Inspirados já nos ensinamentos de Sófocles, aqui, procurar-se-á a conexão, pelo conhecimento, entre o velho e o novo, com seus conflitos. As pistas perseguidas, de modos específicos, continuarão a ser aquelas pavimentadas pelo grego do período clássico (séculos VI e V a.C).
domingo, 23 de abril de 2023
UM OUTRO OLHAR
CONTROVÉRSIAS NA CIÊNCIA E NA POLÍTICA
1956-1957
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"Quais são os riscos de se manter uma usina nuclear (Foto/divulgação)
Atualmente, existem mais de 440 reatores nucleares ativos em todo o planeta. Neste sentido, 10% da eletricidade global é advinda dessa fonte e, além disso, ela é considerada a “energia do futuro” devido ao seu caráter limpo e sustentável. Entretanto, é necessário entender quais são os riscos de se manter uma usina nuclear."
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Carl Friedrich von Weizsäcker (Quiel, 28 de junho de 1912 — Starnberg, 28 de abril de 2007) foi um físico e filósofo alemão.[2] Foi membro do grupo Os Dezoito de Göttingen, que se manifestou em 1957 contra o armamentismo atômico da Alemanha Ocidental.
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"Ele foi o membro mais longevo da equipe que realizou pesquisas nucleares na Alemanha durante a Segunda Guerra Mundial, sob a liderança de Werner Heisenberg."
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" - Em todas essas questões semipolíticas - disse Carl Friedrich -, é difícil dizer o que é concreto e o que não é. (...) Outros fatores também têm que ser levados em consideração."
" - Assinei, de fato, a declaração, mas detesto esse tipo de coisa. Afinal, declarar publicamente que se é a favor da paz e contra a bomba atômica não passa de uma consversa tola. Todo ser humano, em sã consciência, deve ser a favor da paz e contra a bomba, e ninguém precisa de nós, cientistas, para lhe dizer isso. (...) Nada se ganha com isso."
" - Mesmo assim, as pessoas serão lembradas dos horrores de uma guerra atômica e, se esse lembrete fosse inútil, você dificilmente teria assinado a declaração de Mainau."
" - Pode ser. No entanto, quanto mais genérica e menos restritiva do ponto de vista legal, menor é o valor da declaração."
" - Muito bem, teremos de pensar em alguma coisa melhor. Mas temos que fazer alguma coisa."
CONTRAPONTO
A PARTE E O TODO
HEISENBERG
PP. 256-257
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Lula em encontro com presidente de Portugal | Foto: Ricardo Stuckert / PR / CP
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Em boas-vindas a Lula, Rebelo diz que paz no mundo pressupõe retirada da Rússia da Ucrânia
Presidente português afirmou que serão assinados pelo menos 13 acordos de cooperação com o Brasil
22/04/2023 | 9:48
AE
O presidente de Portugal, Marcelo Rebelo, em discurso de boas-vindas ao presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, disse que a paz no mundo pressupõe retirada das forças armadas da Rússia da Ucrânia. "Paz para ser duradoura e justa, nos termos da resolução da Assembleia Geral das Nações Unidas votada em fevereiro por Brasil e Portugal, pressupõe a disponibilidade da federação russa de retirada imediata das forças armadas", disse Rebelo, em entrevista coletiva a jornalistas ao lado de Lula. A declaração de Rabelo ocorre na esteira de falas do presidente Lula que colocou em situação de igualdade a Rússia e a Ucrânia, o que desagradou a países da União Europeia e aos Estados Unidos.
Rebelo citou uma eventual adesão da Ucrânia à Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) e defendeu soberania de Estado. "Para aceitação de paz complementados na defesa dos princípios de direitos internacionais como soberania de Estado e integridade do território invadido", afirmou o presidente português ao mencionar casos em que Brasil e Portugal podem desempenhar parcerias multilaterais. Rebelo se dispôs também a ajudar o Brasil a retirar brasileiros que estão no Sudão em meio aos conflitos que ocorrem no país. "O presidente sabe melhor que eu quando Portugal ou União Europeia pode desenvolver papel de ajuda em relação a esses irmãos brasileiros", disse.
VEJA TAMBÉM
- Lula se encontra com presidente e primeiro-ministro de Portugal neste sábado
O presidente português mencionou a cimeira luso-brasileira, na qual serão assinados pelo menos 13 acordos de cooperação entre os países. "Teremos cimeira para tratar dos nossos povos e dos irmãos brasileiros, para construir o futuro na inovação científica, na energia, na economia, no plano civil e militar multilateral e bilateral", defendeu Rebelo.
Rebelo resgatou elogios anteriores feitos ao presidente Lula, destacando que é um dos "líderes" do seu tempo e citando em generosidade. "Sejam bem-vindos a esta pátria que tanto deve aos irmãos brasileiros", disse ao cumprimentar Lula e a primeira-dama Janja.
POLÍTICA LULA PORTUGAL MARCELO RABELO
https://www.correiodopovo.com.br/not%C3%ADcias/pol%C3%ADtica/em-boas-vindas-a-lula-rebelo-diz-que-paz-no-mundo-pressup%C3%B5e-retirada-da-r%C3%BAssia-da-ucr%C3%A2nia-1.1021259
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sábado, 22 de abril de 2023
Dora Kramer - Trancos e barrancos
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Folha de S. Paulo
Luiz Inácio da Silva tem feito escolhas tão ruins quanto enigmáticas
O governo ainda não fez quatro meses e a coleção de desacertos supera em muito a quantidade (e a qualidade) de acertos. Até a unanimidade em torno da reação aos ataques de 8 de janeiro ficou tisnada pelas imagens do general da estrita confiança do presidente da República em passeio ameno no Palácio invadido.
Luiz Inácio da Silva tem feito escolhas tão ruins quanto enigmáticas. Não obtém bons resultados e por isso suscitam a dúvida sobre qual a motivação dele ao arrumar briga no campo externo com o Ocidente e, no terreno interno, prestigiar as ilegalidades do MST, levando o líder invasor na viagem à China.
Isso para tratar dos episódios mais recentes e ruidosos. Nesse embornal cabem a turra com o Banco Central, a oferta de holofote a Sérgio Moro, o castigo aos pobres na suspensão do marco do saneamento e ainda toda sorte de improvisos cujo ápice deu-se na atabalhoada suspensão da isenção de taxas às compras nos sites asiáticos.
A única escolha com explicação clara é a manutenção de Jair Bolsonaro como antagonista preferencial. Quem não gostaria de ter nessa condição alguém com tal sorte de passivos?
De resto, a seleção de atritos não tem razão de ser. Guarda semelhança com o que a historiadora Barbara Tuchman celebrizou em sua "Marcha da Insensatez", relatando ao longo da história decisões de governantes que se voltam contra os próprios.
Conviria Lula e companhia darem uma conferida no livro. Mas, ao que consta, o presidente não segue nem gosta de conselhos. Além do mais, parece embarcado numa egotrip aguda que acentua sua vocação para dono de verdades embaladas em platitudes que animaram plateias e o trouxeram até aqui.
Mas o tempo passou, os critérios da sociedade se aprimoraram e não aceita que os trancos aproximem o país à beira de perigosos barrancos.
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Flávia Oliveira - Um outro olhar
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O Globo
Iniciativas tomadas até agora terão impacto positivo na vida dos brasileiros
No turbilhão formado pelo comentário impróprio do presidente da República sobre a guerra Rússia-Ucrânia na passagem por China e Emirados Árabes Unidos, assuntos relevantes da agenda global acabaram negligenciados. Documentos e declarações oficiais dos chefes de Estado sinalizaram atenção ao cumprimento dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável e do enfrentamento à emergência climática. Em Abu Dhabi, Lula chegou a propor que o G20 passe a debater até mesmo uma regulação internacional para as plataformas digitais. É assunto que preocupa o Brasil, à luz das ameaças da extrema direita à democracia e dos recentes episódios de violência contra escolas.
Foi em 2015 que os 193 membros das Nações Unidas se comprometeram a perseguir um conjunto de 169 metas socioeconômicas e ambientais para melhorar a vida no planeta até 2030. Os 17 objetivos, conhecidos como ODS, vão da erradicação da fome e da pobreza à igualdade de gênero. Incluem acesso a saúde e educação, água e saneamento; trabalho decente e energia limpa; consumo responsável e cidades sustentáveis.
A pandemia da Covid-19 interrompeu uma trajetória de avanços, que já vinha trôpega. Na edição 2022 do Relatório Luz, em que ONGs, movimentos sociais e universidades monitoram o cumprimento das metas, o Brasil retrocedeu em indicadores de saúde, educação e trabalho. Os autores chamaram a atenção para uma realidade gravíssima:
— Num contexto de crise sanitária e climática, o aumento da pobreza, da fome, da perda de biodiversidade e da qualidade de vida no Brasil indica, de forma irrefutável, uma sociedade adoecida não apenas pelos efeitos devastadores da Covid-19, mas também pelo crescimento das desigualdades.
Das 168 metas aplicáveis ao Brasil, dois terços (110) estão em retrocesso, em decorrência de políticas públicas interrompidas, negativamente alteradas ou financeiramente asfixiadas. Aumentaram mortalidade materna, exposição a agrotóxicos, fome, precarização do mercado de trabalho.
A invasão da Ucrânia pela Rússia agravou o cenário, em virtude dos efeitos, sobretudo, na oferta e nos preços dos alimentos mundo afora. Boa parte das decisões restritivas de política monetária — que jogam para cima a taxa de juros e para baixo o crescimento econômico — tem a ver com custos da energia, dos combustíveis e da comida.
É bom sinal que países em diálogos bi ou multilaterais ressuscitem acordos pactuados, porém secundarizados pela urgência da crise sanitária, pelo ambiente econômico instável, por relações internacionais tensionadas por um conflito sem horizonte de fim.
Há coisas interessantes acontecendo país e mundo afora, que o foco teimoso nos enredos de sempre interdita. Há uma cena antológica em “Desconstruindo Harry” (Woody Allen, 1997) em que o protagonista se desespera com o mundo que, por incompreensível, julga desfocado. Como reposta, ele ouve que o problema está na lente que usa, não na cena, nas pessoas, nos objetos que observa.
O Brasil adentrou um túnel escuro por quatro longos anos. Depara agora com os primeiros raios de sol. A democracia mostrou-se resiliente a uma saraivada de ataques e a uma tentativa de golpe. A centena de réus ratificados pelo Supremo Tribunal Federal nesta semana são indício de justiça — sem anistia.
Num par de viagens internacionais, o governo voltou com R$ 62 bilhões em acordos firmados com China e Emirados Árabes Unidos. Ainda ontem, os Estados Unidos anunciaram com pompa que o Brasil receberá, em cinco anos, meio bilhão de dólares para combater o desmatamento na Amazônia. O plano de enfrentamento está em consulta pública e deverá ser lançado até meados de maio.
Recriado, o Ministério da Cultura tem quase R$ 9 bilhões para distribuir em editais a uma cadeia produtiva que emprega mais de 7 milhões de brasileiros e representa 3,11% do PIB nacional, mais que a indústria automotiva, estimou o Observatório Itaú Cultural em relatório recente. O orçamento das universidades será recomposto. Famílias já começaram a receber o adicional do Bolsa Família por crianças de até 6 anos; adolescentes também serão incorporados ao programa, quase esfacelado dois anos atrás. O teto de gastos dará lugar a um regime fiscal mais realista e eficiente. Vem aí a reforma tributária. Depende do Congresso Nacional garantir que ela promova justiça para que os mais pobres paguem menos; avesso do presente. Cada uma dessas iniciativas tem ou terá impacto positivo na atividade econômica, na qualidade de vida e no futuro dos brasileiros. Elas precisam ser olhadas, medidas e avaliadas com outro peso, outro olhar.
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Lula participa de primeiros compromissos em Portugal | SBT Brasil (22/04/23)
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SBT News
22 de abr. de 2023 #sbtnews #mundo
A crise no GSI também foi assunto no primeiro dia de compromissos do presidente Lula, em Portugal | #sbtnews #mundo
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Ucrânia: Lula diz 'entender' Europa, mas defende ser hora de 'parar guerra'
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Caíque Alencar
Do UOL, em São Paulo
22/04/2023 09h33Atualizada em 22/04/2023 11h0
O presidente Lula (PT) afirmou hoje que "entende o papel" da União Europeia de apoio à Ucrânia contra a invasão da Rússia, mas que é hora de "parar a guerra". A declaração foi dada em entrevista coletiva após encontro do brasileiro com o presidente português, Marcelo Rebelo de Sousa, em Lisboa.
