Inspirados já nos ensinamentos de Sófocles, aqui, procurar-se-á a conexão, pelo conhecimento, entre o velho e o novo, com seus conflitos. As pistas perseguidas, de modos específicos, continuarão a ser aquelas pavimentadas pelo grego do período clássico (séculos VI e V a.C).
sábado, 4 de março de 2023
SEMPRE VIVOS
“Ora, Deus não é de mortos, mas, sim, de vivos. Por isso, vós errais
muito.” — Jesus. (MARCOS, CAPÍTULO 12, VERSÍCULO 27.)
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"A vida é um dom maravilhoso."
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Pinóquio por Guillermo del Toro | Trailer oficial | Netflix
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Netflix Brasil
9 de nov. de 2022
Às vezes, o desconhecido pode ser assustador… O cineasta vencedor do Oscar® Guillermo del Toro e a lenda do stop-motion Mark Gustafson apresentam "Pinóquio por Guillermo del Toro", uma história que você apenas acha que conhece. Em cinemas selecionados em novembro e na Netflix em 9 de dezembro.
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Considerando as convenções estabelecidas em nosso trato com os amigos
encarnados, de quando em quando nos referimos à vida espiritual utilizando a
palavra “morte” nessa ou naquela sentença de conversação usual. No entanto,
é imprescindível entendê-la, não por cessação e sim por atividade
transformadora da vida.
Espiritualmente falando, apenas conhecemos um gênero temível de morte
— a da consciência denegrida no mal, torturada de remorso ou paralítica nos
despenhadeiros que marginam a estrada da insensatez e do crime.
É chegada a época de reconhecermos que todos somos vivos na Criação
Eterna.
Em virtude de tardar semelhante conhecimento nos homens, é que se
verificam grandes erros. Em razão disso, a Igreja Católica Romana criou, em
sua teologia, um céu e um inferno artificiais; diversas coletividades das
organizações evangélicas protestantes apegam-se à letra, crentes de que o
corpo, vestimenta material do Espírito, ressurgirá um dia dos sepulcros,
violando os princípios da Natureza, e inúmeros espiritistas nos têm como
fantasmas de laboratório ou formas esvoaçantes, vagas e aéreas, errando indefinidamente.
Quem passa pela sepultura prossegue trabalhando e, aqui, quanto aí, só
existe desordem para o desordeiro. Na Crosta da Terra ou além de seus
círculos, permanecemos vivos invariavelmente.
Não te esqueças, pois, de que os desencarnados não são magos, nem
adivinhos. São irmãos que continuam na luta de aprimoramento. Encontramos
a morte tão-somente nos caminhos do mal, onde as sombras impedem a visão
gloriosa da vida.
Guardemos a lição do Evangelho e jamais esqueçamos que Nosso Pai é
Deus dos vivos imortais.
42
SEMPRE VIVOS
http://limiarespirita.com.br/livros/pao_nosso.pdf
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Chão De Estrelas
Silvio Caldas
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E, hoje, quando do sol, a claridade
Forra o meu barracão, sinto saudade
Da mulher, pomba rola, que voou
[...]
A porta do barraco era sem trinco
Mas a lua furando o nosso zinco
Salpicava de estrelas nosso chão
E tu pisavas nos astros distraída
Sem saber que a ventura desta vida
É a cabrocha, o luar
E o violão
Fonte: Musixmatch
Compositores: Orestes Barbosa / Silvio Caldas
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QUANDO SE PEDE A UMA ESTRELA - ORLANDO SILVA
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JOSÉ CARLOS Martins
31 de mai. de 2009
Orlando Silva nos brinda com uma de suas gravações raríssimas, a famosa canção "Quando se pede a uma estrela" (When you wish upon a star), do desenho Pinóquio.
Esta canção, com este intérprete, era tocada nos intervalos dos filmes nos cinemas, e conquistava todos os que ali estavam presentes. Orlando Silva, como sempre, impecável na emissão vocálica e como sempre termina a música de forma surpreendente com suave elevação da nota.
De acordo com nosso colega, membro do YOUTUBE "samuel63867", esta música tornou-se prefixo da série "Disneylândia", apresentada durante anos na televisão mundial, inclusive no Brasil. Orlando gravou a versão na Victor em 15 de maio de 1940 com lançamento em julho seguinte (34624-B, matriz 33429). O autor da letra brasileira, o professor Zacarias Yaconelli, morava nos EUA e até ensinou inglês a Cármen Miranda. No lado A, saiu outra versão; "Na balalaica".
Orlando Silva sings Quando se pede a uma estrela (When you wish upont a star), from Pinóquio cartoon, and the poetry of the song tells about wish star that attends your golden dreams,if you have faith.
Orlando Silva was known in Brazil as the crowd singer because in his 10 first year of career, begun in 1935, he always lead impressing crowd to hear him to sing in any place where he was going to sing.
With this song, with his performance, it is easy to understand the impact he used to cause in his appearances. His sucess had a serious small interruption during any years, due to his envolving with drugs, but in his last years of life he was singing very well again and got relative sucess again. By this new time he recorded beautiful song as Maringa, Modinha, Meu companheiro e outras disponíveis no YouTube.
https://www.youtube.com/watch?v=zc1k1Nqd6ac
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Eurípedes Barsanulfo,
um educador espírita na Primeira República
Alessandro Cesar Bigheto
***
2.9 As aulas de Astronomia
Em todos as descrições feitas pelos ex-alunos aparece o destaque que Eurípedes dava à
astronomia. Essas aulas deixaram importantes marcas na memória dos alunos. Como o colégio
não tinha o objetivo de preparar seus alunos para o ingresso em cursos superiores5
, Eurípedes
tinha mais liberdade para enriquecer o seu currículo escolar, com outros campos do
conhecimento. As aulas compreendiam dois momentos, um teórico, com estudos de astrônomos
e suas doutrinas e outro prático, com observações dos astros.
A primeira parte da aula abrangia estudos de sobre Isaac Newton, Johannes Kepler,
Iounge e Fresnel. Nessas aulas teóricas, se estudavam-se as características dos astros e dos
bólides, as propriedades da luz, as leis astronômicas, a origem do Universo, o que eram os
eclipses, entre outros temas fascinantes para os alunos. O próprio Eurípedes escrevia pequenas apostilas sobre o assunto, baseadas em suas pesquisas, e principalmente organizadas a partir do
livro do astrônomo francês Camille Flammarion6
Astronomia Popular. Tomás Novelino, exaluno, conta as suas recordações sobre o livro usado pelo professor e de determinados materiais
que faziam parte das aulas:
“Astronomia Popular, a primeira edição de Flammarion, traduzida para
o português,um volume magnífico com belíssimas gravuras, (…) aí ele
formou umas apostilas e os alunos estudavam Astronomia. Tinha uns
aparelhinhos simples, aparelhinhos que mostravam o giro da Terra e da
Lua em torno do Sol, tinha uma luneta para observar a noite e explicava
as constelações (…)” (NOVELINO, 1998:2)
Podemos também citar outro exemplo, a lição encontrada no caderno da aluna Efigênia
Pinto Valada, escrita no ano de 1910:
“A luz: A irradiação dos corpos foi descoberta por William Crookes,
cientista inglês, que se notabilizou por suas pesquisas dos fenômenos
espíritas. Poucos assuntos há na ciência tão pouco conhecidos como a
luz: Qual é a sua natureza? Como os corpos luminosos se irradiam? De
que veículo se servem para chegar aos nossos olhos? Os antigos
supunham que os raios saíam dos nossos olhos para apanhar objetos
distantes. Isaac Newton admitiu que os objetos emitiam partículas
luminosas, que transpunham os espaços para nos ferirem as retinas.
Iongue e Fresnel mostraram depois que os corpos luminosos não
emitem partículas materiais, antes fazem vibrar o fluído que os cerca, o
que levou a imaginar como é indispensável a propagação da luz nem
certo fluído, excessivamente leve denominado éter, disseminado pelo
espaço. Bólides: Bólide é um corpo luminoso que, atravessando
rapidamente o espaço e, tendo dimensões visíveis, possui uma forma
de um globo ígneo. Deixa após si, um rastro luminoso. O globo
luminoso do bólide divide-se às vezes em fragmentos, em número
maior ou menor. O bólide aparece tanto de dia como à noite. Desde a
Antigüidade, o vulgo atribuiu aos bólides uma origem extra-terrestre.
Vários naturalistas chamaram-no de ‘pedra-de-raio’ ou ‘trovão’ porque
julgavam ser pedras lançadas pelos raios. Os sábios só acreditavam na
existência das pedras caídas do céu, quando Biot deu à academia de
Ciências o seu relatório, em que narrava a queda do bólide Largel, a 26
de Abril de 1803. Vários metais entram na composição dos bólides, tais
como: ferro, magnésio, silício, níquel, cobalto, potássio, sódio, cálcio,
fósforo, azoto, cloro, carbono bem como hidrogênio e oxigênio.”
(Caderno de estudo-VALLADA, 1910:10)
Eurípedes procurava dar aos alunos uma formação completa de Astronomia, partindo do
simples para chegar ao complexo, no entanto, procurava usar um método de ensino que fosse
popular, atendendo às necessidades de aprendizagem de todos os alunos, nos moldes do que
indicava o astrônomo Camille Flammarion. Segundo Corina, aos alunos mais adiantados, por
exemplo, introduzia assuntos mais avançados, proporcionando certas questões indispensáveis ao
entendimento de assuntos complexos. Ao que tudo indica, a aluna Efigênia Pinto Valada estava
adiantada em suas lições de Astronomia, pois em seu caderno aparecem estudos do Sol,
baseados nas leis de Kepler:
“As leis de Kepler são três: 1ª - os planetas giram em torno do Sol,
descrevendo as elipses, de que o astro ocupa um dos focos. 2ª - As
áreas e superfícies que descrevem os raios vetores das órbitas são
proporcionais ao tempo gasto por elas. As superfícies compreendidas
em tempos iguais, são iguais entre si. 3ª - O quadrado dos tempos e
das revoluções em volta do Sol, estão entre si como o cubo de suas
distâncias. O Sol faz parte da constelação da pomba. Segundo o
Senhor Camille Flammarion, o Sol tem o diâmetro 109 vezes maior que
o da Terra. A luz e o calor aumentam e diminuem na razão quadrada
de sua distância.” (Caderno de estudo-VALLADA, 1910:10)
A segunda parte das aulas consistia na observação dos astros e dos fenômenos celestes,
os alunos se organizavam nos dias de aula de astronomia para saírem da escola e irem com o
professor a locais apropriados para que pudessem observar o céu. Novelino, Germano e Corina
narram suas experiências com as aulas práticas com grande entusiasmo, principalmente quando
saiam à noite. Referem-se aos materiais utilizados por Eurípedes, como luneta, binóculos e
contam também que as aulas eram muito dinâmicas. O material para as aulas de Astronomia o
professor tinha comprado em sua viagem com pai para se matricular no curso de Medicina no
Rio de Janeiro. Corina Novelino diz que a população de Sacramento às vezes não entendia o que
ocorria nas aulas práticas, ficavam cheios de suspeitas com o que Eurípedes e os alunos faziam.
Ela conta que numa das aulas em que observavam com Eurípedes um eclipse do Sol, as pessoas
ficaram espantadas:
“Certa feita, reuniram-se todos os alunos do Colégio Allan Kardec em
frente ao estabelecimento, na rua. Essa providência era obra de
Eurípedes a fim de que pudessem observar o eclipse total do sol,
anunciado para aquele dia e hora. Os discípulos achavam-se
preparados para observação do fenômeno, na companhia do mestre,
devidamente equipados com pedaços de vidros branco, obscurecido
previamente com fumaça. Na rua, os transeuntes apressados,
estampando visíveis preocupações na fisionomia alterada. O terror se
apossava daquela gente simples. A falta de elementos científicos na formação popular tornava o fenômeno objeto de superstição.”
(NOVELINO, 1997:121)7
Os ex-alunos dizem que nas aulas de astronomia havia conversas sobre os astros, sobre a
harmonia universal, sobre a ordem cósmica, sobre Deus, entre outros assuntos. Esses debates a
que se referem os ex-alunos eram muito interessantes, pois Eurípedes levantava problemas
filosóficos para serem discutidos e fazia seus alunos pensarem e questionarem a origem da vida
e do cosmos. Uma das questões colocadas por ele era a causa da existência das coisas. Por que
existiria alguma coisa, ao invés do nada? O Universo é obra do Caos, da matéria ou de um Ser
Superior? Os ex-alunos dizem que Eurípedes queria instigar as discussões, o espírito
investigativo e a capacidade filosófica de seus alunos. Sem dúvida, o professor entendia que por
trás das leis físicas e do Cosmo existia uma Inteligência Superior. Antenor Germano diz que os
alunos e o professor passavam horas nessas conversas, nessas aulas: “admirávamos a sabedoria
de Deus, as belezas do cosmo, a harmonia do universo, as leis da natureza, as luzes do infinito
(…)”(GERMANO, 1918:61) A visão de Eurípedes fica clara num trecho extraído de um texto
que escreveu sobre suas convicções, no ano de 1913:
“Creio que a harmonia do Universo se resume em uma só lei; que o
progresso por toda parte é para todos, para o animal como para a
planta, para a planta como para o mineral; que tudo segue a mesma
rotação(…) Creio que neste Universo, obra da Infinita Sabedoria, nada
acontece pelo jogo do acaso, que nada se faz sem uma soberana
justiça; que toda desordem é apenas aparência; que não há acaso nem
fatalidade; que há forças e leis que ninguém pode derrogar; que todas
as coisas do mundo tem uma ligação entre si; que nada é isolado (…)”
(BARSANULFO, 1913:2)
_______________
5
Para a preparação aos cursos superiores, era preciso procurar alguns poucos colégios que faziam isso,
mas a base fornecida pelo colégio Allan Kardec era essencial para esse prosseguimento. Exemplo disso foi Tomás
Novelino que, depois de freqüentar as aulas de Eurípedes, fez seus estudos preparatórios em Mozambinho e entrou
na Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro.
