domingo, 4 de dezembro de 2016

História de um valente

Ferreira Gullar, presente.


“Ah, ser somente o presente:


esta manhã, esta sala.”



domingo, 4 de dezembro de 2016



Solidariedade – Ferreira Gullar





- Folha de S. Paulo




Para que alguém necessita ter a sua disposição milhões de dólares?

Frequentemente me pergunto por que certas pessoas indiscutivelmente inteligentes insistem em manter atitudes políticas indefensáveis, já que, na realidade, não existem mais.

Estou evidentemente me referindo aos que adotaram a ideologia marxista, que, de uma maneira ou de outra, militaram em partidos de esquerda, fosse no Partido Comunista, fosse em organizações surgidas por inspiração da Revolução Cubana.

Não tenho dúvida alguma em afirmar que Karl Marx foi uma personalidade excepcional, tanto por sua inteligência como por sua generosidade, pois dedicou a sua vida à luta por um mundo menos injusto.

Graças a homens como ele, as relações de capital e trabalho –que, na época, eram simplesmente selvagens– mudaram, alcançado as conquistas que as caracterizam hoje. Marx contribuiu para mudar a sociedade humana, muito embora o seu sonho da sociedade proletária se tenha frustrado.

Nisso ele errou, e nós, que acreditávamos em suas ideias, erramos com ele. Isso não significa, porém, que o sonho da sociedade igualitária tenha que ser sepultado. Continua vivo e o que importa é encontrar outros meios de torná-lo realidade. Já alguns países têm avançado nessa direção.

Mas, para que esse avanço prossiga é necessário reconhecer que o sonho marxista estava errado, ainda que bem-intencionado. Se insistirmos nos dogmas ditos revolucionários –como a luta de classes e a demonização da iniciativa privada –, não sairemos do impasse que inviabilizou o regime comunista onde ele se implantou.

Há que reconhecer que, se sem o trabalhador não se produz riqueza, sem o empreendedor também não. Entregar o destino da economia a meia dúzia de burocratas foi um dos equívocos que levaram ao fracasso os regimes comunistas onde ele se implantou.

Tampouco pode-se negar que o regime capitalista se move essencialmente pela exploração do trabalho e pela acumulação do lucro. A ambição desvairada pelo lucro é o mal do capitalismo que deve ser extirpado. E, creio eu, isso talvez possa ser feito sem violência, uma vez que, de fato, ninguém necessita de acumular fortunas fantásticas para ser feliz.

A sociedade também não necessita ser irretorquivelmente igualitária, mesmo porque as pessoas não são iguais. Um perna de pau não deve ganhar o mesmo que o Neymar, nem o Bill Gates o mesmo que ganha um chofer de táxi.

E, por falar nisso, para que alguém necessita ter a sua disposição milhões e milhões de dólares? Para jantar à tripa fora? Se ele investir esse dinheiro numa empresa, criando bem e dando emprego às pessoas, tudo bem. Mas ninguém necessita ter dez automóveis de luxo, vinte casas de campo nem dezenas de amantes.

Tais fortunas devem ser divididas com outras classes sociais, investidas na formação cultural e profissional das pessoas menos favorecidas, usadas para subvencionar hospitais e instituições para atender pessoas idosas e carentes.

Sucede que só avançaremos nessa direção se pusermos de lado os preconceitos esquerdistas e direitistas, que fomentam o ódio entre as pessoas.

Sabem por que Bill Gates deixou a presidência de sua empresa capitalista para dirigir a entidade beneficente que criou? Porque isso o faz mais feliz, dá sentido à sua vida.
---------------
Ferreira Gullar é ensaísta, crítico de arte, poeta e membro da Academia Brasileira de Letras.



Ferreira Gullar: Extravio



Onde começo, onde acabo,
se o que está fora está dentro
como num círculo cuja
periferia é o centro?

Estou disperso nas coisas,
nas pessoas, nas gavetas:
de repente encontro ali
partes de mim: risos, vértebras.

Estou desfeito nas nuvens:
vejo do alto a cidade
e em cada esquina um menino,
que sou eu mesmo, a chamar-me.

Extraviei-me no tempo.
Onde estarão meus pedaços?
Muito se foi com os amigos
que já não ouvem nem falam.

Estou disperso nos vivos,
em seu corpo, em seu olfato,
onde durmo feito aroma
ou voz que também não fala.

Ah, ser somente o presente:
esta manhã, esta sala.