O que aconteceu?
Lula disse preferir uma "terceira via" na guerra entre Rússia e Ucrânia.
"Como a gente vai resolver na prática, você tem que convencer as pessoas que você pensa que não querem parar a parar. Nós estamos em situação em que a guerra da Rússia e da Ucrânia não está fazendo bem à humanidade. É por isso que nós temos que encontrar um grupo de pessoas que esteja disposto a falar em paz", afirmou o presidente, ao ser questionado por jornalistas.
"Eu não quero agradar ninguém, eu quero construir uma forma de colocar os dois à mesa. Não precisa destruir o mundo para construir a paz. A Rússia não deveria ter invadido, mas invadiu. Em vez de eu ficar escolhendo lado, eu prefiro escolher uma terceira via", acrescentou Lula.
O presidente brasileiro também afirmou que "nunca igualou os dois países".
"Eu nunca igualei os dois países porque eu sei o que é invasão, eu sei o que é integridade territorial", disse. No último domingo (16), quando esteve em Abu Dhabi, Lula responsabilizou a Rússia e a Ucrânia pela guerra. A frase provocou repúdio dos Estados Unidos e também da Europa.
Ao lado de Rebelo, Lula ainda disse que "se você não fala em paz, você contribui para a guerra".
"O chanceler Olaf Scholz foi ao Brasil pedir que a gente vendesse mísseis para que ele doasse à Ucrânia. O Brasil recusou porque, se esses mísseis fossem doados a Ucrânia, eles fossem usados e morresse um russo, o Brasil seria culpado. O Brasil estaria na guerra. E o Brasil não quer guerra."
Lula está em viagem internacional de seis dias a Portugal e à Espanha.
Esse é o primeiro compromisso oficial do presidente na Europa desde a posse, em janeiro.
Lula disse que Portugal e Brasil devem 'conversar mais'
O presidente disse que a relação entre os dois países precisa ser mais "ousada" e "desaforada". "É preciso que nossos ministros discutam mais", afirmou.
"Muitas vezes nós pecamos porque nós conversamos pouco. Às vezes se pensa que nós não precisamos conversar porque Brasil e Portugal já são muito amigos. Nós precisamos conversar porque o papel de um presidente da República é abrir portas, mas quem tem competência para fazer negócios são os empresários", disse Lula.
'Vivemos o renascimento do extremismo', disse Lula
Em seu discurso, Lula também condenou o que ele chamou de "renascimento do extremismo". "Nós estamos ameaçados pela política do extremismo e do discurso de ódio alimentado pelas fake news. É impressionante o que está acontecendo no mundo."
Para o presidente, um dos reflexos disso foram os ataques à Praça dos Três Poderes em 8 de janeiro e o período eleitoral no Brasil.
"É quase que fazer política no submundo, destruindo as instituições. O que vem depois é sempre pior, é sempre muito pior. Esse é um risco que passamos a ter com a eleição do Trump nos EUA, e eu não sei onde vamos parar."
https://noticias.uol.com.br/internacional/ultimas-noticias/2023/04/22/lula-pronunciamento-portugal-guerra-russia-ucrania.htm
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Teatro Cego: Um Outro Olhar
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AGENDA
24 de mai. de 2022
Já pensou em assistir uma peça no escuro completo? É isso que propõe o espetáculo “Teatro Cego - Um Outro Olhar”. A montagem, com artistas cegos no elenco, traz a experiência de não enxergar, explorando as potencialidades dos outros sentidos.
Uma empregada doméstica e sua patróa passam, ao mesmo tempo, por diferentes fases no tratamento de câncer, esse é o centro da história. Confira e conheça mais sobre essa produção.
Exibido em 6 de maio de 2022
https://www.youtube.com/watch?v=wrZyT9g1i2E
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IRRUPÇÃO ABRUPTA DE NORMA HAD HOC
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As PECs e a erosão constitucional - 20/04/2023 - Opinião - Folha
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José Eduardo Faria* - As PECs e a erosão constitucional
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Folha de S. Paulo
Uso desmedido de emendas corrói estrutura, coerência e legitimidade da Carta
Aprovada no final de 2021, a Proposta de Emenda Constitucional dos Precatórios modificou a metodologia de cálculo do limite do teto de gastos, permitindo maiores dispêndios no Orçamento de 2022. Menos de um ano depois, a aprovação da PEC da Transição, após as eleições presidenciais de outubro, voltou a modificar os dispositivos sobre gastos, desta vez para acomodar mais despesas, sob a justificativa de estimular programas sociais. Ela também determinou a criação de um novo marco fiscal até agosto de 2023, e o governo já deixou claro que recorrerá a uma PEC para introduzi-lo.
Se caminhar nessa linha, serão três alterações constitucionais discordantes sobre um mesmo tema num período muito curto de tempo. Por isso, a dúvida é saber se a aprovação de tantas PECs não acabará introduzindo na Constituição normas que tendem a desfigurá-la. Como entre a promulgação da Carta e dezembro de 2022 já foram aprovadas 128 emendas constitucionais, essa indagação ganha ainda mais relevância.
Na medida em que a vida social e econômica é dinâmica por sua natureza, em princípio toda Constituição deve estar aberta a uma revisão ou sujeita a receber emendas. Revisões constitucionais também são necessárias para impedir que a vontade política de uma geração se imponha de modo descabido sobre as seguintes. Quando permanece imutável, a Constituição acaba ultrapassada pelos fatos, tornando-se ineficaz. Contudo, se alterada excessivamente e na mesma velocidade em que esses fatos ocorrem, perde força como marco normativo.
Por isso, só o uso responsável e prudente das emendas permite que a Carta mantenha eficácia ao longo do tempo, preservando as estruturas do regime político, os direitos individuais, as liberdades fundamentais, as regras eleitorais e os marcos normativos das finanças públicas. Ao assegurar uma combinação entre estabilidade e flexibilidade, emendas são um fator de estabilização institucional.
Essa é a razão para que os requisitos para a aprovação de uma PEC sejam mais complexos do que as regras para mudanças na legislação infraconstitucional. É uma forma de proteger a Constituição contra alterações decorrentes de razões conjunturais. São esses requisitos que permitem ao texto constitucional preservar sua força normativa, ao mesmo tempo em que se adapta às mudanças sociais.
O problema é que os congressistas nem sempre seguem rigorosamente os procedimentos previstos para a aprovação de uma emenda. Em razão de seus interesses eleitorais, muitas vezes desprezam o próprio regimento interno da Câmara e do Senado, como ocorreu com a aprovação da PEC 1/22, que abriu caminho para o populismo fiscal a menos de três meses das eleições. Sua aprovação foi articulada pelo Palácio do Planalto e pelo centrão com o objetivo de reverter o desempenho de Jair Bolsonaro nas pesquisas.
Na prática, as PECs formuladas mais por razões conjunturais do que estruturais não são propriamente emendas. Não passam de uma sucessão de novos artigos de um texto constitucional que vai sendo reescrito conforme as conveniências dos eventuais ocupantes do Executivo e do Legislativo. Em belo artigo, Rogério Arantes e Cláudio Couto mostraram que, de todas as emendas aprovadas nos primeiros oito anos de vigência da Constituição, só 31,2% tratavam de regras sobre o funcionamento das instituições. As demais 68,8% tratavam de políticas públicas, que mudam de governo para governo.
Quando uma Constituição é alterada continuamente, a hipermutabilidade de suas normas corrói sua estrutura, sua coerência e sua legitimidade, o que abre caminho para insegurança jurídica e instabilidade econômica. O risco de novas PECs é acelerar ainda mais a perda da autoridade normativa da Constituição.
Se do ponto de vista formal o texto constitucional ainda sobrevive, por dentro vem sendo erodido há tempos por emendas formuladas sem um padrão temático e voltadas às questões conjunturais.
*Professor titular e decano da Faculdade de Direito da USP, é chefe do Departamento de Filosofia e Teoria Geral do Direito
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Governo tem de ser visto com um outro olhar | Flávia Oliveira | O Globo
sexta-feira, 21 de abril de 2023
Flávia Oliveira - Um outro olhar
O Globo
Iniciativas tomadas até agora terão impacto positivo na vida dos brasileiros
No turbilhão formado pelo comentário impróprio do presidente da República sobre a guerra Rússia-Ucrânia na passagem por China e Emirados Árabes Unidos, assuntos relevantes da agenda global acabaram negligenciados. Documentos e declarações oficiais dos chefes de Estado sinalizaram atenção ao cumprimento dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável e do enfrentamento à emergência climática. Em Abu Dhabi, Lula chegou a propor que o G20 passe a debater até mesmo uma regulação internacional para as plataformas digitais. É assunto que preocupa o Brasil, à luz das ameaças da extrema direita à democracia e dos recentes episódios de violência contra escolas.
Foi em 2015 que os 193 membros das Nações Unidas se comprometeram a perseguir um conjunto de 169 metas socioeconômicas e ambientais para melhorar a vida no planeta até 2030. Os 17 objetivos, conhecidos como ODS, vão da erradicação da fome e da pobreza à igualdade de gênero. Incluem acesso a saúde e educação, água e saneamento; trabalho decente e energia limpa; consumo responsável e cidades sustentáveis.
A pandemia da Covid-19 interrompeu uma trajetória de avanços, que já vinha trôpega. Na edição 2022 do Relatório Luz, em que ONGs, movimentos sociais e universidades monitoram o cumprimento das metas, o Brasil retrocedeu em indicadores de saúde, educação e trabalho. Os autores chamaram a atenção para uma realidade gravíssima:
— Num contexto de crise sanitária e climática, o aumento da pobreza, da fome, da perda de biodiversidade e da qualidade de vida no Brasil indica, de forma irrefutável, uma sociedade adoecida não apenas pelos efeitos devastadores da Covid-19, mas também pelo crescimento das desigualdades.
Das 168 metas aplicáveis ao Brasil, dois terços (110) estão em retrocesso, em decorrência de políticas públicas interrompidas, negativamente alteradas ou financeiramente asfixiadas. Aumentaram mortalidade materna, exposição a agrotóxicos, fome, precarização do mercado de trabalho.
A invasão da Ucrânia pela Rússia agravou o cenário, em virtude dos efeitos, sobretudo, na oferta e nos preços dos alimentos mundo afora. Boa parte das decisões restritivas de política monetária — que jogam para cima a taxa de juros e para baixo o crescimento econômico — tem a ver com custos da energia, dos combustíveis e da comida.
É bom sinal que países em diálogos bi ou multilaterais ressuscitem acordos pactuados, porém secundarizados pela urgência da crise sanitária, pelo ambiente econômico instável, por relações internacionais tensionadas por um conflito sem horizonte de fim.
Há coisas interessantes acontecendo país e mundo afora, que o foco teimoso nos enredos de sempre interdita. Há uma cena antológica em “Desconstruindo Harry” (Woody Allen, 1997) em que o protagonista se desespera com o mundo que, por incompreensível, julga desfocado. Como reposta, ele ouve que o problema está na lente que usa, não na cena, nas pessoas, nos objetos que observa.
O Brasil adentrou um túnel escuro por quatro longos anos. Depara agora com os primeiros raios de sol. A democracia mostrou-se resiliente a uma saraivada de ataques e a uma tentativa de golpe. A centena de réus ratificados pelo Supremo Tribunal Federal nesta semana são indício de justiça — sem anistia.
Num par de viagens internacionais, o governo voltou com R$ 62 bilhões em acordos firmados com China e Emirados Árabes Unidos. Ainda ontem, os Estados Unidos anunciaram com pompa que o Brasil receberá, em cinco anos, meio bilhão de dólares para combater o desmatamento na Amazônia. O plano de enfrentamento está em consulta pública e deverá ser lançado até meados de maio.
