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terça-feira, 30 de agosto de 2016

Vir a Mundo de Perto

"Sei que desafino às vezes. Mas eu também desafino na vida”.
Maria Bethânia



Sem perder o mesmo brilho no olhar 


Em Pedrinha de Aruanda


Um nome Completo Com Acento Circunflexo


Sinal Diacrítico






Nélson Gonçalves - Maria Bethania (1945)


Enviado em 4 de set de 2010
By Capiba.
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Música
"Maria Bethânia (feat. Caetano Veloso)" por Nelson Gonçalves ( • )


Pedrinha de Aruanda - Maria Bethânia,

de Andrucha Waddington (Brasil, 2007)
por Francis Vogner dos Reis











Bethânia Bem de Perto


Publicado em 7 de jan de 2016
"Bethânia Bem de Perto’ (1966), filme de Júlio Bressane, feito em 66 em preto e branco nos mostra Bethânia recém chegada ao Rio, para substituir Nara Leão no teatro, passeando pela cidade e na intimidade da sua casa com amigos como Macalé, Rosinha de Valença e Caetano Veloso.
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Maria Bethânia Pedrinha de Aruanda


Publicado em 15 de out de 2012
A intimidade de Maria Bethânia a partir da comemoração de seu aniversário de 60 anos, celebrado durante uma apresentação em Salvador e numa missa em Santo Amaro, sua cidade natal, em 2006.
Lançamento 14 de setembro de 2007 (1h 1min)
Dirigido por Andrucha Waddington
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A tua presença







Maria Bethânia
Capiba
 

Maria Bethânia
Tu és para mim,
A Senhora de Engenho
Em sonhos te vejo
Maria Bethânia
És tudo que tenho,
Quanta tristeza, sinto no peito,
Só em pensar,
Que o meu sonho está desfeito.

Maria Bethânia,
Te lembras ainda daquele São João ?
As tuas palavras,
Caíam bem dentro do meu coração,
Tu me olhavas, com emoção,
E sem querer,
Pus minha mão em tua mão.

Maria Bethânia,
Tu sentes saudades de tudo, bem sei,
Porém, também sinto,
Saudade do beijo que nunca te dei
Vejo que vives com esplendor,
Nos lábios meus
Para aumentar a minha dor.

Maria Bethânia,
Eu nunca pensei acabar tudo assim,
Maria Bethânia,
Por Deus eu te peço,
Tem pena de mim,
Hoje confesso, com dissabor,
Que não sabia, nem conhecia o amor!!!


Caminhemos



MARIA BETHANIA E NELSON GONÇALVES " CAMINHEMOS "
                                 


Enviado em 29 de nov de 2009
Linda música de amor, de Herivelto Martins, interpretada por Nelson Gonçalves e Maria Bethania.
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Música
"Caminhemos (feat. Maria Bethânia)" por Nelson Goncalves, Maria Bethania ( • )


Maria Bethânia estreia programa sobre poesia no canal Arte 1
Sábado, 2 de Julho de 2016:



