Inspirados já nos ensinamentos de Sófocles, aqui, procurar-se-á a conexão, pelo conhecimento, entre o velho e o novo, com seus conflitos. As pistas perseguidas, de modos específicos, continuarão a ser aquelas pavimentadas pelo grego do período clássico (séculos VI e V a.C).
segunda-feira, 3 de outubro de 2022
"APESAR DE TUDO"
"OUTUBRO LARGO"
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"Também na ciência, é impossível abrir novos campos se não se estiver disposto a deixar o ancarodouro seguro da doutrina aceita e enfrentar o perigo de um arriscado salto à frente em direção ao vazio."
CONTRAPONTO
A PARTE E O TODO
HEISENBERG
PL terá a maior bancada da Câmara dos Deputados, seguido pelo PT
Partido do presidente Jair Bolsonaro liderou pleito para a Casa em dez estados e conseguiu eleger 99 nomes
ERICK GIMENES
BELO HORIZONTE
03/10/2022 12:17
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bancada eleitos Câmara dos deputados
Plenário da Câmara dos Deputados / Crédito: Waldemir Barreto/Agência Senado
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O Partido Liberal (PL), ao qual o presidente Jair Bolsonaro é filiado, montou a maior bancada na Câmara dos Deputados nesta eleição de 2022, com 99 eleitos. A legenda também se sobressaiu na disputa ao Senado.
O partido liderou o número de candidatos eleitos em dez das 27 unidades federativas brasileiras (26 estados e o Distrito Federal): Amapá (3), Ceará (5), Goiás (4), Maranhão (4), Minas Gerais (11), Mato Grosso (4), Rio de Janeiro (11), Rio Grande do Norte (4), Santa Catarina (6) e São Paulo (17). O mandato dos escolhidos começa em janeiro de 2023 e termina em dezembro de 2026.
O número ainda pode mudar porque o resultado das urnas no Amazonas não estava definido até a manhã desta segunda-feira (3/10). Até o momento foram apuradas 99,99% das urnas.
Além disso, o PL pode perder o posto de maior bancada caso o União Brasil e o PP confirmem uma fusão, anunciada por dirigentes dos partidos no sábado (1/10).
Em números parciais, o Partido dos Trabalhadores (PT) ficou com a segunda maior bancada, com 68 deputados eleitos. São 12 parlamentares da legenda a mais em relação à última legislatura. União Brasil, PP e MDB vêm na sequência com as maiores bancadas.
O Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB) foi o partido com a maior redução na representação na Câmara: foi de 23 para 13 deputados. É o pior resultado da sigla desde 1998, quando os dados começaram a ser disponibilizados à população.
Veja o resultado parcial do número de deputados por bancada para a próxima legislatura:
PL – 99
PT – 68
União Brasil – 59
PP – 47
MDB – 42
PSD – 42
Republicanos – 41
PDT – 17
PSB – 17
PSDB – 13
PSOL – 12
Podemos – 12
Avante – 7
PSC – 6
PCdoB – 6
PV – 6
Cidadania – 4
Patriota – 4
SD – 4
Novo – 3
Pros – 3
Rede – 2
PTB – 1
ERICK GIMENES – Repórter freelancer
https://www.jota.info/eleicoes/pl-tera-a-maior-bancada-da-camara-dos-deputados-seguido-pelo-pt-03102022
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Largo 5 de outubro
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"LEVANTO COM ESFORÇO AS ÂNCORAS E PARTO NAS NAUS SEM VOLTA DO MEU CANTO"
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Conversando No Bar (Talking In The Bar)
Elis Regina
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Lá vinha o bonde no sobe-e-desce ladeira
E o motorneiro parava a orquestra um minuto
Para me contar casos da campanha da Itália
E do tiro que ele não levou
Levei um susto imenso nas asas da Panair
Descobri que as coisas mudam
E que tudo é pequeno nas asas da Panair
E lá vai menino xingando padre e pedra
E lá vai menino lambendo podre delícia
E lá vai menino senhor de todo o fruto
Sem nehhum pecado, sem rancor
O medo em minha vida nasceu muito depois
Descobri que minha arma é
O que a memória guarda dos tempos da Panair
Nada de triste existe que não se esqueca
Alguém insiste e fala ao coracão
Tudo de triste existe e não se esquece
Alguém insiste e fere no coracão
Nada de novo eciste neste planeta
Que não se fale aqui na mesa do bar...
E aquela briga e aquela fome de bola
E aquele tango e aquela dama da noite
E aquela mancha e a fala oculta
Que no fundo do quintal morreu
Morria cada dia dos dias que eu vivi
Cerveja que tomo hoje é
Apenas em memória dos tempos da Panair
A primeira Coca-cola foi
Me lembro bem agora, nas asas da Panair
A maior das maravilhas foi
Voando sobre o mundo nas asas da Panair
Em volta dessa mesa velhos e mocos
Lembrando o que já foi
Em volta dessa mesa existem outras
Falando tão igual
Em volta dessas mesas existe a rua
Vivendo seu normal
Em volta dessa rua, uma cidade
Sonhando seus metais
Em volta da cidade...
Nada Será Como Antes (1990) - Elis Regina
Gravadora:
Ano: 1990
Faixa: 5
https://www.kboing.com.br/elis-regina/conversando-no-bar-talking-in-the-bar/
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O sufrágio e o voto no Brasil: direito ou obrigação?
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Exposição História do Voto no CCJE
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Janiere Portela Leite Paes1
A Constituição Federal vigente em nosso país adota o regime democrático representativo, por meio do qual o povo elege seus representantes, dando-lhes poderes para que atuem em seu nome.
O processo eleitoral, o sistema eleitoral e os direitos políticos dos cidadãos brasileiros sofreram inúmeras transformações, sobretudo no período compreendido entre o Império, a Proclamação da República, até os dias atuais. Os antecedentes históricos do nosso país demonstram que o sufrágio (poder) e o voto (instrumento) percorreram um longo e árduo caminho até chegarem ao atual estágio de efetividade.
A doutrina clássica denomina como sufrágio o poder que se reconhece a determinado número de pessoas (cidadãos) para participar direta ou indiretamente da soberania de um país. Trata-se de um direito público subjetivo inerente ao cidadão que se encontre em pleno gozo de seus direitos políticos.
Já o voto caracteriza-se como exercício do sufrágio, pois é a exteriorização do sufrágio, ou seja, quando o eleitor se dirige à seção eleitoral e exerce o ato de votar, materializado está o sufrágio. Nesse sentido, o voto emerge como verdadeiro instrumento de legitimação para entrega do poder do povo aos seus representantes, tendo em vista que é ato fundamental para concretização efetiva do princípio democrático consagrado pela Constituição Federal.
José Afonso da Silva afirma que “o Direito Constitucional brasileiro respeita o princípio da igualdade do direito de voto, adotando-se a regra de que cada homem vale um voto”, ou seja, cada eleitor tem direito a um voto por eleição e para cada tipo de mandato.
Por conseguinte, destacam-se as principais formas de sufrágio: restrito e universal, de acordo com as restrições impostas pelo Estado como requisito para participação do povo no processo de escolha dos seus representantes.
A rigor, não há sufrágio universal, tendo em vista que, em todas as suas formas de apresentação, comportam-se restrições em maior ou menor grau. Dessa forma, o sufrágio universal pode ser definido como aquele em que a possibilidade de participação do eleitorado não fica restrita às condições econômicas, acadêmicas, profissionais ou étnicas.
O sufrágio é restrito quando o poder de participação fica sujeito unicamente ao preenchimento de determinados requisitos, ensejando, então, a classificação das seguintes modalidades de sufrágio restrito: sufrágio censitário; sufrágio capacitário; sufrágio aristocrático ou racial.
Denomina-se como sufrágio censitário ou pecuniário aquele em que o Estado estabelece a exigência do pagamento de determinados tributos, como também a propriedade de terras, como requisito obrigatório para a participação do processo eleitoral. O sufrágio capacitário apresenta como critério de limitação o grau de instrução de seu titular. Já o sufrágio racial delimita como critério seletivo razões relativas à origem das pessoas. Alguns autores ainda acrescentam como critérios limitativos razões de ordem social e sexual, a exemplo de países que restringem o voto feminino.
Em nosso país, a soberania popular é exercida pelo sufrágio universal, voto direto e secreto, sendo facultativo para os maiores de 16 anos e menores de 18, assim como para os maiores de 70 anos e analfabetos. Contudo, o voto é obrigatório para os eleitores que tenham entre 18 e 70 anos.
Pode-se concluir, portanto, que sufrágio é um direito público subjetivo, ou seja, um direito próprio da condição de cidadão, que inclui tanto o poder de escolha dos representantes quanto a possibilidade de concorrer aos cargos públicos eletivos. Quanto ao voto, embora seja obrigatório para uma determinada faixa da população, representa uma verdadeira conquista política para o povo brasileiro.
1 Graduanda em Direito pela Faculdade Guanambi/BA, técnico judiciário da 64ª ZE/BA.
https://www.tse.jus.br/o-tse/escola-judiciaria-eleitoral/publicacoes/revistas-da-eje/artigos/revista-eletronica-eje-n.-3-ano-3/o-sufragio-e-o-voto-no-brasil-direito-ou-obrigacao
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Muito Tempo Depois
Nelson Sargento
Nelson Sargento: 80 Anos
Muito tempo depois foi que eu descobri
Que o mundo para mim nunca foi nada bom
Eu vivo sofrendo desde que nasci
A somar desenganos e desilusões
Os amores que arranjo morrem prematuros
É uma luta tremenda para sobreviver
Eu não tenho passado, presente ou futuro
Mesmo assim lhe asseguro que quero viver.
A humanidade não é tão humana
Cada qual se defende com mais avareza
Ninguém se ajuda, ninguém se irmana
Busco lenitivos na mãe natureza
Muito tempo depois foi que eu descobri
Que o mundo para mim nunca foi nada bom
Eu vivo sofrendo desde que nasci
A somar desenganos e desilusões
Os amores que arranjo morrem prematuros
É uma luta tremenda para sobreviver
Eu não tenho passado, presente ou futuro
Mesmo assim lhe asseguro que quero viver.
A humanidade não é tão humana
Cada qual se defende com mais avareza
Ninguém se ajuda, ninguém se irmana
Buscam lenitivos na mãe natureza.
https://www.vagalume.com.br/nelson-sargento/muito-tempo-depois.html
https://www.youtube.com/watch?v=exl8TdilsE4
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domingo, 2 de outubro de 2022
Paulo Fábio Dantas Neto* - Outubro breve ou largo: duas pistas e uma direção
A maior dúvida restante e que mais tem mobilizado antenas analíticas e vontades políticas sobre o turno eleitoral de amanhã é se ele será único ou se o desfecho da eleição presidencial ocorrerá no último domingo desse outubro candidato a inesquecível. Pesquisas mostram que a grande maioria dos eleitores (75% segundo o Ipespe, 90% conforme o Genial Quaest) quer que tudo acabe logo no dia 2, por variados motivos, que bem justificariam outro artigo, mas não vêm ao caso agora.
Apesar disso, não se sabe se esse desejo se realizará. Em caso de não, a razão não será que o desejo oposto prevalecerá arbitrariamente e sim que, em termos de preferências e intenções de voto, as duas principais partes em que essa ampla maioria se divide querem que a eleição acabe logo, mas só se for com a vitória do seu candidato. Nenhum eleitor de Bolsonaro e nem todos os das demais candidaturas votarão em Lula, o líder das pesquisas, para que o desejo da antecipação do desfecho se realize. Ele pode se diluir no nível de polarização real entre as preferências dos eleitores. Aí está ela, a democracia.