Recriado, o Ministério da Cultura tem quase R$ 9 bilhões para distribuir em editais a uma cadeia produtiva que emprega mais de 7 milhões de brasileiros e representa 3,11% do PIB nacional, mais que a indústria automotiva, estimou o Observatório Itaú Cultural em relatório recente. O orçamento das universidades será recomposto. Famílias já começaram a receber o adicional do Bolsa Família por crianças de até 6 anos; adolescentes também serão incorporados ao programa, quase esfacelado dois anos atrás. O teto de gastos dará lugar a um regime fiscal mais realista e eficiente. Vem aí a reforma tributária. Depende do Congresso Nacional garantir que ela promova justiça para que os mais pobres paguem menos; avesso do presente. Cada uma dessas iniciativas tem ou terá impacto positivo na atividade econômica, na qualidade de vida e no futuro dos brasileiros. Elas precisam ser olhadas, medidas e avaliadas com outro peso, outro olhar.
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sábado, 22 de abril de 2023
Pablo Ortellado - Nada de bom pode sair do circo da CPMI
O Globo
É ingenuidade acreditar que conseguiremos resultados com embates televisionados entre Eduardo Bolsonaro e André Janones
As imagens da invasão do gabinete da Presidência da República veiculadas na quarta-feira pela CNN tornaram inevitável a instalação da CPMI para apurar o ataque às sedes dos Poderes.
Na edição apresentada pela CNN, o então ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), general Gonçalves Dias, parece ser conivente com a invasão do Palácio do Planalto, e alguns de seus subordinados dão a impressão de colaborar com os invasores. Olhando a íntegra das imagens, publicadas no dia seguinte, podemos até aceitar a verossimilhança da explicação do general: que não houve conivência da parte dele, apenas perplexidade e impotência e que a ação leniente de seus subordinados era desobediência.
Talvez seja verdade, mas nada disso explica a razão de essas imagens terem sido mantidas longe do escrutínio do público e, aparentemente, da própria Presidência da República. Agora, essas perguntas legítimas se somam às teorias da conspiração da oposição, e não há mais como parar o trem desgovernado de uma CPMI.
Desde a noite do 8 de Janeiro, meios bolsonaristas defendem a tese tresloucada de que a invasão das sedes dos Três Poderes foi um movimento pacífico de protesto infiltrado por agentes provocadores esquerdistas, cujo vandalismo foi facilitado pelas forças de segurança, numa espécie de cilada para criminalizar o movimento.
Nada disso, obviamente, se sustenta. As imagens das câmeras de segurança permitiram identificar vândalos que são notórios bolsonaristas e estavam acampados em frente ao Q.G. do Exército em Brasília. Além do mais, não faz o menor sentido o governo ter fomentado um movimento que queria derrubá-lo, para o qual a ocupação das sedes dos Poderes era apenas uma parte, coordenada com outras ações como o bloqueio de estradas, a derrubada de linhas de transmissão de energia e a interrupção do abastecimento de combustíveis.
Porém, por mais inverossímil que seja essa alegação, ela segue disseminada entre os bolsonaristas e tem sido o motor de sua insistência por uma CPMI, que deveria tentar esclarecer a eventual participação de agentes provocadores e por que, alertado pelos serviços de inteligência sobre uma invasão iminente, o governo não tomou as medidas cabíveis. As imagens ambíguas do general Gonçalves Dias um tanto inerte enquanto vândalos invadiam o quarto andar do Palácio do Planalto parecem respaldar as especulações conspiratórias dos bolsonaristas.
Agora, o estrago está feito. Teremos mesmo uma CPMI. Passaremos os próximos meses assistindo a acalorados e ridículos embates entre políticos da situação e da oposição, disputas sobre quem deve ser convocado e depoimentos que não passam de pretextos para políticos repetirem narrativas consolidadas. Nada de bom pode sair de uma investigação sobre esse tema conduzida por políticos em ambiente tão carregado.
É uma pena, porque ainda há muitas perguntas sem resposta. Precisamos descobrir em que medida integrantes do governo Lula falharam em tomar providências para impedir a invasão. Precisamos atribuir as devidas responsabilidades à Abin, ao GSI, à polícia do Distrito Federal, à Polícia Federal e ao Batalhão da Guarda Presidencial e entender o que foi apenas incompetência e o que foi colaboração com uma tentativa de golpe de Estado.
Precisamos também olhar com muito mais cuidado para o movimento que invadiu a sede dos Poderes e atribuir responsabilidade aos participantes de maneira proporcional e apoiada nas evidências. Há imagens mostrando vandalismo e uma tentativa clara de derrubar a ordem democrática, mas há também imagens de manifestantes tentando impedir o vandalismo e a violência. Invadir a sede de um Poder da República é uma coisa, destruir propriedade pública outra; tentar um golpe de Estado, uma terceira, muito mais grave.
Precisamos descobrir em que medida a dona de casa que acampou no Q.G. do Exército acreditando na retórica de um movimento cívico pacífico foi cooptada e radicalizada ou apenas enganada por lideranças que articulavam a tomada violenta das sedes dos Poderes visando a um golpe de Estado.
Precisamos, finalmente, identificar os financiadores e os estrategistas do movimento golpista e suas conexões com a cúpula política do bolsonarismo.
É muita ingenuidade acreditar que conseguiremos qualquer dessas coisas com embates televisionados entre Eduardo Bolsonaro e André Janones.
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sábado, 22 de abril de 2023
PELOS OBSIDIADOS
É o caso da fascinação, infinitamente mais rebelde do que a mais
violenta subjugação. (O livro dos médiuns, 2a
Parte, cap. XXIII.)
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KATICA ILLÉNYI - Fascination
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164
O DIABO
“Respondeu-lhe Jesus: Não vos escolhi a vós, os doze? e um de vós é
diabo.” — (JOÃO, CAPÍTULO 6, VERSÍCULO 70.)
Quando a teologia se reporta ao diabo, o crente imagina, de imediato, o
senhor absoluto do mal, dominando num inferno sem-fim.
Na concepção do aprendiz, a região amaldiçoada localiza-se em esfera
distante, no seio de tormentosas trevas...
Sim, as zonas purgatoriais são inúmeras e sombrias, terríveis e dolorosas,
entretanto, consoante a afirmativa do próprio Jesus, o diabo partilhava os
serviços apostólicos, permanecia junto dos aprendizes e um deles se
constituíra em representação do próprio gênio infernal. Basta isto para que nos
informemos de que o termo “diabo” não indicava, no conceito do Mestre, um
gigante de perversidade, poderoso e eterno, no espaço e no tempo. Designa o
próprio homem, quando algemado às torpitudes do sentimento inferior.
Daí concluirmos que cada criatura humana apresenta certa percentagem
de expressão diabólica na parte inferior da personalidade.
Satanás simbolizará então a força contrária ao bem.
Quando o homem o descobre, no vasto mundo de si mesmo, compreende
o mal, dá-lhe combate, evita o inferno íntimo e desenvolve as qualidades
divinas que o elevam à espiritualidade superior.
Grandes multidões mergulham em desesperas seculares, porque não
conseguiram ainda identificar semelhante verdade.
E, comentando esta passagem de João, somos compelidos a ponderar: —
“Se, entre os doze apóstolos, um havia que se convertera em diabo, não
obstante a missão divina do círculo que se destinava à transformação do
mundo, quantos existirão em cada grupo de homens comuns na Terra?”
164
O DIABO
http://limiarespirita.com.br/livros/pao_nosso.pdf
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INICIAÇÃO NO EVANGELHO NOVO
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"o médico dos pobres"
Prece à Bezerra de Menezes – Núcleo Espírita Coração de Jesus
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Nós te rogamos Pai de infinita Bondade e Justiça, o auxílio de Jesus Cristo, através de Bezerra de Menezes e suas legiões de companheiros; que eles nos assistam Senhor, consolando os aflitos, curando aqueles que se tornam merecedores, confortando aqueles que tiverem suas provas e expiações a passar, esclarecendo aos que desejarem conhecer a verdade e assistindo a todos quanto apelam ao Teu infinito Amor.
Jesus, Divino portador da Graça e da verdade, estende Tuas mãos dadivosas em socorro daqueles que Te reconhecem o Despenseiro Fiel e Prudente. Faze-o, Divino Modelo através de Tuas legiões consoladoras, de Teus bons espíritos, a fim de que a Fé se eleve, a Esperança aumente, a Bondade se expanda e o Amor triunfe sobre todas as coisas.
Bezerra de Menezes, Apóstolo do Bem e da Paz, Amigo dos humildes e dos enfermos, movimenta as tuas falanges amigas em benefício daqueles que sofrem, sejam males físicos ou espirituais. Bons espíritos, dignos obreiros do Senhor derramai as curas sobre a humanidade sofredora, a fim de que as criaturas se tornem amigas da Paz, do Conhecimento, da Harmonia e do Perdão, semeando pelo mundo os divinos exemplos de Jesus Cristo.
Que todos possam se sentir mais fortalecido no amor de Deus nosso Pai e Jesus, nosso Irmão Maior.
Muita luz a todos.
https://necoracaodejesus.org.br/oracoes/prece-a-bezerra-de-menezes/
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No próprio Livro de Atas do Grupo Espírita, psicogravava mensagens de Benfeitores Espirituais, dentre eles, Bittencourt Sampaio Adolfo Bezerra de Menezes.
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"Eu fui sorteado para tomar conta do Pedro Moço de Souza, um obsidiado terrível, que veio de Goiás.
Tudo bem até até madrugada, quando fui vencido no sono e Pedro fugiu.
Quando acordei, pela manhã, e dei pelo ocorrido fiquei preocupado, evidentemente.
De repente, o Pedro chega e me diz:
- Voltei, mutum, porque é você."
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Esse episódio até certo ponto humorístico, mostra-nos a base que regia a instituião de Eurípedes, no tocante ao desenvolvimento dos serviços.
Sorteava-se um companheiro para vigilante da noite, junto aos aos obsidiados.
O trabalho era cheio de percalços e acarretava responsabilidade e devontamento.
13. FARMÁCIA ESPÍRITA ESPERANÇA E CARIDADE
EURÍPEDES
O HOMEM
E A MISSÃO
CORINA NOVELINO
pp. 96-98
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Eurípedes - O homem e a missão
Edição Português por Corina Novelino (Autor)
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“Uma vida marcantemente apostolar, como a de Eurípedes Barsanulfo, merece ser evocada nas suas linhas soberbas, em que o Missionário se impõe de maneira fulgurante. Trazer a lume episódios do dia-a-dia, iluminados pela constante do Bem, da Verdade, da Justiça, da Lógica e da Ordem – eis o dever inadiável e imperioso dos que conheceram de perto a obra missionária de Eurípedes.” Do Prefácio da Autora.
https://www.amazon.com.br/Eur%C3%ADpedes-Homem-Miss%C3%A3o-Corina-Novelino/dp/8573413727
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Observação – A cura das obsessões graves requer muita paciência, perseverança e
devotamento. Exige também tato e habilidade, a fim de encaminhar para o bem
Espíritos muitas vezes perversos, endurecidos e astuciosos, porquanto há os rebeldes ao extremo. Na maioria dos casos, temos de nos guiar pelas circunstâncias.
Qualquer que seja, porém, o caráter do Espírito, nada se obtém, é isto um fato
incontestável, pelo constrangimento ou pela ameaça. Toda influência reside no
ascendente moral. Outra verdade igualmente comprovada pela experiência tanto quanto pela lógica, é a completa ineficácia dos exorcismos, fórmulas, palavras sacramentais, amuletos, talismãs, práticas exteriores, ou quaisquer sinais
materiais.
A obsessão muito prolongada pode ocasionar desordens patológicas e reclama, por
vezes, tratamento simultâneo ou consecutivo, quer magnético, quer médico, para
restabelecer a saúde do organismo. Destruída a causa, resta combater os efeitos.
(Veja-se: O livro dos médiuns, 2a
Parte, cap. XXIII – Da obsessão. Revue spirite,
fevereiro e março de 1864; abril de 1865: exemplos de curas de obsessões.)
https://febnet.org.br/wp-content/themes/portalfeb-grid/obras/evangelho-guillon.pdf
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Tudo pode ser melhor.
Quando você crê que pode mudar,
a mudança começa a aparecer.