Ferreira Gullar
Muitas vozes: poemas
José Olympio Editora – 2ª edição, 1999
Ferreira Gullar (10 de setembro de 1930)


“A Arte existe, PORQUE a vida não Basta!” Ferreira Gullar


Traduzir-se
Ferreira Gullar/Fagner 

Uma parte de mim
é todo mundo:
outra parte é ninguém:
fundo sem fundo.

Uma parte de mim
é multidão:
outra parte estranheza
e solidão.

Uma parte de mim
pesa, pondera:
outra parte
delira.

Uma parte de mim
almoça e janta:
outra parte
se espanta.

Uma parte de mim
é permanente:
outra parte
se sabe de repente.

Uma parte de mim
é só vertigem:
outra parte,
linguagem.

Traduzir-se uma parte
na outra parte
- que é uma questão
de vida ou morte -
será arte?




Composição: Fagner / Ferreira Gullar


Cordel de Ferreira Gullar - História de um valente
                                                                                 
Valentes, conheci muitos,

E valentões, muitos mais.

Uns só Valente no nome

uns outros só de cartaz,

uns valentes pela fome,

outros por comer demais,

sem falar dos que são homem

só com capangas atrás.





Ferreira Gullar
      

Ferreira Gullar nasceu em São Luís, em 10 de setembro de 1930, com o nome de José Ribamar Ferreira. É um dos onze filhos do casal Newton Ferreirae Alzira Ribeiro Goulart.





Ferreira Gullar lê "Poema Sujo"


Enviado em 6 de out de 2010
Primeiros minutos de vídeo do Instituto Moreira Salles com o poeta maranhense Ferreira Gullar declamando o "Poema Sujo". A gravação aconteceu em outubro de 2005.
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- JUIZECO RENAN?

UM RENAN FORA DE FOCO,


NA LENTE DE CRUZ,


COM FOCO EM JUIZ SÉRGIO MORO


“... de emendas da meia noite.“ JUIZ SÉRGIO MORO


"Um 'juizeco' de primeira instância não pode a qualquer momento atentar contra o poder. É lamentável que isso aconteça em um espetáculo" RENAN CALHEIROS






Moro diz que Câmara aprovou "emendas da meia-noite" em projeto anticorrupção
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01/12/2016 15h25
Brasília
Yara Aquino - Repórter da Agência Brasil*



O juiz federal Sérgio Moro, durante o debate temático no plenário do Senado sobre o Projeto de Lei 280/2016 Antonio Cruz/ Agência Brasil