6
Camille Flammarion (1842-1925) astrônomo Francês, famoso por sua divulgação das ciências. Entre seus
inúmeros livros de ciências naturais, astronomia, contos filosóficos e espiritualismo, pode-se citar: Deus na
natureza, Astronomia popular, O fim do mundo etc. É considerado o pai da astronomia moderna. Logo na sua
primeira juventude, freqüentou a Sociedade de Estudos Espíritas de Paris, mantendo estreita ligação com Kardec e
com suas idéias. Muitas de suas teorias tiveram influências do pensamento de Kardec. O famoso astrônomo morreu
em 1925, aos 83 anos de idade.
Dissertação de Mestrado
Orientação Prof. Dr. Sérgio Eduardo Montes Castanho
Unicamp - Campinas
2006
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Jiminy Cricket (Cliff Edwards) Sings When You Wish Upon A Star
***
Edmund StAustell
13 de dez. de 2010
For many, one of the highlights of a Walt Disney film was the opening song by Jiminy Cricket. Cliff Edwards sings this song beautifully. His high tenor falsetto was very appealing.
https://www.youtube.com/watch?v=aafpos35u-s
***
When You Wish Upon a Star
Canção de Cliff Edwards
***
Sobre
Filme: Pinóquio
Artista: Cliff Edwards
Prêmios: Oscar de Melhor Canção Original
Indicações: Oscar de Melhor Canção Original
Gênero: Música infantojuvenil
Letras
When you wish upon a star
Makes no difference who you are
Anything your heart desires
Will come to you
If your heart is in your dream
No request is too extreme
When you wish upon a star
As dreamers do
Fate is kind
She brings to those who love
The sweet fulfillment of
Their secret longing
Like a bolt out of the blue
Fate steps in and sees you through
When you wish upon a star
Your dreams come true
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***
Pelas almas sofredoras que pedem preces
64. Prefácio. Para se compreender o alívio que a prece pode proporcionar aos Espíritos sofredores, faz-se preciso saber de que maneira ela
atua, conforme atrás ficou explicado. (Cap. XXVII, itens 9, 18 e seguintes.) Aquele que se ache compenetrado dessa verdade ora com mais fervor,
pela certeza que tem de não orar em vão.
65. Prece. – Deus clemente e misericordioso, que a tua bondade se
estenda por sobre todos os Espíritos que se recomendam às nossas preces e
particularmente sobre a alma de N...
Bons Espíritos, que tendes por única ocupação fazer o bem, intercedei comigo pelo alívio deles. Fazei que lhes brilhe diante dos olhos um raio
de esperança e que a Luz divina os esclareça acerca das imperfeições que os
conservam distantes da morada dos bem-aventurados. Abri-lhes o coração
ao arrependimento e ao desejo de se depurarem, para que se lhes acelere o
adiantamento. Fazei-lhes compreender que, por seus esforços, podem eles
encurtar a duração de suas provas.
Que Deus, em sua bondade, lhes dê força de perseverarem nas
boas resoluções!
Possam essas palavras repassadas de benevolência suavizar-lhes as penas, mostrando-lhes que há na Terra seres que deles se compadecem e lhes
desejam toda a felicidade.
66. (Outra) – Nós te pedimos, Senhor, que espalhes as graças do
teu amor e da tua misericórdia por todos os que sofrem, quer no Espaço
como Espíritos errantes, quer entre nós como encarnados. Tem piedade
das nossas fraquezas. Falíveis nos fizeste, mas dando-nos capacidade para
resistir ao mal e vencê-lo. Que a tua misericórdia se estenda sobre todos os
que não hão podido resistir aos seus maus pendores e que ainda se deixam
arrastar por maus caminhos. Que os bons Espíritos os cerquem; que a tua
luz lhes brilhe aos olhos e que, atraídos pelo calor vivificante dessa luz, eles
venham prosternar-se a teus pés, humildes, arrependidos e submissos.
Pedimos-te, igualmente, Pai de misericórdia, por aqueles dos nossos irmãos que não tiveram forças para suportar suas provas terrenas.
Tu, Senhor, nos deste um fardo a carregar e só aos teus pés temos de o
depor. Grande, porém, é a nossa fraqueza e a coragem nos falta algumas
vezes no curso da jornada. Compadece-te desses servos indolentes que
abandonaram antes da hora o trabalho. Que a tua justiça os poupe, e
consente que os bons Espíritos lhes levem alívio, consolações e esperanças no futuro. A perspectiva do perdão fortalece a alma; mostra-a,
Senhor, aos culpados que desesperam e, sustentados por essa esperança,
eles haurirão forças na grandeza mesma de suas faltas e de seus sofrimentos, a fim de resgatarem o passado e se prepararem a conquistar o futuro.
https://www.youtube.com/watch?v=SJK4IQYveDY
https://febnet.org.br/wp-content/themes/portalfeb-grid/obras/evangelho-guillon.pdf
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When You Wish Upon A Star - Gilson Peranzzetta e Mauro Senise
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Mauro Senise
22 de abr. de 2020 #maurosenise #gilsonperanzzetta
WHEN YOU WISH UPON A STAR – Leigh Harline /Ned Washington (do filme Pinóquio)
Outra canção de um desenho de Walt Disney que conquistou o jazz é When You Wish Upon a Star, de Pinóquio (1940). O soprano de Mauro Senise expõe a melodia com uma delicadeza vocal e a leva até o fim, em meio a contrapontos harmônicos e um solo singelo de Gilson Peranzzetta. Há um momento curioso em que o soprano tenta improvisar mais livremente, mas se rende à força da melodia e volta ao tema. Este tema está gravado no CD Cinema a Dois, do duo Gilson Peranzzetta e Mauro Senise. Arranjo de Gilson Peranzzetta.
***
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Pinóquio | É Preciso Acreditar - Abertura (pt-Pt)
***
Disney em pt-pt
Versão em português de Portugal da música "When You Wish Upon a Star" (intitulada "É Preciso Acreditar"), do filme da Walt Disney Pictures de 1940 "Pinóquio".
_________//_____//_________
Letra:
Quem quiser realizar
Tudo aquilo que sonhou
Basta ver no céu
A estrela que passar
Se tu não souberes ver
O que vai acontecer
Essa estrela
Tudo poderá fazer
O que vai
Acontecer de bom
Já está marcado além
Naquela estrela
É preciso acreditar
E a estrela transformar
Em realidade
O que se sonhou
_________//_____//_________
Tom Original (NTSC)
Dobragem lançada em: 13 de Março de 2009 (para a edição especial do 70º aniversário do filme)
Estreia original do filme nos cinemas em Portugal (com a versão brasileira): 7 de Outubro de 1940
Canção interpretada por: Jorge Alves (Grilo Falante), Joana Manuel, Patrícia Mendes, Verónica Silva, João Moreira, Manuel Rebelo, Bruto da Costa (Coro)
Pinóquio: Jasmim Castro (diálogos & canções)
Grilo Falante: Jorge Alves (diálogos & canções)
Gepeto: Rui Mendes (diálogos & canções)
Stromboli: Carlos Sebastião
João Honesto: José Neves (diálogos & canções)
Fada Azul: Sónia Brazão
Espoleta: Francisco Madeira
Cocheiro: Carlos Freixo
Alexandre: José Castro
Direção de Dobragem: Carlos Freixo
Adaptação de Diálogos: Joana Freixo
Direção Musical: Pedro Gonçalves
Tradução Lírica: Aloysio de Oliveira (versão brasileira de 1966)
Adaptação Musical: Pedro Gonçalves
Direção de Produção: Rita Salgueiro
Técnico de Som de Diálogos: Maurício Baião
Técnico de Som de Canções: Douglas Gama
Estúdio de Dobragem e Canções: Matinha Estúdios Som, S.A.
Estúdio de Mistura: Shepperton International
Supervisor Criativo: Alejandro Nogueras
Versão portuguesa produzida por:
Disney Character Voices International, Inc.
Créditos completos da dobragem/Full credits of the dubbing: https://mega.nz/#F!HZlSzTCD!0u_kWFWf9...
Copyright © Disney Enterprises, Inc.
Música
MÚSICA
La Estrella Azul
ARTISTA
Pablo Palos
ÁLBUM
La Estrella Azul
https://www.youtube.com/watch?v=JQk_xVqRtBg
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Louis Armstrong - When You Wish Upon A Star (Buena Vista Records 1968)
***
RoundMidnightTV
2 de jan. de 2011
"When You Wish upon a Star" is a song written by Leigh Harline and Ned Washington for Walt Disney's 1940 adaptation of Pinocchio. The original version of the song was sung by Cliff Edwards in the character of Jiminy Cricket, and is heard over the opening credits and again in the final scene of the film. The song has since become the theme song to The Walt Disney Company.
Louis Armstrong (August 4, 1901 -- July 6, 1971), nicknamed Satchmo or Pops, was an American jazz trumpeter and singer from New Orleans, Louisiana. Coming to prominence in the 1920s as an "inventive" trumpet and cornet player, Armstrong was a foundational influence in jazz, shifting the focus of the music from collective improvisation to solo performance. With his instantly recognizable gravelly voice, Armstrong was also an influential singer, demonstrating great dexterity as an improviser, bending the lyrics and melody of a song for expressive purposes. He was also skilled at scat singing (vocalizing using sounds and syllables instead of actual lyrics).
Renowned for his charismatic stage presence and voice almost as much as for his trumpet-playing, Armstrong's influence extends well beyond jazz music, and by the end of his career in the 1960s, he was widely regarded as a profound influence on popular music in general. Armstrong was one of the first truly popular African-American entertainers to "cross over", whose skin color was secondary to his music in an America that was severely racially divided. He rarely publicly politicized his race, often to the dismay of fellow African-Americans, but took a well-publicized stand for desegregation during the Little Rock Crisis. His artistry and personality allowed him socially acceptable access to the upper echelons of American society that were highly restricted for a black man.
When you wish upon a star
Makes no difference who you are
Anything your heart desires
Will come to you, yes
If your heart is in your dream
No request is to extreme
When you wish upon a star
As dreamers do
Fate is kind
She brings to those who love
The sweet fulfillment of their secret longing
Like a bolt out of the blue
Fate steps in and sees you through
Mama when you wish upon a star
Your dreams come true
Fate is kind
She brings to those who love
The sweet fulfillment of their secret longing, yes
Like a bolt out of the blue
Fate steps in and sees you through
Baby when you wish upon a star
Your dreams come true
When you wish upon a star
Makes no difference who you are
Your dreams come true
Música
MÚSICA
When You Wish Upon A Star
ARTISTA
Louis Armstrong
ÁLBUM
When You Wish Upon A Star
COMPOSITORES
Ned Washington
Mais 1
https://www.youtube.com/watch?v=uReGn1l4ir8
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Você é uma maravilha.
Tratar bem a si mesmo é
cuidar bem da casa onde se
mora para sempre.
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"No verão de 1938, as nuvens negras do horizonte internacional haviam-se tornado tão ameaçadores que começaram a lançar sombras até mesmo sobre minha nova vida doméstica. Tive que prestar serviço por dois meses na Brigada Montanesa de Carabineiros, em Sonthofen, e em várias ocasiões recebemos ordens de ficar de prontidão para nos deslocarmos imediatamente para a fronteira tcheca. Depois, as nuvens tornaram a se afastar, mas eu estava convencido de que não seria por muito tempo.
Mais ou menos no fim do ano, algo inesperado aconteceu na física atômica. Numa terça-feira, Carl Friedrich chegou de Berlim para comunicar aos membros de nosso seminário de Leipzig a descoberta feita por Otto Hahn: o bário era um dos subprodutos do bombardeio dos átomos de urânio com nêutrons. Isso significava que o núcleo do átomo de urânio fora dividido em duas partes equiparáveis."
CONTRAPONTO
A PARTE E O TODO
HEISENBERG
pp. 195-209
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Por que as luzes da Aurora Boreal e Austral parecem estar mais ativas; entenda
Fotógrafos e observadores do céu noturno capturaram a exibição colorida mais ao norte do que o normal
Visão das luzes do norte em Anchorage, no Alasca, foi capturada pela residente Dra. Stephanie Quinn-Davidson
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Visão das luzes do norte em Anchorage, no Alasca, foi capturada pela residente Dra. Stephanie Quinn-Davidson
Reprodução/Twitter
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Katie Huntda CNN
02/03/2023 às 01:24
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O brilho dançante da Aurora Boreal e sua contraparte no hemisfério sul, a Aurora Austral, deslumbra os sortudos que conseguem vislumbrar do maior show de luzes da Terra.
As luzes do norte e do sul, geralmente confinadas ao Ártico e à Antártica, geraram admiração por séculos e continuam a fazê-lo.
Nos últimos dias, fotógrafos e observadores do céu noturno capturaram a exibição colorida mais ao norte do que o normal – lugares como o estado do Colorado, o sudeste da Inglaterra e Nova Gales do Sul.
Os pilotos circularam seus aviões durante um voo para dar aos passageiros uma visão mais detalhada do fenômeno.
O piloto do voo 1806 da easyJet de Reykjavik para Manchester presenteou seus passageiros com um espetáculo incrível / Ross Sticka
O que causa as auroras?
As auroras são causadas pela atividade no sol – trata-se de um tipo de tempestade solar chamada ejeção de massa coronal, que emite gás eletrificado e partículas no espaço.
Quando essas partículas eletrificadas atingem as linhas do campo magnético nos pólos norte e sul, o que geralmente leva cerca de três dias, elas entram na atmosfera da Terra.
Uma vez lá, as partículas e a energia interagem com os gases da atmosfera, produzindo luz colorida no céu.