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99 - O LIVRO DOS MÉDIUNS — CAPÍTULO XXIII — DA ...
YouTube·Espiritismo e Mediunidade·13 de mai. de 2021
https://www.google.com/search?q=%C3%89+o+caso+da+fascina%C3%A7%C3%A3o,+infinitamente+mais+rebelde+do+que+a+mais+violenta+subjuga%C3%A7%C3%A3o.+(O+livro+dos+m%C3%A9diuns,+2a+Parte,+cap.+XXIII.)&rlz=1C1AVFC_enBR950BR951&sxsrf=APwXEder0Ds3cF2QFEk3F9IX-Im3FOcUJA:1682186362145&source=lnms&tbm=vid&sa=X&ved=2ahUKEwjM3b7EiL7-AhVRpZUCHdaBATMQ_AUoAXoECAEQAw&biw=1067&bih=526&dpr=1.5#fpstate=ive&vld=cid:7ee0bdb2,vid:_vui0vn6FTI
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239. A fascinação tem conseqüências muito mais graves. Trata-se de uma ilusão criada diretamente pelo Espírito no pensamento do médium e que paralisa de certa maneira a sua capacidade de julgar as comunicações. O médium fascinado não se considera enganado. O Espírito consegue inspirar-lhe uma confiança cega, impedindo-o de ver a mistificação e de compreender o absurdo do que escreve, mesmo quando este salta aos olhos de todos. A ilusão pode chegar a ponto de levá-lo a considerar sublime a linguagem mais ridícula. Enganam-se os que pensam que esse tipo de obsessão só pode atingir as pessoas simples, ignorantes e desprovidas de senso. Os homens mais atilados, mais instruídos e inteligentes noutro sentido, não estão mais livres dessa ilusão, o que prova tratar-se de uma aberração produzida por uma causa estranha, cuja influência os subjuga.
Dissemos que as conseqüências da fascinação são muito mais graves. Com efeito, graças a essa ilusão que lhe é conseqüente o Espírito dirige a sua vítima como se faz a um cego, podendo levá-lo a aceitar as doutrinas mais absurdas e as teorias mais falsas como sendo as únicas expressões da verdade. Além disso, pode arrastá-lo a ações ridículas, comprometedoras e até mesmo bastante perigosas.(1)
Compreende-se facilmente toda a diferença entre obsessão simples e a fascinação. Compreende-se também que os Espíritos provocadores de ambas devem ser diferentes quanto ao caráter. Na primeira, o Espírito que se apega ao médium é apenas um importuno pela sua insistência, do qual ele procura livrar-se. Na segunda, é muito diferente, pois para chegar a tais fins o Espírito deve ser esperto, ardiloso e profundamente hipócrita. Porque ele só pode enganar e se impor usando máscara e uma falsa aparência de virtude.
As grandes palavras como caridade, humildade e amor a Deus servem-lhe de carta de fiança. Mas através de tudo isso deixa passar os sinais de sua inferioridade, que só o fascinado não percebe; e por isso mesmo ele teme, mais do que tudo, as pessoas que vêem as coisas com clareza. Sua tática é quase sempre a de inspirar ao seu intérprete afastamento de quem quer que possa abrir-lhe os olhos. Evitando, por esse meio, qualquer contradição, está certo de ter sempre razão.
https://livrodosmediuns.wordpress.com/2a-parte-das-manifestacoes-espiritas/cap-23-da-obsessao/
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Fascinação (Fascination) - Carlos Galhardo (1957)
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Fascinação/ Fascination (F. D. Marchetti/ versão: Armando Louzada) - Carlos Galhardo (1957).
https://www.youtube.com/watch?v=cQiy2QGpS8I
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"Fascination" foi inicialmente composta por Fermo Dante Marchetti como valsa em 1904. A letra original em francês foi feita por Maurice De Féraudy em 1905.
As primeiras versões foram publicadas como um solo de piano em Hamburgo (Anton J. Benjamin) e em Paris (Édition F. D. Marchetti) intitulada "Valse Tzigane" em 1905.
Mais tarde, já como canção com a letra em francês, foi primeiramente cantada por Paulette Darty em 1905 e publicada no mesmo ano.
A versão da letra inglesa é de autoria de Dick Manning, feita para o filme do gênero comédia romântica "Love In The Afternoon" de 1957, estrelado por Audrey Hepburn e Gary Cooper e que foi um fracasso comercial nos Estados Unidos, porém um grande sucesso na Europa, onde foi lançado sob o título de "Ariane". A música em inglês no filme foi executado pelo conjunto The Gypsies.
Porém, uma das versões mais famosas é a de Nat King Cole que compartilho, gravada em 1957, ano em que Carlos Galhardo canta, pela primeira vez, uma versão em português. Em 1976, Elis Regina grava uma versão de "Fascination" intitulada "Fascinação" no álbum "Falso Brilhante", tornando-se uma das suas canções de referência.
Agradeço à Ambient Nature Atmosphere pelos vídeos de fundo gentilmente cedidos.
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Música
MÚSICA
Fascination (Remastered 2002)
ARTISTA
Nat King Cole
ÁLBUM
Fascination
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Fascinação
Elis Regina
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compositores: ARMANDO LOUZADA, F D MARCHETTI, M DE FERAUDY
Fascinação (1990) - Elis Regina
Gravadora:
Ano: 1990
Faixa: 14
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Fascinação
Maurice de Féraudy e Dante Pilade Marchetti
Versão em Português de Armando Louzada
1905
Escrita em 1905, "Fascinação" foi traduzida para a língua inglesa por Dick Manning em 1932. "Fascinação" é uma valsa composta pelo francês Dante Pilade "Fermo" Marchetti (1876-1940) e a letra original por Maurice de Féraudy (1859-1932), em 1905. Ela ficou praticamente ignorada por décadas até que foi usada no filme americano "Love In The Afternoon", no Brasil, "Amor Na Tarde", interpretada por Jane Morgan. O filme foi estrelado por estrelado por Audrey Hepburn. A canção foi mais tarde regravada por Dinah Shore, Nat King Cole e pelo maestro francês Paul Mauriat.
A letra da versão original da música "Fascinação", uma linda poesia de Armando Louzada, foi utilizada, em 1943 e 1950, na gravação que fez Carlos Galhardo. O interessante é que ele, quase no meio da música, declama quatro versos e volta a cantar.
Quando Armando Louzada fez a versão, incluiu uma segunda parte, cantada com a mesma linha melódica da primeira parte, que é mais conhecida:
"Hoje sombra sou do que fui
Minhas ilusões o destino levou
Nada mais existe,
Desde que partiste
Em meu coração
Só saudade ficou.
Vivo com o passado a sonhar
Vendo-te ainda em meu coração
Mas tudo promessa,
Quimeras, mentiras
De tua fascinação"
Em 1957, Carlos Galhardo tornou a gravar, suprimindo os versos declamados e a própria declamação. Posteriormente, houveram gravações, que suprimiram ainda mais os versos. Foi uma tendência nas maioria das letras musicais: torná-las mais curtas, com os versos mais belos.
"Fascinação" esteve presente na trilha das novelas "Fascinação" (1998) em duas gravações com os cantores Carlos Galhardo e Nana Caymmi, "O Profeta" (2006) com Elis Regina, e "O Casarão" (1976) também na interpretação da cantora Elis Regina.
Em 1976, no aclamado álbum "Falso Brilhante", Elis Regina fez o seu registro da canção. "Fascinação" tornou-se, desde então, uma das interpretações mais reconhecidas da cantora. Mais tarde, Nana Caymmi regravou a canção para a telenovela "Fascinação" (1998).
Em 2007, a versão em francês integrou a trilha-sonora de "La Môme", no Brasil, "Piaf - Um Hino Ao Amor", filme baseado na vida de Edith Piaf.
Fascinação
Os sonhos mais lindos sonhei,
De quimeras mil um castelo ergui.
E no teu olhar, tonto de emoção,
Com sofreguidão mil venturas previ.
O teu corpo é luz, sedução,
Poema divino cheio de esplendor.
Teu sorriso prende, inebria e entontece,
És fascinação, amor.
Os sonhos mais lindos sonhei,
De quimeras mil um castelo ergui.
E no teu olhar, tonto de emoção,
Com sofreguidão mil venturas previ.
O teu corpo é luz, sedução,
Poema divino cheio de esplendor.
Teu sorriso prende, inebria e entontece,
És fascinação, amor.
http://eternas-musicas.blogspot.com/2013/02/fascinacao.html
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KATICA ILLÉNYI - Fascination
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Katica Illényi
Katica Illényi - violin
F. D. Marchetti
Dohnányi Orchestra Budafok
Conductor: István Silló
Recorded live on 10. December 2010. Palace of Arts, B. Bartók National Concert Hall
Official FB: https://www.facebook.com/katicailleny...
https://www.youtube.com/watch?v=985ftUClwXM
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Nat King Cole - Fascination - Tradução PT-BR
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sexta-feira, 21 de abril de 2023
DENÚNCIAS E CONSEQUÊNCIAS
AS CONSEQUÊNCIAS VÊM SEMPRE DEPOIS.
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Poesia | Clarice Lispector - Das vantagens de ser bobo
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Nas entrelinhas: Invasão do Planalto tem duas narrativas
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Publicado em 20/04/2023 - 07:21 Luiz Carlos Azedo
Brasília, Comunicação, Congresso, Cuba, Eleições, EUA, Governo, Justiça, Literatura, Memória, Militares, Partidos, Política, Política, Segurança, Terrorismo, Violência
São chocantes as imagens que mostram o ministro-chefe do GSI, general Gonçalves Dias, no Palácio do Planalto, dialogando com os bolsonaristas que haviam invadido e depredado suas dependências
Tabloide americano, o melhor romance dos EUA de 1996, de James Ellroy, desconstrói o sonho americano ao descrever uma trama política golpista e mafiosa, cujo desfecho foi o assassinato de John Kennedy, em Dallas, no dia 22 de novembro de 1963. No gênero noir, desnuda os bastidores glamourosos da Casa Branca.
Entre os personagens históricos, além do presidente assassinado, que, à época, mantinha um romance tórrido com Marilyn Monroe, estão o magnata Howard Hughes, um paranoico drogado; e Frank Sinatra, traído pela mulher, Ava Gardner. O senador Robert Kennedy investiga a Máfia; o poderoso chefe do FBI, J. Edgard Hoover, investiga o presidente da República; a CIA investiga todo mundo. O inimigo principal dos EUA era Fidel Castro, o líder da Revolução Cubana.
Cinco anos depois, em 6 Mil em Espécie, Ellroy retoma o fio da história, a partir do dia do assassinato de Kennedy em Dallas e descreve uma conspiração que vai do crime organizado aos políticos de direita. Wayne Junior, um tira de Las Vegas, chega a Dallas no dia do assassinato de Kennedy, com US$ 6 mil em espécie no bolso, com a função de matar um cafetão negro.
Encontra dois personagens de Tabloide Americano: Ward Littell, ex-agente do FBI, advogado de Howard Hughes, e Pete Bondurant, ex-agente da CIA, anticomunista fervoroso. Os três mergulham no submundo da política: crime organizado em Dallas e Las Vegas, Howard Hughes, Ku-Klux-Klan, tráfico de heroína no Vietnã, extremistas de direita e muitas mortes. Tudo para encobrir as pistas que levavam aos verdadeiros mandantes do assassinato de Kennedy.
Felizmente, até agora, não morreu ninguém desde a posse de Lula. Mas a política brasileira começa a ganhar ares de um romance noir, a partir do 8 de janeiro. São chocantes as imagens que mostram o ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), general Gonçalves Dias, no Palácio do Planalto, nas quais aparece dialogando com os bolsonaristas que haviam invadido e depredado suas dependências. Passam a impressão de que houve absoluto despreparo ou dissimulada conivência do militar com o que aconteceu.
Marco Edson Gonçalves Dias tem 73 anos, comandou o 19º batalhão de Infantaria Motorizado e a 6ª Região Militar (Bahia). Conhecido como G. Dias, foi secretário de Segurança da Presidência da República nos dois governos de Lula e chefe da Coordenadoria de Segurança Institucional da ex-presidente Dilma Rousseff (PT). Na campanha eleitoral, cuidou da segurança de Lula, que confiava muito nele. Ontem, pediu demissão do cargo, devido à repercussão das imagens e à perda de confiança de Lula, que o considerava um amigo.
