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quarta-feira, 11 de maio de 2016

sábado, 7 de maio de 2016

“Não me perdôo por ter feito a escolha errada”.

ISTOÉBRASIL

BRASIL
|  N° Edição:  2422 |  06.Mai.16 - 20:00 |  Atualizado em 07.Mai.16 - 16:20

Denunciado pela Procuradoria da República e com pedido de prisão nas mãos de Sérgio Moro, o ex-presidente nunca esteve tão perto da cadeia
Débora Bergamasco
Nos últimos dias, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva desabou. Não seria a primeira recaída desde o início das investigações do Petrolão, responsáveis por tisnar sua imagem de homem probo semeada desde os tempos do sindicalismo no ABC Paulista. Mas ao contrário dos outros momentos de fragilidade, Lula desta vez expôs um sentimento insólito a companheiros de longa data: o de culpa. Pela primeira vez, pôs em xeque o próprio faro político – considerado indefectível no seio do petismo. Em uma longa conversa, em Brasília, com um amigo, o ex-presidente lamentou em tom de desabafo, depois de fazer uma breve retrospectiva de sua vida pública: “Não me perdôo por ter feito a escolha errada”. O petista se referia ao fato de ter apostado todas suas fichas e ter feito de Dilma Rousseff sua sucessora. O arrependimento, porém, tem pouco a ver com o desastre político-econômico provocado pela gestão da pupila. Lula é um pote até aqui de mágoas porque, em sua avaliação, ela nada fez para blindá-lo e o seu partido das garras afiadas da Lava Jato. Para Lula, Dilma queria entrar para a história como a presidente do combate à corrupção – mesmo que, para isso, tivesse de sacrificar o próprio criador. Não logrou êxito, e é isso que emputece Lula. Hoje, ambos rumam para um abraço de afogados. Dilma está à beira de deixar o comando do País, alvo de um processo de impeachment, e na iminência de ser investigada pelo crime de obstrução de justiça – a solicitação, feita pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, na semana passada, depende apenas do aval do STF. Ele, Lula, enfrenta o mais tenebroso inverno de sua trajetória pública. Atingido em cheio pela Lava Jato, o ex-presidente nunca esteve tão próximo de voltar à cadeia. Em 1980, o então líder sindical foi detido em sua residência pelo DOPS, a polícia política do regime militar. Permaneceu preso por 31 dias, chegando a dividir cela com 18 pessoas. Agora, o risco de outra prisão – desta vez em tempos democráticos e por um temporada provavelmente mais longa – é iminente.





''Não me perdôo por ter feito a escolha errada''
disse o ex-presidente Lula sobre Dilma
São pelo menos sete frentes de investigação contra Lula, na primeira instância e na Suprema Corte. Lula é acusado de liderar o comando da quadrilha, que desviou milhões da Petrobrás, participar da tentativa de comprar o silêncio do delator Nestor Cerveró, ex-diretor da estatal, obstruir a Justiça ao ser nomeado na Casa Civil para ganhar foro privilegiado, receber favores de empreiteiras ligadas ao Petrolão em reforma de um sítio em Atibaia, frequentado pela família; ocultar patrimônio e lavar dinheiro por meio de um apartamento tríplex no Guarujá, – que Lula jura não ser dele – , e de receber dinheiro de propina, por meio de empreiteiras, por palestras realizadas no Brasil e no exterior.
Além disso, ele ainda pode ser encrencado na Operação Zelotes, que apura suspeita de venda de medidas provisórias com suposto beneficiamento de seu filho Luís Cláudio Lula da Silva. No pedido para incluir Lula no chamado inquérito-mãe da Lava Jato, Janot foi contundente ao dizer que o petista foi peça-chave no esquema: “Essa organização criminosa jamais poderia ter funcionado por tantos anos e de uma forma tão ampla e agressiva no âmbito do governo federal sem que o ex-presidente Lula dela participasse”. O procurador-geral da República também denunciou o ex-presidente, com base na delação do senador Delcídio do Amaral, – revelada com exclusividade por ISTOÉ – por participar da trama para tentar comprar o silêncio do Néstor Cerveró, ex-diretor da Petrobras envolvido nas traficâncias da estatal. Um total de R$ 250 mil teria sido repassado pelo filho do pecuarista e amigo do ex-presidente, José Carlos Bumlai, Maurício Bumlai, para o advogado de Cerveró. A procuradoria identificou, entre outros elementos contra o petista, um e-mail que comprova um agendamento de reunião entre Lula e Delcídio no dia 8 de maio do ano passado no Instituto Lula, além de uma passagem aérea provando que ele viajou naquela data. Disse Delcídio a respeito do encontro: “Fui chamado por Lula, em meados de maio de 2015, em São Paulo para tratar da necessidade de se evitar que Néstor Cerveró fizesse acordo de colaboração premiada com o Ministério Público Federal”, disse o parlamentar. Mas o que mais atormenta Lula é o pedido formal de prisão preventiva, formulado pelo Ministério Público de São Paulo no caso da compra do tríplex do Guarujá, hoje nas mãos do juiz Sérgio Moro. Segundo apurou ISTOÉ junto a fontes da Lava Jato, Moro aguarda apenas o afastamento de Dilma na quarta-feira 11 para se debruçar sobre o pedido de prisão.




O juiz não queria analisar o caso antes do encerramento do imbróglio jurídico envolvendo a nomeação de Lula no STF. Com a saída de Dilma esta semana, o mandado de segurança em discussão no Supremo perde objeto e o caminho para uma possível prisão de Lula estará aberto. Caso seja novamente preso ou mesmo vire réu no Supremo, algo inédito para uma figura política de sua estatura, os estragos políticos serão irreparáveis. A mácula indelével abreviaria sua carreira pública de maneira inequívoca e sepultaria eventuais chances de retorno à Presidência em 2018. A morte política do seu maior líder decretaria o fim do PT.
Os primeiros indícios do envolvimento do ex-presidente Lula no Petrolão surgiram com os depoimentos do ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa e o doleiro Alberto Youssef. Após firmar acordo de colaboração com o Ministério Público Federal no segundo semestre de 2014, Costa e Youssef detalharam aos investigadores no Paraná como funcionava a quadrilha que agia na estatal. Ambos fizeram menção a Lula, declarando acreditar que o Palácio do Planalto, o que incluiria o ex-presidente, tinha conhecimento das irregularidades. A dupla não dispunha de provas contra o petista, mas forneceu informações cruciais para que a força-tarefa da Lava-Jato avançasse sobre as empreiteiras envolvidas no escândalo. Batizada de Juízo Final, essa fase da operação confirmou que as acusações de Costa e Youssef procediam. Ao quebrar o sigilo da Camargo Corrêa, uma das empreiteiras investigadas, as autoridades descobriram valores significativos transferidos à LILS, a empresa da qual Lula é sócio e pela qual promove suas palestras. Outras construtoras envolvidas no Petrolão também transferiram milhões de reais ao ex-presidente, um soma superior a R$ 10 milhões entre 2011 e 2015. Embora o ex-presidente tenha negado irregularidades nos valores recebidos das companhias, a Polícia Federal e o Ministério Público passaram a esquadrinhar tais repasses. Trabalham com a tese de que os valores recebidos por Lula seja dinheiro de corrupção. Essa apuração está em curso tanto em Brasília quanto em Curitiba. No Paraná, os investigadores estão fazendo uma comparação entre os valores repassados pelas empreiteiras à LILS e pedindo para que elas apresentem documentos que comprovem a realização das tais palestras. A Andrade Gutierrez foi a única que conseguiu provar todas. As outras empresas não foram bem sucedidas nesse intento. Entre as pontas soltas está uma suposta apresentação do ex-presidente na Venezuela, ainda sem comprovação, o que complica a defesa do petista.




