Inspirados já nos ensinamentos de Sófocles, aqui, procurar-se-á a conexão, pelo conhecimento, entre o velho e o novo, com seus conflitos. As pistas perseguidas, de modos específicos, continuarão a ser aquelas pavimentadas pelo grego do período clássico (séculos VI e V a.C).
domingo, 28 de novembro de 2021
ENEM2021 EXATAS
Enem 2021: veja gabarito extraoficial do 2º dia de provas
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Correção da prova é feita por professores da Plataforma AZ, em parceria com os jornais O GLOBO e ExtraCorreção da prova é feita por professores da Plataforma AZ, em parceria com os jornais O GLOBO e Extra Foto: Reprodução
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O gabarito extraoficial do Enem 2021 para as questões do 2º dia é feito a partir de uma parceria entre os jornais O GLOBO e Extra e a Plataforma AZ de Aprendizagem. Neste domingo (28), os alunos realizaram as provas de Matemática e Ciências da Natureza. Ao final da aplicação, os professores corrigem as questões dos cadernos de provas nas cores cinza, amarela, azul e rosa.
VEJA O GABARITO DO 2º DIA DE ENEM 2021 EXTRAOFICIAL
O gabarito do 2º dia do Enem será atualizado à medida que os professores forem respondendo às questões. No vídeo abaixo, a partir das 18h45, você poderá acompanhar a correção em tempo real pelos professores da Plataforma AZ de Aprendizagem e a análise de alguns dos assuntos abordados no exame.
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Veja também: o gabarito extraoficial do 1º dia de Enem 2021
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O gabarito do 2º dia do Enem será atualizado à medida que os professores forem respondendo às questões. No vídeo abaixo, a partir das 18h45, você poderá acompanhar a correção em tempo real pelos professores da Plataforma AZ de Aprendizagem e a análise de alguns dos assuntos abordados no exame.
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Veja também: o gabarito extraoficial do 1º dia de Enem 2021
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*** *** https://extra.globo.com/noticias/educacao/enem/enem-2021-veja-gabarito-extraoficial-do-2-dia-de-provas-25296270.html *** ***
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FONTE:
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"SATANIZAÇÃO DA POLÍTICA"
GIRO DO DISCURSO
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Blogs - Globo
Urna reflete satanização da política | Ancelmo - O Globo
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GIRO DO DISCURSO
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Opinião - Estadão
A suposta maldade do 'mundo político' - Opinião - Estadão
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EDITORIAIS
A ‘maldade’ do ‘mundo político’
O Estado de S. Paulo
Ao falar mal do mundo político, governo Bolsonaro fala mal de si mesmo
Não é de hoje que a seara política é vista de forma pejorativa, marcada por interesses e práticas escusas. Com os escândalos do mensalão e do petrolão, entre outros, o PT reforçou a péssima imagem da política. Nesse processo, a mensagem que se difundiu com a Lava Jato – de que a política estaria irremediavelmente podre – também contribuiu para consolidar uma percepção negativa sobre a atividade política.
Tudo isso fez com que ser de fora da política – ou ser assim percebido pela população – se tornasse poderoso ativo eleitoral. Por exemplo, na eleição municipal de 2016, quando foi eleito no primeiro turno, João Doria valeu-se intensamente do atributo de outsider da política. O mesmo fez Jair Bolsonaro, na eleição presidencial de 2018. Ignorando sua longa trajetória parlamentar – era deputado federal desde 1991 –, o então candidato do PSL apresentou-se como o militar que vinha salvar a política.
Pouco resta agora das promessas da campanha. Ao longo do governo, Jair Bolsonaro assumiu uma feição mais alinhada com sua trajetória política: a do populista que só pensa em eleições. No entanto, a despeito dessa nova postura, continua havendo, no governo Bolsonaro e em seu entorno, uma retórica de distanciamento da política, tratada sempre de forma pejorativa. Tal abordagem é especialmente presente nas falas do ministro da Economia, Paulo Guedes.
Recentemente, ao falar da necessidade de cortar gastos e das resistências contrárias ao ajuste fiscal, o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, corroborou esse enquadramento da política. “Eu entendo a dificuldade
(de cortar gastos) e entendo que o mundo político gera suas limitações nesse sentido”, disse Campos Neto, no 9.º Fórum Jurídico de Lisboa.
Nesse modo de se referir ao “mundo político”, que vai além do entorno bolsonarista, destacam-se três pontos. Em primeiro, está a ideia de alheamento. A política seria formada pelos outros, por terceiros. Quem se refere ao “mundo político” coloca-se habitualmente fora dele, fora desse mundo supostamente sujo.
O caráter antiético é a segunda característica. O mundo político seria constitutivamente ruim: imediatista, irresponsável e indiferente ao interesse público. Nada originário desse mundo seria benéfico para a sociedade. Por isso, todos os cidadãos de bem, honestos e trabalhadores, deveriam estar, em alguma medida, em confronto com o mundo político.
Por último, mas não menos importante, está a ideia da normalização. Há uma aceitação de que o mundo político seria assim mesmo, sem remédio e sem futuro. Esse ponto é especialmente visível nas tentativas do governo de atribuir seus fracassos ao “mundo político”. O discurso é sempre o mesmo: tentou-se implementar tal ou qual medida, mas não foi possível em razão das limitações impostas pelos políticos. O tom é de aparente resignação, mas o conteúdo é de estrita irresponsabilidade. A culpa é dos outros – os políticos, que seriam sempre interesseiros.
Vislumbra-se aqui a falácia de retratar a esfera política como um mundo à parte, inexoravelmente corrompido. A suposta maldade do “mundo político” é mera tática para esquivar-se das responsabilidades – e isso vale tanto para o governo como para os cidadãos (que, afinal, são os que elegem os políticos). Um Poder Executivo competente e responsável transforma positivamente esse mundo político supostamente perverso e corrompido. Já um governo fraco e sem proposta, com objetivo exclusivamente eleitoral, corrompe o entorno político. Incentiva as piores práticas e torna viáveis os mais nefastos sonhos dos maus políticos.
Não há um mundo civil e outro político. Essa divisão é aplicação equivocada de uma mentalidade militar (em que de fato há uma esfera militar, diversa da civil). A sociedade faz parte da política, é o âmbito da política. Um governo que fala mal dos políticos e do mundo político está falando mal de si mesmo. Agindo assim, deseja irresponsabilidade, mas consegue o exato oposto: revela ignorância sobre sua identidade e confessa a própria incompetência.
*** *** https://gilvanmelo.blogspot.com/2021/11/o-que-midia-pensa-editoriais.html#more *** ***
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Nas entrelinhas: Bolsonaro, o cisne negro na politica brasileira
Publicado em 28/11/2021 - 07:42 Luiz Carlos AzedoCiência, Comunicação, Congresso, Cultura, Economia, Educação, Eleições, Ética, Governo, Justiça, Literatura, Memória, Partidos, Política, Política, Religião, Saúde, Trabalho
Beneficia-se do fato de que qualquer Governo é a forma mais concentrada de Poder: arrecada, normatiza e coage. E usa em benefício próprio a mão pesada do Estado, no limite de suas possibilidades
O escritor Nassim Nicholas Taleb é um libanês que resolveu escrever sobre probabilidades e incertezas após deixar o emprego de “trader” de derivativos na Bolsa de Chicago. Seu livro A lógica do Cisne Negro (Best Seller) faz muito sucesso entre os executivos, porque trata de eventos raros e da necessidade de estar preparado para lidar com eles. O título do livro decorre do fato de que todos os cisnes eram brancos, até a “descoberta” da Austrália. A novidade do cisne negro foi uma demonstração da fragilidade do conhecimento humano. O presidente Jair Bolsonaro é um cisne negro na política brasileira. Sua eleição era altamente improvável, mas aconteceu. O mesmo ainda pode se repetir em 2022.
O Cisne Negro existia, antes de ele ter sido visto pela primeira vez por um explorador do Ocidente. Taleb destaca que eventos dessa ordem ocorrem com muito mais frequência, mas não estamos preparados para percebê-los. Depois que tomamos conhecimentos deles, buscamos explicações que muitas vezes são fantasiosas, porque isso é melhor do que admitir que não estamos entendendo nada. Nossas opiniões formadas sobre tudo, como diz a canção, nos impedem de compreender o que contraria aquilo em que acreditávamos.
Taleb trabalha com dois conceitos criados por ele; digamos, são “tipos ideais”, à moda de Max Weber. O primeiro é o “mediocristão”, que se baseia na média de eventos observados; o segundo, o “extremistão”, aquelas coisas que não seguem um padrão. Por isso, a racionalidade pode virar uma armadilha diante de situações imprevisíveis. Cisnes Negros são os eventos que causam grandes transformações cognitivas. No chamado “mediocristão”, os fatos imprevistos são controláveis, seu impacto não altera significativamente a média; no “extremistão”, o impacto sai do controle, porque extrapola o aspecto físico e muda o comportamento. A eleição de Bolsonaro mudou o comportamento das pessoas. Em todo lugar, nos surpreendemos com o ativismo político de gente que até então não queria saber de política. É assim na família, entre colegas de trabalho e nos mais diversos ambientes sociais.
A ascensão de Bolsonaro à Presidência teve um impacto na vida nacional que está muito fora da curva, em todas as áreas. Nas políticas públicas, isso fica mais evidente diante dos indicadores de sua gestão, que confrontam os paradigmas até então consensuais na sociedade. São os mortos da pandemia de covid-19, a queda de participação nos exames do Enem, o aumento vertiginoso das vendas de armas, as taxas de morte no trânsito, os índices de desmatamento etc. A transgressão à ordem estabelecida é estimulada de cima para baixo, em toda a franja da economia formal, das milícias de Rio das Pedras, no Rio de Janeiro, aos garimpeiros do Rio Madeira, no Amazonas.
Forte nos grotões
É um erro imaginar que Bolsonaro deixou de ser um cisne negro nas eleições de 2022. Não morreu nem mudou de plumagem. Os levantamentos apontam o favoritismo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a não aprovação do governo federal, a alta rejeição do presidente da República, seu confinamento ao eleitorado mais conservador e diretamente beneficiado por suas decisões de caráter ideológico ou econômico. Entretanto, Bolsonaro continua sendo um cisne negro, porque estrategicamente não se sente derrotado.
