11/04/2016
– ADMISSIBILIDADE DO IMPEACHMENT NO SENADO
Inspirados já nos ensinamentos de Sófocles, aqui, procurar-se-á a conexão, pelo conhecimento, entre o velho e o novo, com seus conflitos. As pistas perseguidas, de modos específicos, continuarão a ser aquelas pavimentadas pelo grego do período clássico (séculos VI e V a.C).
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quarta-feira, 11 de maio de 2016
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sábado, 7 de maio de 2016
“Não me perdôo por ter feito a escolha errada”.
ISTOÉBRASIL
BRASIL
|
N° Edição: 2422 | 06.Mai.16 - 20:00 | Atualizado em 07.Mai.16
- 16:20
Denunciado
pela Procuradoria da República e com pedido de prisão nas mãos de Sérgio Moro,
o ex-presidente nunca esteve tão perto da cadeia
Débora Bergamasco
Nos
últimos dias, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva desabou. Não seria a
primeira recaída desde o início das investigações do Petrolão, responsáveis por
tisnar sua imagem de homem probo semeada desde os tempos do sindicalismo no ABC
Paulista. Mas ao contrário dos outros momentos de fragilidade, Lula desta vez
expôs um sentimento insólito a companheiros de longa data: o de culpa. Pela
primeira vez, pôs em xeque o próprio faro político – considerado indefectível
no seio do petismo. Em uma longa conversa, em Brasília, com um amigo, o
ex-presidente lamentou em tom de desabafo, depois de fazer uma breve
retrospectiva de sua vida pública: “Não me perdôo por ter feito a escolha
errada”. O petista se referia ao fato de ter apostado todas suas fichas e ter feito
de Dilma Rousseff sua sucessora. O arrependimento, porém, tem pouco a ver com o
desastre político-econômico provocado pela gestão da pupila. Lula é um pote até
aqui de mágoas porque, em sua avaliação, ela nada fez para blindá-lo e o seu
partido das garras afiadas da Lava Jato. Para Lula, Dilma queria entrar para a
história como a presidente do combate à corrupção – mesmo que, para isso,
tivesse de sacrificar o próprio criador. Não logrou êxito, e é isso que
emputece Lula. Hoje, ambos rumam para um abraço de afogados. Dilma está à beira
de deixar o comando do País, alvo de um processo de impeachment, e na iminência
de ser investigada pelo crime de obstrução de justiça – a solicitação, feita
pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, na semana passada, depende
apenas do aval do STF. Ele, Lula, enfrenta o mais tenebroso inverno de sua
trajetória pública. Atingido em cheio pela Lava Jato, o ex-presidente nunca
esteve tão próximo de voltar à cadeia. Em 1980, o então líder sindical foi
detido em sua residência pelo DOPS, a polícia política do regime militar.
Permaneceu preso por 31 dias, chegando a dividir cela com 18 pessoas. Agora, o
risco de outra prisão – desta vez em tempos democráticos e por um temporada
provavelmente mais longa – é iminente.
''Não me perdôo por ter feito a escolha errada''
disse o ex-presidente Lula sobre Dilma
São
pelo menos sete frentes de investigação contra Lula, na primeira instância e na
Suprema Corte. Lula é acusado de liderar o comando da quadrilha, que desviou
milhões da Petrobrás, participar da tentativa de comprar o silêncio do delator
Nestor Cerveró, ex-diretor da estatal, obstruir a Justiça ao ser nomeado na
Casa Civil para ganhar foro privilegiado, receber favores de empreiteiras
ligadas ao Petrolão em reforma de um sítio em Atibaia, frequentado pela
família; ocultar patrimônio e lavar dinheiro por meio de um apartamento tríplex
no Guarujá, – que Lula jura não ser dele – , e de receber dinheiro de propina,
por meio de empreiteiras, por palestras realizadas no Brasil e no exterior.
Além
disso, ele ainda pode ser encrencado na Operação Zelotes, que apura suspeita de
venda de medidas provisórias com suposto beneficiamento de seu filho Luís
Cláudio Lula da Silva. No pedido para incluir Lula no chamado inquérito-mãe da
Lava Jato, Janot foi contundente ao dizer que o petista foi peça-chave no
esquema: “Essa organização criminosa jamais poderia ter funcionado por tantos
anos e de uma forma tão ampla e agressiva no âmbito do governo federal sem que
o ex-presidente Lula dela participasse”. O procurador-geral da República também
denunciou o ex-presidente, com base na delação do senador Delcídio do Amaral, –
revelada com exclusividade por ISTOÉ – por participar da trama para tentar
comprar o silêncio do Néstor Cerveró, ex-diretor da Petrobras envolvido nas
traficâncias da estatal. Um total de R$ 250 mil teria sido repassado pelo filho
do pecuarista e amigo do ex-presidente, José Carlos Bumlai, Maurício Bumlai,
para o advogado de Cerveró. A procuradoria identificou, entre outros elementos
contra o petista, um e-mail que comprova um agendamento de reunião entre Lula e
Delcídio no dia 8 de maio do ano passado no Instituto Lula, além de uma
passagem aérea provando que ele viajou naquela data. Disse Delcídio a respeito
do encontro: “Fui chamado por Lula, em meados de maio de 2015, em São Paulo
para tratar da necessidade de se evitar que Néstor Cerveró fizesse acordo de
colaboração premiada com o Ministério Público Federal”, disse o parlamentar.
Mas o que mais atormenta Lula é o pedido formal de prisão preventiva, formulado
pelo Ministério Público de São Paulo no caso da compra do tríplex do Guarujá,
hoje nas mãos do juiz Sérgio Moro. Segundo apurou ISTOÉ junto a fontes da Lava
Jato, Moro aguarda apenas o afastamento de Dilma na quarta-feira 11 para se
debruçar sobre o pedido de prisão.
O
juiz não queria analisar o caso antes do encerramento do imbróglio jurídico
envolvendo a nomeação de Lula no STF. Com a saída de Dilma esta semana, o
mandado de segurança em discussão no Supremo perde objeto e o caminho para uma
possível prisão de Lula estará aberto. Caso seja novamente preso ou mesmo vire
réu no Supremo, algo inédito para uma figura política de sua estatura, os
estragos políticos serão irreparáveis. A mácula indelével abreviaria sua
carreira pública de maneira inequívoca e sepultaria eventuais chances de
retorno à Presidência em 2018. A morte política do seu maior líder decretaria o
fim do PT.
Os
primeiros indícios do envolvimento do ex-presidente Lula no Petrolão surgiram
com os depoimentos do ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto
Costa e o doleiro Alberto Youssef. Após firmar acordo de colaboração com o
Ministério Público Federal no segundo semestre de 2014, Costa e Youssef
detalharam aos investigadores no Paraná como funcionava a quadrilha que agia na
estatal. Ambos fizeram menção a Lula, declarando acreditar que o Palácio do
Planalto, o que incluiria o ex-presidente, tinha conhecimento das
irregularidades. A dupla não dispunha de provas contra o petista, mas forneceu
informações cruciais para que a força-tarefa da Lava-Jato avançasse sobre as
empreiteiras envolvidas no escândalo. Batizada de Juízo Final, essa fase da
operação confirmou que as acusações de Costa e Youssef procediam. Ao quebrar o
sigilo da Camargo Corrêa, uma das empreiteiras investigadas, as autoridades
descobriram valores significativos transferidos à LILS, a empresa da qual Lula
é sócio e pela qual promove suas palestras. Outras construtoras envolvidas no
Petrolão também transferiram milhões de reais ao ex-presidente, um soma
superior a R$ 10 milhões entre 2011 e 2015. Embora o ex-presidente tenha negado
irregularidades nos valores recebidos das companhias, a Polícia Federal e o
Ministério Público passaram a esquadrinhar tais repasses. Trabalham com a tese
de que os valores recebidos por Lula seja dinheiro de corrupção. Essa apuração
está em curso tanto em Brasília quanto em Curitiba. No Paraná, os investigadores
estão fazendo uma comparação entre os valores repassados pelas empreiteiras à
LILS e pedindo para que elas apresentem documentos que comprovem a realização
das tais palestras. A Andrade Gutierrez foi a única que conseguiu provar todas.
As outras empresas não foram bem sucedidas nesse intento. Entre as pontas
soltas está uma suposta apresentação do ex-presidente na Venezuela, ainda sem
comprovação, o que complica a defesa do petista.
