sexta-feira, 3 de dezembro de 2021

Síntese de Indicadores Sociais: em 2020,

*** Memorial da Resistência Fundação Getúlio Vargas (FGV) - Memorial da Resistência Visitar Criador: Alessandra Haro ***
*** Twitter IBGE Comunica on Twitter: "(1/2) Segundo a Síntese de Indicadores Sociais 2020, do #IBGE, em 2019, a proporção de jovens que não estudam nem têm ocupação, no Brasil, foi de 22,1%. Confira *** Auxílio emergencial conteve aumento da pobreza em 2020, diz IBGE Redação O Antagonista Redação O Antagonista 03.12.21 12:01 A proporção de pessoas em extrema pobreza recuou de 6,8% em 2019 para 5,7% em 2020; o percentual de brasileiros em pobreza diminuiu de 25,9% para 24,1% Auxílio emergencial conteve aumento da pobreza em 2020, diz IBGE ***
*** (Tânia Rêgo/Agência Brasil) *** Pesquisa divulgada há pouco pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostrou que o pagamento do auxílio emergencial em 2020 evitou o crescimento do número de pessoas que vivem em situação de pobreza ou extrema pobreza no Brasil. A proporção de pessoas em extrema pobreza recuou de 6,8% em 2019 para 5,7% em 2020. Na mesma base de comparação, o percentual de pessoas em pobreza diminuiu de 25,9% para 24,1% da população. “Mas, sem os benefícios dos programas sociais, a proporção de pessoas em extrema pobreza teria sido de 12,9% e a taxa de pessoas na pobreza subiria para 32,1%”, avaliou o IBGE. A pesquisa considera os critérios do Banco Mundial, que definem que pessoas em extrema pobreza vivem com US$ 1,90 por dia e, em pobreza, com US$5,50 por dia. Apesar da redução, em 2020 cerca de 12 milhões de pessoas viviam em extrema pobreza no Brasil, com menos de R$ 155 por mês. Os dados também mostram que 50 milhões de pessoas, ou 1 em cada 4 brasileiros, viviam em situação de pobreza, com menos de R$ 450 por mês. Os dados do IBGE também mostram que em 2020 o Maranhão era o estado com a maior proporção da sua população (14,4%) em situação de extrema pobreza, seguido de Amazonas (12,5%) e Alagoas e Pernambuco (ambos com 11,8%). *** *** https://www.oantagonista.com/brasil/auxilio-emergencial-conteve-aumento-da-pobreza-em-2020-diz-ibge/ *** *** ***
*** Ministro da Fazenda, Joaquim Levy participa do Seminário Reavaliação do Risco Brasil da FGV Sergio Moraes/Reuters Leia mais em: https://veja.abril.com.br/economia/com-retomada-ainda-distante-economistas-seguem-piorando-previsoes/ Com retomada ainda distante, economistas seguem piorando previsões Lógica da recuperação da economia passa pela volta da confiança, mas fatores como Lava-Jato e crise política impedem a melhora dos pr... Leia mais em: https://veja.abril.com.br/economia/com-retomada-ainda-distante-economistas-seguem-piorando-previsoes/ ***
*** “A única função das previsões econômicas é fazer a astrologia parecer respeitável”, dizia o economista canadense John Kenneth Galbraith. Os críticos da futurologia econômica revisitam a máxima de Galbraith sempre que desejam reafirmar o quanto os economistas falham quando tentam antever o futuro. No momento, o futuro que grande parte dos economistas enxerga para a economia não é nada animador: não apenas o ano de 2015 está perdido, com retração que ficará em torno de 3,5%, mas também 2016. Para os mais pessimistas – ou mais realistas, a depender do ponto de vista -, a recuperação só ocorrerá em 2018. E mais: as previsões, que já eram ruins no início de 2015, só fizeram piorar desde então. Erram os futurologistas, como dizia Galbraith? Dadas as condições atuais, a recuperação realmente não parece estar tão próxima. ***
*** Economia Com retomada ainda distante, economistas seguem piorando previsões Lógica da recuperação da economia passa pela volta da confiança, mas fatores como Lava-Jato e crise política impedem a melhora dos prognósticos Por Luís Lima 6 dez 2015, 17h23 Leia mais em: https://veja.abril.com.br/economia/com-retomada-ainda-distante-economistas-seguem-piorando-previsoes/ ***
*** há 29 minutos Reconta Aí Sem programas sociais, 32,1% da população do País estariam em situação de pobreza em 2020 | Reconta Aí *** Síntese de Indicadores Sociais: em 2020, sem programas sociais, 32,1% da população do país estariam em situação de pobreza Editoria: Estatísticas Sociais 03/12/2021 10h00 | Atualizado em 03/12/2021 10h31 De 2019 para 2020, as proporções da população na extrema pobreza e na pobreza, no Brasil, segundo as linhas do Banco Mundial, recuaram, respectivamente, de 6,8% para 5,7% e de 25,9% para 24,1% da população. Mas, sem os benefícios dos programas sociais, a proporção de pessoas em extrema pobreza teria sido de 12,9% e a taxa de pessoas na pobreza subiria para 32,1%. O rendimento médio domiciliar per capita de 2020 foi de R$ 1.349, com queda de 4,3% ante 2019 (R$1.410). Em 2020, caso não houvesse programas sociais, esse rendimento teria sido 6,0% menor (R$ 1.269), e a queda em relação a 2019 seria de 8,4%. O décimo da população com a menor remuneração teria reduzido em 75,9% os seus rendimentos, sem esses programas sociais. Com a pandemia de Covid-19, o nível de ocupação no Brasil foi o menor da série: 51,0%. Entre os jovens com 14 a 29 anos, esse indicador caiu de 49,4% em 2019 para 42,8% em 2020. No mesmo período, a taxa de informalidade da população ocupada do país caiu de 41,4% para 38,8%. Entre os pretos ou pardos, essa taxa em 2020 era de 44,7%, ante 31,8% da população ocupada branca. Além disso, pretos ou pardos representavam 53,5% da população ocupada, mas 64,5% dos subocupados por insuficiência de horas. Em média, a população ocupada branca (R$ 3.056) tinha um rendimento mensal médio real do trabalho principal 73,3% maior que o da população preta ou parda (R$ 1.764) em 2020. Para os homens, este rendimento (R$ 2.608) era 28,1% maior do que o para as mulheres (R$ 2.037). A pandemia também deixou 10,8% dos estudantes de 6 a 17 anos de idade sem aulas presenciais e sem atividades escolares, em novembro do ano passado, segundo a PNAD Covid. Na educação básica, 42,6% das escolas promoveram aulas ao vivo pela Internet, sendo 35,5% na rede pública e 69,8% na rede privada. No entanto, no período pré-pandemia, apenas 48,6%% dos alunos de 15 a 17 anos de idade em escolas públicas tinham computador e acesso à internet em suas casas. Em 2019, segundo o Ministério da Saúde, o crescimento médio anual do número de óbitos no país foi de 1,9%. Já de 2019 para 2020, primeiro ano da pandemia de Covid-19, o a alta foi de 15,0%, chegando a 1,6 milhão de óbitos. Em 2020, segundo o Ministério da Saúde, a infecção por coronavírus de localização não especificada tirou a vida de 57.681 homens pretos ou pardos e de 56.942 homens brancos. Nos grupos etários abaixo dos 70 anos, o número de óbitos dos pretos ou pardos superou o dos brancos. Nos grupos etários de 0 a 4 anos, morreram duas vezes mais crianças pretas ou pardas do que crianças brancas. Segundo a POF 2017-2018, para 51,4% da população que residia em domicílios alugados, o contrato de locação era apenas verbal. Esse grupo representava 8,6% da população do país. A mesma POF mostrou que 10,3% da população do país viviam em domicílios sujeitos a inundação. Na região metropolitana do Rio de Janeiro, 28,2% da população estavam nesta situação, o maior percentual entre as áreas urbanas das capitais brasileiras. Na mesma região metropolitana do Rio, 26,2% dos trabalhadores demoravam mais de uma hora para chegar ao seu local de trabalho. Nesse indicador, as regiões metropolitanas de São Paulo (22,8%) e Belo Horizonte (16,5%) vinham a seguir. Em maio de 2020, 35,8% da população locatária residia em domicílios onde o aluguel era igual ou superior a 30% do rendimento domiciliar. 5,7% da população do país viviam com menos de R$ 155 por mês O Brasil não tem uma linha de pobreza oficial. A Síntese dos Indicadores Sociais analisa as condições de vida da população brasileira considerando as linhas sugeridas pelo Banco Mundial e, ainda, os critérios adotados em programas sociais do Governo Federal. Em 2020, o país tinha 7,3 milhões de pessoas (3,5% da população) com rendimento mensal per capita de até R$89, abaixo da linha de pobreza extrema do Bolsa Família. Considerando-se a linha de extrema pobreza do Banco Mundial (renda de US$1,90/dia, ou R$155 mensais per capita), encontramos 12 milhões de pessoas (5,7% da população). Já abaixo da linha do BPC (R$261 per capita), havia 22 milhões de pessoas (10,5%). Para o critério de pobreza, há a linha de elegibilidade do Bolsa Família (R$178 per capita), que concentrava 13,6 milhões de pessoas (6,5%); a linha do Banco Mundial de US$5,50/dia, que estava em R$450 mensais per capita e reunia 50,9 milhões de pessoas (24,1%), e a linha de ½ de salário mínimo utilizada para o Cadastro Único do Governo Federal, que estava em R$523 per capita e incluía 61,4 milhões de pessoas (29,1%). Linhas de pobreza monetária com respectivos usos, valores nominais mensais per capita, proporção e total de pessoas consideradas pobres – Brasil – 2020 Linha de Pobreza Referência/uso Valor nominal mensal per capita em 2020 (R$) Pobres Total (1000 pessoas) Proporção (%) EXTREMA POBREZA Bolsa Família (EP) Linha para concessão do benefício básico do programa Bolsa Família 89 7.353 3,5 US$ 1,90 PPC 2011/dia Linha do Banco Mundial para países de renda baixa 155 12.046 5,7 ¼ salário mínimo Linha de concessão do BPC 261 22.064 10,5 POBREZA Bolsa Família Linha de elegibilidade ao programa Bolsa Família 178 13.630 6,5 US$ 3,20 PPC 2011/dia Linha do Banco Mundial para países de renda média-baixa 262 22.465 10,6 50% da mediana Medida de pobreza relativa utilizada pela OCDE 418 46.828 22,2 US$ 5,50 PPC 2011/dia Linha do Banco Mundial para países de renda média-alta 450 50.953 24,1 ½ salário mínimo Cadastro Único do Governo Federal 523 61.452 29,1 Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de População e Indicadores Sociais. Sem programas sociais, 32,1% da população estariam em situação de pobreza Considerando os indicadores de pobreza (US$5,50/dia) e extrema pobreza (US$1,90/dia) pelas linhas do Banco Mundial, houve redução da incidência de extrema pobreza e pobreza no Brasil entre 2019 e 2020: as proporções recuaram, respectivamente, de 6,8% para 5,7% e de 25,9% para 24,1% da população. No entanto, em um cenário hipotético sem os benefícios dos programas sociais, a proporção de pessoas em extrema pobreza teria aumentado de 5,7% para 12,9% e, em situação de pobreza, de 25,9% para 32,1%. De 2012 a 2019, a diferença entre as taxas de pobreza e extrema pobreza, com e sem benefícios de programas sociais, oscilou entre 2 e 3 pontos percentuais. Em 2020, porém, na ausência simulada dos benefícios sociais, a diferença seria de 7,2 pontos percentuais para extrema pobreza e 8,0 pontos percentuais para pobreza. ***
*** Em 2020, o Maranhão era o estado com a maior proporção da sua população (14,4%) em situação de extrema pobreza (linha de US$ 1,90), com Amazonas (12,5%) e Alagoas e Pernambuco (ambos com 11,8%) a seguir. Houve uma queda acentuada da extrema pobreza nesses estados em relação a 2019, quando os percentuais da população abaixo dessa linha eram: Maranhão (21,3%), Amazonas (15,0%), Pernambuco (13,6%) e Alagoas (15,7%). No outro extremo, os estados com os menores percentuais de sua população abaixo da linha de extrema pobreza em 2020 eram Santa Catarina (1,9%) e Rio Grande do Sul (2,4%), com Mato Grosso do Sul e Distrito Federal (ambos com 2,6%) a seguir. Uma em cada três mulheres pretas ou pardas vive em situação de pobreza As taxas de extrema pobreza e pobreza entre pretos e pardos eram de 7,4% e 31,0%, mais que o dobro das taxas observadas entre os brancos: 3,5% e 15,1%. Mulheres pretas e pardas tinham as maiores incidências de pobreza (31,9%) e extrema pobreza (7,5%). Por idade, 8,9% das crianças com até 14 anos de idade eram extremamente pobres e 38,6% pobres. Entre os idosos, as taxas eram de 2,5% e 8,8%, respectivamente. O arranjo domiciliar