O juiz federal Sérgio Moro criticou hoje (1°) o texto-base do Projeto de Lei (PL) 4.850/16, que trata das medidas de combate a corrupção aprovado pela Câmara dos Deputados. Moro disse que na votação foram aprovadas “emendas da meia-noite” que criminalizam juízes e promotores sem que houvesse discussão ou avaliação por parte da sociedade.
O texto foi aprovado madrugada de ontem (30) e foram apresentadas 12 emendas ao projeto, que tinham sido rejeitadas pelo relator, deputado Onyx Lorenzoni (DEM-RS), além de 16 destaques a pontos do texto. Todas os destaques foram aprovados pelos deputados e a matéria seguiu para o Senado.
“Não quero censurar a Câmara de maneira nenhuma, mas esse tipo de previsão no projeto da Câmara de crime de responsabilidade para juízes e promotores teria que ser objeto de um debate, de uma reflexão maior por parte do parlamento. Essas emendas da meia-noite, que não permitem uma avaliação por parte da sociedade, um debate mais aprofundado por parte do parlamento, não são apropriadas tratando de temas assim tão sensíveis”, disse.
Na opinião do juiz que comanda as investigações da Lava Jato, do jeito que ficou o texto aprovado na Câmara, ele pode interferir na independência da magistratura e na autonomia do Ministério Público.
"Certamente não foi essa a intenção dos nossos representantes do Parlamento, mas como diz o ditado: a lei tem suas próprias pernas. E da forma como foi colocada, sem que houvesse um debate saudável com a sociedade, pode ter esse efeito deletério. E aqui eu vou dizer, não é nas garantias da magistratura, mas sim na liberdade dos cidadãos, porque os cidadãos precisam de juízes independentes", disse.
Saiba Mais
Em debate sobre abuso de autoridade, Renan diz que Lava Jato é "sagrada"
Moro lamentou ainda que diversas medidas propostas pelo Ministério Público no projeto original tenham ficado de fora do texto, enquanto outras que não foram bem discutidas com a sociedade tenham entrado.
"É como eu disse, o que entristece é que várias dessas medidas que não eram assim tão polêmicas e traziam institutos aprovados e recomendados nas convenções da ONU a respeito de crime organizado e corrupção, acabaram ficando de lado", afirmou.
Lei de Abuso de Autoridade
Moro participa hoje de sessão temática no plenário do Senado sobre o projeto que modifica o texto da Lei de Abuso de Autoridade (Lei 4.898/1965). Participam também do debate o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, e o juiz federal titular da 10ª Vara Federal Criminal de São Paulo, Sílvio Luís Ferreira da Rocha.
Após a fala dos convidados, os senadores se posicionaram sobre o projeto em discussão. Lindbergh Faria (PT-RJ) defendeu que uma nova lei contra o abuso de autoridade é uma “necessidade”. O senador disse que “impressiona” e “preocupa” o “uso abusivo de prisões preventivas para forçar delação, de interceptações telefônicas, vazamentos”. Na avaliação de Lindberg, há seletividade quando se trata de investigações envolvendo agentes públicos.
As declarações do senador petista provocaram uma resposta do juiz Sérgio Moro. “Parece-me claro que a intenção que subjaz, não digo em relação a todos, é de que o Projeto de Lei de Abuso de Autoridade seja utilizado especificamente para criminalizar condutas de autoridades envolvidas na Operação Lava Jato. Para mim, ficou evidente, com o discurso do eminente senador, que o propósito é exatamente esse, ao afirmar aqui categoricamente que eu teria cometido atos de abuso de autoridade na condução dessa operação”, disse.
Lindberg se manifestou-se e disse que sua intenção foi apenas expressar que ninguém está acima da lei. Moro retrucou que nunca teve a pretensão de estar acima da lei.
*colaborou Mariana Jungmann
*matéria alterada às 15h53 para acréscimo de informações
Edição: Amanda Cieglinski
Fale com a Ouvidoria
http://agenciabrasil.ebc.com.br/politica/noticia/2016-12/moro-diz-que-camara-aprovou-emendas-da-meia-noite-em-projeto-anticorrupcao




Publicado em 1 de dez de 2016
Sérgio Moro arrasa o Senado e deixa parlamentares de saia justa!

Sergio Moro demoliu os golpistas do Congresso Nacional.

Ele é a maior personalidade do país.

Ninguém pode atropelá-lo: nem Michel Temer, nem Renan Calheiros, nem Lula.
Ao falar sobre o projeto aprovado na Câmara, o juiz Sérgio Moro atacou os parlamentares de forma sutil.

Após falar que não queria ser ofensivo, o juiz chamou as emendas das 10 medidas, que foram aprovadas pela Câmara, de emendas da meia noite.
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URGENTE! HISTÓRICO! SÉRGIO MORO ARRASA RENAN! - COMPLETO 01/12/2016 - IMPERDÍVEL!


Renan Calheiros critica juiz que autorizou ação no Senado e agrava crise com Judiciário
Presidente do Senado recorre de decisão que prendeu quatro agentes na Casa


AFONSO BENITES
Brasília 27 OUT 2016 - 15:39 CEST



Senador Renan Calheiros (PMDB-AL) concede entrevista no Senado Federal JANE DE ARAÚJO AGÊNCIA SENADO