Beneficia-se do fato de que qualquer governo, mesmo o mau governo, é a forma mais concentrada de poder: arrecada, normatiza e coage. E usa em benefício próprio a mão pesada do Estado, no limite de suas possibilidades. Bolsonaro resolveu implementar na marra sua agenda de costumes e ideológica, em todos os órgãos do governo, para agradar sua base eleitoral, que está sendo fortemente assediada pela pré-candidatura do ex-ministro da Justiça Sergio Moro, que pode tomar-lhe o lugar de cisne negro nas eleições do próximo ano.
A aliança de Bolsonaro com o Centrão é uma força eleitoral robusta. A chave da preservação dos seus redutos eleitorais nos grotões do país é essa associação com o Centrão, particularmente no Nordeste. A tradução dessa aliança é o chamado “orçamento secreto”, que chega a R$ 30 bilhões em emendas parlamentares ao Orçamento da União, com destinação não-esclarecida até agora. O esquema parlamentar encabeçado pelo presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), é a reencarnação do velho coronelismo patrimonialista. Pesquisas de opinião não captam com precisão o comportamento dessa fatia do eleitorado, principalmente nas cidades com menos de 50 mil habitantes, que estão sendo alcançada por Bolsonaro por meio de uma cadeia de pequenas rádios do interior sob controle do governo e das igrejas evangélicas.
*** *** https://blogs.correiobraziliense.com.br/azedo/nas-entrelinhas-bolsonaro-o-cisne-negro-na-politica-brasileira/ *** ***
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sexta-feira, 26 de novembro de 2021
Luiz Werneck Vianna* - A oscilação do pêndulo entre a modernização e o moderno
10 de novembro de 1937 e 7 de setembro de 2021são duas datas afastadas por pouco mais de oito décadas, mas próximas pelo que revelam das raízes fundas do autoritarismo político do país. Na primeira, quando um golpe de estado urdido no palácio presidencial por Vargas em conluio com o comando do exército, em nome de uma pretensa ameaça comunista, baseada numa documentação forjada, derrogou a Constituição de 1934 e promulgou em seu lugar um texto inequivocamente fascista. Nascia ali a ordem do Estado Novo, vigente nos longos oito anos seguintes. Na segunda, sob o governo que aí está, depois de uma cuidadosa preparação, quando se aliciou ao estilo de Donald Trump a mobilização de milícias aderentes ao governo, teve-se em mira o objetivo de derruir a ordem constitucional de 1988 com foco imediato no Supremo Tribunal Federal. Nessa oportunidade, faltaram os militares que se limitaram a participar da parada cívica do dia da Independência. Ao fim daquele dia deu-se o dito pelo não dito, com seus autores humilhados em juras de obediência às instituições democráticas e homiziados na grei dos políticos patrimonialistas do Centrão a fim de evitarem os riscos de um impeachment pelos crimes que tinham acabado de praticar.
A recidiva fascista frustrada de 2021 não foi um ponto fora da curva, consiste, ao contrário, em mais uma confirmação da natureza trágica da nossa sociedade nascida no ventre malsão do latifúndio escravocrata que a condenou a uma história infeliz apesar dos esforços realizados para se emancipar dessa triste condição. Não têm sido poucas as tentativas de exorcizar esses males de origem, algumas delas longamente maturadas em décadas, como a que frutificou em meados dos anos 1960, atalhada pelo golpe de 1964 a que se seguiu uma implacável perseguição das lideranças sindicais do movimento operário e do mundo agrário, em muitos casos com a eliminação física dos seus dirigentes
Sobretudo naqueles anos processos novos animaram as classes subalternas que se emanciparam da tutela exercida pelo Estado pelo sistema do corporativismo sindical que nos vinha dos anos 1930 e, no mundo agrário, disseminou-se a criação de sindicatos dos trabalhadores do campo e a organização de movimentos em favor de uma reforma na propriedade rural. Na sociedade política e entre os intelectuais, na literatura, nas ciências sociais, no cinema, na dramaturgia, esse será um tempo de ruptura com o passado e de esperança no futuro, interrompido pela larga coalizão de tudo que persistia como taras da nossa má formação.
O movimento pendular a que parece estarmos submetidos, segundo os famosos diagnósticos em meados dos anos 1850 de Justiniano José da Rocha e do ministro Golbery na recente ditadura militar sobre o caráter da nossa política, mais uma vez se impôs com as duas décadas de ditadura que nos sobressaltaram até os idos de 1985. Politicamente acuado por uma larga coalizão democrática escorada em massivas e inéditas manifestações, seus dirigentes negociam com as lideranças oposicionistas uma via de transição para o retorno à legalidade que culminou com a convocação de uma assembleia constituinte que nos trouxe a Carta de 1988 numa promessa de tempos menos infortunados.
Mas, a genética tem suas leis próprias, e a nossa má conformação congênita nos trouxe de volta às trevas, agora imprevistamente pela via eleitoral, com a vitória na sucessão presidencial de Bolsonaro, candidato de um inexpressivo partido, mas apoiado pelos grandes interesses capitalistas do emergente agronegócio com muitas de suas raízes originárias das cediças relações do patrimonialismo agrário, e pelo pessoal das finanças especializado em drenar recursos públicos em proveito próprio encapuçados de empresários modernos no estilo faria-limers.
Dessa vez, contudo, sem retorno às práticas da modelagem das modernizações autoritárias, recorrendo a uma interpelação direta ao discurso do neoliberalismo próprio ao reacionarismo dos círculos trompistas dos EEUU. Há algo de novo nesse bicho que em nada se assemelha ao ornitorrinco que tempos atrás frequentou as análises do sociólogo Francisco Oliveira. Ele é de conformação abstrusa na medida em que os militares, espinha dorsal do governo Bolsonaro, descendem ideologicamente do positivismo e, como tais, comungam ideais em que a dimensão do público e o papel do Estado exercem papeis dominantes na organização da vida social, em clara desconformidade com a narrativa neoliberal.
Não se pode contar a história da modernização brasileira sem a forte presença dos militares tanto em suas configurações abertamente autoritárias como naquelas em que coexistiu com regimes de inclinação liberal. Eles foram protagonistas na montagem das bases da industrialização do país, diretamente envolvidos nas questões-chave do aço e do petróleo, assim como no período da última ditadura militar conceberam com sucesso as iniciativas que propiciaram a emergência do agronegócio em regiões de fronteira. Formados nessas tradições, seus vínculos com a política atual, fora motivos contingentes e precários que podem se esvair no ar, não devem fornecer escoras firmes para um eventual golpe que pretenda estabelecer um regime militar capitaneado pela farsesca figura de Bolsonaro.
Sem eles a sustentar seus projetos delirantes de se manter no poder depende do voto, resta a Bolsonaro explorar os caminhos conhecidos secularmente pelas elites brasileiras do atraso político e social em que ainda vive grande parte da nossa população, sujeita ao mandonismo local nas regiões retardatárias do mundo agrário e no urbano a milícias que as submetem pelo terror, essas últimas cultivadas pela política bolsonarista, particularmente no Estado do Rio de Janeiro, como é de conhecimento público. A essa massa amorfa a sua política de mobilização eleitoral agrega numerosos contingentes da nova ralé de setores médios da população, ressentidos com sua desqualificação social e temerosos de perderem o que ainda os mantém abrigados da proletarização, base sobre a qual pretende organizar, se for o caso, suas falanges fascistas. No vértice dessa pirâmide, a experiência recente lhe ensina, precisa assentar as elites do agronegócio e das finanças.
Aí é que entra o mundo e suas circunstâncias que não giram na órbita do leste europeu nem nas margens do golfo pérsico e que são adversas dos círculos trompistas norte-americanos. A emergência da questão climática para que o planeta acordou vulnera em cheio o agronegócio na forma predatória com que é praticada pelo regime Bolsonaro, objeto de repúdio no Ocidente desenvolvido já atento em lhe impor limites. A América de Biden se reencontrou com uma Europa que se democratiza e concede lugar ao discurso de valorização dos direitos humanos, inclusive como tema nas suas disputas com potências rivais, como a China e a Rússia. Esse não é um cenário compatível com um projeto que nasceu sob a inspiração do regime de 1937 e do AI-5 de 1989, que assim se vê obrigado a sondar suas possibilidades de subsistir no terreno da competição eleitoral de mãos dadas com o Centrão.
Se os surtos de modernização autoritária encontraram seu fim no governo que aí está, que oculta sua adesão ao patrimonialismo numa profissão de fé de mentirinha no neoliberalismo, as vias para a modernidade se encontram abertas para uma sociedade que se civiliza, exemplar no seu enfrentamento da atual pandemia, quando remando contra a corrente leva a cabo o programa da vacinação em massa da população com efeitos visíveis no seu controle. O exame recente do Enem, realizado com sucesso apesar das tentativas de tumulto presentes por iniciativa do bando no poder, vai na mesma direção. Por toda parte são evidentes os sinais de animação da sociedade civil, inclusive nos seus setores subalternos que se organizam como autodefesa da pandemia e da luta contra a fome. O movimento pendular que a nossa história registra parece agora se inclinar em favor da democracia, percepção que não deve faltar ao ator político que a tem em mira. Com sua ajuda, mais seguramente o pêndulo vai completar sua rotação feliz e tirar da nossa frente o entulho que embaraça nossa livre movimentação. Com isso, de um só golpe acertamos as contas com esse nefasto presente e com o que há de pior na nossa formação.