Cantora brasileira
Biografia de Maria Bethânia:
Maria Bethânia Viana Teles Veloso (1946), conhecida como Maria Bethânia, é uma cantora brasileira. As músicas, Ronda, Negue, Olhos Nos Olhos, Explode Coração e Tatuagem são algumas de suas grandes interpretações.
Maria Bethânia (1946) nasceu em Santo Amaro da Purificação, Bahia, no dia 18 de junho de 1946. Filha do funcionário dos correios José Teles e de Claudionor, conhecida como Dona Canô, começou a frequentar o meio artístico junto com o irmão Caetano Veloso. Em 1960 muda-se para Salvador, com o objetivo de estudar. Em 1963 estreou como cantora na peça Boca de Ouro de Nelson Rodrigues. Em 1964 participa do show “Nós, Por Exemplo”, ao lado de Caetano, Gal Costa, Gilberto Gil e Tom Zé, da inauguração do Teatro Vila Velha, em Salvador.
O dia 13 de janeiro de 1965 foi o início de uma consagrada carreira, ao se apresentar no show “Opinião”, no Rio de Janeiro, a convite da cantora Nara Leão. A música de protesto “Carcará” foi seu primeiro sucesso. Nesse mesmo ano foi contratada pela RCA e grava seu primeiro disco “Maria Betânia”. Em 1967, lança o segundo disco em parceria com o cantor e compositor Edu Lobo. Em 1976, junto com Caetano, Gal e Gil, formam a banda hippie “Doces Bárbaros” e excursionam por todo o Brasil.
Em 1993, lança o disco “As Canções Que Você Fez Pra Mim”, com músicas de Roberto e Erasmo Carlos, que fez um enorme sucesso. O ano 2000 também foi marcado por grandes encontros musicais. Em abril Bethânia se apresentou ao lado do tenor italiano Luciano Pavarotti, em Salvador. Em maio fez um show com Caetano Veloso no Pavilhão Atlântico em Lisboa, Portugal. Em dezembro, se apresentou, com Gilberto Gil, no Farol da Barra, em Salvador.
Em 2000, Maria Bethânia fez 35 anos de carreira que só foram comemorados em 2001, junto com o lançamento do álbum “Maricotinha”, no palco do Canecão, no Rio de Janeiro, quando reuniu os grandes nomes da MPB, entre eles, Chico Buarque, Caetano e Gilberto Gil. Depois de longos anos sem aparecer na TV, participou da homenagem ao cantor Erasmo Carlos pela passagem dos 50 anos de carreira, no programa Altas Horas. Na ocasião cantou músicas do álbum “As Canções Que Você Fez Pra Mim”.
Em 2012, Maria Bethânia lançou “Oásis de Bethânia”, o seu quinquagésimo álbum de estúdio, que conta com a participação de Lenine. Em 2014 a faixa título foi indicada ao Grammy Latino de Melhor Música Brasileira. Em 2015 a cantora completou 50 anos de carreira.
Informações biográficas de Maria Bethânia:
Data do Nascimento: 18/06/1946
Última atualização do biografia de Maria Bethânia: 07/01/2016.




Se uma cantora aprende a cantar e passa a cantar bem, muito bem, ela corre o perigo de cantar bem demais: ela corre o perigo de se tornar uma máquina de cantar, precisa e fria. Isso não acontece apenas com o cantor, mas com todo tipo de artista - pintor, poeta, músico. Gauguin dizia: quando aprender a pintar com a mão direita, passarei a pintar com a esquerda, e quando aprender a pintar com a esquerda, passarei a pintar com os pés. O cantor não tem tantas opções: seu risco é maior. Mas não entenda errado o que eu digo. Não estou dizendo que só quem não sabe cantar, canta bem. Estou dizendo que cantar bem não é cantar correto, segundo se afirma que é correto. Cantar bem é cantar como Bethânia canta: com calor da vida. E por isso que ela diz: "Sei que desafino às vezes. Mas eu também desafino na vida”.
Bethânia é aquele tipo de cantora que não deixa dúvida. A gente ouve e já sabe: uma intérprete excepcional. O que alguns discutem é se ela é ou não a maior cantora brasileira de hoje. Mas isso é uma discussão ociosa. O que é indiscutível é que algumas de suas interpretações, de músicas atuais ou do passado, atingem aquele ponto definitivo que as tornam insuperáveis. Ninguém esquecerá jamais a Bethânia do Carcará como ninguém esquecerá também a Bethânia de Anda Luzia. A estas se somam várias outras interpretações e neste disco mesmo podemos citar, apenas como exemplo, Se todos fossem iguais a você de Tom Jobim e Vinícius de Moraes, ou a irônica recriação de Café Soçaite, para não falar em Baby, de Caetano Veloso, ou em Ele falava nisso todo dia, de Gilberto Gil. Isso define uma grande capacidade de criar a interpretação definitiva, dentro de determinada época, das canções nacionais. Bethânia é uma cantora nacional, deste país, enraizada nele, e na multidão de vozes e cantos que exprimem a nossa vida destaca-se a sua, bela, já turva, já iluminada, que canta por todos nós.







sábado, 14 de maio de 2016

LUA-LUAR

Escuto leve batida.
Levanto descalça, abro a janela
devagarinho.
Alguém bateu?
É a lua-luar que quer entrar.