Acuado diante de investigações contra si e contra senadores, o presidente do Senado Federal, Renan Calheiros (PMDB-AL), partiu para o ataque. Nesta segunda-feira, Calheiros disse que recorrerá da decisão que autorizou as prisões de quatro agentes da Polícia do Senado e a apreensão de documentos e equipamentos no local sob a suspeita de uma tentativa de atrapalhar a operação Lava Jato. Os policiais legislativos são suspeitos de agirem em benefício dos senadores Edison Lobão (PMDB-MA), Fernando Collor (PTB-AL) e Gleisi Hoffmann (PT-PR), assim como do ex-senador José Sarney (PMDB-MA). O grupo usava equipamentos de contra inteligência para identificar se imóveis funcionais e particulares desses parlamentares eram alvo de escutas ambientais e telefônicas.
MAIS INFORMAÇÕES
Além do recurso, o peemedebista disparou críticas para quase todos os lados e aprofundou uma crise institucional instalada na sexta-feira passada entre os senadores, a Justiça Federal e o Executivo. Disse que a tentativa de embaraçar investigações é “uma fantasia”, chamou magistrado que autorizou a operação, o juiz federal Vallisney de Souza Oliveira, de “juizeco” e afirmou que o ministro da Justiça, Alexandre de Moraes (PSDB), dá “bom dia a cavalo”.
“Um ‘juizeco’ de primeira instância não pode a qualquer momento atentar contra o poder. É lamentável que isso aconteça em um espetáculo com a participação de um ministro do governo [Moraes], que não tem se comportado como ministro e sim como polícia”, disse Calheiros de maneira irritada. E completou: “Lamento que um ministro de Estado tenha se portado sempre como não devia: dando bom dia a cavalo”.
Moraes, nas últimas semanas, tem cometido um deslize após o outro. Os mais recentes foram o de antecipar uma operação da Polícia Federal que acabou prendendo o ex-ministro da Fazenda Antonio Palocci (PT), faltar a uma sessão da comissão da Câmara que analisa as dez medidas contra a corrupção, mas no mesmo dia participar de um encontro com senadores de seu partido, o PSDB. Sobre a operação Métis, que resultou na prisão de quatro policiais legislativos – três deles já foram soltos –, o ministro disse que a PF só cumpriu decisão judicial. Nesta segunda-feira, Moraes não quis comentar as críticas do presidente do Senado. O juiz Oliveira também não quis se manifestar.
"Um 'juizeco' de primeira instância não pode a qualquer momento atentar contra o poder. É lamentável que isso aconteça em um espetáculo"
A fúria de Calheiros se expandiu também para os policiais que agiram no Senado na última sexta-feira. “É inacreditável que uma pinimba [birra] de policiais de um poder possa gerar uma crise institucional como essa”.
De acordo com o presidente do Senado, o uso dos equipamentos de contra inteligência ocorrem com frequência desde 2003 e sua utilização seria legal, pois só checa se há grampos clandestinos em seus alvos. Nos últimos anos, foram solicitados ao menos 17 vezes, geralmente por senadores que solicitavam seu uso por se sentirem “invadidos”. Como os equipamentos são específicos para esse fim, o então presidente da Câmara em novembro do ano passado, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), também se beneficiou dele por empréstimo. A varredura na casa de Cunha ocorreu logo após ele ser alvo de um mandado de busca e apreensão no âmbito da Lava Jato.
Calheiros é alvo de diversas investigações contra si no STF, entre elas, uma por corrupção dentro da Lava Jato. Ainda assim, diz que se livrará de todas as suspeitas, não porque se diz inocente, mas porque há ausência de provas. “Serei absolvido de todas as acusações por falta de provas. O fato de estar sendo investigado não significa que não deva cumprir meu papel de presidente do Senado Federal e exigir a separação dos poderes”.
FE DE ERRORES
Por uma falha da edição, uma primeira versão desta reportagem identificava equivocadamente o juiz criticado por Renan Calheiros como Sergio Moro, titular da 13ª vara criminal federal de Curitiba. O erro foi corrigido.



http://brasil.elpais.com/brasil/2016/10/24/politica/1477345585_930209.html

sábado, 3 de dezembro de 2016

Colaboração Premiada da Odebrecht Celebrada




Fase de depoimentos de delatores da Odebrecht pode começar semana que vem


Coluna do Estadão
02 Dezembro 2016 | 14h10



Foto: JF Diório/Estadão













Publicado em 6 de fev de 2015
Somos Todos Iguais Esta Noite (Ivan Lins/ Vitor Martins)
Ivan & Elis

2014 Gravadora Galeão

Letra:
Somos todos iguais nesta noite
Na frieza de um riso pintado
Na certeza de um sonho acabado
É o circo de novo...
Nós vivemos debaixo do pano
Entre espadas e rodas de fogo
Entre luzes e a dança das cores
Onde estão os atores..
Pede a banda
Pra tocar um dobrado
Olha nós outra vez no picadeiro
Pede a banda
Pra tocar um dobrado
Vamos dançar mais uma vez...
Pede a banda
Pra tocar um dobrado
Olha nós outra vez no picadeiro
Pede a banda
Pra tocar um dobrado
Vamos entrar mais uma vez...
Somos todos iguais nesta noite
Pelo ensaio diário de um drama
Pelo medo da chuva e da lama
É o circo de novo...
Nós vivemos debaixo do pano
Pelo truque malfeito dos magos
Pelo chicote dos domadores
E o rufar dos tambores...
Pede a banda
Pra tocar um dobrado
Olha nós outra vez no picadeiro
Pede a banda
Pra tocar um dobrado...
Vamos dançar mais uma vez...
Pede a banda
Pra tocar um dobrado
Olha nós outra vez no picadeiro
Pede a banda
Pra tocar um dobrado...
Vamos entrar mais uma vez...
Categoria
Música
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Varre, varre vassourinha