O oxigênio emite verde, a cor mais comumente vista, bem como luz vermelha, de acordo com o Aurora Watch da Universidade de Lancaster, no Reino Unido. O nitrogênio brilha em azul e roxo, de acordo com a Nasa.
O tempo aberto também pode ajudar a tornar as auroras mais visíveis.
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Pesquisadores do Solar Dynamics Observatory da Nasa disseram que detectaram duas erupções solares de classe M na sexta e no sábado que levaram a ejeções de massa coronal (CMEs), desencadeando o recente surto de atividade geomagnética elevada e produzindo as auroras cativantes.
As menores explosões solares são designadas de classe A, seguidas por B, C, M e X, as maiores, de acordo com a Nasa.
Às vezes, os CMEs também podem interromper as operações de satélite e a comunicação na Terra.
Na terça-feira (28), outra explosão solar entrou em erupção apenas um tom abaixo da “classe X”, de acordo com a EarthSky, embora não houvesse CME acompanhando.
O mais recente aumento na atividade geomagnética foi impulsionado por uma região de mancha solar “grande e magneticamente complexa” conhecida como AR3234, de acordo com o Met Office do Reino Unido.
Qual a frequência das auroras?
Espera-se agora que o recente passeio selvagem geomagnético diminua, o que significa menos oportunidades para as pessoas verem as luzes do norte ou do sul nos próximos dias.
Nos próximos anos, as luzes do norte podem aparecer mais ao sul com mais regularidade, disse Robert Massey, diretor executivo da Royal Astronomical Society.
O sol passa por um ciclo solar de 11 anos, onde o nível de atividade do flare flutua.
As luzes do norte, aurora boreal, são retratadas aqui nas últimas horas da noite de segunda-feira acima do Souter Lighthouse em South Shields, no nordeste da Inglaterra / Lewis Brown/Story Picture Agency/Shutterstock
O ciclo 25, o mais recente, começou em dezembro de 2019 com um mínimo solar – um período em que o sol ainda está ativo, mas mais silencioso e com menos manchas solares.
Estamos agora nos aproximando de um máximo solar, previsto para ocorrer em julho de 2025, que será uma época em que haverá um grande número de manchas solares e aumento da atividade solar.
Massey disse que os eventos solares que causam auroras se tornarão mais comuns à medida que nos aproximamos do máximo solar. Outros planetas do sistema solar também experimentam auroras.
Júpiter é banhado por cores espetaculares em seus pólos, embora suas poderosas auroras sejam causadas por um mecanismo diferente das da Terra, segundo pesquisa publicada em 2021.
Este conteúdo foi criado originalmente em inglês.
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Inglaterra
Luz
Nasa
Norte
Sul
Terra
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CIAO PAPA Con Letra en español
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Mexican Spanish Teacher - WIS
Estreou em 23 de dez. de 2022
Cancion de la película, con letra de casi toda la cancion.
Ciao papa, mio papa
Ya es momento de partir
¿Cuánto tiempo y a dónde voy?
Nadie lo podrá decir
Si en mucho tiempo no he de volver
Un gran tesoro empacaré
Trinos de aves y un "ding-dong"
Higos pintados y un caparazón
Olor de pan, sabor de miel
Tu evocación, mi padre fiel
Adiós, mi papá
Ciao papa, mio papa
Ya es momento de partir
A un lugar muy lejano me voy
Algo grande espera ahí
Por mucho tiempo no he de volver
Hay tanto mundo que recorrer
Quizá un camello vea llorar
O vea piratas en el mar
Lluvia o sol siempre tendré
Tu evocación, mi padre fiel
Adiós, mi papá
Mientras recorro este largo andar
A nuestra vida me he de aferrar
Viendo la lluvia esconderé
Lágrimas que no deben ver
Y para siempre guardaré
Tu evocación, mi padre fiel
Adiós...Mi papá
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Música
MÚSICA
Ciao Papa
ARTISTA
Gregory Mann
https://www.youtube.com/watch?v=0QAYok05QcI
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INOCÊNCIA, no vai da valsa
GARRINCHA (1933-1983)
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Mané Garrincha completaria 90 anos neste 2023
Há 40 anos nos deixa lembrança
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Dona Nobis Pacem
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Dona Nobis Pacem (W. A. Mozart)
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Coro Giovanile Pistoiese
Concerto tenuto presso la Cattedrale di S. Zeno (Pistoia) il 20/12/2015
" É um futebol bonito. Mas é um futebol sem gol. Eu acho que não é o futebol brasileiro que estamos jogando hoje. Mas, enfim, tudo na vida muda. Tá bem. Eu aceito também."
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Dona Nobis Pacem | Canon (SSAA) | Choir with Lyrics and Piano | Sunday 7pm Choir
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Sunday 7pm Choir | Catholic & Christian Choral Music
24 de nov. de 2017
"Dona Nobis Pacem" (Grant Us Peace) is a beautiful Latin hymn, sung in canon by the female singers from our Sunday 7pm Choir.
Recorded live by Sunday 7pm Choir at St. Francis De Sales Church in Ajax, Ontario, Canada. Thanks for listening and God bless.
Lyrics:
Dona Nobis Pacem
Ooo ooo ooo
Dona Nobis Pacem
Thanks for listening to Dona Nobis Pacem | Canon (SSAA) | Choir with Lyrics and Piano | Sunday 7pm Choir
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sexta-feira, 3 de março de 2023
Luiz Carlos Azedo - Política energética definirá modelo econômico de Lula
Correio Braziliense
A clássica disputa entre o Ministério das Minas e Energia e a Petrobras se repete mais uma vez. Agora, opõe o ministro Alexandre da Silveira (PSD-MG) e o presidente da empresa, senador licenciado Jean Paul Prates (PT- RN). É um choque que tem a cara do governo Lula, porque opõe um liberal e um social-democrata, respectivamente, com esquemas diferentes de raciocínio econômico. Uma questão-chave para o futuro do país é a política energética; ela determinará nosso desenvolvimento.
Como em outras áreas do governo, a presidente do PT, Gleisi Hoffmann, vem tendo grande protagonismo na defesa da agenda desenvolvimentista do PT, que levou o partido ao segundo turno. Chegou a dizer que se a Petrobras não seguir a orientação que vem sendo dada pelo presidente Lula, estará se fazendo um "estelionato eleitoral". Ocorre que Lula somente venceu as eleições porque obteve apoio de partidos de centro e da chamada terceira via, com uma agenda social-liberal. Prates representa a agenda raiz, Silveira a da frente ampla, que obviamente é mais feijão com arroz.
Os fantasmas que rondam a queda de braços entre Prates e Silveira, como na disputa pelas indicações dos membros do Conselho de Administração da empresa, são o fracasso da "nova matriz energética" do governo Dilma Rousseff, que apostou no velho "capitalismo de Estado" como via de desenvolvimento; e os escândalos de corrupção na Petrobras, o chamado "petrolão", combustível da Lava-Jato e da crise ética que atingiu o nosso sistema partidário.
O "capitalismo de Estado" foi uma via de industrialização das ditaduras fascistas e "socialismo real". No Brasil, durante o Estado Novo e no regime militar pós-1964, sobretudo no governo Geisel, também. Há liberais que consideram o "capitalismo monopolista de Estado" uma parceria necessária entre o governo e as grandes empresas, com objetivo de fortalecê-las. Nesse caso, o Estado representa os interesses do grande capital em detrimento dos consumidores. Um modelo bem-sucedido com esse viés é o da Coreia do Sul.
A experiência dos "campeões nacionais" seguiu a fórmula coreana; durante o governo Dilma Rousseff, obteve alguns sucessos e colecionou fracassos. A participação no sistema de financiamento eleitoral, que permitia doações dessas empresas, envenenou o sistema político brasileiro, sendo substituído pelo financiamento público. Grandes empresas, a JBS e a Ambev, se transformaram em multinacionais; estatal, a Petrobras foi "canibalizada". O resultado do fracasso desse modelo foi o tsunami eleitoral de 2018, que elegeu Jair Bolsonaro à Presidência.
A Petrobras não esteve apenas no epicentro dos escândalos de corrupção, a empresa foi protagonista do fracasso da estratégia de adensamento das cadeias produtivas nacionais por não se integrar de forma competitiva às cadeias globais de valor. Por exemplo, desperdiçou o boom do pré-sal: ao mesmo tempo em que o Brasil criava uma empresa a fórceps para produzir sondas de petróleo, a Sete Brasil, que se tornou um foco de corrupção, o governo suspendeu por vários anos os leilões de poços do pré-sal, porque a petroleira brasileira não tinha recursos para participar das disputas. Isso desorganizou todo o "cluster" de exploração de petróleo, que envolve milhares de empresas, especialistas e técnicos de várias nacionalidades, que se deslocam entre as bacias petrolíferas dos países produtores a cada etapa da exploração. O Rio de Janeiro foi do céu ao inferno nesse processo.
A recidiva do "capitalismo de Estado" no Brasil chegou a ser saudada como um modelo à brasileira, no momento em que diversos países tentavam reinventar o Estado, com regimes iliberais, para se modernizar e acompanhar a globalização. Foi mais um voo de galinha. Parceiros comerciais mais competitivos, principalmente a China, dominaram o nosso mercado e deslocaram a produção brasileira de mercados tradicionais de nossas exportações industriais, como a América Latina.
China, Índia, México, Polônia, Indonésia, Vietnã e Tailândia se beneficiaram mais do que os outros países da fragmentação da produção e da expansão das cadeias globais de valor. Entretanto, com 50 milhões de jovens, o Brasil desperdiçou o chamado "bônus demográfico", quando há, proporcionalmente, um maior número de pessoas em idade ativa aptas a trabalha. O aumento da população nessa faixa etária começou no início da década de 2010 e vive o seu auge, mas essa geração foi desperdiçada.
Também desperdiçamos o ciclo de commodities, ao aumentar o consumo sem ampliar os investimentos na infraestrutura e na educação. Na vanguarda da inteligência artificial e da internet das coisas, os Estados Unidos agora protagonizam uma rearranjo de suas cadeias globais, para reduzir a dependência à importação de componentes eletrônicos, principalmente da China. Quem mais se beneficiou disso até agora foi o Vietnã.
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"Chamo de ética o que as pessoas fazem quando ninguém está olhando. O que é feito quando todos estão olhando não chamo de nada."
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sexta-feira, 3 de março de 2023
Fernando Abrucio* - Desigualdade é monstro de várias faces
Eu & Fim de Semana / Valor Econômico
Para enfrentar esse desafio será necessário mudar a visão que parcela relevante e influente da sociedade tem do atual modelo de convivência e desenvolvimento do país
Os principais cientistas sociais e economistas, para não falar de grande parte dos políticos, apontam a desigualdade como o maior problema do país. Não é para menos: o fantasma da desigualdade acompanha cada crise brasileira. Foi assim, embora em formatos diferentes, nos casos recentes da tragédia humanitária dos Yanomami, do desastre no litoral norte de São Paulo e do trabalho escravo em vinícolas do Rio Grande do Sul. Diante dessa onipresença, uma pergunta se impõe: o que explica a força desse monstro de várias faces?
As profundezas da desigualdade residem, primeiramente, na história mais ampla de um país em que a ideia de igualdade não norteou o projeto de construção nacional. Somente recentemente, a partir da Constituição de 1988, a visão de que há direitos iguais para todos começou a se implantar numa escala maior. Mesmo assim, uma parcela influente da sociedade ainda não acredita num modelo civilizatório mais igualitarista e continua seguindo o diagnóstico feito pelo abolicionista Joaquim Nabuco: no Brasil, todo mundo quer ser senhor. E quem não pode ser Cavalcanti, para continuar no universo cultural dos pernambucanos, vira cavalgado.
Herança do modelo escravocrata que perdurou por mais de 300 anos, o Brasil é uma sociedade na qual quem faz parte da elite ou mesmo consegue alguma ascensão social relevante procura manter essa posição por meio da criação de distinções em relação aos mais pobres e às populações mais vulneráveis socialmente. Tais barreiras podem derivar da divisão de renda e/ou propriedade, do acesso à educação, de formas diferenciadas de tratamento dos cidadãos por parte do Estado e da origem social/territorial de cada brasileiro, ou, como ocorre muitas vezes, de uma combinação variada desses marcadores de cidadania - nos casos mais extremos, com todos eles juntos atuando ao mesmo tempo.
Trata-se, então, de um monstro com várias facetas e combinações possíveis. Neste sentido, é um termo que deve geralmente ser conjugado no plural: há desigualdades no Brasil, sendo necessário entender como elas se estabelecem e se conectam em cada situação. A compreensão desse processo é importante não só do ponto de vista acadêmico, para explicar por qual razão somos desse jeito; ela também é essencial para pensar em soluções norteadas por políticas públicas contra as estruturas desiguais.
O caráter caleidoscópico da desigualdade brasileira fica patente nos tristes episódios de desgraça social vivenciados recentemente. No caso da tragédia humanitária dos Yanomami ficou claro, em primeiro lugar, que ser indígena no país ainda é estar numa categoria social inferior. Isso se percebe não só pelas mortes e falta de assistência estatal, como ainda pela maneira como muitos justificam o tratamento desigual dado aos povos originários. Como disse um político local em meio à crise, é mais importante proteger os nossos - leia-se os garimpeiros ilegais - do que os outros.
Na verdade, a ocupação territorial do país é uma história marcada, geralmente, por formas de multiplicação de desigualdade. No caso de Roraima, uma massa populacional mais pobre foi levada ao estado, já na década de 1970, por meio da promessa do “ganho fácil” do garimpo. Cabe frisar que no meio desse negócio tem muita gente do andar de cima ganhando em cima daqueles que fazem o trabalho sujo. São comerciantes de ouro ilegal, políticos locais, donos do transporte aéreo, compradores de pedras preciosas que moram no Sudeste do Brasil, entre os principais. Cria-se, aqui, uma cumplicidade entre quem ganha muito e sabe como se proteger das garras da lei e os que destroem o meio ambiente e matam os indígenas em nome de uma ascensão social quase impossível para quem não tem berço, escolaridade ou redes de amizade adequadas para pular as barreiras que separam os Cavalcantis dos cavalgados.
