Inspirados já nos ensinamentos de Sófocles, aqui, procurar-se-á a conexão, pelo conhecimento, entre o velho e o novo, com seus conflitos. As pistas perseguidas, de modos específicos, continuarão a ser aquelas pavimentadas pelo grego do período clássico (séculos VI e V a.C).
quinta-feira, 9 de maio de 2024
Passo d’Areia
A TERCEIRA MARGEM DO RIO GUAÍBA
TRIP
VALENTES DA SECA E DA CHUVA
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Porto Dos Casais
Elis Regina
É sempre bom lembrar coisas passadas
Rever os lampiões,os ancestrais,
Singrando o guaíba apareceram,
Os velhos fundadores coloniais
Chegaram tão alegres,
Alegres por demais
Fundaram este porto dos casais
É porto alegre,
Antigo dos casais,
Saudade dos tempos que não vem mais.
Composição: Jose Lewgoy Lubianca
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Curiosidade do bairro
Existe um famoso rumor de que a cantora Elis Regina teria passado parte da sua infância na vila residencial do bairro Passo d’Areia. O boato é tão forte que a própria ganhou um espaço nomeado como Largo Elis Regina bem em frente ao prédio onde teria morado a cantora.
A música Porto dos Casais, composta por Jose Lewgoy Lubianca e performada por Elis, homenageia a cidade lindamente.
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Passo D’Areia em 1950.
História do bairro Passo d’Areia
O bairro conta com, aproximadamente, 23 mil habitantes e foi fundado oficialmente em 1959. Seu nome, Passo d’Areia, se deu por conta de um rio que existia na região mas que com o tempo foi aterrado por causa da urbanização.
Desde a década de 1940 começou a ser povoado por efeito da industrialização da Zona Norte da cidade, principalmente na estrada do Passo d’Areia, hoje conhecida como Avenida Assis Brasil. Neste mesmo ano, uma enchente teria ajudado na sua povoação, já que o bairro está distante de correntes d’água.
Em 1953 a construção da Vila do IAPI (Instituto de Aposentadorias e Pensões dos Industriários), primeiro conjunto residencial do país criado pelo presidente Getúlio Vargas, ajudou bastante o povoamento do bairro. Essa área hoje também tem valor cultural para a cidade, visto sua importância arquitetônica e histórica.
6 tópicos para conhecer o bairro Passo d’Areia, Porto Alegre
Com imóveis de alto padrão tanto para residências quanto para o comércio, o Passo d’Areia possui fácil acesso para bares, restaurantes, supermercados, shoppings e praças. Entenda cada detalhe deste bairro e o porquê de ser moderno e tradicional ao mesmo tempo.
Passo d’Areia também é conhecido como um “bairro dos contrastes”, por conta da comparação que existe entre a calmaria que a área verde e região residencial proporcionam para a parte do centro comercial, que é mais urbana e movimentada.
1. Localização
Sua localização é privilegiada, com uma área de 244 hectares e próximo às saídas da cidade. Os bairros vizinhos são Higienópolis, Cristo Redentor, Vila Ipiranga e Boa Vista. Ele também tem fácil acesso para municípios como Gravataí, Alvorada e Cachoeirinha.
Quem mora ali está a:
10 minutos do aeroporto Salgado Filho
8 minutos do shopping Iguatemi
20 minutos do Centro Histórico.
As avenidas Assis Brasil e Plínio Brasil Milano são as principais do bairro, e o acesso para escolas, parques e clínicas é bem tranquilo.
2. Segurança
O Passo d’Areia está na lista de um dos mais seguros da capital, por conta do seu alto desenvolvimento e proximidade com escolas, hospitais, transporte público e outros recursos, como ruas bem iluminadas.
Ele também é um bairro tranquilo porque tem um perfil de morador que busca por qualidade de vida, como famílias e pessoas mais idosas.
3. Trânsito
O trânsito do bairro de Porto Alegre é intenso nas ruas do centro comercial, com linhas de ônibus a todo momento. O Viaduto Obirici é um ponto de referência da região e é importante para a infraestrutura do lugar.
Ao mesmo tempo, o lugar é tranquilo na área residencial, causando aquele contraste, como já mencionado. Ótimo para pets, caminhadas ao longo do dia, andar de bicicleta e fácil entradas para veículos.