O general havia ocultado do presidente da República a existência dos vídeos revelados pela CNN, num grande “furo” de reportagem. Havia decretado sigilo por cinco anos das imagens que, ao mesmo tempo, dizia não existirem. Mas eram do conhecimento do Exército e da Polícia Federal, que investigam aqueles acontecimentos. Muitos dos 81 militares ouvidos no inquérito do 8 de janeiro aparecem nas imagens conversando com os invasores, sem impedi-los de quebrar o que encontravam pela frente.
CPMI bolsonarista
O capitão responsável pela guarda do Palácio do Planalto no dia do evento foi afastado do cargo somente duas semanas depois. Como ele, todos os integrantes do GSI haviam sido designados pelo seu antigo ministro, o general Augusto Heleno. Ontem, Lula nomeou como chefe interino do GSI o secretário executivo do Ministério da Justiça, Ricardo Cappelli, que fora interventor na segurança pública de Brasília no dia da tentativa de golpe de Estado.
Em sua defesa, G. Dias argumentou que chegou ao palácio depois da invasão e atuou para retirar os vândalos bolsonaristas do terceiro e quarto andares, encaminhando-os para o segundo andar, onde seriam presos. Velhas imagens do dia do evento, porém, mostram um comandante da tropa de choque da PM esculachando o major do Exército encarregado da Guarda Presidencial, que pretendia deixar os manifestantes saírem livremente e tentou impedir as prisões.
Ontem, o governo passou o dia na defensiva, sem saber muito bem o que fazer, até que Lula resolveu pedir ao general que se exonerasse. Como o ex-ministro era homem de confiança do presidente da República, a narrativa bolsonarista estapafúrdia de que os acontecimentos de 8 de janeiro foram uma grande armação petista, que circula desde 9 de janeiro, voltou a ser agitada nas redes sociais. Mais do que isso, reverbera muito no Congresso.
A instalação de uma CPI Mista para investigar o 8 de janeiro, requerida pelo deputado André Fernandes (PL-CE), integrante da tropa de Jair Bolsonaro, tornou-se um fato consumado. O governo tentou retirar as assinaturas do pedido e não conseguiu. Agora, corre atrás do prejuízo, mobiliza parlamentares petistas e aliados para não perder o controle da comissão.
Fernandes é alvo de inquérito no Supremo Tribunal Federal, sob suspeita de incentivar a invasão. Youtuber, mobilizou seus aliados para o 8 de janeiro. Naquele mesmo dia, à noite, compartilhou imagens da porta do armário do ministro Alexandre de Moraes, que fora arrancada durante a invasão do Supremo.
O objetivo da CPMI é desviar o foco das investigações da Polícia Federal e responsabilizar o governo Lula pela invasão do Palácio do Planalto, do Congresso e do Supremo. Parece maluquice, mas os bolsonaristas acreditam nessa narrativa.
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Presidente sanciona lei que determina proteção imediata a mulheres que denunciam violência
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LEI Nº 14.550, DE 19 DE ABRIL DE 2023
Altera a Lei nº 11.340, de 7 de agosto de 2006 (Lei Maria da
Penha), para dispor sobre as medidas protetivas de urgência e
estabelecer que a causa ou a motivação dos atos de violência e
a condição do ofensor ou da ofendida não excluem a aplicação
da Lei.
O PRESIDENTE DA REPÚBLICA
Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei:
Art. 1º O art. 19 da Lei nº 11.340, de 7 de agosto de 2006 (Lei Maria da Penha), passa a vigorar
acrescido dos seguintes §§ 4º, 5º e 6º:
"Art. 19. .............................................................................................................
......................................................................................................................................
§ 4º As medidas protetivas de urgência serão concedidas em juízo de cognição sumária a partir
do depoimento da ofendida perante a autoridade policial ou da apresentação de suas alegações escritas e
poderão ser indeferidas no caso de avaliação pela autoridade de inexistência de risco à integridade física,
psicológica, sexual, patrimonial ou moral da ofendida ou de seus dependentes.
§ 5º As medidas protetivas de urgência serão concedidas independentemente da tipificação
penal da violência, do ajuizamento de ação penal ou cível, da existência de inquérito policial ou do registro
de boletim de ocorrência.
§ 6º As medidas protetivas de urgência vigorarão enquanto persistir risco à integridade física,
psicológica, sexual, patrimonial ou moral da ofendida ou de seus dependentes." (NR)
Art. 2º A Lei nº 11.340, de 7 de agosto de 2006 (Lei Maria da Penha), passa a vigorar acrescida do
seguinte art. 40-A:
"Art. 40-A. Esta Lei será aplicada a todas as situações previstas no seu art. 5º,
independentemente da causa ou da motivação dos atos de violência e da condição do ofensor ou da
ofendida."
Art. 3º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.
Brasília, 19 de abril de 2023; 202º da Independência e 135º da República.
LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA
Flávio Dino de Castro e Costa
Aparecida Gonçalves
Presidente da República Federativa do Brasil
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A Bagaceira - José Américo de Almeida - 15ª Edição - Ilustrações de Poty Capa comum – 1 janeiro 1978
Edição Português por José Américo de Almeida (Autor)
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Obras de Poty Lazzarotto | Enciclopédia Itaú Cultural
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A Bagaceira - José Américo de Almeida
ANTES QUE ME FALEM
Há muitas formas de dizer a verdade. Talvez a mais persuasiva
seja a que tem a aparência de mentira.
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Se escapar alguma exaltação sentimental, é a tragédia da própria
realidade. A paixão só é romântica quando é falsa.
*
O naturalismo foi uma bisbilhotice de tropeiros. Ver bem não é
ver tudo: é ver o que os outros não vêem.
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A alma semibárbara só é alma pela violência dos instintos. Interpretá-la com uma sobriedade artificial seria tirar-lhe a alma.
Há uma miséria maior do que morrer de fome no deserto: é não
ter o que comer na terra de Canaã.
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É um livro triste que procura a alegria. A tristeza do povo brasileiro é uma licença poética...
*
Os grandes abalos morais são como as bexigas: se não matam,
imunizam. Mas deixam a marca ostensiva.
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O regionalismo é o pé-do-fogo da literatura... Mas a dor é universal, porque é uma expressão de humanidade. E nossa ficção incipiente não pode competir com os temas cultivados por uma inteligência mais requintada: só interessará por suas revelações, pela originalidade de seus aspectos despercebidos.
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O amor aqui é um tudo-nada de concessão lírica ao clima e à raça. E um problema de moralidade com o preconceito da vingança
privada.
*
Um romance brasileiro sem paisagem seria como Eva expulsa do
paraíso. O ponto é suprimir os lugares-comuns da natureza.
*
A língua nacional tem rr e ss finais... Deve ser utilizada sem os
plebeísmos que lhe afeiam a formação. Brasileirismo não é corruptela nem solecismo. A plebe fala errado; mas escrever é disciplinar e
construir...
*
Valem as reticências e as intenções,
O ROMANCISTA
A
BAGACEIRA
Introdução
M. CAVALCANTI PROENÇA
Ilustrações
POTY
37.ª edição
(texto da edição crítica)
Romance
JOSÉ OLYMPIO
EDITORA
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O renomado escritor português, José Saramago, em seu veredito no Tribunal Internacional para julgar os massacres de Corumbiara e Eldorado dos Carajás, afirma: "O latifúndio é algo absolutamente anti-humano. Algum dia alguém chegou e disse: isso aqui é meu e a partir daí começaram as desgraças todas, porque quem disse "isso aqui é meu", pôs imediatamente para guardar aquilo que disse ser seu: a polícia. E alguém disse: mas não posso ter aí um bocado ou aquilo de que necessito só para viver? Não pode. E se teima, entra e insiste, é abatido a tiro ou sacrificado de qualquer outra maneira". O latifúndio é cruel. Não tem coração, nem alma. E saber que quase todo ele tem origem espúria... (Dom Orlando Dotti. Apresentação. Conflitos do Campo no Brasil. CPT, 1996)
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José de Souza Martins - A explicação de fatalidades no Brasil
Eu & Fim de Semana / Valor Econômico
A sociedade já não dispõe de normas e valores sociais de referência para nortear a conduta individual e a conduta coletiva
A cultura popular brasileira tem um conjunto extenso de desculpas para explicar o aparentemente indesculpável. Há um esboço de linguagem para eximir de responsabilidade os prováveis responsáveis pelo inexplicável.
Em 2017, o ministro das Minas e Energia, em entrevista em Nova York, explicou como fatalidade o pavoroso desastre que atingiu a pequena localidade de Bento Rodrigues, no município de Mariana, em Minas Gerais, em 2015.
Foi quando a lama de uma barragem de dejetos de mineração, que se rompera, a recobriu em poucos minutos. Morreram 19 pessoas, uma área extensa no Vale do Rio Doce foi afetada, com água contaminada, abastecimento de cidades comprometido, solo afetado, grande número de pessoas desabrigadas, o meio ambiente danificado, a vida colocada entre parênteses. A maior tragédia ambiental da história do país.
A palavra fatalidade para explicar o que aconteceu pode ser utilizada no deciframento do acontecido como palavra analisadora-reveladora, que na sociologia de Henri Lefebvre é o atributo de palavras com força metodológica para desvendar acontecimentos da realidade social. Por que “fatalidade”? A barragem foi obra de engenharia, tudo calculável e previsível: a carga de rejeitos, seu peso, sua força, a capacidade da barragem para aguentá-la e, portanto, o limite de seu enchimento. O próprio risco para as 600 e tantas famílias do povoado abaixo da barragem.
Sendo tudo calculável e tendo ocorrido o desastre é ele indício de uma hierarquia de riscos por ele revelado. Sem o desastre, os riscos passariam para a história como riscos possíveis mas não prováveis, equitativamente distribuídos.
O desastre, como em outros casos, indicou que os riscos estavam desigualmente distribuídos. As pessoas, o ambiente natural, a vida, o outro e o que é do outro, desvalorizados em relação ao que interessava, que não eram eles. Essa hierarquia está presente na consciência social profunda da sociedade brasileira. Evidencia-se cada vez que ocorre um fato anômalo, previsível mas não esperado.
Muito mais grave do que o que aconteceu em Mariana foi o do número de mortos em decorrência da pandemia de covid-19, mais de 700 mil. Pesquisadores dos Departamentos de Física das Universidades Federais do Rio Grande do Norte e da Universidade Federal de Pernambuco desenvolveram um método para calcular a distribuição não homogênea dos efeitos da politização na fatalidade da covid-19.
Os pesquisadores levaram em conta 350 mil óbitos até o final de 2021 e calcularam a correlação entre óbitos e a votação nas eleições de 2018, tendo em conta que o candidato vencedor e seu governo perfilharam um discurso peculiar em relação à pandemia em oposição às recomendações da ciência e dos cientistas.
Roraima, Rondônia e Mato Grosso foram estados com níveis altos de votação em favor do que veio a ser eleito para a Presidência da República. Foram também os estados em que foi alta a fatalidade. Piauí, Bahia, Maranhão, Paraíba e Ceará, estados do Nordeste, onde o eleito não foi majoritário, foi menor a taxa de fatalidade.
Onde a retórica oficial sobre a pandemia foi hostil à ciência, os indícios são de que a população foi menos sensível aos esclarecimentos e aos apelos da ciência, o que provavelmente foi influente nas causas de maior letalidade decorrente. E vice-versa. Onde a prévia opção ideológica e eleitoral não se alinhou com a proposta vencedora, a população, sendo menos vulnerável à retórica anticientífica da direita, ficou mais protegida contra os riscos da doença. De certo modo, o problema já havia aparecido nas reuniões, denúncias e conclusões da eficiente CPI da Covid.
Em momento mais recente, o secretário da Educação do Estado de São Paulo definiu como fatalidade o assassinato de quatro crianças numa escola da zona oeste da capital por um adulto que a invadiu.