A expectativa de pessoas envolvidas com as delações de executivos da Odebrecht é que já na semana que vem comece a fase dos depoimentos à força-tarefa da Lava Jato. Nesta sexta-feira foram assinados com o Ministério Público os últimos acordos de colaboração premiada.
Marcelo Odebrecht também assinou o acordo nesta sexta, além de outras duas pessoas que, como ele, estão presas em Curitiba. Ao contrário do que se previa, de que poderia se prolongar, essa primeira etapa foi concluída hoje mesmo. Os advogados já estão retornando para seus Estados.
Nos depoimentos, os delatores precisam confirmar a procuradores da República tudo o que prometeram contar sobre o pagamento de propina a agentes públicos. Só após a colheita dos depoimentos o material é enviado ao Supremo Tribunal Federal, onde precisa ser homologado pelo ministro Teori Zavascki. A delação da Odebrecht é considerada a maior já realizada no mundo. O acordo inclui 77 pessoas. (Andreza Matais)


http://politica.estadao.com.br/blogs/coluna-do-estadao/fase-de-depoimentos-de-delatores-da-odebrecht-pode-comecar-semana-que-vem/


Processo que ameaça Renan abre 'guerra de versões' no STF
Julgamento foi interrompido depois do pedido de vista de Toffoli, que disse não ter recebido os autos; Marco Aurélio afirmou que o processo é eletrônico


Rafael Moraes Moura e Breno Pires,
O Estado de S.Paulo
02 Dezembro 2016 | 21h05


Leia mais:
Marco Aurélio envia a Toffoli processo que ameaça Renan
Após um mês, Toffoli recebe ação da qual pediu vista




BRASÍLIA - Um processo que ameaça a permanência de Renan Calheiros (PMDB-AL) na Presidência do Senado Federal abriu nesta sexta-feira (2) uma “guerra de versões” entre os ministros Marco Aurélio Mello e Dias Toffoli. Na prática, a lentidão do STF em concluir o julgamento sobre o veto de réus na linha sucessória da Presidência da República beneficia Renan, que se tornou nesta quinta-feira (1) réu por peculato e é o segundo na linha sucessória do presidente Michel Temer.


Foto: Andre Dusek/Estadão



Em novembro, o STF formou maioria para que réus não possam fazer parte da linha sucessória do presidente da República, mas o julgamento foi interrompido depois do pedido de vista de Toffoli. Se esse julgamento já tivesse sido concluído, o peemedebista teria de deixar agora a presidência do Senado, por ter se tornado réu por peculato.
Um dia depois de Renan se tornar réu pela primeira vez perante o STF, o gabinete de Toffoli informou, em nota enviada à imprensa às 16h53, que “não recebeu os autos” do processo da linha sucessória e, por essa razão, “o prazo para devolução da vista ainda não se iniciou”. Segundo o gabinete de Toffoli, os autos do processo, sob relatoria de Marco Aurélio, chegaram ao gabinete às 17h20.
Marco Aurélio foi um dos seis ministros do STF que já votaram pelo veto aos réus. O ministro também votou no sentido de acolher a denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) contra Renan pelos crimes de peculato, falsidade ideológica e uso de documentos falsos. Por 8 a 3, o STF decidiu receber a denúncia da PGR contra Renan apenas por peculato - Toffoli votou pela rejeição total da denúncia.
Procurado pela reportagem, o gabinete de Marco Aurélio apresentou uma outra versão e afirmou que o processo é eletrônico, não dependendo, portanto, de deslocamento físico ou formal.
“Os ministros têm acesso automático, antes mesmo de ser liberado, pelo relator, para julgamento”, rebateu o gabinete de Marco Aurélio, que foi surpreendido pela nota de Toffoli.
Em meio à “guerra de versões” dos ministros, a Rede – que ajuizou a ação – informou que conta com o apoio da sociedade, “que deve manter a pressão para que o processo possa continuar caminhando”.
O prazo regimental para a devolução do pedido de vista de Toffoli se encerra no dia 21 de dezembro. No entanto, auxiliares do STF destacam que tradicionalmente os prazos não são cumpridos à risca pelos ministros.