*Luiz Werneck Vianna, Sociólogo, PUC-Rio
*** *** https://gilvanmelo.blogspot.com/2021/11/luiz-werneck-vianna-oscilacao-do.html#more *** ***
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Deltan Dallagnol: "A Lava Jato não satanizou a política. Ela apenas revelou a corrupção sistêmica"
18.990 visualizaçõesEstreou em 27 de nov. de 2021
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Marco Antonio Villa
645 mil inscritos
"Na política posso contribuir no combate à corrupção"
"Temos no Brasil a repetição do que ocorreu na Itália após a Operação Mãos Limpas"
"Não reconheço as mensagens do que chamam de Vaza Jato"
"Houve um uso espetaculoso das mensagens"
"O STF tem de garantir a segurança jurídica"
"A Lava Jato defendeu os valores democráticos"
"Sérgio Moro não tem ambição de poder"
*** *** https://www.youtube.com/watch?v=4AswsX6fk2M *** ***
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Girar cores do arco-Ãris cores cores cor do plano de fundo giratório padrão cÃrculos de ciclo
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GIROGIRAR
Verbo Girar
Gerúndio: girando
Particípio passado: girado
Infinitivo: girarTipo de verbo: regular
Transitividade: intransitivo e transitivo
Separação silábica: gi-rar
Indicativo
Presente
eu giro
tu giras
ele gira
nós giramos
vós girais
eles giram
Pretérito Imperfeito
eu girava
tu giravas
ele girava
nós girávamos
vós giráveis
eles giravam
Pretérito Perfeito
eu girei
tu giraste
ele girou
nós giramos
vós girastes
eles giraram
Pretérito Mais-que-perfeito
eu girara
tu giraras
ele girara
nós giráramos
vós giráreis
eles giraram
Futuro do Presente
eu girarei
tu girarás
ele girará
nós giraremos
vós girareis
eles girarão
Futuro do Pretérito
eu giraria
tu girarias
ele giraria
nós giraríamos
vós giraríeis
eles girariam
Subjuntivo
Presente
que eu gire
que tu gires
que ele gire
que nós giremos
que vós gireis
que eles girem
Pretérito Imperfeito
se eu girasse
se tu girasses
se ele girasse
se nós girássemos
se vós girásseis
se eles girassem
Futuro
quando eu girar
quando tu girares
quando ele girar
quando nós girarmos
quando vós girardes
quando eles girarem
Imperativo
Imperativo Afirmativo
--
gira tu
gire você
giremos nós
girai vós
girem vocês
Imperativo Negativo
--
não gires tu
não gire você
não giremos nós
não gireis vós
não girem vocês
Infinitivo
Infinitivo Pessoal
por girar eu
por girares tu
por girar ele
por girarmos nós
por girardes vós
por girarem eles
Conjugação com pronome oblíquo átono o
Gerúndio: girando-o
Indicativo
Presente
eu giro-o
tu gira-lo
ele gira-o
nós giramo-lo
vós girai-lo
eles giram-no
Pretérito Imperfeito
eu girava-o
tu girava-lo
ele girava-o
nós girávamo-lo
vós girávei-lo
eles giravam-no
Pretérito Perfeito
eu girei-o
tu giraste-o
ele girou-o
nós giramo-lo
vós giraste-lo
eles giraram-no
Pretérito Mais-que-perfeito
eu girara-o
tu girara-lo
ele girara-o
nós giráramo-lo
vós girárei-lo
eles giraram-no
Futuro do Presente
eu girá-lo-ei
tu girá-lo-ás
ele girá-lo-á
nós girá-lo-emos
vós girá-lo-eis
eles girá-lo-ão
Futuro do Pretérito
eu girá-lo-ia
tu girá-lo-ias
ele girá-lo-ia
nós girá-lo-íamos
vós girá-lo-íeis
eles girá-lo-iam
Subjuntivo
Presente
que eu o gire
que tu o gires
que ele o gire
que nós o giremos
que vós o gireis
que eles o girem
Pretérito Imperfeito
se eu o girasse
se tu o girasses
se ele o girasse
se nós o girássemos
se vós o girásseis
se eles o girassem
Futuro
quando eu o girar
quando tu o girares
quando ele o girar
quando nós o girarmos
quando vós o girardes
quando eles o girarem
Imperativo
Imperativo Afirmativo
--
gira-o tu
gire-o você
giremo-lo nós
girai-o vós
girem-no vocês
Imperativo Negativo
--
não o gires tu
não o gire você
não o giremos nós
não o gireis vós
não o girem vocês
Infinitivo
Infinitivo Pessoal
por o girar eu
por o girares tu
por o girar ele
por o girarmos nós
por o girardes vós
por o girarem eles
Verbos relacionados com girar
saircorrerandarvoltarpassearvirarpercorrervigervolverrodarcircularrodear
Saiba mais sobre os verbos
Verbos regularesVerbos irregularesTempos verbaisFormas verbaisVerbos no infinitivoVerbos intransitivosVerbos transitivos indiretosRegência verbal e nominal
« giraldinar « girandolar « girar » girassolar » girogirar »
*** *** https://www.conjugacao.com.br/verbo-girar/ *** ***
BALEIA E LOS PERROS ROMÂNTICOS
"Em certo momento de sua vida ele foi preso por não seguir as regras impostas pela ditadura na época."
En aquel tiempo yo tenía veinte años
y estaba loco.
Naquele tempo eu tinha vinte anos
e estava louco.
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Graciliano e Bolaño
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Os Cães Românticos – Roberto Bolaño
POESIASPREFERIDAS.WORDPRESS.COM ♦ SETEMBRO 24, 2015 ♦ 7 COMENTÁRIOS
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beat-generation-1950s
(Geração Beat, 1950s)
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Naquele tempo eu tinha vinte anos
e estava louco.
Havia perdido um país
mas havia ganhado um sonho.
E se tinha esse sonho
o resto não importava.
Nem trabalhar, nem rezar,
nem estudar de madrugada
junto aos cães românticos.
E o sonho vivia no vazio de meu espírito.
Uma morada de madeira,
na penumbra,
em um dos pulmões do trópico.
E às vezes me revirava dentro de mim
e visitava o sonho: estátua eternizada
em pensamentos líquidos,
um verme branco se retorcendo
no amor.
Um amor desbocado.
Um sonho dentro de outro sonho.
E o pesadelo me dizia: crescerás.
Deixarás para trás as imagens da dor e do labirinto
e esquecerás.
Mas naquele tempo crescer teria sido um crime.
Estou aqui, eu disse, com os cães românticos
e aqui eu vou ficar.
Roberto Bolaño
Tradução de André Caramuru Aubert
Poema original, em espanhol: Los Perros Românticos
En aquel tiempo yo tenía veinte años
y estaba loco.
Había perdido un país
pero había ganado un sueño.
Y si tenía ese sueño
lo demás no importaba.
Ni trabajar, ni rezar,
ni estudiar en la madrugada
junto a los perros románticos.
Y el sueño vivía en el vacío de mi espíritu.
Una habitación de madera,
en penumbras,
en uno de los pulmones del trópico.
Y a veces me volvía dentro de mí
y visitaba el sueño: estatua eternizada
en pensamientos líquidos,
un gusano blanco retorciéndose
en el amor.
Un amor desbocado.
Un sueño dentro de otro sueño.
Y la pesadilla me decía: crecerás.
Dejarás atrás las imágenes del dolor y del laberinto
y olvidarás.
Pero en aquel tiempo crecer hubiera sido un crimen.
Estoy aquí, dije, con los perros románticos
y aquí me voy a quedar.
Roberto Bolaño
*** *** https://poesiaspreferidas.wordpress.com/2015/09/24/os-caes-romanticos-roberto-bolano/ *** ***
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Resumo de Vidas Secas - Capítulo 9 - Baleia
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Capítulo 9 - “Baleia”
Júlia Andrade
Integrantes: Giovanna Croccia Prates, Júlia Andrade Gonçalves e Mariah Moscato Morte
Trabalho vidas secas
Neste trabalho iremos falar sobre o capítulo nove, "Baleia", do livro Vidas Secas. O livro narra a história uma família que vive no Nordeste, assim passando por várias dificuldades diante da típica seca da região. A família é composta por Fabiano (pai), Sinha Vitória (mãe), dois filhos (que não têm nome) e a cachorra Baleia, que será o foco desse texto.
Em certas partes do livro, o narrador irá dar ênfase a um certo personagem, de modo que a perspectiva muda a cada
capítulo, focando em uma pessoa da
narrativa, que ora é Baleia, ora Fabiano, Sinhá Vitória ou até mesmo os filhos.
O livro foi escrito pelo renomado Graciliano Ramos (1892-1953), que teve uma vida conturbada, de modo que ajudou seu pai na infância com o trabalho, mas decidiu seguir carreira de escritor após trabalhar em um jornal.
Em certo momento de sua vida ele foi preso por não seguir as regras impostas pela ditadura na época. Logo após sua saída da prisão, Graciliano resolveu escrever o livro Vidas Secas, pois dentro da cadeia ele conversou com várias pessoas que conviviam com o problema da seca, e passavam pelas dificuldades ocasionadas por ela, já que ele não passou por essa experiência na sua vida, pois vivia em uma região privilegiada, além de ser considerado parte da classe média.
Essa foi a obra mais famosa do escritor, de modo que o capítulo IX, “Baleia”, foi o que deu vida ao livro, pois a partir dele o Graciliano Ramos realmente teve a iniciativa de escrever Vidas Secas. Inclusive, esse é o principal tema do trabalho.
O capítulo IX irá abordar a morte da cachorra Baleia, que era muito importante para a família. Tal história inicia-se falando sobre o estado do animal, que estava muito doente, com várias feridas, e que consequentemente estava sofrendo muito. Então, por isso, Fabiano decidiu sacrificá-la. A família da cachorra, a princípio, julgou que ela estava com raiva, já que se encontrava muito debilitada.
Com o passar do capítulo, vemos Baleia morrer lenta e dolorosamente. Fabiano tem complicações ao tentar sacrificá-la, devido seus sentimentos por ela, apesar de parecer uma pessoa fria e distante durante o decorrer do livro, ele se revela ser uma pessoa um pouco sensível e frágil, principalmente quando demonstra empatia durante o falecimento da cachorra.
Ao analisar o trecho da página 85 “Foi buscar a espingarda de pederneira, lixou-a, limpou-a com o saca-trapo e fez tenção de carregá-la bem para a cachorra não sofrer muito”, podemos observar que esse não é um trecho que mostra muito os sentimentos de Fabiano por Baleia, porém entendemos que ele fez isso com a melhor das intenções, já que quis sacrificá-la para que ela não continuasse sofrendo e sentindo dor.
Os filhos e Sinha também se sensibilizaram com a morte do animal de estimação, de modo que ficaram muito tristes e desesperados ao ouvir os tiros que Fabiano deu ao tentar matá-la. Nos trechos “Escutou, ouviu o rumor do chumbo que se derramava no cano da arma, as pancadas surdas da vareta na bucha. Suspirou. Coitadinha da Baleia.” “Os meninos começaram a gritar e a espernear.” - página 86 – percebemos claramente que os dois filhos e a mãe ficam perturbados com toda a situação.
Ao observar a narrativa, percebemos que a cachorra é muito importante para o enredo do livro em si, já que ela possui um nome, Baleia, e os filhos de Fabiano não, as crianças são chamadas de irmão mais velho e irmão mais novo. Com isso, podemos ver que a cachorra é bem humanizada e os demais personagens são animalizados, principalmente os filhos. Isso pode ser observado no seguinte trecho da página 82: “Ela era como uma pessoa da família: brincavam juntos os três, para bem dizer não se diferençavam, rebolavam na areia do rio e no estrume fofo que ia subindo, ameaçava cobrir o chiqueiro das cabras.”, assim podemos ver que a Baleia era da família e, portanto, tratada como uma humana, ou melhor, os meninos eram tratados como animais.