O desastre ambiental no litoral norte de São Paulo, cujo impacto maior foi na cidade de São Sebastião, é um resumo perfeito de um casamento com ganhos e desgraças divididos de forma completamente desigual. O paraíso do veraneio foi construído com o esforço de muitos trabalhadores vindo de fora do estado. Claro que isso gerou uma oportunidade que não havia em seus lugares de origem, porém, esse processo gerou uma divisão territorial nítida entre quem tem poder e quem tem de rezar para evitar uma catástrofe natural. Ao fim e ao cabo, a lista dos mortos revela um retrato cruel da desigualdade brasileira.
Quando recentemente o prefeito de São Sebastião quis construir casas populares decentes à população mais vulnerável, como reagiu a elite local para evitar a mudança de sua paisagem de férias? Contactou um alto funcionário do governo Bolsonaro - o presidente que defendia as vergonhosas barreiras da desigualdade em nome da liberdade - e assim conseguiu embargar o financiamento federal. Uma dessas lideranças disse que o projeto era problemático porque não contemplava bem a questão do saneamento básico. Ora, quem conhece o litoral norte paulista sabe que os mais ricos não tratam tão bem do esgoto quanto exigem dos mais pobres!
Para coroar essas semanas de histórias ilustrativas da desigualdade brasileira, surgiu o triste episódio do trabalho escravo em terras que fornecem uva às vinícolas gaúchas. De tempos em tempos, são encontrados trabalhadores escravizados em várias partes do território nacional, em carvoarias de Minas Gerais, em fazendas no Pará e em pequenas indústrias têxteis na cidade de São Paulo, recheadas de bolivianos escravizados tal qual os colonizadores fizeram com vários povos nas Américas. O fenômeno é mais recorrente do que se poderia imaginar de um país que acabou formalmente com a escravidão há 135 anos. Eu mesmo, quando trabalhei como jornalista em 1995, encontrei escravização num sítio do Rio de Janeiro onde crianças e adultos predominante negros trabalhavam como se 1888 não tivesse ocorrido.
O pior desse episódio de escravização no Rio Grande do Sul foram as justificativas das empresas. Primeiro, foi dito que eram fazendas terceirizadas que realizavam essa cruel prática. Já ouvimos essa história antes também. Ninguém sabe de onde vem parte da madeira e do ouro no Brasil, para não falar do jeans. Terceirizar não pode reduzir a responsabilidade de quem delega, nem juridicamente, muito menos moralmente. Com essa resposta, parecia, à primeira vista, que estavam fechando os olhos para algo ilegal e imoral, mas não defendiam que as relações trabalhistas fossem guiadas pela barbárie da escravidão.
Só que no momento em que deveriam pedir desculpas, os empresários desse setor resolveram justificar moralmente o crime. Soltaram nota dizendo que essa situação deriva da falta de mão de obra disposta a este tipo de trabalho e, pasmem, que tudo isso tinha a ver com políticas como o Bolsa Família e outras ações assistenciais do Estado. Trocando em miúdos, dar condições dignas aos mais pobres pode torná-los muitos exigentes. Não satisfeito, um vereador local foi mais transparente na defesa de sua visão de mundo: o problema está nos baianos que vêm trabalhar no Rio Grande do Sul e propôs que argentinos fossem contratados. Será que estes vão aceitar serem os escravos da elite brasileira?
Todos estes fenômenos têm raízes históricas profundas, trajetórias de décadas de construção da desigualdade. Isto ocorre também em outros cenários brasileiros, como o da relação entre morro e asfalto, entre patroas e empregadas domésticas, entre veranistas e migrantes vendedores de picolé na praia, todos interligados por distinções de renda, propriedade, região, gênero, escolaridade, cor e acesso privilegiado aos recursos estatais.
Mas esse barril de pólvora, que é o muro que separa drasticamente os cidadãos do país, estava sendo reduzido, em tamanho e espessura, pelas mudanças iniciadas pela Constituição de 1988. Faltava bastante coisa, porém, avanços em prol da igualdade eram nítidos, e talvez por isso começaram a incomodar.
Daí que, por ironias da fortuna, foi eleito em 2018 um presidente que era contra o Bolsa Família, que votara contra a garantia dos direitos das empregadas domésticas, que propôs o genocídio indígena para expandir as atividades piratas da mineração, que adorava fazer piadas racistas e misóginas para mostrar a superioridade de sua condição de homem branco, enfim, que achava as múltiplas desigualdades do país uma parte bela e necessária da civilização brasileira. Foram quatro anos propagando esse modelo bolsonarista. Não será fácil e rápido resolver esse novo e destrutivo legado.
Como combater esse monstro de várias facetas chamado desigualdade? Essa é a grande pergunta que o Brasil deve fazer nos próximos 20 anos se quiser se tornar uma civilização mais humana, justa e igualitária. Para enfrentar esse enorme desafio, será preciso aprimorar e reformar as políticas públicas dos três níveis de governo e articulá-los melhor entre si. Mas também será necessário mudar a visão que parcela relevante e influente da sociedade brasileira tem do atual modelo desigual de convivência e desenvolvimento do país. Sem alterar esses valores, uns mais profundos e outros alimentados recentemente pela barbárie bolsonarista, será muito difícil criar um mundo em que, em vez de senhores e escravos, haja cidadãos com direitos e oportunidades iguais.
*Fernando Abrucio, doutor em ciência política pela USP e professor da Fundação Getulio Vargas.
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BOOKTRAILER: 'Sociologia do desconhecimento', de José de Souza Martins
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Editora Unesp
28 de jan. de 2022 #Lançamento #Sociologia #EditoraUnesp
Vivemos em uma sociedade regida por “urgências e impaciências”, que a tornam, em última análise, uma “sociedade do instante”. Diante do caráter fragmentário, móvel, veloz e instantâneo do mundo pós-moderno, a sociologia se torna mais do que nunca ferramental de combate à anomia, pavimentando caminhos mais seguros de reflexão, de conhecimento e autoconhecimento individual e coletivo. Para melhor compreender esse mundo de fronteiras cada vez mais borradas, o sociólogo José de Souza Martins explora possibilidades e limites da análise sociológica diante dessa epidêmica alienação, retrato real de um Brasil dividido, em Sociologia do desconhecimento: ensaios sobre a incerteza do instante, lançamento da Editora Unesp.
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sexta-feira, 3 de março de 2023
José de Souza Martins* - O fim do romantismo fabril
Eu & Fim de Semana / Valor Econômico
Os doces brincavam com a vontade de ser adulto e de viver o amanhã; não eram apenas coisas que se comia, mas coisas com as quais se brincava
Uma página inteira na “Folha de S. Paulo” revelou nesta semana que a Fábrica de Chocolates Pan, de São Caetano do Sul (SP), não longe do centenário, entrou com pedido de falência e fechou. O aroma adocicado do cacau que, por tanto tempo, perfumou todos os dias o bairro em que se situava já não será mais sentido, como lamentam seus moradores.
Não são muitas as empresas, como essa, que no Brasil nasceram e ficaram durante tão longo tempo no imaginário popular como marcos da história social e da formação da vida cotidiana entre nós. Os marcos do advento da modernidade num país mal saído da escravidão. Que apenas fingira modernismo na Semana de Arte Moderna de 1922.
A fábrica de chocolates teve seu protagonismo nesse cenário em decorrência de serem alimentícios e de consumo cotidiano os seus produtos. Basicamente porque não repetiu os concorrentes das barras retangulares de chocolate, forma de expressão da racionalidade de enquadramento própria do industrialismo.
A transformação social rápida, como aconteceu em todas as partes, acarretava novas necessidades. Uma delas, a necessidade social de doçura, mas também a necessidade social de inconformismo em todos os campos da vida, mesmo no modo de comer e no formato que era comido. A da insurgência contra as formas velhas, mas também contra as novas, originadas da lógica retilínea da estética industrialista, como a das retangulares barras de chocolate.
Osvaldo Falchero e Aldo Aliberti, engenheiros, fundadores da Pan, lançaram chocolates em forma de peixes, moedas e, também, a dos famosos cigarros de chocolate. Os doces brincavam com a vontade de ser adulto e de viver o amanhã. Não eram apenas coisas que se comia, mas coisas com as quais se brincava. Um diálogo com o imaginário infantil, um precoce reconhecimento da criança como protagonista de vontade social.
Fundada em 1935, o prestígio de um dos produtos da Fábrica de Chocolates Pan, que duraria décadas, o das balas Paulistinha, carregava no nome a memória da recente Revolução de 1932, derrotada pelo Exército e pelo regime de Vargas. Na boca de cada um, porém, crianças e adultos, os derrotados derrotavam quem os vencera, saboreando a continuidade invicta do que não terminara nem terminaria. Era como se mastigassem e engolissem o adversário, ainda décadas depois daquela derrota política amarga e inesquecível. Segredos da boca. Memória da saliva.
A Pan não foi apenas uma fábrica de sabores. Ela propôs às crianças de sua época um diálogo com o futuro. Isto é, além do banal e do diário. Em 1937, os dois engenheiros italianos anunciaram num jornal que no dia seguinte um foguete seria disparado de São Paulo. Uma multidão foi ao Campo de Marte supondo que ele partiria de lá. Não houve foguete nenhum. Era o lançamento de um símbolo, derivado da sigla Pan. O foguete ganhou o espaço.
De certo modo, são fatos das exterioridades significativas, que dão sentido ao modo como se definiu e permaneceu na memória social a indústria não só como lugar de produção de coisas. Neste caso não só como fábrica de balas e de chocolate. Mas como fábrica de significações, de relacionamentos sociais, de sentimentos e concepções mediados pela indústria e pelo produto industrial, como conexões de um modo de pertencer à sociedade e de nela permanecer.
A fábrica de chocolates deu forma, cor e sabor aos afetos da realidade social nascente, tornou-a portátil, de bolso. Trouxe a infância para a cultura da indústria, revestiu-a de estilo como expressão de uma sociedade estruturada pela produção industrial.
Essa foi uma face saborosa mas oculta de uma versão pouco considerada do modernismo paulista. O modernismo não nasceu da barulhenta declaração de ruptura no modo de ver o mundo, de expressá-lo, de deformá-lo para compreendê-lo da semana de fevereiro de 1922 no Theatro Municipal de São Paulo. Nem a ele se limitou. Nasceu da trama crítica da indústria e da industrialização. Muitos modernistas foram antes operários.
Falchero e Aliberti sugeriram e situaram o chocolate e as balas da Pan no cenário do modernismo. Enfrentaram os concorrentes com a crítica imaginária, doce, às formas compulsórias da lógica industrial na alimentação. Situaram o modernismo comestível no futuro. Ocuparam o presente indeciso com a doçura da espera e da certeza. O lá diante como possibilidade do agora.
Fizeram de chocolates e balas instrumentos antimodernistas de uma pós-modernidade precipitada, um romantismo que adoça até hoje a memória de várias gerações. O fechamento da fábrica de chocolates encerra uma época da mentalidade popular e de nossa história social, a do nosso romantismo fabril. Começa uma época sem doçura imaginária.
*José de Souza Martins é sociólogo. Professor Emérito da Faculdade de Filosofia da USP. Professor da Cátedra Simón Bolivar, da Universidade de Cambridge, e fellow de Trinity Hall (1993-94). Pesquisador Emérito do CNPq. Membro da Academia Paulista de Letras. Entre outros livros, é autor de "As duas mortes de Francisca Júlia A Semana de Arte Moderna antes da semana" (Editora Unesp, 2022).
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Altamiro Carrilho 1962 - VAI DA VALSA
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1. Saudades de Ouro Preto
(Tradicional)
2. Tardes Em Lindóia
(Zequinha de Abreu / Pinto Martins)
3. Terna Saudade (Por Um Beijo)
(Anacleto de Medeiros / Catulo da Paixão Cearense)
4. Suely
(Antenógenes Silva / Miguel Lima)
5. Teus Ciúmes
(Lacy Martins / Aldo Cabral)
6. Ledinha
(Altamiro Carrilho)
7. No Tempo do Onça
(Denis Brean)
8. Vieni Sul Mar
(Tradicional)
9. Morrer Sem Ter Amado
(Zequinha de Abreu / Naro Demostenes)
10. Raio de Sol
(Tafarella)
11. Só Pelo Amor Vale a Vida
(Zequinha de Abreu)
12. Valsa da Meia-noite
(Amodio)
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Chamamos de ética o que as pessoas fazem quando todos estão olhando. O que é feito quando ninguém está olhando chamamos de caráter.
– Oscar Wilde
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A frase é célebre: "As notícias sobre minha morte foram muito exageradas". Foi como o escritor americano Mark Twain (1835-1910) reagiu à infundada notícia de que havia morrido.
Maria Hermínia Tavares* - Devagar com o otimismo
Folha de S. Paulo
Estudos têm mostrado que os populistas antes acumulam perdas do que ganhos
...refere-se ao exercício de alguma forma de poder e, naturalmente, às múltiplas consequências desse exercício.
João Ubaldo Ribeiro.
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A cruel desigualdade social na Coreia do Norte se baseia no SONGBUN, o sistema de castas políticas que define o futuro de cada norte-coreano.
Nesta thread faço um breve resumo de um longo artigo que escrevi (link no final) c/ conteúdos inéditos em português e muitas fontes (+)
@leonardo1opes
https://twitter.com/leonardo1opes/status/1303313580683653121?s=48&t=ktKYSPjXZt7aNJNoyIUL3w
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A morte e a morte de Joaquim Borba foi publicada em 1961 pelo escritor baiano universal Jorge Amado (1912-2001).