O momento importa. Aliás, ele é que decide, não interpretações e lições do passado, nem aspirações e projeções sobre o futuro. Luiz Sergio Henriques, em inspirado artigo (“Match point eleitoral”, publicado na página Esquerda Democrática no facebook em 30.09) usa a fabulação de um filme de Woody Allen (“uma bola de tênis a oscilar na parte superior da rede, podendo cair de um lado ou de outro, decidindo o destino das pessoas”) para ilustrar como é incerto o presente de que falamos. Seu sentido só se deixará desvendar pelo correr do tempo. Até as próximas 24 horas, falar do futuro que sairá das urnas será diletante se não se levar em conta a incerteza soberana do presente. E como o presente do qual estamos falando está carregadíssimo de passado - inclusive porque passados foram evocados a todo instante pelas campanhas – também seria diletante colocar o passado entre parênteses. Nessas circunstâncias, imaginar o futuro é um desafio ao pessimismo da razão e ignorar o peso do passado é esgotar as energias da boa vontade. Melhor seria, talvez, apenas aguardar as 24 horas, mas isso também não é possível, pois amanhã é um dia de decisão. Como ficarmos neutros diante da urna?
O mesmo Luiz Sergio prossegue com uma reflexão crucial para os democratas que defendem acabar logo: “manda o realismo político pensar na possibilidade de que a bola de tênis caia do outro lado”, da qual decorre uma pergunta: “se, no domingo, os eleitores indicarem o caminho do segundo turno, como enfrentá-lo de modo positivo, sereno e aberto, sem desabar perante o novo contexto?”.
Por mais que enxerguemos riscos na continuidade do processo por mais quatro semanas, a decisão do eleitor por um segundo turno já poderá adiar, por outro lado, o momento de enfrentamento objetivo da mais que provável tentativa da extrema-direita de, ao fim e ao cabo, haja ou não segundo turno, tentar deslegitimar os resultados e bloquear o cumprimento da decisão popular. Quem tem mais a ganhar com o tempo alargado? Bolsonaro terá mais espaço entre amanhã e segunda-feira, ou daqui a quatro semanas? Contará com apoio, companhia e indulgência para promover arruaças durante a campanha do segundo turno em grau maior do que pode ter tido durante a etapa da campanha que se encerra hoje?
Ninguém tem acesso aos segredos do futuro, mas uma possibilidade de projeção pode se ancorar no que temos assistido acontecer na última semana da campanha para o primeiro turno. A de Bolsonaro perde substância, retrocede aos métodos da sua bolha e assim expõe-se a crescente isolamento político e social. Campanhas da terceira via sustentam-se, dentro da margem de erro - a de Simone Tebet com esperança de alguma alta, a de Ciro Gomes com a de pouca baixa – enquanto a de Lula amplia-se significativamente já em clima de segundo turno, mas alimenta a expectativa de vencer no primeiro.
Cresce, nessa semana, uma onda de frente democrática, envolvendo a principal candidatura, dando-lhe uma amplitude potencial - política, social e institucional - que durante um ano e meio não havia conseguido ter, como mostra a estabilidade de seus índices de intenção de voto desde então até aqui, apesar do positivo e ousado passo político que foi a composição precoce de uma chapa plural. Se houvesse como Lula, seu partido e aliados próximos vencerem sozinhos a eleição em primeiro turno, anexando apenas uma personalidade política respeitável do centro democrático, tal condição já se teria mostrado nas intenções de voto ao longo de tantos meses. Ocasiões não faltaram em que Bolsonaro emparedou a sociedade e o país com um ânimo de chantagem digno de um sequestrador. A noção de perigo nunca deixou de estar presente e ser difusa, mas, ainda assim, o eleitorado brasileiro não se inclinava, majoritariamente, a chamar Lula já, para salvar a República. Essa hipótese sempre foi a mais provável para um futuro que, no entanto, até poucos dias não havia chegado e ainda na véspera da eleição não se sabe se chegou, tanto que a hipótese de irmos ao segundo turno também está de pé.
Mesmo que a hora já tenha chegado, com as adesões recentes nos mundos da política, dos juristas, da cultura, da imprensa, a impressão confortante é de que a onda só começa e ainda tem muito a crescer. Volta-me à mente o texto de Luiz Sergio Henriques: “Não se trata só de ganhar eleições, mas de reconstruir a esfera pública. Será possível ter uma normal dialética democrática com uma extrema-direita capaz de mobilizar, pelo que parece, 30 ou 40% dos eleitores em estado de insubmissão latente?” A sugestão inequívoca do autor, à qual me associo inteiramente, é a de que esse consenso resiliente - que ainda abarca mais de um terço do eleitorado a flertar com um perigo trágico, chancelando um fascistóide - precisa ser corroído, para que não se estabeleça, como verdade histórica e como realidade política, que tamanha parcela dos brasileiros não tolera conviver com outra parte do País real, que é a nossa pátria comum. A se firmar tal narrativa, estaria o Brasil inviabilizado como nação.
É imperativo recusar essa tragédia como suposto legado desses anos nefastos em troca de uma vitória eleitoral. Se ela vier neste próximo domingo, o alívio que representará já não será nada desprezível, mas não dispensará os vitoriosos de formalizarem um entendimento interpartidário amplo entre democratas, para além de sua coalizão eleitoral, conforme sinalizam os apoios plurais que acabam de lhe chegar. Nesse caso, o terreno do entendimento terá que ser mesmo a composição e orientação programática do governo, para tornar mais largo e preciso o parco e vago diálogo da campanha até aqui.
O mesmo imperativo poderá ser melhor cumprido se ganharmos (uso aqui esse verbo não por acaso) essas quatro semanas que a instituição da eleição em dois turnos propicia. Se assim ocorrer, essa frente democrática tende a crescer e se tornar realmente histórica e divisora de águas, como foi a das Diretas Já. Antes e mais que uma mesa de negociação do perfil de um governo – assunto entregue ao tempo político posterior ao da fala do eleitor - estará um entendimento para realizar uma campanha de frente realmente ampla. No horizonte de uma repaginação da campanha de Lula e da sua própria persona pública, de modo a ambas irem bem além do PT e da esquerda, está a desativação das minas antipetistas que impedem hoje o acesso de candidaturas democráticas ao mundo das intenções de voto em Bolsonaro. O número de eleitores atuais dessa direita extrema é quase o dobro daquilo que pesquisas especializadas da ciência política brasileira estimam ser o eleitorado ideológico do mito.
É a esse quinto do eleitorado que Bolsonaro pode estar reduzido daqui a um mês, caso haja segundo turno. Ponto principal: uma acachapante derrota eleitoral tirará Bolsonaro não apenas do governo, mas da cena política e mesmo do sistema político que ele tentou destruir. Com isso, a extrema-direita não desaparecerá, uma vez que é movimento mundial e parece ter chegado aqui para ficar. Mas, privada do mito que a catapultou ao palco central da política brasileira, terá que buscar outro mito encarnado ou outro caminho para pregar seus valores, com menos chance de resultados concretos até 2026. Isso dará às diversas correntes substanciais da política democrática, além de alívio, mais tempo para, nesse caso, não apenas montarem um governo democrático como articularem uma oposição democrática.
O país precisa de uma oposição democrática, um lugar que não pode ser cedido à extrema-direita. A ideia de governo de união nacional é de difícil compatibilização com essa demanda. Formar governo compete a quem o povo elegeu e se Lula ganhar a eleição no primeiro turno, sem depender de apoio político das instituições partidárias e candidaturas do centro democrático (embora sem dispensar apoios avulsos e votos de seus potenciais eleitores), a missão daquele “centrinho”, ao contrário da do centrão, é construir a oposição necessária. Havendo segundo turno, essa é pauta em aberto, mas ainda assim a saúde democrática do país pedirá, em algum momento, uma oposição comprometida com ela.
Haverá casos e casos. Veja-se, por exemplo, o da candidata Simone Tebet e do seu partido, o MDB. Por toda a postura moderada e ao mesmo tempo assertiva que Simone adotou na campanha, sua atitude imediata só poderá ser de expectativa generosa e disposição a diálogo. Mas para que essa atitude não se confunda com oportunismo ou “entrismo”, precisará valorizar os votos que tiver no primeiro turno. Independência política em relação ao futuro governo é esperado de uma candidata que não condenou – em vez disso, renovou – o programa mais recente do seu partido, a chamada “ponte para o futuro”. Supõe-se que um diálogo republicano de Lula com ela e com o MDB tenha de começar por aí.
Já a frente eleitoral ampla para livrar o Brasil de Bolsonaro já tem seu script consagrado na sociedade. É exatamente o que já se busca articular, segundo matéria assinada pelos jornalistas Pedro Venceslau e Beatriz Bulla (“Grupos já buscam articular ato por frente ampla contra Bolsonaro em eventual segundo turno”), publicada pelo Estadão em 27.09.22. Nada de devaneio, uma iniciativa de grupos, entidades e personalidades com nomes, sobrenomes e inserções sociais respeitáveis, suprapartidárias e eficazes. É o roteiro de um movimento político e cívico que pode fazer do Brasil um caso exemplar de como um país liberta-se, pela política (e com sustentação política maior do que a rejeição dos EUA a Trump), de um sequestro extremista que tem a mesma natureza dos que hoje ameaçam algumas das mais consistentes democracias do planeta. Certamente já não faltam indícios da dimensão internacional do que está em jogo em nosso país, nessas eleições.
Outubro breve e outubro largo são duas pistas alternativas pelas quais o sistema político da república democrática, a sociedade civil e o eleitorado do Brasil poderão despachar o mito que até aqui vinha fazendo os três de reféns. A decisão sobre por qual das duas pistas a elite política trafegará é do eleitor, que é o ator do presente imediato, um presente dado pela fotografa de suas necessidades prementes e de seus valores, arraigados ou fluidos. Já a escolha da direção objetiva das coisas é missão da liderança política, que precisa operar num presente contínuo, onde precisarão estar seus cérebros e seus pés. Nesse presente saturado por experiências do passado e portador de ambições de futuro, umas e outras mobilizam legítimas emoções que serão solidamente políticas se forem sempre contidas por um respeito racional, primordial, do político à importância do momento e de suas circunstâncias.
Votemos em paz e que a política nos acompanhe!
*Cientista político e professor da UFBa.
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Outubro
Outubro: MINHA ANTOLOGIA POÉTICA
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Teimoso e vivo
Raul Ellwanger – Nei Duclós
Apesar de tudo sou teimoso e vivo
Sou teimoso e visto a pele dos soldados mortos
Apesar de tudo sou teimoso e insisto
Sou teimoso e visto a pele dos soldados mortos
Neste carrossel de espanto
Que carrego dentro dos olhos
Toco melodias que me ressucitam
Levanto com esforço as âncoras
E parto nas naus sem volta do meu canto
O tempo é novo
E eu tenho a mania insone
De rebentar em canto
Apesar de tudo sou teimoso e vivo
Sou teimoso e visto a pele dos soldados mortos
Apesar de tudo sou teimoso e insisto
Sou teimoso e visto a pele dos soldados mortos
Neste carrossel de espanto
Que carrego dentro dos olhos
Toco melodias que me ressucitam
E sempre tenho que trocar as velas
Rebentadas ao vento
Com remendos colhidos dos violentos
Trapos do tempo.
https://sul21.com.br/colunasraul-ellwanger/2017/09/cancoes-de-compromisso-teimoso-e-vivo/
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Top 10 Cidades Mais Bonitas de Portugal
78.563 visualizações 1 de abr. de 2021 O nosso país é um lugar maravilhoso, venha connosco descobrir algumas das mais belas cidades de Portugal.
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https://www.youtube.com/watch?v=SUQhFRamg3k
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domingo, 2 de outubro de 2022
- Na Subida do Morro
Pela Ladeira pra São Bernardo
- Há história verdadeira e há história mentirosa.
2 de outubro de 2022
13:15
Na chegada à Secção Eleitoral
- Me dá uma cerveja!
- Não, você está dirigindo!
- Parei, agora não estou dirigindo.
13:26
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Ver novos Tweets
Conversa
Diego Amorim
@Diego1Amorim
- Onde você vai, papai?
- Votar.
- O que é isso?
- Vou escolher o nosso presidente, filho.
- Eu vou ser o presidente, papai.