4. Alimentação
Quando se trata de alimentação, o bairro Passo d’Areia de Porto Alegre não deixa a desejar. Ele oferece ótimas alternativas para quem adora desfrutar de uma boa refeição, seja em bar, restaurantes ou cafés. Separamos aqui algumas alternativas e indicações para você conhecer!
O restaurante Lunar Gastronomia, localizado na Av. Assis Brasil, 1214, oferece um buffet grande para toda a família com uma culinária brasileira contemporânea e ótimas sobremesas.
Já na rua Bezerra de Menezes, 290, o Oh Brüder é perfeito para quem ama cafés. A cafeteria tem produtos próprios inspirados nos europeus e americanos, além de lanches, tortas e sanduíches para um café da manhã ou da tarde.
Nos shoppings você encontra uma grande variedade de comidas. No Iguatemi, por exemplo, existem as famosas marcas como Outback, Madero, Coco Bambu entre outros.
Já no Bourbon Country o restaurante Marco’s traz um ambiente mais sofisticado e intimista com pratos de frutos do mar.
5. Lazer
A diversão no bairro está garantida com opções para todas as idades. Além de shoppings para passeios, cinema, compras e boa comida, os programas ao ar livre são muito bem-vindos para viver na zona Iguatemi.
Um grande diferencial é que este bairro oferece um contato mais próximo da natureza, em que você consegue se desconectar da correria do dia a dia.
Em Passo d’Areia as áreas verdes e arborizadas para família, crianças e casais são ótimas escolhas para aproveitar uma boa tarde de descanso. Parques como o Alim Pedro, por exemplo, têm uma grande área verde, pista de corrida e contam com quadras de esporte, pracinha e trilha.
A praça Província de Shiga, localizada na avenida Cristóvão Colombo, é como um refúgio dentro de uma grande cidade, onde é possível fazer exercícios físicos, planejar piqueniques e viver mais calmamente. Todos esses cenários são incríveis para uma sessão de fotos, atividades esportivas e encontros em grupo ao ar livre.
Passo d’Areia: conheça tudo sobre o tradicional bairro de Porto Alegre
Shopping Iguatemi, em Passo d’Areia, Porto Alegre.
6. Infraestrutura
É importante ressaltar que o Passo d’Areia é ótimo em recursos e tem fácil acesso para eles. Então você não terá dificuldade nenhuma de encontrar escolas, clínicas, hospitais, restaurantes, farmácias, supermercados, entre outros, ao precisar circular por estes lugares.
Isso porque, apesar de ser um bairro tradicional, ele se modernizou muito durante o passar dos anos. Assim, a sua infraestrutura foi planejada para agradar os moradores e hoje existem empreendimentos de alto padrão na área, com apartamentos de três quartos e diversas facilidades ao seu entorno.
Nas principais avenidas como a Assis Brasil e a Plínio Brasil Milano não faltam opções de serviços e lojas. Nesta última, além do tradicional supermercado Zaffari (rede famosa de hipermercados da capital), há também o Asun e o Carrefour. O centro comercial, shoppings e outros como o Bourbon Wallig e Country também são de simples passagens aos moradores.
Ao pensar em instituições de ensino para crianças, adolescentes e universitários, as creches, escolas particulares, estaduais, municipais e universidades do bairro e próximas são boas alternativas.
A escola Cenáculo oferece Educação Infantil e Fundamental. Já no bairro vizinho, em Boa Vista, há possibilidades com as escolas particulares, como Província de São Pedro e Anchieta. Na avenida Nilo Peçanha, existe o campus da Unisinos, uma ótima universidade gaúcha.
Ao analisar os imóveis da região percebe-se que para aluguel residencial o valor médio dos preços varia de R$ 580,00 a R$ 8.000,00, e para comprar a variação é de R$ 150.000,00 a R$ 2.200.000,00. Já para uma sala ou conjunto comercial os preços se diferenciam mais e você pode conferir clicando neste link.
Curiosidade do bairro
Existe um famoso rumor de que a cantora Elis Regina teria passado parte da sua infância na vila residencial do bairro Passo d’Areia. O boato é tão forte que a própria ganhou um espaço nomeado como Largo Elis Regina bem em frente ao prédio onde teria morado a cantora.