http://politica.estadao.com.br/noticias/geral,processo-que-ameaca-renan-abre-guerra-de-versoes-no-stf,10000092260



Varre, varre, vassourinha! Jingle de Jânio Quadros
Varre, varre, vassourinha...
Jingles
 
Varre, varre, varre, varre vassourinha!
Varre, varre a bandalheira!
Que o povo já 'tá cansado
De sofrer dessa maneira
Jânio Quadros é a esperança desse povo abandonado!
Jânio Quadros é a certeza de um Brasil, moralizado!
Alerta, meu irmão!
Vassoura, conterrâneo!
Vamos vencer com Jânio!


Composição: Maugeri Neto



Cartomante - Elis Regina

Publicado em 6 de jul de 2013
Cartomante - Elis Regina

(Ivan Lins / Vitor Martins)


Nos dias de hoje é bom que se proteja


Ofereça a face pra quem quer que seja


Nos dias de hoje esteja tranqüilo


Haja o que houver pense nos seus filhos

Não ande nos bares, esqueça os amigos


Não pare nas praças, não corra perigo


Não fale do medo que temos da vida


Não ponha o dedo na nossa ferida

Nos dias de hoje não lhes dê motivo


Porque na verdade eu te quero vivo


Tenha paciência, Deus está contigo


Deus está conosco até o pescoço

Já está escrito, já está previsto


Por todas as videntes, pelas cartomantes


Tá tudo nas cartas, em todas as estrelas


No jogo dos búzios e nas profecias

Cai o rei de Espadas


Cai o rei de Ouros


Cai o rei de Paus


Cai, não fica nada

Cai o rei de Espadas


Cai o rei de Ouros


Cai o rei de Paus


Cai, não fica nada

Cai o rei de Espadas


Cai o rei de Ouros


Cai o rei de Paus


Cai, não fica nada

Cai o rei de Espadas


Cai o rei de Ouros


Cai o rei de Paus


Cai, não fica nada

Cai o rei de Espadas


Cai o rei de Ouros


Cai o rei de Paus


Cai, não fica nada

Cai o rei de Espadas


Cai o rei de Ouros


Cai o rei de Paus


Cai, não fica nada

Cai o rei de Espadas


Cai o rei de Ouros


Cai o rei de Paus


Cai, não fica nada

Cai o rei de Espadas


Cai o rei de Ouros


Cai o rei de Paus


Cai, não fica nada

Cai o rei de Espadas ....

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Imagens de :

Free Wallpapers, Google, Internet

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Categoria
Sem fins lucrativos/ativismo
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Ministra Cármen Lúcia condena petistas por corrupção ativa



Cármen Lúcia fala da Lava jato, fatiamento do Impeachment e aumento do judiciário





Urgente! Sérgio Moro arrasa Renan Calheiros e seu projeto criminoso dentro do Senado COMPLETO




Malta foi impedido de falar durante sessão com Sérgio Moro, Veja no que deu!

sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

Voo fatal

Vidas ainda vivas na vida





“Não consigo explicar o que sinto, pois quando acho que tudo está acabando tudo começa a voltar do começo.” Sentimentos manifestados à TV por colega futebolista sobrevivente de vítimas da Associação Chapecoense
















“… O silêncio de quando as hélices param no ar”





A decisão que pôs a tragédia no caminho da Chapecoense







…E o grande poeta João Cabral deu de presente ao amigo Lêdo Ivo um epitáfio “prévio”: “… O silêncio de quando as hélices param no ar” Geneton Moraes Neto


“(...) o silêncio dos mortos me diz que eles não voltarão.
Não adianta chamá-los. No lugar em que estão não há retorno
Apenas nomes em lápides. Apenas nomes.(...)” Lêdo Ivo


Presente dado ao homenageado ainda vivo


“Aqui repousa
Livre de todas as palavras
Ledo Ivo,
Poeta,
Na paz reencontrada
de antes de falar
E em silêncio,o silêncio
de quando as hélices
param no ar “. 
Epitáfio que João Cabral criou para Lêdo Ivo


“(...) Tenho apenas duas mãos
e o sentimento do mundo (...)” Carlos Drummond de Andrade


“(...) Sentimentos em meu peito eu tenho demais
A alegria que eu tinha nunca mais (...)” Paulinho da Viola