Inspirados já nos ensinamentos de Sófocles, aqui, procurar-se-á a conexão, pelo conhecimento, entre o velho e o novo, com seus conflitos. As pistas perseguidas, de modos específicos, continuarão a ser aquelas pavimentadas pelo grego do período clássico (séculos VI e V a.C).
domingo, 25 de janeiro de 2026
Das Voltas do Mundo
domingo, 25 de janeiro de 2026
De volta às veias abertas? Por Luiz Sérgio Henriques
O Estado de S. Paulo
Sintomático, em todo este contexto, o pressuposto de que em nosso tempo a unidade política fundamental é – deve ser – o Estado-nação
Como em toda época de terremoto social, o mundo está de ponta-cabeça. Ninguém, nem mesmo os adversários mais encarniçados de Donald Trump, pode mais lhe negar o caráter rupturista, especialmente neste segundo mandato, vivido por toda parte como tumulto e imprevisibilidade. O experimento “iliberal”, neologismo criado na Hungria de Viktor Orbán, em 2014, para marcar a dissociação autoritária entre democracia e liberalismo, instalou-se de vez no coração do sistema, e daí se espalha agressivamente por todo o Hemisfério Ocidental. Descontada a imprevisibilidade indecorosa dos mapas, é neste hemisfério que estamos politicamente situados – as Américas no seu conjunto e, talvez, a Europa.
Em toda e qualquer ruptura subitamente ficam para trás, deixando só um tênue rastro, as antigas maneiras de pensar. Há apenas alguns anos, o ex-presidente Joseph Biden, um liberal no sentido norte-americano, tentava formular diversamente o conflito global. Ele consistiria na acirrada competição entre regimes democráticos e não democráticos, à frente dos quais a China, depois de interrompida sua relativa liberalização política na segunda década do século 21. A superioridade de uns sobre os outros não se definiria só em termos de bem-estar material, mas também de afirmação de sociedades mais abertas e inclusivas.
O horizonte proposto pelo presidente Trump é de outra natureza. Por um lado, segundo ele, seu país deve renunciar ao papel de Atlas a suportar nos ombros, como antes, a ordem global em nome de princípios liberais. Por outro, bem vistas as coisas, há no argumento trumpista uma nada oculta apologia dos homens fortes e das respectivas autocracias. No plano estritamente pessoal, aliás, são mais do que evidentes as afinidades eletivas entre Donald Trump, Xi Jinping e Vladimir Putin, para não mencionar autocratas menos votados.
Manifestações retóricas à parte, os Estados Unidos passaram a abrir mão do soft power do século americano, que terá se estendido por muitas décadas até a grande recessão de 2008 e suas devastadoras consequências. A cultura daquele país, agora, deve perder seu caráter expansivo e se fechar no louvor paroquial às glórias e aos heróis do passado, considerados pelo metro de um nacionalismo branco e cristão que recorda formas de fascismo.
A identidade “ocidental” proclamada é a negação do
Ocidente e dos elementos de universalidade que este último, no seu conjunto, soube ou pôde construir. A contaminação com outras culturas ou civilizações não é mais bemvinda. Não se trata de ordenar razoavelmente a imigração, mas de impedi-la com o objetivo de barrar uma suposta “somalização” – termo de abjeta inspiração racista forjado descaradamente nos círculos dirigentes.
Sintomático, em todo este contexto, o pressuposto de que em nosso tempo a unidade política fundamental é – deve ser – o Estado-nação. O mitológico Atlas, aqui, corrói e corrompe os fundamentos de uma obra que não é só sua, mas, de fato, coletiva, erguida sobre os escombros de grandes conflitos.
Transnacional por natureza, tal obra pretendia limitar a soberania absoluta dos Estados, introduzindo duas novidades capitais. Primeiro, o veto às anexações de território, com fins expansionistas; segundo, a construção paulatina de uma rede de órgãos e instâncias dedicados à promoção dos direitos humanos em cada uma das entidades nacionais. Se quiser, um embrião de sociedade civil internacional, a se movimentar segundo a máxima de que todo poder corrompe e, por isso, deve ser limitado e condicionado.
O programa essencial do trumpismo consiste em destruir esse embrião e, simultaneamente, arremeter contra a própria sociedade civil interna, enfraquecendo os clássicos mecanismos de controle e participação. O resultado pretendido é a disseminação das formas autoritárias de mando em cada realidade nacional, bem como a perigosa competição entre Estados-nação autocraticamente constituídos. E, ao proclamar com brutalidade a consigna “America first”, a certeza é de que, no Hemisfério Ocidental, a primazia caberá, por uma espécie de lei natural darwiniana, ao país econômica e militarmente mais forte.