Todas essas fatalidades e muitas outras mais, como o brutal linchamento de uma mãe de família, no Guarujá, em São Paulo, há poucos anos, em princípio, tem uma explicação. A sociedade brasileira está cada vez mais mergulhada num profundo estado de anomia, na definição da sociologia. A sociedade já não dispõe, na extensão necessária, de normas e valores sociais de referência para nortear a conduta individual e a conduta coletiva.
Em graus variáveis, a anomia existe em todas as sociedades, em níveis compensáveis pela vontade coletiva em favor de elementos de identidade e de concepções relativas ao primado do bem comum. O que vem sendo chamado de política do ódio tem o deliberado propósito de dividir a sociedade, criar insegurança e medo, tornar a fatalidade mais do que um pretexto, um instrumento de controle social e político. A fatalidade se tornou um poder.
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AS CONSEQUÊNCIAS ÀS DENÚNCIAS
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Governo sanciona mudanças na Lei Maria da Penha
Mulheres agredidas terão direito a medidas protetivas de urgência assim que entram em contato com autoridade policial
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Mulheres no Ato Por Todas Elas, contra a cultura do estupro, em Porto Alegre (RS) reprodução/Ramiro Furquim - 1º.jun.2016
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PODER360
20.abr.2023 (quinta-feira) - 5h28
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sancionou mudanças na Lei Maria da Penha. A partir de agora, as mulheres terão acesso a medidas protetivas de urgência a partir do momento em que informam a agressão a autoridades policiais. A lei foi publicada na edição desta 5ª feira (20.abr.2023) do Diário Oficial da União. Eis a íntegra do texto (82 KB).
“As medidas protetivas de urgência serão concedidas em juízo de cognição sumária a partir do depoimento da ofendida perante a autoridade policial ou da apresentação de suas alegações escritas e poderão ser indeferidas no caso de avaliação pela autoridade de inexistência de risco à integridade física, psicológica, sexual, patrimonial ou moral da ofendida ou de seus dependentes”, diz a lei.
O direito a proteção passa a ser concedido independentemente do registro de um boletim de ocorrência, abertura de inquérito policial e ajuizamento de ação penal ou cível.
As medidas protetivas ficarão em vigor enquanto houver “risco à integridade física, psicológica, sexual, patrimonial ou moral da ofendida ou de seus dependentes”, seja qual for a motivação dos atos de violência.
Antes da alteração, a garantia às medidas protetivas de urgência podia ser condicionada à existência de um inquérito policial ou do ajuizamento de ação penal ou cível. As mudanças foram propostas pela então senadora Simone Tebet (MDB) no ano passado.
LEI MARIA DA PENHA
A Lei 11.340/2006 foi instituída para coibir atos de violência física, patrimonial, sexual, psicológica e moral contra a mulher. Foi sancionada em 7 de agosto de 2006 e entrou em vigor em setembro do mesmo ano.
É considerada uma legislação de referência em todo o mundo no combate à violência contra a mulher. Além de determinar penas para esse tipo de crime, criou medidas protetivas de urgência para as vítimas, como o afastamento imediato do agressor, e projetos como as Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher.
O dispositivo legal ganhou o nome de Lei Maria da Penha em homenagem à farmacêutica bioquímica que ficou paraplégica devido a agressões sofridas em 1983 do então marido, o colombiano Marco Antonio Heredia Viveros.
Apesar da legislação avançada, o Brasil exibe números alarmantes no campo das relações de gênero. O Anuário Brasileiro de Segurança Pública de 2022 mostrou leve redução no número de feminicídios em 2021 na comparação com 2020. Ainda assim, 1.341 mulheres foram assassinadas no ano passado vítimas de feminicídios.
Qualquer pessoa pode denunciar crime de violência contra a mulher através dos números 180 ou 100.
https://www.poder360.com.br/governo/governo-sanciona-mudancas-na-lei-maria-da-penha/
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ÀS DENÚNCIAS AS CONSEQUÊNCIAS
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Moraes manda PF ouvir Gonçalves Dias após imagens divulgadas pela CNN
Ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) disse que as imagens não “gravíssimas” e mostram “ilícita e conivente omissão” de agentes do GSI
Tânia Rêgo/Agência Brasil
Lucas MendesGustavo Uribeda CNN
em Brasília
20/04/2023 às 10:50 | Atualizado 20/04/2023 às 12:34
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O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou na quarta-feira (19) que a Polícia Federal (PF) colha o depoimento do ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional, general da reserva Gonçalves Dias, em até 48 horas.
Dias pediu demissão na quarta-feira (19), após imagens reveladas pela CNN da presença dele no Palácio do Planalto durante os ataques aos Três Poderes em 8 de janeiro. O militar da reserva se tornou o primeiro ministro do governo de Lula a deixar o cargo.
Na decisão, Moraes também determinou que a PF identifique todos os militares que aparecem nas imagens reveladas pela CNN e informe se eles já foram ouvidos. “Caso não tenham sido ouvidos, os depoimentos devem ser realizados em 48 (quarenta e oito) horas”, disse o ministro.
“Na data de hoje, a imprensa veiculou gravíssimas imagens que indicam a atuação incompetente das autoridades responsáveis pela segurança interna do Palácio do Planalto, inclusive com a ilícita e conivente omissão de diversos agentes do GSI”, disse Moraes, em referência ao material divulgado pela CNN na quarta-feira.
Moraes ainda determinou que o substituto de Dias no GSI, Ricardo Cappelli, seja intimado para que identifique, em 24 horas, “todos os servidores civis e militares que aparecem nas citadas imagens e quais as providências tomadas”.
Ainda em 8 de janeiro, dia dos ataques às sedes dos Três Poderes, Moraes havia determinado à PF que obtivesse “todas as imagens das câmeras do Distrito Federal que possam auxiliar no reconhecimento facial dos terroristas que praticaram os atos do dia 8 de janeiro”.
Em 27 de fevereiro, na decisão em que o magistrado fixou que cabe ao Supremo julgar militares envolvidos com os atos, o ministro determinou ao GSI e ao comandante do Batalhão da Guarda Presidencial que fornecesse ao inquérito a lista de militares em serviço no Palácio do Planalto.
Na ocasião, Moraes autorizou a PF a fazer a oitiva dos militares do Batalhão da Guarda Presidencial que estiveram presentes no Palácio em 8 de janeiro.
Agora, na decisão de quarta-feira (19), o magistrado determinou que a PF informe se cumpriu essas exigências anteriores.
Imagens exclusivas da CNN mostram Gonçalves Dias no Planalto durante ataque aos Três Poderes
A saída do general ocorre após a divulgação de vídeos exclusivos da CNN do circuito interno de câmeras do Palácio do Planalto. Eles exibem Dias dentro do Palácio durante o ataque aos Três Poderes que ocorreu em 8 de janeiro, mais precisamente às 16h29.
Veja as imagens:
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Exclusivo: Imagens mostram ação do GSI em ataque aos Três Poderes em 8 de janeiro | CNN NOVO DIA
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Inicialmente, ele caminha sozinho no terceiro andar do palácio, na antessala do gabinete do presidente da República, tenta abrir duas portas e depois entra no gabinete.
Após alguns minutos, o ministro aparece caminhando pelo mesmo corredor com alguns invasores. As imagens sugerem que ele indica a saída de emergência ao grupo de criminosos.
Em seguida, surgem nas imagens outros integrantes do GSI, que parecem indicar também o caminho de saída para os invasores que estavam no terceiro andar do Palácio do Planalto.
Também é possível ver um capitão do Exército, integrante do GSI, circulando entre alguns invasores. Em uma das câmeras, na antessala do gabinete presidencial, ele faz um gesto a uma invasora e abre uma porta.
O capitão do Exército aparece conversando com alguns invasores e, em seguida, os cumprimenta com um aperto de mão.
Outra câmera do terceiro andar, em outro momento, registra o mesmo capitão do Exército tentando conter um dos vândalos. No entanto, o responsável pela segurança não reage quando outro criminoso pega um extintor de incêndio.
Segundo apuração da reportagem, o capitão do Exército e responsável pela segurança do Palácio do Planalto no dia 8 de janeiro, atualmente, não integra mais a equipe do GSI.
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Alexandre de Moraes
Gabinete de Segurança Institucional (GSI)
Gonçalves Dias
Ricardo Cappelli
STF (Supremo Tribunal Federal)
https://www.cnnbrasil.com.br/politica/moraes-manda-pf-ouvir-goncalves-dias-apos-imagens-divulgadas-pela-cnn/
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CPMI: O que vídeo do General Gonçalves Dias muda no jogo político? | PODCAST POLÍTICA COM BOSCO
MyNews
Estreou há 15 minutos POLÍTICA COM BOSCO
#politicacombosco
A queda do ministro do GSI, general Gonçalves Dias, frustra a expectativa do retorno de uma rotina legislativa focada no debate político e econômico, criada a partir das novas regras fiscais. O governo e o país terão de conviver com uma CPMI provocada para produzir uma versão fake dos atentados de 8 de janeiro.
https://www.youtube.com/watch?v=pm7q-v_RfXk
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Nega Maluca
Linda Batista
Cifra: Principal (violão e guitarra)
Ouça "Nega Maluca"
Tom: D
D Em7
Tava jogando sinuca essa nega maluca me apareceu
A7
Vinha com o filho no colo e dizia pro povo que o filho
D
era meu
A7 D
Não senhor, toma que o filho é seu
A7 D (bis)
Não senhor, guarda o que Deus lhe deu
G D F#7 Bm7
Há tanta gente no mundo, mas meu azar é profundo
Em D
Veja você meu irmão
F#m A7 G D
A bomba estourou na minha mão, tudo acontece comigo
F#7 Bm7 Em D B7
Eu que nem sou de amor até parece castigo
Em7 A7 D
Ou então influência da cor
Composição de Ewaldo Ruy / Fernando Lobo
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Ruy Castro - Carta a um otário do 8/1
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Folha de S. Paulo
Enquanto você vê o sol nascer quadrado, Bolsonaro está solto, serelepe e nem aí para você
Se você participou como estrategista, financiador, agente operacional, terrorista ou simplesmente otário na intentona bolsonarista de 8/1 em Brasília, parabéns. Candidata-se a uma temporada numa colônia de férias do Estado, com três refeições diárias, tempo de sobra para ler e banho de sol uma vez por semana, tudo grátis. E, se for um general ou agente público que se omitiu na proteção dos Três Poderes ou apoiou os acampamentos diante do Q.G. do Exército, talvez possa desfrutar também dos confortos da nossa hotelaria prisional.
Tudo dependerá do STF, órgão que você tanto combateu. Os ministros acataram as denúncias oferecidas pela PGR e estão votando para decidir se o tornam réu, assim como a outros 99 dos seus colegas. Se forem aceitas as denúncias —o que você acha?—, serão abertas ações penais e, a partir daí, o STF o considerará apto para o julgamento final. E não fique mascarado, mas você fez por merecer essa distinção. Duvida?
Propagar idéias antidemocráticas, empregar substância inflamável contra o patrimônio da União, deteriorar e inutilizar patrimônio tombado, incitar animosidade das Forças Armadas contra os poderes constitucionais, promover associação criminosa, participar de ação armada para a abolição violenta do Estado Democrático de Direito —leia-se golpe de Estado— e muito mais. Tudo isso é crime, imagine. Coleta de provas? Facílima: você mesmo se fotografou, filmou e gravou abundantemente com seu celular.
Mas eu concordo: é injusto que currículo tão rico seja exclusivo de vocês do 8/1. Todas essas façanhas poderiam ser atribuídas também a Bolsonaro, sem cuja pregação intelectual, psicológica ou de planejamento elas não teriam acontecido.
Em vez disso, enquanto você vê o sol nascer quadrado, Bolsonaro continuará à solta, serelepe, grana no bolso, feliz da vida e tão aí para você quanto esteve para os mortos da Covid.
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quarta-feira, 19 de abril de 2023
A classe média sem lei
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"SMILE", Nat King Cole . Melodia composta por Chaplin. Letra por John Turner e Geoffrey Parsons.
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Cena final de "Tempos Modernos".