A música Porto dos Casais, composta por Jose Lewgoy Lubianca e performada por Elis, homenageia a cidade lindamente.
Por que escolher o Passo d’Areia, Porto Alegre?
Se você está começando a construir uma família e quer ter uma vida mais calma ou é aposentado, ao morar de aluguel no bairro você pode usufruir de todos os recursos disponíveis de uma cidade grande na capital, mas sem perder o ritmo mais calmo que se parece com uma cidade do interior.
Por outro lado, comprar um imóvel para uso próprio neste bairro, com certeza, é uma escolha certeira para quem busca qualidade de vida. Ao comprar um imóvel para alugar, além de fazer uma boa renda extra, o diferencial é que você encontra imóveis com valores mais atrativos que os bairros vizinhos, mas ainda assim o seu locatário pode aproveitar uma das melhores regiões da capital gaúcha.
Ao adquirir uma sala ou conjunto comercial no bairro, você terá uma localização privilegiada com um centro bastante movimentado, com ótima circulação de pedestres e fácil fluxo de alcance no trânsito, seja ônibus ou carros, então não precisará se preocupar com qualquer desconforto ou inacessibilidade.
Viu só como o Passo d’Areia é um bairro encantador? Você encontrará relatos de moradores que dão cinco estrelas para a qualidade que existe ao viver neste local. Deixe a sua família, o seu pet e a sua vida mais feliz ao se mudar para este bairro que pode transformar de uma maneira positiva a sua rotina.
A história e a tradição com certeza estão associados ao bairro, como também sua modernização. Bem localizado, seu custo-benefício é um dos pontos que mais chamam atenção e é perfeito para quem está buscando por uma vida melhor dentro de uma cidade agitada.
https://www.auxiliadorapredial.com.br/blog/passo-da-areia-porto-alegre/
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Estátua de Elis Regina
Escultura em Porto Alegre, Rio Grande do Sul
Endereço: Centro Histórico, Porto Alegre - RS, 90020-006
Horário de funcionamento:
Aberto 24 horas
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Ponta de Areia
Elis Regina
Ponta de areia, ponto final
da Bahia-Minas estrada natural
Que ligava Minas do porto ao mar,
Caminho de ferro mandaram arrancar
Velho maquinista com seu boné
Lembra o povo alegre que vinha cortejar
Maria-fumaça não canta mais
Para moças, flores, janelas e quintais
Na praça vazia um grito, um ai
Casas esquecidas, viúvas nos portais
Composição: Fernando Brant / Milton Nascimento.
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Boleadeira - Sites - Portal das Missões
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"boleadeiras foram embebidas em querosene."
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A bolandeira do tempo: vivência nas minudências do Engenho Velho – UM CRONIST'AMADOR
"Ele e Sinhá Vitória conversam sobre seu Tomás da Bolandeira, que era um fazendeiro poderoso que falava muito bem, lia bastante e era cortez. Mas que também morreu na seca, e disso tiram a conclusão de que primeiro o importante é sobreviver e pensar vem em segundo lugar."
"Foi confirmado de que se trata de um macho de 6 a 7 anos. A estimativa é de que o cavalo esteve em cima do telhado desde a noite de sábado, quando a água subiu muito no bairro Mathias Velho."
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STF considera Lei das Estatais constitucional
Os ministros do STF decidiram manter as indicações feitas por Lula desde o ano passado, quando essa restrição foi suspensa
Redação O Antagonista
3 minutos de leitura
O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, nesta quinta-feira, 9, por oito votos a três, que são constitucionais as restrições estabelecidas pela Lei das Estatais, de 2016, para a indicação de políticos para cargos de direção em empresas estatais. No entanto, os ministros decidiram manter as indicações feitas por Lula desde o ano passado, quando essa restrição foi suspensa, até o presente momento. Novas nomeações que contrariem a lei não serão permitidas.
A validade da lei foi confirmada pelos ministros Edson Fachin, Luiz Fux e Cármen Lúcia, que se posicionaram favoráveis à legislação. Por outro lado, o ministro Gilmar Mendes foi contrário à decisão.