DEFINITIVO
Roteiro de delação de executivos da Odebrecht, como Alexandrino Alencar
e Marcelo Odebrecht, indica que eles complicarão Lula
À
medida que as investigações avançam, o papel de Lula na organização criminosa
do Petrolão fica cada vez mais evidente para a Procuradoria-Geral da República.
No mensalão, o petista recorreu ao mantra do “eu não sabia” para se dizer
alheio ao que acontecia ao seu redor. Agora, está claro que aquele era um
apêndice do esquema de maior capilaridade, desvendado pela Lava Jato. Ao dizer
que o Petrolão não poderia ter funcionado sem a participação decisiva de Lula,
Janot uniu o petista a dezenas de deputados e senadores que figuram na
investigação conhecida como “quadrilhão”, destinada a apurar o funcionamento da
engrenagem que desviou recursos da Petrobras. Em seu despacho, o
procurador-geral escreveu: “Embora afastado formalmente do governo, Lula mantém
o controle das decisões mais relevantes, inclusive no que concerne às
articulações espúrias para influenciar o andamento da Lava Jato, à sua nomeação
ao primeiro escalão, à articulação do PT com o PMDB.” E continuou em outro
trecho: “Já no âmbito dos membros do PT, os novos elementos probatórios indicam
uma atuação da organização criminosa de forma verticalizada, com um alcance bem
mais amplo do que se imagina no início e com uma enorme concentração de poder
nos chefes da organização”.
FIM DE LINHA
Dilma também virou alvo de pedido de investigação da PGR, por obstrução de Justiça
Outra
frente de problemas para o morubixaba petista é a investigação sobre o sítio
Santa Bárbara, em Atibaia, no interior de São Paulo. Há fortes indícios de que
as construtoras Odebrecht e OAS pagaram pela reforma com dinheiro desviado da
Petrobras, configurando, nesse caso, crime de corrupção. O terreno está em nome
de dois sócios de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho mais velho do
Lula. Há uma série de indicativos de que o verdadeiro dono seja o
ex-presidente. Conforme apurou ISTOÉ, a confirmação poderá vir da delação
premiada do executivo da Odebrecht, Alexandrino Alencar. No roteiro da delação,
Alexandrino prometeu entregar detalhes e provas que incriminariam Lula. A
expectativa é que os executivos da OAS também colaborem sobre o mesmo tema.
Assim
como o sítio de Atibaia, a força-tarefa da Lava-Jato no Paraná analisa denúncia
feita pelo Ministério Público de São Paulo contra Lula no que concerne ao
tríplex no Guarujá. Os promotores acusam o petista de lavagem de dinheiro e
falsidade ideológica. Para a MP, a família Lula era a proprietária, de fato, do
imóvel. No papel, o apartamento pertence à empreiteira OAS, envolvida no
Petrolão. O MP desmontou os argumentos do ex-presidente de que teria apenas uma
cota de outra unidade no prédio. Entre as provas apresentadas pelos promotores
estão relatos de funcionários e ex-moradores que confirmam que a
ex-primeira-dama Marisa Letícia, Lula e um dos filhos do casal vistoriaram as
reformas do imóvel. Obras que custaram mais de R$ 700 mil. Pagas pela OAS e feitas
ao gosto da família Lula. Chamou a atenção das autoridades que uma das visitas
ao apartamento foi acompanhada pelo presidente da OAS, Leo Pinheiro. O
executivo chegou a ser preso no Petrolão e negocia acordo de delação premiada.
O caso estava sob a responsabilidade da juíza Maria Priscilla Ernandes, da 4ª
Vara Criminal de São Paulo, mas na semana passada, o inquérito foi remetido ao
juiz Moro, incluindo o pedido de prisão preventiva contra Lula formulado pelo
MP paulista.
O CARA
Segundo Delcídio do Amaral, Lula foi o mentor da compra do silêncio de Cerveró
Um
pedido como este nas mãos do ágil juiz Sérgio Moro era tudo o que o Dilma e
Lula tentaram evitar a todo custo. A ponto de ensejar sobre eles uma possível
investigação pelo crime de tentativa de obstrução do trabalho da Justiça. A
linha de investigação leva em consideração o ato de nomeação do ex-presidente
para a Casa Civil, iniciativa cujo único propósito foi o de livrar o petista da
competência do juiz de Curitiba. Foi um duplo tiro no pé. Agora, além de Lula
ser alvo de um pedido de investigação por tentar atrapalhar o trabalho da
Justiça, crime tipificado na Constituição no inciso 5 do artigo 6º da Lei
1.079/1950, o destino político do ex-presidente está definitivamente nas mãos
do seu principal algoz.
Pedidos de inquéritos contra Lula e Dilma tiveram como
base delação de Delcídio, antecipada por Istoé
Comece.me
Eu
sei como você se sente…
Durante
a vida, muitas pessoas e lições passam por nós, algumas esquecemos, outras
aprendemos, mas geralmente poucas moldam quem nós somos ou seremos daquele
ponto em diante. Eu acredito que uma “boa base” pode causar um impacto
gigantesco na vida de qualquer pessoa. E é por isso que quero compartilhar a
lista das 19 lições de vida que eu gostaria de saber aos 18 anos.
A
minha intenção é que ela chegue ao maior número de jovens possíveis (se você
gostar e concordar, por favor, compartilhe), pois ela responde e tranqüiliza
grandes perguntas que todos nós já nos fizemos algum dia. Mas vale um alerta:
ela não é completa e nem significa que eu “saiba toda a verdade”. Por favor,
apenas relaxe e aproveite.
1.
Há Mais de um Caminho na Vida
Muita
gente vai dizer o que você deve fazer. O “sistema” vai te forçar ao máximo para
que seja igual a todo mundo e, em certas ocasiões, você terá que ser. Mas não
esqueça que é sua responsabilidade criar e seguir seus próprios padrões de
sucesso e felicidade.
Se
você não está pronto para uma faculdade logo após o colégio, não se preocupe,
isso não é determinante para nada. Fazer por fazer não vai te levar muito
longe. E a verdade é que “no mundo real“, ninguém se preocupará com as suas
notas.
Lembre-se: O
sucesso e a felicidade não são lineares. Então, aproveite ao máximo todos os
momentos.
2
Prefira Sempre ser Feliz a Ter Razão
Sempre
existirão pessoas mais inteligentes, ricas e bonitas que você. O contrário
também é verdadeiro. Evite apenas ser “o babaca“ que sempre quer ter razão. Ter
razão pode até ser legal, mas ser feliz, dar risada e curtir momentos de
descontração é muito melhor.
3.
Você vai Falhar e Tudo Bem
Se
eu pudesse dar apenas um conselho a qualquer pessoa, diria: Falhe Rápido!
Quanto mais rápido você “quebrar a cara“ (é isso VAI ACONTECER em algum
momento), melhor preparado estará para os próximos desafios. É impossível
aprender a nadar sem entrar na água. O segredo do sucesso está na execução,
então, apenas faça.
4.
Você pode Fazer QUALQUER COISA, mas não tudo
A
perfeição não existe e você nunca vai ser bom em tudo. Mas a boa notícia é que
você pode fazer qualquer coisa. A má notícia é que quando você é pequeno e diz
que quer ser Astronauta, todos acham “bonitinho”, mas, quando você tem 18 anos
e diz a mesma coisa, ninguém vai achar graça. Meu conselho: Ignore-os.
Geralmente são pessoas frustradas tentando lhe convencer a “se adequar ao
sistema”. Pense, todos querem ter um “Neymar” em casa, mas poucos incentivam a
fazer algo que fuja do tradicional.
Então,
apenas escolha algumas coisas e faça! Se você pensar demais, analisar demais,
acredite, você não vai fazer. Então não pense! Você é jovem, o que de pior pode
te acontecer?
5. Se
você é sempre a pessoa mais Inteligente da Mesa, Você está na Mesa ERRADA3
Acostume-se
a sempre se cercar de pessoas inspiradoras e mais inteligentes que você. É um
erro extremamente confortante “ser o cara” do seu grupo. Este é o caminho mais
fácil para se acreditar que não “há mais nada a aprender”. E é aí que você
começa a perder.
6.
Nunca pare de Aprender e Sempre Comece alguma coisa
Depois
de certo tempo as pessoas têm o triste hábito de se acomodarem numa situação
específica (lembra da lição anterior?). Como diria as pessoas antigas: “Quem
vive de passado é Museu”.