DEFINITIVO
Roteiro de delação de executivos da Odebrecht, como Alexandrino Alencar
e Marcelo Odebrecht, indica que eles complicarão Lula




À medida que as investigações avançam, o papel de Lula na organização criminosa do Petrolão fica cada vez mais evidente para a Procuradoria-Geral da República. No mensalão, o petista recorreu ao mantra do “eu não sabia” para se dizer alheio ao que acontecia ao seu redor. Agora, está claro que aquele era um apêndice do esquema de maior capilaridade, desvendado pela Lava Jato. Ao dizer que o Petrolão não poderia ter funcionado sem a participação decisiva de Lula, Janot uniu o petista a dezenas de deputados e senadores que figuram na investigação conhecida como “quadrilhão”, destinada a apurar o funcionamento da engrenagem que desviou recursos da Petrobras. Em seu despacho, o procurador-geral escreveu: “Embora afastado formalmente do governo, Lula mantém o controle das decisões mais relevantes, inclusive no que concerne às articulações espúrias para influenciar o andamento da Lava Jato, à sua nomeação ao primeiro escalão, à articulação do PT com o PMDB.” E continuou em outro trecho: “Já no âmbito dos membros do PT, os novos elementos probatórios indicam uma atuação da organização criminosa de forma verticalizada, com um alcance bem mais amplo do que se imagina no início e com uma enorme concentração de poder nos chefes da organização”.




FIM DE LINHA
Dilma também virou alvo de pedido de investigação da PGR, por obstrução de Justiça
Outra frente de problemas para o morubixaba petista é a investigação sobre o sítio Santa Bárbara, em Atibaia, no interior de São Paulo. Há fortes indícios de que as construtoras Odebrecht e OAS pagaram pela reforma com dinheiro desviado da Petrobras, configurando, nesse caso, crime de corrupção. O terreno está em nome de dois sócios de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho mais velho do Lula. Há uma série de indicativos de que o verdadeiro dono seja o ex-presidente. Conforme apurou ISTOÉ, a confirmação poderá vir da delação premiada do executivo da Odebrecht, Alexandrino Alencar. No roteiro da delação, Alexandrino prometeu entregar detalhes e provas que incriminariam Lula. A expectativa é que os executivos da OAS também colaborem sobre o mesmo tema.
Assim como o sítio de Atibaia, a força-tarefa da Lava-Jato no Paraná analisa denúncia feita pelo Ministério Público de São Paulo contra Lula no que concerne ao tríplex no Guarujá. Os promotores acusam o petista de lavagem de dinheiro e falsidade ideológica. Para a MP, a família Lula era a proprietária, de fato, do imóvel. No papel, o apartamento pertence à empreiteira OAS, envolvida no Petrolão. O MP desmontou os argumentos do ex-presidente de que teria apenas uma cota de outra unidade no prédio. Entre as provas apresentadas pelos promotores estão relatos de funcionários e ex-moradores que confirmam que a ex-primeira-dama Marisa Letícia, Lula e um dos filhos do casal vistoriaram as reformas do imóvel. Obras que custaram mais de R$ 700 mil. Pagas pela OAS e feitas ao gosto da família Lula. Chamou a atenção das autoridades que uma das visitas ao apartamento foi acompanhada pelo presidente da OAS, Leo Pinheiro. O executivo chegou a ser preso no Petrolão e negocia acordo de delação premiada. O caso estava sob a responsabilidade da juíza Maria Priscilla Ernandes, da 4ª Vara Criminal de São Paulo, mas na semana passada, o inquérito foi remetido ao juiz Moro, incluindo o pedido de prisão preventiva contra Lula formulado pelo MP paulista.





O CARA
Segundo Delcídio do Amaral, Lula foi o mentor da compra do silêncio de Cerveró
Um pedido como este nas mãos do ágil juiz Sérgio Moro era tudo o que o Dilma e Lula tentaram evitar a todo custo. A ponto de ensejar sobre eles uma possível investigação pelo crime de tentativa de obstrução do trabalho da Justiça. A linha de investigação leva em consideração o ato de nomeação do ex-presidente para a Casa Civil, iniciativa cujo único propósito foi o de livrar o petista da competência do juiz de Curitiba. Foi um duplo tiro no pé. Agora, além de Lula ser alvo de um pedido de investigação por tentar atrapalhar o trabalho da Justiça, crime tipificado na Constituição no inciso 5 do artigo 6º da Lei 1.079/1950, o destino político do ex-presidente está definitivamente nas mãos do seu principal algoz.




Pedidos de inquéritos contra Lula e Dilma tiveram como
base delação de Delcídio, antecipada por Istoé




Comece.me




Eu sei como você se sente…
Durante a vida, muitas pessoas e lições passam por nós, algumas esquecemos, outras aprendemos, mas geralmente poucas moldam quem nós somos ou seremos daquele ponto em diante. Eu acredito que uma “boa base” pode causar um impacto gigantesco na vida de qualquer pessoa. E é por isso que quero compartilhar a lista das 19 lições de vida que eu gostaria de saber aos 18 anos.