chefiado por mulheres pretas ou pardas, sem cônjuge e com filhos menores de 14 anos concentrou a maior incidência de pobreza: 17,3% dos moradores desses arranjos tinham rendimento domiciliar per capita inferior a US$ 1,90 e 57,9%, inferior a US$ 5,50. Na ausência dos benefícios, por cor ou raça, as taxas mais que dobram. Para pretos e pardos, a taxa de extrema pobreza sem os programas seria 17,0% e, para brancos, de 7,6%. A diferença passaria, então, de 3,9 pontos percentuais para 9,4 p.p. Mulheres pretas e pardas alcançariam a taxa de pobreza mais elevada entre os grupos (42,4%). Sem programas sociais, rendimento da população mais pobre cairia 75,9% em 2020 O rendimento médio domiciliar per capita de 2020 foi de R$ 1.349, com crescimento de 2,6% em relação a 2012 (R$1.314) e queda de 4,3% ante 2019 (R$1.410). Em 2020, caso não houvesse programas sociais, esse rendimento teria sido 6,0% menor (R$ 1.269), diferença mais intensa do que as observadas em 2012 (1,6% menor) e em 2019 (1,7% menor). Sem os benefícios, o rendimento médio domiciliar per capita de 2020 teria caído 8,4% em relação a 2019 (R$1.386) e mantido estabilidade frente a 2012 (R$1.294). Sem os benefícios, o primeiro décimo (de menores rendimentos) da população teria queda de 75,9% no seu rendimento, e o rendimento do segundo décimo cairia 23,4%. Já nos dois últimos décimos (de maiores rendimentos), quase não haveria variação, com ou sem benefícios. Índice de Gini de 2020 passaria de 0,524 para 0,573 sem os programas sociais Com ou sem os benefícios de programas sociais, o índice de Gini manteria, em diferentes patamares, a redução até 2015 e o crescimento até 2018, com relativa estabilidade em 2019. ***
*** De 2019 para 2020, no entanto, haveria alta de 2,3% sem os benefícios (de 0,560 para 0,573). Com os benefícios, houve queda de 3,7% (de 0,544 para 0,524). No Nordeste, sem os benefícios, o índice de Gini aumentaria 4,5%, passando de 0,598 em 2019 para 0,625 em 2020. Com os benefícios, o índice caiu 6,1% (de 0,560 para 0,526). Já o índice de Palma mostrou que, em 2020, os 10% com maiores rendimentos se apropriaram de 3,71 vezes mais do rendimento total do que os 40% com os menores rendimentos. Sem os benefícios de programas sociais, a desigualdade seria ainda maior, com o valor do índice chegando a 5,39 vezes. Menos da metade das mulheres e dos jovens estavam ocupados em 2020 Em 2020, primeiro ano da pandemia de Covid-19, o nível de ocupação, que corresponde ao percentual de pessoas em idade para trabalhar que estavam ocupadas, atingiu 51,0%, o menor valor da série histórica, de acordo com a PNAD Contínua. Entre os jovens de 14 a 29 anos, esse indicador, que já era baixo em 2019 (49,4%), recuou para 42,8%, em 2020. O nível de ocupação das mulheres foi de 41,2%. Já dos homens, 61,4%. A proporção de trabalhadores pretos ou pardos (53,5%) ocupados foi maior que a de brancos (45,6%). Contudo, pretos ou pardos ocupavam postos, principalmente, na agropecuária (60,7%), na construção (64,1%) e nos serviços domésticos (65,3%), atividades com rendimentos inferiores à média em todos os anos da série histórica. Na comparação com 2019, os efeitos da pandemia no mercado de trabalho afetaram mais os grupos vulneráveis e com menor escolaridade. Os contingentes de mulheres (-10,9%) e de pretos ou pardos (-10,5%) sofreram as maiores reduções nas ocupações, considerando todos os níveis de instrução. Houve também grande queda de pessoas ocupadas sem instrução ou com o ensino fundamental incompleto (-19,0%). Informalidade atinge 44,7% dos pretos ou pardos e 31,8% dos brancos Cerca de 44,7% da população preta ou parda estava em ocupações informais, ante 31,8% da população branca. Essas proporções correspondiam a 12,5 milhões de brancos, ante 20,7 milhões de pretos ou pardos na informalidade. Embora tenha havido redução das pessoas em ocupações informais em 2020, a diferenciação entre cor ou raça se mantém (gráfico a seguir). ***
*** O percentual de trabalhadores informais (empregados e trabalhadores domésticos sem carteira assinada, conta própria e empregador, ambos, não contribuintes para a Previdência Social e trabalhador familiar auxiliar) chegou ao seu maior nível em 2019 (41,1%) e caiu para 38,8% em 2020, denotando que a queda da economia afetou mais intensamente os trabalhadores informais. Brancos ganharam 73,3% mais do que pretos ou pardos A população ocupada branca (R$ 3.056) teve rendimento médio real do trabalho, em média, 73,3% maior que o da população preta ou parda (R$ 1.764) em 2020. Os homens (R$ 2.608) ganharam 28,1% mais do que as mulheres (R$ 2.037). Os rendimentos médios do trabalho principal das pessoas ocupadas no Norte e no Nordeste foram 74,4% e 71,0% da média nacional (R$ 2.372), respectivamente. Piauí (R$ 1.311) e Maranhão (R$1.376) tiveram os menores rendimentos médios entre as unidades da federação. Já os maiores estavam no Distrito Federal (R$ 4.144) e em São Paulo (R$ 3.013). Pretos ou pardos eram 53,5% dos ocupados, mas chegava a 64,5% dos subocupados A taxa composta de subutilização passou de 24,4%, em 2019, para o ponto mais alto da série em 2020: 28,3%, o que representava 31,7 milhões de pessoas. Embora tenha sido notada uma redução dos subocupados por insuficiência de horas em relação a 2019, esse contingente (6,1 milhões) permaneceu acima de 7% da população ocupada. A comparação entre os dois extremos da série disponível (2016-2020) mostra que, enquanto a população ocupada reduziu 4,1 milhões de pessoas, a população subocupada aumentou 1,1 milhão. As mulheres representavam, em 2020, 41,7% da população ocupada, mas 52,4% da população subocupada por insuficiência de horas. Pretos ou pardos eram 53,5% dos ocupados, porém 64,5% dos subocupados. Trabalhadores sem instrução ou com o ensino fundamental incompleto eram 21,6% do primeiro grupo, mas 31,5% do segundo. Em novembro de 2020, 10,8% dos estudantes não tinham atividades escolares Em 2020, segundo o Inep, as escolas do país ficaram em média 279,4 dias sem aulas presenciais em todos os níveis da educação básica: 287,5 dias na rede pública e 247,7 dias na rede privada. A maior média de dias de suspensão das atividades presenciais nas escolas foi no Nordeste (299,2 dias), com destaque para a rede pública (307,1 dias). A PNAD Covid19 mostrou que, em novembro de 2020, 92,2% dos estudantes de 6 a 17 anos das redes pública e privada não contavam com aulas presenciais; 5,4% frequentavam aulas presenciais parcialmente e somente 2,4% estavam tendo aulas presenciais normalmente. Ainda segundo a PNAD Covid19, no grupo de estudantes de 6 a 17 anos sem aulas presenciais e sem atividades escolares (10,8% no total), o percentual na rede pública (12,4%) foi 4,3 vezes maior do que o na rede privada (2,9%). Segundo o Inep, na educação básica, 42,6% das escolas promoveram aulas ao vivo mediadas pela Internet e com possibilidade de interação direta entre professor e alunos, sendo 35,5% na rede pública e 69,8% na rede privada. Acre (8,1%), Amazonas (9,9%) e Pará (13,2%) tiveram os menores percentuais na rede pública, enquanto os menores percentuais na rede privada foram no Rio Grande do Sul (56,9%), Roraima (57,1%) e Maranhão (60,0%). Na pré-pandemia, só 50,4% dos alunos de 15 a 17 anos na rede pública tinham computador Segundo a PeNSE 2019, dos 6,8 milhões de estudantes de 15 a 17 anos, somente 54,0% tinham acesso simultâneo à Internet e computador ou notebook em casa no ano pré-pandemia. Entre os estudantes da rede privada, 90,5% tinham acesso à Internet e computador ou notebook no domicílio, simultaneamente. Na rede pública, 85,3% tinham acesso à Internet em casa, mas apenas 50,4% tinham computador ou notebook. Cerca de 67,3% dos estudantes brancos dessa faixa etária tinham acesso simultâneo a computador ou notebook e Internet no domicílio, ante 46,8% dos estudantes pretos ou pardos. Famílias com mulheres sem cônjuge tinham acesso restrito aos serviços de saúde Pessoas vivendo em arranjos familiares formados por mulher sem cônjuge e com filho(s) até 14 anos tinham maior proporção de restrição de acesso a medicamentos (20,7%) e a serviços de saúde (33,5%) em relação ao conjunto da população (16,4% e 26,2%, respectivamente). Quando a pessoa de referência era mulher preta ou parda, as restrições se mostraram ainda mais severas: 22,5% das pessoas nesses arranjos sofreram restrição a medicamentos e 35,6% a serviços de saúde. De 2019 para 2020, país ganhou quase 20 mil leitos complementares De acordo com o Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (CNES), em 2010, para cada mil habitantes havia 1,73 leito hospitalar de internação disponível para o SUS; em 2019, chegou a 1,42 e, em 2020, aumentou para 1,46 por mil habitantes. Em relação aos leitos complementares (de assistência especializada e características especiais, como as unidades de isolamento, isolamento reverso e as unidades de tratamento intensiva e semi-intensiva), a disponibilidade no SUS em 2010 era de 0,12 leito por mil habitantes; em 2019 era de 0,15 e em 2020, 0,19 por mil habitantes. Houve um aumento significativo de leitos complementares em 2020 (19.633 novos leitos em relação a 2019), totalizando 79.038 leitos. A maior parcela (16.695) deve-se ao enfrentamento da pandemia. Foram 14.690 novos leitos de UTI adulta e 560 de UTI pediátrica. ***
*** O total de leitos (internação e complementares) no Brasil, em 2020, era de cerca de 522 mil leitos, ou 2,46 por mil habitantes. Distrito Federal (3,15) e Rio Grande do Sul (3,00) apresentaram as maiores quantidades, em oposição a Amapá (1,66), Amazonas (1,67) e Sergipe (1,76), com os menores valores. Ainda segundo o CNES, em 2020, havia um total de 422.647 médicos no país, ou 1,99 médico por mil habitantes. Maranhão (0,84), Pará (0,86) e Amapá (0,99) apresentavam razões inferiores a 1. No outro extremo, o DF apresentou 3,52 médicos por mil habitantes. Número de óbitos no país cresce 15% em um ano Em 2019, segundo o Ministério da Saúde, o crescimento médio anual do número de óbitos no país foi de 1,9%. Já de 2019 para 2020, primeiro ano da pandemia de Covid-19, a alta foi de 15,0%, chegando a 1,6 milhão de óbitos. Em 2019, as principais causas de morte foram Doenças do aparelho circulatório (27,0% dos óbitos) e Neoplasias (tumores), com 17,4%. Em 2020, as proporções dessas causas caíram para 22,8% e 14,7%, respectivamente. Já as Doenças infecciosas e parasitárias, que incluem a ‘Infecção por Coronavírus de localização não especificada’, se tornaram o segundo maior motivo de mortalidade em 2020, com 265 mil óbitos (17,0% do total). Em 2019, os óbitos registrados nesse grupo foram 57 mil, ou 4,1%. Em 2019, no grupo de 60 a 69 anos de idade, 9 mil pessoas morreram de alguma doença infecciosa ou parasitária e nenhum desses casos foi por Coronavírus. Já em 2020, o número de óbitos subiu para 56 mil, sendo 47 mil destas por Coronavírus. Abaixo dos 70 anos, número de óbitos dos pretos ou pardos superou a dos brancos Em 2020, segundo o Ministério da Saúde, a infecção por Coronavírus de localização não especificada tirou a vida de 57.681 homens pretos ou pardos, e a de 56.942 homens brancos. Pelo lado feminino, o número de mulheres brancas (45.020) levadas pela doença superou o de pretas ou pardas (40.984). Considerando-se os óbitos com a mesma causa por grupos etários (tabela abaixo), o número de mortos pretos ou pardos superou o dos brancos em todas as idades abaixo dos 70 anos. Nos grupos etários de 0 a 4 anos, morreram duas vezes mais crianças pretas ou pardas do que crianças brancas. Nos demais grupos etários, as diferenças percentuais entre o número de óbitos dos pretos ou pardos variou dos 80% (15 a 19 anos) aos 7% (60 a 69 anos). Número de óbitos por (CID 10 B34.2) Infecção por coronavírus de localização não especificada por sexo e cor/raça, segundo grupos de idade - Brasil - 2020 Grupos de idade Número de óbitos por (CID 10 B34.2) Infecção