Não
espere que algo se torne obsoleto para evoluí-lo, pois talvez não dê mais
tempo. A Apple é um grande exemplo, Steve Jobs sempre “matou” seus próprios
produtos por produtos melhores e superiores, antes que alguém o fizesse.
Liberte-se
do passado! Muitos tem medo de mudar as coisas pois, no passado, foram eles que
definiram daquele jeito e, mudar pode representar incongruência. Isso é
bobagem! Evolua, inove, transforme!
DICA
EXTRA: Aprenda com as crianças. Repare, elas sempre estão aprendendo e
começando coisas. O que significa que COMEÇAR está em nossa essência. Não perca
isso jamais!
7.
Criar algo de valor leva TEMPO, seja paciente
Quando
se é jovem, temos pressa para tudo. Não é ruim ter pressa, canalize isso para Começar
Coisas eFalhar Rápido, mas tenha a consciência que construir algo de
valor, leva tempo. Michelangelo levou 3 anos para esculpir Davi e 4 anos
para concluir a Capela Sistina. Ok, Deus só precisou de 7 dias, mas
o tempo dele não é o mesmo que o nosso, lembra?
Depois
de falhar um pouco (e Thomas Edison precisou de milhares de tentativas até
encontrar o filamento ideal para a lâmpada) – você encontrará a sua própria
luz. E então, apenas siga o seu coração!
8.
Estabeleça algumas Metas e Prazos (e cumpra-os)
– O
senhor poderia me dizer, por favor, qual o caminho que devo tomar para sair
daqui?
– Isso depende muito de para onde você quer ir, respondeu o Gato.
– Não me importo muito para onde, retrucou Alice.
– Então não importa o caminho que você escolha, disse o Gato.
– Isso depende muito de para onde você quer ir, respondeu o Gato.
– Não me importo muito para onde, retrucou Alice.
– Então não importa o caminho que você escolha, disse o Gato.
(Alice
no País das Maravilhas)
Para
quem não sabe onde quer chegar, qualquer caminho serve. Estabelecer
algumas metas e prazos é importante para nortear o que realmente é importante
em sua vida. Não se preocupe demais se você falhar em algumas metas, o
importante é estabelecer e executar. Lembra da lição 3?
Além
disso, considere a Lei de
Parkinson:
“O
trabalho se expande de modo a preencher o tempo disponível para a sua
realização”.
Isso
significa que:
Se
você não colocar um prazo para atingir um determinado resultado, logo, ele irá
se estender ad aeternum.
Ao
colocar um prazo curto para o cumprimento de uma tarefa, sua mente é forçada a
focar no essencial. Quer um exemplo? Confira aqui como eu posso te ensinar a
começar uma ideia ou projeto de negócio em 72 horas.
A Lei de Parkinson tem
mudado a minha vida, espero sinceramente que mude a sua também.
9.
Comunicação não é tudo. É mais do que isso!
Aprenda
a se comunicar bem e SEMPRE que puder. Seja escrevendo, montando uma
apresentação ou falando. Não importa, quanto melhor você conseguir se
comunicar, ser claro e consistente, mais fácil será atingir seus objetivos a
longo prazo. É igual ir para a academia, nos primeiros dias você volta
“quebrado”, seu corpo dói, a preguiça tenta lhe desmotivar, mas se persistir,
depois de algumas tentativas, você perceberá que não é tão difícil assim.
Se
você é muito tímido, do tipo que tem vergonha de falar em público, comece
pequeno:
Se
torne excelente na escrita (uma coisa compensa a outra até certo ponto). E aqui
não tem jeito, ler muito é o que basicamente vai te ajudar neste quesito;
Faça
pequenas apresentações das suas ideias ou projetos 1 a 1. Escolha um amigo,
convide-o para um café (pague o café, ok?) e apresente. Repita o 1 a 1 com 10
pessoas (amigos, família e colegas);
Superado
o desafio anterior, agora faça “seu show” para pequenos grupos de amigos (sim,
você não precisa de um ppt, esqueça esta muleta digital). Quando marcarem de
sair no final de semana, de forma descontraída, faça sua apresentação e observe
as reações.
Grave
vídeos curtos de você mesmo apresentando as ideias, assista e observe que “não
é tão ruim e nem tão difícil assim”. Garanto que vai se surpreender.
Resumindo: Aprenda
a Vender (você, seus projetos e seus ideais). Por mais que talvez você não
concorde, no mundo real, as pessoas que se expressam bem, sempre tem uma chance
a mais que as outras.
Acesse
também o meu Guia Passo a Passo do que Fazer da Vida aos 18 anos.
10.
Faça o Dinheiro trabalhar para Você
Leia
o livro: Pai Rico, Pai Pobre. É uma leitura fácil e lhe ajudará rapidamente a
mudar sua Mentalidade sobre dinheiro.
Mentalidade: Conjunto de pressupostos,
métodos ou notações detidas por uma ou mais pessoas ou grupos de pessoas que é
tão estabelecido, que cria um poderoso incentivo nestas pessoas ou grupos a
continuarem a adotar ou aceitar comportamentos anteriores, escolhas ou
ferramentas.
Em
minha opinião:
Dinheiro
não é algo ruim e ponto! O que você faz com ele é que pode ser inútil
(ostentação, por exemplo);
Ninguém
quer ser RICO, o que as pessoas querem são os benefícios que o dinheiro oferece.
Logo, focar nos benefícios o fará chegar a conclusão de que talvez não precise
de tanto dinheiro como imagina;
O
segredo não está em quanto você ganha, mas o quanto você poupa, aplica e
aproveita a vida;
Vender
as suas horas é um péssimo negócio. Não é escalável (e não se pode comprá-las
de volta);
Criar
e/ou Vender produtos e soluções, bem como buscar formas de geração de renda
passiva é o caminho para libertação financeira.1 Pode parecer bobagem para
alguns, mas eu mesmo demorei muito tempo para acreditar nisso.
11.
Tenha Senso de Humor
A
vida fica muito mais leve quando você é o primeiro a rir das suas bobagens. Eu
simplesmente não suporto gente “de mal com a vida”. Afaste-se delas sempre!
E
acredite, você não precisa ser piadista, apenas enxergue a vida com bom humor.
Particularmente gosto muito de ensinar e aprender por meio do humor, tal como
neste exemplo:
Um
senhor que vivia sozinho em Minnesota queria cavar a terra do seu jardim para
plantar flores, mas era um trabalho muito pesado. O seu único filho, que o
ajudava nesta tarefa, estava na prisão. O homem decidiu então escrever a
seguinte carta ao filho:
“Querido
filho, estou triste pois não vou poder plantar o meu jardim este ano. Detesto
não poder fazê-lo porque a sua mãe sempre adorou flores e esta é a época certa
para plantar. Mas eu estou velho demais para cavar a terra. Se estivesse aqui,
eu não teria esse problema, mas sei que não pode me ajudar, uma vez que está
preso.
Com amor, seu Pai.”
Com amor, seu Pai.”
Pouco
tempo depois, o pai recebe o seguinte telegrama do filho:
“Pelo
amor de Deus, Pai, não escave o jardim! Foi lá que eu enterrei os corpos”.
Como
as correspondências eram controladas na prisão, às quatro da manhã do dia
seguinte, uma dúzia de agentes do FBI e polícias apareceram e cavaram o jardim
inteiro, sem, no entanto, encontrar qualquer corpo. Confuso, o senhor escreveu
uma carta para o filho, contando o que acontecera.
Resposta
do filho:
“Pode
plantar o seu jardim agora, Pai. Isso foi o máximo que eu pude fazer para no
momento…”
DICA
EXTRA: Nunca perca a chance de fazer alguém sorrir! Fará bem a ambos
12.
Leia estes Livros
Existem
muitos excelente livros a serem lidos. Fazer uma lista resumida é algo muito
difícil, mas vamos lá. Segue aqueles que acredito que possam causar um bom
impacto em sua mente:
7
Hábitos das Pessoas Altamente Eficazes2
Pai
Rico, Pai Pobre
Entregando
Felicidade
Quem
Pensa Enriquece (Mesmo autor de A Lei do Triunfo)
Fora
de Série – Outliers
A
Cauda Longa
Click
– O que milhões de pessoas estão fazendo online e porque isso é importante.