Além do fato de cachorra ter um nome e os filhos de Sinha não terem, o nome dela, Baleia, está conectado a problemática da seca, causando uma reflexão no leitor, já que o animal baleia é grande, gordo e vive na água, enquanto a cachorra do livro é magrela por não ter comida o suficiente devido à situação financeira que a família dela se encontrava, além de quase não ver água em sua vida, por conviver com a seca diariamente durante sua vida.
Para finalizar, chegamos à conclusão de que o falecimento da cachorra deixou a família representada no livro muito conturbada, principalmente Fabiano, pois ele constantemente relembrava momentos em que estava junto de Baleia, além disso ele ficava lembrando da hora em que atirou em seu animal de estimação, o que o deixou bem abalado.
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Espetáculo vidas secas: https://youtu.be/IlEGAKvmVJw
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Filme: https://youtu.be/m5fsDcFOdwQ
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Júlia Andrade June 29, 2021
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Baleia
A cachorra Baleia estava para morrer. Tinha emagrecido, o pelo caíra-lhe em vários pontos, as costelas avultavam num
fundo róseo, onde manchas escuras supuravam e sangravam, cobertas de moscas. As chagas da boca e a inchação dos beiços
dificultavam-lhe a comida e a bebida.
Por isso Fabiano imaginara que ela estivesse com um princípio de hidrofobia e amarrara-lhe no pescoço um rosário de
sabugos de milho queimados. Mas Baleia, sempre de mal a pior, roçava-se nas estacas do curral ou metia-se no mato,
impaciente, enxotava os mosquitos sacudindo as orelhas murchas, agitando a cauda pelada e curta, grossa na base, cheia de
roscas, semelhante a uma cauda de cascavel.
Então Fabiano resolveu matá-la. Foi buscar a espingarda de pederneira, lixou-a, limpou-a com o saca-trapo e fez tenção de
carregá-la bem para a cachorra não sofrer muito.
Sinha Vitória fechou-se na camarinha, rebocando os meninos assustados, que adivinhavam desgraça e não se cansavam de
repetir a mesma pergunta: — Vão bulir com a Baleia?
Tinham visto o chumbeiro e o polvarinho, os modos de Fabiano afligiam-nos, davam-lhes a suspeita de que Baleia corria
perigo.
Ela era como uma pessoa da família: brincavam juntos os três, para bem dizer não se diferençavam, rebolavam na areia do
rio e no estrume fofo que ia subindo, ameaçava cobrir o chiqueiro das cabras.
Quiseram mexer na taramela e abrir a porta, mas sinha Vitória levou-os para a cama de varas, deitou-os e esforçou-se por
tapar-lhes os ouvidos: prendeu a cabeça do mais velho entre as coxas e espalmou as mãos nas orelhas do segundo. Como os
pequenos resistissem, aperreou-se e tratou de subjugá-los, resmungando com energia.
Ela também tinha o coração pesado, mas resignava-se: naturalmente a decisão de Fabiano era necessária e justa. Pobre da
Baleia.
Escutou, ouviu o rumor do chumbo que se derramava no cano da arma, as pancadas surdas da vareta na bucha. Suspirou.
Coitadinha da Baleia.
Os meninos começaram a gritar e a espernear. E como sinha Vitória tinha relaxado os músculos, deixou escapar o mais
taludo e soltou uma praga: — Capeta excomungado.
Na luta que travou para segurar de novo o filho rebelde, zangou-se de verdade. Safadinho. Atirou um cocorote ao crânio
enrolado na coberta vermelha e na saia de ramagens.
Pouco a pouco a cólera diminuiu, e sinha Vitória, embalando as crianças, enjoou-se da cadela achacada, gargarejou
muxoxos e nomes feios. Bicho nojento, babão. Inconveniência deixar cachorro doido solto em casa. Mas compreendia que
estava sendo severa demais, achava difícil Baleia endoidecer e lamentava que o marido não houvesse esperado mais um dia
para ver se realmente a execução era indispensável.
Nesse momento Fabiano andava no copiar, batendo castanholas com os dedos. Sinha Vitória encolheu o pescoço e tentou
encostar os ombros às orelhas. Como isto era impossível, levantou os braços e, sem largar o filho, conseguiu ocultar um
pedaço da cabeça.
Fabiano percorreu o alpendre, olhando a baraúna e as porteiras, açulando um cão invisível contra animais invisíveis: — Ecô! ecô!
Em seguida entrou na sala, atravessou o corredor e chegou à janela baixa da cozinha. Examinou o terreiro, viu Baleia
coçando-se a esfregar as peladuras no pé de turco, levou a espingarda ao rosto. A cachorra espiou o dono desconfiada,
enroscou-se no tronco e foi-se desviando, até ficar no outro lado da árvore, agachada e arisca, mostrando apenas as pupilas
negras. Aborrecido com esta manobra, Fabiano saltou a janela, esgueirou-se ao longo da cerca do curral, deteve-se no mourão
do canto e levou de novo a arma ao rosto. Como o animal estivesse de frente e não apresentasse bom alvo, adiantou-se mais
alguns passos. Ao chegar às catingueiras, modificou a pontaria e puxou o gatilho. A carga alcançou os quartos traseiros e
inutilizou uma perna de Baleia, que se pôs a latir desesperadamente.
Ouvindo o tiro e os latidos, sinha Vitória pegou-se à Virgem Maria e os meninos rolaram na cama, chorando alto. Fabiano
recolheu-se.
E Baleia fugiu precipitada, rodeou o barreiro, entrou no quintalzinho da esquerda, passou rente aos craveiros e às panelas
de losna, meteu-se por um buraco da cerca e ganhou o pátio, correndo em três pés. Dirigiu-se ao copiar, mas temeu encontrar
Fabiano e afastou-se para o chiqueiro das cabras. Demorou-se aí um instante, meio desorientada, saiu depois sem destino, aos
pulos.
Defronte do carro de bois faltou-lhe a perna traseira. E, perdendo muito sangue, andou como gente, em dois pés, arrastando
com dificuldade a parte posterior do corpo. Quis recuar e esconder-se debaixo do carro, mas teve medo da roda.
Encaminhou-se aos juazeiros. Sob a raiz de um deles havia uma barroca macia e funda. Gostava de espojar-se ali: cobria-se
de poeira, evitava as moscas e os mosquitos, e quando se levantava, tinha folhas secas e gravetos colados às feridas, era um
bicho diferente dos outros.
Caiu antes de alcançar essa cova arredada. Tentou erguer-se, endireitou a cabeça e estirou as pernas dianteiras, mas o resto
do corpo ficou deitado de banda. Nesta posição torcida, mexeu-se a custo, ralando as patas, cravando as unhas no chão,
agarrando-se nos seixos miúdos. Afinal esmoreceu e aquietou-se junto às pedras onde os meninos jogavam cobras mortas.
Uma sede horrível queimava-lhe a garganta. Procurou ver as pernas e não as distinguiu: um nevoeiro impedia-lhe a visão.
Pôs-se a latir e desejou morder Fabiano. Realmente não latia: uivava baixinho, e os uivos iam diminuindo, tornavam-se quase
imperceptíveis.
Como o sol a encandeasse, conseguiu adiantar-se umas polegadas e escondeu-se numa nesga de sombra que ladeava a
pedra.
Olhou-se de novo, aflita. Que lhe estaria acontecendo? O nevoeiro engrossava e aproximava-se.
Sentiu o cheiro bom dos preás que desciam do morro, mas o cheiro vinha fraco e havia nele partículas de outros viventes.
Parecia que o morro se tinha distanciado muito. Arregaçou o focinho, aspirou o ar lentamente, com vontade de subir a ladeira
e perseguir os preás, que pulavam e corriam em liberdade.
Começou a arquejar penosamente, fingindo ladrar. Passou a língua pelos beiços torrados e não experimentou nenhum prazer.
O olfato cada vez mais se embotava: certamente os preás tinham fugido.
Esqueceu-os e de novo lhe veio o desejo de morder Fabiano, que lhe apareceu diante dos olhos meio vidrados, com um
objeto esquisito na mão. Não conhecia o objeto, mas pôs-se a tremer, convencida de que ele encerrava surpresas
desagradáveis. Fez um esforço para desviar-se daquilo e encolher o rabo. Cerrou as pálpebras pesadas e julgou que o rabo
estava encolhido. Não poderia morder Fabiano: tinha nascido perto dele, numa camarinha, sob a cama de varas, e consumira a
existência em submissão, ladrando para juntar o gado quando o vaqueiro batia palmas.
O objeto desconhecido continuava a ameaçá-la. Conteve a respiração, cobriu os dentes, espiou o inimigo por baixo das
pestanas caídas. Ficou assim algum tempo, depois sossegou. Fabiano e a coisa perigosa tinham-se sumido.
Abriu os olhos a custo. Agora havia uma grande escuridão, com certeza o sol desaparecera.
Os chocalhos das cabras tilintaram para os lados do rio, o fartum do chiqueiro espalhou-se pela vizinhança.
Baleia assustou-se. Que faziam aqueles animais soltos de noite? A obrigação dela era levantar-se, conduzi-los ao
bebedouro. Franziu as ventas, procurando distinguir os meninos. Estranhou a ausência deles.
Não se lembrava de Fabiano. Tinha havido um desastre, mas Baleia não atribuía a esse desastre a impotência em que se
achava nem percebia que estava livre de responsabilidades. Uma angústia apertou-lhe o pequeno coração. Precisava vigiar as
cabras: àquela hora cheiros de suçuarana deviam andar pelas ribanceiras, rondar as moitas afastadas. Felizmente os meninos
dormiam na esteira, por baixo do caritó onde sinha Vitória guardava o cachimbo.
Uma noite de inverno, gelada e nevoenta, cercava a criaturinha. Silêncio completo, nenhum sinal de vida nos arredores. O
galo velho não cantava no poleiro, nem Fabiano roncava na cama de varas. Estes sons não interessavam Baleia, mas quando o
galo batia as asas e Fabiano se virava, emanações familiares revelavam-lhe a presença deles. Agora parecia que a fazenda se
tinha despovoado.
Baleia respirava depressa, a boca aberta, os queixos desgovernados, a língua pendente e insensível. Não sabia o que tinha
sucedido. O estrondo, a pancada que recebera no quarto e a viagem difícil do barreiro ao fim do pátio desvaneciam-se no seu
espírito.