por coronavírus de localização não especificada Homens brancos Mulheres brancas Homens pretos ou pardos Mulheres pretas ou pardas Total 56.942 45.020 57.681 40.984 Infantil 39 32 89 69 01 a 04 anos 18 27 51 51 05 a 09 anos 20 14 33 27 10 a 14 anos 20 23 38 30 15 a 19 anos 60 56 102 107 20 a 29 anos 382 325 601 424 30 a 39 anos 1.394 897 2.113 1.290 40 a 49 anos 3.189 2.065 4.776 2.770 50 a 59 anos 6.875 4.275 8.648 5.308 60 a 69 anos 13.291 8.594 14.062 9.336 70 a 79 anos 15.935 11.595 14.787 10.421 80 anos ou mais 15.715 17.117 12.368 11.150 Branco/Ignorado 4 0 13 1 Fonte: Ministério da Saúde. Painel de monitoramento de mortalidade CID-10, 2010-2020. Acesso em 08/09/2021. Entre a população de com 70 anos ou mais cuja causa de morte foi Infecção por Coronavírus de localização não especificada, o percentual mais elevado foi da população branca, 30,1%, enquanto pretos ou pardos registraram 24,3%. Mas nos demais grupos de idade, os pretos ou pardos tiveram os percentuais mais elevados: 24,9%, contra 20,7% dos brancos. Metade dos locatários tinha contratos informais de aluguéis A POF 2017-2018 mostrou que para 51,4% da população que residia em domicílios alugados, o contrato de locação era apenas verbal. Esse grupo representava 8,6% do total da população. A taxa de informalidade nos contratos de aluguel era quase de 72,4% no quinto populacional de menor rendimento domiciliar per capita e quase três vezes menor (27,1%) no quinto com maiores rendimentos. Além disso, era de 16,0 pontos percentuais a diferença entre o índice encontrado na população branca (42,7%) e o da população preta ou parda (58,7%). Mais 1/3 da população atrasou pagamento de serviços domiciliares Mais de um terço (37,5%) da população integravam famílias que atrasaram o pagamento de serviços de água, eletricidade ou gás por dificuldades financeiras ao menos uma vez em um período de 12 meses, segundo a POF 2017-2018. Essa proporção foi mais elevada entre os pretos ou pardos, entre os jovens, e nos domicílios do quinto de menor rendimento monetário per capita. A proporção da população em famílias inadimplentes no pagamento de serviços atingiu 54,3% no Amazonas. A menor proporção (19,7%) foi de Santa Catarina. Cerca de 54,1% das pessoas que integravam famílias chefiadas por mulheres, sem cônjuge e com filho de até 14 anos enfrentaram situações de inadimplência de serviços (luz, gás, água e esgoto etc.). Este foi o tipo de arranjo familiar com o maior percentual de inadimplência. 10,3% da população do país viviam em domicílios sujeitos a inundação Em 2017-2018, 10,3% da população compunham famílias que consideravam que seu domicílio estava localizado em área sujeita a inundação. Outros 2,9% identificavam que seu domicílio se situava em encosta ou área sujeita a deslizamento. A POF estimou que 28,2% da população região metropolitana do Rio de Janeiro residiam em domicílios situados em áreas sujeitas a inundação, o percentual mais alto entre as localidades analisadas. E a região metropolitana de Maceió mostrou o maior percentual de pessoas residindo em domicílios situados em encostas ou áreas sujeitas a deslizamentos. 9,8% da população levam mais de 1 hora para chegar ao trabalho A POF 2017-2018 mostrou ainda que 9,8% da população brasileira ocupada demoravam mais de uma hora no deslocamento até o local de trabalho. Entre os moradores das áreas urbanas das capitais e das Regiões Metropolitanas, esse percentual chegou a 16,7%. Entre as 27 áreas urbanas das capitais e das regiões metropolitanas integradas por capitais analisadas pela SIS, a do Rio de Janeiro apresentou o maior percentual de pessoas ocupadas que levavam mais de uma hora para chegar ao trabalho: 26,2%, ou mais de um quarto de seus trabalhadores. São Paulo (22,8%) e Belo Horizonte (16,5%) vinham a seguir. Ônus excessivo com aluguel atingiu mais de 1/3 dos locatários durante pandemia A PNAD COVID19 mostrou que em maio de 2020, 35,8% da população locatária residia em domicílios onde o aluguel era igual ou superior a 30% do rendimento domiciliar – situação classificada como de ônus excessivo com aluguel. Nos meses seguintes, essa proporção recuou, chegando a 27,2% em agosto de 2020. Sem os rendimentos dos auxilíos emergenciais relacionados a pandemia, a ocorrência de ônus excessivo com aluguel teria chegado a 49,6% em maio de 2020. *** *** https://agenciadenoticias.ibge.gov.br/agencia-sala-de-imprensa/2013-agencia-de-noticias/releases/32418-sintese-de-indicadores-sociais-em-2020-sem-programas-sociais-32-1-da-populacao-do-pais-estariam-em-situacao-de-pobreza *** ***

CAIS

Guedes: ‘Tem o Brasil dos críticos e tem o Brasil do governo’ oglobo.globo.com 3 de dez de 2021 ***
*** Guedes: 'Tem o Brasil dos críticos e tem o Brasil do governo' Ministro da Economia diz que reduziu leitura de notícias porque 'fica desanimado' 1:00 AM · 3 de dez de 2021·dlvr.it Boa Sexta-feira! @conversaCAMBIAL ***
*** Nas entrelinhas: Guedes perdeu o rumo, mas ninguém tem uma alternativa Publicado em 03/12/2021 - 06:13 Luiz Carlos AzedoComunicação, Desemprego, Educação, Eleições, Governo, Memória, Partidos, Política, Política, Trabalho O processo eleitoral é um fator de incertezas; ao mesmo tempo, é a travessia a ser feita, porque um novo governo terá credibilidade para tirar a economia da estagnação. O problema é que todos os pré-candidatos estão fugindo do debate econômico A desaceleração global da indústria e a redução do preço das commodities podem provocar uma tempestade perfeita no Brasil, se a economia brasileira continuar fora de controle e desacelerando. Na prática, o único instrumento disponível para evitar uma explosão dos preços é a alta dos juros. O ministro da Economia, Paulo Guedes, perdeu a credibilidade e a economia está ancorada apenas na política monetária, ou seja, na ortodoxia do Banco Central (BC). Os números divulgados, ontem, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revelam que o Brasil está vivendo uma “recessão técnica”, puxada pelo agronegócio — pasmem! —, que teve uma queda de atividade de 8% no terceiro trimestre de 2021. O PIB variou -0,1% em relação ao trimestre imediatamente anterior. A Indústria ficou estável (0,0%) e os Serviços subiram (1,1%). No setor externo, tanto as exportações de bens e serviços (-9,8%) quanto as importações de bens e serviços (-8,3%) tiveram quedas em relação ao segundo trimestre de 2021. Mesmo assim, o PIB cresceu 4,0% frente ao mesmo período do ano passado. É aí que mora o perigo, por causa da falta de compromisso com o equilíbrio fiscal e o auto-engano do governo em relação ao desempenho da economia, haja vista o baluartismo do presidente Jair Bolsonaro nas viagens que fez à Itália e aos Emiratos Árabes. O PIB desse ano deve crescer 5%, mas esse crescimento é relativo ao desempenho da economia no ano passado, quando a recessão foi de -4,1%, a pior retração em 24 anos. Ou seja, estamos diante de um “voo de galinha”, que pode virar um mergulho no mar de incertezas de 2022. Enquanto a política segue seu curso intangível, sem previsibilidade do que vai ocorrer nas eleições presidenciais do próximo ano, o debate eleitoral que se avizinha, pelas manifestações dos pré-candidatos até agora, não é nada animador. Ninguém tem uma proposta clara para a economia, e as narrativas predominantes, tanto no governo quanto na oposição, são de viés populista, sem nenhum compromisso com o problema fiscal nem uma chave realista para a retomada do crescimento. A principal causa de revisão das expectativas para o PIB em 2022 é a inflação, que deve obrigar o Banco Central a subir ainda mais os juros, com efeito negativo sobre o consumo das famílias e o investimento das empresas. O mercado financeiro está prevendo uma inflação de 8,4% em 2021. O PIB do próximo ano foi revisado de 1,7% para 1,3%. Incertezas eleitorais Mesmo com o novo Auxílio Brasil, viabilizado ontem pela aprovação da PEC dos Precatórios no Senado, a renda das famílias deve crescer 1,5%. A taxa de desemprego deve chegar aos níveis pré-pandemia somente em 2023. Além disso, haverá uma acomodação de preços das commodities, principalmente de minérios, além de redução das exportações para a China. O espetacular crescimento do superavit da balança comercial, que foi de US$ 76,6 bilhões em 2021, deve desacelerar em 2022, ficando em US$ 74,1 bilhões. É aí que a questão eleitoral ganha contornos dramáticos. O processo eleitoral é um fator de incertezas para a mercado financeiro. Ao mesmo tempo, é a travessia a ser feita, porque um novo governo terá credibilidade para adotar medidas econômicas e tirar a economia da estagnação. O problema é que todos os pré-candidatos estão fugindo do debate econômico; apenas emitem sinais de fumaça, quando indicam um porta-voz econômico — como fez o ex-ministro Sergio Moro ao indicar Antonio Celso Pastore para comandar seu programa econômico — ou lançam propostas que miram muito mais os interesses corporativos do que, propriamente, uma saída da crise — como fez o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ao falar dos preços dos combustíveis e da Petrobras. O único pré-candidato que tem propostas claras e conhecidas para a economia é Ciro Gomes (PDT). Mas o ex-ministro da Fazenda de Itamar Franco nas eleições de 1994 não tem a simpatia do mercado financeiro. Com prefácio do Roberto Mangabeira Unger, seu livro Projeto Nacional, o Dever da Esperança propõe a retomada do percurso inaugurado pela Era Vargas e interrompido no início da década de 1980. “O neoliberalismo nos trouxe até aqui. Mas não nos tirará daqui”, avalia. Acontece que o nacional-desenvolvimentismo é considerado um modelo esgotado pela globalização. *** *** https://blogs.correiobraziliense.com.br/azedo/nas-entrelinhas-guedes-perdeu-o-rumo-mas-ninguem-tem-uma-alternativa/?fbclid=IwAR3j5XlOkkIAVmuw5cQ6S3WEcJek4z63wTqNw6WGytJV4wIbfES1pKw3L00 *** *** ** *** Bernard Appy: "A reforma tributária não foi prioridade de nenhum governo" 5.499 visualizaçõesEstreou em 2 de dez. de 2021 *** Marco Antonio Villa 645 mil inscritos Reforma tributária é mais que necessária. No Congresso há dois bons projetos tramitando. É necessário corrigir as distorções do Imposto de Renda O Brasil não tem tributação e dividendos. A reforma tributária terá um impacto positivo sobre o crescimento econômico A carga tributária do Brasil é de 33%, pouco abaixo da média da OCDE (34%). Mas é alta quando comparada com os países em desenvolvimento. A renúncia fiscal é de 4% do PIB. *** *** https://www.youtube.com/watch?v=crhFwpmYaVk *** *** Tweet Ver novos Tweets Conversa Jornal O Globo @JornalOGlobo Guedes: ‘Tem o Brasil dos críticos e tem o Brasil do governo’ oglobo.globo.com Guedes: 'Tem o Brasil dos críticos e tem o Brasil do governo' Ministro da Economia diz que reduziu leitura de notícias porque 'fica desanimado' 1:00 AM · 3 de dez de 2021·dlvr.it Cansei de Ilusões Maria Bethânia *** *** Mentira, foi tudo mentira Você não me amou Mentira, foi tanta mentira Que você contou Tão meigos os seus olhos Por Deus eu nem desconfiei Histórias tão tristes Você contou E acreditei Pois quase chorei Agora desfeita a farsa Só resta esquecer Mentiras que calam na alma fazendo sofrer Rasguei suas cartas Queimei suas recordações Mentiras Cansei de ilusões *** *** https://www.letras.mus.br/maria-bethania/1363224/ *** *** E um saveiro pronto pra partir "Quão mais longe se torna o cais, lindo é voltar É difícil meu caminhar, mas vou tentar" ***
*** “…Dois anos sem aumento salarial para o inimigo…” Para os amigos fundos "afastados da costa" em paraísos fiscais ancorados às variações cambiais!!! *** O Fundo Offshore é um tipo de fundo de investimento cuja gestão ocorre no Brasil, mas os ativos encontram-se no exterior, em países onde os impostos são menores — como na Suíça, Ilhas Cayman e Luxemburgo.3 de set. de 2021 Fundo Offshore: saiba o que é e como funciona - Mais Retorno “NÓS JÁ COLOCAMOS A GRANADA NO BOLSO