Reinvente
sua Empresa
Previsivelmente
Irracional
Empreendendo
Fazendo a Diferença (O Mito)
MBA
Compacto – Planejamento de Negócios voltado para o Crescimento
Steve
Jobs – A Biografia
Trabalhe
4 horas por Semana
O
Mensageiro Milionário
Manual
do CEO
As
Armas da Persuasão
Maestria
De
onde vêm as boas Ideias
Sim,
falta muita coisa, mas se você ler estes, sua cabeça nunca mais será a mesma,
posso garantir!
13.
Sempre Faça Algo de Graça!
Eu
realmente acredito que o ser humano é bom em sua essência. Não me lembro de
quem é esta frase, mas é excelente: “Todos nós nascemos originais e morremos
cópia” então, procure copiar bons hábitos!1
Ajudar
REALMENTE DE GRAÇA o próximo é um excelente hábito! Qualquer pequena ação vale.
Isso faz com que a vida ganhe mais sentido, gera um saldo de felicidade no
coração e uma paz absurda, experimente!
Eu
amo ajudar as pessoas! Dou consultoria de graça para pessoas que nem conheço,
respondo os e-mails de dúvidas que consigo, me pego as vezes no Skype falando
com pessoas até então estranhas sobre dinheiro, carreira e felicidade. Saio de
casa as 23:30 para conversar com um amigo depois de receber uma mensagem:
“preciso de motivação, preciso conversar com…” e por aí vai.
Não
sei mais viver diferente disso. Fazer algo de graça, ajudar as pessoas é algo
viciante pra mim. Um tempo atrás, escrevi um post que fez bastante sucesso aqui
e que fala um pouco mais sobre o tema, confere: Está Desanimado? Experimente algo Novo: Ajude Alguém! Leia
até o final e assista o vídeo.
14.
Aprenda a Dizer Não
Parece
uma contradição a lição anterior, mas não é. Aprender a dizer NÃO aqui é sobre
fazer coisas que não fazem sentido para você, fazer por fazer. É uma tarefa
difícil, até hoje tenho dificuldade, mas sinto que é algo que todos precisamos
aprender diariamente. Um belo exercício.
Dizer
NÃO é importante, pois temos a tendência a acumular coisas, clientes, pessoas,
projetos… e, o nosso medo de perder é muito maior e paralisante que o medo de
ganhar. Como ganhar nunca é garantido, nos apegamos a tudo o que já temos ou
que acreditamos estar sob controle, não conseguindo sair dessa bolha ilusória. A
infelicidade é confortável.
O
ponto é que em algum momento você precisará tomar decisões. Certas ou erradas,
elas precisarão ser tomadas. Siga em frente!
15.
O Dinheiro não Resolve todos os Problemas
O
dinheiro é como um super controle remoto que faz tudo o que você possa
imaginar, porém, ele vem sem pilha. Ao observar a caixa deste produto incrível,
note um asterisco ao lado da foto e a seguinte notação no rodapé:
*Felicidade
não Incluída.
É
isso aí. Dinheiro é legal? Claro! Mas não adianta muito se você não sabe o que
fazer com ele. Você é a pilha que dá o sentido para a coisa toda. E lembre-se
da outra lição: Prefira ser Feliz a ter Razão.
PS:
E não é o dinheiro que atraí as pessoas, mas o contrário.
Consulte
também o meu Guia Passo a Passo do que Fazer da Vida aos 18 anos.
16.
Entregue mais do que te Pedem
Entregar
mais do que te pedem não é algo que as pessoas estão acostumadas, então faça
isso, pois não existe nada mais poderoso que o efeito surpresa!
Se
você prometeu 4 coisas, entregue 5. Sempre faça mais! Lembra do Sempre Fazer
algo de Graça? Talvez se aplique aqui também. O importante é que ao entregar
mais, você automaticamente eleva o nível das coisas, passa a ser lembrado como
alguém com diferencial. E as pessoas sempre lembram das pessoas com
diferenciais.
17.
Elogie Mais, Critique Menos (ou Fique Quieto)
É
muito mais fácil apontar os erros das pessoas que elogiá-las, evite este vício.
É fácil? Não, não é. Geralmente, somos rápidos demais em formar certas
opiniões, mas muito lentos em buscar entender o contexto em que as coisas
acontecem.
Exemplo: Você
está sentado no banco de um Ônibus, voltando para casa depois de um dia pesado
de trabalho, tarde da noite. De repente, entra um pai com 2 crianças. O Ônibus
está relativamente vazio, as crianças começam a correr de um lado para o outro,
fazendo muito barulho, a ponto de lhe incomodar.
Você
olha para o pai da criança e ele está sentado em um banco não muito longe do
seu com a cabeça inclinada para trás, apoiando a no ferro do banco. Você pensa:
Que criançada mal educada. E olha o pai então, parece não se importar nem um
pouco.
Alguns
minutos se passam e a sua irritação aumenta. Decidido a fazer algo a respeito,
se levanta e chega na frente do pai das crianças e diz: Ei, o senhor não está
vendo o barulho e bagunça que as crianças estão fazendo? Não vai fazer nada?
Então
ele responde: Verdade, o senhor tem toda razão. Me desculpe, mas é que eu
acabei de sair do hospital, a mãe deles morreu faz menos de 1 hora e eu não sei
como lidar com isso. Eles geralmente são bem comportados.
Percebe
o contexto?
E
antes que você me julgue, esta é mais uma das lições que também tenho que
exercitar diariamente. Então, quando possível, não perca a incrível chance de
ficar quieto!
18
Deposite para Sacar
No
livro: Os 7 Hábitos das Pessoas Altamente Eficazes, Stephen Covey diz que com
cada pessoa na vida, você pode abrir uma conta emocional, mas que para sacar é
preciso antes depositar.Ele explica ainda que a maturidade humana passa por
três grandes fases:
–
Dependência (dependência dos pais)
– Independência (física, mental, financeira entre outras)
– Interdependência (quando nos damos conta de que tudo na natureza é interdependente).
– Independência (física, mental, financeira entre outras)
– Interdependência (quando nos damos conta de que tudo na natureza é interdependente).
Neste
estágio, você se dá conta de que o relacionamento com pessoas é algo inevitável
para se atingir objetivos. Todo mundo depende de alguém, logo, o Networking
apesar de importante, só faz sentido mesmo, se você SEMPRE tiver algo a
oferecer e não somente a obter das pessoas.
Poupe
o que puder e faça grandes depósitos sem esperar pelo saque. No momento certo,
se houver necessidade, as coisas acontecerão naturalmente. Tenha fé!
19.
Encontre o seu Porque
Encontre
um propósito, uma missão ou um grande sonho. Não vai ser fácil, existem pessoas
que passam a vida inteira sem encontrar, mas ainda sim e sua obrigação
procurar. Geralmente, temos dificuldade em identificarmos o que gostamos,
então, um exercício que pode te ajudar no começo é encontrar o que “Não Gosta”
e inverter.
Exemplo: Eu
não gosto da ideia de ficar muito tempo preso em um escritório. Invertendo:
Quero trabalhar com atividades em que eu possa estar sempre em lugares ou
situações diferentes. Acredite, este pequeno exercício pode lhe ajudar e muito
em sua busca interna até o momento em que tudo fará sentido e encontrará
finalmente o seu PORQUE.
Já
citei este vídeo em um post anterior, mas ele é ótimo para
explicar o quanto é importante encontrar o seu PORQUE
Simon
Sinek, escritor e consultor
Aline Scherer, da Revista
EXAME
Siga-me
São
Paulo - Entre os milhares de pensadores, anônimos e celebridades que fizeram
apresentações no TED, o famoso ciclo de palestras que disseminam ideiasinovadoras
em vídeos na internet, o britânico Simon Sinek é hoje o mais popular na seara
dos negócios.
Sua
primeira apresentação, em 2010, sobre o livro Por
Quê? — Como Motivar Pessoas e Equipes a Agir, já foi assistida por mais de 20
milhões de pessoas. De lá para cá, ele deu consultoria a mais de uma dezena de
grandes empresas e palestras em locais tão diversos quanto o Pentágono e as
Nações Unidas.
Em
2014, lançou o segundo livro, Leaders Eat Last (em tradução literal,
“Líderes comem por último”), ainda sem previsão de publicação no Brasil. Nela,
Sinek utiliza evidências biológicas e antropológicas para comprovar sua tese de
que chefes jamais deveriam estimular acompetitividade entre
seus subordinados — e sim tratá-los como se fossem seus filhos.
“Já
existem muitas ameaças às empresas no mercado, não faz qualquer sentido
reproduzir esse clima de tensão e de medo no ambiente interno”, disse ele em entrevistaa
EXAME, de seu escritório em Nova York.