A minha intenção é que ela chegue ao maior número de jovens possíveis (se você gostar e concordar, por favor, compartilhe), pois ela responde e tranqüiliza grandes perguntas que todos nós já nos fizemos algum dia. Mas vale um alerta: ela não é completa e nem significa que eu “saiba toda a verdade”. Por favor, apenas relaxe e aproveite.
1. Há Mais de um Caminho na Vida
Muita gente vai dizer o que você deve fazer. O “sistema” vai te forçar ao máximo para que seja igual a todo mundo e, em certas ocasiões, você terá que ser. Mas não esqueça que é sua responsabilidade criar e seguir seus próprios padrões de sucesso e felicidade.
Se você não está pronto para uma faculdade logo após o colégio, não se preocupe, isso não é determinante para nada. Fazer por fazer não vai te levar muito longe. E a verdade é que “no mundo real“, ninguém se preocupará com as suas notas.
Lembre-se: O sucesso e a felicidade não são lineares. Então, aproveite ao máximo todos os momentos.
2 Prefira Sempre ser Feliz a Ter Razão
Sempre existirão pessoas mais inteligentes, ricas e bonitas que você. O contrário também é verdadeiro. Evite apenas ser “o babaca“ que sempre quer ter razão. Ter razão pode até ser legal, mas ser feliz, dar risada e curtir momentos de descontração é muito melhor.
3. Você vai Falhar e Tudo Bem
Se eu pudesse dar apenas um conselho a qualquer pessoa, diria: Falhe Rápido! Quanto mais rápido você “quebrar a cara“ (é isso VAI ACONTECER em algum momento), melhor preparado estará para os próximos desafios. É impossível aprender a nadar sem entrar na água. O segredo do sucesso está na execução, então, apenas faça.
4. Você pode Fazer QUALQUER COISA, mas não tudo
A perfeição não existe e você nunca vai ser bom em tudo. Mas a boa notícia é que você pode fazer qualquer coisa. A má notícia é que quando você é pequeno e diz que quer ser Astronauta, todos acham “bonitinho”, mas, quando você tem 18 anos e diz a mesma coisa, ninguém vai achar graça. Meu conselho: Ignore-os. Geralmente são pessoas frustradas tentando lhe convencer a “se adequar ao sistema”. Pense, todos querem ter um “Neymar” em casa, mas poucos incentivam a fazer algo que fuja do tradicional.
Então, apenas escolha algumas coisas e faça! Se você pensar demais, analisar demais, acredite, você não vai fazer. Então não pense! Você é jovem, o que de pior pode te acontecer?
5. Se você é sempre a pessoa mais Inteligente da Mesa, Você está na Mesa ERRADA3
Acostume-se a sempre se cercar de pessoas inspiradoras e mais inteligentes que você. É um erro extremamente confortante “ser o cara” do seu grupo. Este é o caminho mais fácil para se acreditar que não “há mais nada a aprender”. E é aí que você começa a perder.
6. Nunca pare de Aprender e Sempre Comece alguma coisa
Depois de certo tempo as pessoas têm o triste hábito de se acomodarem numa situação específica (lembra da lição anterior?). Como diria as pessoas antigas: “Quem vive de passado é Museu”.
Não espere que algo se torne obsoleto para evoluí-lo, pois talvez não dê mais tempo. A Apple é um grande exemplo, Steve Jobs sempre “matou” seus próprios produtos por produtos melhores e superiores, antes que alguém o fizesse.
Liberte-se do passado! Muitos tem medo de mudar as coisas pois, no passado, foram eles que definiram daquele jeito e, mudar pode representar incongruência. Isso é bobagem! Evolua, inove, transforme!
DICA EXTRA: Aprenda com as crianças. Repare, elas sempre estão aprendendo e começando coisas. O que significa que COMEÇAR está em nossa essência. Não perca isso jamais!
7. Criar algo de valor leva TEMPO, seja paciente
Quando se é jovem, temos pressa para tudo. Não é ruim ter pressa, canalize isso para Começar Coisas eFalhar Rápido, mas tenha a consciência que construir algo de valor, leva tempo. Michelangelo levou 3 anos para esculpir Davi e 4 anos para concluir a Capela Sistina. Ok, Deus só precisou de 7 dias, mas o tempo dele não é o mesmo que o nosso, lembra?
Depois de falhar um pouco (e Thomas Edison precisou de milhares de tentativas até encontrar o filamento ideal para a lâmpada) – você encontrará a sua própria luz. E então, apenas siga o seu coração!
8. Estabeleça algumas Metas e Prazos (e cumpra-os)
– O senhor poderia me dizer, por favor, qual o caminho que devo tomar para sair daqui?
– Isso depende muito de para onde você quer ir, respondeu o Gato.
– Não me importo muito para onde, retrucou Alice.
– Então não importa o caminho que você escolha, disse o Gato.
(Alice no País das Maravilhas)
Para quem não sabe onde quer chegar, qualquer caminho serve. Estabelecer algumas metas e prazos é importante para nortear o que realmente é importante em sua vida. Não se preocupe demais se você falhar em algumas metas, o importante é estabelecer e executar. Lembra da lição 3?
Além disso, considere a Lei de Parkinson:
“O trabalho se expande de modo a preencher o tempo disponível para a sua realização”.
Isso significa que:
Se você não colocar um prazo para atingir um determinado resultado, logo, ele irá se estender ad aeternum.
Ao colocar um prazo curto para o cumprimento de uma tarefa, sua mente é forçada a focar no essencial. Quer um exemplo? Confira aqui como eu posso te ensinar a começar uma ideia ou projeto de negócio em 72 horas.
Lei de Parkinson tem mudado a minha vida, espero sinceramente que mude a sua também.
9. Comunicação não é tudo. É mais do que isso!
Aprenda a se comunicar bem e SEMPRE que puder. Seja escrevendo, montando uma apresentação ou falando. Não importa, quanto melhor você conseguir se comunicar, ser claro e consistente, mais fácil será atingir seus objetivos a longo prazo. É igual ir para a academia, nos primeiros dias você volta “quebrado”, seu corpo dói, a preguiça tenta lhe desmotivar, mas se persistir, depois de algumas tentativas, você perceberá que não é tão difícil assim.
Se você é muito tímido, do tipo que tem vergonha de falar em público, comece pequeno:
Se torne excelente na escrita (uma coisa compensa a outra até certo ponto). E aqui não tem jeito, ler muito é o que basicamente vai te ajudar neste quesito;
Faça pequenas apresentações das suas ideias ou projetos 1 a 1. Escolha um amigo, convide-o para um café (pague o café, ok?) e apresente. Repita o 1 a 1 com 10 pessoas (amigos, família e colegas);
Superado o desafio anterior, agora faça “seu show” para pequenos grupos de amigos (sim, você não precisa de um ppt, esqueça esta muleta digital). Quando marcarem de sair no final de semana, de forma descontraída, faça sua apresentação e observe as reações.
Grave vídeos curtos de você mesmo apresentando as ideias, assista e observe que “não é tão ruim e nem tão difícil assim”. Garanto que vai se surpreender.
Resumindo: Aprenda a Vender (você, seus projetos e seus ideais). Por mais que talvez você não concorde, no mundo real, as pessoas que se expressam bem, sempre tem uma chance a mais que as outras.
10. Faça o Dinheiro trabalhar para Você
Leia o livro: Pai Rico, Pai Pobre. É uma leitura fácil e lhe ajudará rapidamente a mudar sua Mentalidade sobre dinheiro.
Mentalidade: Conjunto de pressupostos, métodos ou notações detidas por uma ou mais pessoas ou grupos de pessoas que é tão estabelecido, que cria um poderoso incentivo nestas pessoas ou grupos a continuarem a adotar ou aceitar comportamentos anteriores, escolhas ou ferramentas.
Em minha opinião:
Dinheiro não é algo ruim e ponto! O que você faz com ele é que pode ser inútil (ostentação, por exemplo);
Ninguém quer ser RICO, o que as pessoas querem são os benefícios que o dinheiro oferece. Logo, focar nos benefícios o fará chegar a conclusão de que talvez não precise de tanto dinheiro como imagina;
O segredo não está em quanto você ganha, mas o quanto você poupa, aplica e aproveita a vida;
Vender as suas horas é um péssimo negócio. Não é escalável (e não se pode comprá-las de volta);
Criar e/ou Vender produtos e soluções, bem como buscar formas de geração de renda passiva é o caminho para libertação financeira.1 Pode parecer bobagem para alguns, mas eu mesmo demorei muito tempo para acreditar nisso.
11. Tenha Senso de Humor
A vida fica muito mais leve quando você é o primeiro a rir das suas bobagens. Eu simplesmente não suporto gente “de mal com a vida”. Afaste-se delas sempre!
E acredite, você não precisa ser piadista, apenas enxergue a vida com bom humor. Particularmente gosto muito de ensinar e aprender por meio do humor, tal como neste exemplo:
Um senhor que vivia sozinho em Minnesota queria cavar a terra do seu jardim para plantar flores, mas era um trabalho muito pesado. O seu único filho, que o ajudava nesta tarefa, estava na prisão. O homem decidiu então escrever a seguinte carta ao filho:
“Querido filho, estou triste pois não vou poder plantar o meu jardim este ano. Detesto não poder fazê-lo porque a sua mãe sempre adorou flores e esta é a época certa para plantar. Mas eu estou velho demais para cavar a terra. Se estivesse aqui, eu não teria esse problema, mas sei que não pode me ajudar, uma vez que está preso.
Com amor, seu Pai.”
Pouco tempo depois, o pai recebe o seguinte telegrama do filho:
“Pelo amor de Deus, Pai, não escave o jardim! Foi lá que eu enterrei os corpos”.
Como as correspondências eram controladas na prisão, às quatro da manhã do dia seguinte, uma dúzia de agentes do FBI e polícias apareceram e cavaram o jardim inteiro, sem, no entanto, encontrar qualquer corpo. Confuso, o senhor escreveu uma carta para o filho, contando o que acontecera.
Resposta do filho:
“Pode plantar o seu jardim agora, Pai. Isso foi o máximo que eu pude fazer para no momento…”
DICA EXTRA: Nunca perca a chance de fazer alguém sorrir! Fará bem a ambos