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(Weberson Santiago/VEJA)
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Política
Forte apache
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Com seus quase trinta anos de mandato como deputado, Jair Bolsonaro não é alguém a quem se possa atribuir desconhecimento sobre os caminhos em que as cobras andam no Congresso. Tendo sido o presidente eleito durante aquele período de sócio atleta do clube de um baixo clero catedrático nas manhas e artimanhas do Parlamento, por mais razão não se devem subestimar seus conhecimentos na matéria.
Mais do que você, eu ou qualquer um dos brasileiros tidos como expertos no tema, Jair Bolsonaro tem ciência de que a guarda compartilhada das relações com deputados e senadores entre o deputado Onyx Lorenzoni e o general Carlos Alberto dos Santos Cruz não é uma aposta necessariamente certeira.
Portanto, ele deve ter um plano cujas informações essenciais garantidoras da eficácia do projeto ainda reserva para si. Se não tiver, pior para todos nós, tripulantes do mesmo barco, sobretudo considerando que o novo mandatário passou muito menos tempo no quartel do que na Câmara e, por isso, percebe (ou deveria perceber) com nitidez que na vigência da democracia é mais fácil o Congresso levar o general Santos Cruz na conversa que os parlamentares aceitarem submeter-se à disciplina militar.
A nomeação de quantidade inédita de militares em governo civil em si não configura risco ao regime nem uma ameaça ao estado de direito, reconquistado a penas duríssimas. É evidente que militares formados (alguns até nascidos) nos anos posteriores à ditadura são diferentes daqueles forjados em critérios anteriores à reformulação constitucional que desde 1988 sustenta o Brasil democrático e que o submeteu a reiterados e exitosos testes de firmeza institucional.
O problema pode vir a ser o método. Militares têm uma dinâmica própria, cuja pedra de toque está fundada na obediência cega à hierarquia. Outra muito diferente (para não dizer oposta) é a lógica condutora do sistema de poder predominantemente civil. Neste, a palavra de ordem é negociação; naquele, a base reside na garantia da ordem pela obediência cega aos ditames da hierarquia.
Militar algum negocia coisa nenhuma com superiores ou com subalternos. Pois bem: parlamentar nenhum presta reverência a ordens-unidas sem que a isso corresponda uma contrapartida, seja ela lícita, ilícita, programática ou de mera conveniência. É da natureza da função, assim como é inerente ao militar o respeito irrestrito à hierarquia funcional.
Na complexidade das relações democráticas entre Poderes, mais importante que a obediência ao comandante é a submissão ao abecedê da mandante de campo hoje, e de modo consolidado para sempre, que responde pelo nome de Constituição do Brasil.
O mantra do avô.
Tão atual quanto inesquecível é a frase que ouvi ainda bem jovem de Roberto Campos em 1999, cujo neto ocupará o Banco Central a partir de 2019: “Minha filha, não é a lei que precisa ser forte, é a carne que não pode ser fraca”.
Publicado em VEJA de 5 de dezembro de 2018, edição nº 2611
O Congresso é melhor em levar na conversa que em bater continência
Por Dora Kramer 30 nov 2018, 07h00
Leia mais em: https://veja.abril.com.br/coluna/dora-kramer/forte-apache/
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Jards Macalé, 80 anos: 'Não sei se sou compreendido, mas pelo menos me aceitam' · Um dos grandes provocadores da MPB aproveita o aniversário para ...
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EMISSÃO DE CO2 BATE RECORDE EM 2022
80 ANOS DE JARD'S MACALÉ
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Jornal da Cultura | 03/03/2023
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Jornalismo TV Cultura
Transmissão ao vivo realizada há 98 minutos #JornalDaCultura #JC
No Jornal da Cultura desta sexta-feira (03), você vai ver: Abin tem novo chefe e agência passa para a Casa Civil; Salário mínimo é pauta de encontro entre sindicalistas e Haddad; Com alta de 2,9% do PIB, Brasil é agora 12ª economia global; Atividade pós-pandemia aumenta emissão de CO2; Desmatamento altera ciclo de chuvas nas florestas tropicais.
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Romanos 8:2-6
Almeida Revista e Corrigida 2009
2 Porque a lei do Espírito de vida, em Cristo Jesus, me livrou da lei do pecado e da morte. 3 Porquanto, o que era impossível à lei, visto como estava enferma pela carne, Deus, enviando o seu Filho em semelhança da carne do pecado, pelo pecado condenou o pecado na carne, 4 para que a justiça da lei se cumprisse em nós, que não andamos segundo a carne, mas segundo o Espírito. 5 Porque os que são segundo a carne inclinam-se para as coisas da carne; mas os que são segundo o Espírito, para as coisas do Espírito. 6 Porque a inclinação da carne é morte; mas a inclinação do Espírito é vida e paz.
Read full chapter
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a lei e a carne
Tão atual quanto inesquecível é a frase que ouvi ainda bem jovem de Roberto Campos em 1999, cujo neto ocupará o Banco Central a partir de 2019: “Minha filha, não é a lei que precisa ser forte, é a carne que não pode ser fraca”.
Publicado em VEJA de 5 de dezembro de 2018, edição nº 2611
Leia mais em: https://veja.abril.com.br/coluna/dora-kramer/forte-apache/
Lula falará com Juscelino na 2ª: 'se não provar inocência, sai'
há 15 horas — O presidente Lula (PT) afirmou que conversará na segunda-feira (6) com o ministro das Comunicações, Juscelino Filho (União Brasil-MA), ...
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Zanin: STF confirma a inocência de Lula
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Lula
28 de setembro de 2022 ·
O advogado Cristiano Zanin explica a nova decisão da Justiça que reafirma a anulação dos processos contra Lula e a inocência do ex-presidente. #EquipeLula
🎥: Ricardo Stuckert
Ver menos
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Após o "Com a 'Paquita de Lula na CNN brasil'", o "Com o 'Influencer deLe' na BandNews FM"
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Isabella Cavalcante
Do UOL, em São Paulo
01/03/2023 15h55Atualizada em 01/03/2023 16h28
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Bolsonaro abriu uma live hoje enquanto cortava o cabelo em Orlando, nos Estados Unidos.
O que aconteceu:
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Bolsonaro disse que irá a um encontro de conservadores no sábado (4), onde o ex-presidente dos Estados Unidos Donald Trump deve discursar. O ex-presidente criticou a reoneração dos impostos sobre os combustíveis, anunciada ontem pelo governo Lula: "Hoje o brasileiro acordou com o combustível mais caro". Ele insinuou que isso causará um aumento na inflação brasileira. Ministro da Fazenda, Haddad disse hoje ao UOL Entrevista que a medida não irá pressionar a inflação. Bolsonaro defendeu as políticas de preço adotadas no seu governo e, novamente, culpou a alta dos combustíveis em seu tempo a fatores externos, como a pandemia da covid-19 e a guerra entre a Ucrânia e a Rússia.
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"Governo diferente, de um tremendo gastador. Ele criou mais 14 Ministérios e tem que tirar dinheiro de algum lugar, criando outros impostos".
Bolsonaro sobre volta dos impostos dos combustíveis
Entenda a reoneração:
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Ontem o governo Lula anunciou a volta da cobrança de imposto sobre os combustíveis, que havia sido suspensa pela gestão Bolsonaro em junho do ano passado. O preço dos combustíveis causava insatisfação popular e o então presidente removeu a cobrança dos impostos para aliviar o valor cobrado. Ministros de Lula chamaram a desoneração de "medida eleitoreira" de Bolsonaro.
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"O que está na ata do BC é que esta medida tomada ontem pelo Lula, com muita sabedoria, contribui para a política de redução de juros. Nós estamos lembrando que esta medida não é inflacionária. Segundo o próprio Banco Central, a médio e a longo prazo, ela concorre para a redução das taxas de juros, o nosso principal problema econômico hoje."
Fernando Haddad durante o UOL Entrevista
https://noticias.uol.com.br/politica/ultimas-noticias/2023/03/01/bolsonaro-live-preco-gasolina-lula-trump.htm
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Em live, Bolsonaro critica preço da gasolina e diz que encontrará Trump
AO VIVO: Bolsonaro fala sobre aumento de preços dos combustíveis
"Aqui do meu lado, né? Nunca atrás."
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"Então, a todos vocês, depois do corte do David, a quem agradeço, né? Mando um abraço a todos Brasil, dizendo que o Brasil é uma terra maravilhosa. Obrigado todos Brasil. Até um dia se Deus quiser."
Orlando - 01/03
quarta-feira, 1 de março de 2023
E AGORA JOSÉ?
"Diferentemente do que escreveu Tolstói, tudo compreender talvez não seja tudo perdoar, mas é um bom primeiro passo."
Hélio Schwartsman - Convite ao corporativismo
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Compreender tudo, é tudo perdoar.Léon Tolstoi
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"Num mundo inundado por informações irrelevantes, clareza é poder. E a censura não funciona bloqueando o fluxo de informações, e, sim, inundando as pessoas com desinformação e distrações.”
Yuval Noah Harari, na apresentação do livro “21 lições para o século 21”
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'Os manifestantes contra a tendência antidemocrática do governo israelense aumentaram para 160 mil neste sábado em Tel Aviv. Vou falar de um único deles: o historiador Yuval Noah Harari, bestseller mundial desde seu primeiro livro, "Sapiens: Uma Breve História da Humanidade".
Harari escreveu na véspera da manifestação um artigo para o jornal Yedioth Aharonot, no qual diz, simplesmente, que irá embora de Israel, se o governo Netanyahu passar a legislação que submeterá a Corte Suprema da Justiça ao Parlamento, já em processo de votação.
"Tem sido claro para os israelenses liberais como eu, durante anos, que as tendências demográficas em Israel eventualmente conduzirão os ultraortodoxos, os religiosos e os tradicionais a se tornarem maioria no país. Só não estava claro que isso ocorreria quando tivessem pleno poder político". Como agora, acrescento eu. Israel está a alguns votos de se tornar uma teocracia parecida ao Irã.
Continua Harari: "O novo governo quer aprovar leis que eliminariam a independência do sistema judicial e, em particular, a capacidade do sistema judicial para restringir ao governo e a proteger os direitos das minorias". Noutro momento do texto, ele teme que tribunais rabínicos tenham amplos poderes.
Então, Harari lembra que, quando criança, não alcançava o botão para fazer o ônibus parar onde precisava descer, de volta da escola. Perdia o ponto. Hoje, Harari aperta o botão antes do tempo. "Esta é provavelmente a decisão mais difícil de minha vida. Cada um tem uma estação diferente (...) há quem desça do ônibus em pontos anteriores, e há os que ficam no ônibus em qualquer situação, por falta de escolha ou fé forte (...) assim digo, simples e honestamente, que este ônibus está indo a toda velocidade para lugares que me são estranhos, e se ele não se detém, logo chegaremos ao meu ponto, e ali eu descerei." '
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BREAKING NEWS
STF MANTÉM ANDERSON TORRES PRESO
Minuta encontrada na casa do ex-ministro sustenta decisão
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REPORTAGEM
Exército decide acabar com mensagem de aniversário do golpe militar
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Carla Araújo
Colunista do UOL
01/03/2023 04h00Atualizada em 01/03/2023 08h42
O comandante do Exército, general Tomás Paiva, já decidiu que neste ano não haverá a leitura da Ordem do Dia alusiva ao dia 31 de março, aniversário do golpe militar no Brasil. A decisão de não divulgar uma mensagem pela data, segundo fontes da caserna, se deve a uma interpretação do comandante de que "o normal era não existir".
Escolhido para substituir o general Júlio César Arruda, demitido pelo presidente Lula depois de 20 dias no cargo, o novo comandante tem dito aos seus subordinados que o momento é de "retomada da confiança" e busca de pacificação. A decisão, portanto, seria um aceno ao governo do petista.
"Infelizmente" Lula foi eleito. À cúpula do Exército, o comandante tentou minimizar o áudio vazado e revelado nesta semana pelo podcast Roteirices, em que ele fala que "infelizmente" o presidente Lula foi eleito.
Segundo apurou a coluna, Tomás Paiva reiterou que a ideia principal de sua mensagem era reforçar a aceitação do resultado eleitoral e tentar afastar os militares da política.
O comandante costuma dizer, em conversas reservadas, que não é segredo que a maioria dos militares votou em Bolsonaro, mas reforça que o momento é de pacificação das relações.
Aceno a Moraes. Nos bastidores, o comandante fez chegar ao ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), que não haveria resistência na cúpula do Exército a respeito das investigações de militares envolvidos nos atos golpistas do dia 8 de janeiro.
Ordem do Dia deixou de ser lida no governo FHC
Após o fim da ditadura (1964-1985), a mensagem continuou a ser lida em quartéis e divulgada à sociedade. Em 1995, durante o governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB), a Ordem do Dia deixou de ser lida.
Nos primeiros governos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (2003 a 2010), nos arquivos do Exército, de acordo com o Centro de Comunicação Social, só foram localizadas Ordens do Dia publicadas em 2004, 2005 e 2006. Nos outros anos, não houve essa divulgação.
Também não houve a leitura da mensagem no período da ex-presidente Dilma Rousseff (PT), que tinha uma relação conturbada com os militares, já que como militante na época da ditadura, ela sofreu com torturas. Mesmo sob o ex-presidente Michel Temer (MDB), que tinha uma boa relação com a caserna, não há registros de leitura da Ordem do Dia.
A mensagem de aniversário do golpe, porém, havia sido retomada pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) já no seu primeiro ano de governo, em 2019.
Na época, o então porta-voz do Bolsonaro, general Otávio do Rêgo Barros, afirmou que o presidente tinha determinado "ao Ministério da Defesa que faça as comemorações devidas com relação ao 31 de março de 1964, incluindo a ordem do dia, patrocinada pelo Ministério da Defesa, que já foi aprovada pelo nosso presidente".