DO INIMIGO”, DIZ PAULO GUEDES EM VÍDEO 25 de maio de 2020 por Imprensa em Administrativo, Dataprev, Destaques, Notícias - Dataprev Comentários desativadosem “Nós já colocamos a granada no bolso do inimigo”, diz Paulo Guedes em vídeo Durante a reunião ministerial do dia 22 de abril, cuja exibição pública foi autorizada pelo Supremo Tribunal Federal, a ministro da Economia, Paulo Guedes, desferiu outro brutal ataque aos servidores públicos. Confira o vídeo com a fala do ministro *** *** PUBLICAÇÕES RELACIONADAS *** **** http://sindpdrj.org.br/portal/v2/2020/05/25/nos-ja-colocamos-a-granada-no-bolso-do-inimigo-diz-paulo-guedes-em-video/ *** *** Leia a íntegra da transcrição da reunião ministerial de 22 de abril Celso de Mello liberou gravação Encontro ocorrido em 22.abr Bolsonaro teria sinalizado intervir na PF ***
*** O presidente Jair Bolsonaro em reunião com seus ministros. Na ocasião, o chefe do Executivo teria tentado intervir da Polícia Federal, de acordo com acusações de Sergio Moro *** PODER360 22.maio.2020 (sexta-feira) - 17h38 atualizado: 23.maio.2020 (sábado) - 1h31 O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Celso de Mello liberou nesta 6ª feira (22.mai.2020) o vídeo de reunião entre o presidente Jair Bolsonaro e ministros do dia 22 de abril. Eis a íntegra (22 MB) da transcrição. A gravação é o principal elemento do inquérito que apura no Supremo suposta interferência do presidente Jair Bolsonaro na Polícia Federal, conforme relatou o ex-ministro da Justiça e Segurança Pública Sergio Moro. Assista a íntegra da reunião ministerial (1h55min): *** *** Leia abaixo a transcrição completa da reunião dos ministros: Braga Netto: Posso chamar a atenção do Ramos? Jair Bolsonaro: (Ininteligível). Braga Netto: Ô ministro Ramos, por favor, vamos prestar atenção. Ramos: Sim senhor. Braga Netto: (Risos). Muito obrigado. Hamilton Mourão: (Ininteligível). Braga Netto: O senhor gostou? Hamilton Mourão: Bota ordem nesse troço aí, dá logo um esporro … Braga Netto: Senhores, bom dia. É .. . é … essa reunião é por solicitação minha ao Presidente da República, porque … é … nós iríamos apresentar isso à imprensa que não foi apresentado e começaram uma ... Leia mais no texto original: (https://www.poder360.com.br/governo/leia-a-transcricao-dos-trechos-da-reuniao-ministerial-destacados-pelo-stf/) © 2021 Todos os direitos são reservados ao Poder360, conforme a Lei nº 9.610/98. A publicação, redistribuição, transmissão e reescrita sem autorização prévia são proibidas. ***
*** STF: Celso de Mello retira sigilo de vídeo de reunião ministerial Vídeo foi citado por Moro como prova de interferência na PF Publicado em 22/05/2020 - 17:19 Por André Richter - Repórter da Agência Brasil - Brasília Atualizado em 22/05/2020 - 18:40 O ministro Celso de Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu hoje (22) retirar o sigilo parcial da gravação audiovisual da reunião ministerial realizada no dia 22 de abril. Pela decisão, somente a parte da reunião que envolveu discussões sobre outros países não será divulgada. O ministro é relator do inquérito sobre a suposta interferência política do presidente Jair Bolsonaro na Polícia Federal (PF). A reunião foi citada pelo ex-ministro da Justiça e Segurança Pública Sergio Moro durante depoimento prestado à PF, no início do mês, como suposta prova da interferência. Na semana passada, antes da decisão do ministro Celso de Mello, o procurador-geral da República, Augusto Aras, defendeu no STF a divulgação somente das falas do presidente relacionadas com a investigação. No parecer, Aras afirmou que a divulgação da íntegra da reunião ministerial contraria regras e princípios constitucionais de investigação A Advocacia-Geral da União (AGU) também defendeu divulgação de todas as falas do presidente, mas pediu que o sigilo seja mantido no caso de falas de outras autoridades que estavam presentes sobre "nações amigas” e comentários “potencialmente sensíveis” do ministro das Relações Exteriores e da Autoridade Monetária (Banco Central). A defesa de Moro também enviou sua manifestação e defendeu a divulgação da reunião na íntegra. Desde a exoneração de Moro, o presidente nega que tenha pedido para o então ministro interferir em investigações da PF. Em um dos trechos da degravação feita pela PF, Jair Bolsonaro reclama de matérias jornalísticas contra membros de sua família e fala sobre o sistema de informações da Presidência. “O meu particular funciona. Os ofi... que tem oficialmente, desinforma. E voltando ao tema: prefiro não ter informação do que ser desinformado por sistema de informações que eu tenho. Então, pessoal, muitos vão poder sair do Brasil, mas não quero sair e ver a minha a irmã de Eldorado, outra de Cajati, o coitado do meu irmão capitão do Exército lá de Miracatu se f*, p*! Como é perseguido o tempo todo. Aí a b* da Folha de S.Paulo diz que meu irmão foi expulso dum açougue em Registro, que tava comprando carne sem máscara. Comprovou no papel, tava em São Paulo esse dia. O dono do restaurante, do açougue falou que ele não tava lá. E fica por isso mesmo. Eu sei que é problema dele, né? Mas é a p* o tempo todo pra me atingir, mexendo com a minha família. Já tentei trocar gente da segurança nossa no Rio de Janeiro, oficialmente, e não consegui! E isso acabou. Eu não vou esperar f* a minha família toda, de sacanagem, ou amigos meu, porque eu não posso trocar alguém da segurança na ponta da linha que pertence a estrutura nossa. Vai trocar! Se não puder trocar, troca o chefe dele! Não pode trocar o chefe dele? Troca o ministro! E ponto final! Não estamos aqui pra brincadeira.” Em outra parte da reunião, o presidente disse que não poderia ser surpreendido com notícias divulgadas pela imprensa. “Eu não posso ser surpreendido com notícias. Eu tenho a PF que não me dá informações. Eu tenho as inteligências das Forças Armadas que não tenho informações. Abin tem os seus problemas, tenho algumas informações. Só não tenho mais porque tá faltando, realmente, temos problemas, pô! Aparelhamento etc. Mas a gente num pode viver sem informação. Sem info... quem é que nunca ficou atrás da porta ouvindo o que seu filho ou sua filha tá comentando. Tem que ver pra depois que e... depois que ela engravida, não adianta falar com ela mais. Tem que ver antes... depois que o moleque encheu os cornos de droga, já não adianta mais falar com ele, já era.” Leia a degravação completa do vídeo. O vídeo está disponível no site do Supremo Tribunal Federal (parte 1, parte 2, parte 3, parte 4, parte 5, parte 6, parte 7, parte 8, parte 9, parte 10) Matéria ampliada às 18h40 Edição: Aline Leal *** *** https://agenciabrasil.ebc.com.br/justica/noticia/2020-05/ministro-do-stf-retira-sigilo-de-video-de-reuniao-ministerial *** *** Publicidade não é propaganda. É transparência governamental e informação ao cidadão. RAQUEL CARVALHO NOVEMBRO 6, 2018 COMENTE! ARTIGOS Publicidade não é propaganda. É transparência governamental e informação ao cidadão. ***
*** TEMPO DE LEITURA: 44 MINUTOS Sumário [Ocultar] 1. Publicidade não é propaganda 2. Publicidade e seus contornos histórico, subjetivos, constitucional e legislativo 3. Classificação: publicidade em sentido amplo e restrito, transparência ativa e passiva 4. A clara tendência jurisprudencial em favor da divulgação de dados públicos como meio de garantir a publicidade na esfera administrativa 5. As dificuldades do Brasil em observar a transparência e a publicidade 1. Publicidade não é propaganda A publicidade é instrumento essencial de concretização dos demais elementos do regime jurídico administrativo. Trata-se de meio eficiente para afastar o sigilo injustificável em qualquer Estado que se pretenda democrático e, portanto, sujeito à exigência de transparência estatal. Como esclarece a doutrina comparada, a democracia é um sistema que se pressupõe, por definição, transparente: “o poder e os seus órgãos, pensa-se, não devem ter segredos para os cidadãos, uma vez que estes são os autênticos titulares e ‘proprietários’ daquele. É notório, aliás, que os sistemas autoritários ou totalitários tendem naturalmente a levantar um impenetrável véu de mistério sobre a atuação de seus poderes: o segredo certamente aumenta a eficácia das técnicas de dominação e controle social.”[1] Também a doutrina brasileira adverte que “As idéias de publicidade e transparência parecem ser complementares. A partir da acepção comum das palavras, pode-se entender a publicidade como característica do que é público, conhecido, não mantido secreto. Transparência, ao seu turno, é atributo do que é transparente, límpido, cristalino, visível; (…)”. Daí se concluir que os atos administrativos devem ser públicos (levados ao conhecimento dos interessados por instrumentos legalmente previstos) e transparentes (devem permitir enxergar com clareza seu conteúdo e todos elementos de sua composição, inclusive motivo e finalidade, para que seja possível efetivar seu controle).[2] Para evitar a manipulação indevida dos cidadãos e ensejar o real controle de juridicidade dos comportamentos estatais, tem-se a exigência publicidade que não se confunde com a ideia de propaganda afetada ao marketing. Isso porque, é entendimento assente que a publicidade implica transparência do comportamento e visa dar à sociedade o poder de avaliar e fiscalizar o fiel cumprimento dos objetivos públicos, enquanto a propaganda subverte o processo e, por se tratar de forma de manipulação das grandes massas, acaba por tirar da sociedade este controle, tornando-o disponível às maquinações do poder oportunista. A propaganda realça elementos puramente emotivos, recorre frequentemente a estereótipos, põe em relevo apenas certos aspectos da questão, revelando caráter sectário e, como bem pontua Gisela Gondin Ramos, “se com a publicidade, é o povo quem controla o poder; na propaganda, é o poder que controla o povo.”[3] À obviedade, não é entretenimento ou ardilosa manipulação que se espera da concretização da publicidade. O objetivo é fazer direta oposição aos indevidos procedimentos sigilosos, secretos, inquisitoriais. Nessa perspectiva, adverte-se a insuficiência, para seu cumprimento, da mera publicação, que significa nada mais que uma formalidade, muitas vezes inócua. “Com efeito, a publicação é apenas um dos elementos da publicidade que, para se configurar segue muito além reclamando, de fato e de direito, a indispensável transparência. E isto significa que, além de publicada, a informação seja compreensível ao destinatário. Exige, pois, que o cidadão tenha efetivas condições de cientificar-se do conteúdo e da finalidade da informação, e captar com certeza e segurança todas as implicações dela decorrentes.”[4] 2. Publicidade e seus contornos histórico, subjetivos, constitucional e legislativo Historicamente, é comum, na realidade administrativa, que situações sigilosas e dados guardados em segredo estejam ligados a desvios e práticas espúrias. Não há dúvida que regimes totalitários como o nazismo afastaram a publicidade, assim como inúmeras ditaduras implantadas na América Latina no século XX. Para evitar a perpetuação ou regresso de tais vícios, é essencial viabilizar que a sociedade conheça os comportamentos públicos, sejam eles comissivos, sejam eles omissivos. Nesse sentido, permitir o acesso ao conteúdo da atividade estatal é, primeiramente, fator inibidor do exercício desregrado do poder, o que é o melhor caminho para melhoria da sua eficiência e exclusão de práticas corruptas. A doutrina brasileira tem buscado o equilíbrio entre a transparência, que é dever de todo governo democrático, e a inviolabilidade da vida privada, na construção da lógica ponderada que orienta o Estado Democrático de Direito. Nesse sentido adverte que “Nos quadrantes de um Estado Totalitário há uma completa inversão desta lógica. O Estado se oculta e, ao mesmo tempo, assenhoreia-se da vida dos súditos, devassa-lhes a intimidade e os converte, de acordo com a execrável expressão nazista, em ‘homens de vidro’.”