12. Leia estes Livros
Existem muitos excelente livros a serem lidos. Fazer uma lista resumida é algo muito difícil, mas vamos lá. Segue aqueles que acredito que possam causar um bom impacto em sua mente:
7 Hábitos das Pessoas Altamente Eficazes2
Pai Rico, Pai Pobre
Entregando Felicidade
Quem Pensa Enriquece (Mesmo autor de A Lei do Triunfo)
Fora de Série – Outliers
A Cauda Longa
Click – O que milhões de pessoas estão fazendo online e porque isso é importante.
Reinvente sua Empresa
Previsivelmente Irracional
Empreendendo Fazendo a Diferença (O Mito)
MBA Compacto – Planejamento de Negócios voltado para o Crescimento
Steve Jobs – A Biografia
Trabalhe 4 horas por Semana
O Mensageiro Milionário
Manual do CEO
As Armas da Persuasão
Maestria
De onde vêm as boas Ideias
Sim, falta muita coisa, mas se você ler estes, sua cabeça nunca mais será a mesma, posso garantir!
13. Sempre Faça Algo de Graça!
Eu realmente acredito que o ser humano é bom em sua essência. Não me lembro de quem é esta frase, mas é excelente: “Todos nós nascemos originais e morremos cópia” então, procure copiar bons hábitos!1
Ajudar REALMENTE DE GRAÇA o próximo é um excelente hábito! Qualquer pequena ação vale. Isso faz com que a vida ganhe mais sentido, gera um saldo de felicidade no coração e uma paz absurda, experimente!
Eu amo ajudar as pessoas! Dou consultoria de graça para pessoas que nem conheço, respondo os e-mails de dúvidas que consigo, me pego as vezes no Skype falando com pessoas até então estranhas sobre dinheiro, carreira e felicidade. Saio de casa as 23:30 para conversar com um amigo depois de receber uma mensagem: “preciso de motivação, preciso conversar com…” e por aí vai.
Não sei mais viver diferente disso. Fazer algo de graça, ajudar as pessoas é algo viciante pra mim. Um tempo atrás, escrevi um post que fez bastante sucesso aqui e que fala um pouco mais sobre o tema, confere: Está Desanimado? Experimente algo Novo: Ajude Alguém! Leia até o final e assista o vídeo.
14. Aprenda a Dizer Não
Parece uma contradição a lição anterior, mas não é. Aprender a dizer NÃO aqui é sobre fazer coisas que não fazem sentido para você, fazer por fazer. É uma tarefa difícil, até hoje tenho dificuldade, mas sinto que é algo que todos precisamos aprender diariamente. Um belo exercício.
Dizer NÃO é importante, pois temos a tendência a acumular coisas, clientes, pessoas, projetos… e, o nosso medo de perder é muito maior e paralisante que o medo de ganhar. Como ganhar nunca é garantido, nos apegamos a tudo o que já temos ou que acreditamos estar sob controle, não conseguindo sair dessa bolha ilusória. A infelicidade é confortável.
O ponto é que em algum momento você precisará tomar decisões. Certas ou erradas, elas precisarão ser tomadas. Siga em frente!
15. O Dinheiro não Resolve todos os Problemas
O dinheiro é como um super controle remoto que faz tudo o que você possa imaginar, porém, ele vem sem pilha. Ao observar a caixa deste produto incrível, note um asterisco ao lado da foto e a seguinte notação no rodapé:
*Felicidade não Incluída.
É isso aí. Dinheiro é legal? Claro! Mas não adianta muito se você não sabe o que fazer com ele. Você é a pilha que dá o sentido para a coisa toda. E lembre-se da outra lição: Prefira ser Feliz a ter Razão.
PS: E não é o dinheiro que atraí as pessoas, mas o contrário.
16. Entregue mais do que te Pedem
Entregar mais do que te pedem não é algo que as pessoas estão acostumadas, então faça isso, pois não existe nada mais poderoso que o efeito surpresa!
Se você prometeu 4 coisas, entregue 5. Sempre faça mais! Lembra do Sempre Fazer algo de Graça? Talvez se aplique aqui também. O importante é que ao entregar mais, você automaticamente eleva o nível das coisas, passa a ser lembrado como alguém com diferencial. E as pessoas sempre lembram das pessoas com diferenciais.
17. Elogie Mais, Critique Menos (ou Fique Quieto)
É muito mais fácil apontar os erros das pessoas que elogiá-las, evite este vício. É fácil? Não, não é. Geralmente, somos rápidos demais em formar certas opiniões, mas muito lentos em buscar entender o contexto em que as coisas acontecem.
Exemplo: Você está sentado no banco de um Ônibus, voltando para casa depois de um dia pesado de trabalho, tarde da noite. De repente, entra um pai com 2 crianças. O Ônibus está relativamente vazio, as crianças começam a correr de um lado para o outro, fazendo muito barulho, a ponto de lhe incomodar.
Você olha para o pai da criança e ele está sentado em um banco não muito longe do seu com a cabeça inclinada para trás, apoiando a no ferro do banco. Você pensa: Que criançada mal educada. E olha o pai então, parece não se importar nem um pouco.
Alguns minutos se passam e a sua irritação aumenta. Decidido a fazer algo a respeito, se levanta e chega na frente do pai das crianças e diz: Ei, o senhor não está vendo o barulho e bagunça que as crianças estão fazendo? Não vai fazer nada?
Então ele responde: Verdade, o senhor tem toda razão. Me desculpe, mas é que eu acabei de sair do hospital, a mãe deles morreu faz menos de 1 hora e eu não sei como lidar com isso. Eles geralmente são bem comportados.
Percebe o contexto?
E antes que você me julgue, esta é mais uma das lições que também tenho que exercitar diariamente. Então, quando possível, não perca a incrível chance de ficar quieto!
18 Deposite para Sacar
No livro: Os 7 Hábitos das Pessoas Altamente Eficazes, Stephen Covey diz que com cada pessoa na vida, você pode abrir uma conta emocional, mas que para sacar é preciso antes depositar.Ele explica ainda que a maturidade humana passa por três grandes fases:
– Dependência (dependência dos pais)
– Independência (física, mental, financeira entre outras)
– Interdependência (quando nos damos conta de que tudo na natureza é interdependente).
Neste estágio, você se dá conta de que o relacionamento com pessoas é algo inevitável para se atingir objetivos. Todo mundo depende de alguém, logo, o Networking apesar de importante, só faz sentido mesmo, se você SEMPRE tiver algo a oferecer e não somente a obter das pessoas.
Poupe o que puder e faça grandes depósitos sem esperar pelo saque. No momento certo, se houver necessidade, as coisas acontecerão naturalmente. Tenha fé!
19. Encontre o seu Porque
Encontre um propósito, uma missão ou um grande sonho. Não vai ser fácil, existem pessoas que passam a vida inteira sem encontrar, mas ainda sim e sua obrigação procurar. Geralmente, temos dificuldade em identificarmos o que gostamos, então, um exercício que pode te ajudar no começo é encontrar o que “Não Gosta” e inverter.
Exemplo: Eu não gosto da ideia de ficar muito tempo preso em um escritório. Invertendo: Quero trabalhar com atividades em que eu possa estar sempre em lugares ou situações diferentes. Acredite, este pequeno exercício pode lhe ajudar e muito em sua busca interna até o momento em que tudo fará sentido e encontrará finalmente o seu PORQUE.
Já citei este vídeo em um post anterior, mas ele é ótimo para explicar o quanto é importante encontrar o seu PORQUE