9:53 AM · 2 de out de 2022
·Twitter for iPhone
https://twitter.com/diego1amorim/status/1576555921102163970?s=48&t=QW21r13ufHMsFjdigEMRAg
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Jards Macalé - Na Subida do Morro (Ao Vivo) [Áudio Oficial]
1.630 visualizações 25 de jun. de 2015 Essa é uma música do álbum "Ao Vivo" do Jards Macalé
https://www.youtube.com/watch?v=MwkOykWQLXo
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Na Subida Do Morro
Moreira da Silva
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Na subida do morro me contaram
Que você bateu na minha nêga
Isso não é direito
Bater numa mulher
Que não é sua
Deixou a nêga quase nua
No meio da rua
A nêga quase que virou presunto
Eu não gostei daquele assunto
Hoje venho resolvido
Vou lhe mandar para a cidade
De pé junto
Vou lhe tornar em um defunto
Você mesmo sabe
Que eu já fui um malandro malvado
Somente estou regenerado
Cheio de malícia
Dei trabalho à polícia
Prá cachorro
Dei até no dono do morro
Mas nunca abusei
De uma mulher
Que fosse de um amigo
Agora me zanguei consigo
Hoje venho animado
A lhe deixar todo cortado
Vou dar-lhe um castigo
Meto-lhe o aço no abdômen
E tiro fora o seu umbigo
Vocês não se afobem
Que o homem dessa vez
Não vai morrer
Se ele voltar dou prá valer
Vocês botem terra nesse sangue
Não é guerra, é brincadeira
Vou desguiando na carreira
A justa já vem
E vocês digam
Que estou me aprontando
Enquanto eu vou me desguiando
Vocês vão ao distrito
Ao delerusca se desculpando
Foi um malandro apaixonado
Que acabou se suicidando.
álbum
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50 Anos de Samba de Breque - Moreira da Silva
Gravadora: CID
Ano: 2001
Faixa: 4
https://www.kboing.com.br/moreira-da-silva/na-subida-do-morro/
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há 5 horas
Twitter
Estadão 🗞️ on Twitter: "EDITORIAL: Ao contrário do que Lula e Bolsonaro querem fazer parecer, ainda estamos no 1.º turno. Há outros candidatos, alguns melhores que os dois – que, cada um
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Contra a continuidade do atraso. Editorial do Estadão: Nem Bolsonaro, nem Lula!
por Augusto de Franco
02/10/2022, 08:10
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O jornal O Estado de São Paulo de hoje (dia do primeiro turno das eleições de 2022), numa postura corajosa, declara seu voto contra a continuidade do atraso. Destoa, assim, dos “consensos” forjados por grandes meios de comunicação. É um texto que passará à história como exemplo do jornalismo independente e democrático.
Os democratas liberais (não-populistas) não podem reclamar que as pessoas não os ouvem e seguem nos seus rebanhos, puxadas pelo nariz por líderes populistas (de direita ou de esquerda). Eles devem ter consciência de que os democratas sempre foram minoria. Fermento não é massa.
Nem Bolsonaro, nem Lula
Editorial, O Estado de S. Paulo (02/10/2022)
Não é compatível com a democracia condenar o eleitor à escolha entre o lulopetismo e o bolsonarismo, opções nefastas para o País. Há outros candidatos democráticos e competentes
No dia em que os brasileiros irão às urnas para escolher quem governará o País nos próximos quatro anos, este jornal se considera no dever de recomendar que os eleitores rejeitem tanto o atual presidente, Jair Bolsonaro, como o petista Lula da Silva, que pretende voltar ao poder depois de 12 anos. Ao contrário do que ambos querem fazer parecer, ainda estamos no primeiro turno, ou seja, há vários outros candidatos, alguns seguramente melhores que Bolsonaro e Lula – que, cada um à sua maneira, violentam vários dos princípios que orientam o Estadão há mais de um século.
Além de ter gestado um governo conflituoso, irresponsável e desastroso, Jair Bolsonaro ameaçou, de forma reiterada, o processo eleitoral e ainda tentou envolver, nessas manobras, as Forças Armadas. Nesta semana, voltou a pôr em dúvida se aceitará o resultado das urnas. Não há como tolerar esse tipo de atitude.
Em razão de seus firmes princípios republicanos e democráticos, este jornal chegou a exigir, em 2000, a cassação do então deputado Jair Bolsonaro, que havia ultrapassado todos os limites do decoro e da decência ao defender o fuzilamento do então presidente, Fernando Henrique Cardoso. O editorial Dejetos da democracia (8/1/2000) não deixa dúvidas: “Figuras dessa espécie, que envergonham a instituição parlamentar, em qualquer lugar do mundo, dela têm que ser expelidas, num processo natural de limpeza, pois a democracia tem que saber administrar, com tranquilidade, o escoamento de seus dejetos”.
Ao ser poupado pelos seus pares, Bolsonaro entendeu que não precisava respeitar nenhum limite – nem legal, nem político, nem moral – e foi em cima dessa ideia que se lançou à Presidência, em 2018, como candidato “antissistema”. Vitorioso, rapidamente mostrou aquilo que já antevíamos, isto é, sua absoluta incompatibilidade com a chefia do Executivo federal, por qualquer ângulo que se avalie. Como se isso não bastasse, recaem sobre o presidente e sua família suspeitas de rachadinha, lavagem de dinheiro e uso dos órgãos estatais em benefício próprio, suspeitas essas que nunca foram esclarecidas. A Presidência da República exige outro patamar moral e cívico.
A rejeição a Jair Bolsonaro, no entanto, não cega os olhos deste jornal às contradições, fragilidades e imposturas da candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva. O PT produziu a mais grave crise moral, política e econômica da história recente do País, não reconheceu suas responsabilidades e agora deseja voltar ao poder vendendo a falácia de que disso depende a manutenção da democracia no Brasil e a redenção dos pobres. É o lulopetismo em estado puro.
Ora, o Lula da Silva que hoje se apresenta como o experiente artífice da reconciliação tão desejada pelos brasileiros é aquele líder cujo partido hostilizou todos os governos aos quais fez oposição, jamais reconheceu os méritos dos articuladores da estabilização da economia nos anos 90 e sabotou os esforços para estabelecer a responsabilidade fiscal. O Lula que se declara “inocente” em relação a graves denúncias de corrupção, como se fosse a alma mais honesta do mundo, é o mesmo que até hoje foi incapaz de reconhecer os comprovados desvios de bilhões em recursos públicos durante os governos petistas, muitos dos quais ocorridos nas suas barbas. O Lula que hoje quer ser visto como salvador da democracia é o mesmo que nutre devoção religiosa à ditadura cubana e que é incapaz de condenar a tirania dos companheiros Nicolás Maduro na Venezuela e Daniel Ortega na Nicarágua, além de defender sistematicamente a “regulação da mídia”, nome fantasia para seus devaneios censórios.
Assim, se toda votação demanda seriedade, pode-se dizer que a de hoje requer especial sentido de liberdade e de responsabilidade. Os tempos atuais, demasiadamente conturbados, têm sido ocasião de acentuados oportunismos que, depois, cobram seu preço.
Aos que têm tanto interesse em transformar essa eleição em um duelo asfixiante entre Lula da Silva e Bolsonaro, é preciso reafirmar e defender a Constituição de 1988, que consagra a liberdade política e o pluripartidarismo. O eleitor não está obrigado a escolher entre dois candidatos que, eis a verdade inconveniente, não representam nenhuma solução para o País. Cada um a seu modo, são a continuidade do atraso.
https://dagobah.com.br/contra-a-continuidade-do-atraso-editorial-do-estadao-nem-bolsonaro-nem-lula/
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Postado em 02/10/2022 03:30
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Nas entrelinhas: O imponderável nas eleições em dois turnos
Publicado em 02/10/2022 - 06:51 Luiz Carlos Azedo
Congresso, Cultura, Economia, Eleições, Ética, EUA, França, Governo, Inglaterra, Justiça, Memória, Militares, MInas, Pernambuco, Política, Política, Rio Grande do Sul, São Paulo
Nosso progresso depende de um justo e democrático equilíbrio entre o Estado e a sociedade. Essa é a chave para entender a importância da Constituição de 1988 e do voto popular nessa construção
Com 200 anos de Independência, o Brasil tem instituições historicamente constituídas. Já houve muitas controvérsias sobre isso, uma das maiores foi na década de 1920, quando Oliveira Viana lançou Populações Meridionais do Brasil (Senado Federal), obra na qual dizia que o nosso sistema político era uma cópia barata dos regimes republicanos norte-americano e europeus. Viana distinguia três tipos diferentes no país — o sertanejo, o matuto e o gaúcho. Os principais centros de formação do matuto são as regiões montanhosas do estado do Rio, o grande maciço continental de Minas e os platôs agrícolas de São Paulo, região de influência hegemônica na História do Brasil.
“O sentimento das nossas realidades, tão sólido e seguro nos velhos capitães gerais, desapareceu, com efeito, das nossas classes dirigentes: há um século vivemos praticamente em pleno sonho. Os métodos objetivos e práticos de administração e legislação desses estadistas coloniais foram inteiramente abandonados pelos que têm dirigido o país depois da independência. O grande movimento democrático da Revolução Francesa; as agitações parlamentares inglesas; o espírito liberal das instituições que regem a república americana, tudo isso exerceu e exerce sobre nossos dirigentes, políticos, estadistas, legisladores, publicistas, uma fascinação magnética que lhes daltoniza completamente a visão nacional dos nossos problemas. Sob esse fascínio inelutável, perdem a noção objetiva do Brasil real e criam para uso deles um Brasil artificial e peregrino, um Brasil de manifesto aduaneiro, made in Europa, sorte de Cosmorama extravagante. Sobre o fundo de florestas e campos, ainda por descobrir e civilizar, passam e repassam cenas e figuras tipicamente europeias.”
A partir dessa conclusão, Oliveira Viana concebeu o seu “autoritarismo instrumental”, na visão do falecido cientista político carioca Wanderley Guilherme dos Santos: militares e elite agrária deveriam promover radical intervenção do Estado na vida política e social do país e criar bases sociais culturalmente aptas a sustentar um regime liberal. Não por acaso, tornou-se o ideólogo do Estado Novo de Getúlio Vargas, após a Revolução de 1930, e do futuro regime militar, que vigorou no Brasil de 1964 até a eleição de Tancredo Neves, em 1985.
As ideias de Oliveira Viana foram muito aclamadas na época. Somente o jornalista Astrojildo Pereira, fundador do Partido Comunista, teve a ousadia de criticá-lo. Seu pensamento teve notável influência na “modernização conservadora” do país e merece ser estudado até hoje, pois é a matriz mais autêntica das ideias de direita que estão aí vivíssimas, nas escolas militares e no chamado bolsonarismo. Trata-se de uma vertente autoritária do pensamento positivista, que serviu como uma luva para a projeção nacional do “castilhismo” de Getúlio Vargas como alternativa de poder.
Nos meios acadêmicos, existe um amplo consenso sobre o caráter nefasto do Estado Novo, mas não em relação à Revolução de 1930, saudada como a ruptura que concluiu a nossa “revolução burguesa” e abre-alas da modernização do Estado e da economia. No livro História da Riqueza do Brasil, Cinco séculos de pessoas, costumes e governos (Estação Brasil), Jorge Caldeira nos mostra que a República Velha também teve o seu valor, principalmente a partir do Acordo de Taubaté, que mudou a política de exportação e teve notável papel na formação de capital para a nossa modernização, sem falar no fato de que havia uma economia de sertão, grande responsável pela existência de nosso mercado interno.
Maioria silenciosa
Chegamos ao ponto. Nosso progresso depende de um justo e democrático equilíbrio entre o Estado e a sociedade. Essa é a chave para entender a importância da Constituição de 1988 e do voto popular na construção desse equilíbrio. Nosso Estado democrático de direito, com toda as suas vicissitudes, garante a democracia brasileira e suas instituições políticas, algumas das quais seculares, como o Senado e o Supremo Tribunal Federal (STF). E busca superar fatores que serviram de instrumentos para crises e rupturas da ordem democrática, entre os quais, dois têm a ver com a eleição que se realiza hoje: a existência de uma só votação para presidente da República e vice e a realização de dois turnos, caso nenhum dos candidatos alcance mais de 50% dos votos no primeiro turno.