[5] A ideia é viabilizar o acesso à informação pública, essencial para que se concretize a democracia participativa, sem desrespeito ao núcleo fundamental da intimidade e privacidade humanas. O fim da cultura do sigilo, com implantação da cultura da transparência, nesse contexto, é instrumento de concreção do exercício democrático do Poder, porquanto viabiliza, inclusive, a efetiva participação cidadã. A esse propósito, confiram-se as lições de Juliano Heinen no sentido de que “A noção de controle está ligada, essencialmente à noção de república e de democracia. Ela já vinha plasmada, pela via da transparência, em inúmeros dispositivos de cartas de direitos transnacionais, as quais autorizam que todo o cidadão possa pedir para qualquer autoridade pública a prestação das contas dos seus atos.”[6] Considerando a transparência, a partir da interação da publicidade conjugada com o direito à informação e com o princípio democrático, como dever imposto no exercício das funções administrativas, tem-se claro o repúdio à sacralização injustificada do segredo e a necessidade de sua realização potencializar a efetividade do controle. Para que a publicidade seja realmente instrumento de garantia de concreção possível de todos os demais princípios administrativos, ensejando o controle da juridicidade pública, é necessária divulgação de conteúdo que seja passível de absorção. Referimo-nos aqui à limpidez da informação pública à sociedade, o que requer compromisso com a transparência efetiva em favor dos cidadãos. Para esse dever seja cumprido, o Estado deve informar de forma tempestiva e compreensível, além de reconhecer que a titularidade do direito à informação pertence aos cidadãos, não aos agentes públicos. A compreensão é que a informação é bem público e se impõe como regra; o sigilo é exceção e precisa ter fundamento legal, além de hipótese fática suficiente demonstrada em motivação ampla e adequada. Os administrativistas vêm sublinhando a extensão do dever de transparência em face de toda a Administração Pública: “Por fim, é importante que não se deixe de fora o registro de que ao princípio da publicidade deve submeter-se todas as pessoas administrativas, quer as que constituem as próprias pessoas estatais, quer aquelas outras que, mesmo sendo privadas, integram o quadro da Administração Pública, como é o caso das entidades paraestatais (empresas públicas, sociedades de economia mista e fundações públicas).”[7] De fato, onde houver a presença da estrutura administrativa do Estado, é indispensável que a publicidade seja uma realidade objetiva, sob pena de comprometimento do próprio regime jurídico de direito público. Na Constituição, são vários os dispositivos que consagram a publicidade. O art. 5°, XXXIII, determina que todos têm direito a receber dos órgãos públicos informações de seu interesse particular, ou de interesse coletivo ou geral, que serão prestadas no prazo da lei, sob pena de responsabilidade, ressalvadas aquelas cujo sigilo seja imprescindível à segurança da sociedade e do Estado. O art. 5°, XIV, da Constituição assegura a todos o acesso à informação, resguardado o sigilo da fonte, quando necessário ao exercício profissional e o art. 5°, XXXIV, garante a todos, independente de pagamento de taxas, direito de petição ao Poder Público em defesa de direitos ou contra ilegalidade ou abuso de poder, bem como obtenção de certidões em repartições públicas, para defesa de direito e esclarecimento de situações pessoais. Especificamente quanto aos atos processuais, o art. 5°, LX, da CR fixa que a lei só poderá restringir a sua publicidade quando a defesa da intimidade ou o interesse social o exigirem. Em relação aos atos judiciais que incide a regra do inciso IX do art. 93 no sentido de que os atos administrativos são públicos “podendo a lei limitar a presença em determinados atos, às próprias partes e a seus advogados, ou somente a estes, em casos nos quais a preservação do direito à intimidade do interessado no sigilo não prejudique o interesse público à informação”. Uma das principais conclusões, à luz do texto constitucional é que, na seara administrativa, só se admite sigilo quando imprescindível à segurança da sociedade e do Estado. A esse propósito, o art. 5°, XXXIII, da CR fundamenta a ausência de publicidade em contratações que envolvem questões sigilosas como, p. ex., é o caso da segurança nacional, quando há claramente outros interesses públicos concretamente envolvidos que transcendem o livre e amplo conhecimento dos atos administrativos, justificando a restrição ao princípio da publicidade, sem que se possa falar em ilicitude na espécie. Não se ignore que o direito de petição e as certidões consistem em instrumentos básicos para que seja reclamada a concretização da publicidade. No âmbito federal, a Lei n° 9.784/99, em seu artigo 2°, parágrafo único, exige a divulgação oficial dos atos administrativos, ressalvadas as hipóteses de sigilo previstas na Constituição da República (inciso V), bem como a garantia dos direitos à comunicação nos processos de que possam resultar sanções e nas situações de litígio (inciso X). Por sua vez, a Lei Federal n° 8.666/93, que veicula normas gerais de licitações e contratos administrativos, estabelece, em inúmeros dispositivos, mecanismos de concretização da publicidade obrigatória, senão vejamos: art. 21, I (obrigatoriedade da publicação do resu­mo do edital em datas prefixadas); art. 39 (previsão de audiência pública no caso de licitações que envolvam valores vultosos); art. 61, § único (publicação de extratos de contratos e convênios); art. 109, § 1° (publicação de intimação para atos decisivos como habilitação, julgamento, anulação, rescisão, revogação); artigo 25, § 2° (exige que os preços registrados sejam publicados trimestralmente para orientação da Administração na imprensa oficial), além de outros dispositivos, como o art. 4°, parte final; art. 34, § 1°, art. 40, VIII; art. 43, § 1° e art. 53, § 4°, da Lei n° 8.666. É certo que, malgrado a publicidade permeie todo o procedimento licitatório, não se aplica ao conteúdo das propostas, até o momento da sua abertura. Além desta restrição lógica, decorrente da necessidade de se resguardar o teor da proposta, mantendo a competitividade e lisura do certame, os demais atos deverão ter a sua publicidade assegurada, com livre acesso de terceiros e comunicação aos licitantes interessados a propósito dos atos que lhes sejam pertinentes. Também cabe indicar vários diplomas legais cujas matérias tratadas relacionam-se diretamente com a publicidade. Assim é o caso da Lei Federal n° 9.507/97 e, enfim, da Lei Federal nº 12.527/2011 (Lei de Informação Administrativa). 3. Classificação: publicidade em sentido amplo e restrito, transparência ativa e passiva No Direito Administrativo brasileiro, já se distinguia a publicidade em sentido amplo da publicidade em sentido restrito, sendo a última instrumental de outros princípios como ampla defesa e contraditório. Sob uma perspectiva mais ampla, o vínculo da publicidade assentava-se na divulgação dos atos públicos em órgão oficial (jornal, público ou privado, destinado à publicação dos atos estatais), excluída a hipótese de se utilizar a imprensa falada ou televisiva. No fim do século XX e início do século XXI, a publicidade eletrônica se definiu como complementar (suplementar) e não substitutiva da publicidade no órgão oficial. Segundo Edmir Netto de Araújo, seria necessário distinguir publicidade geral e publicidade restrita: “A publicidade geral, produtora de efeitos, é a publicação, no órgão oficial) e não só na imprensa particular, embora esta não seja proibida e até mesmo exigida em certos casos), dos atos de efeitos gerais e externos, não se impedindo, todavia, (ao contrário, é até mais comum) a publicação de atos de efeitos internos e mesmo de efeitos individuais. Acresce, ainda, que a própria lei exige em muitas hipóteses, em razão do interesse publico, publicidade mais extensa ainda, em órgãos de comunicação de grande alcance e circulação, como ocorre nas licitações e concursos públicos. Já a publicidade restrita, que pode constituir-se do conhecimento pessoal dos interessados diretos, por notificação, citação ou intimação, ou ainda por ‘afixação’ em local próprio da repartição, ou mesmo por franquear-se a presença do público ou dos interessados diretos, por notificação, citação ou intimação, ou ainda por ‘afixação’ em local próprio da repartição, ou mesmo por franquear-se a presença do público ou dos interessados no local onde o ato é ou será praticado, sem esquecer o registro dos atos em livros próprios ou arquivos das unidades administrativas, tem duas conotações (…).”[8] A publicidade restrita, pois, refere-se à comunicação aos que podem ter seus universos jurídicos individuais afetados por comportamentos administrativos a respeito de determinada ação ou omissão do Estado. Trata-se de instrumento essencial à operacionalização da ampla defesa e do contraditório, conforme decisões dos tribunais superiores: “Ofende as garantias do contraditório e da ampla defesa o convite aos interessados, por meio de edital, para subsidiar a Administração na demarcação da posição das linhas do preamar médio do ano de 1831, uma vez que o cumprimento do devido processo legal pressupõe a intimação pessoal.”[9] “A Administração, diante do longo lapso temporal (três anos) decorrido entre a homologação do concurso e a nomeação do candidato ora recorrente, em respeito aos princípios constitucionais da publicidade e da razoabilidade, deveria ter comunicado pessoalmente a ele sua nomeação, para que pudesse exercer seu direito à posse, se assim fosse de seu interesse, apesar de não haver qualquer previsão no edital do certame quanto a isso. O princípio constitucional da publicidade (art. 37 da CF/1988) impõe o dever de a Administração conferir a seus atos a mais ampla divulgação possível, principalmente quando eles atingirem individualmente o administrado. Assim, não se afigura razoável exigir do candidato aprovado a leitura do Diário Oficial durante o prazo de validade do certame (quatro anos) no intuito de verificar a efetivação de sua nomeação. Esse entendimento da Min. Relatora foi integralmente acolhido pela Turma, mas o Min. Og Fernandes adicionou a ele o de que só a publicação do resultado do certame no DO não cumpre o princípio da finalidade do ato administrativo ao qual está, também, sujeita a Administração. Por isso tudo, anulou-se o ato administrativo que tornou sem efeito a nomeação do recorrente e se determinou a efetivação de nova nomeação, com a devida intimação pessoal desse candidato. Precedentes citados: RMS 24.716-BA, DJe 22/9/2008, e RMS 22.508-BA, DJe 2/6/2008.”