Simon Sinek, escritor e consultor

Aline Scherer, da Revista EXAME
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São Paulo - Entre os milhares de pensadores, anônimos e celebridades que fizeram apresentações no TED, o famoso ciclo de palestras que disseminam ideiasinovadoras em vídeos na internet, o britânico Simon Sinek é hoje o mais popular na seara dos negócios.
Sua primeira apresentação, em 2010, sobre o livro Por Quê? — Como Motivar Pessoas e Equipes a Agir, já foi assistida por mais de 20 milhões de pessoas. De lá para cá, ele deu consultoria a mais de uma dezena de grandes empresas e palestras em locais tão diversos quanto o Pentágono e as Nações Unidas.
Em 2014, lançou o segundo livro, Leaders Eat Last (em tradução literal, “Líderes comem por último”), ainda sem previsão de publicação no Brasil. Nela, Sinek utiliza evidências biológicas e antropológicas para comprovar sua tese de que chefes jamais deveriam estimular acompetitividade entre seus subordinados — e sim tratá-los como se fossem seus filhos.
“Já existem muitas ameaças às empresas no mercado, não faz qualquer sentido reproduzir esse clima de tensão e de medo no ambiente interno”, disse ele em entrevistaa EXAME, de seu escritório em Nova York.
Revista EXAME - Em seu livro mais recente, o senhor usa a metáfora de que os líderes devem comer por último. O que isso significa?
Simon Sinek - Em uma conversa com um almirante, perguntei a ele por que a Marinha americana é tão boa naquilo que faz. Ele me contou que, na hora das refeições, os marinheiros juniores comem primeiro, e os seniores comem por último. Não é uma regra escrita, mas reflete a forma como eles definem liderança.
Não se trata de um cargo, mas de ser responsável pelas pessoas sob seu comando. Na carreira militar, condecoram-se os líderes que se sacrificam pelos outros. No mundo corporativo, o mais usual é premiar com bônus os executivos dispostos a sacrificar os outros para que eles e as empresas, supostamente, saiam ganhando. É um contrassenso.
Revista EXAME - Qual é a importância de ter líderes que se sacrificam pela equipe?
Simon Sinek - É a melhor maneira de ter um ambiente menos agressivo, em que haja mais colaboração entre os funcionários. Caso contrário, no longo prazo, o excesso de competitividade interna se torna prejudicial. Quando as pessoas sentem que o líder faria qualquer coisa para se beneficiar, que ele mentiria para parecer melhor do que é, a resposta natural é paranoia e egoísmo.
Quando os funcionários acreditam que o líder sacrificaria seu bônus para evitar demissões, eles se sentem seguros. A resposta natural é confiança e cooperação. O homem é um animal social e responde ao ambiente onde está. É por isso que o chefe deve criar um círculo de segurança em torno de sua equipe.
Revista EXAME - E como o chefe cria esse círculo?
Simon Sinek - Dando oportunidades para que os funcionários tentem e fracassem sem sofrer retaliações. Se as pessoas temem perder o emprego porque apostaram numa ideia que não deu certo, elas vão, em vez de tentar inovar, gastar tempo e energia se protegendo.
É instintivo: não nos permitimos oferecer nossas melhores ideias se estamos preocupados em nos blindar contra chefes ou pares que possam nos prejudicar.
Revista EXAME - O senhor é sempre radicalmente contra demissões?
Simon Sinek - Não, mas é importante ponderar: a empresa está falindo ou apenas passando por um período ruim? Se é uma fase, por que penalizar os funcionários? E se a culpa for da estratégia definida pela liderança? Não os demita e peça ajuda. Líderes inspiradores fazem com que seus subordinados respondam a seus apelos com sangue, suor e lágrimas.
Revista EXAME - Há bons exemplos de líderes inspiradores?
Simon Sinek - Eles são poucos. Comparei a curva de retorno sobre investimentos de 1986 a 2010 da varejista americana Costco com a da General Electric, um dos maiores conglomerados do mundo. Na GE, onde os funcionários sempre foram incentivados a competir entre si, algo estimulado, sobretudo, pelo ­ex-presidente Jack Welch, as ações se comportaram como uma monta­nha-russa.
Já na Costco, as ações valorizaram de maneira contínua, sem sobressaltos. Em 2010, seus acionistas tiveram o dobro do lucro da GE e da média das demais empresas listadas no índice S&P 500, da bolsa de Nova York. James Sinegal, que fundou e deixou a presidência da Costco em 2012, sempre foi um executivo amoroso, que tratava seus empregados como se fossem da família e pagava bons salários. Diferentemente de Welch, Sinegal e seu sucessor, Craig Jelinek, sempre pregaram a cooperação em lugar da competição.
Revista EXAME - Outro exemplo de liderança negativa além de Jack Welch?
Simon Sinek - Há muitos maus exemplos nos bancos de investimento. Jamie Dimon, presidente do banco JP Morgan, não é um bom líder porque coloca os resultados acima de qualquer coisa.
Em 2010, logo após sua empresa anunciar um lucro de 4,4 bilhões de dólares no trimestre e assinar milhares de ordens de despejo, Dimon quis eximir a parcela de culpa dos bancos na bolha imobiliária, transferindo a responsabilidade para as empresas de hipoteca e os moradores endividados. Ele é terrível. Um líder de verdade não faria isso.


segunda-feira, 25 de abril de 2016

Pré-História do Impeachment

Prosas Judiciais

(REVISTAS) - FAZENDO HISTÓRIA
16/04/2016 20:01:00 ::::::::: REVISTAS ::::::::: VEJA Autor: THIAGO BRONZATTO

Vladimir Freitas, o novo presidente da Iaca, diz que Sergio Moro é um dos mais bem preparados magistrados brasileiros e que suas decisões são pautadas por uma interpretação moderna das leis

O DESEMBARGADOR federal aposentado Vladimir Freitas é o primeiro latino-americano eleito presidente da laca, entidade dedicada ao aperfeiçoamento dos tribunais presente em 24 países. Ex-presidente do Tribunal Regional Federal da 4a Região, é um dos principais incentivadores da inovação do sistema judiciário brasileiro, criador da primeira vara federal voltada para casos que envolvem o meio ambiente e precursor da digitalização dos processos no Brasil. Para ele, a especialização dos magistrados, o fim do foro privilegiado e a redução do festival de recursos são instrumentos fundamentais para abreviar a morosidade dos processos, acabar com a impunidade e devolver ao cidadão a sensação de justiça — sensação que, segundo ele, vem sendo experimentada com orgulho pelos brasileiros nos últimos dois anos diante do sucesso da Operação Lava-Jato. Em entrevista a VEJA, o desembargador defendeu o juiz Sergio Moro, seu colega há vinte anos. Disse que decisões polêmicas, como a divulgação da conversa telefônica do ex-presidente Lula com a presidente Dilma, surpreenderam, mas nada mais são do que o produto de uma interpretação moderna da lei.

A Lava-Jato é um marco na história da Justiça brasileira?
Sem dúvida. Além de sua enorme proporção diante de uma fantástica cadeia de corrupção, a Lava-Jato se tornou um caso único, que no futuro será objeto de filmes e livros, porque tem uma efetividade que nunca se viu na história do país. Foi desmantelada uma quadrilha gigantesca instalada no coração do poder, que se alimentava dos cofres públicos, vilipendiando a democracia. Empresários poderosos estão presos. Políticos importantes estão presos. O comando da organização, ao que parece, está na iminência de também ser desmascarado. O comportamento do juiz Sergio Moro nesse caso é um paradigma.

Por quê?
Conheço o juiz Moro desde que ele ingressou na magistratura. Eu estava no tribunal quando ele começou a carreira como juiz, em 1996. Desde o seu primeiro dia, Moro se mostrou um juiz interessado. Em 1998, houve um concurso da Associação dos Juízes Federais do Brasil que selecionou duas pessoas para fazer um curso de questões constitucionais em Harvard, nos Estados Unidos. Moro foi um dos ganhadores, e estudou fora do Brasil quando isso não era muito comum em nosso meio. Ele se debruça sobre a matéria de lavagem de dinheiro desde longa data e mantém contato com especialistas no tema nos Estados Unidos e na Itália. Além disso, Moro tem uma força física e psicológica incomum. As pessoas não reparam nisso. No entanto, para tocar um processo desse tipo, é preciso ter não só força física, mas psicológica também. Ele não tem uma vida normal. Precisa andar com guarda-costas. Ainda assim, mantém-se sereno, animado e sem nenhuma arrogância. Não foi picado pela mosca azul. Isso faz diferença.