Revista
EXAME - Em seu livro mais recente, o senhor usa a metáfora de que os líderes
devem comer por último. O que isso significa?
Simon
Sinek - Em uma conversa com um almirante, perguntei a ele por que a
Marinha americana é tão boa naquilo que faz. Ele me contou que, na hora das
refeições, os marinheiros juniores comem primeiro, e os seniores comem por
último. Não é uma regra escrita, mas reflete a forma como eles definem
liderança.
Não
se trata de um cargo, mas de ser responsável pelas pessoas sob seu comando. Na
carreira militar, condecoram-se os líderes que se sacrificam pelos outros. No
mundo corporativo, o mais usual é premiar com bônus os executivos dispostos a
sacrificar os outros para que eles e as empresas, supostamente, saiam ganhando.
É um contrassenso.
Revista
EXAME - Qual é a importância de ter líderes que se sacrificam pela equipe?
Simon
Sinek - É a melhor maneira de ter um ambiente menos agressivo, em que haja
mais colaboração entre os funcionários. Caso contrário, no longo prazo, o
excesso de competitividade interna se torna prejudicial. Quando as pessoas
sentem que o líder faria qualquer coisa para se beneficiar, que ele mentiria
para parecer melhor do que é, a resposta natural é paranoia e egoísmo.
Quando
os funcionários acreditam que o líder sacrificaria seu bônus para evitar
demissões, eles se sentem seguros. A resposta natural é confiança e cooperação.
O homem é um animal social e responde ao ambiente onde está. É por isso que o
chefe deve criar um círculo de segurança em torno de sua equipe.
Revista
EXAME - E como o chefe cria esse círculo?
Simon
Sinek - Dando oportunidades para que os funcionários tentem e fracassem
sem sofrer retaliações. Se as pessoas temem perder o emprego porque apostaram
numa ideia que não deu certo, elas vão, em vez de tentar inovar, gastar tempo e
energia se protegendo.
É
instintivo: não nos permitimos oferecer nossas melhores ideias se estamos
preocupados em nos blindar contra chefes ou pares que possam nos prejudicar.
Revista
EXAME - O senhor é sempre radicalmente contra demissões?
Simon
Sinek - Não, mas é importante ponderar: a empresa está falindo ou apenas
passando por um período ruim? Se é uma fase, por que penalizar os funcionários?
E se a culpa for da estratégia definida pela liderança? Não os demita e peça
ajuda. Líderes inspiradores fazem com que seus subordinados respondam a seus
apelos com sangue, suor e lágrimas.
Revista
EXAME - Há bons exemplos de líderes inspiradores?
Simon
Sinek - Eles são poucos. Comparei a curva de retorno sobre investimentos
de 1986 a 2010 da varejista americana Costco com a da General Electric, um dos
maiores conglomerados do mundo. Na GE, onde os funcionários sempre foram incentivados
a competir entre si, algo estimulado, sobretudo, pelo ex-presidente Jack
Welch, as ações se comportaram como uma montanha-russa.
Já
na Costco, as ações valorizaram de maneira contínua, sem sobressaltos. Em 2010,
seus acionistas tiveram o dobro do lucro da GE e da média das demais empresas
listadas no índice S&P 500, da bolsa de Nova York. James Sinegal, que
fundou e deixou a presidência da Costco em 2012, sempre foi um executivo
amoroso, que tratava seus empregados como se fossem da família e pagava bons
salários. Diferentemente de Welch, Sinegal e seu sucessor, Craig Jelinek,
sempre pregaram a cooperação em lugar da competição.
Revista
EXAME - Outro exemplo de liderança negativa além de Jack Welch?
Simon
Sinek - Há muitos maus exemplos nos bancos de investimento. Jamie Dimon,
presidente do banco JP Morgan, não é um bom líder porque coloca os resultados
acima de qualquer coisa.
Em
2010, logo após sua empresa anunciar um lucro de 4,4 bilhões de dólares no
trimestre e assinar milhares de ordens de despejo, Dimon quis eximir a parcela
de culpa dos bancos na bolha imobiliária, transferindo a responsabilidade para
as empresas de hipoteca e os moradores endividados. Ele é terrível. Um líder de
verdade não faria isso.
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segunda-feira, 25 de abril de 2016
Pré-História do Impeachment
Prosas Judiciais
(REVISTAS) - FAZENDO HISTÓRIA
16/04/2016
20:01:00 ::::::::: REVISTAS ::::::::: VEJA Autor: THIAGO BRONZATTO
Vladimir
Freitas, o novo presidente da Iaca, diz que Sergio Moro é um dos mais bem
preparados magistrados brasileiros e que suas decisões são pautadas por uma
interpretação moderna das leis
O
DESEMBARGADOR federal aposentado Vladimir Freitas é o primeiro latino-americano
eleito presidente da laca, entidade dedicada ao aperfeiçoamento dos tribunais
presente em 24 países. Ex-presidente do Tribunal Regional Federal da 4a Região,
é um dos principais incentivadores da inovação do sistema judiciário
brasileiro, criador da primeira vara federal voltada para casos que envolvem o
meio ambiente e precursor da digitalização dos processos no Brasil. Para ele, a
especialização dos magistrados, o fim do foro privilegiado e a redução do
festival de recursos são instrumentos fundamentais para abreviar a morosidade
dos processos, acabar com a impunidade e devolver ao cidadão a sensação de
justiça — sensação que, segundo ele, vem sendo experimentada com orgulho pelos
brasileiros nos últimos dois anos diante do sucesso da Operação Lava-Jato.
Em entrevista a VEJA, o desembargador defendeu o juiz Sergio Moro, seu colega
há vinte anos. Disse que decisões polêmicas, como a divulgação da conversa
telefônica do ex-presidente Lula com a presidente Dilma, surpreenderam, mas
nada mais são do que o produto de uma interpretação moderna da lei.
A Lava-Jato é um marco na
história da Justiça brasileira?
Sem
dúvida. Além de sua enorme proporção diante de uma fantástica cadeia de
corrupção, a Lava-Jato se tornou um caso único, que no futuro será
objeto de filmes e livros, porque tem uma efetividade que nunca se viu na
história do país. Foi desmantelada uma quadrilha gigantesca instalada no
coração do poder, que se alimentava dos cofres públicos, vilipendiando a
democracia. Empresários poderosos estão presos. Políticos importantes estão
presos. O comando da organização, ao que parece, está na iminência de também
ser desmascarado. O comportamento do juiz Sergio Moro nesse caso é um
paradigma.
Por quê?
Conheço
o juiz Moro desde que ele ingressou na magistratura. Eu estava no tribunal
quando ele começou a carreira como juiz, em 1996. Desde o seu primeiro dia,
Moro se mostrou um juiz interessado. Em 1998, houve um concurso da Associação
dos Juízes Federais do Brasil que selecionou duas pessoas para fazer um curso
de questões constitucionais em Harvard, nos Estados Unidos. Moro foi um dos
ganhadores, e estudou fora do Brasil quando isso não era muito comum em nosso
meio. Ele se debruça sobre a matéria de lavagem de dinheiro desde
longa data e mantém contato com especialistas no tema nos Estados Unidos e na
Itália. Além disso, Moro tem uma força física e psicológica incomum. As pessoas
não reparam nisso. No entanto, para tocar um processo desse tipo, é preciso ter
não só força física, mas psicológica também. Ele não tem uma vida normal.
Precisa andar com guarda-costas. Ainda assim, mantém-se sereno, animado e sem
nenhuma arrogância. Não foi picado pela mosca azul. Isso faz diferença.
O juiz Sergio Moro foi muito
criticado pela divulgação das interceptações telefônicas do ex-presidente Lula
e da presidente Dilma. Ele errou?
Quando
tomei conhecimento da divulgação, fiquei surpreso e assustado. Fui estudar o
tema, fui atrás da decisão do Moro e falei com alguns colegas. A lei das
interceptações telefônicas, de fato, proíbe a divulgação dos áudios. Mas a
Constituição permite o acesso à informação a todo brasileiro e ainda diz que o
julgamento do Judiciário deve ser público. Moro interpretou a Constituição
acima da lei. Essa é uma linha seguida por todos os doutrinadores modernos, que
dizem que o juiz deve levar em conta a Constituição para julgar as questões de
propriedade e do meio ambiente. O que Moro fez? Ele seguiu essa linha na área
criminal. Nada mais que isso. A decisão dele é fundamentada. Não pode ser
atacada, não é um abuso. Moro tornou públicos os áudios com base na
Constituição, no interesse nacional de saber o que se passa nas esferas do
poder. Ele passou um ano no Supremo Tribunal Federal, assessorando a ministra
Rosa Weber. Isso lhe deu uma visão de Brasil, dos grandes casos, de como o STF
se comporta, como lê a Constituição. Por isso, a decisão dele é bem
fundamentada.