Entra lua poesia
antes dos astronautas:
Gagarin da terra azul,
Apolo XI que primeiro passeou solo lunar.

Lua que comanda os mares,
a fúria dos vagalhões
que vem morrer na praia.
O banzeiro das pororocas.

Lua dos namorados,
das intrigas de amor,
dos encontros clandestinos.
Lua-luar que entra e sai.

Lua nova, incompleta no seu meio arco.
Lua crescente, velha enorme, fecunda.
Lua de todos os povos
de todos os quadrantes.

Lua que enfurece o mar e em chumbo,
acovarda barcos pesqueiros.
O barqueiro se recolhe.

O pescado volta às redes.
O jangadeiro trava amarras.
Gaivotas fogem dos rochedos.

Lua cúmplice.
Lésbica lua nascente,
andrógina — lua-luar.
Lua dos becos tristes
das esquinas buliçosas.
Luar dos velhos.
Das velhas plantas sentenciadas.
Do sopro morto
dos bordões, rimas, violinos.

Lua que manda
na semeadura dos campos,
na germinação das sementes,
na abundância das colheitas.

Lua boa.
Lua ruim.
Lua de chuva.
Lua de sol.

Lua das gestações do amor.
Do acaso, do passatempo
Irresistível,
responsável, irresponsável.

Lua grande. Lua genésica
que marca a fertilidade da fêmea
e traz o macho para a semeadura.
O fruto aceito —
mal aceito: repudiado, abandonado,
A semente morta
lançada no esgoto.
A semente viva palpitante
deixada em porta alheia.

© CORA CORALINA
In Meu livro de cordel, 1976





Lua... Luar


Lua Luar
Banda Calypso

A lua sai de madrugada
No romper do sol
Ela sai acompanhando
O namorado que é o sol
Oh, lua lua luar
Me leva contigo pra passear
Oh, lua lua luar
Me leva contigo pra passear
Ho, lua lua luar
Me leva contigo pra passear
Oh, lua lua luar

Me leva contigo pra passear




Melodia Sentimental (Heitor Vila-Lobos & Dora Vasconcelos) - Zizi Possi

Zelda Silveira              


Melodia Sentimental

Heitor Villa-Lobos (melodia)
Dora Vasconcelos(letra/poesia)

Acorda, vem ver a lua
Que dorme na noite escura
Que fulge tão bela e branca
Derramando doçura
Clara chama silente
Ardendo meu sonhar

As asas da noite que surgem
E correm no espaço profundo
Oh, doce amada, desperta
Vem dar teu calor ao luar

Quisera saber-te minha
Na hora serena e calma
A sombra confia ao vento
O limite da espera
Quando dentro da noite
Reclama o teu amor

Acorda, vem olhar a lua
Que brilha na noite escura
Querida, és linda e meiga
Sentir teu amor e sonhar





Lunik 9 Gilberto Gil

Gilberto Gil
Poetas, seresteiros, namorados, correi
É chegada a hora de escrever e cantar
Talvez as derradeiras noites de luar

Momento histórico
Simples resultado
Do desenvolvimento da ciência viva
Afirmação do homem
Normal, gradativa
Sobre o universo natural
Sei lá que mais

Ah, sim!
Os místicos também
Profetizando em tudo o fim do mundo
E em tudo o início dos tempos do além
Em cada consciência
Em todos os confins
Da nova guerra ouvem-se os clarins

Guerra diferente das tradicionais
Guerra de astronautas nos espaços siderais
E tudo isso em meio às discussões
Muitos palpites, mil opiniões
Um fato só já existe
Que ninguém pode negar
7, 6, 5, 4, 3, 2, 1, já!