A União Europeia, por isso, é uma indesejada entidade supranacional a ser cancelada e conduzida de volta aos velhos nacionalismos, responsáveis por séculos de derramamento de sangue. Para esta tarefa, de resto, se convocam e incentivam os tais “partidos patrióticos” da extrema direita, hoje em plena ofensiva eleitoral.
A América Latina, por seu turno, deve se contentar com ser objeto do “corolário Trump” à Doutrina Monroe, destituída de qualquer sentido anticolonial que possa ter tido no passado. Como demonstrado na Venezuela pós-sequestro do ditador, não é impossível que a vontade imperial se combine, sem maiores complicações, com o mesmo regime de antes, simbolicamente decapitado. Se tudo isso faz sentido, só uma resposta profundamente democrática – e cosmopolita, à altura do tempo – impedirá que voltemos a empregar, ainda com mais rigor, a metáfora das veias abertas do nosso continente.
MUNDO GRANDE - Carlos Drummond de Andrade
Odilon Esteves
O fim da Vestfália, a exumação de Augusto e o Conselho da Paz de Trump
Publicado em 25/01/2026 - 08:34 Luiz Carlos Azedo
Alemanha, Brasília, China, Cidades, Comunicação, Economia, EUA, Europa, Geografia, Governo, Memória, México, Palestina, Política, Política, Segurança, Trump, Ucrânia, Violência
A mensagem é “se a ONU não funciona, eu funciono”. E o mundo pode ser tentado a aceitar a promessa de eficácia como substituto de legitimidade
A criação do “Conselho da Paz” por Donald Trump, com pretensão de gerir conflitos e “reconstruir Gaza”, à primeira vista, parece uma excentricidade, que mistura marketing e voluntarismo autoritário. Entretanto, revela algo mais profundo: a substituição do sistema internacional historicamente moldado desde a Paz de Vestfália, que inspirou a criação da Organização das Nações Unidas (ONU) no imediato pós-guerra, por uma gramática de poder antiga e brutal, que nos remete à Roma de Augusto. Ou seja, o mundo da soberania e do equilíbrio pelo da tutela e da hierarquia, com fora a Pax Romana como ordem imperial.
A Paz de Vestfália não foi apenas o encerramento da Guerra dos Trinta Anos (1618-1648), na qual as rivalidades entre católicos e protestantes e assuntos constitucionais germânicos foram gradualmente transformados numa luta europeia, do Império Sueco e a França para diminuir a força da monarquia dos Habsburgos, que daria origem ao Império Austríaco. A carnificina corroeu economias, destruiu cidades e esgotou sociedades na Europa Central, sobretudo na Alemanha, e tiveram fim com a assinatura, em 1648, dos tratados de Münster e Osnabrück, chamados de Paz de Vestfália.
Vestfália foi o reconhecimento de que a guerra não é “destino”, mas falha de regulação; e que Estados, ainda que desiguais, podem coexistir por meio de regras mínimas, negociações e limites recíprocos. A soberania territorial, a diplomacia permanente e a noção de “equilíbrio de poder” formaram, a partir dali, uma arquitetura que estruturaria por séculos a política internacional europeia e, depois, mundial. Ex-secretário de Estado dos EUA, Henry Kissinger via em Vestfália mais um procedimento do que uma moral: se há regras, há previsibilidade; se há previsibilidade, há contenção; e, se há contenção, há sistema.
Trump opera no sentido inverso. Seu “Conselho da Paz” não é apresentado como instância multilateral, mas como clube privado de adesão condicionada. O desenho institucional vazado, com mandato vitalício do presidente fundador e a exigência de pagamento bilionário para assentos permanentes, é mais do que um ataque à ONU. É uma simulação de governança internacional, na qual a cooperação deve pagar pedágio e depende de submissão. O novo organismo sustenta-se na força do dinheiro e na coerção militar. A ordem é unipessoal: o “sistema” não existe como pacto, mas como extensão do governante.
Leia também: Lula critica conselho de Trump e diz que EUA quer ser “o dono da ONU”
Na lógica westfaliana, não há “dono” do sistema, mas potências, alianças, conflitos e limites. O arranjo é imperfeito, mas pressupõe um princípio essencial: a igualdade formal dos Estados soberanos. Já a lógica de Trump é estritamente hierárquica: há o centro imperial e a periferia, que pode ser premiada, punida ou cooptada. A “paz” deixa de ser um equilíbrio construído e passa a ser uma ordem imposta. Em vez do direito como contenção da força, a força se traveste de direito.