A eleição de João Goulart como vice de Jânio Quadros, graças a uma manobra de sindicalistas paulistas, que fizeram uma dobradinha pirata, a chapa Jan-Jan, foi um dos fatores que nos levaram ao golpe de 1964, porque havia uma situação na qual o presidente que renunciou havia sido eleito pela direita e seu sucessor, que assumiu legitimamente o poder, pela esquerda. Agora, ambos são eleitos pelos mesmos eleitores. Outro fator de instabilidade era o fato de o presidente eleito por ser o mais votadonnão representar maioria dos votantes. Mesmo Getúlio Vargas, em 1950, por exemplo, teve 48% dos votos. Agora, não; precisa da maioria dos votantes, no primeiro ou no segundo turno.
O imponderável é o voto secreto, direto e universal, em urna eletrônica, à prova de fraudes. Em momentos como os que estamos vivendo, de radicalização política, o voto que decide é o mais silencioso. A alternância de poder é um dos princípios da democracia; o outro, o respeito aos direitos da minoria, principalmente ao dissenso. Vale a vontade do eleitor. Quem ganhar, leva. Seja agora ou no segundo turno.
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Paulinho da Viola
@PaulinhoDaViola
"Pode Guardar as Panelas" é um samba que eu fiz há mais de 40 anos. Já está na hora de mudarmos essa realidade.
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Pode guardar as panelas - Paulinho da Viola (1979)
338 visualizações 19 de jan. de 2019
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6:39 PM · 1 de out de 2022
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https://twitter.com/paulinhodaviola/status/1576325927352799232?s=48&t=QW21r13ufHMsFjdigEMRAg
https://www.youtube.com/watch?v=Z4EFG46c4rg
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Marido de Raquel Lyra, candidata ao governo de PE, morre no dia da eleição... - Veja mais em https://noticias.uol.com.br/eleicoes/2022/10/02/marido-de-raquel-lyra-candidata-ao-governo-de-pe-morre-no-dia-da-eleicao.htm?cmpid=copiaecola
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Carlos Madeiro e Lorena Barros
Do UOL, em São Paulo e em Maceió
02/10/2022 09h28Atualizada em 02/10/2022 14h28
O empresário Fernando Lucena, marido da candidata ao governo de Pernambuco Raquel Lyra (PSDB), morreu na manhã de hoje no apartamento da família, no bairro Maurício de Nassau, em Caruaru.
O empresário Fernando Lucena, marido da candidata ao governo de Pernambuco Raquel Lyra (PSDB), morreu na manhã de hoje no apartamento da família, no bairro Maurício de Nassau, em Caruaru. A informação foi confirmada em nota de pesar divulgada pela campanha da candidata nas redes sociais. Segundo a família de Raquel Lyra, Lucena morreu após um "mal súbito". O casal, junto há 29 anos, tem dois filhos.
Por conta da morte do marido, a candidata decidiu não votar hoje. A votação dela estava marcada para às 8h45 no colégio Diocesano, em Caruaru. O velório de Lucena vai das 13h30 até as 17h30, quando o corpo será enterrado no cemitério Parque dos Arcos.
O ex-governador João Lyra Neto, pai de Raquel, publicou nota dizendo a família está em "profunda dor" e agradeceu as manifestações de solidariedade que vêm recebendo e conta "com a compreensão de todos neste momento tão difícil".
A primeira colocada nas pesquisas para o governo de Pernambuco, Marília Arraes (Solidariedade), afirmou que está "consternada" com o acontecimento "trágico e inesperado". "Que a fé em Deus e o amor verdadeiro possam ampará-los, a Raquel, João, Fernando e toda a família, neste momento de tanta dor e dar as forças que precisam pra enfrentá-lo. Meus sinceros sentimentos", disse, em nota de pesar.
Empatado com Lyra nas pesquisas, o candidato Miguel Coelho (União Brasil) considerou a notícia "devastadora". "Nesse momento difícil, prestamos solidariedade a sua família", afirmou.
O candidato Danilo Cabral (PSB), em terceiro lugar nas pesquisas para o governo, também usou as redes sociais para se solidarizar com a colega. "Em nome da minha família, desejo força para atravessar este momento de profunda tristeza. Nada é superior ao conforto da fé", declarou.
A candidata à vice de Raquel, Priscila Krause (Cidadania), publicou uma nota de solidariedade e informou que ela assumiu a coordenação de campanha.
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Priscila Krause
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Nota oficial
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“…Cravando Renata Regina - 21 - para Governadora das Minas dos Campos Geraes!…”Libertas …
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RIO DE JANEIRO
Menuet de Rameau por Roberto de Regina em Capela Magdalena
355 visualizações 7 de jul. de 2021 Saiba mais sobre Roberto de Regina, o cravo, o sítio São Pedro e a Capela Magdalena, acessando o site oficial: capelamagdalena.com
Reserve um inesquecível almoço ou jantar a modo do século XVIII. Ao som de boas músicas antigas ao cravo pelo maestro Roberto de Regina.
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“…saia justíssima para o garantista e garantidor do estado democrático de direito..”E do devido processo legal, com respeito ao contraditório e princípios fundamentais da CF/1988, cujo guardião é o STF!
https://oantagonista.uol.com.br/brasil/urgente-moraes-censura-o-antagonista-e-manda-retirar-do-ar-reportagem-sobre-marcola/
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Urgente: Moraes censura O Antagonista e manda retirar do ar reportagem sobre Marcola
Redação O Antagonista
Redação O Antagonista
02.10.22 10:57
A pedido da campanha de Lula, presidente do TSE determina a retirada do ar da reportagem "Exclusivo: em interceptação da PF, Marcola declara voto em Lula"
Urgente: Moraes censura O Antagonista e manda retirar do ar reportagem sobre Marcola
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Foto: Adriano Machado/Crusoé
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A pedido da campanha de Lula, o ministro Alexandre de Moraes determinou nesta manhã de domingo (2) a retirada do ar da reportagem “Exclusivo: em interceptação da PF, Marcola declara voto em Lula”, cujo conteúdo reproduz diálogos em que o líder do PCC declara preferir a vitória do petista nestas eleições.
A matéria reproduz áudios obtidos pela Polícia Federal, no âmbito da operação Anjos da Guarda, com autorização judicial. Para o presidente do TSE, porém, trata-se de “divulgação de fato conteúdo sabidamente inverídico”.
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A decisão de Moraes acolhe, sem direito ao contraditório, argumentos dos advogados da campanha do petista, segundo os quais “na condição de condenado por decisão transitada em julgado, Marcola está com seus direitos políticos suspensos (artigo 15 da Constituição Federal) e, enquanto persistir essa situação jurídica, está impedido de votar”.
O presidente do TSE fala ainda em “grave descontextualização e aparente finalidade de vincular a figura do pré-candidato a organização criminosa, indicando suposto apoio explícito do PCC à sua campanha”.
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Em destaque:
Alexandre de Moraes Lula TSE
O Antagonista repudia as acusações e ilações, reafirmando a veracidade das informações publicadas, baseadas integralmente nos autos de inquérito que tramita na Justiça Federal. Ressalte-se que declarar preferência pela vitória de determinado candidato, como está nítido nas transcrições e áudios reproduzidos, não se confunde com o alegado direito ao exercício do voto — suspenso a condenados.
Não é a primeira vez que O Antagonista e sua revista digital Crusoé são alvos do arbítrio. Em 2019, Moraes também censurou a reportagem “O amigo do amigo do meu pai”, baseada em documentos encaminhados à Lava Jato pelo delator Marcelo Odebrecht, ex-presidente do grupo empresarial.
O Antagonista vai cumprir a decisão de Moraes e recorrer ao TSE, consciente de seu direito de exercer, sem restrições, o princípio constitucional da liberdade de imprensa e de expressão.
https://oantagonista.uol.com.br/brasil/urgente-moraes-censura-o-antagonista-e-manda-retirar-do-ar-reportagem-sobre-marcola/
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“…os materiais orgânicos passam…os traços podem ser rastreados pelo carbono que permanece…”Em particular, a partir dos 31min do vídeo. Al
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Qual foi o placar? Villa e Bolsonaro protagonizam debate intenso | Jornal da Manhã
5.053.696 visualizações 23 de mai. de 2017 Confira o debate completo entre o professor Marco Antonio Villa e o deputado Jair Bolsonaro.
https://youtu.be/avLleXGkLR4
https://www.youtube.com/watch?v=avLleXGkLR4
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Derivabilidade, Integrabilidade, Verdade, Alteridade e Sensatez
Assim, mantenham-se firmes, cingindo-se com o cinto da verdade, vestindo a couraça da justiça
Efesios 6:14
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Imagine
John Lennon
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Toda verdade passa por três estágios.
No primeiro, ela é ridicularizada.
No segundo, é rejeitada com violência.
No terceiro, é aceita como evidente por si própria.
Arthur Schopenhauer
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A MENTIRA DO RÉU E A DOSIMETRIA DA PENA
O Juiz, ao fixar a pena do réu, deve levar em consideração,
inicialmente, as circunstâncias judiciais previstas no art. 59 do CP, dentre as
quais se encontra a valoração a respeito da personalidade do agente
criminoso.
(...)
Em conclusão, se o réu mentir em seu interrogatório,
negando a prática de um crime por ele cometido, ao apresentar, por exemplo,
uma versão fantasiosa dos fatos, com o nítido propósito de obter uma injusta
absolvição, ao induzir o julgador em erro, deve o Juiz aumentar sua penabase, com fundamento na personalidade negativa do acusado (CP, art.
59). Caso assim não faça, incorrerá em evidente e flagrante violação ao
princípio da individualização da pena (CF, art. 5º, XLVI e CP, arts. 59 e 68).
André Wagner Melgaço Reis
Promotor de Justiça (MPGO)
Ex-Assessor de Ministro do STJ
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Derivabilidade em um ponto: algébrico (a função não é derivável) | Matematica | Khan Academy
12.598 visualizações 5 de out. de 2017 DescriçãoEste vídeo ensina: Sal analisa uma função definida por partes para verificar se ela é derivável ou contínua no ponto em que muda sua definição. Neste caso, a função é contínua, mas não derivável.
https://www.youtube.com/watch?v=Z5v2SnwAVhc
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Integrabilidade de uma função num intervalo a,b
1.161 visualizações 21 de nov. de 2018
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https://www.youtube.com/watch?v=WYn7haLXL0U
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ELEIÇÕES 2022
Leia a íntegra do debate presidencial na Globo
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Candidatos no debate da Rede Globo - 29/09/2022
Imagem: Globo/João Miguel Júnior
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Do UOL, em São Paulo, no Rio e em Brasília
30/09/2022 02h05Atualizada em 30/09/2022 02h40
O terceiro e último debate entre candidatos à Presidência da República nas Eleições 2022 aconteceu nesta quinta-feira (29), realizado pela Rede Globo. Participaram Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Jair Bolsonaro (PL), Ciro Gomes (PDT), Simone Tebet (MDB), Soraya Thronicke (União), Luiz Felipe D'Avila (Novo) e Kelmon Souza (PTB), o Padre Kelmon.
No primeiro bloco, o embate foi monopolizado por Lula e Bolsonaro —que lideram as pesquisas de intenção de voto. No total, os dois pediram seis direitos de respostas após serem atacados —foram quatro pedidos do petista e dois do presidente, que tenta a reeleição.
No segundo bloco, Soraya e Padre Kelmon ofuscaram os outros candidatos, com embate recheado de memes —a candidata chamou o adversário de "padre de festa junina" e errou o nome dele.
No terceiro bloco, William Bonner e Lula perderam a paciência com Padre Kelmon, que não respeitou as regras do debate e interrompeu o petista durante uma réplica. Bolsonaro evitou fazer pergunta direta a Lula e chamou D'Avila para criticar a esquerda.
No quarto bloco, ex-aliados Soraya e Bolsonaro lavaram roupa suja. Bolsonaro também puxou votos para dois candidatos: Capitão Contar (PRTB), candidato ao governo de Mato Grosso do Sul, e para Mario Frias, candidato a deputado federal por São Paulo pelo PL.
No quinto e último bloco, os candidatos apresentaram as considerações finais.
Leia a íntegra do debate na Globo:
Primeiro bloco:
(...)
[William Bonner]: O senhor se dirija ao púlpito e diga a quem vai fazer a pergunta, Padre Kelmon.