Lá se foi o homem
Conquistar os mundos
Lá se foi
Lá se foi buscando
A esperança que aqui já se foi
Nos jornais, manchetes, sensação
Reportagens, fotos, conclusão:
A lua foi alcançada afinal
Muito bem
Confesso que estou contente também

A mim me resta disso tudo uma tristeza só
Talvez não tenha mais luar
Pra clarear minha canção
O que será do verso sem luar?
O que será do mar
Da flor, do violão?
Tenho pensado tanto, mas nem sei

Poetas, seresteiros, namorados, correi
É chegada a hora de escrever e cantar
Talvez as derradeiras noites de luar


© Gege Edições Musicais ltda (Brasil e América do Sul) / Preta Music (Resto do mundo)

ficha técnica da faixa:
voz e violão: Gilberto Gil

"Recebi o impacto da notícia do pouso (suave, segundo as avaliações) do Lunik 9 na lua com orgulho e ponderação: estávamos conquistando o espaço, mas aonde isso ia dar? Não era só o cidadão que especulava, mas também o artista, com o senso da responsabilidade de ser locutor da sociedade junto à história. Eu tinha que falar no assunto por isso - e também pelo sentido de competição. Havia uma disputa olímpica entre nós. 'Provavelmente alguém vai fazer música sobre isso; deixa eu fazer logo a minha', pensei.

"Lunik 9 - uma suíte com vários andamentos e atmosferas, entremeada de narração, reflexões e advertências - é uma canção pretensiosa para o grau de informação que eu tinha a respeito, mas bacana também por isso: por vulgarizar, no sentido de divulgar, traduzir, em linguagem simples, um tema em princípio complexo. Nesse aspecto, é também apócrifa, em relação aos cânones da época - embora a bossa nova já tivesse dado a abertura para temas e termos (a Rolleiflex e outras coisas); e iniciática, em relação ao meu trabalho, do qual a questão do mistério do cosmos acabou se tornando uma linha mestra.

"Mas frente ao significado do que a motivou, Lunik 9 apresentava um contraponto conservador, uma atitude ecológico-reativa, um temor exagerado da tecnologia e de que se inaugurava a possibilidade de extinção do próprio luar - da luz interior da lua. À época eu gostei de tê-la feito, mas no período tropicalista eu já achava a música boba, ingênua. Hoje em dia acho relevante aquilo ter-me ocorrido: a inspiração nasceu de uma profunda assunção de um sentido trágico de meu tempo.

"Engraçado. No momento em que escrevi 'a mim me resta disso tudo uma tristeza só', era em Orlando Silva que eu pensava. Era a defesa parcial de um mundo - romântico - que eu identificava como o do Orlando Silva, símbolo e canto de um outro tempo ainda, anterior ao meu, à própria bossa nova." 




O noturno de Chopin e o amor do poeta Pedro Nava
Posted on maio 24, 2016 by Tribuna da Internet





Nava, grande poeta e memorialista
O médico, escritor e poeta mineiro Pedro da Silva Nava (1903-1984), no poema “Noturno de Chopin”, desenvolve uma belíssima mensagem de amor.
NOTURNO DE CHOPIN
Pedro Nava
Eu fico todo bestificado olhando a lua
enquanto as mãos brasileiras de você
fazem fandango no Chopin
Tem uma voz gritando lá na rua:
Amendoim torrado
tá cabano tá no fim…
Coitado do Chopin! Tá acabando tá no fim…
Amor: a lua tá doce lá fora
o vento tá doce bulindo nas bananeiras
tá doce esse aroma das noites mineiras:
cheiro de gigilim manga-rosa jasmim.
Os olhos de você, amor…
O Chopin derretido tá maxixe
meloso
gostoso
(os olhos de você, amor…)
correndo que nem caldo
na calma da noite belo horizonte.