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Smile though your heart is aching
Smile even though it's breaking
When there are clouds in the sky, you'll get by
If you smile through your fear and sorrow
Smile and maybe tomorrow
You'll see the sun come shining through for you
Light up your face with gladness
Hide every trace of sadness
Although a tear may be ever so near
That's the time you must keep on trying
Smile, what's the use of crying?
You'll find that life is still worthwhile
If you just smile
(instrumental interlude)
That's the time you must keep on trying
Smile, what's the use of crying?
You'll find that life is still worthwhile
If you just smile
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Bolsonaristas radicais invadem o Palácio do Planalto em 8 de janeiro
08/01/2023REUTERS/Adriano Machado
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STF forma maioria para tornar réus 100 denunciados pelos ataques de 8 de janeiro
Ministros Dias Toffoli, Edson Fachin, Cármen Lúcia, Gilmar Mendes e Luís Roberto Barroso acompanharam o relator do caso, ministro Alexandre de Moraes
Bolsonaristas radicais invadem o Palácio do Planalto em 8 de janeiro
Da CNN
19/04/2023 às 23:07 | Atualizado 19/04/2023 às 23:45
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O Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria, nesta quarta-feira (19), para tornar réus os 100 denunciados por envolvimento nos atos criminosos em Brasília de 8 de janeiro.
Os ministros Dias Toffoli, Edson Fachin, Cármen Lúcia, Gilmar Mendes e Luís Roberto Barroso acompanharam o voto do relator dos casos, ministro Alexandre de Moraes.
Na terça-feira (18), dia em que se completaram 100 dias dos ataques às sedes dos Três Poderes, a Corte começou a julgar as primeiras denúncias oferecidas pela Procuradoria-Geral da República (PGR).
Moraes disse em seu voto que as condutas dos denunciados são gravíssimas e que é inconstitucional a propagar ideias contrárias ao Estado democrático e realizar manifestações com o fim de uma ruptura institucional.
Neste primeiro momento, os ministros do STF analisam denúncias de dois grupos. Cinquenta denunciados foram presos em 9 de janeiro no acampamento em frente ao Quartel-General do Exército e fazem dos incitadores dos atos, conforme a PGR.
As outras 50 pessoas foram presas em flagrante dentro dos prédios dos Três Poderes ou nas imediações. Integram o grupo classificado como executores dos atos.
No caso dos executores, as denúncias apontam o cometimento dos crimes de associação criminosa armada, abolição violenta do Estado Democrático de Direito (golpe de Estado), dano qualificado contra o patrimônio da União e deterioração de patrimônio tombado.
Já os que são investigados como incitadores podem responder por incitação equiparada pela animosidade das Forças Armadas contra os Poderes Constitucionais e associação criminosa.
Com a aceitação da denúncia, terão início as ações penais. Nessa fase, ocorre a coleta de provas e depoimentos de testemunhas de defesa e acusação. Só depois que a Justiça julgará se condena ou absolve os envolvidos. Não há prazo estabelecido para isso.
Ao todo, a PGR já denunciou 1.390 pessoas com relação nos atos de 8 de janeiro.
Manifestações de advogados e defensores públicos ao STF têm solicitado a rejeição de denúncias relacionadas aos atos de 8 de janeiro por entenderem que as acusações apresentadas à Corte são genéricas e não indicam ações concretas que configurem crime.
As defesas dos denunciados também argumentam que o STF não tem competência para processar e julgar os envolvidos.
(*Publicado por Douglas Porto com informações de Brenda Silva)
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8 de Janeiro
Alexandre de Moraes
STF (Supremo Tribunal Federal)
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WW - 19/04/2023
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CNN Brasil
Transmissão ao vivo realizada há 2 horas #CNNBrasil
Assista ao programa WW desta quarta-feira, 19 de abril de 2023. #CNNBrasil
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'PAÍS SE ENFRAQUECE COM DECLARAÇÕES'
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Rubens Ricupero: "Não há jusstificativa para a invasão e muito menos para colocar em pé de igualdade agressor e agredido"
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"A voz de (um dos poucos) sábios da tribo"
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Lula abraça visão da esquerda que vê guerra como desafio à hegemonia dos EUA, diz Ricupero | Brasil | Valor Econômico - https://valor.globo.com/brasil/noticia/2023/04/18/lula-abraca-visao-da-esquerda-que-ve-guerra-como-desafio-a-hegemonia-dos-eua-diz-ricupero.ghtml
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Lula equipara agressor e agredido, diz embaixador sobre Ucrânia Para Rubens Ricupero, presidente erra ao pedir que EUA e UE parem de mandar armas para os ucranianos se defenderem
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Bandeiras do Brasil e Rússia hasteadas lado a lado durante visita do chanceler russo, Sergey Lavrov, a Brasília, na 2ª feira (17.abr)
Sérgio Lima/Poder360 - 17.abril.2023
PODER360
19.abr.2023 (quarta-feira) - 12h18
O ex-embaixador Rubens Ricupero avaliou que as declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre a guerra na Ucrânia são “inadequadas”, pois colocam o país agressor e o agredido no mesmo patamar.
Ao falar que os EUA e países da UE não deveriam enviar armas à Ucrânia, de acordo com Ricupero, Lula está apoiando o agressor. “Se um país é vítima de agressão e você é contra que outros países forneçam armas para a vítima, objetivamente você está apoiando o agressor. Qualquer que seja o seu raciocínio, na prática, você está querendo que aquele que está mais vulnerável continue vulnerável.”, disse o embaixador em entrevista ao Valor na 3ª feira (18.abr.2023).
No sábado (15.abr), em visita à China, o presidente brasileiro declarou: “É preciso que os Estados Unidos parem de incentivar a guerra e comecem a falar em paz. É preciso que a União Europeia comece a falar em paz para a gente poder convencer o [presidente da Rússia, Vladimir] Putin e o [presidente da Ucrânia, Volodymyr] Zelensky de que a paz interessa a todo mundo e a guerra só está interessando aos 2”.
No dia seguinte, durante passagem pelos Emirados Árabes Unidos, Lula afirmou que “a decisão da guerra foi tomada por 2 países”, a Rússia e a Ucrânia. As falas do presidente brasileiro foram vistas como apoio a uma narrativa defendida de maneira enfática por Putin, sobre a provocação ocidental que o teria levado a invadir a Ucrânia. Por exemplo, o avanço da Otan nas últimas duas décadas. Ao mesmo tempo, vai de encontro com a visão adotada pelos EUA e pelos países europeus que integram a Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte).
Ricupero explicou que “na visão tradicional da esquerda”, a guerra na Ucrânia “é, na verdade, uma guerra por procuração. Que atrás da Ucrânia estão os Estados Unidos e do outro lado, Rússia e China”. Citou como exemplo de que o apoio de Lula vai nesse sentido o fato de ele ter mencionado durante a visita à China que há uma necessidade de “construir uma nova geopolítica” para “mudar a governança mundial”.
Na avaliação do embaixador, porém, uma nova ordem com foco nas visões russa e chinesa para a solução de grandes problemas mundiais não parece viável. A China é “o único grande país do mundo que está aumentando o consumo de carvão”, além de ser um dos “maiores violadores do Acordo de Paris”, em um momento em que o aquecimento global está no centro do debate internacional, mencionou.
Para o embaixador, o Brasil não tem muito a ganhar ao se posicionar como a Rússia e China, pois já mantém uma boa relação com os 2 países, que dificilmente seria expandida por isso.
Já o possível impacto negativo das falas é a “perda de prestígio”, apesar de considerar baixa a possibilidade do país sofrer qualquer tipo de retaliação.
autores
PODER360
https://www.poder360.com.br/europa-em-guerra/lula-equipara-agressor-e-agredido-diz-embaixador-sobre-ucrania/
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Ministro do Supremo Tribunal Federal e presidente do Tribunal Superior Eleitoral, ministro Alexandre de Moraes
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Moraes associa Flávio e Eduardo Bolsonaro a atos extremistas
Ministro do STF também citou deputados apoiadores do ex-presidente como “responsáveis por omissão”
PODER360
18.abr.2023 (terça-feira) - 17h09
O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), vinculou 2 dos 5 filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), ao incentivo e à organização dos atos extremistas do 8 de Janeiro. Moraes também citou a participação de outros 13 congressistas apoiadores do ex-chefe do Executivo.
A declaração de Moraes foi dada durante a abertura da sessão plenária da Corte, nesta 3ª feira (18.abr.2023), sobre os inquéritos 4921 e 4922, que julgam o acolhimento de denúncias apresentadas pela PGR (Procuradoria Geral da República) contra 100 dos 294 envolvidos nos ataques à Praça dos Três Poderes, em Brasília (DF). Os denunciados continuam presos. Eis a íntegra (157 KB).
Moraes e Toffoli votam a favor de denúncias contra extremistas.
O magistrado listou os congressistas ao aceitar a denúncia criminal contra a ativista bolsonarista Maria Jucelia Borges, acusada de incentivar e participar das invasões. Em seu voto, Moraes falou sobre provas da participação de aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro em uma tentativa de “ruptura do Estado de Direito” com consequente “instalação do arbítrio”.
Dos 15 congressistas citados, 12 são filiados do PL (Partido Liberal). À exceção do senador Flávio Bolsonaro, todos são deputados federais. Eis a relação:
Flávio Bolsonaro (PL-RJ); Eduardo Bolsonaro (PL-SP); André Fernandes (PL-CE); Bia Kicis (PL-DF); Cabo Gilberto Silva (PL-PB); Cabo Junio Amaral (PL-MG); Carla Zambelli (PL-SP); Clarissa Tércio (PP-PE); Coronel Fernanda (PL-MT); Filipe Barros (PL-PR); General Girão (PL-RN); Guiga Peixoto (PSC-SP); Luiz Philippe de Orleans e Bragança (PL-RJ); Otoni de Paula (MDB-RJ); e Silvia Waiãpi (PL-AP).
Moraes disse existir uma “evidente conexão” entre condutas como a de Jucelia Borges, presa depois dos atos extremistas, e as dos políticos bolsonaristas investigados em outros 5 inquéritos.
“Tanto são inconstitucionais as condutas e manifestações que tenham a nítida finalidade de controlar ou mesmo aniquilar a força do pensamento crítico, indispensável ao regime democrático, quanto aquelas que pretendem destruí-lo, juntamente com suas instituições republicanas, pregando a violência, o arbítrio, o desrespeito à Separação de Poderes e aos direitos fundamentais, em suma, pleiteando a tirania, o arbítrio, a violência e a quebra dos princípios republicanos”, afirmou.
A Suprema Corte deu início à análise colegiada dos casos às 00h desta 3ª feira (18.abr.2023), no plenário virtual. É uma data simbólica: o julgamento é realizado quando se completam 100 dias dos ataques. Com a abertura da sessão extraordinária, o voto de Moraes, relator das ações, é disponibilizado. A sessão se encerra na 2ª feira (24.abr), às 23h59.
No inquérito 4921, 50 pessoas foram denunciadas pelos crimes estabelecidos nos artigos 286 (incitação ao crime) e 288 (associação criminosa armada) do Código Penal.
Outras 50, no inquérito 4922, podem responder, também, por abolição violenta do Estado Democrático de Direito; golpe de Estado; crime de dano quadruplamente qualificado pela violência e grave ameaça, com emprego de substância inflamável, contra o patrimônio da União e com considerável prejuízo para a vítima; e deterioração do patrimônio tombado (art. 62, I, da Lei 9.605/1998). Os processos investigam autores intelectuais e executores do 8 de Janeiro.
Ao todo, a PGR já apresentou 1.390 denúncias contra os envolvidos nos ataques às sedes dos Três Poderes. Dessas, 239 estariam entre os executores dos atos extremistas; 1.150, entre incitadores; e uma relacionada à omissão de agentes públicos. Caso a maioria dos ministros acompanhe o voto de Moraes, os próximos passos serão colher provas e depoimentos de testemunhas para, então, julgar se os denunciados devem ser acusados ou absolvidos.