[Padre Kelmon]: Ao ex-presidente Lula.
[William Bonner]: Candidato Lula, por favor. 30 segundos para a pergunta.
[Padre Kelmon]: Vários de seus comparsas foram presos e disseram que você era o chefe do maior esquema de roubo de corrupção da história mundial. Renato Duque, Palocci são alguns exemplos, o seu próprio vice disse que você quer voltar à cena do crime para continuar roubando o povo brasileiro. Explique para o povo porque tanta gente próxima a você foi presa, te denunciou, você era o chefe do esquema?
[Luiz Inácio Lula da Silva]: Primeiro, eu acho que o candidato está um pouquinho desinformado ou só lê o que quer.
[Padre Kelmon]: As notícias estão aí.
[Luiz Inácio Lula da Silva]: Primeira coisa, a corrupção nesse país teve uma coisa de aparecer.
[Padre Kelmon]: O senhor é o chefe da corrupção.
[William Bonner]: Candidato Lula, um minuto, por favor. Eu vou lhe conceder o tempo, candidato. Só um minutinho, candidato Lula. Eu vou pedir a interrupção do debate só um minutinho, candidato Lula. Eu vou conceder ao senhor o tempo. Candidato Kelmon, eu não consigo entender, eu já falei algumas vezes, o senhor compreendeu que tem regras o debate? O senhor concordou com elas. E que basta cumpri-las? Quando o seu adversário, candidato, por favor, quando o seu adversário está falando é só o senhor aguardar, o senhor vai ter direito a réplica. É assim que funciona. Por favor, em respeito ao público, candidato, por favor. Candidato Lula, o senhor pode recomeçar.
[Luiz Inácio Lula da Silva]: É que candidato laranja não tem respeito por regras, candidato laranja faz o que quer. Deixa eu lhe dizer uma coisa. Eu tive 26 denúncias. Mentirosas. De uma pessoa que depois foi ser ministra do atual governo. Eu tive uma quadrilha montada no Ministério Público que nós conseguimos provar a culpabilidade deles. Eu fui absolvido em 26 processos, dentro do Brasil, eu fui absolvido pela Suprema Corte, e fui absolvido em dois processos da ONU. E ainda, na quarta-feira, eu fui absolvido outra vez por um processo pelo ministro Gilmar sobre um farsante da secretaria da Receita que foi no Instituto Lula, com quem eu não tenho nada, a não ser o nome, e disse que eu tinha 18 milhões de reais. Pois bem, eu fui absolvido e o fiscal que multava para achacar foi considerado culpado. Então, eu queria dizer uma coisa muito séria, quando quiser falar de corrupção, olhe para o outro e não para mim.
[Padre Kelmon]: O senhor é o responsável pela corrupção no Brasil. Todos nós sabemos que o senhor cometeu esses atos aí porque o senhor é um descondenado. O senhor é um descondenado. O senhor não deveria nem estar aqui como candidato a Presidente da República. Por que o senhor está aqui? O senhor sabe por quê. A população precisaria saber a verdade, mas o senhor é cínico, mente, o senhor é um ator, mente o tempo todo.
[Luiz Inácio Lula da Silva]: Você não é padre. Está fantasiado, rapaz.
[Padre Kelmon]: Fantasiado? Me respeite.
[William Bonner]: Senhores, por favor. [Luiz Inácio Lula da Silva]: Você é padre ou está se fantasiando de padre?
[William Bonner]: Senhores, por favor. Nós vamos cortar os microfones dos senhores. Eu peço desculpas ao público pela cena que neste momento está se desenrolando aqui, porque infelizmente não está havendo o cumprimento de um ordenamento que tinha sido feito, de uma combinação de todos os candidatos. Eu vou pedir, por favor, enquanto nós vamos tentar acalmar os candidatos, eu posso pedir o intervalo, senhores, ou os senhores vão se conter e vão dar sequência ao debate? Em respeito também aos demais candidatos que estão aqui. Eu peço, por favor, que se acalmem. Mais uma vez eu vou lembrar que os senhores todos assinaram documentos para estarem aqui diante do público brasileiro apenas para debater. E não para esse tipo de agressão e de ofensa pessoal. Vamos respirar. Vamos respirar. Muito bem. 28 segundos. Padre Kelmon tem 28 segundos para concluir.
[Padre Kelmon]: Queria falar a verdade para as pessoas e não mentir. O senhor falou em vídeos que está na Internet que o senhor não precisa de padre, que padre tem que ficar no lugar dele na igreja, o senhor é amiguinho de Ortega, o senhor é amiguinho do Foro de São Paulo, o fundador do Foro de São Paulo junto com o Fidel Castro, vocês mentem o tempo todo para o povo. Vocês não acreditam no cristianismo. Porque vocês não vivem o cristianismo. Vocês perseguem os cristãos. Tem bispo da igreja católica-romana preso do seu amigo Ortega.
[William Bonner]: Candidato Kelmon, o seu tempo está esgotado. Vou pedir ao senhor, por favor, candidato Kelmon, que em silêncio, por gentileza, respeitosamente com o público e os demais candidatos, agora escute a tréplica do candidato Luiz Inácio Lula da Silva.
[Luiz Inácio Lula da Silva]: Deixa eu dizer uma coisa, padre. Eu ia chamar só de Kelmon. Eu tenho uma história de vida, que talvez o senhor não conheça. Eu vou voltar a ser Presidente da República...
[Padre Kelmon]: Não vai, não.
[Luiz Inácio Lula da Silva]: Sabe por quê? Porque o povo brasileiro está cansado de gente da sua espécie.
[Padre Kelmon]: Da sua espécie.
[Luiz Inácio Lula da Silva]: De gente mentirosa.
[Padre Kelmon]: Você que mente.
[Luiz Inácio Lula da Silva]: De gente que tenta tirar proveito. Você nem deveria se apresentar aqui como candidato. Nem deveria se apresentar. Você nem deveria se apresentar. De onde você veio?
[Padre Kelmon]: Da igreja...
[Luiz Inácio Lula da Silva]: Que igreja?
[Padre Kelmon]: Você enganou os padres.
[William Bonner]: Candidato Kelmon, por favor!
[Luiz Inácio Lula da Silva]: Não dá para debater com uma pessoa que tem um comportamento de um fariseu e se veste de padre. Não dá. Ou você aprende a respeitar e fecha a boca quando alguém estiver falando. Eu fiquei de...
[William Bonner]: Candidato Padre Kelmon, por favor.
[Luiz Inácio Lula da Silva]: Eu assinei um documento aqui, respeitando as regras. É isso. Então, eu vou concluir. Eu sou cristão, casado na igreja, batizado, crismado e frequentador de igreja, mas eu não estou vendo na sua cara um representante da igreja. Eu vejo um impostor. Estou vendo alguém disfarçado aqui na minha frente, que eu não sei como é que conseguiu enganar tanta gente. Talvez porque o seu chefe não pôde ser candidato, você resolveu ser o candidato laranja. E se prestar a esse serviço aqui, se prestar a esse serviço de enganar o povo que está assistindo ao debate. O povo quer escolher um presidente. O povo quer escolher um presidente. O povo quer escolher alguém que cuide dele, alguém que não minta para ele. É isso que o povo quer escolher, e não uma figura que ninguém sabe quem é.
[Padre Kelmon]: Um sacerdote.
[William Bonner]: Padre Kelmon, o senhor realmente decidiu instituir uma nova regra neste debate. O senhor poderia olhar para mim, respeitosamente? O senhor instituiu uma nova regra nesse debate. Ela não existia, eu pedi ao senhor diversas vezes. Eu vou pedir apenas que o senhor aguarde a conclusão da fala do seu oponente e retorne ao seu assento, como fizeram todos os demais. Os senhores podem, por favor, retornar. Essa sessão está encerrada. O candidato Jair Bolsonaro pediu direito de resposta. No entanto, sequer foi citado nominalmente, portanto, não há direito de resposta a ser concedido. Na dinâmica do nosso? Candidato Kelmon, o senhor, por favor, aguarde. O próximo a fazer uma pergunta agora, pelo sorteio, é o candidato Felipe D'Avila, peço que se aproxime, por favor, do púlpito, candidato, e escolha a quem o senhor vai fazer a sua pergunta.
(...)
https://noticias.uol.com.br/eleicoes/2022/09/30/integra-debate-na-globo.htm
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PADRE KELMON BATE BOCA COM REPÓRTER E SE PRONUNCIA APÓS BRIGA COM LULA DURANTE DEBATE DA GLOBO
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Assista ao bate-boca que “Globo” cortou entre Kelmon e Lula
Ministro das Comunicações, Fábio Faria, postou vídeo que não apareceu no debate com discussão entre os 2 candidatos
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Lula chamou o adversário de "padre fantasiado"
PODER360
01.out.2022 (sábado) - 7h20
O candidato do PTB ao Planalto, Padre Kelmon, foi um dos protagonistas do debate da TV Globo na 5ª feira (29.set.2022). Ele e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) bateram boca e tiveram os microfones cortados.
O ministro das Comunicações, Fábio Faria, postou no Twitter, na noite de 6ª feira (30.set), um vídeo com o áudio interrompido pela emissora. Nele, é possível ouvir Kelmon chamando Lula de “abortista”.
“O aborto é assassinato e o senhor está promovendo isso para todo mundo”, disse. O candidato petista rebateu: “Padre fariseu”.
Assista (1min37s):
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O QUE ACONTECEU
No 3º bloco do debate da TV Globo, na 5ª feira (29.set), o Padre Kelmon fez uma pergunta sobre corrupção a Lula. Citou pessoas próximas ao petista que foram presas e uma fala do candidato a vice Geraldo Alckmin (PSB), de quando eles eram rivais.
Por fim, questionou: “Explique para o povo porque tanta gente próxima a você foi presa, te denunciou. Você era o chefe do esquema?”
Durante o tempo de resposta, Lula foi interrompido diversas vezes por Kelmon, violando as regras do debate.
Regras quebradas e críticas marcam último debate do 1º turno
O ex-presidente, por sua vez, chamou o candidato do PTB de “laranja” e disse que ele “não é padre”, só estava “fantasiado”. Foi nesse momento que o bate-boca esquentou e os microfones foram cortados.
QUEM É PADRE KELMON
Kelmon Luis da Silva Souza, de 45 anos, ganhou notoriedade ao participar do debate presidencial realizado pelo SBT em 24 de setembro.
Nascido em Acajutiba (BA), virou candidato depois de o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) barrar, em 1º de setembro, a candidatura do ex-deputado Roberto Jefferson, de quem era vice. O pastor Luiz Cláudio Gamonal foi escolhido como novo candidato a vice na chapa.
A relação de Kelmon com a igreja havia sido questionada depois que a Igreja Católica e a Igreja Sirian Ortodoxa de Antioquia no Brasil disseram não ter conexão com o político.
Por fim, o arcebispo da Igreja Católica Apostólica Ortodoxa do Peru, Ángel Ernesto Morán Vidal, confirmou o vínculo do padre com a instituição.
Desde sua estreia em debates, o candidato atua como linha auxiliar do presidente Bolsonaro.
Bolsonaro elogia Padre Kelmon depois de dobradinhas em debates
autores
Poder360
https://www.poder360.com.br/eleicoes/assista-ao-bate-boca-que-globo-cortou-entre-kelmon-e-lula/
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HOMOFONIA
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substantivo feminino
1.
característica do que é homófono.
2.
GRAMÁTICA•LINGÜÍSTICA
relação entre duas ou mais palavras que, sendo diversas no significado e na grafia, se pronunciam de modo idêntico.