Pedro Nava é natural de Juiz de Fora. Nasceu em 5 de Junho de 1903. Fez os estudos secundários no Internato do Colégio Pedro II, e em seguida cursou a Faculdade de Medicina, colando grau em 1927. Como Joaquim Cardoso, sempre manifestou gosto e talento para a pintura e para a poesia, mas só em raras ocasiões publicou, em revistas literárias, algumas de suas produções. Fez parte do grupo mineiro que, em 1924, lançou, em Belo Horizonte A Revista, primeiro órgão do movimento modernista no Estado de Minas Gerais. Faleceu no Rio de Janeiro, em 13 de Maio de 1984.

                  (Colaboração enviada por Paulo Peres – site Poemas & Canções)




sábado, 30 de abril de 2016

Quando te foste para sempre


s.f. Cessação definitiva da vida. / Pena capital. / Fig. Destruição, perdição, termo; ruína. / Divindade mitológica representada por um esqueleto humano armado de foice. / Fig. Dor violenta: sofrê-la na alma. / Ausência de vida, imobilidade. / Ruína, extinção. / Causa de ruína. // Estar à; a dois passos da; no leito de, estar a ponto de. // Estar entre a vida e ela, estar sob grande ameaça de. // aparente, estado de extrema redução das funções vitais que dá a aparência exterior de. (A medicina legal permite que o médico lance mão de recursos para distinguir entre a aparente e a real.) // civil, privação dos direitos de cidadania. // eterna, privação da eterna bem-aventurança.





É o termo da vida devido à impossibilidade orgânica de manter o processo homeostático. Trata-se do final de um organismo vivo que havia sido criado a partir do seu nascimento.
O conceito, no entanto, foi sofrendo alterações ao longo do tempo. Outrora, considerava-se que, enquanto evento, tinha lugar assim que o coração deixava de bater e que o ser vivo deixava de respirar. Com o avanço da ciência, passou a ser vista como um processo que, a partir de uma certa altura, se torna irreversível.
Hoje em dia, ainda que já não consiga respirar pelos seus próprios meios, uma pessoa pode ter acesso a um respirador artificial, mantendo assim uma vida com alguma qualidade. Por outro lado, convém referir a cerebral, isto é, a paragem completa e irreversível da actividade cerebral.
Fora a biologia, existe uma concepção social e religiosa relativamente à. Costuma-se, neste caso, considerá-la como sendo a separação do corpo e da alma. Posto isto, corresponde ao final da vida física (isto é, na terra), mas não da existência. A crença na reencarnação também é uma questão bastante comum.
Um esqueleto coberto com uma espécie de túnica e uma gadanha simboliza-a. Na mitologia greco-romana, a Parca (uma deusa) a representa igualmente.
Por fim, é a destruição ou o final de algo: “A Argentina assistiu à da sua selecção assim que Diego Maradona foi para a reforma”.





Por muito tempo a definição estava ligada à parada de funcionamento do coração e a conseqüente parada de respiração. O desenvolvimento tecnológico deste século fez surgirem medicamentos e máquinas capazes de restaurarem a vida poucos minutos após a parada do coração e em algumas situações mantê-la indefinidamente.

A partir de então as autoridades médicas passaram a considerar a cerebral como a definição biológica. A falta de oxigênio ou anoxia pode levar a um estado tal de lesão das células cerebrais que a pessoa não pode mais acordar mesmo sob efeito de estimulação eficiente, apesar de manter seu coração e pulmões em funcionamento.

É o estado de coma irreversível. Nesta situação o exame eletrencefalográfico não mostra qualquer tipo de atividade, sendo que este exame deve ser repetido após 24 horas da realização do primeiro e manter o mesmo padrão. Alguns hospitais exigem também a realização do exame angiográfico cerebral que mostra a ausência completa de circulação sangüínea no cérebro quando há morte cerebral.