O juiz Sergio Moro foi muito criticado pela divulgação das interceptações telefônicas do ex-presidente Lula e da presidente Dilma. Ele errou?
Quando tomei conhecimento da divulgação, fiquei surpreso e assustado. Fui estudar o tema, fui atrás da decisão do Moro e falei com alguns colegas. A lei das interceptações telefônicas, de fato, proíbe a divulgação dos áudios. Mas a Constituição permite o acesso à informação a todo brasileiro e ainda diz que o julgamento do Judiciário deve ser público. Moro interpretou a Constituição acima da lei. Essa é uma linha seguida por todos os doutrinadores modernos, que dizem que o juiz deve levar em conta a Constituição para julgar as questões de propriedade e do meio ambiente. O que Moro fez? Ele seguiu essa linha na área criminal. Nada mais que isso. A decisão dele é fundamentada. Não pode ser atacada, não é um abuso. Moro tornou públicos os áudios com base na Constituição, no interesse nacional de saber o que se passa nas esferas do poder. Ele passou um ano no Supremo Tribunal Federal, assessorando a ministra Rosa Weber. Isso lhe deu uma visão de Brasil, dos grandes casos, de como o STF se comporta, como lê a Constituição. Por isso, a decisão dele é bem fundamentada.

O senhor concorda com o foro privilegiado para políticos?
Sempre fui contra. Tem de acabar. Acho que a questão do foro privilegiado deveria ser como nos Estados Unidos, onde ninguém o tem. Na nossa Suprema Corte, há centenas de ações que envolvem deputados federais. Nem todas são por crimes funcionais. O problema do foro privilegiado é tão grave quanto a morosidade. Basta ver quantas ações penais de foro privilegiado chegaram ao fim no Supremo. Foram pouquíssimas com decisão de mérito. Os julgamentos nos tribunais superiores, normalmente, são feitos por pessoas que não têm experiência na colheita das provas e estão envolvidas em outro tipo de atividade, julgando recursos, sem exame de prova. A ineficiência é enorme. O mensalão foi uma exceção, porque havia o ministro Joaquim Barbosa, que tomou o caso como questão de vida e se empenhou realmente nos julgamentos, conseguindo um resultado efetivo. Mas, em geral, os resultados são ruins. Sabendo disso, alguns políticos apostam na impunidade, tentam obter o foro mesmo sob acusações constrangedoras.

O senhor está se referindo ao ex-presidente Lula?
O ex-presidente Lula se sente perseguido, assim como grandes empresários e políticos que estão na mira daLava-Jato. Ninguém gosta de prestar contas. Faz parte.

O STF acertou em determinar a prisão a partir da condenação em segunda instância?
Foi uma decisão acertada. Em nenhum país é como no Brasil, onde é necessário passar pela última corte para, em caso de condenação, poder executar-se a pena. Isso estava fazendo com que os casos levassem quinze, dezoito anos para chegar ao fim. Porque os réus vão interpondo recursos de forma interminável, o que gera insegurança para a sociedade, uma descrença total na Justiça. À medida que o Judiciário der início à execução da pena em segundo grau, o sujeito vai ver que a Justiça está começando a ser efetiva. Funciona a favor do cidadão e contra os criminosos.

Quais são os principais entraves para uma Justiça mais efetiva?
Além da questão do foro privilegiado, a criação de um sistema de quatro instâncias, com primeira e segunda, Superior e Supremo, é uma grande jabuticaba. Em nenhum lugar no mundo que conheço existe um sistema semelhante ao brasileiro. É óbvio que o nosso sistema, tal como é constituído, faz com que as causas sejam infindáveis. O sistema não pode funcionar assim. Gasta-se dinheiro público demais. Nós já temos um dos Judiciários mais caros e mais letárgicos do mundo, o que nos torna ineficientes. Normalmente, todos os países têm duas instâncias e um recurso excepcional para um tribunal superior, que, em alguns casos, é a Suprema Corte ou um Supremo Tribunal de Justiça. Nenhum tem quatro degraus. Na prática, o nosso sistema faz com que uma simples cobrança de uma dívida de condomínio demore quinze anos.

Diminuir o número de recursos não reduz o direito de defesa?
Depois do regime militar, achávamos que tudo era abuso de poder. Mas caímos no excesso oposto, o que é um erro. Nos EUA, a Justiça é ágil por uma razão importante: à Suprema Corte só chegam, em média, 100 processos por ano. Lá, os ministros julgam apenas o que de fato é importante para o país. A maioria dos casos é resolvida em primeira instância. A segunda só reforma 10% das decisões. Já aqui o STF recebe milhares de casos ao ano. Há um excesso de recursos. Temos recursos para tudo, sempre na ilusão de que quem julgar depois vai julgar melhor. E vamos, assim, criando recursos até chegar ao STF.

O problema é apenas o excesso de recursos?
Há problemas também de gestão. Acho interessante a criação de concursos no Judiciário para administrador público e especialistas em gestão pública. Essas pessoas imprimem um ritmo maior, mais célere, menos formal, que é aquilo de que o Judiciário necessita. Em 2005, quando eu era presidente do Tribunal Regional Federal da 4- Região, convidei cerca de trinta funcionários que trabalhavam comigo para fazer rafting (modalidade de canoagem praticada com botes infláveis). Foi uma experiência coletiva incrível. Todos se ajudaram. Depois disso, houve uma harmonia muito maior entre os colegas de trabalho no dia a dia. Ações de gestão como essa podem contribuir para tornar as pessoas mais produtivas. Além disso, a tecnologia pode melhorar muito a produtividade do Judiciário.

A Justiça brasileira ainda é pouco informatizada?
Com a digitalização dos processos, os julgamentos fluem mais rapidamente. O advogado protocola o documento eletronicamente e, em questão de segundos, já está com o juiz. A Justiça Federal da A- Região, por exemplo, foi pioneira nisso. Resolvemos começar a digitalizar os processos há quase doze anos. Eu era presidente do tribunal, e um advogado idoso de Porto Alegre entrou com um mandado de segurança, alegando que não conseguia utilizar o sistema eletrônico, porque só sabia usar a máquina de escrever. Ele perdeu a causa numa decisão histórica. Dali em diante, tornou-se um caminho sem volta. A Justiça deve passar por um processo de robotização e minimizar o uso de papel.

A falta de especialização de algumas varas emperra o Judiciário?
Nenhum estado do Brasil tem especialização em crimes de corrupção. Um juiz que julga furtos, roubos e estelionatos e, de repente, recebe um caso que envolve corrupção tem muita dificuldade para lidar com a situação, porque é um direito que abrange tratados internacionais. As varas de lavagem de dinheiro são um exemplo de sucesso da especialização. Essas varas foram criadas há doze anos. Mas não é só nos crimes financeiros que precisamos de especialização. Não temos varas administrativas, que julgam casos de servidores públicos, e há pouquíssimas varas especializadas em direito ambiental no Brasil.

O senhor participou da criação das varas de meio ambiente. Em Minas Gerais, onde ocorreu recentemente o maior desastre ambiental da história do Brasil, não há uma vara federal especializada no tema. Qual o impacto disso para a sociedade?
De fato, não há no Estado de Minas Gerais uma vara especializada em meio ambiente. Isso faz uma enorme diferença, porque o caso é complexo, gravíssimo, e os resultados não têm sido animadores. Se tivéssemos uma vara ambiental, haveria uma efetividade muito maior na punição do caso. Hoje, o processo tramita tanto em Minas Gerais como no Espírito Santo, dois estados que foram vítimas da tragédia. Nos EUA, quando houve o vazamento de petróleo no Golfo do México, unificaram-se todas as ações em Nova Orleans. Naquela ocasião, foram designados um juiz titular, uma juíza substituta auxiliar e uma equipe dedicada a cuidar do tema. Está na hora de mudar, porque questões que envolvem o meio ambiente são fundamentais para o futuro da humanidade.

Esta notícia está disponível no endereço: 


PROSAS CULTURAIS

POR TOM FARIAS*
16/04/2016 6:40


Martinho da Vila, o escritor – Arquivo

RIO - Em um de seus livros, Martinho da Vila disse que começou a escrever quando compôs um samba-enredo sobre Machado de Assis para a escola Aprendizes da Boca do Mato, no Carnaval de 1959. “Acredito piamente que o enredo sobre Machado de Assis foi o responsável por eu me interessar pela literatura. Até ali não me lembro de ter lido livro algum, nenhum mesmo, pelo prazer de ler”, afirmou.