O senhor concorda com o foro
privilegiado para políticos?
Sempre
fui contra. Tem de acabar. Acho que a questão do foro privilegiado deveria ser
como nos Estados Unidos, onde ninguém o tem. Na nossa Suprema Corte, há
centenas de ações que envolvem deputados federais. Nem todas são por crimes
funcionais. O problema do foro privilegiado é tão grave quanto a morosidade.
Basta ver quantas ações penais de foro privilegiado chegaram ao fim no Supremo.
Foram pouquíssimas com decisão de mérito. Os julgamentos nos tribunais
superiores, normalmente, são feitos por pessoas que não têm experiência na
colheita das provas e estão envolvidas em outro tipo de atividade, julgando
recursos, sem exame de prova. A ineficiência é enorme. O mensalão foi uma
exceção, porque havia o ministro Joaquim Barbosa, que tomou o caso como questão
de vida e se empenhou realmente nos julgamentos, conseguindo um resultado
efetivo. Mas, em geral, os resultados são ruins. Sabendo disso, alguns
políticos apostam na impunidade, tentam obter o foro mesmo sob acusações
constrangedoras.
O senhor está se referindo ao
ex-presidente Lula?
O
ex-presidente Lula se sente perseguido, assim como grandes empresários e
políticos que estão na mira daLava-Jato. Ninguém gosta de prestar contas. Faz
parte.
O STF acertou em determinar a
prisão a partir da condenação em segunda instância?
Foi
uma decisão acertada. Em nenhum país é como no Brasil, onde é necessário passar
pela última corte para, em caso de condenação, poder executar-se a pena. Isso
estava fazendo com que os casos levassem quinze, dezoito anos para chegar ao
fim. Porque os réus vão interpondo recursos de forma interminável, o que gera
insegurança para a sociedade, uma descrença total na Justiça. À medida que o
Judiciário der início à execução da pena em segundo grau, o sujeito vai ver que
a Justiça está começando a ser efetiva. Funciona a favor do cidadão e contra os
criminosos.
Quais são os principais entraves
para uma Justiça mais efetiva?
Além
da questão do foro privilegiado, a criação de um sistema de quatro instâncias,
com primeira e segunda, Superior e Supremo, é uma grande jabuticaba. Em nenhum
lugar no mundo que conheço existe um sistema semelhante ao brasileiro. É óbvio
que o nosso sistema, tal como é constituído, faz com que as causas sejam
infindáveis. O sistema não pode funcionar assim. Gasta-se dinheiro público
demais. Nós já temos um dos Judiciários mais caros e mais letárgicos do mundo,
o que nos torna ineficientes. Normalmente, todos os países têm duas instâncias e
um recurso excepcional para um tribunal superior, que, em alguns casos, é a
Suprema Corte ou um Supremo Tribunal de Justiça. Nenhum tem quatro degraus. Na
prática, o nosso sistema faz com que uma simples cobrança de uma dívida de
condomínio demore quinze anos.
Diminuir o número de recursos não
reduz o direito de defesa?
Depois
do regime militar, achávamos que tudo era abuso de poder. Mas caímos no excesso
oposto, o que é um erro. Nos EUA, a Justiça é ágil por uma razão importante: à
Suprema Corte só chegam, em média, 100 processos por ano. Lá, os ministros
julgam apenas o que de fato é importante para o país. A maioria dos casos é
resolvida em primeira instância. A segunda só reforma 10% das decisões. Já aqui
o STF recebe milhares de casos ao ano. Há um excesso de recursos. Temos
recursos para tudo, sempre na ilusão de que quem julgar depois vai julgar
melhor. E vamos, assim, criando recursos até chegar ao STF.
O problema é apenas o excesso de
recursos?
Há
problemas também de gestão. Acho interessante a criação de concursos no
Judiciário para administrador público e especialistas em gestão pública. Essas
pessoas imprimem um ritmo maior, mais célere, menos formal, que é aquilo de que
o Judiciário necessita. Em 2005, quando eu era presidente do Tribunal Regional
Federal da 4- Região, convidei cerca de trinta funcionários que trabalhavam
comigo para fazer rafting (modalidade de canoagem praticada com botes
infláveis). Foi uma experiência coletiva incrível. Todos se ajudaram. Depois
disso, houve uma harmonia muito maior entre os colegas de trabalho no dia a
dia. Ações de gestão como essa podem contribuir para tornar as pessoas mais
produtivas. Além disso, a tecnologia pode melhorar muito a produtividade do
Judiciário.
A Justiça brasileira ainda é pouco
informatizada?
Com
a digitalização dos processos, os julgamentos fluem mais rapidamente. O
advogado protocola o documento eletronicamente e, em questão de segundos, já
está com o juiz. A Justiça Federal da A- Região, por exemplo, foi pioneira
nisso. Resolvemos começar a digitalizar os processos há quase doze anos. Eu era
presidente do tribunal, e um advogado idoso de Porto Alegre entrou com um
mandado de segurança, alegando que não conseguia utilizar o sistema eletrônico,
porque só sabia usar a máquina de escrever. Ele perdeu a causa numa decisão
histórica. Dali em diante, tornou-se um caminho sem volta. A Justiça deve
passar por um processo de robotização e minimizar o uso de papel.
A falta de especialização de
algumas varas emperra o Judiciário?
Nenhum
estado do Brasil tem especialização em crimes de corrupção. Um juiz que julga
furtos, roubos e estelionatos e, de repente, recebe um caso que envolve
corrupção tem muita dificuldade para lidar com a situação, porque é um direito
que abrange tratados internacionais. As varas de lavagem de
dinheiro são um exemplo de sucesso da especialização. Essas varas foram
criadas há doze anos. Mas não é só nos crimes financeiros que precisamos de
especialização. Não temos varas administrativas, que julgam casos de servidores
públicos, e há pouquíssimas varas especializadas em direito ambiental no
Brasil.
O senhor participou da criação das
varas de meio ambiente. Em Minas Gerais, onde ocorreu recentemente o maior
desastre ambiental da história do Brasil, não há uma vara federal especializada
no tema. Qual o impacto disso para a sociedade?
De
fato, não há no Estado de Minas Gerais uma vara especializada em meio ambiente.
Isso faz uma enorme diferença, porque o caso é complexo, gravíssimo, e os
resultados não têm sido animadores. Se tivéssemos uma vara ambiental, haveria
uma efetividade muito maior na punição do caso. Hoje, o processo tramita tanto
em Minas Gerais como no Espírito Santo, dois estados que foram vítimas da
tragédia. Nos EUA, quando houve o vazamento de petróleo no Golfo do México,
unificaram-se todas as ações em Nova Orleans. Naquela ocasião, foram designados
um juiz titular, uma juíza substituta auxiliar e uma equipe dedicada a cuidar
do tema. Está na hora de mudar, porque questões que envolvem o meio ambiente
são fundamentais para o futuro da humanidade.
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notícia está disponível no endereço:
PROSAS CULTURAIS
POR TOM FARIAS*
16/04/2016
6:40
Martinho
da Vila, o escritor – Arquivo
RIO
- Em um de seus livros, Martinho da Vila disse que começou a escrever quando
compôs um samba-enredo sobre Machado de Assis para a escola Aprendizes da Boca
do Mato, no Carnaval de 1959. “Acredito piamente que o enredo sobre Machado de
Assis foi o responsável por eu me interessar pela literatura. Até ali não me
lembro de ter lido livro algum, nenhum mesmo, pelo prazer de ler”, afirmou.
16/04/2016
09:30
Gal Costa - Divino Maravilhoso
Frejat - Divino Maravilhoso (ao
vivo) (audio)
Roberto
Frejat se apresenta em lançamento de casa de show | Marcos Ramos
"É
preciso estar atento e forte”, avisou Frejat ao cantar “Divino maravilhoso”, de
Caetano Veloso, logo na abertura do show que fez anteontem, na inauguração do
Complexo FM Hall. O lugar é um misto de estúdios, lounge para pequenas
apresentações e espaço para eventos, dentro do Bossa Nova Mall, anexo ao
aeroporto Santos Dumont.