A suspensão dos procedimentos médicos que mantém o coração e os pulmões em funcionamento por longos períodos diante do diagnóstico de morte cerebral é problemática, levantando importantes questões éticas. Tais decisões podem ser tomadas por comitês compostos de médicos, enfermeiras, religiosos, assistentes sociais e psicólogos, além de membros da família do paciente. Cada situação deve ser vista de maneira particular o que impede o estabelecimento de normas.

O desenvolvimento dos procedimentos de operações de transplantes de órgãos a partir de cadáveres contribuiu muito para uma profunda análise médico-legal do problema. Difíceis questões legais passaram a ocorrer diante de pessoas em estado de coma irreversível.

O "direito de”, por exemplo, que preconiza a interrupção da vida do paciente em cerebral ou mesmo nos casos de moléstia terminal, para se evitar o prolongamento de sofrimento desnecessário, é uma questão crucial. São situações que envolvem a questão da eutanásia, ou mais precisamente a indução de suave em casos especiais, que não estão ainda bem definidas.

No início do século as pessoas em casa ao lado de seus familiares. A partir da metade deste século o local passou a ser o hospital freqüentemente longe de familiares. Atualmente há uma clara tendência de se voltar aos procedimentos do início do século com cuidados especiais que diminuiriam a dor e propiciariam melhores cuidados psicológicos.

Copyright © 2000 eHealth Latin America






fim.





PABLO NERUDA (III)
Poeta. Quando te foste para sempre
plangeram os sinos da
terra e silvaram todas as sirenas
dando aviso no universo.

Partiu-se o fio de ouro filigrana
da tua poesia universal.
Em que estrela remota
terá pousado tua cabeça
de poeta total?

Grande cantor das Américas,
domador insigne desse potro
bravio que descantas.
lndomado ao buçal e ao freio
com que tentam quebrar
sua rebeldia xucra.

Grande poeta.
Teu corpo gélido vai se desintegrando
molécula após molécula
na terra fria de Temuco,
e vai se integrando de novo
no grande todo universal.
E eu o vejo comandando
no etéreo todos os potros
indomados da Terra. 
© CORA CORALINA
In Meu livro de cordel, 1976




Vocabulário Poético de Cora Coralina
poeta
substantivo masculino
1.
escritor que compõe poesia.
2.
autor cuja obra é impregnada de poesia.
"compositores como Chopin e Debussy são verdadeiros p."

planger
verbo
1.
transitivo direto e intransitivo
soar ou anunciar tristemente.
"os sinos plangiam as 12 badaladas"
2.
intransitivo
derramar lágrimas; lastimar-se, chorar.
"todos plangiam tristemente"


silvar
2
Significado de Silvar
v.i. Assobiar; sibilar.


filigrana
2
Significado de Filigrana
s.f. Obra em forma de renda tecida com fios de ouro, de prata, de vidro, que pode ser aplicada sobre um fundo ou aparecer na massa de um objeto transparente.
Marca, desenho ou linha que se encontram no corpo de um papel e que só se vêem por transparência.
Fig. Ornamento do estilo.


remoto
adjetivo
1.
que ocorreu há muito tempo; antigo, longínquo.
2.
distante no espaço; distanciado.


domador
ô/
adjetivo substantivo masculino
que ou quem amansa ou domestica; domesticador.


insigne
8
Significado de Insigne
adj.m. e adj.f. Que consegue ser notado por seu trabalho, realizações e/ou obras; famoso ou ilustre.
(Etm. do latim: insignis.e)

descantar
0
Significado de Descantar
v.t. Cantar ao som de instrumentos musicais.


buçal
substantivo masculino
1.
B S. parte do arreamento do cavalo que se prende à sua cabeça e ao pescoço; boçal [Compõe-se de focinheira, cabeçada, fiador e cedeira.].
2.
SP cabresto forte, com focinheira; buçá.