Provavelmente estava na cozinha, entre as pedras que serviam de trempe. Antes de se deitar, sinha Vitória retirava dali os
carvões e a cinza, varria com um molho de vassourinha o chão queimado, e aquilo ficava um bom lugar para cachorro
descansar. O calor afugentava as pulgas, a terra se amaciava. E, findos os cochilos, numerosos preás corriam e saltavam, um
formigueiro de preás invadia a cozinha.
A tremura subia, deixava a barriga e chegava ao peito de Baleia. Do peito para trás era tudo insensibilidade e
esquecimento. Mas o resto do corpo se arrepiava, espinhos de mandacaru penetravam na carne meio comida pela doença.
Baleia encostava a cabecinha fatigada na pedra. A pedra estava fria, certamente sinha Vitória tinha deixado o fogo apagarse muito cedo.
Baleia queria dormir. Acordaria feliz, num mundo cheio de preás. E lamberia as mãos de Fabiano, um Fabiano enorme. As
crianças se espojariam com ela, rolariam com ela num pátio enorme, num chiqueiro enorme. O mundo ficaria todo cheio de
preás, gordos, enormes.
*** *** https://iedamagri.files.wordpress.com/2020/02/vidas-secas-graciliano-ramos.pdf *** ***
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UOL Notícias
Da tortura à loucura: ditadura internou presos políticos em manicômios
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Da tortura à loucura: ditadura internou 24 presos políticos em manicômios Internação psiquiátrica de presos políticos ocorreu em pelo menos nove estados do Brasil Imagem: Yasmin Ayumi/UOL
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Amanda Rossi
Do UOL, em São Paulo
14/06/2021 04h00
Ali estava a perigosa "terrorista" pernambucana de quem os jornais falavam em fins de 1964. Desacordada, recebia soro na ala feminina do Manicômio da Tamarineira, no Recife. Os "olhos diabolicamente ingênuos", como descreveu o delegado que a prendera, estavam fechados. Media 1,55 m e pesava menos de 30 kg. Os cabelos longos tinham sido raspados em um quartel do Exército. No braço esquerdo, uma das queimaduras de cigarro que marcavam sua pele t... - Veja mais em https://noticias.uol.com.br/politica/ultimas-noticias/2021/06/14/ditadura-militar-presos-politicos-internacao-manicomios.htm?cmpid=copiaecola
sábado, 27 de novembro de 2021
INTERCESSÃO
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17
Intercessão
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Irmãos, orai por nós. – Paulo. (1ª Epístola aos Tessalonicenses, 5:25.)
Muitas criaturas sorriem ironicamente quando se lhes fala das orações intercessórias.
O homem habituou-se tanto ao automatismo teatral que encontra certa dificuldade no entendimento das mais profundas manifestações de espiritualidade. A prece intercessória, todavia, prossegue espalhando benefícios com os seus valores inalterados. Não é justo acreditar seja essa oração o incenso bajulatório a derramar-se na presença de um monarca terrestre a fim de obtermos certos favores.
A súplica da intercessão é dos mais belos atos de fraternidade e constitui a emissão de forças benéficas e iluminativas que, partindo do espírito sincero, vão ao objetivo visado por abençoada contribuição de conforto e energia. Isso não acontece, porém, a pretexto de obséquio, mas em conseqüência de leis justas. O homem custa a crer na influenciação das ondas invisíveis do pensamento, contudo, o espaço que o cerca está cheio de sons que os seus ouvidos materiais não registram; só admite o auxilio tangível, no entanto, na própria natureza física vêem-se árvores venerandas que protegem e conservam ervas e arbustos, a lhes receberem as bênçãos da vida, sem lhes tocarem jamais as raízes e os troncos.
Não olvides os bens da intercessão.
Jesus orou por seus discípulos e seguidores, nas horas supremas.
FONTE:
17 INTERCESSÃO CHICO XAVIER PELO ESPÍRITO EMMANUEL PÃO NOSSO
*** *** https://www.centronocaminhodaluz.com.br/index.php/artigo1123/ *** ***
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Os dia passam
doces,
as noites como mel.
Sol e lua
lua de mel.
Vida intensa a dois
pensando em três.
FONTE:
André Luiz Gama
MINHAS HISTÓRIAS
Uma filosofia para a vida
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Conhece-se a árvore pelo fruto
1. A árvore que produz maus frutos não é boa e a árvore que produz bons frutos não
é má; porquanto, cada árvore se conhece pelo seu próprio fruto. Não se colhem figos
nos espinheiros, nem cachos de uvas nas sarças. O homem de bem tira boas coisas
do bom tesouro do seu coração e o mau tira as más do mau tesouro do seu coração;
porquanto, a boca fala do que está cheio o coração. (Lucas, 6:43 a 45.)
2. Guardai-vos dos falsos profetas que vêm ter convosco cobertos de peles de
ovelha e que por dentro são lobos rapaces. Conhecê-los-eis pelos seus frutos.
Podem colher-se uvas nos espinheiros ou figos nas sarças? Assim, toda árvore boa
produz bons frutos e toda árvore má produz maus frutos. Uma árvore boa não
pode produzir frutos maus e uma árvore má não pode produzir frutos bons. Toda
árvore que não produz bons frutos será cortada e lançada ao fogo. Conhecê-la-eis, pois, pelos seus frutos. (Mateus, 7:15 a 20.)
3. Tende cuidado para que alguém não vos seduza; porque muitos virão em meu
nome, dizendo: “Eu sou o Cristo”, e seduzirão a muitos.
Levantar-se-ão muitos falsos profetas que seduzirão a muitas pessoas; e porque
abundará a iniquidade, a caridade de muitos esfriará. Mas aquele que perseverar até o fim se salvará.
Então, se alguém vos disser: “O Cristo está aqui, ou está ali”, não acrediteis absolutamente; porquanto falsos cristos e falsos profetas se levantarão e farão grandes
prodígios e coisas de espantar, ao ponto de seduzirem, se fosse possível, os próprios
escolhidos. (Mateus, 24:4, 5, 11 a 13, 23 e 24; Marcos, 13:5, 6, 21 e 22.)
*** *** https://febnet.org.br/wp-content/themes/portalfeb-grid/obras/evangelho-guillon.pdf *** ***
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E – Cap. XIII – Item 4
L – Questão 800
Temas Estudados:
Apoio espírita
Espiritismo e experiência pessoal
Obra espírita
Provações inesperadas
Socorro Fraterno
Tribulações escondidas
MENSAGEM DE COMPANHEIRO
Se já pudeste receber o amparo do Espiritismo, sustenta a obra espírita, a fim de que a
obra espírita continue a auxiliar.
Não sonegue o ensino que entesouras, nem fujas do bem que podes fazer.
Quantos esperam de alguém um aviso fraterno, uma palavra de entendimento, um livro
tonificante ou um gesto de apoio, para evitara a queda iminente!...
Compadeces-te dos enfermos e dos famintos e repartes com eles as migalhas do bolso e
os recursos do prato. Pensa também nos necessitados da alma, que caminham na terra
em penúria do coração.
Reflete nas aflições que se escondem sob os rituais da etiqueta; nos calvários
endinheirados; nas obsessões ardilosamente embutidas na inteligência; no desânimo dos
bons; nas dores bem trajadas; nos remorsos enquistados na consciência; nos males
ocultos; e no desespero dos que revolvem as cinzas, procurando um sinal de
sobrevivência dos entes amados que se despediram na morte....
Muitos daqueles que julgas embriagados de alegria trazem no peito um vaso de lágrimas
e muitos daqueles outros que imaginas realizados, tão-só porque os viste pelas lentes da
fama, carregam dificuldades e provações, mendigando socorro espiritual.
É que há sombras e sombras. Para repelir as que assaltam os olhos basta o
conhecimento da luz, mas para dissipar as que envolvem a alma será preciso a luz do
conhecimento.
Deixa, assim, que o Espiritismo – a refletir o Sol do Evangelho - ilumine a vida, através de
ti.
Para isso, não te dês a qualquer exigência.
Fala o conceito espírita em momento adequado; estende a página espírita com a
espontaneidade de quem alivia o sedento na fonte de água pura; testemunha a convicção
espírita, no regozijo ou no sofrimento; e oferece o exemplo espírita na vivência dos
princípios que amamos, em trabalho e paciência, compreensão e humildade.
O apostolado de Allan Kardec é a restauração do Cristianismo simples e claro, em que
Jesus procura o povo e o povo encontra Jesus.
Corações em prece e mãos em serviço!....
Se já nos foi possível receber o concurso do Espiritismo, apoiemos a obra espírita, a fim
de que a obra espírita continue a auxiliar.
PROVAS IRREVELADAS
Do ponto de vista moral, há bastante infortúnio escondido em toda a parte.
Nos ambientes mais diversos, nos momentos em que menos se espera, com as pessoas
fisionomicamente mais seguras de si, a aflição desponta inesperada e o pranto pode estar
surgindo às ocultas.
Desilusão, moléstia, revolta e desalento em muitos casos não afluem à face das
circunstâncias exteriores.
Familiar decepcionado com o noticiário desairoso que vem a saber com respeito ao
parente querido.
Jovem agoniada na frustração de projetos matrimoniais.
Pai fustigado pela doença incurável de um filho.
Mãe ansiosa pela reconciliação impraticável com o pai de sua prole.
Cavaleiro bem-posto, mas absolutamente inconformado com a deficiência física de que se
sabe portador, sem que os outros percebam.
Viúva atormentada pela falta de garantias no lar.
Cônjuge que não mais confia na companheira de vinte anos.
Homem ferido pela consciência na fase de transição entre um passado recente de erros e
um futuro de maiores acertos.
Chefe enfermo de família numerosa, repentinamente desempregado.
Criatura robusta e aparentemente normal, envolvida em tramas de obsessão.
Aprendamos com a Doutrina Espírita que o pretérito se reflete no presente e que a lei de
causa e efeito funciona em qualquer paisagem social, em qualquer pessoa, em todos os
bastidores profissionais e todos os dias.
Ponderemos nisso, a fim de não faltarmos com o apoio devido à harmonia que nos cabe
manter nos domínios da vida.
Se alguém lhe respondeu asperamente, se um amigo aparece incompreensivo, se aquele
companheiro passou de súbito a dedicar-lhe antipatia gratuita, se aquele outro lhe abalroa
as edificações espirituais, e se muitos não lhe correspondem, de leve, às esperanças,
suponha semelhantes irmãos presos mentalmente a problemas irrevelados de angústia e
coloque-se na posição deles, com as provas e desvantagens que experimentam, e
decerto você se compadecerá de cada um,dispondo-se a auxiliá-los.