Fontes da caserna tentam justificar a retomada da Ordem do Dia de 31 de março por Bolsonaro. Eles alegam que ela voltou por ordem do então "Chefe Supremo das Forças Armadas", mas admitem que representava o ideário político daquele governo, que sempre exaltou a época da ditadura.
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Superior Tribunal Militar (STM) - Portal CNJ
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“…O art. 142 CF/88 não salva os golpistas de 8 de janeiro. Muito menos o art. 9º do CPM…” Se escaparem do STF com o espeto do art. 142 CF/88, podem ser torrados no STM, na fogueira 🔥 do art. 9º do CPM. Pra eles, pior do que tá só pode ficar, segundo o revisionista Tiririca.
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Supremo Tribunal Federal
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quarta-feira, 1 de março de 2023
Elio Gaspari - O artigo 142 é inocente
O Globo
Quem arma golpe militar são as vivandeiras
Ministros dignitários do governo querem mudar o texto do artigo 142 da Constituição para impedir novas aventuras golpistas. A intenção pode ser boa, o resultado será nulo, e a iniciativa acabará no ridículo.
O tão falado 142 diz o seguinte:
Art. 142 — As Forças Armadas, constituídas pela Marinha, pelo Exército e pela Aeronáutica, são instituições nacionais permanentes e regulares, organizadas com base na hierarquia e na disciplina, sob a autoridade suprema do Presidente da República, e destinam-se à defesa da Pátria, à garantia dos Poderes Constitucionais e, por iniciativa de qualquer destes, da lei e da ordem.
Seu autor intelectual foi o general Leônidas Pires Gonçalves, ministro do Exército de março de 1985 a março de 1990. Criou-se a fantasia segundo a qual esse texto abre o caminho para golpes militares, a partir de uma malversação de mobilizações militares pelo instrumento da Garantia da Lei e da Ordem (GLO).
Durante o governo de Michel Temer, por pouco não se chegou a uma utilização homófoba da GLO, permitindo a expedição de mandados coletivos de busca e apreensão para os moradores de uma rua, comunidade ou bairro. Ficou no talvez.
Pode-se dar ao artigo 142 qualquer redação, e ainda assim o regime democrático poderá ser ameaçado por golpes militares, mas jamais haverá golpe sem a participação e o estímulo das vivandeiras civis.
Se não houve golpe no ocaso do bolsonarismo, foi porque eram irrelevantes as vivandeiras, e prevaleceu na cúpula militar o sentimento legalista. É bom lembrar que o ex-ministro Anderson Torres, em cuja casa havia um projeto maluco de golpe, é um paisano. O regime mostrou-se blindado pela firmeza das posições do Judiciário e do Congresso.
A discussão do texto do artigo 142 desloca o eixo da questão para o mundo da fantasia. Anderson Torres está preso, e presas estão centenas de pessoas que vandalizaram o Congresso, o Planalto e o Supremo Tribunal Federal. Os denunciados são 912. O ministro Alexandre de Moraes conduz a investigação do golpismo do 8 de Janeiro. Nas mãos desse magistrado está a responsabilização dos culpados, civis e militares.
Nenhum dos 912 denunciados ou daqueles que se meteram com o 8 de Janeiro queria garantir os Poderes Constitucionais. Pelo contrário.
É de um militar, o marechal Castello Branco, a melhor qualificação das vivandeiras:
— Eu os identifico a todos. E são muitos deles, os mesmos que, desde 1930, como vivandeiras alvoroçadas, vêm aos bivaques bulir com os granadeiros e provocar extravagâncias do Poder Militar.
No ano do centenário da morte de Rui Barbosa, um campeão de campanhas civilistas, fica a lembrança de que a ação de vivandeiras, anterior a 1930, não se resume aos trogloditas dos vandalismos do 8 de Janeiro.
No dia 9 de novembro de 1889, Rui bulia com os granadeiros, insinuando que o governo queria diluir a força do Exército, que “ir-se-á escoando, batalhão a batalhão, até desaparecer da capital do império o último soldado”.
Na manhã do dia 15 deu-se a extravagância, e à tarde ele foi nomeado ministro da Fazenda.
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Art. 9, inc. III, "a" do Código Penal Militar - Decreto Lei 1001/69 | Jusbrasil
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CPM - Decreto Lei nº 1.001 de 21 de Outubro de 1969
Art. 9º Consideram-se crimes militares, em tempo de paz:
III - os crimes praticados por militar da reserva, ou reformado, ou por civil, contra as instituições militares, considerando-se como tais não só os compreendidos no inciso I, como os do inciso II, nos seguintes casos:
a) contra o patrimônio sob a administração militar, ou contra a ordem administrativa militar;
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Artigo 9 do Decreto Lei nº 1.001 de 21 de Outubro de 1969
CPM - Decreto Lei nº 1.001 de 21 de Outubro de 1969
Art. 9º Consideram-se crimes militares, em tempo de paz:
I - os crimes de que trata êste Código, quando definidos de modo diverso na lei penal comum, ou nela não previstos, qualquer que seja o agente, salvo disposição especial;
II – os crimes previstos neste Código e os previstos na legislação penal, quando praticados: (Redação dada pela Lei nº 13.491, de 2017)
a) por militar em situação de atividade ou assemelhado, contra militar na mesma situação ou assemelhado;
b) por militar em situação de atividade ou assemelhado, em lugar sujeito à administração militar, contra militar da reserva, ou reformado, ou assemelhado, ou civil;
c) por militar em serviço ou atuando em razão da função, em comissão de natureza militar, ou em formatura, ainda que fora do lugar sujeito à administração militar contra militar da reserva, ou reformado, ou civil; (Redação dada pela Lei nº 9.299, de 8.8.1996)
d) por militar durante o período de manobras ou exercício, contra militar da reserva, ou reformado, ou assemelhado, ou civil;
e) por militar em situação de atividade, ou assemelhado, contra o patrimônio sob a administração militar, ou a ordem administrativa militar;
f) revogada. (Redação dada pela Lei nº 9.299, de 8.8.1996)
III - os crimes praticados por militar da reserva, ou reformado, ou por civil, contra as instituições militares, considerando-se como tais não só os compreendidos no inciso I, como os do inciso II, nos seguintes casos:
a) contra o patrimônio sob a administração militar, ou contra a ordem administrativa militar;
b) em lugar sujeito à administração militar contra militar em situação de atividade ou assemelhado, ou contra funcionário de Ministério militar ou da Justiça Militar, no exercício de função inerente ao seu cargo;
c) contra militar em formatura, ou durante o período de prontidão, vigilância, observação, exploração, exercício, acampamento, acantonamento ou manobras;
d) ainda que fora do lugar sujeito à administração militar, contra militar em função de natureza militar, ou no desempenho de serviço de vigilância, garantia e preservação da ordem pública, administrativa ou judiciária, quando legalmente requisitado para aquêle fim, ou em obediência a determinação legal superior.
§ 1o Os crimes de que trata este artigo, quando dolosos contra a vida e cometidos por militares contra civil, serão da competência do Tribunal do Júri. (Redação dada pela Lei nº 13.491, de 2017)
§ 2o Os crimes de que trata este artigo, quando dolosos contra a vida e cometidos por militares das Forças Armadas contra civil, serão da competência da Justiça Militar da União, se praticados no contexto: (Incluído pela Lei nº 13.491, de 2017)
I – do cumprimento de atribuições que lhes forem estabelecidas pelo Presidente da República ou pelo Ministro de Estado da Defesa; (Incluído pela Lei nº 13.491, de 2017)
II – de ação que envolva a segurança de instituição militar ou de missão militar, mesmo que não beligerante; ou (Incluído pela Lei nº 13.491, de 2017)
III – de atividade de natureza militar, de operação de paz, de garantia da lei e da ordem ou de atribuição subsidiária, realizadas em conformidade com o disposto no art. 142 da Constituição Federal e na forma dos seguintes diplomas legais: (Incluído pela Lei nº 13.491, de 2017)
a) Lei no 7.565, de 19 de dezembro de 1986 - Código Brasileiro de Aeronáutica; (Incluída pela Lei nº 13.491, de 2017)
b) Lei Complementar no 97, de 9 de junho de 1999; (Incluída pela Lei nº 13.491, de 2017)
c) Decreto-Lei no 1.002, de 21 de outubro de 1969 - Código de Processo Penal Militar; e (Incluída pela Lei nº 13.491, de 2017)
d) Lei no 4.737, de 15 de julho de 1965 - Código Eleitoral. (Incluída pela Lei nº 13.491, de 2017)
Crimes militares em tempo de guerra
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quarta-feira, 1 de março de 2023
Bernardo Mello Franco - Militares no banco dos réus
O Globo
Alexandre de Moraes decidiu que fardados terão que responder à Justiça comum
O ministro Alexandre de Moraes decidiu que os militares envolvidos no 8 de Janeiro responderão por seus atos na Justiça comum. A Polícia Federal identificou dezenas de fardados entre os criminosos que depredaram ou deixaram depredar as sedes dos Três Poderes. Depois de atentar contra a democracia, eles reivindicavam o privilégio de serem julgados por seus pares.
Questionado pela PF, o ministro do Supremo esclareceu que a Justiça Militar julga “crimes militares”, e não “crimes de militares”. Como as acusações não dizem respeito a assuntos internos da caserna, oficiais e praças terão que se acomodar no banco dos réus ao lado de paisanos. Parece óbvio, mas a distinção já foi mais clara na legislação brasileira.
Em 2017, o então presidente Michel Temer sancionou uma lei que ampliou o alcance da Justiça castrense. O texto ressuscitou uma blindagem criada na ditadura para proteger militares acusados de atentar contra a vida de civis. A mudança foi festejada pelas Forças Armadas, que haviam pressionado o Congresso a aprová-la.
A impunidade tem sido regra em processos contra militares envolvidos em violações de direitos humanos. Os casos se avolumaram com o aumento das operações de GLO (garantia da lei e da ordem), em que soldados assumem funções de polícia sem treinamento para atuar fora dos quartéis.
Desde 2013, a Procuradoria-Geral da República pede que o Supremo restrinja o alcance da Justiça Militar em crimes contra a vida de civis. O tribunal cozinha o caso há quase uma década. Voltou a suspender o julgamento há duas semanas, após pedido de vista do ministro Ricardo Lewandowski.
Os militares nunca fizeram questão de disfarçar os motivos do lobby pelo foro especial. Em 2017, o general Eduardo Villas Bôas deixou claro que a ideia era blindar os soldados do alcance da Justiça. “Como comandante, tenho o dever de protegê-los. A legislação precisa ser revista”, disse, em tom imperativo, enquanto o Congresso ainda debatia a mudança na lei.
No 8 de Janeiro, seu sucessor no Forte Apache radicalizaria a defesa do corporativismo. Horas depois dos ataques, o general Júlio Cesar de Arruda ordenou que tanques bloqueassem as entradas do acampamento bolsonarista. O objetivo era impedir a polícia de prender criminosos em flagrante.
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quarta-feira, 1 de março de 2023
Luiz Carlos Azedo - Militares golpistas romperam o pacto da anistia
Correio Braziliense
Decisão de Moraes teve como resposta da oposição bolsonarista a apresentação de requerimento para instalação de uma CPMI para investigar os fatos de 8 de janeiro
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que atendeu na segunda-feira ao pedido da Polícia Federal para que o STF julgue militares envolvidos nos ataques de 8 de janeiro aos palácios dos Três Poderes, em Brasília, tomou uma decisão histórica: tirou da esfera da Justiça Militar os crimes políticos e comuns cometidos por militares. É a primeira vez que isso acontece, num país que assistiu a inquéritos policiais militares contra civis serem instrumentos golpistas ou de repressão a oposicionistas.
O magistrado também abriu investigação sobre a participação de militares da Polícia Militar do Distrito Federal e das Forças Armadas nos episódios de 8 de janeiro. Ao fazer o pedido, a PF justificou que policiais militares ouvidos na 5ª fase da Operação Lesa-Pátria “indicaram possível participação/omissão dos militares do Exército Brasileiro, responsáveis pelo Gabinete de Segurança Institucional e pelo Batalhão da Guarda Presidencial”. A decisão recebeu apoio do futuro presidente do Superior Tribunal Militar (STM), Francisco Joseli Parente Camelo, e da ministra do STM Maria Elizabeth Guimarães Teixeira Rocha.
Segundo o ministro Camelo, a decisão “dá a garantia do devido processo legal e respeita o princípio do juiz natural”. Para a ministra Maria Elizabeth, todos os envolvidos devem ser julgados pelo mesmo tribunal, do contrário, os civis seriam julgados pelo STF, os militares pelo STM e os policiais militares e bombeiros pelo TJ. Por ironia da história, foram os militares envolvidos na tentativa de golpe de 8 de janeiro que romperam o principal pacto da transição à democracia: a anistia recíproca de 1979, o primeiro passo efetivo para a redemocratização do país, que perdoou ex-guerrilheiros e agentes dos órgãos de segurança do regime militar.
A Lei da Anistia de 1979 perdoou os crimes políticos cometidos entre 1961 e 1979, mas sempre foi polêmica e muito contestada pelos movimentos de defesa dos direitos humanos, por causa das torturas e assassinatos cometidos nos quartéis. Os militares, por sua vez, acusavam os ex-militantes da luta armada de cometerem assassinatos e justiçamentos. Aprovada pelo Congresso, no governo do general João Batista Figueiredo, a lei foi considerada “imexível” pelo Supremo. Todas as tentativas de julgar e punir os militares envolvidos nas torturas e assassinatos foram rechaçadas.