Xucro
Significado de Xucro
adj. Minas Gerais. Diz-se do animal que não foi ou não está domado; selvagem, bravio, intratável.
P.ext. Que não possui capacidade para desenvolver certos trabalhos e/ou atividades.
Pessoa que age ou se comporta de modo bruto, sem gentileza; grosseiro.
Que evita uma pessoa desconhecida; que se afasta; geralmente, diz-se da criança.
Que não possui açúcar; amargo: café chucro.
Do mesmo significado de chucro.
(Etm. do hispânico americano: chúcaro)


Temuco é uma cidade, também uma comuna (município), do Chile, capital da Região de Araucanía e da Província de Cautín. Localizada a 670 km ao sul da cidade de Santiago, a cidade já foi visitada, em 18 de fevereiro de 1952, por Che Guevara e Alberto Granado.


etéreo
adjetivo
1.
concernente a, da natureza de ou próprio do éter.
2.
fig. que eleva espiritualmente; sublime, elevado.
"música e."


indomado
adjetivo
1.
não domado ou domesticado; bravo, selvagem.
2.
p.ext. não subjugado ou contido; incontrolado, irrefreado.

"raiva i."


Itinerário de Cora Coralina

UM TETO TODO SEU: O ITINERÁRIO POÉTICO-INTELECTUAL DE CORA CORALINA Clovis Carvalho Britto (UnB) ‘Sim, foi naquele meio, afastada de tudo o que me prendia, sozinha, longe da vida de meus filhos (porque uma mãe quando mora com os filhos vive a vida de todo o mundo, menos a dela). Quando eu senti uma necessidade imprecisa, obscura de me por de longe, eu tinha qualquer coisa que me forçava a isso. Em Goiás, vamos dizer assim, abriram-se as portas do pensamento e escrevi o primeiro livro publicado” (Cora Coralina, In: ARAÚJO, 1977).




Cora Coralina (1889-1985) foi uma poetisa e contiista brasileira, responsável por belos poemas. Foi elogiada por Carlos Drummond de Andrade.
Cora Coralina (1889-1985) nasceu na cidade de Goiás, no dia 20 de agosto de 1889. Seu nome de batismo era Ana Lins dos Guimarães Peixoto Bretas. Tornou-se doceira, ofício que exerceu até os últimos dias de sua vida. Famosos eram os seus doces de abóbora e figo.
Cora Coralina já escrevia poemas em 1903 e chegou a publicá-los no jornal de poemas femininos "A Rosa", em 1908. Em 1910, foi publicado o seu conto "Tragédia na Roça" no "Anuário Histórico e Geográfico do Estado de Goiás", usando o pseudônimo de Cora Coralina. Em 1911, Fugiu com o advogado divorciado Cantídio Tolentino Bretas, com quem teve seis filhos. Foi convidada a participar da Semana de Arte Moderna, mas é impedida pelo seu marido.
Já em São Paulo, em 1934, trabalhou como vendedora de livros na editora José Olímpio, onde lançou seu primeiro livro, em 1965, quando tinha 76 anos, "O Poema dos Becos de Goiás e Estórias Mais". Em 1976, é lançado o livro "Meu Livro de Cordel" pela editora Goiana. Mas o interesse do grande público é despertado graças aos elogios do poeta Carlos Drummond de Andrade, em 1980.
Cora Coralina recebeu o título de Doutor Honoris Causa da UFG e foi eleita com o "Prêmio Juca Pato" da União Brasileira dos Escritores, como intelectual do ano de 1983.
Cora Coralina faleceu em Goiânia, no dia 10 de abril de 1985.
Informações biográficas de Cora Coralina:
Data do Nascimento: 20/08/1889
Data da Morte: 10/04/1985
Morreu aos: 95 anos
Última atualização do biografia de Cora Coralina: 13/04/2015.


LEIA CORA CORALINA