltada para a realidade autocrática e camponesa da Eurásia Oriental). Ele faz isso ao traduzir a força bruta da revolução em uma física fina da hegemonia cultural, unindo a juventude utópica do desejo de transformação à maturidade realista do cálculo estratégico.

A Dialética do Elétron: Entre o Jovem Utópico e o Velho Maduro

O jovem utópico carrega a eletrodinâmica pura: é o elétron em movimento impetuoso, a força de fricção que recusa o repouso. O velho maduro detém o mapa das resistências do circuito: o conhecimento das forças de atração, repulsão e o peso das alianças institucionais.

A unificação gramsciana funde esses dois tempos. A utopia sem realismo dissipa-se em calor (entropia política); o realismo sem utopia cristaliza-se em cinzas (estática conservadora). A transformação do real exige que a energia da juventude seja canalizada pela maturidade da estratégia, transformando o "desejo de matar" as estruturas vigentes em um "projeto de construir e morar" no novo porvir.

A Conjugação das Forças: Movimento e Posição

A física clássica nos ensina que para acelerar um corpo sem fragmentá-lo ou fazê-lo perder o controle (perder o passo do progresso), é preciso calcular a relação entre a sua velocidade e a resistência do meio. Na física política, isso se traduz no equilíbrio dinâmico entre:

  • A Guerra de Posição: A acumulação estática de energia, a disputa pela linguagem (Cockney versus Latim), a infiltração nas trincheiras culturais da sociedade civil e a criação de uma nova hegemonia.
  • A Guerra de Movimento: O salto dinâmico, o deslocamento rápido de massas, o momento de aceleração em que os elétrons rompem o isolamento e alteram permanentemente o campo magnético do Estado.
[ DINÂMICA DA ACELERAÇÃO HISTÓRICA ] Guerra de Posição Guerra de Movimento (Maturidade / Estrutura) (Juventude / Velocidade) | | v v [Acúmulo de Energia] --------> [Salto Quântico] ^ | |____________________________| (Consolidação do Progresso)

O Campo Generalizado e as Franjas do Mundo

Ao situar o nascedouro dessa síntese no sul da Itália, olhando de frente para o continente africano e de perfil para o Ocidente e o Oriente, a tese descentraliza o eixo do pensamento político. O "campo de forças generalizada" não se resolve mais nas salas de conferência das metrópoles ocidentais. Ele se resolve na fricção entre o centro e a periferia, onde a língua oficial "cooptada" é desafiada pelas "gírias mil" das maiorias subalternizadas.

Conclusão: A Síntese Provisória do Porvir

O porvir não é um destino manifesto e inevitável, mas uma síntese provisória — um equilíbrio dinâmico de forças que exige constante calibração. O erro dos cientistas políticos contemporâneos é o isolamento dos fatores: analisam o movimento dos partidos políticos esquecendo as correntes profundas da cultura e da dominação linguística, e ignoram as leis gerais da dinâmica social.

Use o código com cuidado. A síntese que se desenha para o porvir exige o reconhecimento de que a política, como a guerra na paz, é um sistema de forças integradas. Para os novos tempos, o desafio deste "jovem-velho" sujeito histórico é dominar a eletrodinâmica das redes, dos fluxos de informação e das massas marginalizadas, sem perder a ancoragem na estabilidade institucional necessária para edificar a nova sociedade. Aceleramos o passo não pelo movimento desordenado, mas pela precisão vetorial: sabendo exatamente para onde a energia social deve ser empurrada, transformando a gíria em discurso de poder, o elétron disperso em corrente organizada e o campo de forças fragmentado na unidade consciente da transformação real.
Chico Anysio em cena como seu personagem Raimundo Nonato, no cenário da Escolinha x Compartilhe... - Leia mais em https://noticiasdatv.uol.com.br/noticia/televisao/de-salario-miseravel-a-horror-de-pobre-bordoes-inesqueciveis-de-chico-anysio-14513?cpid=txt MORREU HÁ 5 ANOS De salário miserável a horror de pobre: os bordões eternos de Chico Anysio REPRODUÇÃO/GLOBO Chico Anysio em cena como seu personagem Raimundo Nonato, no cenário da Escolinha x Compartilhe Whatsapp Facebo... - Leia mais em https://noticiasdatv.uol.com.br/noticia/televisao/de-salario-miseravel-a-horror-de-pobre-bordoes-inesqueciveis-de-chico-anysio-14513?cpid=txt REDAÇÃO Publicado em 22/3/2017 - 5h23 Há cinco anos, em 23 de março de 2012, morria Chico Anysio (1931-2012), um dos grandes criadores da televisão brasileira. A importância de seu trabalho na TV pode ser medida tanto por volume quanto pela relevância: ao longo de 44 anos de carreira na Globo, o humorista interpretou mais de 150 personagens, muitos com estilos e bordões que permanecem até hoje na memória do público.... - Leia mais em https://noticiasdatv.uol.com.br/noticia/televisao/de-salario-miseravel-a-horror-de-pobre-bordoes-inesqueciveis-de-chico-anysio-14513?cpid=txt

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