Reação bolsonarista
A decisão de Alexandre de Moraes teve como resposta da oposição bolsonarista a apresentação de requerimento para instalação de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI), para investigar os fatos ocorridos em 8 de janeiro, assinada por 31 senadores e 120 deputados federais. Articulada pelos senadores Marcos Do Val (Podemos-ES) e Rogério Marinho (PL-RN) e pelos deputados Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e André Fernandes (PL-CE), é uma nova dor de cabeça para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Uma CPMI tem instalação praticamente garantida, desde que cumpra as exigências regimentais em termos de assinaturas. Um pedido de CPI com o mesmo objeto, protocolado pela senadora Soraya Thronicke (União Brasil-MS) anteriormente, depende de apreciação do presidente do Congresso, senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG).
Na segunda-feira, o ministro Gilmar Mendes, do STF, havia estipulado o prazo de 10 dias para que Pacheco desse explicações em relação à instalação da CPI apresentada pela senadora Soraya. As duas comissões são iniciativas da oposição, que tenta responsabilizar o ministro da Justiça, Flávio Dino, pelas falhas do sistema de segurança da Esplanada no dia do vandalismo, e não esconde o objetivo de pôr sob suspeição o ministro Alexandre de Moraes como relator do processo.
Em contrapartida, os parlamentares governistas apoiam Moraes e já lançaram a palavra de ordem “Anistia nunca mais”, exigindo a punição dos responsáveis pelos atos de vandalismo de 8 de janeiro. A Constituição de 1988 estabelece que a anistia é concedida pelo Congresso, após aprovação de projeto de lei pela Câmara e pelo Senado, dedicada especialmente aos crimes políticos.
Crimes hediondos não podem ser anistiados. Anistia é o perdão que pode ser dado a indivíduos que precisam responder por seus crimes na Justiça. A concessão de anistia é mais relacionada a crimes políticos, e aquele que a recebe tem seus crimes apagados e sua ficha criminal limpa, tornando-se réu primário novamente. Existe também a anistia tributária. O Arquivo do Senado reúne farto material sobre a aprovação da Lei da Anistia, que resultou de uma ampla campanha política da oposição ao regime militar, inclusive no exterior.
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quarta-feira, 1 de março de 2023
Hélio Schwartsman - Convite ao corporativismo
Folha de S. Paulo
Moraes fez bem em tirar casos de golpistas da Justiça Militar
Não sei se está tecnicamente correta, mas aplaudo a decisão do ministro Alexandre de Moraes de transferir da Justiça Militar para o STF as investigações e eventuais processos de praças e oficiais envolvidos no 8 de janeiro.
Segundo a colunista Malu Gaspar, do jornal O Globo, a determinação deixou o pessoal da Justiça Militar furibundo. Integrantes do Superior Tribunal Militar (STM) e do Ministério Público Militar interpretaram o desaforamento como uma demonstração de que o Supremo não confia na Justiça Militar. E é justamente por isso que eu aplaudo a decisão. A Justiça Militar, a meu ver, não é mesmo confiável, não porque seus membros tenham problemas de caráter, mas por uma questão de desenho institucional.
A principal diferença da Justiça Militar em relação à comum é que os casos castrenses são julgados, desde a primeira instância, por órgãos colegiados, compostos por um juiz togado (com formação em direito) e quatro oficiais, que não precisam ter conhecimentos jurídicos. Tal estrutura, que se reproduz com modificações nas instâncias superiores, é um convite ao corporativismo.
Esses conselhos e tribunais podem ser bastante rigorosos quando julgam praças, a base da tropa, que, pensam eles, deve ser mantida sob rígida disciplina, mas se tornam extraordinariamente compreensivos quando deliberam sobre seus pares. As histórias de vida de julgadores e julgados são muito parecidas, o que favorece a ativação dos circuitos da empatia. Os réus poderiam ser filhos ou melhores amigos dos magistrados. Diferentemente do que escreveu Tolstói, tudo compreender talvez não seja tudo perdoar, mas é um bom primeiro passo.
Levantamento da Folha de 2021 mostrou que, nos dez anos anteriores, o STM condenou um único general e arquivou 20 processos contra oficiais no topo da carreira. Alguém poderia achar que é porque oficiais generais são todos modelos de virtude. Não penso que seja o caso.
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quarta-feira, 1 de março de 2023
Bruno Boghossian – Uma relação indesejada
Folha de S. Paulo
Sem condições de vencer antipetismo na tropa, governo depositou aposta em grupos considerados legalistas
Dias antes da demissão do último comandante do Exército, um ministro de Lula examinava as inclinações políticas da Força. As tropas, segundo ele, tinham um grande contingente de bolsonaristas, uma ala diminuta de lulistas e um bloco de antipetistas que poderiam ser considerados legalistas. "É com esse terceiro grupo que vamos ter que trabalhar", disse o auxiliar do presidente.
Lula sabia que manobrava dentro de uma margem estreita quando decidiu trocar a chefia do Exército. O presidente demitiu um general que se recusava a mitigar a contaminação política das tropas e nomeou um substituto que, na visão do governo, atendia a requisitos mínimos para evitar uma crise com as Forças.
O novo chefe do Exército parece ter sido escolhido dentro daquele terceiro grupo. Numa reunião com subordinados às vésperas da mudança de comando, o general Tomás Paiva criticou ações golpistas e questionou a credibilidade de teorias sobre fraude nas urnas, mas também admitiu estar entre os militares que lamentavam a vitória de Lula.
"Não dá para falar com certeza que houve qualquer tipo de irregularidade. Infelizmente, foi o resultado que, para a maioria de nós, foi indesejado, mas aconteceu", disse Paiva, segundo uma gravação divulgada pelo podcast Roteirices.
O governo não tinha ilusões de um alinhamento completo quando escolheu Tomás Paiva. Depois da mudança, Lula disse publicamente que o general "pensa exatamente" como ele sobre os militares, mas restringiu sua avaliação a um ponto: "As Forças Armadas não servem a um político".
A aposta de Lula foi depositada no resgate de uma doutrina de respeito à lei e à autoridade do presidente, mesmo que o antipetismo permanecesse em setores influentes.
Na conversa gravada, Paiva reconheceu esse cenário. "Nós estamos na bolha fardada, militarista, de direita e conservadora", declarou. Ele afirmou ainda que os militares devem agir para barrar o que chamou de "enquadramento" dos militares pelo governo do PT.
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José
Carlos Drummond de Andrade
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E agora, José?
A festa acabou
A luz apagou
O povo sumiu
A noite esfriou
E agora, José?
E agora, você?
Você que é sem nome
Que zomba dos outros
Você que faz versos
Que ama, protesta?
E agora, José?
Está sem mulher
Está sem discurso
Está sem carinho
Já não pode beber
Já não pode fumar
Cuspir já não pode
A noite esfriou
O dia não veio
O bonde não veio
O riso não veio
Não veio a utopia
E tudo acabou
E tudo fugiu
E tudo mofou
E agora, José?
E agora, José?
Sua doce palavra
Seu instante de febre
Sua gula e jejum
Sua biblioteca
Sua lavra de ouro
Seu terno de vidro
Sua incoerência
Seu ódio, e agora?
Com a chave na mão
Quer abrir a porta
Não existe porta
Quer morrer no mar
Mas o mar secou
Quer ir para Minas
Minas não há mais
José, e agora?
Se você gritasse
Se você gemesse
Se você tocasse
A valsa vienense
Se você dormisse
Se você cansasse
Se você morresse
Mas você não morre
Você é duro, José!
Sozinho no escuro
Qual bicho-do-mato
Sem teogonia
Sem parede nua
Para se encostar
Sem cavalo preto
Que fuja a galope
Você marcha, José!
José, para onde?
Composição: Carlos Drummond de Andrade.
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Só O Ôme
Canção de Noriel Vilela
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Letras
Ah mô fio do jeito que suncê tá
Só o ôme é que pode ti ajudá
Ah mô fio do jeito que suncê tá
Só o ôme é que pode ti ajudá
Suncê compra um garrafa de marafo
Marafo que eu vai dizê o nome
Meia noite suncê na incruziada
Distampa a garrafa e chama o ôme
O galo vai cantá suncê escuta
Rêia tudo no chão que tá na hora
E se guáda noturno vem chegando
Suncê óia pa ele que ele vai andando
Ah mô fio do jeito que suncê tá
Só o ôme é que pode ti ajudá
Ah mô fio do jeito que suncê tá
Só o ôme é que pode ti ajudá
Eu estou ensinando isso a suncê
Mas suncê num tem sido muito bão
Tem sido mau fio mau marido
Inda puxa saco di patrão
Fez candonga di cumpanheiro seu
Ele botou feitiço em suncê
Agora só o ôme à meia noite
É que seu caso pode resolvê
Composição: Edenal Rodrigues.
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Atos terroristas em Brasília — Foto: Jornal Nacional/ Reprodução
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O Assunto #910: Militares golpistas - a investigação no STF
Desde o resultado do 2º turno das eleições presidenciais, se avolumaram manifestantes golpistas nas portas dos quartéis do Exército. E nada foi feito. Quando as sedes dos três Poderes foram invadidas, em 8 de janeiro, há indícios de que não só os militares nada fizeram, como colaboraram com o ato terrorista. De lá para cá, a justiça civil denunciou mais de 900 pessoas, enquanto a justiça militar, zero. Na segunda-feira (27), o ministro Alexandre de Moraes decidiu atender a um pedido da PF e trouxe a investigação militar do tribunal correspondente para seu gabinete no STF. Para relatar e analisar esta história, Natuza Nery recebe Rafael Moraes Moura, repórter do jornal O Globo em Brasília, e o historiador Carlos Fico, professor da UFRJ.
Por Natuza Nery
https://g1.globo.com/podcast/o-assunto/noticia/2023/03/01/o-assunto-910-militares-golpistas-a-investigacao-no-stf.ghtml
01/03/2023 00h44 Atualizado há 11 horas
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YUVAL NOAH HARARI
O que Yuval Harari, autor de Sapiens, tem a nos ensinar sobre o futuro
Por Olívia Baldissera | 15, Junho 2021
"Num mundo inundado por informações irrelevantes, clareza é poder. E a censura não funciona bloqueando o fluxo de informações, e, sim, inundando as pessoas com desinformação e distrações.”
Yuval Noah Harari, na apresentação do livro “21 lições para o século 21”
Em um mundo onde novas informações são produzidas a todo instante, em que devemos prestar atenção? A obra de Yuval Harari é um guia para responder a esta pergunta.
As ideias do historiador israelense o tornaram um dos principais intelectuais do século 21, ao abordar o passado, o presente e o futuro da humanidade. Seus livros já foram traduzidos para 60 idiomas e mais de 27,5 milhões de cópias foram vendidas em todo o mundo
Neste artigo, você saberá quem é Yuval Harari, professor convidado da Pós PUCPR Digital, e quais as principais lições que ele tem a ensinar sobre o futuro da humanidade. Boa leitura!
Quem é Yuval Harari
Yuval Noah Harari nasceu em Qiryat Atta, em Israel, em 1976. Especializou-se em história medieval e militar antes de concluir o PhD na Universidade de Oxford, em 2002.
Atualmente é professor do Departamento de História da Universidade Hebraica de Jerusalém. Hoje se concentra na pesquisa dos processos da macro-história.
Yuval Harari tenta responder questões como: existe justiça na história? As pessoas ficaram mais felizes com o desenrolar da história? Que questões éticas a ciência e a tecnologia levantam no século 21?
O livro que o tornou mundialmente famoso, "Sapiens: uma breve história da humanidade", foi publicado em 2014. Em seguida, vieram "Homo Deus: Uma breve história do amanhã" e "21 lições para o século 21".
Mais recentemente, Yuval Harari tem dado entrevistas e proferidos palestras sobre as consequências da COVID-19 ao futuro da humanidade. Suas principais ideias sobre a crise sanitária foram reunidas no livro “Notas sobre a pandemia: E breves lições para o mundo pós-coronavírus”.
Hoje ele dá palestras ao redor do mundo e escreve artigos para os jornais The Guardian, Financial Times, The New York Times, The Wall Street Journal e The Economist.
Em 2019, Yuval Harari fundou a Sapienship, instituição de impacto social com projetos nas áreas de entretenimento e educação.
Os livros de Yuval Harari sobre a humanidade
De onde surgimos, onde estamos e para onde vamos. Estes são os fios condutores dos livros mais recentes de Yuval Harari. Confira as principais ideias de cada um deles:
Sapiens: uma breve história da humanidade
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Yuval Harari conseguiu a façanha de compactar 75 mil anos da história do homo sapiens em 464 páginas. O historiador tenta entender como a espécie humana conseguiu superar os demais seres vivos e dominar o planeta Terra.
Para ele, é graças à nossa capacidade imaginativa que conquistamos o topo da cadeia alimentar. Somos a única espécie que consegue acreditar em coisas que não são naturais, como o governo, o dinheiro e os direitos humanos.
O historiador divide a história da humanidade em três grandes revoluções: a cognitiva, a agrícola e a científica. A primeira se inicia a partir do desenvolvimento da capacidade de abstração e memória do cérebro humano. A segunda abrange a capacidade humana de produzir grandes quantidades de alimentos, o que permitiu o crescimento de grandes civilizações.
Já a terceira e última começou no século XVIII e alcança o momento atual em que vivemos, e ainda está em curso. A revolução científica só aconteceu porque a humanidade pode acumular alimentos o suficiente para não ter que se preocupar em buscar comida o tempo todo.
Apesar de termos subjugado as outras espécies, Yuval Harari ressalta que o ser humano é insignificante se comparado à dimensão do universo. Ele encerra o livro “Sapiens” com uma reflexão sobre o futuro da humanidade. Para onde o desenvolvimento da inteligência artificial e a busca pela imortalidade pode nos levar? Este é o ponto de partida de “Homo Deus”.
Homo Deus: Uma breve história do amanhã
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Yuval Harari tenta decifrar quais são os objetivos da humanidade no início do terceiro milênio. Após uma revisão das ideias apresentadas em Sapiens, o autor analisa o antropoceno e a revolução humanista.