Os ministros André Mendonça, Dias Toffoli, Nunes Marques, Alexandre de Moraes e Luís Roberto Barroso já haviam se manifestado anteriormente pela constitucionalidade da lei. Flávio Dino e o relator Ricardo Lewandowski (atualmente ministro da Justiça) votaram pela inconstitucionalidade.
Lei das Estatais
A Lei das Estatais estabelece duas restrições que estavam sendo analisadas pelo STF. A primeira proíbe a nomeação de ministros de Estado e secretários estaduais e municipais para o conselho de administração ou diretoria de estatais.
O segundo ponto é a proibição de indicação de pessoas que tenham atuado nos últimos três anos como participantes de estrutura decisória de partido político ou em trabalho vinculado à campanha eleitoral.
O ministro Lewandowski havia suspendido essas restrições em março do ano passado, considerando, a pedido do PCdoB, que elas estabeleciam discriminações desarrazoadas e desproporcionais.
“Não se pode impedir uma pessoa de assumir determinado cargo público“
Durante o julgamento, o ministro Fachin ressaltou que a lei não impede a nomeação com base em opiniões políticas, mas sim atua contra conflitos de interesse.
“Não se pode, por exemplo, impedir uma pessoa de assumir determinado cargo público em virtude de sua opinião política ou ideológica, seja ela qual for. Mas é possível presumir que alguém que tenha exercido cargo de direção partidária ou funções similares enumeradas pela lei tenha um conflito objetivo de interesses com a administração“, afirmou Fachin.
Luiz Fux destacou que outros cargos também são sujeitos à quarentena, como os juízes.
“A quarentena estabelecida pela lei me parece uma quarentena adequada porque tem parâmetros constitucionais. E esse é o parâmetro que se aplica aos juízes e também aos membros do Poder Legislativo“, ressaltou Fux.
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constitucional lei das estatais Lula STF
https://oantagonista.com.br/brasil/stf-considera-lei-das-estatais-constitucional/
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Os suspeitos Chiquinho Brazão, Domingos Brazão e RIvaldo Barbosa
Agência Cãmara/Alerj/Redes Sociais
PGR denuncia irmãos Brazão e Rivaldo Barbosa por assassinato de Marielle
Os três estão presos desde o final de março, por determinação do ministro Alexandre de Moraes
Os suspeitos Chiquinho Brazão, Domingos Brazão e RIvaldo Barbosa
Teo Curyda CNN
Brasília
09/05/2024 às 08:53 | Atualizado 09/05/2024 às 14:30
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A Procuradoria-Geral da República (PGR) denunciou o deputado federal Chiquinho Brazão (sem partido-RJ), o conselheiro do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro Domingos Brazão e o delegado Rivaldo Barbosa pelo assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes.
A denúncia está sob sigilo. A CNN apurou que os irmãos Brazão foram denunciados por homicídio e organização criminosa. Já Rivaldo Barbosa por homicídio.
A PGR ainda denunciou o policial militar Ronald Paulo de Alves Pereira por homicídio e Robson Calixto Fonseca, assessor de Domingos, por organização criminosa.
A denúncia foi apresentada pelo vice-procurador-geral Hindenburgo Chateaubriand Pereira Diniz Filho ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), na terça-feira (7). Se for aceita, uma ação penal será aberta e os três passam a ser réus pelo crime no STF.
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O deputado, o conselheiro e o delegado estão presos preventivamente por determinação do ministro desde 24 de março e negam envolvimento no crime. A investigação é baseada na delação do ex-policial militar Ronnie Lessa, réu confesso do assassinato da vereadora e do motorista.
Nesta quinta-feira (9), a Polícia Federal cumpriu dois mandados de prisão contra supostos envolvidos nos assassinatos da vereadora e do motorista. A operação é realizada com base no material apreendido pela PF no final de março.
Robson Calixto da Fonseca, conhecido como “Peixe”, assessor de Domingos Brazão, é um dos alvos e foi preso pelos agentes. O policial militar Ronald Alves de Paula também foi alvo de um mandado de prisão.
Apontado pela PF como ex-chefe da milícia da Muzema, na Zona Oeste do Rio, major Ronald já cumpre pena em penitenciária federal.