  


16/04/2016 09:30



Gal Costa - Divino Maravilhoso



Frejat - Divino Maravilhoso (ao vivo) (audio)

Roberto Frejat se apresenta em lançamento de casa de show | Marcos Ramos

"É preciso estar atento e forte”, avisou Frejat ao cantar “Divino maravilhoso”, de Caetano Veloso, logo na abertura do show que fez anteontem, na inauguração do Complexo FM Hall. O lugar é um misto de estúdios, lounge para pequenas apresentações e espaço para eventos, dentro do Bossa Nova Mall, anexo ao aeroporto Santos Dumont.

A escolha não foi em vão. O cantor contou que a crise que assola o Brasil não poupou o meio musical. “Desde o final de 2014, o país está com o freio de mão puxado, e toda a área de música tem percebido isso claramente”, dizia. “Sentimos o reflexo dentro do nosso mercado até mais do que em outros, porque o entretenimento é a primeira coisa que as pessoas cortam quando precisam economizar. O número de shows diminuiu pelo menos 50%“, disse ele.




NETFLIX
Empresa de streaming confirmou produção que foca investigações de corrupção no Brasil


Diretor de “Tropa de Elite” assume desafio de traduzir momento político

PUBLICADO EM 16/04/16 - 03h00
Depois de tantas piadas sobre as semelhanças da realidade política brasileira com a série “House of Cards”, é hora de inverter os papéis. O serviço de streaming de vídeos Netflix anunciou ontem que produzirá uma nova série baseada na operação Lava Jato e que deve ser lançada em 2017.

Ainda sem título, a produção será feita no Brasil com criação e direção de José Padilha, que tem no currículo filmes como “Tropa de Elite” e a série “Narcos”, e será escrita por Elena Soares, de “Xingu” e “Casa de Areia”. As gravações devem começar ainda este ano.

Conduzida pelo juiz federal Sérgio Moro, da 13.ª Vara Federal de Curitiba, a Lava Jato é a maior investigação já realizada no Brasil contra a corrupção. Ela foi iniciada em 2009, época em que mirava em quatro doleiros. No curso de uma investigação corriqueira, no entanto, a força tarefa da Polícia Federal e da Procuradoria da República bateu de frente com o esquema de cartel de empreiteiras que se instalaram na Petrobras entre 2004 e 2014. Em troca do monopólio de contratos bilionários da estatal petrolífera as gigantes da construção distribuíam propinas a dirigentes da Petrobras e políticos – entre deputados, senadores e governadores.


Em comunicado à imprensa, o vice-presidente de conteúdo internacional da Netflix, Erik Barmack, exaltou o talento do diretor brasileiro em desenvolver narrativas atraentes para o público. “E ele está bem posicionado para documentar esse momento importante da história brasileira”, disse o executivo do serviço de vídeo.

O diretor brasileiro explicou no comunicado à imprensa que a série vai retratar os investigadores brasileiros que descobriram o esquema de corrupção e disse que a história será retratada de maneira imparcial.




PROSAS ECONÔMICAS





Prosas Estatísticas


Indicador / Período
Dez - Jan - Fev
de 2016
Set - Out - Nov
de 2015
Dez - jan - Fev
de 2015
Taxa de desocupação
10,2%
9,0%
7,4%
Rendimento real habitual
R$ 1.934
R$$ 1.954
R$ 2.012
Valor do rendimento em relação a:
-1,0%
-3,9%
A taxa de desocupação no trimestre móvel encerrado em fevereiro de 2016 foi estimada em 10,2% para o Brasil, ficando acima da taxa do trimestre móvel encerrado em novembro de 2015 (9,0%) e superando, também, a do mesmo trimestre do ano anterior (7,4%).
A população desocupada (10,4 milhões de pessoas) cresceu 13,8% (mais 1,3 milhão pessoas) em relação ao trimestre de setembro a novembro de 2015 e subiu 40,1% (mais 3,0 milhões de pessoas) no confronto com igual trimestre de 2015.
Já a população ocupada (91,1 milhões de pessoas) apresentou redução de 1,1%, quando comparada com o trimestre de setembro a novembro de 2015 (menos 1,0 milhão de pessoas). Em comparação com igual trimestre de 2015, foi registrada queda de 1,3% (menos 1,2 milhão de pessoas).
O número de empregados com carteira assinada no setor privado apresentou queda de 1,5% frente ao trimestre de setembro a novembro de 2015 (menos 527 mil pessoas). Na comparação com igual trimestre do ano anterior, a redução foi de 3,8% (menos 1,4 milhão de pessoas).
O rendimento médio real habitualmente recebido em todos os trabalhos (R$ 1.934) ficou estável frente ao trimestre de setembro a novembro de 2015 (R$ 1.954) e caiu 3,9% em relação ao mesmo trimestre do ano passado (R$ 2.012).
A massa de rendimento real habitualmente recebida pelas pessoas ocupadas em todos os trabalhos (R$ 171,3 bilhões) registrou redução de 2,0% em relação ao trimestre de setembro a novembro de 2015, e redução de 4,7% frente ao mesmo trimestre do ano anterior. A publicação completa da PNAD Contínua Mensal pode ser acessada aqui.
Os indicadores da PNAD Contínua são calculados para trimestres móveis, utilizando-se as informações dos últimos três meses consecutivos da pesquisa. A taxa do trimestre móvel terminado em fevereiro de 2016 foi calculada a partir das informações coletadas em dezembro/2015, janeiro/2016 e fevereiro/2016. Nas informações utilizadas para o cálculo dos indicadores para os trimestres móveis encerrados em fevereiro e janeiro, por exemplo, existe um percentual de repetição de dados em torno de 66%. Essa repetição só deixa de existir após um intervalo de dois trimestres móveis. Mais informações sobre a metodologia da pesquisa estão disponíveis aqui.
Taxa de desocupação para os trimestres móveis ao longo dos anos
Trimestre móvel
2012
2013
2014
2015
2016
nov-dez-jan
...
7,2
6,4
6,8
9,5
dez-jan-fev
...
7,7
6,8
7,4
10,2
jan-fev-mar
7,9
8,0
7,2
7,9
fev-mar-abr
7,8
7,8
7,1
8,0
mar-abr-mai
7,6
7,6
7,0
8,1
abr-mai-jun
7,5
7,4
6,8
8,3
mai-jun-jul
7,4
7,3
6,9
8,6
jun-jul-ago
7,3
7,1
6,9
8,7
jul-ago-set
7,1
6,9
6,8
8,9
10°
ago-set-out
6,9
6,7
6,6
9,0
11°
set-out-nov
6,8
6,5
6,5
9,0
12°
out-nov-dez
6,9
6,2
6,5
9,0
No trimestre de dezembro de 2015 a fevereiro de 2016, havia cerca de 10,4 milhões de pessoas desocupadasno Brasil. Esta estimativa no trimestre de setembro a novembro de 2015 correspondia a 9,1 milhões, representando um acréscimo de 13,8% (1,3 milhão de pessoas). No confronto com igual trimestre do ano passado, esta estimativa subiu 40,1% (3,0 milhões de pessoas).
Pessoas de 14 anos ou mais de idade, desocupadas na semana de referência - Brasil (em mil pessoas)

O número de pessoas ocupadas foi estimado em 91,1 milhões, apresentando redução de 1,1%, quando comparada com o trimestre de setembro a novembro de 2015 (-1,0 milhão de pessoas). Em comparação com igual trimestre do ano passado foi registrada queda de 1,3% (-1,2 milhão de pessoas).
Pessoas de 14 anos ou mais de idade, ocupadas na semana de referência - Brasil (em mil pessoas)