Nem sempre a voz corrente fala tudo o que vai nas almas.
Repitamos para nós que a verdadeira caridade se resume na compreensão para além das
aparências dos espíritos com os quais se convive, perdoando e ajudando silenciosas e
desinteressadamente, de nossa parte, onde estejamos, como se faça necessário e tanto
quanto seja possível.
*** *** http://www.oconsolador.com.br/linkfixo/bibliotecavirtual/chicoxavier/estudeeviva.pdf *** ***
sexta-feira, 26 de novembro de 2021
Orçamento secreto: Congresso vai descumprir ordem do STF e manter sigilo
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Foto: Pedro Franca/Agência Senado
Orçamento secreto: Congresso vai descumprir ordem do STF e manter sigilo
25/11/2021
Acessibilidade
Comunicado oficial das mesas diretoras da Câmara e do Senado propõe abrir informações somente de repasses feitos daqui para a frente
Breno Pires e Daniel Weterman / O Estado de S.Paulo
BRASÍLIA – O Congresso Nacional redigiu um ato conjunto no qual afirma que não fará a divulgação dos nomes dos deputados e senadores que direcionaram verbas do orçamento secreto até agora e só abrirá informações sobre solicitações feitas daqui para a frente. O comunicado oficial das mesas diretoras da Câmara e do Senado contraria decisão do plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) que, há 20 dias, determinou ao Executivo e ao Legislativo dar ampla publicidade sobre a distribuição das verbas secretas.
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Aliados do governo dizem que discurso de Guedes ‘prescreveu’ e pedem mudanças no ano eleitoral
Na terça-feira, o Estadão revelou uma articulação para manter sob sigilo a caixa-preta das emendas de relator-geral do orçamento (RP9), base do orçamento secreto, o esquema criado pelo presidente Jair Bolsonaro para garantir apoio político. O ato conjunto é assinado pelo presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), e pelo primeiro-vice presidente Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB). A reportagem apurou que o presidente da Câmara, Arthur Lira (Progressistas-AL), está de acordo com o texto, segundo interlocutores.
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A cúpula do Congresso apresenta dois argumentos para manter os nomes dos parlamentares em sigilo. Um dos trechos do ato destaca “a não exigência e a inexistência de procedimento preestabelecido por Lei para registro formal das milhares de demandas recebidas pelo Relator-Geral com sugestão de alocação de recursos por parte de parlamentares, prefeitos, governadores, Ministros de Estado, associações, cidadãos, formuladas no dia a dia do exercício dinâmico do mandato”. Outro trecho do documento afirma que há uma “impossibilidade fática de se estabelecer retroativamente um procedimento para registro das demandas referidas no item anterior”.
De acordo com o ato conjunto (veja abaixo), em seu artigo 4º, “as solicitações que fundamentam as indicações a serem realizadas pelo Relator-Geral, a partir da vigência deste Ato Conjunto, serão publicadas em sítio eletrônico pela Comissão Mista de Planos, Orçamentos Públicos e Fiscalização e encaminhadas ao Poder Executivo”. Nada, portanto, que se refira às demandas feitas em 2020 e 2021, que estão englobadas no objeto da decisão do Supremo.
Pacheco confirmou ao Broadcast Político que a publicação do ato ocorrerá entre hoje e amanhã e que o princípio da transparência está atendido, apesar dos questionamentos. Além disso, ele convocará uma sessão do Congresso amanhã para votar um projeto de resolução regulamentando as emendas de relator a partir do Orçamento de 2022.
Em liminar, Rosa determinou ‘ampla publicidade’ aos documentos
Na liminar que determinou a “ampla publicidade” aos documentos “que embasaram as demandas e/ou resultaram na distribuição de recursos das emendas de relator-geral (RP-9)”, a ministra Rosa Weber, do Supremo, estabeleceu que os nomes dos parlamentares beneficiados devem ser divulgados, incluindo os valores que já foram pagos. Em seu voto, a ministra escreveu que “o regramento pertinente às emendas do relator (RP 9) distancia-se desses ideais republicanos, tornando imperscrutável a identificação dos parlamentares requerentes e destinatários finais das despesas nelas previstas, em relação aos quais, por meio do identificador RP 9, recai o signo do mistério”, deixando claro que a decisão busca tornar públicos os nomes dos solicitantes por trás do relator-geral.
O Estadão publicou reportagem na terça-feira revelando a articulação do Congresso para não dar publicidade às indicações por trás da fachada do relator-geral. Na ocasião, diversos especialistas em contas públicas, transparência e direito apontaram que seria uma burla à decisão do STF.
Para especialistas e técnicos de órgãos de controle, o governo e o Congresso são obrigados a dar transparência a essas indicações e a todos os critérios adotados para aprovação e execução das emendas, incluindo a digital de quem indicou o recurso. “Do contrário, seria um descumprimento à decisão do Supremo, porque não é plausível que não existam as informações”, disse o diretor da ONG Transparência Brasil, Manoel Galdino.
“A inexistência de norma infraconstitucional não afasta a existência constitucional de uso transparente dos recursos públicos”, disse o professor titular de Direito Financeiro da USP, Fernando Scaff, ao Estadão.
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“Observe que eles estão dizendo que passarão a fazer, e que não farão retroativamente. Desta forma, reconhecem a existência de irregularidade e buscarão ultrapassá-la, o que é positivo. Todavia, não adotar o mesmo procedimento para as condutas que já ocorreram torna a medida insuficiente, pois não atinge integralmente a necessária transparência e publicidade no uso dos recursos públicos. Deixa no ar a impressão de que não querem informar a sociedade sobre a origem e destino desses recursos”, observou Scaff.
Parlamentares da oposição já haviam dito também que, se isso ocorresse, seria um drible ilegal. “A decisão do STF que determinou a total publicidade e transparência das emendas destinadas terá que ser cumprida. É direito do povo saber como o seu dinheiro foi usado. Não há razão para que todos dados não sejam divulgados”, disse ao Estadão o líder da oposição na Câmara, deputado Alessandro Molon (PSB-RJ), na terça-feira, 23. “Qualquer tentativa de ocultar informações sobre o orçamento deve ser entendida como descumprimento da decisão do Supremo, com as punições consequentes”, disse o senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE), também na terça-feira.
A líder do PSOL, Talíria Petrone (RJ), disse que as propostas de transparência que vêm sendo prometidas pela Câmara e pelo Senado são insuficientes e não devem desviar o debate.
“O cenário que se desenha é o de que não haverá transparência na divulgação de quais parlamentares solicitaram as emendas de relator geral. Isso vale tanto para os orçamentos de 2020 quanto de 2021. Pior, as soluções que circulam na Casa (projetos de resolução) tampouco resolvem essa questão, já que apenas indicam a publicação das emendas de relator em sítio eletrônico. Permanecerão as dúvidas: Quem indicou? E Por que?”, disse Talíria, que pretende acionar o Supremo se as determinações forem burladas. “É inadmissível que bilhões de reais sejam distribuídos em troca de votos, violando inúmeros princípios constitucionais, dentre os quais destaco a impessoalidade, a moralidade e a publicidade. A sociedade tem o direito de saber quem está trocando voto por indicação de emenda”, afirmou a deputada.
Planilha
Apesar da alegação contida no ato conjunto, a série de reportagens do Estadão tem demonstrado desde maio que o governo e a cúpula do Congresso detêm as informações sobre os beneficiados com os repasses. O Estadão obteve, por exemplo, uma planilha elaborada por integrantes do governo na qual se podem ver 285 parlamentares como autores de solicitações de repasses com emenda de relator-geral do orçamento, que obtiveram verbas empenhadas no Ministério do Desenvolvimento Regional em dezembro de 2020. Paradoxalmente, para manter em sigilo os parlamentares contemplados, o ato conjunto utiliza como fundamento justamente a informalidade do esquema de distribuição de repasses por meio de barganha política.
No ano de 2020, as emendas de relator-geral do orçamento de 2020, em parte, foram direcionadas atendendo pedidos individuais feitos por deputados e senadores, registrados em ofícios. Depois que o mecanismo foi revelado, porém, o Congresso concentrou os pedidos no relator-geral do orçamento de 2021, senador Márcio Bittar (PSL-AC), cortando as solicitações diretas. O dinheiro, no entanto, é distribuído pelas cúpulas da Câmara e do Senado, que acompanham em planilhas secretas o fluxo de liberação dos recursos e de parlamentares atendidos.
Assim, em paralelo ao ato conjunto do Congresso, o Palácio do Planalto pode dar publicidade apenas aos ofícios do relator-geral e alegar que, formalmente, desconhece os nomes dos deputados e senadores solicitantes desses repasses – apesar de essas informações serem conhecidas informalmente, pois fazem parte da articulação do Executivo com o Legislativo. O Congresso, por sua vez, também alega não ter as informações centralizadas. O Supremo não intimou diretamente o relator-geral a apresentar os nomes dos parlamentares, que nesse jogo de empurra poderão continuar em segredo.
A deputada Adriana Ventura (Novo-SP) frisou que a ministra Rosa Weber pediu as informações do passado também. “Como assim não conseguem resgatar estes dados? Nem os presidentes das casas, nem a secretaria de governo, nem os ministérios e nem os beneficiários sabem informar? Cabe então ao relator-geral prestar estas informações, afinal ele é o autor oficial das emendas. O que não pode acontecer é continuarmos no escuro”, disse.
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Ato conjunto das mesas da Câmara dos Deputados e do Senado Federal sobre orçamento secreto Foto: Reprodução
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Ato conjunto das mesas da Câmara dos Deputados e do Senado Federal sobre orçamento secreto Foto: Reprodução
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Ato conjunto das mesas da Câmara dos Deputados e do Senado Federal sobre orçamento secreto Foto: Reprodução
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Veja o ato conjunto das mesas da Câmara dos Deputados e do Senado Federal
Ato conjunto das mesas da Câmara dos Deputados e do Senado Federal sobre orçamento secreto
Ato conjunto das mesas da Câmara dos Deputados e do Senado Federal sobre orçamento secreto Foto: Reprodução
Ato conjunto das mesas da Câmara dos Deputados e do Senado Federal sobre orçamento secreto
Ato conjunto das mesas da Câmara dos Deputados e do Senado Federal sobre orçamento secreto Foto: Reprodução
Ato conjunto das mesas da Câmara dos Deputados e do Senado Federal sobre orçamento secreto
Ato conjunto das mesas da Câmara dos Deputados e do Senado Federal sobre orçamento secreto Foto: Reprodução
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ENEM2021
Vai na fé
Segue o teu caminho, aprende a andar sozinho
Que o tempo dá o seu valor
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Vitor Kley - Vai na Fé (Áudio Oficial)
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Segundo dia do Enem 2021: lápis e borracha são proibidos; veja o que pode e o que não pode levar
Prova acontece no próximo domingo (28). Serão 90 questões de múltipla escolha envolvendo cálculos de matemática, química e física. Estudante só pode levar caneta esferográfica preta.