O ser humano alterou de forma radical a natureza, processo que ganhou o nome de Antropoceno. Paralelamente, nossa capacidade de abstração nos permitiu superar as demais espécies e desenvolver as noções de religião e ciência.
Segundo Yuval Harari, a sociedade contemporânea tem uma visão de mundo humanista, ou seja, o livre-arbítrio do indivíduo e da comunidade é a autoridade suprema.
Se antes as maiores preocupações da humanidade eram a fome, as pestes e as guerras, no século 21 as pessoas têm objetivos mais ambiciosos. Para o autor, estamos em busca da felicidade e da imortalidade, tentando nos igualar a Deus.
No entanto, o humanismo tem entrado em conflito com o dataísmo, em decorrência do Big Data. As informações se tornaram a maior autoridade de uma sociedade e o valor de uma organização ou fenômeno passa a ser medido pela contribuição que dá ao processamento de dados.
Yuval Harari alerta que haverá um desacoplamento entre a consciência e a inteligência humana. Ele acredita que, em breve, organizações e não os indivíduos determinarão o futuro da humanidade, por meio de algoritmos que dizem o que devemos sentir, pensar e fazer.
21 lições para o século 21
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O livro é uma coletânea de artigos e palestras proferidas por Yuval Harari e foi lançado em 2018. O historiador tenta entender o que acontece no mundo atual e qual o sentido destes eventos, bem como devemos nos guiar através deles.
As 21 lições para o século 21 são:
Desilusão - o fim da história foi adiado: segundo Yuval Harari, ao longo do século XX três narrativas foram suficientes para explicar o passado e o futuro, o fascismo, o comunismo e o liberalismo. Este último foi o vencedor do trio, mas hoje está em crise. Os ideais liberais não são mais suficientes para sobreviver em um mundo que foi completamente transformado pela tecnologia, o que deixa as pessoas inseguras e assustadas.
Trabalho - quando você crescer, talvez não tenha um emprego: pela primeira vez na história da humanidade, a automação pode representar uma onda de desemprego em massa, graças aos avanços da Inteligência Artificial (IA). As pessoas terão que se acostumar a aprender novas habilidades e a se reinventar ao longo da vida se não quiserem fazer parte de uma nova classe social, a dos “inúteis”.
Liberdade – Big Data está vigiando você: hoje os algoritmos já nos ajudam a escolher qual filme assistir ou que influenciador seguir no Instagram. No futuro, confiaremos mais neles do que em nossos sentimentos para tomar decisões, inclusive na resolução de dilemas éticos.
Igualdade – os donos dos dados são os donos do futuro: se governos não tomarem uma medida desde já para regulamentar a posse e uso dos dados, os donos das organizações que os coletam hoje concentrarão em suas mãos a riqueza e o poder global. Além da desigualdade social e econômica, uma desigualdade biológica pode surgir com os avanços da biotecnologia.
Comunidade – os humanos tem corpos: o processo de globalização prometeu um mundo sem fronteiras e maior igualdade social. No entanto, as pessoas nunca se sentiram tão sozinhas. O senso de comunidade da humanidade está fragilizado e, para Yuval Harari, as redes sociais são as principais responsáveis disso.
Civilização - só existe uma civilização no mundo: apesar do subtítulo do capítulo, Harari aborda o fenômeno do "choque de civilizações", representado principalmente pelo embate de valores ocidentais e orientais. Para o autor, o radicalismo cresceu nos últimos anos por conseguir se comunicar com os anseios dos jovens, desiludidos com o futuro.
Nacionalismo - problemas globais exigem respostas globais: temos assistido o crescimento de um nacionalismo extremo nos 5 continentes. Além da xenofobia, Harari se pergunta se um país isolado conseguiria resolver o problema da poluição e das mudanças climáticas. Apesar de não estar presente no capítulo, podemos levantar a mesma dúvida sobre a pandemia de Covid-19.
Religião - Deus agora serve à nação: para Yuval Harari, a religião não é a resposta para as principais questões políticas e sociais do mundo. A religiosidade em si não é um problema, o perigo está na manipulação de preceitos religiosos para justificar atos que vão contra os direitos humanos.
Imigração - algumas culturas talvez sejam melhores que outras: a questão dos refugiados marca o século 21. O aumento da imigração para países da Europa, seja pela guerra ou pela estabilidade financeira, gerou ondas de xenofobia pelo continente. Para Yuval Harari, se os europeus não forem capazes de aceitar as diferenças culturais, veremos cenas de histeria coletiva.
Terrorismo - não entre em pânico: o terrorismo é uma estratégia adotada por pessoas que têm pouco poder e que nunca poderiam entrar em uma guerra e vencer. Os terroristas promovem o pavor de propósito para controlar a situação.
Guerra – nunca subestime a estupidez humana: o risco de uma nova guerra mundial é o tema deste capítulo. Yuval Harari explica que, se em 1914 e 1939 entrar em uma guerra trazia vantagens econômicas, hoje o conflito não é mais lucrativo. Ainda, ele representa um suicídio em massa desde a invenção da bomba atômica.
Humildade - você não é o centro do mundo: assim como ouvimos constantemente que não somos o centro do universo, uma nação precisa lembrar que ela tampouco o é. Um país também precisa de humildade, ainda mais se quiser evitar uma guerra.
Deus - não tomarás o nome de Deus em vão: a humanidade deve parar de usar o nome de Deus para alimentar preconceitos e segregações. Além disso, para Yuval Harari, não precisamos seguir uma religião específica para sermos éticos e amarmos o próximo.
Secularismo - tenha consciência de sua sombra: exercitar a moralidade também é um valor secularista.
Ignorância - você sabe menos do que pensa que sabe: as pessoas devem aceitar que não conhecem a história do próprio país nem o que está acontecendo no mundo. Alcançar a verdade absoluta é impossível.
Justiça - nosso senso de justiça pode estar desatualizado: assim como devemos questionar nossas certezas, devemos analisar nosso senso de justiça. Uma situação pode parecer justa ou injusta dependendo da forma que você a interpreta.
Pós-verdade - algumas fake news duram para sempre: apesar de fazerem parte da história da humanidade, as fake news ganharam força nos últimos anos. Elas iniciaram um fenômeno chamado de "pós-verdade", caracterizado pela influência das crenças pessoais e opiniões nos fatos objetivos.
Ficção científica - o futuro não é o que você vê nos filmes: o futuro da humanidade pode e deve ser influenciado pela ficção científica. Para Harari, ela nos ajudará a entender questões tecnológicas que enfrentamos no presente e a criar um mundo baseado no que idealizamos para o futuro.
Educação - a mudança é a única constante: se não sabemos quais profissões existirão no futuro, como iremos educar as próximas gerações? Para Yuval Harari, as crianças precisam ser ensinadas hoje a lidar com a quantidade de informações que tem à disposição, além de desenvolverem a resiliência.
Sentido – a vida não é uma história: apesar do que estamos acostumados a pensar, nossas vidas não tem um destino nem uma trajetória bem definida. O autoconhecimento é necessário para construir seu próprio sentido de vida.
Meditação - apenas observe: Yuval Harari encerra "21 lições para o século 21" compartilhando suas experiências pessoais com a meditação Vipassana. A prática o ajudou no autoconhecimento.
Uma frase de Yuval Harari em "21 Lições para o século 21" já se tornou icônica: "Em um mundo inundado de informações, clareza é poder". Com esta reflexão, o autor concentra-se no futuro da humanidade mais imediato, em um mundo onde informações irrelevantes são produzidas em massa.
A publicação tem o objetivo de mostrar como as perspectivas de longo prazo dos livros “Sapiens” e “Homo Deus” dão clareza aos debates políticos atuais.
Notas sobre a pandemia: e breves lições para o mundo pós-coronavírus
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Em setembro de 2020, Yuval Harari lançou mais uma coletânea de artigos e entrevistas, desta vez relacionadas à pandemia do novo coronavírus.
O historiador defende que o vírus só será vencido com informação, confiança e colaboração global. Ele alerta para o fato de que uma pandemia em qualquer país coloca em risco o futuro da humanidade.
Para Yuval Harari, a pandemia é mais do que um teste para o conhecimento científico. É um teste de cidadania global. As decisões que serão tomadas no combate à Covid-19 moldarão o mundo nas próximas décadas.
O autor encerra o "Notas sobre a pandemia" afirmando que, caso as pessoas não acreditem nas informações que recebem e não ajam movidas pela confiança, poderão ser obrigadas a viver em um regime de monitoramento.
Como a meditação ajudou Yuval Harari a escrever seus livros
Na última lição de “21 lições para o século 21”, Yuval Harari compartilha com os leitores sua experiência com a meditação Vipassana – não como uma solução para todos os problemas apresentados no livro, mas como uma ferramenta para obter mais clareza em um mundo inundado de informações.
Já nas entrevistas para o lançamento de “Sapiens”, Harari comentava sobre seu hábito de meditar. Além de separar duas horas do dia para a prática, o historiador realiza um retiro de 60 dias uma vez por ano, desconectando-se da escrita, das notícias, das aulas na universidade e de eventos e palestras. Para ele, a meditação o tornou um historiador melhor e o permitiu alcançar o sucesso científico.
Yuval Harari conta que, caso não tivesse começado a meditar, ainda estaria pesquisando história militar medieval. Ele conseguiu se dedicar à futurologia e à história de longa-duração porque a meditação o permitiu aprimorar sua habilidade em focar. É graças ao foco que o autor de "21 lições para o século 21" consegue discernir o que realmente importa e todo o resto. Harari também desenvolveu disciplina e a capacidade de reconhecer as próprias emoções.
A pandemia sob a ótica de Yuval Harari
No Expert ESG de março de 2021, evento realizado pela XP Investimentos, Yuval Harari resume suas principais ideias sobre a pandemia do novo coronavírus. Para o historiador, este momento da história da humanidade foi uma vitória científica e uma derrota política.
Yuval Harari relembra que, em outros momentos da história, populações foram dizimadas pela Peste Negra ou por pandemias de varíola. Hoje, sob o ponto de vista científico, a humanidade nunca foi tão poderosa ao lidar com um vírus, descobrindo seu funcionamento e desenvolvendo testes e vacinas.
Por outro lado, sob o ponto de vista político, governos não conseguiram ou não se empenharam em disponibilizar as soluções para a pandemia desenvolvidas pela ciência. Yuval Harari lamenta que, até o momento, não houve uma liderança global que procurasse proteger a humanidade como um todo.
O que Yuval Harari tem a dizer sobre o futuro da humanidade
Em eventos e palestras sobre o futuro da humanidade, em especial ao longo do século 21, Yuval Harari aponta três desafios existenciais para a espécie humana: o retorno da guerra, o colapso econômico e a disrupção tecnológica.
O primeiro deles é um risco para a era mais pacífica da história humana. Antes, o conflito bélico era entendido como algo natural e paz era sinônimo de uma falta temporária de guerra. Hoje, o termo está relacionado à improbabilidade da disputa armada.
Yuval Harari alerta que a guerra pode voltar. Basta a decisão de um indivíduo para deflagrar um conflito em um formato ainda pior e com forças mais poderosas.
O segundo está relacionado com o colapso ambiental. O crescimento econômico é desejado por todos os países, mas a única esperança para que ele não leve o mundo a um desastre ecológico é o desenvolvimento de novas tecnologias sustentáveis.
Por fim, a disrupção tecnológica já transforma o mundo do trabalho e da educação que conhecemos hoje. Segundo Yuval Harari, a inteligência artificial e a biotecnologia evoluíram tanto que o ser humano ainda não sabe o que fazer com o poder que conquistou.
O terceiro desafio existencial envolve uma classe trabalhadora urbana que poderá ser substituída pela automação e gerações futuras de estudantes que não têm ideia de qual trabalho exercerão, pois ele ainda não existe.
Por isso Yuval Harari defende que as pessoas busquem novos conhecimentos e habilidades constantemente, pois precisarão se reinventar a vida inteira. Se no passado era preciso lutar contra a exploração, hoje os profissionais lutam para serem relevantes em suas áreas de atuação.
Você pode aprender tudo isso na superclass de Yuval Harari na Pós PUCPR Digital. Em uma aula 100% online e em primeira pessoa, o historiador abordará as questões mais importantes do século XXI que impactam o seu presente – e o seu futuro.
Alavanque sua carreira com os cursos da Pós PUCPR Digital!
Yuval Noah Harari
SOBRE O AUTOR
Olívia Baldissera
Olívia Baldissera
Jornalista e historiadora. É analista de conteúdo da Pós PUCPR Digital.
Gisele Silva do Carmo
06/05/2022, 13:58:45
O tema interessa ao meu trabalho de TCC
Reply to Gisele Silva do Carmo
ROBERTO
11/05/2022, 22:37:03
x
Reply to ROBERTO
Flávia Cerveira Iegli
05/06/2022, 16:59:00
Sou professora, e abordo este livro em antropologia com meus alunos
Reply to Flávia Cerveira Iegli
Sandra Aiache Menta
12/07/2022, 12:04:47
Sou professora e gostaria de saber mais sobre o autor.
Reply to Sandra Aiache Menta
elisete
08/08/2022, 08:00:29
excelente
Reply to elisete
Jefferson Santos da Silva
30/08/2022, 10:02:01
nenhum
Reply to Jefferson Santos da Silva
Natalia Roman Da Silva
12/09/2022, 21:10:14
Muito bom
Reply to Natalia Roman Da Silva
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VEREADOR RACISTA TEM QUE SER CASSADO
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Fala, M.R.
1 de mar. de 2023
Sandro Fantinel até pediu desculpas naquele estilo "tenho até amigo baiano". Mas o que ele disse sobre os brasileiros escravizados para vinícolas é inaceitável no mundo político.
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