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LAI (Lei de Acesso à Informação)
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Lie
naege malhae
neoui dalkomhan misoro naege
naege malhae
soksagideut nae gwitga-e malhae
Don’t be like a prey
(Be) smooth like a, like a snake
beoseonago sipeunde
(Ah woo, woo)
naegeseo tteona tteona tteonajwo
naegeseo tteona tteonajwo
(Ah woo, woo)
mworado nareul nareul guhaejwo
nareul guhaejwo
gyesokdwae domangchyeobwado
geojit soge ppajyeoisseo
Caught in a lie
sun-gyeolhaetdeon nal chajajwo
i geojit soge he-eonal su eopseo
nae useumeul dollyeonwajwo
Caught in a lie
i jiogeseo nal kkeonaejwo
i gotong-eseo he-eonal su eopseo
beolbanneun nareul guhaejwo
nareul wonhae
gireul ilkko hemaeineun
nareul wonhae
maeil geuraetdeut na
I feel so far away
You always come my way
tto dasi banbokdwae nan
(Ah woo, woo)
naegeseo tteona tteona tteonajwo
naegeseo tteona tteonajwo
(Ah woo, woo)
mworado nareul nareul guhaejwo
nareul guhaejwo
gyesokdwae domangchyeobwado
geojit soge ppajyeoisseo
Caught in a lie
sun-gyeolhaetdeon nal chajajwo
i geojit soge he-eonal su eopseo
nae useumeul dollyeonwajwo
Caught in a lie
i jiogeseo nal kkeonaejwo
i gotong-eseo he-eonal su eopseo
beolbanneun nareul guhaejwo
ajik naneun yeojeonhi ttokgateun nainde
yejeon-gwa ttokgateun naneun
yeogi inneunde
neomuna keojyeobeorin geojisi
nal samkiryeo hae
Caught in a lie
sun-gyeolhaetdeon nal chajajwo
i geojit soge he-eonal su eopseo
nae useumeul dollyeonwajwo
Caught in a lie
i jiogeseo nal kkeonaejwo
i gotong-eseo he-eonal su eopseo
beolbanneun nareul guhaejwo
Mentira
Me diga
Com o seu doce sorriso para mim
Me diga
Como um sussurro, diga no meu ouvido
Não seja como uma presa
(Seja) suave como uma, como uma serpente
Mesmo que eu queira escapar
(Ah woo, woo)
Fique longe, longe, longe de mim
Fique longe, longe de mim
(Ah woo, woo)
Algo, por favor, me salve
Por favor, me salve
É contínuo, mesmo se eu tentar fugir
Estou afogado em mentiras
Pego em uma mentira
Por favor, encontre o meu eu que era inocente
Eu não consigo me livrar dessa mentira
Por favor, traga de volta o meu sorriso
Pego em uma mentira
Por favor, me tire desse inferno
Eu não consigo me livrar desse sofrimento
Por favor, salve o eu que está sendo punido
Você me quer
Perdido e vagando
Você me quer
Assim como todos os dias, eu
Eu me sinto tão distante
Você sempre aparece no meu caminho
E eu repito novamente
(Ah woo, woo)
Fique longe, longe, longe de mim
Fique longe, longe de mim
(Ah woo, woo)
Algo, por favor, me salve
Por favor, me salve
É contínuo, mesmo se eu tentar fugir
Estou afogado em mentiras
Pego em uma mentira
Por favor, encontre o meu eu que era inocente
Eu não consigo me livrar dessa mentira
Por favor, traga de volta o meu sorriso
Pego em uma mentira
Por favor, me tire desse inferno
Eu não consigo me livrar desse sofrimento
Por favor, salve o eu que está sendo punido
Eu ainda sou o mesmo que sempre fui
O mesmo eu de antes
Está aqui
Mas essa mentira que cresce mais e mais
Está tentando me engolir
Pego em uma mentira
Por favor, encontre o meu eu que era inocente
Eu não consigo me livrar dessa mentira
Por favor, traga de volta o meu sorriso
Pego em uma mentira
Por favor, me tire desse inferno
Eu não consigo me livrar desse sofrimento
Por favor, salve o eu que está sendo punido
Ouça Lie
Composição: Jimin / Hitman Bang / DOCSKIM / PDOGG / SUMIN.
https://www.letras.mus.br/bangtan-boys/lie/traducao.html
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Tradução de "mentir" em inglês
Verbo
lie
fib
to tell lies
belie
falsify
liar
lyin
bluffing
bullshit
Mais
Não podes mentir a uma Confessora.
You can't lie to a Confessor, Niles.
Podes mentir assim sempre que quiseres.
You can lie like that anytime you want to.
Ele descobri que mentir funciona para ele.
He's figured out that lying works for him.
Não gosto de mentir à minha namorada.
I just - I don't like lying to my girlfriend.
Mas não encaixa, porque está a mentir.
But, see, this doesn't fit in here, because it's lying.
Sabemos que você escreveu, parar de mentir.
We know you didn't write it, so you might just as well stop lying.
Lamento que isso significou mentir para você.
I'm sorry that it meant lying to you.
Apenas sinto que mentir nos separa.
I just feel like the lying separates us.
A capacidade da Sibella para mentir seria posta à prova.
I could not helo feeling that even Sibella's capacity for lying was going to be taxed to the utmost.
Sugestões que contenham mentir
vou mentir 794
mentir sobre 620
estás a mentir 539
mentir-me 417
mentir para mim 271
mentir-te 188
mentir pra 184
pode mentir 180
Mais
https://context.reverso.net/traducao/portugues-ingles/mentir
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sábado, 1 de outubro de 2022
LAI: 10 ANOS
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Congresso em Foco
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há 5 dias
G1 - Globo
Expedição Voz dos Oceanos se despede do Brasil rumo à América Central
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EXPLORANDO O NOVO CAMPO
1926-1927
Se me perguntassem qual foi a maior façanha de Cristóvão Colombo ao descobrir a América, minha resposta não seria que ele se beneficiou da forma esférica da Terra para chegar às Índias pela rota ocidental (essa idéia ocorrera a outros antes dele), nem que preparou sua expedição meticulosamente e equipou seus navios com extrema perícia (também isso, outros poderiam ter feito igualmente bem). Seu feito mais notável foi a decisão de sair das regiões conhecidas do mundo e navegar para o Ocidente, até muito além do ponto a partir do qual seus suprimentos poderiam levá-lo de volta para casa.
CONTRAPONTO
A PARTE E O TODO
HEISENBERG
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Sequência
Ver novos Tweets
Conversa
Felipe Nunes
@felipnunes
1/ Todo mundo esperando a pesquisa nacional para presidente, mas é hora de falar sobre o Legislativo! Segundo as estimativas da
@quaestpesquisa
, direita tende a encolher, esquerda deve crescer e centro se manter estável na Câmara dos Deputados.
Segue o fio... 🧵
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Felipe Nunes
@felipnunes
·
2 h
Em resposta a
@felipnunes
2/ Os parlamentares de partidos de direita devem recuar de 253 atualmente para 245 (min 215 e max 275), os de esquerda devem passar de 121 para 129 (min 108 e max 150), e os de centro devem seguir com os 139 atuais (min 113 e max 160).
Felipe Nunes
@felipnunes
·
2 h
3/ As projeções foram feitas por partido. O PL deve ter a maior bancada (entre 74 e 82 deputados), seguido da federação formada por PT/PCdoB/PV (entre 67 e 75 deputados), e do União Brasil (entre 48 e 58 deputados). A federação PSDB/CIDADANIA é quem pode perder mais deputados.
***
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Felipe Nunes
@felipnunes
·
2 h
4/ Os partidos que formam a atual coligação do presidente (PL, PP e Republicanos) ou que tendem a posições próximas a ele (PTB, PSC e Patriota) perderiam 13 vagas, passando de 194 para 181, o equivalente a pouco mais de um terço da Câmara.
***
***
Felipe Nunes
@felipnunes
·
2 h
5/ Já a coligação do Lula, formada por um número maior de siglas que inclui duas novas federações (PT/PV/PC do B e PSOL/Rede), somada a outras que tendem à sua bancada (PSD, MDB e PDT), se ampliaria de 222 para 234, quase metade do plenário.
Felipe Nunes
@felipnunes
·
2 h
6/ Mas como chegamos a esses resultados? Calculamos o IPD (Índice de Popularidade Digital) para todos os 24.500 candidatos a deputado federal com nomes inscritos no TSE. A partir do IPD, calculamos estimativas de voto para cada candidato a partir de nosso algoritmo.
Felipe Nunes
@felipnunes
·
2 h
7/ Somamos os votos esperados que foram estimados a partir do IPD por partido e por estado. Em seguida, dividimos a votação das listas partidárias pelo quociente eleitoral de cada unidade da federação e obtivemos o número estimado de cadeiras que cada partido deve conquistar.
Felipe Nunes
@felipnunes
·
2 h
8/ Enfim, calculamos o valor médio de cadeiras por partido e computamos um intervalo de confiança para essa estimativa com base em simulações estatísticas (bootstrap). O resultado, é a distribuição média de cadeiras esperada por partido na Câmara, com um z-score de 95%.
Felipe Nunes
@felipnunes
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2 h
9/ Curtiu?
https://twitter.com/felipnunes/status/1576220425280856065
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Esquerda Democrática
14 h ·
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MATCH POINT ELEITORAL
Luiz Sérgio Henriques
Eis-nos aqui numa espécie de cone de sombra, depois do debate na TV Globo na quinta-feira e sem poder medir apropriadamente as ondas que neste exato instante agitam as redes sociais. Impressiona, obviamente, a estabilidade até aqui mostrada pelas pesquisas, por todas elas. Avanços e recuos são milimétricos, a ponto de o Datafolha trazer, nas suas duas últimas pesquisas, o Lula com 50% dos votos válidos. Nem mais nem menos.
A imagem que vem à cabeça é a de uma fábula do Woody Allen. Os que viram o filme "Match Point" lembram-se da bola de tênis a oscilar na parte superior da rede, podendo cair de um lado ou de outro, assim como, sugere Allen, decide-se o destino das pessoas. Estas eleições podem ou não se resolver no domingo, a depender de uma bola de tênis semelhante, muito embora, segundo uma outra pesquisa, a da Quaest, mais de 90% queiram a eleição terminada no primeiro turno.
São eleições de fato mais decisivas do que qualquer outra desde 1989. “Não são tempos normais”, é o que diz um grande número de respeitabilíssimos expoentes do liberalismo político. Nem mesmo seria o caso de abrir a discussão sobre programas ou políticas de governo. Tratar-se-ia, na verdade, de uma escolha seca entre democracia e autocracia. Votar em Lula desde o primeiro turno seria um imperativo, um dever moral. Evitar o segundo turno é, também, evitar o risco maior de "golpe, confusão e violência" durante todo o mês de outubro.
Há mais do que um grão de verdade no argumento, mas manda o realismo político pensar na possibilidade de que a bola de tênis caia do outro lado. Se, no domingo, os eleitores indicarem o caminho do segundo turno, como enfrentá-lo de modo positivo, sereno e aberto, sem desabar perante o novo contexto?
Desde o início, o atual governo se colocou sob o signo da destruição: floresta, cultura, ciência, consensos civilizatórios básicos, nada ficou fora deste espírito de “bota abaixo”. A esfera política não iria se subtrair a este programa de terra arrasada. A relação entre os poderes, abalada. A ameaça constante de recorrer ao “grande mudo” – o Exército – chegou a intimidar os democratas em muitas situações. E uma pandemia que levou à morte 700 mil brasileiros, com a cruel atuação da presidência da República, pareceu selar a impotência da sociedade civil, que razoavelmente se autoimpedia de descer às ruas e se manifestar.
Do outro lado, uma resposta de esquerda – ou percebida como tal – estava pronta desde sempre: Lula e o PT. O confronto deveria ser perigosamente plebiscitário: um ou o outro. Tudo ou nada. A redenção da República ou sua perdição.
O País, no entanto, não é tão simples assim. Nunca foi e o será cada vez menos. A resposta democrática requerida vai muito além das fronteiras da esquerda, envolvendo outros atores profundamente enraizados na nossa História, em primeiro lugar os liberais políticos. E o ator hegemônico da esquerda, como sabemos, tem um déficit de compreensão do papel dos liberais. Seria fácil repetir os momentos em que tal déficit se manifestou na prática, motivo pelo qual podemos nos dispensar disso.
Em outras palavras, a frente democrática exige também um ator à esquerda que a compreenda em seu sentido essencial. Não bastam acenos simbólicos, como a escolha de Geraldo Alckmin. A adesão de importantes personalidades da vida pública parece acontecer mais por força da gravidade. O alarme diante do perigo existencial explica tal adesão, diz bem da generosidade de muitos, mas, repetimos, não basta.