A presidente do STF, ministra Rosa Weber, afirmou que as demais denúncias serão levadas à análise dos ministros paulatinamente. Há a possibilidade, ainda, de algum dos 10 ministros pedir destaque no julgamento –o que leva as análises para o plenário físico da Corte.
autores
PODER360
https://www.poder360.com.br/justica/moraes-associa-flavio-e-eduardo-bolsonaro-a-atos-extremistas/
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quarta-feira, 19 de abril de 2023
Luiz Carlos Azedo - Ministro quer enquadrar “bigtechs” na Constituição
Correio Braziliense
Ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes defendeu a inclusão de um artigo na legislação para deixar claro que as regras do mundo real devem prevalecer também no ambiente virtual
Durante a reunião convocada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva para discutir políticas de prevenção e enfrentamento à violência nas escolas, ontem, no Palácio do Planalto, com todos os governadores, ministros e representantes do Congresso, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes defendeu a inclusão de um artigo na legislação brasileira para deixar claro que as regras do mundo real devem prevalecer também no ambiente virtual. “Precisamos, de uma vez por todas, determinar que o que não pode ser feito na vida real, no mundo real, não pode ser feito no mundo virtual”, disse.
Para isso, segundo o ministro, bastaria a inclusão de um artigo na lei, a ser regulamentado pelo Congresso. Segundo Moraes, os problemas de violência e preconceito nas escolas têm uma mesma origem: a desinformação que, em geral, é promovida via redes sociais.
“O modus operandi dessas agressões instrumentalizadas, divulgadas e incentivadas pelas redes sociais em relação às escolas é exatamente idêntico ao modus operandi que foi utilizado contra as urnas eletrônicas e contra a democracia. É o modus operandi instrumentalizado para o 8 de janeiro. Não há nenhuma diferença”.
O Palácio do Planalto agarrou com as duas mãos a proposta do ministro. Ontem à tarde, na Câmara, o ministro de Relações Institucionais, Alexandre Padilha, em entrevista sobre a pauta do Congresso — o novo arcabouço fiscal, as medidas provisórias dos primeiros 100 dias de governo e a CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) do 8 de janeiro, que governo já dá como fato consumado —, repetiu as palavras de Moraes, para quem as redes sociais ainda se sentem terra de ninguém, uma terra sem lei. Padilha anunciou que o deputado Orlando Silva (PCdoB-SP), relator do projeto de regulamentação das “bigtecs”, tem o apoio do governo para apresentar seu substitutivo.
Responsável pelo inquérito das fake news, que também investiga os envolvidos na tentativa de golpe de 8 de janeiro, quando o Palácio do Planalto, o Congresso e o STF foram invadidos e depredados, Moraes revelou que foi preciso muito trabalho de inteligência para chegar aos responsáveis pela disseminação da violência, que chegou às redes sociais.
“Há alguns anos, a deep web divulgava esses tipos de mensagens. A investigação era muito mais difícil porque era necessário infiltrar pessoas naquele ambiente para chegarmos aos responsáveis. Hoje é na rede social normal que isso acontece. É no Twitter. Você entra no Google e ensina uma criança a fazer uma bomba, e a incentiva a repetir os atentados que ocorreram nos Estados Unidos”, criticou o ministro.
Projeto pronto
De autoria do deputado federal João Maia (PL-RN), o projeto de regulamentação da atuação das plataformas digitais está pronto para ser incluído na pauta pelo presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL). “No Projeto de Lei 2.768/22, proponho uma regulação na linha da Comissão Europeia, mas de forma bem menos detalhada. Isso porque estamos lidando com questões de extrema relevância, que exigem respostas regulatórias, ao mesmo tempo, novas e muito rápidas”, argumenta Maia. O pomo da discórdia é o papel atribuído à Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações), que ganharia superpoderes para controlar a internet, inclusive seu conteúdo.
O órgão do governo que possui expertise mais próxima da requerida para regular plataformas digitais é a Anatel. Como acontece na União Europeia, o projeto distingue usuários profissionais e finais. Também estabelece critérios para a definição de operadores de plataformas digitais, que serão considerados como detentores de poder de controle de acesso essencial, a receita anual igual ou superior a R$ 70 milhões. A principal crítica conceitual ao modelo proposto por Maia parte da ideia de que o setor se desenvolve de forma disruptiva e esse tipo de regulação seria absorvido pelas “bigtechs”, mas mataria o desenvolvimento das startups, como aconteceu na Europa.
As “bigtechs”, as grandes empresas de tecnologia, principalmente Google, Facebook, Amazon e Apple, todas norte-americanas, mantêm uma queda de braço com as autoridades judiciais brasileiras. O senso comum de que as plataformas digitais representavam uma revolução democrática, e não apenas tecnológica, está em xeque, devido à violência, ao uso maciço de fake news e à manipulação da opinião pública nas eleições. Essa influência negativa está sendo cada vez mais questionada.
A manipulação dos algoritmos por empresas como a Cambridge Analytica, decisiva na campanha do Brexit, na Inglaterra, e da atuação de hackers, principalmente russos, como ocorreu na eleição de Donald Trump, nos Estados Unidos, em 2016, ligaram o alerta.
Em 2018, o presidente Jair Bolsonaro surpreendeu os adversários ao estruturar sua campanha e focar o marketing eleitoral nas redes sociais, sem que houvesse qualquer controle da Justiça Eleitoral. No ano passado, porém, foi diferente. Desde então, o STF investiga bolsonaristas responsáveis pela produção de fake news nas redes sociais, com objetivos antidemocráticos.
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1/ Pesquisa Genial/Quaest realizada no último fim de semana mostra que a avaliação positiva do Governo Lula recuou 4 pontos percentuais desde fevereiro, de 40% para 36%. A avaliação negativa avançou de 20% para 29%.
O que pode estar acontecendo?
https://www.youtube.com/watch?v=iwaOpz8mSZ4
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quarta-feira, 19 de abril de 2023
Zeina Latif - A classe média sem pai nem mãe
O Globo
A classe média, com reduzido capital humano e não elegível a transferências de renda, sofre mais com instabilidade da economia
O presidente Lula vem mudando seu discurso ao tratar da classe média, mas ainda há incompreensão sobre esse grupo, que é provavelmente o que mais se beneficiaria de um melhor funcionamento das políticas públicas.
Em maio de 2022, Lula afirmou que “a classe média ostenta muito um padrão de vida acima do necessário”. Essa descrição nem de longe é adequada para a realidade da nossa classe média batalhadora. Aproxima-se, na melhor das hipóteses, da classe média alta, um grupo pouco representativo.
Este ano, houve um importante ajuste em seu discurso, com a frase “nós temos que nos dirigir um pouco à classe média brasileira, porque no fundo ela tem sofrido muito com os desgovernos deste país.” De fato, a classe média, com reduzido capital humano e não elegível a políticas de transferência de renda, sofre mais com a instabilidade da economia — a gestão Dilma não deixou dúvidas.
Mais recentemente, o presidente derrapou ao afirmar que esse grupo não precisa tanto do governo, bastando uma “reforma tributária justa.” Ainda que o sistema tributário pese particularmente sobre o trabalhador de renda média e com carteira assinada, é crucial reconhecer que a classe média é muito prejudicada pela baixa qualidade dos serviços públicos.
A definição de classe média é tema controverso, na economia e na sociologia. Por falta de maiores informações sobre seus valores e a qualidade de vida das famílias, utiliza-se com frequência o critério de renda de um “grupo do meio.”
Utilizo como referência o conceito de classe C proposto por Marcelo Neri (renda familiar total entre R$ 3.230 e R$ 13.950, quando corrigida a preços de 2022), por estar associado à chamada nova classe média. Cabe, porém, mencionar que se trata de um intervalo de renda relativamente amplo (por exemplo, em relação ao Critério Brasil), possivelmente capturando um grupo bastante heterogêneo.
Segundo o especialista, entre 2003-13, 44,7 milhões de brasileiros ingressaram na classe C. A razão principal foi o maior ritmo de crescimento econômico. Mas o surgimento da nova classe média não foi um fenômeno exclusivamente brasileiro; ocorreu em muitos países emergentes.
O grande impulso veio da entrada da China na OMC, no final de 2001, estimulando o comércio mundial e produzindo o boom das commodities.
Há, no entanto, méritos do Brasil. Com a economia desarrumada, esse resultado não teria sido possível. Houve acertos na política econômica, com o reforço do tripé macroeconômico — meta de inflação, câmbio flutuante e disciplina fiscal — e as reformas microeconômicas — como crédito consignado, novas regras no mercado imobiliário e estímulos à formalização no mercado de trabalho. Houve ainda a contribuição, mesmo que marginal, das políticas de combate à pobreza.
A classe média atingiu 47,6% da população em 2013, mas encolheu para 43,1% em 2021, mesmo com o recuo da classe A/B, nos cálculos de Cristiano Souza. Em contrapartida, a classe D/E saltou de 46% para 51,6% no período. A inflexão ocorreu em 2016, na esteira da grande recessão do governo Dilma.
Quanto a 2022, ainda não há dados completos, mas, pela Pnad Contínua, que captura apenas o rendimento do trabalho (não o total), pode ter havido ligeira recuperação da classe C.
Seria muito bom se a classe média dependesse menos do Estado. Ainda mais em um contexto em que as classes mais altas são menos dependentes de serviços públicos, deixando de fazer pressão pelo aumento da qualidade da ação estatal, sobretudo na educação — o principal motor da mobilidade social.
Pior, diante das restrições orçamentárias do governo, os privilégios de grupos organizados distorcem a alocação de recursos públicos em seu favor.
É crucial que governantes tenham ouvidos mais abertos para as demandas, muitas vezes silenciosas, da classe média. Os ganhos vão além da cidadania. Serviços públicos de qualidade propiciam o aumento da produtividade da mão de obra e a ampliação do mercado consumidor, este estagnado para muito setores, principalmente de bens duráveis.
Isso sem descuidar da estabilidade macroeconômica (inflação e juros baixos), pedra fundamental da sustentação da renda desse grupo.
Em vez de ceder a pressões de grupos organizados por benesses estatais — o velho patrimonialismo disfarçado de interesse nacional —, melhor cuidar da classe média. E Lula já fez isso, no primeiro mandato.
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A CLASSE MÉDIA FARÁ AS PAZES COM LULA? - 20 Minutos Análise
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Opera Mundi
☝️Transmitido ao vivo em 5 de abr. de 2022
O jornalista Breno Altman comanda nesta terça-feira (05/04), às 11h, o programa 20 MINUTOS ANÁLISE com o tema: A classe média fará as pazes com Lula? Não perca, ao vivo, nos canais de Opera Mundi.
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Reinaldo Azevedo: "Eu me dou o direito de mudar de ideia."
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Marco Antonio Villa
Estreou há 2 horas
https://www.youtube.com/watch?v=KRrN96h_tlE
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ROBERTO CARLOS:82 AÑOS
¡Feliz cumpleaños!
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Roberto Carlos - Sonrie (Smile) (Áudio Oficial)
Roberto Carlos
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41.424 visualizações 1 de dez. de 2020 #RobertoCarlos #Sonrie
Áudio Oficial de "Sonrie (Smile)" do Roberto Carlos.
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"Sonrie (Smile)"
(Charlie Chaplin/ John C. Turner/ Geoffrey Parsons - versão: Roberto Livi)
No, ya no pienses en llorar
De que vale lamentar
Lo pasado pasó
Si ese amor terminó
Otro amor puede llegar
Nunca es tarde para amar
Y volver a ser feliz
Sonríe
No, para que la soledad
Cuando la felicidad
Puede hacerte sentir
Como es lindo vivir
Nunca dejes de soñar
Y mañana al despertar
Ve la vida con amor
Sonríe
No, para que la soledad
Cuando la felicidad
Puede hacerte sentir
Como es lindo vivir
Nunca dejes de soñar
Y mañana al despertar
Ve la vida con amor
Sonríe
Sonríe
https://www.youtube.com/watch?v=Uon1vQ_tTTo
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Sorri
Djavan
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Sorri
Quando a dor te torturar
E a saudade atormentar
Os teus dias tristonhos, vazios
Sorri
Quando tudo terminar
Quando nada mais restar
Do teu sonho encantador
Sorri
Quando o sol perder a luz
E sentires uma cruz
Nos teus ombros cansados, doridos
Sorri
Vai mentindo a tua dor
E ao notar que tu sorris
Todo mundo irá supor
Que és feliz
Smile
Composição: Charles Chaplin / G. Parsons. / J. Turner / João de Barro.
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