Corte Imperial
É aqui que a figura de Augusto é exumada e deixa de ser apenas uma referência histórica. Otaviano Augusto consolidou um império a partir do esgotamento da república e do cansaço social diante de décadas de guerra civil. Sua grande sacada – e sua perversidade histórica – foi transformar o fim do conflito em justificativa para a concentração de poder. A Pax Romana, celebrada como era de prosperidade, foi também o preço institucional de uma ordem imperial: unidade interna sob disciplina, periferias sob tutela, e política externa organizada pela ideia de “pacificação” das províncias. A paz era o nome da vitória. E a vitória era o direito.
A analogia é quase perfeita. Trump tenta repetir esse movimento no plano global. A ONU, com sua paralisia crônica, suas contradições e sua incapacidade de resolver crises como Gaza ou Ucrânia, fornece o álibi perfeito para a substituição do multilateralismo por um império informal. A mensagem é “se a ONU não funciona, eu funciono”. E o mundo, cansado de impasses, pode ser tentado a aceitar a promessa de eficácia como substituto de legitimidade. O perigo é que, nesse novo arranjo, a paz depende de obediência. A obediência não é fruto do direito, mas do temor diante da assimetria absoluta de poder.
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O Conselho da Paz de Trump aparece como a forma institucional da hegemonia sem constrangimentos. A ONU, mesmo frágil, nasceu do pós-guerra como tentativa de conter o retorno do Estado hobbesiano da guerra total. A Carta das Nações Unidas consagra princípios que, embora violados repetidamente, estabelecem um padrão moral e jurídico de autodeterminação, integridade territorial e inviolabilidade de fronteiras. Trump despreza esse vocabulário porque limita a sua liberdade de ação. A alternativa que propõe é um mecanismo de esferas de influência onde “paz” significa aceitar o mapa desenhado pelo mais forte.
Gaza é o laboratório desse modelo. Não se trata apenas de “reconstrução” e “estabilização”, mas de tutela internacional com rosto americano, delimitada por interesses estratégicos e por alianças seletivas. Na Ucrânia, por exemplo, o princípio de soberania nacional é substituído pela barganha entre grandes atores. O mesmo padrão aparece nas tensões sobre Groenlândia, México, Venezuela, Cuba, Irã: o intervencionismo não é improviso, é a nova linguagem do Império.
Nessa moldura, o Conselho da Paz é mais um rito de submissão. Ao obter adesão rápida de autocracias e aliados incondicionais, Trump cria uma “corte imperial” contemporânea: um círculo de reconhecimento simbólico, dependência política e convergência utilitária. Convidado para participar do conselho, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva está numa saia justa.
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#Gaza, #Paz, #Trmp, #Ucrânia, Lula, ONU
Resumo da Ópera
“Enquanto o Primo Rico brinda à eternidade do poder, o Primo Pobre mastiga a promessa que nunca chega. O mordomo muda, o riso se repete, e o banquete segue servido aos mesmos — prova de que, no grande teatro do mundo, as voltas da história raramente trocam quem está à mesa.”
Eis, então, uma versão em tom shakespeariano elizabetano, mas temperada pelos tempos de Charles, onde o mordomo já não é Charles, o riso já não é inocente, e o picadeiro do poder substitui a sala de jantar burguesa. 🎭
**Das Voltas do Mundo, ou
Da Farsa dos Primos e do Retorno dos Coroados**
Prólogo
Ó público atento, inclinai vossos ouvidos,
Pois o mundo gira não como roda justa,
Mas como pião bêbado, que cai e se levanta
Rindo-se da própria queda.
Eis que reis depostos retornam coroados,
E bufões de outrora reclamam o trono
Sob aplausos, vaias e contratos assinados.
Ato I — Do Primo Rico e do Primo Pobre
Entra em cena o Primo Rico,
Vestido de púrpura, ouro e promessas,
Com a mão pesada no ombro do mundo
E a leveza cruel de quem jamais passou fome.
Atrás dele, faminto de pão e dignidade,
Segue o Primo Pobre,
Com o estômago vazio e a esperança cheia,
Esperando, como sempre, a boquinha prometida.
PRIMO RICO:
Chamai-me o garçom! Pelo nome, que importa!
Traga ao meu parente um naco de futuro,
Uma iguaria fina: talvez amanhã, talvez nunca.
O Primo Pobre sorri —
Não por alegria, mas por treino.
Já aprendeu que quem protesta
Perde até as migalhas do riso alheio.
Ato II — Do Garçom que Nunca Chega
O Primo Rico gargalha.
Não gargalha — ecoam gargalhadas,
Como trovões numa sala sem janelas.
PRIMO RICO:
Ah! Como sois paciente, primo meu!
Eis a vossa virtude: esperar sem comer,
Crer sem ver, agradecer sem receber!
E o público ri,
Pois o riso, quando vem de cima,
Sempre encontra plateia.