Por g1 — São Paulo
23/11/2021 16h13 Atualizado há 2 dias
Como o segundo dia do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), no próximo domingo (28), envolve cálculos matemáticos, de química e de física, os candidatos podem querer levar lápis, borracha, calculadora ou régua, mas atenção: nenhum desses objetos pode ser usado na prova. O estudante só pode usar caneta esferográfica preta, de material transparente.
Mais do que isso, de acordo com o edital do exame, se algum destes materiais vetados for levado ao local de prova, serão recolhidos e mantidos guardados no envelope porta-objetos, fora de alcance do aluno.
A segunda prova do Enem tem 90 questões de múltipla escolha de matemática e suas tecnologias e ciências da natureza e suas tecnologias.
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Confira a lista de itens que não são permitidos no exame:
lápis;
lapiseira;
borrachas;
réguas;
corretivos;
óculos escuros;
artigos de chapelaria, como boné, chapéu, viseira, gorro ou similares;
caneta de material não transparente;
livros;
manuais;
impressos;
anotações;
protetor auricular;
relógio de qualquer tipo;
quaisquer dispositivos eletrônicos, como telefones celulares, smartphones, tablets, wearable tech;
máquinas calculadoras;
agendas eletrônicas e/ou similares;
ipods;
gravadores;
pen drive;
mp3 e/ou similar;
alarmes;
chaves com alarme ou com qualquer outro componente eletrônico;
fones de ouvido e/ou qualquer transmissor;
gravador e/ou receptor de dados, imagens, vídeos e mensagens;
quaisquer outros materiais estranhos à realização da prova.
Além disso, qualquer aparelho eletrônico, como celular e alarme, deve ser mantido desligado e guardado. Se o aparelho, ainda que dentro do envelope porta-objetos, emitir qualquer tipo de som, o estudante será eliminado da prova.
O que levar
Agora, saiba o que é obrigatório ou recomendado que o candidato leve no dia do exame:
Documento com foto: Para ter acesso ao local de prova, é obrigatório apresentar um documento original com foto. Vias digitais ou cópias autenticadas não serão aceitas. São válidos:
RG;
Identidade expedida pelo Ministério da Justiça para estrangeiros e refugiados;
Carteira de Registro Nacional Migratório;
Documento Provisório de Registro Nacional Migratório;
Identificação fornecida por ordens ou conselhos de classes que por lei tenha validade como documento de identidade;
Passaporte;
Carteira Nacional de Habilitação;
Carteira de Trabalho e Previdência Social.
Caso o documento oficial tenha sido roubado ou furtado, pode ser apresentado o boletim de ocorrência expedido há, no máximo, 90 dias.
Álcool em gel: álcool em gel será disponibilizado para o candidato higienizar as mãos no local de prova, mas ele também tem a opção de levar o seu.
Máscara extra: o uso de máscara é obrigatório e é proibida a entrada do participante sem ela por questões de segurança contra a covid-19. E, pelos mesmos motivos, o aluno pode levar máscara extra para fazer a troca durante o exame, se achar necessário.
Cartão de confirmação de inscrição: o cartão de confirmação não é obrigatório, mas o Ministério da Educação (MEC) recomenda que o candidato leve uma via impressa. No documento, é possível conferir o endereço onde o exame será aplicado, os horários de abertura e fechamento dos portões, bem como a data de cada prova.
Caneta preta: para o Enem, é obrigatório o uso de caneta esferográfica preta, produzida em material transparente para o preenchimento do cartão-resposta. Lápis, canetas coloridas, borracha não são permitidos.
Lanche: o candidato pode levar seu próprio lanche, se quiser.
Cronograma do segundo dia:
Abertura dos portões: 12h
Fechamento dos portões: 13h
Início das provas: 13h30
Saída sem caderno de questões: 15h30
Saída com caderno de questões: 18h
Término das provas 1º dia: 18h30
200 vídeos
ENEM
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Professores escrevem redação perfeita com tema do Enem 2021
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Giorgia Cavicchioli
Colaboração para o UOL, em São Paulo
21/11/2021 17h39
O tema da redação da edição de 2021 do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) foi "Invisibilidade e registro civil: garantia de acesso à cidadania no Brasil". Professores ouvidos pelo UOL avaliaram o assunto como "tranquilo para os alunos", possibilitando um "excelente debate". Entre os alunos, teve quem achasse fácil e outros avaliando o tema como complexo e desafiador.
As 5 competências da redação perfeita no Enem são:
1. Domínio da modalidade escrita da língua portuguesa (gramática);
2. Compreensão do tema, apresentação de repertório e adequação ao gênero dissertativo-argumentativo;
3. Desenvolvimento das informações e do ponto de vista, articulação entre as ideias
4. Uso de recursos coesivos para relacionar bem as ideias entre si;
5. Proposta de intervenção que respeite os direitos humanos.
A seguir, confira uma redação modelo preparada pela equipe de redação do Descomplica e saiba o que era preciso fazer para ter uma nota mil na prova.
"A palavra 'cidadania' desenvolve-se na sociedade desde os períodos clássicos. Hoje, ela está relacionada à qualidade de ser um cidadão e, consequentemente, sujeito de direitos e deveres, os quais também são garantidos pela Constituição Federal de 1988, denominada 'cidadã'. Esta defende a participação ativa de um ser humano na sociedade.
No entanto, essa garantia não é plenamente efetivada na sociedade brasileira, uma vez que a falta de registro civil perpetua uma invisibilidade social que necessita ser mitigada. Diante desse cenário, cabe destacar a importância do registro civil do nascimento para o início da cidadania no país. No livro 'Vidas Secas', de Graciliano Ramos, os filhos de Fabiano são identificados como 'mais velho' e 'mais novo', evidenciando a ausência de um nome pelo qual eles pudessem ser identificados e, principalmente, particularizados. Essa questão não é vista somente na ficção, uma vez que o Modernismo tinha o propósito de promover as denúncias sociais por meio da literatura. Assim, nota-se que por mais que seja um benefício gratuito garantido pela Constituição Federal, muitas crianças ainda não são registradas e, consequentemente, não são cidadãs brasileiras efetivas.
Além disso, outro aspecto importante a ser destacado é como a ausência de documentos pode afetar a vida de um cidadão em relação ao recebimento de ações afirmativas. De acordo com o Mapa da Invisibilidade, divulgado pelo IBGE, quase 4 milhões de brasileiros não possuem documentos básicos. Essa questão impactou negativamente a população brasileira durante o período de pandemia, uma vez que para terem acesso ao 'Auxílio Emergencial', benefício fornecido pelo governo para um enfrentamento mais digno da crise, era preciso ter um cadastro. Logo, torna-se necessária a execução de medidas para diminuir a quantidade de cidadãos que ainda não podem usufruir dos seus direitos.
Fica claro, portanto, que medidas são necessárias para eliminar a invisibilidade social provocada pela ausência de registros civis. Nesse sentido, é importante que os Tribunais de Justiça de todo o território nacional ampliem o programa chamado 'Justiça Itinerante', o qual percorre as cidades brasileiras para garantir a documentação de nascimento da população. Isso pode ser feito por meio da aquisição de mais ônibus e a circulação em cidades que porventura ainda não tinham sido contempladas. Assim, será possível garantir com que mais cidadãos tenham acesso pleno aos seus direitos e possam participar ativamente da sociedade."
Estudantes podem acessar o gabarito extraoficial do Enem pelo link https://descomplica.com.br/gabarito-enem/ e consultar o simulador do Sisu pelo link https://descomplica.com.br/sisu/. Além disso, há um 'aulão' de revisão em https://descomplica.com.br/tudo-sobre-enem/novidades/revisao-enem/.
*** *** https://educacao.uol.com.br/noticias/2021/11/21/professores-escrevem-redacao-perfeita-do-enem-2021.htm *** ***
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TEMA REDAÇÃO ENEM 2021 - VAZOU TEMA DA REDAÇÃO DO ENEM? O MEC DEU SPOILER?
6.248 visualizações17 de nov. de 2021
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Prof. Bruno Barros - Tudo Sobre Geografia
143 mil inscritos
Qual será o tema da Redação do Enem 2021? É verdade que o MEC e INEP deram spoiler sobre o tema da redação do Enem 2021? Então, assiste a esse vídeo até o final para saber tudo sobre o tema da redação do Enem 2021.
*** *** https://www.youtube.com/watch?v=OFNOal6UL60 *** ***
branca_2021.pdf
enem2021
Exame Nacional de Ensino Médio
*** *** https://drive.google.com/file/d/1KkP5gQQRaBT1Rpx7ivcgk5umr-h6pRx_/view *** ***
CONFIRA AS RESPOSTAS
Gabarito Enem 2021 prova BRANCA: veja respostas para as questões do 1º dia
Veja as respostas do caderno branco do exame elaboradas pelos professores especialistas do Chromos Colégio e Pré
Por O TEMPO
21/11/21 - 19h02
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Gabarito prova BRANCA
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Estudantes de todo o Brasil começaram neste domingo (21) a fazer as provas do Enem 2021. Neste primeiro dia de exame, os candidatos fizeram a redação e responderam às questões de Linguagens, Códigos e suas Tecnlogias e Ciências Humanas e suas Tecnologias.
Clique para ver o gabarito extraoficial do caderno branco elaborado pelos professores especialistas em Enem do Chromos Colégio e Pré.
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Este ano, o tema escolhido para a redação foi 'Invisibilidade e registro civil: garantia de acesso à cidadania no Brasil'. A reportagem de O TEMPO conversou com a professora especialista em Enem Janiny Nominato, do Chromos Colégio e Pré, sobre o que os alunos poderiam abordar em um texto com potencial para nota máxima.