[10] A Lei de Informação Administrativa (Lei Federal nº 12.257/2011), que levou a efeito normatização unitária e sistemática para assegurar o acesso amplo a informações e documentos produzidos pela Administração, foi regulamentada no âmbito federal pelo Decreto nº 7.724/2012 que consagrou a “transparência ativa”. Essa expressão, utilizada no capítulo III do citado Decreto Federal, fixou o dever de a Administração divulgar, independente de solicitações, informações de interesse coletivo, salvo aquelas cuja confidencialidade seja prevista em lei. Não há dúvida que a tendência mundial é a disponibilização proativa de um volume crescente de informações, espontaneamente pela Administração, sobretudo pela internet, o que reduz o número de solicitações de informações. Para o cumprimento da transparência ativa, tem-se o uso de todos meios disponíveis, destacando-se a internet obrigatória (salvo municípios de até 10000 habitantes). Os sites devem ter ferramenta de pesquisa, permitir gravação de relatórios em diversos formatos eletrônicos, inclusive abertos e não proprietários, tais como planilhas e texto, de modo a facilitar análise de informações; formatos abertos, estruturados e legíveis por máquina, autenticidade, integridade e atualização das informações, acessibilidade a pessoas com deficiência. Quanto ao conteúdo, destacam-se: a) competências, estrutura organizacional, endereços e telefones das unidades e horários de atendimento ao público; b) registros de repasses ou transferências de recursos financeiros; c) registros de despesas; d) informações pertinentes a procedimentos licitatórios (também editais e resultados) e contratos; e) dados gerais para acompanhamento de programas, ações, projetos e obras; f) respostas a perguntas mais frequentes da sociedade. Ainda quanto à transparência, o artigo 9º, II da Lei Federal nº 12.257 menciona realização de audiência ou consultas públicas, incentivo à participação popular ou a outras formas de participação como meio de acesso à informação. Especificamente quanto à transparência passiva, tem-se a obrigação pública de manter Serviço de Informação ao Cidadão (SIC). O objetivo é atender e orientar o público; informar tramitação de documentos, protocolizar documentos e requerimento de informações, conforme resulta do artigo 9º, I da Lei nº 12.257. No âmbito federal, o Decreto nº 7.724/12 assim normatiza o Serviço de Informação ao cidadão: “Art. 10. O SIC será instalado em unidade física identificada, de fácil acesso e aberta ao público. §1oNas unidades descentralizadas em que não houver SIC será oferecido serviço de recebimento e registro dos pedidos de acesso à informação. §2oSe a unidade descentralizada não detiver a informação, o pedido será encaminhado ao SIC do órgão ou entidade central, que comunicará ao requerente o número do protocolo e a data de recebimento do pedido, a partir da qual se inicia o prazo de resposta.” Quanto à transparência passiva, em que o terceiro solicita o dado e a Administração tem o dever de o oferecer, ressalvadas hipóteses legais de sigilos, uma evolução significativa da Lei Federal nº 12.257 é a de que o pedido de informação não precisa ser motivado (artigo 10, § 3º). Já eventual recusa pela Administração exige motivação e que se enseje recurso (artigo 11 e §§; artigo 15 e seguintes), com o cumprimento do princípio devido processo legal, também incidente nas relações de direito público. Reitera-se, aqui, que tomadas as providências aptas a operacionalizar a transparência ativa, a eficiência da divulgação feita pelo Estado diminui a necessidade de transparência passiva, tornando desnecessário que os interessados provoquem os órgãos e entidades administrativas em face do acesso prévio ao conteúdo dos comportamentos públicos. 4. A clara tendência jurisprudencial em favor da divulgação de dados públicos como meio de garantir a publicidade na esfera administrativa No mundo contemporâneo, a amplitude das informações difundidas com recursos tecnológicos vem colocando em questão o desafio de, entre particulares, o indivíduo não ter a sua intimidade devassada indevidamente, com garantia de um mínimo de privacidade. Buscando concretizar esse parâmetro, foi editada em 2018 a chamada “Lei de Proteção de Dados”, a saber, Lei Federal nº 13.709, cujo objetivo é exatamente evitar que dados pessoais sejam indevidamente expostos nas relações privadas de natureza econômica. Nas relações públicas, no que tange aos assuntos que representam o exercício das funções do Estado que são de titularidade social, é clara a tendência de fazer prevalecer a transparência. Assim, se a Lei Federal nº 13.709/18 busca impedir uma transmissão indevida de informações pessoais em se tratando de relações de mercado, diplomas como a Lei Federal nº 12.527/2011 tiveram o compromisso em viabilizar o acesso às informações públicas, de modo a assegurar, em regra, o conhecimento sobre as condições de exercício das funções estatais. Diante de diplomas como a Lei de Acesso à Informação e dos princípios constitucionais, os Tribunais vêm assegurando a primazia da publicidade, senão vejamos: a) “ADI: divulgação de obras públicas e princípio da publicidade. O Plenário julgou improcedente pedido formulado em ação direta ajuizada em face da Lei 11.521/2000 do Estado Rio Grande do Sul, a qual obriga o Poder Executivo do referido Estado-membro a divulgar na imprensa oficial e na internet a relação completa de obras atinentes a rodovias, portos e aeroportos. A Corte apontou não se verificar a existência de vício formal ou material na edição da norma em comento, visto que editada em atenção aos princípios da publicidade e da transparência, a viabilizar a fiscalização das contas públicas.[11] b) “Reclamação: direito à informação e sessões secretas do STM Inicialmente, o Colegiado observou que a decisão proferida no julgamento do citado RMS 23.036/RJ não limitou o acesso dos então impetrantes a documentos e arquivos fonográficos relacionados apenas às sessões públicas dos julgamentos do STM. Naquela ocasião, pelo contrário, a Corte assentou não haver campo para a discricionariedade da Administração em restringir o amplo acesso que os então recorrentes deveriam ter aos documentos gerados a partir dos julgamentos ocorridos no período em referência. Conferiu, assim, induvidosa amplitude àquela decisão e concluiu que o ato impugnado estava em evidente descompasso com a ordem constitucional vigente, que erigiu o direito à informação ao status de direito fundamental. Por esse motivo, é injustificável a resistência do STM de se opor ao cumprimento da decisão pelo STF, que taxativamente afastou os obstáculos erigidos para impedir fossem trazidos à lume a integralidade dos atos processuais lá praticados, seja na dimensão oral ou escrita, cujo conhecimento cidadãos brasileiros requereram, para fins de pesquisa histórica e resguardo da memória nacional. Asseverou que o direito à informação, a busca pelo conhecimento da verdade sobre sua história, sobre os fatos ocorridos em período avassalador do sentimento nacional e do espírito democrático que exsurgia, assim como sobre suas razões, integra o patrimônio jurídico de todo e qualquer cidadão e constitui dever do Estado assegurar os meios para o seu exercício. Dessa forma, o Plenário concluiu que a autoridade reclamada deve permitir o acesso do reclamante aos documentos descritos no requerimento administrativo objeto da impetração em questão, ressalvados apenas aqueles indispensáveis ao resguardo de interesse público legítimo e à defesa da intimidade e aqueles cujo sigilo se imponha para proteção da sociedade e do Estado, o que há de ser motivado de forma explicita e pormenorizada pelo reclamado, a fim de sujeitar esse exame administrativo ao controle judicial.”[12] c) “Verba indenizatória e publicidade – 3 Em conclusão de julgamento, o Plenário concedeu a ordem em mandado de segurança impetrado por veículo da imprensa contra ato do Senado Federal, que indeferira pedido de acesso aos comprovantes apresentados pelos senadores para recebimento de verba indenizatória, no período de setembro a dezembro de 2008 — v. Informativo 770. De início, reconheceu a legitimidade ativa da impetrante, por considerar haver direito líquido e certo à obtenção desses elementos, com base no princípio da publicidade (CF, art. 37, “caput”) e em outras disposições constitucionais correlatas, notadamente a liberdade de informação jornalística (CF, art. 220, § 1º). Ressaltou que as referidas verbas destinar-se-iam a indenizar despesas direta e exclusivamente relacionadas ao exercício da função parlamentar. Sua natureza pública estaria presente tanto na fonte pagadora — o Senado Federal — quanto na finalidade, vinculada ao exercício da representação popular. Nesse contexto, a regra geral seria a publicidade e decorreria de um conjunto de normas constitucionais, como o direito de acesso à informação por parte dos órgãos públicos (CF, art. 5º, XXXIII) — especialmente no tocante à documentação governamental (CF, art. 216, § 2º) —, o princípio da publicidade (CF, art. 37, “caput” e § 3º, II) e o princípio republicano (CF, art. 1º), do qual se originariam os deveres de transparência e prestação de contas, bem como a possibilidade de responsabilização ampla por eventuais irregularidades. Recordou que o art. 1º, parágrafo único, da CF enuncia que “todo o poder emana do povo”. Assim, os órgãos estatais teriam o dever de esclarecer ao seu mandante, titular do poder político, como seriam usadas as verbas arrecadadas da sociedade para o exercício de suas atividades. A Constituição ressalvaria a regra da publicidade apenas em relação às informações cujo sigilo fosse imprescindível à segurança da sociedade e do Estado (CF, art. 5º, XXXIII, parte final) e às que fossem protegidas pela inviolabilidade conferida à intimidade, vida privada, honra e imagem das pessoas (CF, art. 5º, X, c/c art. 37, § 3º, II). Por se tratar de situações excepcionais, o ônus argumentativo de demonstrar a caracterização de uma dessas circunstâncias incumbiria a quem pretendesse afastar a regra geral da publicidade. (…) Verba indenizatória e publicidade – 4 O Plenário consignou que a autoridade impetrada teria justificado sua recusa nas duas exceções acima citadas. Refutou a assertiva de que a concessão da ordem poderia gerar um perigoso precedente, uma vez que permitiria igualmente o acesso a informações sobre verbas indenizatórias pagas no âmbito de outros órgãos estratégicos, como a ABIN, o Centro de Inteligência do Exército e da Marinha, a Comissão Nacional de Energia Nuclear do Ministério da Ciência e da Tecnologia, a Presidência da República e mesmo os tribunais superiores. Sublinhou que o caráter estratégico das atividades desenvolvidas por determinado órgão não tornaria automaticamente secretas todas as informações a ele referentes. No caso do Senado Federal, as atividades ordinárias de seus membros estariam muito longe de exigir um caráter predominantemente sigiloso. Em se tratando de órgão de representação popular por excelência, presumir-seia justamente o contrário. Nesse domínio, eventual necessidade de sigilo não poderia ser invocada de forma genérica, devendo ser concretamente justificada. Quanto à segunda exceção que justificaria a restrição à publicidade — informações relacionadas à intimidade, vida privada, honra e imagem das pessoas —, não seria pertinente que se invocasse a intimidade, de forma genérica, para restringir a transparência acerca do emprego de verbas públicas exclusivamente relacionadas ao exercício da função parlamentar. A hipótese nada teria a ver com uma devassa genérica na vida privada dos agentes políticos. Não se cuidaria da divulgação, pelo Poder Público, da forma como os senadores gastariam o subsídio recebido a título de remuneração ou mesmo sobre o emprego de outras rendas privadas auferidas a título diverso. Além disso, anotou que o custo das cópias solicitadas seria arcado pela impetrante.[13] d) “Servidor público e divulgação de vencimentos É legítima a publicação, inclusive em sítio eletrônico mantido pela Administração Pública, dos nomes de seus servidores e do valor dos correspondentes vencimentos e vantagens pecuniárias. Esse o 32 entendimento do Plenário ao dar provimento a recurso extraordinário em que discutida a possibilidade de se indenizar, por danos morais, servidora pública que tivera seu nome publicado em sítio eletrônico do município, em que teriam sido divulgadas informações sobre a remuneração paga aos servidores públicos. A Corte destacou que o âmbito de proteção da privacidade do cidadão ficaria mitigado quando se tratasse de agente público. O servidor público não poderia pretender usufruir da mesma privacidade que o cidadão comum. Esse princípio básico da Administração — publicidade — visaria à eficiência. Precedente citado: SS 3902/SP (DJe de 3.10.2011).”