A
escolha não foi em vão. O cantor contou que a crise que assola o Brasil não
poupou o meio musical. “Desde o final de 2014, o país está com o freio de mão
puxado, e toda a área de música tem percebido isso claramente”, dizia.
“Sentimos o reflexo dentro do nosso mercado até mais do que em outros, porque o
entretenimento é a primeira coisa que as pessoas cortam quando precisam
economizar. O número de shows diminuiu pelo menos 50%“, disse ele.
NETFLIX
Empresa
de streaming confirmou produção que foca investigações de corrupção no Brasil
Diretor
de “Tropa de Elite” assume desafio de traduzir momento político
PUBLICADO
EM 16/04/16 - 03h00
Depois
de tantas piadas sobre as semelhanças da realidade política brasileira com a
série “House of Cards”, é hora de inverter os papéis. O serviço de streaming de
vídeos Netflix anunciou ontem que produzirá uma nova série baseada na operação
Lava Jato e que deve ser lançada em 2017.
Ainda
sem título, a produção será feita no Brasil com criação e direção de José
Padilha, que tem no currículo filmes como “Tropa de Elite” e a série “Narcos”,
e será escrita por Elena Soares, de “Xingu” e “Casa de Areia”. As gravações
devem começar ainda este ano.
Conduzida
pelo juiz federal Sérgio Moro, da 13.ª Vara Federal de Curitiba, a Lava Jato é
a maior investigação já realizada no Brasil contra a corrupção. Ela foi
iniciada em 2009, época em que mirava em quatro doleiros. No curso de uma
investigação corriqueira, no entanto, a força tarefa da Polícia Federal e da
Procuradoria da República bateu de frente com o esquema de cartel de
empreiteiras que se instalaram na Petrobras entre 2004 e 2014. Em troca do
monopólio de contratos bilionários da estatal petrolífera as gigantes da
construção distribuíam propinas a dirigentes da Petrobras e políticos – entre
deputados, senadores e governadores.
Em
comunicado à imprensa, o vice-presidente de conteúdo internacional da Netflix,
Erik Barmack, exaltou o talento do diretor brasileiro em desenvolver narrativas
atraentes para o público. “E ele está bem posicionado para documentar esse
momento importante da história brasileira”, disse o executivo do serviço de
vídeo.
O
diretor brasileiro explicou no comunicado à imprensa que a série vai retratar
os investigadores brasileiros que descobriram o esquema de corrupção e disse
que a história será retratada de maneira imparcial.
PROSAS ECONÔMICAS
Prosas Estatísticas
Indicador
/ Período
|
Dez
- Jan - Fev
de 2016 |
Set
- Out - Nov
de 2015 |
Dez
- jan - Fev
de 2015 |
Taxa
de desocupação
|
10,2%
|
9,0%
|
7,4%
|
Rendimento
real habitual
|
R$
1.934
|
R$$
1.954
|
R$
2.012
|
Valor
do rendimento em relação a:
|
-1,0%
|
-3,9%
|
|
A taxa
de desocupação no trimestre móvel encerrado em fevereiro de 2016 foi
estimada em 10,2% para o Brasil, ficando acima da taxa do trimestre móvel
encerrado em novembro de 2015 (9,0%) e superando, também, a do mesmo trimestre
do ano anterior (7,4%).
A população
desocupada (10,4 milhões de pessoas) cresceu 13,8% (mais 1,3 milhão
pessoas) em relação ao trimestre de setembro a novembro de 2015 e subiu 40,1%
(mais 3,0 milhões de pessoas) no confronto com igual trimestre de 2015.
Já
a população ocupada (91,1 milhões de pessoas) apresentou redução de
1,1%, quando comparada com o trimestre de setembro a novembro de 2015 (menos
1,0 milhão de pessoas). Em comparação com igual trimestre de 2015, foi
registrada queda de 1,3% (menos 1,2 milhão de pessoas).
O
número de empregados com carteira assinada no setor privado
apresentou queda de 1,5% frente ao trimestre de setembro a novembro de 2015
(menos 527 mil pessoas). Na comparação com igual trimestre do ano anterior, a
redução foi de 3,8% (menos 1,4 milhão de pessoas).
O rendimento
médio real habitualmente recebido em todos os trabalhos (R$ 1.934) ficou
estável frente ao trimestre de setembro a novembro de 2015 (R$ 1.954) e caiu
3,9% em relação ao mesmo trimestre do ano passado (R$ 2.012).
A massa
de rendimento real habitualmente recebida pelas pessoas ocupadas em todos
os trabalhos (R$ 171,3 bilhões) registrou redução de 2,0% em relação ao
trimestre de setembro a novembro de 2015, e redução de 4,7% frente ao mesmo
trimestre do ano anterior. A publicação completa da PNAD Contínua Mensal pode
ser acessada aqui.
Os
indicadores da PNAD Contínua são calculados para trimestres móveis,
utilizando-se as informações dos últimos três meses consecutivos da pesquisa. A
taxa do trimestre móvel terminado em fevereiro de 2016 foi calculada a partir
das informações coletadas em dezembro/2015, janeiro/2016 e fevereiro/2016. Nas
informações utilizadas para o cálculo dos indicadores para os trimestres móveis
encerrados em fevereiro e janeiro, por exemplo, existe um percentual de
repetição de dados em torno de 66%. Essa repetição só deixa de existir após um
intervalo de dois trimestres móveis. Mais informações sobre a metodologia da
pesquisa estão disponíveis aqui.
Taxa
de desocupação para os trimestres móveis ao longo dos anos
Trimestre
móvel
|
2012
|
2013
|
2014
|
2015
|
2016
|
|
1°
|
nov-dez-jan
|
...
|
7,2
|
6,4
|
6,8
|
9,5
|
2°
|
dez-jan-fev
|
...
|
7,7
|
6,8
|
7,4
|
10,2
|
3°
|
jan-fev-mar
|
7,9
|
8,0
|
7,2
|
7,9
|
|
4°
|
fev-mar-abr
|
7,8
|
7,8
|
7,1
|
8,0
|
|
5°
|
mar-abr-mai
|
7,6
|
7,6
|
7,0
|
8,1
|
|
6°
|
abr-mai-jun
|
7,5
|
7,4
|
6,8
|
8,3
|
|
7°
|
mai-jun-jul
|
7,4
|
7,3
|
6,9
|
8,6
|
|
8°
|
jun-jul-ago
|
7,3
|
7,1
|
6,9
|
8,7
|
|
9°
|
jul-ago-set
|
7,1
|
6,9
|
6,8
|
8,9
|
|
10°
|
ago-set-out
|
6,9
|
6,7
|
6,6
|
9,0
|
|
11°
|
set-out-nov
|
6,8
|
6,5
|
6,5
|
9,0
|
|
12°
|
out-nov-dez
|
6,9
|
6,2
|
6,5
|
9,0
|
|
No
trimestre de dezembro de 2015 a fevereiro de 2016, havia cerca de 10,4 milhões
de pessoas desocupadasno Brasil. Esta estimativa no trimestre de setembro
a novembro de 2015 correspondia a 9,1 milhões, representando um acréscimo de
13,8% (1,3 milhão de pessoas). No confronto com igual trimestre do ano passado,
esta estimativa subiu 40,1% (3,0 milhões de pessoas).
Pessoas
de 14 anos ou mais de idade, desocupadas na semana de referência - Brasil (em
mil pessoas)
O
número de pessoas ocupadas foi estimado em 91,1 milhões, apresentando
redução de 1,1%, quando comparada com o trimestre de setembro a novembro de
2015 (-1,0 milhão de pessoas). Em comparação com igual trimestre do ano passado
foi registrada queda de 1,3% (-1,2 milhão de pessoas).
Pessoas
de 14 anos ou mais de idade, ocupadas na semana de referência - Brasil (em mil
pessoas)
Por posição
na ocupação, o contingente de empregados no setor privado com
carteira de trabalho assinada apresentou queda de 1,5% frente ao trimestre
de setembro a novembro de 2015 (-527 mil pessoas). Na comparação com igual
trimestre do ano passado, a redução foi de 3,8% (-1,4 milhão de pessoas).