Não se trata só de ganhar eleições – fato por si notável na nossa circunstância em que o incumbente, já beneficiado pela regra da reeleição, teve a seu favor a quebra escandalosa da legislação fiscal por obra de um Congresso domesticado pelo "Orçamento secreto" e outros procedimentos duvidosos –, mas de reconstruir a esfera pública. Uma questão nos atormenta desde agora: será possível ter uma normal dialética democrática com uma extrema-direita capaz de mobilizar, pelo que parece, 30 ou 40% dos eleitores em estado de insubmissão latente? Como agir para que este consenso grande a teses extremistas possa ser corroído de modo firme, seguro e gradual?
Para um sucinto exame a respeito, recorro a argumentos que nesta ED também tem desenvolvido o cientista político Paulo Fábio Dantas Neto. Uma primeira pista para sair da enrascada é a reconstrução do sistema de partidos, sua reagregação, de certo modo já em curso desde a reforma de 2017. Um ou mais partidos de direita constitucional, a exemplo do União Brasil, são um instrumento precioso para esvaziar a concentração dos extremistas de direita, aproveitando-se inclusive do fato de que estes até agora não demonstraram capacidade de se alinharem partidariamente.
O revigoramento do MDB, prometido pelo surgimento de Simone Tebet, bem como algum progresso na federação PSDB/Cidadania podem igualmente dar um novo peso ao centro político, sem o qual estaremos sempre à beira do abismo, em aventuras plebiscitárias entre direita e esquerda.
E o petismo no poder, naturalmente, deverá dar seguimento às alianças que conquistou e consequência aos apoios que recebeu: um governo de coalizão, de compromisso, de concertação – os nomes são variados, a substância é semelhante – pode estabilizar a ordem política danificada e dar início à lenta reconstrução, sem tentações de cooptação ou fórmulas de desprezo. O parlamento tem muitos picaretas, não sabemos se trezentos, mas é uma instituição central; e os partidos adversários não são “cartórios de deputados”, mesmo quando pareçam ser.
A eventualidade de um segundo turno – caso se confirme no domingo, o que rigorosamente não sabemos – pode ser antes uma boa oportunidade do que uma tragédia. Suponhamos que a eventualidade se concretize. Ninguém está autorizado a subestimar a gravidade do perigo, a eficácia eleitoral da linguagem da nova-velha direita subversiva, o desconhecimento de limites, a demagogia sem quartel.
Em meio aos enormes esforços unitários requeridos por um eventual segundo turno, acenos podem ser feitos, laços podem ser estabelecidos, novas relações de confiança podem ser firmadas. O fato de termos vivido, e ainda estarmos vivendo, uma experiência como a destes últimos anos pode ter um efeito de catarse sobre todos os atores, depurando-os de erros e vícios passados. Há alguns meios de evitar ou diminuir o risco de que nossas vidas dependam unicamente de um "match point" casual, um risco que, parece, estamos vivendo neste exato momento. Cumpre descobrir tais meios e passar a trilhar com consciência o caminho que indicam a todos os democratas, sem exceção.
* Editor de Esquerda Democrática/ Gramsci e o Brasil
https://pt-br.facebook.com/esqdemocratica/
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“Match point eleitoral”, enquanto o domingo não vem
https://pt-br.facebook.com/esqdemocratica/
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MATCH POINT 2005 - Resumen y ANÁLISIS
12.958 visualizações 5 de ago. de 2021 Una de las mejores películas DE Woody Allen, que exalta una de las obras de la literatura universal, crimen y castigo. Ambición, lujuria, mentira y agresividad; son los conductores de la fortuna del protagonista.
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DIREITO AO PONTO - DEMOCRACIA, SEGURANÇA NA ELEIÇÃO - 01/10/2022
44 visualizações Transmissão ao vivo realizada há 4 horas APRESENTADOR - MAX TELESCA
LUIZ CARLOS AZEVEDO - JORNALISTA E COLUNISTA
ROBERVAL BELINATI - PRESIDENTE DO TRE -DF
JULIO DANILO - SECRETÁRIO DE SEGURANÇA DO DF
https://www.youtube.com/watch?v=ZerM3lZap5c
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Gestão de Bolsonaro tomou iniciativas para esvaziar a Lei de Acesso à Informação e mecanismos de transparência. Foto: José Dias/PR
LAI
LEI DE ACESSO À INFORMAÇÃO COMPLETA DEZ ANOS SOB ATAQUES DO GOVERNO
EDSON SARDINHA
16.05.2022 16:36 0
REPORTAGEM Em GOVERNO
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JAIR BOLSONARO TRANSPARÊNCIA CGU LEI DE ACESSO À INFORMAÇÃO LAI TRANSPARÊNCIA BRASIL FABIANO ANGÉLICO MARINA ATOJI
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A Lei 12.527/2011, conhecida como Lei de Acesso à Informação (LAI), chega aos dez anos de vigência nesta segunda-feira (16) mais ameaçada do que nunca. Especialistas ouvidos pelo Congresso em Foco consideram que o governo Bolsonaro tenta esvaziar a legislação criada para aumentar o poder de fiscalização da sociedade e coibir a corrupção e a ineficiência na administração pública. O texto aprovado pelo Congresso em 2011 demandou uma década de debates.
Entre as várias iniciativas do governo para minar a LAI estão o decreto que aumentou o número de autoridades com poder para determinar se uma informação é sigilosa, a norma que pretendia eliminar conselhos consultivos de políticas setoriais e a tentativa de suspender o prazo limite para responder às demandas.
“Além das medidas formais tomadas nesta gestão, que, se tivessem prosperado, teriam enfraquecido a LAI, tem-se as seguidas negativas de acesso a informações sob argumentos descabidos e por meio da aplicação indevida de sigilos. Isso tudo afeta diretamente a transparência no governo federal, e também sinaliza aos níveis locais que o sigilo, ou a opacidade, são um caminho possível – e até válido”, observa a gerente de projetos da Transparência Brasil, Marina Atoji. “Sem esquecer, ainda, do enfraquecimento da gestão da informação e de documentos, seja pela desvalorização do Arquivo Nacional, seja pela pouca atenção ao tema dentro dos órgãos”, acrescenta Marina.
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A LAI permite que qualquer cidadão solicite dados da administração pública federal, estadual ou municipal, dos três poderes. O órgão público tem até 20 dias para responder aos questionamentos. Esse período pode ser renovável por mais dez dias. Em caso de negativa, é possível recorrer ao próprio órgão ou a instâncias superiores, como a Controladoria Geral da União (CGU).
Para Fabiano Angélico, autor do livro Lei de Acesso à Informação: reforço ao controle democrático, a ofensiva do governo contra a transparência não se restringe à LAI.
“A LAI está sob ameaça, assim como várias outras políticas e práticas de transparência, como a Lei Complementar 131, de 2009, que alterou a Lei de Responsabilidade Fiscal para dar mais transparência ao orçamento – e o que estamos presenciando é o ‘orçamento secreto'”, avalia Angélico, que é especialista em transparência e integridade e pesquisador da Universitá della Svizzera Italiana, da Suíça.
De acordo com Fabiano Angélico, os retrocessos em relação à transparência são enormes no governo Bolsonaro, porque operam a partir de quatro frentes coordenadas: a narrativa, a política, a normativa e a interpretativa.
No caso da primeira frente, segundo o especialista, prevalece a “demonização da crítica”, com as tentativas reiteradas de desqualificação da imprensa e de intelectuais por parte do governo.
“Ao atacar violentamente quaisquer críticas e deslegitimar os críticos, principalmente imprensa e intelectuais, o governo Bolsonaro promove retrocessos graves na transparência. Isso porque as informações tornadas públicas são importantes se são usadas no diálogo público e na crítica construtiva. A informação pública é crucial não pela informação em si, crua. Mas pela análise que ela proporciona. E se os analistas não podem criticar, o transparência fica comprometida. E o recado que o governo passa a sua burocracia é: os intermediários da informação são nossos inimigos”, diz.
Segundo Angélico, o governo usa de aliados fiéis e amigos em postos-chave para blindar a informação e reforçar a opacidade de atos que são de interesse público. “Isso reforça a mensagem contra a transparência”, diz o especialista, em relação à frente política adotada pelo governo.
Quanto à ofensiva normativa, explica Angélico, o governo tenta de maneira sistemática reduzir o alcance da LAI e de outras normas de transparência e de participação social. “Muitas vezes consegue, como o revogaço que destruiu vários espaços formais de participação da sociedade em discussões de políticas públicas.”
O especialista explica que o governo também se aproveita do direito à interpretação para delimitar onde começa o sigilo. “Segundo a LAI, a transparência é a regra, e o sigilo é a exceção. Mas como os governos lidam com uma enormidade de dados, informações e documentos, nem sempre é fácil delimitar onde começa o sigilo”, considera.
De acordo com ele, o governo tem usado até a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) para dificultar o acesso da sociedade a informações que deveriam ser públicas. “Num governo anti-transparência, toda a interpretação será pela opacidade. Ainda mais que agentes políticos e burocratas estão avisados que essa é a diretriz política do governo. Até a LGPD, uma lei necessária e bem intencionada, está sendo sistematicamente usada nesse sentido”, afirma.
Para Marina Atoji, o terceiro setor e a imprensa podem contribuir para impedir retrocessos pretendidos pelo governo. “Expor constantemente as ações contra a transparência e a LAI, demonstrando os efeitos negativos delas para a sociedade. É algo que a imprensa e o terceiro setor têm feito, e em alguns casos ajudou a reverter retrocessos ou tentativas de esconder dados”, considera.
Conforme a Plataforma Integrada de Ouvidoria e Acesso à Informação, do governo federal, foram apresentados mais de 1,1 milhão de solicitações de informações ao longo dos dez anos de vigência da LAI. De 2013 a 2021, o crescimento anual de solicitações é de 35%. Segundo dados do governo federal, 68,7% dos pedidos foram atendidos e 8% negados.
Em 2019 a Presidência da República se recusou a divulgar exames segundo os quais o presidente Bolsonaro teria testado negativo para o novo coronavírus. Os exames só foram divulgados após batalha judicial com o jornal O Estado de S.Paulo.
No mês passado, o Gabinete de Segurança Institucional (GSI) negou acesso aos registros de entrada e saída, no Palácio do Planalto, de pastores acusados de cobrarem propina de prefeitos para liberação de verbas do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE). Depois da repercussão negativa, o órgão liberou os dados.
Isabela Rahal: Será que a LAI nos basta para ter segurança?
AUTORIA
Edson Sardinha
EDSON SARDINHA Diretor de redação. Formado em Jornalismo pela UFG, foi assessor de imprensa do governo de Goiás. É um dos autores da série de reportagens sobre a farra das passagens, vencedora do prêmio Embratel de Jornalismo Investigativo em 2009. Ganhou duas vezes o Prêmio Vladimir Herzog. Está no site desde sua criação, em 2004.
edson@congressoemfoco.com.br
COMENTÁRIOS
https://congressoemfoco.uol.com.br/area/governo/lei-de-acesso-a-informacao-completa-dez-anos-sob-ataques-do-governo/
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Poder360
Lei de Acesso à Informação completa 10 anos; saiba como foi criada
https://www.poder360.com.br/brasil/lei-de-acesso-a-informacao-completa-10-anos-saiba-como-foi-criada/
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A c esso à I n f orm aç ã o P ú b lic a
U m a leit u ra da L ei n º 1 2 .5 2 7 , de 1 8 de n ovem b ro de 2 0 1 1
B rasí lia
2013
Fab iana de M enezes Soares
T arciso Dal M aso J ardim
T h iago B razileiro V ilar H ermont
A c esso à I n f orm aç ã o P ú b lic a
U m a leit u ra da L ei n º 1 2 .5 2 7 , de 1 8 de n ovem b ro de 2 0 1 1
B rasí lia
2013
Fab iana de M enezes Soares
T arciso Dal M aso J ardim
T h iago B razileiro V ilar H ermont
A L ei de A cesso à I nformação ( L ei nº 12.527, de 2011) entrou em vigor no dia 16 de maio de 2012. M uitos serão os impactos da nova lei, entre os quais destacamos a formação de um novo instrumento de cidadania, o reconh ecimento
do direito à verdade h istórica, a reordenação das relaçõ es internacionais sob re polí tica de sigilo, a constituição de
polí tica de informação de ampla ab rangê ncia e a imposição pedagógica de nova gestão pú b lica.