[14] e) Publicidade como instrumento de eficiência – prevalência em face do interesse coletivo: “Norteia a Administração Pública – gênero – o princípio da publicidade no que deságua na busca da eficiência, ante o acompanhamento pela sociedade. Estando em jogo valores, há de ser observado o coletivo em detrimento, até mesmo, do individual.”[15] f) “O não fornecimento pela União do extrato completo – incluindo tipo, data, valor das transações efetuadas e CNPJ dos fornecedores – do cartão de pagamentos (cartão corporativo) do Governo Federal utilizado por chefe de Escritório da Presidência da República constitui ilegal violação ao direito de acesso à informação de interesse coletivo, quando não há evidência de que a publicidade desses elementos atentaria contra a segurança do Presidente e Vice-Presidente da República ou de suas famílias. No caso, o não fornecimento de documentos e informações constitui ilegal violação ao direito de acesso à informação de interesse coletivo, sendo importante a sua divulgação, regida pelos princípios da publicidade e da transparência – consagrados na CF e na Lei 12.527/2011 (Lei de Acesso à Informação). De igual forma, não há evidência de que a publicidade de tais elementos atentaria contra a segurança do Presidente e Vice-Presidente da República ou de suas famílias. Ressaltese que o fornecimento apenas de planilha em que os gastos aparecem de forma genérica impede a elaboração de análise minimamente conclusiva. Deve-se, ainda, assinalar que a transparência dos gastos e das condutas governamentais não deve ser apenas um flatus vocis, mas sim um comportamento constante e uniforme. Além disso, a divulgação dessas informações seguramente contribui para evitar episódios lesivos e prejudicantes.”[16] g) “O Ministério das Relações Exteriores não pode sonegar o nome de quem recebe passaporte diplomático emitido na forma do parágrafo 3º do art. 6º do Anexo do Decreto 5.978/2006. O nome de quem recebe um passaporte diplomático emitido por interesse público não pode ficar escondido do público. O interesse público pertence à esfera pública, e o que se faz em seu nome está sujeito ao controle social, não podendo o ato discricionário de emissão daquele documento ficar restrito ao domínio do círculo do poder. A noção de interesse público não pode ser linearmente confundida com “razões de Estado” e, no caso, é incompatível com o segredo da informação. Noutra moldura, até é possível que o interesse público justifique o sigilo, não aqui.”[17] h) “Habeas data” e informações fazendárias – 2 O Plenário destacou que o Estado não poderia deter em seus registros ou bancos de dados informações dos contribuintes e se negar a fornecê-los a quem de direito. As informações fiscais relativas ao próprio contribuinte, se sigilosas, deveriam ser protegidas da sociedade em geral, mas não de quem elas se referissem (CF, art. 5º, XXXIII). O texto constitucional não deixaria dúvidas de que o “habeas data” protegeria a pessoa não só em relação aos bancos de dados das entidades governamentais, como também em relação aos bancos de caráter público geridos por pessoas privadas. (…) Outrossim, o acesso pleno à informação contida em banco de dados públicos, em poder de órgãos públicos ou entidades privadas, seria a nova baliza constitucional a ser colmatada por processo de concretização constitucional, tese esta corroborada pela Lei 12.527/2011 – Lei de Acesso à Informação (LAI). Essa lei regula o acesso a informações previsto no inciso XXXIII do art. 5º, no inciso II do § 3º do art. 37, e no § 2º do art. 216 da CF, subordinando todos os órgãos públicos integrantes da Administração Direta. O novel diploma destinar-se-ia a assegurar o direito fundamental de acesso à informação, em conformidade com os princípios básicos da Administração Pública, previstos no art. 37 da CF, tendo como diretriz fundamental a observância da publicidade, como preceito geral, e do sigilo, como exceção. Nessa senda, caberia aos órgãos e entidades do poder público, observadas as normas e procedimentos específicos aplicáveis, assegurar a gestão transparente da informação, propiciando amplo acesso a ela e sua divulgação quanto às informações fiscais de interesse dos próprios contribuintes que as requeressem. O acesso à informação tratada pela lei em comento compreenderia, entre outros, os direitos de obter informação contida em registros ou documentos, produzidos ou acumulados por seus órgãos ou entidades, recolhidos ou não a arquivos públicos (LAI, art. 7º), o que se aplicaria com perfeição ao caso concreto.” (Repercussão Geral no RE nº 673.707-MG, rel. Min. Luiz Fux, Pleno do STF, Informativo 790 do STF) i) Sigilo empresarial (BNDES) e competência do TCU – sigilo X publicidade:“(…)no âmbito do Direito Público, a Administração, também, estaria pautada por princípios basilares estampados no art. 37 da CF, dentre eles o da publicidade, preceito que recomendaria a atuação transparente do agente público. Por se tratar de princípio, ele, também, comportaria exceções, todas fundadas no texto constitucional: a) o sigilo que fosse imprescindível à segurança da sociedade e do Estado (CF, art. 5º, XXXIII), e b) o sigilo que dissesse respeito à intimidade ou ao interesse social (CF, art. 5º, LX). Nesse contexto, seria tarefa simples aceitar que a necessidade de preservação do sigilo bancário e empresarial poderia estar contida nas exceções constitucionais, seja porque resultante da reserva de segurança da sociedade, ou por representar um desdobramento da preservação da intimidade ou do interesse social. Em decorrência dessa premissa, o que se vedaria ao TCU seria a quebra do sigilo bancário e fiscal, “tout court”, consoante decisões proferidas no MS 22.801/DF (DJe de 14.3.2008) e no MS 22.934/DF (DJe 9.5.2012) no sentido de que a LC 105/2001, que dispõe sobre o sigilo das operações de instituições financeiras, não poderia ser manejada pelo TCU para que fosse determinada a quebra de sigilo bancário e empresarial. O caso em comento, entretanto, seria diferente dos referidos precedentes, porquanto a atuação do TCU teria amparo no art. 71 da CF e se destinaria, precipuamente, a controlar as operações financeiras realizadas pelo BNDES e pelo BNDESPAR. Cuidar-se-ia de regular hipótese de controle legislativo financeiro de entidades federais por iniciativa do Parlamento, que o fizera por meio da Comissão de Fiscalização e Controle da Câmara dos Deputados. Nesse particular, o referido órgão determinara ao TCU que realizasse auditoria nas operações de crédito envolvendo as citadas instituições financeiras, com fundamento no art. 71, IV, da CF. Ademais, não se estaria diante de requisição para a obtenção de informações de terceiros, mas de informações das próprias instituições, que contrataram terceiros com o emprego de recursos de origem pública. A pretensão do TCU seria o mero repasse de informações no seio de um mesmo ente da federação, e isso não ostentaria a conotação de quebra de sigilo bancário. Essa diferença seria relevante para legitimar a atuação da Corte de Contas, sob pena de inviabilizar o pleno desempenho de sua missão constitucionalmente estabelecida. (…) O Colegiado ressaltou que a preservação, na espécie, do sigilo das operações realizadas pelo BNDES e BNDESPAR com terceiros, não apenas impediria a atuação constitucionalmente prevista para o TCU, como também representaria uma acanhada, insuficiente, e, por isso mesmo, desproporcional limitação ao direito fundamental de preservação da intimidade. Partindo-se da premissa de que nem mesmo os direitos fundamentais seriam absolutos, a identificação do seu núcleo duro e intransponível poderia ser feita por meio da teoria germânica da restrição das restrições, ou seja, a limitação a um direito fundamental, como o da preservação da intimidade, do sigilo bancário e empresarial, deveria inserir-se no âmbito do que fosse proporcional. Deveria haver, assim, uma limitação razoável do alcance do preceito que provocasse a restrição ao direito fundamental. Assim, quando um ato estatal limitasse a privacidade do cidadão por meio da publicidade de atos por ele realizados, haveria a necessidade de se verificar se essa contenção, resultante da divulgação do ato, se amoldaria ao que fosse proporcional. Essa ótica da publicidade em face da intimidade não poderia ir tão longe, de forma a esvaziar desproporcionalmente a tutela do dinheiro público. A insuficiente limitação ao direito à privacidade revelar-se-ia, por outro ângulo, lesiva aos interesses da sociedade de exigir do Estado brasileiro uma atuação transparente, incidindo em proteção deficiente. Nesse contexto, a teoria da restrição das restrições legitimaria a exigência do TCU dirigida ao BNDES para o fornecimento de dados sigilosos, na medida em que o sigilo bancário e empresarial comportaria proporcional limitação destinada a permitir o controle financeiro da Administração Publica por órgão constitucionalmente previsto e dotado de capacidade institucional para tanto. (…) A Turma asseverou que a exigência de TCU de fornecimento dos documentos pelo BNDES satisfaria integralmente os subprincípios da proporcionalidade: necessidade, adequação e proporcionalidade em sentido estrito. (…) Outrossim, sob o ângulo consequencialista, seria preciso evitar um desastroso efeito sistêmico que uma decisão favorável aos impetrantes poderia provocar.”[18] Resulta claro desse conjunto de acórdãos dos Tribunais Superiores que, em se tratando do exercício de funções do Estado e da necessidade de preservar a transparência, há clara indicação de primazia em favor da publicidade. Na ponderação em situações de tensão da publicidade com a proteção à intimidade e à privacidade, a jurisprudência tem fixado a importância de viabilizar o controle dos comportamentos públicos, a divulgação como instrumento de ensejar o exercício devido das atribuições estatais e o conhecimento pela sociedade dos aspectos basilares das atividades desenvolvidas pelos servidores. 5. As dificuldades do Brasil em observar a transparência e a publicidade No Brasil, a normatização do acesso à informação pública por lei específica só sobreveio em 2011, quando mais de 90 (noventa) países tinham passado pela implantação de leis de acesso a informação. A Suécia teve a sua pioneira Lei de Liberdade de Imprensa (Freedom of the Press Act) ainda em 1766, fixando que todo indivíduo tem direito de acessar documentos públicos, salvo aqueles classificados como secretos. Já os EUA só em 04 de julho de 1966 teve a Lei de Liberdade de Informação (Freedom of Information Act – FOIA), quando da presidência do norte-americano Lyndon Johnson. Na América Latina, em 1888 a Colômbia franqueou o acesso a documentos do governo, sendo que, quando da edição da Lei brasileira nº 12.257, Chile, Colômbia, El Salvador, Equador, Peru, Honduras, México, Nicarágua, Panamá, República Dominicana, Uruguai também já contavam com leis de transparência. Destaca-se, em especial, nessa matéria, a influência do México cuja legislação, de 2002, foi referência como normatização adequada ao prever instauração de sistemas rápidos de acesso, a serem supervisionados por órgão independente (IFAI -Instituto Federal de Acesso à Informação e Proteção de Dados).