A
categoria dos empregados no setor privado sem carteira de trabalho
assinada apresentou redução de 3,8% (-382 mil pessoas) em relação ao trimestre
de setembro a novembro de 2015 e retração de 4,8% (-493 mil pessoas) quando
comparado ao mesmo trimestre do ano anterior.
A
participação de empregadores apresentou redução de 5,8% (-233 mil
pessoas) em relação ao trimestre de setembro a novembro de 2015 e, em relação
ao mesmo trimestre de 2015, caiu 5,4% (-215 mil pessoas). Já a categoria dos
trabalhadores por conta própria registrou aumento de 3,0% (676 mil
pessoas) em relação ao trimestre de setembro a novembro de 2015 e, na
comparação com o mesmo trimestre de 2015, constatou-se um aumento de 7,0% (1,5
milhão de pessoas).
Na
análise do contingente de ocupados segundo os grupamentos de atividade, em
relação ao trimestre de setembro a novembro de 2015, ocorreram retrações
na indústria geral (-5,9%), informação, comunicação e atividades
financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas (-2,5%)
e administração pública, defesa, seguridade, educação, saúde humana e
serviços sociais (-2,1%) e aumento na agricultura, pecuária, produção
florestal, pesca e aquicultura (1,9%). Nos demais grupamentos de atividade
não se observou variação estatisticamente significativa.
Frente
ao trimestre de dezembro de 2014 a fevereiro de 2015, foram verificados
aumentos em serviços domésticos (3,9%); transporte, armazenagem
e correio (5,3%) e alojamento e alimentação (4,3%). Houve quedas
na indústria geral (-10,4%), informação, comunicação e
atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e
administrativas (-7,7%). Nos demais grupamentos de atividade não se
observaram variações significativas.
O rendimento
médio real habitualmente recebido em todos os trabalhos pelas pessoas
ocupadas foi estimado em R$ 1.934, registrando estabilidade frente ao trimestre
de setembro a novembro de 2015 (R$ 1.954) e queda de 3,9% em relação ao mesmo
trimestre do ano passado (R$ 2.012).
Rendimento
médio real de todos os trabalhos
Rendimento
médio real de todos os trabalhos
Trimestre
móvel
|
2012
|
2013
|
2014
|
2015
|
2016
|
|
1°
|
nov-dez-jan
|
...
|
1916
|
1970
|
2013
|
1950
|
2°
|
dez-jan-fev
|
...
|
1927
|
1991
|
2012
|
1934
|
3°
|
jan-fev-mar
|
1897
|
1938
|
2013
|
2013
|
|
4°
|
fev-mar-abr
|
1910
|
1944
|
2010
|
2003
|
|
5°
|
mar-abr-mai
|
1898
|
1953
|
2005
|
1998
|
|
6°
|
abr-mai-jun
|
1900
|
1970
|
1974
|
2003
|
|
7°
|
mai-jun-jul
|
1915
|
1982
|
1947
|
1986
|
|
8°
|
jun-jul-ago
|
1919
|
1990
|
1956
|
1975
|
|
9°
|
jul-ago-set
|
1917
|
1989
|
1978
|
1978
|
|
10°
|
ago-set-out
|
1913
|
1995
|
1992
|
1970
|
|
11°
|
set-out-nov
|
1911
|
1988
|
1986
|
1954
|
|
12°
|
out-nov-dez
|
1909
|
1976
|
1996
|
1943
|
|
Na
comparação com o trimestre de setembro a novembro de 2015, apenas
o grupamento de atividade deserviços domésticos registrou
aumento no rendimento médio (1,8%). Nos demais grupamentos, verificou-se
estabilidade. Em relação ao mesmo trimestre do ano anterior, houve retrações
nos grupamentos transporte, armazenagem e correio (-6,3%), comércio,
reparação de veículos automotores e motocicletas (-5,7%) e agricultura,
pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura (7,4%).
Por posição
na ocupação, frente ao trimestre de setembro a novembro de 2015, subiram os
rendimentos médios dos trabalhadores domésticos (1,8%). Em relação ao
trimestre de dezembro de 2014 a fevereiro de 2015, verificou-se redução no
rendimento médio da categoria dos trabalhadores por conta
própria (-5,6%) e empregador (9,2%). Nas demais categorias de posição
na ocupação observou-se estabilidade em seus rendimentos.
A massa
de rendimento médio real habitualmente recebido em todos os trabalhos
pelas pessoas ocupadas foi estimada em R$ 171,3 bilhões de reais, registrando
redução de 2,0% em relação ao trimestre de setembro a novembro de 2015, e de
4,7% frente ao mesmo trimestre do ano anterior.
Massa
de rendimento real de todos os trabalhos, habitualmente recebido por mês, pelas
pessoas de 14 anos ou mais de idade, ocupadas na semana de referência, com
rendimento de trabalho – Brasil
Comunicação
Social
20 de abril de 2016
20 de abril de 2016
©
2016 IBGE - Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística
Prosa Jornalística Crítica de
Opinião
Clóvis
Rossi
Folha
Ao
contrário do que acontece na maior parte do mundo, a desigualdade - essa imensa
chaga no corpo social brasileiro - não aparece nem de leve nos debates sobre o
que fazer para o país recuperar vitalidade.
É
fácil explicar por que: não é um tema para a direita triunfante, mais
preocupada com as contas públicas do que com os que mal podem pagar suas
contas. E a esquerda, historicamente inquieta com o tema, preferiu render-se à
fraude de que a desigualdade teria caído sob Lula.
O
que caiu - se é que caiu mesmo – foi a desigualdade entre salários, mas jamais a
disparidade entre a renda do capital e a do trabalho, verdadeiramente obscena.
É
fácil entender: o único instrumento em que se apoiava a lenda da queda da
desigualdade é a Pnad (Pesquisa Nacional por Amostragem Domiciliar).
Não
é instrumento idôneo: os pesquisadores perguntam a renda da família. Quem vive
só de trabalho ou de outro rendimento fixo diz o que ganha. Quem, além do
salário ou de rendimento fixo, recebe proventos advindos de aplicações
financeiras omite essa parte da renda. Ou por mero esquecimento, portanto de
boa-fé, ou por medo (do fisco, de sequestro, do que seja).
FALSA
DECLARAÇÃO
Como
aumentou a renda dos mais pobres, a partir dos diferentes tipos de bolsas, a
pesquisa registra diminuição da desigualdade, mas somente por uma falsa
declaração dos mais ricos.
Em
2015, Marcelo Medeiros, Pedro Ferreira de Souza e Fábio Avila de Castro, todos
da UnB (Universidade de Brasília) e, os dois primeiros, também do Ipea (Instituto
de Pesquisas Econômicas Aplicadas), lançaram na equação da desigualdade dados
do imposto de renda e chegaram a uma triste conclusão: não houve em absoluto
queda da desigualdade nos últimos 20 anos.
Um
só dado: os 5% mais ricos passaram de deter cerca de 40% da renda total do país
em 2006 a abocanhar 44% em 2012. Guardadas as proporções, o 1% mais rico e o
0,1% super-rico também ficaram com uma fatia ainda maior que a obscena cota que
tinham em 2006.
ESTUDO
PROIBIDO
O
Ipea (instituto do governo) proibiu a difusão do estudo, como é natural: a
corte odeia quem grita “o rei está nu”.
Mas
o trabalho circulou entre especialistas e provocou observações, o que levou
Marcelo e Pedro a uma revisão da pesquisa. Saiu há pouco o novo resultado e,
sem surpresas, é igual ao anterior: não houve redução da desigualdade.
Nem
poderia haver: o governo destina aos juros e encargos da dívida, em um ano, o
equivalente a 15 anos do gasto com Bolsa Família.
Ou,
posto de outra forma, o governo paga às (poucas) famílias mais ricas em um ano
o que vai para 42 milhões de pobres em 15 anos. É transferência de renda, sim,
mas de todos os contribuintes, inclusive os pobres, para os ricos e
ultrarricos.
CADA
VEZ MAIS RICOS
A
realidade desmancha, assim, a narrativa que o governo ensaiou inutilmente, a de
que a onda anti-Dilma é uma vingança dos ricos contra o governo dos pobres.
Como diz sempre o próprio Lula, os ricos nunca ganharam tanto dinheiro como em
seu governo. E a esquerda ficou em silêncio.
Prosa Prática da Nova Ortografia
Versão
atualizada de acordo com o VOLP
por
Douglas Tufano
(Professor e autor de livros didáticos de língua portuguesa)
(Professor e autor de livros didáticos de língua portuguesa)
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