O Primo Pobre estende a mão —
Recebe apenas o bordão:
A piada repetida,
A humilhação requentada,
O futuro adiado em nome da ordem da casa.
Ato III — Da Reviravolta que Não Liberta
Mas — ah! — as voltas que o mundo dá!
O Primo Rico cai do trono,
Escorrega no próprio banquete,
É expulso do salão sob vaias e processos.
O Primo Pobre, por um instante, crê:
“Agora serei eu servido.”
Engano doce.
Pois o mundo não troca o cardápio,
Apenas muda o maître.
Ato IV — Do Retorno ao Picadeiro
Soam trombetas.
O Primo Rico retorna —
Não como lembrança, mas como eleito,
Juramentado diante das mesmas paredes
Que ontem o expulsaram.
PRIMO RICO:
Vede! Caí, mas levantei-me maior!
O povo chamou-me de volta ao centro,
Pois o espetáculo carecia de mim.
O Primo Pobre observa,
Agora mais velho, mais cético,
Com a fome intacta e a esperança cansada.
Ato V — Do Coro Final
Entra o Coro, voz do tempo:
CORO:
Não vos enganeis, ó mortais:
O mundo não gira por justiça,
Mas por hábito.
Reis caem, reis voltam,
E os primos pobres aprendem a rir
Antes que a fome os denuncie.
O mordomo mudou de nome,
O palácio ganhou outra bandeira,
Mas a mesa continua alta demais.
Epílogo
Assim se encerra a farsa,
Não com redenção, mas com reconhecimento:
O riso que humilha ainda governa,
E o poder, travestido de retorno glorioso,
Segue servindo promessas frias
Aos que esperam quentes por um prato que nunca chega.
🎭 Sai o Primo Pobre, ainda à espera.
Fica o mundo, repetindo o ato.
S
Uma receita para o Brasil navegar em meio à anarquia internacional de Trump - Estadão
domingo, 25 de janeiro de 2026
Navegando na anarquia internacional. Por Lourival Sant’Anna
O Estado de S. Paulo
A corrupção e os privilégios obscenos no setor público, em todas as esferas, não podem continuar
Passado um ano de política externa de Donald Trump, já temos elementos mais do que suficientes para traçar uma estratégia de como o Brasil deve navegar na nova anarquia internacional. Os EUA passam a concentrar sua energia geopolítica nas Américas. Significa que os países da região precisam dispor de meios dissuasórios para conter intervenções americanas, que combinam pressão econômica e ameaça militar. Trata-se de elevar o custo dessas imposições para assegurar estabilidade e autonomia.
O Brasil precisa exibir sólidos fundamentos econômicos para fazer frente às turbulências que sanções comerciais e financeiras, impostas a nós ou a outros países, podem ocasionar. A gestão precisa melhorar e a questão fiscal, ser equacionada, de modo a aumentar a atratividade dos títulos brasileiros mesmo com redução de juros e a dar recursos para o Estado cumprir seus papéis.
As medidas listadas aqui soam como necessidades crônicas, porque a superação das fragilidades econômicas e de segurança de um país exige arrumar a casa. O mesmo debate, com nuances, ocorre na Europa, Canadá, Índia, Japão, Coreia do Sul, Austrália.
O acordo Mercosul-União Europeia é um incentivo para investirmos na competitividade da indústria, reformarmos o ambiente de negócios e baixarmos as barreiras comerciais. A segurança nacional vive uma emergência. A inteligência, nos âmbitos da Abin, Polícia Federal e Ministérios Públicos federal e de alguns Estados, tem se aprimorado. Mas vamos continuar enxugando gelo se a corrupção nas polícias e no Judiciário não for atacada.
Do orçamento de R$ 142 bilhões da Defesa, em 2025, R$ 33 bilhões foram para salários, R$ 37 bilhões para aposentadorias e R$ 28 bilhões para pensões. O que as viúvas e filhas de militares receberam em um ano é quase o mesmo valor que a Defesa pretende gastar em cinco anos com modernização: R$ 3o bilhões. A folha de pagamento responde por 77% do orçamento. Nos EUA, essa fatia é de 22%.
A corrupção e os privilégios obscenos no setor público, em todas as esferas, não podem continuar. A imprensa, em especial o Estadão, tem feito um trabalho corajoso de expor os abusos. A vergonha pública não parece servir mais de contenção. Então, os eleitores precisam se mobilizar para garantir que os políticos coniventes com a drenagem dos recursos sejam castigados nas urnas. Se não nos organizarmos, estamos fadados a dois destinos igualmente sombrios: entrar em embates autodestrutivos com os EUA ou nos tornarmos subservientes, como a Argentina de Javier Milei e o Paraguai de Santiago Peña.
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