Por posição na ocupação, o contingente de empregados no setor privado com carteira de trabalho assinada apresentou queda de 1,5% frente ao trimestre de setembro a novembro de 2015 (-527 mil pessoas). Na comparação com igual trimestre do ano passado, a redução foi de 3,8% (-1,4 milhão de pessoas).
A categoria dos empregados no setor privado sem carteira de trabalho assinada apresentou redução de 3,8% (-382 mil pessoas) em relação ao trimestre de setembro a novembro de 2015 e retração de 4,8% (-493 mil pessoas) quando comparado ao mesmo trimestre do ano anterior.
A participação de empregadores apresentou redução de 5,8% (-233 mil pessoas) em relação ao trimestre de setembro a novembro de 2015 e, em relação ao mesmo trimestre de 2015, caiu 5,4% (-215 mil pessoas). Já a categoria dos trabalhadores por conta própria registrou aumento de 3,0% (676 mil pessoas) em relação ao trimestre de setembro a novembro de 2015 e, na comparação com o mesmo trimestre de 2015, constatou-se um aumento de 7,0% (1,5 milhão de pessoas).
Na análise do contingente de ocupados segundo os grupamentos de atividade, em relação ao trimestre de setembro a novembro de 2015, ocorreram retrações na indústria geral (-5,9%), informação, comunicação e atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas (-2,5%) e administração pública, defesa, seguridade, educação, saúde humana e serviços sociais (-2,1%) e aumento na agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura (1,9%). Nos demais grupamentos de atividade não se observou variação estatisticamente significativa.
Frente ao trimestre de dezembro de 2014 a fevereiro de 2015, foram verificados aumentos em serviços domésticos (3,9%); transporte, armazenagem e correio (5,3%) e alojamento e alimentação (4,3%). Houve quedas na indústria geral (-10,4%), informação, comunicação e atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas (-7,7%). Nos demais grupamentos de atividade não se observaram variações significativas.
O rendimento médio real habitualmente recebido em todos os trabalhos pelas pessoas ocupadas foi estimado em R$ 1.934, registrando estabilidade frente ao trimestre de setembro a novembro de 2015 (R$ 1.954) e queda de 3,9% em relação ao mesmo trimestre do ano passado (R$ 2.012).
Rendimento médio real de todos os trabalhos
Rendimento médio real de todos os trabalhos
Trimestre móvel
2012
2013
2014
2015
2016
nov-dez-jan
...
1916
1970
2013
1950
dez-jan-fev
...
1927
1991
2012
1934
jan-fev-mar
1897
1938
2013
2013
fev-mar-abr
1910
1944
2010
2003
mar-abr-mai
1898
1953
2005
1998
abr-mai-jun
1900
1970
1974
2003
mai-jun-jul
1915
1982
1947
1986
jun-jul-ago
1919
1990
1956
1975
jul-ago-set
1917
1989
1978
1978
10°
ago-set-out
1913
1995
1992
1970
11°
set-out-nov
1911
1988
1986
1954
12°
out-nov-dez
1909
1976
1996
1943
Na comparação com o trimestre de setembro a novembro de 2015, apenas o grupamento de atividade deserviços domésticos registrou aumento no rendimento médio (1,8%). Nos demais grupamentos, verificou-se estabilidade. Em relação ao mesmo trimestre do ano anterior, houve retrações nos grupamentos transporte, armazenagem e correio (-6,3%), comércio, reparação de veículos automotores e motocicletas (-5,7%) e agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura (7,4%).
Por posição na ocupação, frente ao trimestre de setembro a novembro de 2015, subiram os rendimentos médios dos trabalhadores domésticos (1,8%). Em relação ao trimestre de dezembro de 2014 a fevereiro de 2015, verificou-se redução no rendimento médio da categoria dos trabalhadores por conta própria (-5,6%) e empregador (9,2%). Nas demais categorias de posição na ocupação observou-se estabilidade em seus rendimentos.
A massa de rendimento médio real habitualmente recebido em todos os trabalhos pelas pessoas ocupadas foi estimada em R$ 171,3 bilhões de reais, registrando redução de 2,0% em relação ao trimestre de setembro a novembro de 2015, e de 4,7% frente ao mesmo trimestre do ano anterior.
Massa de rendimento real de todos os trabalhos, habitualmente recebido por mês, pelas pessoas de 14 anos ou mais de idade, ocupadas na semana de referência, com rendimento de trabalho – Brasil



Comunicação Social
20 de abril de 2016


© 2016 IBGE - Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística




Prosa Jornalística Crítica de Opinião




Clóvis Rossi
Folha
Ao contrário do que acontece na maior parte do mundo, a desigualdade - essa imensa chaga no corpo social brasileiro - não aparece nem de leve nos debates sobre o que fazer para o país recuperar vitalidade.
É fácil explicar por que: não é um tema para a direita triunfante, mais preocupada com as contas públicas do que com os que mal podem pagar suas contas. E a esquerda, historicamente inquieta com o tema, preferiu render-se à fraude de que a desigualdade teria caído sob Lula.
O que caiu - se é que caiu mesmo – foi a desigualdade entre salários, mas jamais a disparidade entre a renda do capital e a do trabalho, verdadeiramente obscena.
É fácil entender: o único instrumento em que se apoiava a lenda da queda da desigualdade é a Pnad (Pesquisa Nacional por Amostragem Domiciliar).
Não é instrumento idôneo: os pesquisadores perguntam a renda da família. Quem vive só de trabalho ou de outro rendimento fixo diz o que ganha. Quem, além do salário ou de rendimento fixo, recebe proventos advindos de aplicações financeiras omite essa parte da renda. Ou por mero esquecimento, portanto de boa-fé, ou por medo (do fisco, de sequestro, do que seja).
FALSA DECLARAÇÃO
Como aumentou a renda dos mais pobres, a partir dos diferentes tipos de bolsas, a pesquisa registra diminuição da desigualdade, mas somente por uma falsa declaração dos mais ricos.
Em 2015, Marcelo Medeiros, Pedro Ferreira de Souza e Fábio Avila de Castro, todos da UnB (Universidade de Brasília) e, os dois primeiros, também do Ipea (Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas), lançaram na equação da desigualdade dados do imposto de renda e chegaram a uma triste conclusão: não houve em absoluto queda da desigualdade nos últimos 20 anos.
Um só dado: os 5% mais ricos passaram de deter cerca de 40% da renda total do país em 2006 a abocanhar 44% em 2012. Guardadas as proporções, o 1% mais rico e o 0,1% super-rico também ficaram com uma fatia ainda maior que a obscena cota que tinham em 2006.
ESTUDO PROIBIDO
O Ipea (instituto do governo) proibiu a difusão do estudo, como é natural: a corte odeia quem grita “o rei está nu”.
Mas o trabalho circulou entre especialistas e provocou observações, o que levou Marcelo e Pedro a uma revisão da pesquisa. Saiu há pouco o novo resultado e, sem surpresas, é igual ao anterior: não houve redução da desigualdade.
Nem poderia haver: o governo destina aos juros e encargos da dívida, em um ano, o equivalente a 15 anos do gasto com Bolsa Família.
Ou, posto de outra forma, o governo paga às (poucas) famílias mais ricas em um ano o que vai para 42 milhões de pobres em 15 anos. É transferência de renda, sim, mas de todos os contribuintes, inclusive os pobres, para os ricos e ultrarricos.
CADA VEZ MAIS RICOS
A realidade desmancha, assim, a narrativa que o governo ensaiou inutilmente, a de que a onda anti-Dilma é uma vingança dos ricos contra o governo dos pobres. Como diz sempre o próprio Lula, os ricos nunca ganharam tanto dinheiro como em seu governo. E a esquerda ficou em silêncio.


Prosa Prática da Nova Ortografia
Versão atualizada de acordo com o VOLP
por Douglas Tufano
(Professor e autor de livros didáticos de língua portuguesa)