[19] Entre nós, malgrado dispositivos da CR como o art. 5º, XXXIII (todos têm direito de receber dos órgãos públicos informações do seu interesse particular, ou interesse coletivo ou geral, que serão prestadas no prazo da lei, sob pena de responsabilidade, ressalvadas aquelas cujo sigilo seja imprescindível à segurança da sociedade e do Estado); art. 5º, XIV; art. 37, § 3º, II e art. 216, § 2º, tivemos grande dificuldade em operacionalizar a publicidade em face dos órgãos públicos e entidades administrativas. Foram inúmeros instrumentos normativos sobre o sigilo (como o Decreto Federal nº 4.553, de 27.12.2002 e o Decreto Federal nº 5.301, de 09.12.2004), sem menção suficiente aos instrumentos necessários à transparência administrativa. Diplomas como a Lei de Responsabilidade Fiscal, que exigiu publicidade de dados de orçamento e despesa, iniciaram uma mudança de paradigma normativa, seguindo-se outros como a chamada “Lei da Transparência”, que estabeleceu a criação dos portais da transparência, leis de processo administrativo (como a Lei Federal nº 9.784), a chamada “lei do habeas data”, a “lei de arquivos”, sem mencionar leis de diretrizes orçamentárias que passaram autorizar acesso de entidades não governamentais a diversos bancos de dados. A pressão iniciada em 1992, com a “Declaração do Rio sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento”, com instituições internacionais indicando a importância de implementar políticas de participação pública e acesso à informação aliou-se a algumas medidas inicialmente esparsas, como a criação de “sites” para disponibilizar dados sobre contas públicas, desenvolvimento de programas para informar a população sobre comportamentos diversos, além de entidades cujas atividades voltaram-se à obtenção de dados junto ao Estado. O acesso aos documentos que, embora em mãos do Estado, são de claro interesse coletivo, tornou-se um objetivo não apenas legitimado à luz do ordenamento constitucional e infra-constitucional, mas buscado em determinadas searas. Embora sejam claras as dificuldades de, na prática, efetivar o acesso amplo a informações e aos documentos produzidos pelo Estado, reforça-se a imperiosidade da transparência para a consolidação da democracia e o aumento das noções de cidadania. Com efeito, só teremos participação popular e controle social se as pessoas tiverem conhecimento dos comportamentos dos agentes públicos. Isso sem mencionar outros ganhos como o uso dos dados divulgados para aperfeiçoar a gestão administrativa e o planejamento das políticas estatais, ensejando maior credibilidade do Poder Público em face da sociedade. Ademais, nos países em que há maior transparência, os indicadores de corrupção são mais reduzidos, evitando-se práticas que variam desde a atuação de lobistas até o desvio de montantes do erário, com fiscalização possível pelos próprios cidadãos. O desafio que se coloca, portanto, é reconhecer a transparência pela concreção da publicidade como um direito subjetivo público, verdadeiro direito humano fundamental a que todos fazemos jus em um Estado Democrático de Direito. [1] PASTOR SANTAMARÍA, Juan Alfonso. Principios de derecho administrativo general. 1ª ed. Reimp. Madrid: Iustel, 2005. v. 1. p. 116 [2] MOTTA, Fabrício. Função Normativa da Administração Pública. Belo Horizonte: Fórum, 2007, p. 112 [3] RAMOS, Gisela Gondin. Princípios jurídicos. Belo Horizonte: Fórum, 2012, p. 413-414 [4] RAMOS, Gisela Gondin. Princípios jurídicos. op. cit., p. 413. [5] VALIM, Rafael. O direito fundamental de acesso à informação pública. In Acesso à Informação Pública. VALIM, Rafael. et al (coordenadores). Belo Horizonte: Fórum, 2015, p. 35. [6] VALIM, Rafael. O direito fundamental de acesso à informação pública. In Acesso à Informação Pública. VALIM, Rafael. et al (coordenadores). Belo Horizonte: Fórum, 2015, p. 35. [7] HEINEN, Juliano. Comentários à Lei de Acesso à Informação. Lei nº 12.527/2011. Belo Horizonte: Fórum, 2015, p. 22. [8] ARAÚJO, Edmir Netto de. “Curso de Direito Administrativo”, SP, Saraiva, 2005, p. 58-59. [9] MC na ADI nº 4.264-PE, rel. Min. Ricardo Lewandowski, Pleno do STF, noticiado no Informativo 619 do STF, Informativo 629 do STF. [10] RMS nº 21.554-MG, rel. Min. Maria Thereza de Assis Moura, 6ª Turma do STJ, Informativo 443 do STJ. “Muito embora não houvesse previsão expressa no edital do certame de intimação pessoal do candidato acerca da sua convocação, em observância aos princípios constitucionais da publicidade e da razoabilidade, a Administração Pública deveria convocar pessoalmente o candidato, para que pudesse exercer, se fosse de seu interesse, seu direito à nomeação e posse.” (Agravo Regimental no RMS nº 23.467-PR, rel. Min. Maria Thereza de Assis Moura, 6ª Turma do STJ, DJe de 25.03.2011) No mesmo sentido: RMS nº 23.106-PR, rel. Min. Laurita Vaz, 5ª Turma do STJ, DJe de 06.10.2010 [11] ADI nº 2.444-RS, rel. Min. Dias Toffoli, Pleno do STF, julgamento em 06.11.2014, Informativo 766 do STF [12] Reclamação nº 11.949-RJ, rel. Min. Cármen Lúcia, Pleno do STF, Informativo 857 do STF [13] MS 28.178-DF, rel. Min. Roberto Barroso, Pleno do STF, julgamento em 04.03.2015, Informativo 776 do STF [14] Repercussão Geral no ARE nº 652.777-SP, rel. Min. Teori Zavascki, Pleno do STF, julgamento em 23.04.2015, Informativo 782 do STF No mesmo sentido, confira-se: Agravo Regimental na Suspensão de Segurança nº 3.902, rel. Min. Ayres Britto, Pleno do STF, Informativo 630 do STF [15] HC nº 102.819-DF, rel. Min. Marco Aurélio, noticiado no Informativo 622 do STF, Informativo 629 do STF [16] MS nº 20.895-DF, rel. Min. Napoleão Nunes Maia Filho, 1ª Seção do STJ, julgamento em 12.11.2014, Informativo nº 552 do STJ [17] MS nº 16.179-DF, rel. Min. Ari Pargendler, 1ª Seção do STJ, julgamento em 09.04.2014, Informativo nº 543 do STF [18] MS nº 33.340-DF, rel. Min. Luiz Fux, 1ª Turma, julgamento em 26.5.2015, Informativo 787 do STF [19] Excelente estudo sobre a normatização do direito de acesso à informação em diversos países: MENDEL, Toby. Liberdade de informação: um estudo de direito comparado. Disponível em http://www.acessoainformacao.gov.br/central-de-conteudo/publicacoes/arquivos/liberdade-informacao-estudo-direito-comparado-unesco.pdf. Acesso em 30.10.2018 [5] VALIM, Rafael. O direito fundamental de acesso à informação pública. In Acesso à Informação Pública. VALIM, Rafael. et al (coordenadores). Belo Horizonte: Fórum, 2015, p. 35. [6] VALIM, Rafael. O direito fundamental de acesso à informação pública. In Acesso à Informação Pública. VALIM, Rafael. et al (coordenadores). Belo Horizonte: Fórum, 2015, p. 35. [7] HEINEN, Juliano. Comentários à Lei de Acesso à Informação. Lei nº 12.527/2011. Belo Horizonte: Fórum, 2015, p. 22. [8] ARAÚJO, Edmir Netto de. “Curso de Direito Administrativo”, SP, Saraiva, 2005, p. 58-59. [9] MC na ADI nº 4.264-PE, rel. Min. Ricardo Lewandowski, Pleno do STF, noticiado no Informativo 619 do STF, Informativo 629 do STF. [10] RMS nº 21.554-MG, rel. Min. Maria Thereza de Assis Moura, 6ª Turma do STJ, Informativo 443 do STJ. “Muito embora não houvesse previsão expressa no edital do certame de intimação pessoal do candidato acerca da sua convocação, em observância aos princípios constitucionais da publicidade e da razoabilidade, a Administração Pública deveria convocar pessoalmente o candidato, para que pudesse exercer, se fosse de seu interesse, seu direito à nomeação e posse.” (Agravo Regimental no RMS nº 23.467-PR, rel. Min. Maria Thereza de Assis Moura, 6ª Turma do STJ, DJe de 25.03.2011) No mesmo sentido: RMS nº 23.106-PR, rel. Min. Laurita Vaz, 5ª Turma do STJ, DJe de 06.10.2010 [11] ADI nº 2.444-RS, rel. Min. Dias Toffoli, Pleno do STF, julgamento em 06.11.2014, Informativo 766 do STF [12] Reclamação nº 11.949-RJ, rel. Min. Cármen Lúcia, Pleno do STF, Informativo 857 do STF [13] MS 28.178-DF, rel. Min. Roberto Barroso, Pleno do STF, julgamento em 04.03.2015, Informativo 776 do STF [14] Repercussão Geral no ARE nº 652.777-SP, rel. Min. Teori Zavascki, Pleno do STF, julgamento em 23.04.2015, Informativo 782 do STF No mesmo sentido, confira-se: Agravo Regimental na Suspensão de Segurança nº 3.902, rel. Min. Ayres Britto, Pleno do STF, Informativo 630 do STF [15] HC nº 102.819-DF, rel. Min. Marco Aurélio, noticiado no Informativo 622 do STF, Informativo 629 do STF [16] MS nº 20.895-DF, rel. Min. Napoleão Nunes Maia Filho, 1ª Seção do STJ, julgamento em 12.11.2014, Informativo nº 552 do STJ [17] MS nº 16.179-DF, rel. Min. Ari Pargendler, 1ª Seção do STJ, julgamento em 09.04.2014, Informativo nº 543 do STF [18] MS nº 33.340-DF, rel. Min. Luiz Fux, 1ª Turma, julgamento em 26.5.2015, Informativo 787 do STF [19] Excelente estudo sobre a normatização do direito de acesso à informação em diversos países: MENDEL, Toby. Liberdade de informação: um estudo de direito comparado. Disponível em http://www.acessoainformacao.gov.br/central-de-conteudo/publicacoes/arquivos/liberdade-informacao-estudo-direito-comparado-unesco.pdf. Acesso em 30.10.2018 LEITURA FOCADA Sobre Raquel Carvalho Graduou-se na Faculdade de Direito da Universidade Federal de Minas Gerais em dezembro de 1994 e concluiu mestrado em Direito Administrativo em 2002, com nota máxima e louvor. É Procuradora do Estado de Minas Gerais desde 1998 e leciona direito administrativo em órgãos públicos e em diversas instituições de ensino. Lançou o “Curso de Direito Administrativo (Parte Geral, Intervenção do Estado e Estrutura da Administração)” e também é autora de artigos publicados em periódicos e obras coletivas. FACEBOOK Artigos relacionados *** *** http://raquelcarvalho.com.br/2018/11/06/publicidade-nao-e-propaganda-e-transparencia-governamental-e-informacao-ao-cidadao/ *** *** Significado de Offshore O que é Offshore: Offshore é um termo da língua inglesa e que significa “afastado da costa”, na tradução para o português. Em termos financeiros, é designada por offshore uma empresa que tem a sua contabilidade num país distinto daquele (s) onde exerce a sua atividade. O significado de offshore está também relacionado com a atividade (prospecção, perfuração e exploração) de empresas de exploração petrolífera que operam ao largo da costa. No contexto esportivo, offshore é um esporte motonáutico onde os barcos têm grande potência e atingem altas velocidades. No surf, por sua vez, offshore é um termo que designa o vento que sopra da direção da terra para o mar. Paraísos Fiscais O termo offshore também tem surgido com muita frequência associado as empresas ou contas abertas em paraísos fiscais, que são, por vezes, utilizadas para fins ilícitos e crimes do colarinho branco. Esses estabelecimentos bancários localizados no estrangeiro não estão debaixo das leis do país de onde veio o investimento. Com o objetivo de aumentar os lucros e ganhar maior competitividade, algumas empresas deslocam a sua sede contabilística para paraísos fiscais, assim denominados por possuírem algumas características como: baixa carga tributária ou mesmo isenção fiscal, garantia de absoluto sigilo bancário, estabilidade política e legislativa, privacidade dos negócios e etc. Os principais paraísos fiscais no mundo são: Bahamas, Ilhas Virgens Britânicas, Uruguai, Panamá e Ilhas Caimão. Saiba mais sobre o significado dos Paraísos Fiscais. Offshore e Onshore Os serviços offshore, como dito, são aqueles feitos a partir da costa marítima de determinada localidade. Já os onshore são conhecidos por estarem localizados em terra, ou seja, distantes da costa. *** *** https://www.significados.com.br/offshore/ *** *** O Amor é O Meu País Ivan Lins *** *** O Amor é Meu País Eu queria, eu queria, eu queria Um segundo lá no fundo de você Eu queria me perder, ah! me perdoa Porque eu ando a toa sem chegar Quão mais longe se torna o cais, lindo é voltar É difícil meu caminhar, mas vou tentar Não importa qual seja a dor, Nem as pedras que eu vou pisar Não me importo se é pra chegar Eu sei, eu sei De você fiz o meu país Vestindo, festa e final feliz Eu vi, eu vi O amor É o meu país Sim, eu vi O amor É o meu país Composição: ( Ivan Lins / Ronaldo Monteiro De Souza ) *** *** https://www.vagalume.com.br/ivan-lins/o-amor-e-o-meu-pais.html *** *** Cais Milton Nascimento Existe Amor (com Criolo) *** *** Para quem quer se soltar invento o cais Invento mais que a solidão me dá Invento lua nova a clarear Invento o amor e sei a dor de encontrar Eu queria ser feliz Invento o mar Invento em mim o sonhador Para quem quer me seguir eu quero mais Tenho o caminho do que sempre quis E um saveiro pronto pra partir Invento o cais E sei a vez de me lançar Composição: Milton Nascimento e Ronaldo Bastos *** *** https://www.vagalume.com.br/milton-nascimento/cais.html *** ***