U m ch oque de gestão poderá se produzir, pedagogicamente, na medida em que o Estado, como um todo, tem
ob rigação de efetivar seu dever e o cidadão o de realizar seu direito. O comb ate à corrupção, à falta de memória e
à má gestão ganh ou um aliado com a nova lei, resta sab er em que medida será cumprida e desej ada.
Essa ob rigação de informar, contudo, incumb e a todos os poderes e órgãos pú b licos, de todos os ní veis, e de
quem manté m relacionamento com esses entes envolvendo dinh eiro pú b lico. Dessa forma, L egislativo, Executivo,
J udiciá rio, M inisté rio Pú b lico, T rib unais de C ontas, F undaçõ es e Empresas Pú b licas, A utarquias, Economias M istas,
enfimǡ e seus
ontratos e
ontasǡ devem ser de a
esso pïbli
oǤ Isso no plano da Uniãoǡ dos stadosǡ do istrito
F ederal e dos M unicí pios. Estamos preparados para tal tarefa?
Estão todos esses órgãos tomando medidas de capacitação de pessoal, designação de setor responsá vel, de regulamentação da lei e de organização de arquivo para atendê - la? S eguramente estamos longe de concluir esse es-
oroǡ emboraǡ digaǦseǡ muitos fieram e estão aendo sua parteǤ problema ± que a lei entrou em vigorǢ a
ategoria mais
omum de sigiloǡ a Dz
onfiden
ialdzǡ deiou de eistirǢ milares de do
umentos serão des
lassifi
ados
e tornados pïbli
osǢ e oram fiadas responsabilidades a agentes pïbli
os e privados pelo des
umprimento da leiǡ
bem
omoǡ se lembrarmos a lei de responsabilidade fis
alǡ poder ser
ortada verba pïbli
a do ×rgão pïbli
o que
não epor publi
amente inormaÙes relativas ee
uão oramentria e finan
eiraǤ
iante essa realidadeǡ a fim de a
ilitar a tarea de implementar a lei de a
esso inormaãoǡ sobretudo da parte
dos M unicí pios, e melh or compreendê - la, a C onsultoria L egislativa do S enado F ederal, por meio de seu N ú cleo de
Estudos e Pesquisas, e a F aculdade de Direito da U niversidade F ederal de M inas G erais, com apoio do I nterlegis,
produziram essa cartilh a detalh ada, em linguagem fá cil e ch eia de alertas. T al ação parceira entre os consultores
legislativos e os professores da U niversidade de M inas é mais um fruto de sucesso do A cordo de C ooperação T é cnica nº 3 , de 2010, pactuado entre o S enado e a U F M G .
B oa leitura.
PA U L O F ER N A N DO M OH N E S OU Z A
C onsultor- G eral L egislativo
F ER N A N DO B . M EN EG U I N F A B I A N A DE M EN EZ ES S OA R ES
C onsultor- G eral A dj unto/ Professora da F aculdade de Direito da U F M G
N ú cleo de Estudos e Pesquisas
T A R C I S O DA L M A S O J A R DI M T H I A G O B R A Z I L EI R O V I L A R H ER M ON T
C onsultor L egislativo J urislinguista do Ob servatório para Q ualidade da L ei
APRESENTAÇÃO
j/
https://www12.senado.leg.br/transparencia/arquivos/sobre/cartilha-lai/
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Espiritismo na fé
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“E estes sinais seguirão aos que crerem; em meu nome expulsarão os demônios; falarão novas línguas.”
J esus (Marcos, 16:17)
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Permanecem as manifestações da vida espiritual em todos os fundamentos
da Revelação Divina, nos mais variados círculos da fé. Espiritismo em si, portanto, deixa de ser novidade, dos tempos que correm, para figurar na raiz de todas as escolas religiosas. Moisés estabelece contacto com o plano espiritual no Sinai. Jesus é visto pelos discípulos, no Tabor, ladeado por mortos ilustres. O colégio apostólico relaciona-se com o Espírito do Mestre, após a morte
d’Ele, e consolida no mundo o Cristianismo redentor.
Os mártires dos circos abandonam a carne flagelada, contemplando visões
sublimes.Maomé inicia a tarefa religiosa, ouvindo um mensageiro invisível. Francisco de Assis percebe emissários do Céu que o exortam à renovação
da Igreja.Lutero registra a presença de seres de outro mundo. Teresa d’Ávila recebe a visita de amigos desencarnados e chega a
inspecionar regiões purgatoriais, através do fenômeno mediúnico do desdobramento. Sinais do reino dos Espíritos seguirão os que crerem, afirma o Cristo. Em
todas as instituições da fé, há os que gozam, que aproveitam, que calculam, que
criticam, que fiscalizam... Esses são, ainda, candidatos à iluminação definitiva e
renovadora. Os que crêem, contudo, e aceitam as determinações de serviço que
fluem do Alto, serão seguidos pelas notas reveladoras da imortalidade, onde
estiverem. Em nome do Senhor, emitindo vibrações santificantes, expulsarão a treva
e a maldade, e serão facilmente conhecidos, entre os homens espantados, porque
falarão sempre na linguagem nova do sacrifício e da paz, da renúncia e do amor.
174
Espiritismo na fé
http://grupoama.org.br/books/Chico%20Xavier%20(Emmanuel)%20-%20Pao%20Nosso.pdf
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No próprio telegrama, datado de 8/2/1918, o Dr. Bezerra de Menezes respondeu, através da mediunidade de Eurípedes, escrevendo na última linha: "Amputação exito nullo".
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Uma vida marcantemente apostolar, como a de Eurípedes Barsanulfo, merece ser evocada nas suas linhas soberbas, em que o Missionário se impõe de maneira fulgurante. Trazer a lume episódios do dia-a-dia, iluminados pela constante do Bem, da Verdade, da Justiça, da Lógica e da Ordem.. eis o dever inadiável e imperioso dos que conheceram de perto a obra missionária de Eurípedes.
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EURÍPEDES
O HOMEM
E A MISSÃO
CORINA NOVELINO
pp. 164-165
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XXVIII - Prece por aquele mesmo que ora, Aos anjos guardiões e aos espíritos protetores / Clony
171 visualizações Transmitido ao vivo em 17 de mar. de 2018 Centro Espírita Fraternidade Allan Kardec - CEFAK
www.cefak.org.br
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Esta é uma gravação de uma reunião realizada no CEFAK.
Elas ocorrem às:
Terças-feiras - 18:00 e 20:15 - Reunião Pública (Estudo de O Evangelho Segundo o Espiritismo)
Quartas-feiras - 20:00 - Estudo de O Livro dos Espíritos
Sábados - 18:00 - Reunião Pública (Estudo de O Evangelho Segundo o Espiritismo) e 19:30 - Introdução ao Estudo da Doutrina Espírita (IEDE)
Mais informações em www.cefak.org.br
https://www.youtube.com/watch?v=JCnim2-RX0Y
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II – Preces por aquele mesmo que ora
Aos anjos guardiães e aos Espíritos protetores
11. Prefácio. Todos temos, ligado a nós, desde o nosso nascimento,
um Espírito bom, que nos tomou sob a sua proteção. Desempenha, junto
de nós, a missão de um pai para com seu filho: a de nos conduzir pelo caminho do bem e do progresso, através das provações da vida. Sente-se feliz,
quando correspondemos à sua solicitude; sofre, quando nos vê sucumbir.
Seu nome pouco importa, pois bem pode dar-se que não tenha nome
conhecido na Terra. Invocamo-lo, então, como nosso anjo guardião, nosso
bom gênio. Podemos mesmo invocá-lo sob o nome de qualquer Espírito
superior, que mais viva e particular simpatia nos inspire.
Além do anjo guardião, que é sempre um Espírito superior, temos
Espíritos protetores que, embora menos elevados, não são menos bons e
magnânimos. Contamo-los entre amigos ou parentes, ou, até, entre pessoas que não conhecemos na existência atual. Eles nos assistem com seus
conselhos e, não raro, intervindo nos atos da nossa vida.
Espíritos simpáticos são os que se nos ligam por uma certa analogia
de gostos e pendores. Podem ser bons ou maus, conforme a natureza das
inclinações nossas que os atraiam.
Os Espíritos sedutores se esforçam por nos afastar das veredas do
bem, sugerindo-nos maus pensamentos. Aproveitam-se de todas as nossas
fraquezas, como de outras tantas portas abertas, que lhes facultam acesso à
nossa alma. Alguns há que se nos aferram, como a uma presa, mas que se
afastam, reconhecendo-se impotentes para lutar contra a nossa vontade.
Deus, em nosso anjo guardião, nos deu um guia principal e superior
e, nos Espíritos protetores e familiares, guias secundários. Fora erro, porém, acreditarmos que forçosamente, temos um mau gênio ao nosso lado, para contrabalançar as boas influências que sobre nós se exerçam. Os maus
Espíritos acorrem voluntariamente, desde que achem meio de assumir predomínio sobre nós, ou pela nossa fraqueza, ou pela negligência que ponhamos em seguir as inspirações dos bons Espíritos. Somos nós, portanto, que
os atraímos. Resulta desse fato que jamais nos encontramos privados da assistência dos bons Espíritos e que de nós depende o afastamento dos maus.
Sendo, por suas imperfeições, a causa primária das misérias que o afligem,
o homem é, as mais das vezes, o seu próprio mau gênio. (Cap. V, item 4.)
A prece aos anjos guardiães e aos Espíritos protetores deve ter por
objeto solicitar-lhes a intercessão junto de Deus, pedir-lhes a força de resistir às más sugestões e que nos assistam nas contingências da vida.
12. Prece. – Espíritos esclarecidos e benevolentes, mensageiros de
Deus, que tendes por missão assistir aos homens e conduzi-los pelo bom
caminho, sustentai-me nas provas desta vida; dai-me a força de suportá-las
sem queixumes; livrai-me dos maus pensamentos e fazei que eu não dê
entrada a nenhum mau Espírito que queira induzir-me ao mal. Esclarecei
a minha consciência com relação aos meus defeitos e tirai-me de sobre os
olhos o véu do orgulho, capaz de impedir que eu os perceba e os confesse
a mim mesmo.
A ti, sobretudo, N..., meu anjo guardião, que mais particularmente
velas por mim, e a todos vós, Espíritos protetores, que por mim vos interessais, peço fazerdes que me torne digno da vossa proteção. Conheceis as
minhas necessidades; sejam elas atendidas, segundo a vontade de Deus.
13. (Outra) – Meu Deus, permite que os bons Espíritos que me cercam venham em meu auxílio, quando me achar em sofrimento, e que me
sustentem se desfalecer. Faze, Senhor, que eles me incutam fé, esperança e
caridade; que sejam para mim um amparo, uma inspiração e um testemunho da tua misericórdia. Faze, enfim, que neles encontre eu a força que me
falta nas provas da vida e, para resistir às inspirações do mal, a fé que salva
e o amor que consola.
14. (Outra) – Espíritos bem-amados, anjos guardiães que, com a
permissão de Deus, pela sua infinita misericórdia, velais sobre os homens,
sede nossos protetores nas provas da vida terrena. Dai-nos força, coragem e
resignação; inspirai-nos tudo o que é bom, detende-nos no declive do mal;
que a vossa bondosa influência nos penetre a alma; fazei sintamos que um amigo devotado está ao nosso lado, que vê os nossos sofrimentos e partilha
das nossas alegrias.
E tu, meu bom anjo, não me abandones. Necessito de toda a tua proteção, para suportar com fé e amor as provas que praza a Deus enviar-me.
https://febnet.org.br/wp-content/themes/portalfeb-grid/obras/evangelho-guillon.pdf
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Sua capacidade é fantástica.
O seu entendimento progride
com o exercício da mente.
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