Veja também:
Gabarito da prova ROSA do Enem 2021
Gabarito da prova AZUL do Enem 2021
Gabarito da prova AMARELA do Enem 2021
*** *** https://www.otempo.com.br/enem/gabarito-enem-2021-prova-branca-veja-respostas-para-as-questoes-do-1-dia-1.2572882 *** ***
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Enem
Cursinhos analisam a prova do primeiro dia do Enem 2021
Mesmo em meio a denúncias de censura por parte do governo federal, exame não surpreende e mantém conteúdos já esperados pelos professores
POR WENDER STARLLES ATUALIZADO EM 21 NOV 2021, 22H37 - PUBLICADO EM 21 NOV 2021, 18H58
Leia mais em: https://guiadoestudante.abril.com.br/enem/cursinhos-analisam-a-prova-do-primeiro-dia-do-enem-2021/
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Leia mais em: https://guiadoestudante.abril.com.br/enem/cursinhos-analisam-a-prova-do-primeiro-dia-do-enem-2021/
*** *** https://guiadoestudante.abril.com.br/enem/cursinhos-analisam-a-prova-do-primeiro-dia-do-enem-2021/ *** ***
HARMONIA EM MANGUEIRA
Refrão:
Que harmonia lá em Mangueira
que dá prazer para se brincar
o Laudilino no seu cavaco fazendo coisas de admirar
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Harmonia em mangueira · Carlos Cachaça
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“A gente com briga não chega lá/A gente com briga não chega lá/ Afrouxe um pouquinho daí/ Que eu afrouxo um pouquinho de cá/ Vamos afrouxar a corda/ Pra esse nó se soltar/ Quanto mais a gente estica/ Mais o nó vai apertar/ E depois a gente fica/ Com vontade de chorar/ E depois a gente fica/ Com vontade de chorar.”
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Nas entrelinhas: Que falta faz um pouco de Harmonia aos tucanos João Dória e Eduardo Leite
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Publicado em 26/11/2021 - 06:39 Luiz Carlos AzedoCultura, Eleições, Guerra, Memória, Partidos, Política, Política, Rio Grande do Sul, São Paulo, Tecnologia
Pois não é que o PSDB está como uma escola de samba conflagrada às vésperas do carnaval? O problema do partido nas eleições de 2022 não é a falta de candidatos
Com origem no grego, harmonia é um substantivo que significa concordância ou consonância. Na música, faz toda a diferença, porque é a combinação de sons simultâneos e a sucessão de acordes, ao longo de uma melodia. É uma ciência e uma arte. Nas escolas de samba, porém, o cargo de diretor de Harmonia não tem nada a ver com a bateria, que tem um mestre de percussão que manda e desmanda em todos os ritmistas. O diretor de Harmonia cuida do sentido filosófico do termo, ou seja, da paz entre pessoas, da concordância de opiniões e sentimentos dos integrantes da escola.
Não é uma tarefa fácil, pois se trata de respeitar e manter, de forma equilibrada e justa, os interesses das partes do todo. É o diretor de Harmonia, por exemplo, que organiza e arma o desfile da escola de samba na avenida. Quem já viu uma concentração antes do desfile no Sambódromo, tem ideia de como essa tarefa é difícil. BPois não é que o PSDB está como uma escola de samba conflagrada às vésperas do carnaval? O problema do partido nas eleições de 2022 não é a falta de candidatos, é a ausência de Harmonia.
As prévias da legenda para escolha do candidato a presidente da República ameaçam implodir o partido, tamanha a confusão e a confrontação entre os partidários do governador de São Paulo, João Doria — coadjuvado pelo ex-prefeito de Manaus Arthur Virgílio Netto —, e o governador do Rio Grande do sul, Eduardo Leite. Concebida para permitir amplo debate político, participação democrática de filiados e mandatários, e uma composição política entre os pré-candidatos, após a apuração dos resultados, para unir o partido, as prévias aprofundaram as divergências. Além disso, foram um vexame organizacional, porque o aplicativo de votação entrou em colapso logo após o início das prévias, no domingo passado.
Ontem, a cúpula da legenda anunciou uma nova rodada de testes de um novo aplicativo, sem ainda definir a data de retomada das prévias. Apenas 8%, dos quase 44 mil votantes previstos, conseguiram confirmar o voto. Há três versões para o episódio: uma seria a falha do próprio aplicativo, desenvolvido por uma universidade gaúcha; outra, a sobrecarga do servidor; a terceira, no terreno das teorias conspiratórias, um ataque de hacker.
Essa hipótese acirra as suspeitas de sabotagem entre os principais protagonistas da disputa. Nos cálculos do grupo de Doria, as prévias já estariam decididas a seu favor, no âmbito dos mandatários da legenda. Para o grupo de Leite, a disputa estaria muito equilibrada e ainda pode ser decidida pelos filiados. Qualquer que seja o resultado, porém, as prévias somente serviram para desgastar os dois governadores, e para ameaçar a própria sobrevivência do PSDB.
Nó apertado
Será muito difícil evitar um racha. Caso Doria vença, a dissidência do ex-governador Aécio Neves e outros caciques da legenda, inclusive de São Paulo, já está contratada. Menos provável, a vitória de Leite implodiria a legenda em São Paulo. Doria e Leite estão sendo atropelados pelo Podemos, com o lançamento da candidatura do ex-ministro da Justiça Sergio Moro.
Tradicionalmente, paulistas e gaúchos não se bicam. Protagonistas da expansão territorial do país no período colonial, ambos têm tradição de resolver as disputas pela força e colecionam ressentimentos políticos, em razão da Revolução de 1930 e da Revolução Constitucionalista de 1932. Pode ser que a disputa tucana vire uma Batalha de Itararé, aquela que não aconteceu, no município paulista do mesmo nome, na divisa com o Paraná.
Na Revolução de 1930, quando Getulio Vargas partiu de trem para o Rio de Janeiro, esperava-se que ocorresse um grande confronto com as tropas paulistas no local. Mas a cidade acolheu Getulio na estação ferroviária, permitindo sua entrada em São Paulo. O presidente Washington Luís foi deposto em 24 de outubro daquele ano, após a chegada triunfal dos gaúchos ao Rio de janeiro.
Durante a Revolução Constitucionalista de 1932, porém, Itararé foi uma das frentes de batalha. Os paulistas consideravam que São Paulo estava sendo tratado como terra conquistada, sendo governada por tenentes de outros estados, e sentiam, segundo eles, que a Revolução de 1930 fora feita contra São Paulo. O fotógrafo Gustavo Jansson registrou, em 1934, as ossadas recolhidas no cemitério local como de soldados do 8º Regimento de Passo Fundo (RS), mortos em 32, prova de que houve confrontos entre paulistas e gaúchos, que duraram três dias.
Feito o registro histórico, vem bem a calhar um samba de quadra de Olivério Ferreira, mais conhecido como Xangô da Mangueira, por décadas o diretor de Harmonia da tradicional Estação Primeira. Intitulada A gente com briga não chega lá, diz a canção: “A gente com briga não chega lá/A gente com briga não chega lá/ Afrouxe um pouquinho daí/ Que eu afrouxo um pouquinho de cá/ Vamos afrouxar a corda/ Pra esse nó se soltar/ Quanto mais a gente estica/ Mais o nó vai apertar/ E depois a gente fica/ Com vontade de chorar/ E depois a gente fica/ Com vontade de chorar.”
*** *** https://blogs.correiobraziliense.com.br/azedo/nas-entrelinhas-a-falta-que-faz-um-pouco-de-harmonia-aos-tucanos-joao-doria-e-eduardo-leitexx/?fbclid=IwAR0swuSyeW8jVcLLdn_AdGhJq2CPw3rge3W3R3iu8ZS10DwHgEAjQ1CIMTs *** ***
A Gente Com Briga Não Chega Lá
Xangô da Mangueira
Composição de: Jabolô/Durval Nery/Catoni
Cifra Club - seu site de cifras e tablaturas
A gente com briga não chega lá
A gente com briga não chega lá
Afrouxe um pouquinho daí
Que eu afrouxo um pouquinho de cá
Vamos afrouxar a corda
Pra esse nó se soltar
Quanto mais a gente estica
Mais o nó vai apertar
E depois a gente fica
Com vontade de chorar
E depois a gente fica
Com vontade de chorar
A gente com briga não chega lá
A gente com briga não chega lá
Afrouxe um pouquinho daí
Que eu afrouxo um pouquinho de cá
Com um pouquinho de habilidade
E paciência de Jó
A gente afrouxa essa corda
E desata esse nó
E com ele se amarra
Pra nunca mais ficar só
E com ele se amarra
Pra nunca mais ficar só
A gente com briga não chega lá
A gente com briga não chega lá
Afrouxe um pouquinho daí
Que eu afrouxo um pouquinho de cá
E depois do nosso atino
É bem fácil desatar
Até mesmo com carinho
A gente pode até pensar
E voltar pro nosso ninho
Que é o nosso lugar
E voltar pro nosso ninho
Que é o nosso lugar
Página 1 / 2
E voltar pro nosso ninho
Que é o nosso lugar
E voltar pro nosso ninho
Que é o nosso lugar
*** *** https://www.cifraclub.com.br/xango-da-mangueira/a-gente-com-briga-nao-chega-la/letra/imprimir.html *** ***
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Xangô da Mangueira - Piso na Barra da Saia
88 visualizações15 de jul. de 2017
ROBSON GUIMARÃES
60,5 mil inscritos
Xangô da Mangueira - Piso na Barra da Saia
Eu piso mulata, eu piso
Eu piso na barra da saia, mulata
Piso, mulata eu piso, eu já disse
Piso na barra da saia
Ô mulata você vai à Recife
Me tragas um rifle de papo amarelo
Uma caixa de bala que seja de aço
Para dar ao seu Horácio pra atirar com ela
Eu já disse!
Eu piso mulata, eu piso
Eu piso na barra da saia, mulata
Piso, mulata eu piso, eu já disse
Piso na barra da saia
Ô mulata se você jurar
Que de fato você quer ser mesmo minha
Mulata eu vou ser seu rei
E você minha rainha
Eu piso mulata, eu piso
Eu piso na barra da saia, mulata
Piso, mulata eu piso, eu já disse
Piso na barra da saia
Da Bahia me mandaram
Um presente num canudo
Uma senhora descascada
Um senhor com casca e tudo
Eu já disse!
Eu piso mulata, eu piso
Eu piso na barra da saia, mulata
Piso, mulata eu piso, eu já disse
Piso na barra da saia
Música neste vídeo
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Música
Chao De Mangueira - 1976 (album completo)
Artista
Xango De Mangueira
Álbum
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*** *** https://www.youtube.com/watch?v=25gujbhEhN0 ** ***
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