A investigação do assassinato de Marielle e Anderson tramitava no Rio de Janeiro e era conduzida pela Polícia Civil e pelo Ministério Público do Estado. Depois de cinco anos sem que os mandantes e as motivações fossem identificados, o caso passou a ficar sob a responsabilidade da Polícia Federal em cooperação com o MP do Rio ainda no Estado.
O processo foi enviado ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), em Brasília, em outubro de 2023 após Ronnie Lessa mencionar o envolvimento de Domingos Brazão no crime. O STJ é responsável por julgar processos envolvendo conselheiros de tribunais de contas dos Estados.
O inquérito foi enviado ao STF no dia 13 de março após Lessa mencionar a participação de Chiquinho Brazão no assassinato. O STF é o tribunal responsável por julgar processos envolvendo, entre outras autoridades, deputados federais.
Seis dias depois de o inquérito chegar ao STF, Alexandre de Moraes validou a delação de Ronnie Lessa. Em 24 de março, a PF prendeu no Rio de Janeiro os irmãos Brazão e Rivaldo Barbosa e cumpriu mandados de busca e apreensão contra eles e outros suspeitos. Os três foram transferidos no mesmo dia para Brasília.
Rivaldo Barbosa está preso na penitenciária federal em Brasília, Domingos Brazão está preventivamente no presídio federal em Porto Velho (RO) e Chiquinho, na prisão de segurança máxima em Campo Grande (MS).
Na prisão, em conversa com seus advogados, o delegado negou envolvimento no crime e afirmou que conheceu o Chiquinho e Domingos Brazão no avião da PF, durante o deslocamento do Rio a Brasília.
Em nota, a defesa de Rivaldo Barbosa disse receber com estranheza a notícia de que a denúncia foi apresentada pela PGR. Os advogados Marcelo Ferreira e Felipe Dalleprane afirmaram que estiveram no STF no dia seguinte à apresentação da denúncia e não havia, nos autos, informação sobre o protocolo da acusação feita pela PGR.
“É estranho o fato de nenhum dos investigados terem sido ouvidos antes da denúncia da PGR, em total afronta à decisão do Min Alexandre de Moraes, que havia determinado a oitiva dos investigados logo após a prisão”, afirmam os advogados.
“A narrativa de um réu confesso de homicídio (Ronnie Lessa) parece mais importante do que o depoimento de um delegado de polícia com mais de 20 anos de excelentes serviços à segurança pública do RJ, que sequer teve a chance de expor sua versão sobre os fatos antes de ser denunciado”, diz a nota da defesa.
Os advogados afirmaram ainda que irão se posicionar sobre o mérito da acusação assim que tiverem acesso ao conteúdo da denúncia.
Outro lado
A defesa de Chiquinho Brazão esclarece que não teve acesso à denúncia nem aos termos das delações citadas no relatório da PF.
“Ainda não é possível fazer um juízo de valor sobre as acusações. Assim que o Relator do caso permitir que a defesa conheça todos os elementos produzidos pela investigação, faremos uma nota mais detalhada”, afirmou o advogado Cleber Lopes.
Em nota, a defesa de Rivaldo Barbosa disse receber com estranheza a notícia de que a denúncia foi apresentada pela PGR. Os advogados Marcelo Ferreira e Felipe Dalleprane afirmaram que estiveram no STF no dia seguinte à apresentação da denúncia e não havia, nos autos, informação sobre o protocolo da acusação feita pela PGR.
“É estranho o fato de nenhum dos investigados terem sido ouvidos antes da denúncia da PGR, em total afronta à decisão do Min Alexandre de Moraes, que havia determinado a oitiva dos investigados logo após a prisão”, afirmam os advogados.
“A narrativa de um réu confesso de homicídio (Ronnie Lessa) parece mais importante do que o depoimento de um delegado de polícia com mais de 20 anos de excelentes serviços à segurança pública do RJ, que sequer teve a chance de expor sua versão sobre os fatos antes de ser denunciado”, diz a nota da defesa.
Os advogados afirmaram ainda que irão se posicionar sobre o mérito da acusação assim que tiverem acesso ao conteúdo da denúncia.
A defesa de Domingos Brazão, formada pelos advogados Marcio Palma e Roberto Brzezinski, disse ter sido “informada, pela imprensa, sobre o oferecimento de denúncia relacionada ao homicídio de Marielle Franco e Anderson Gomes”.
“A defesa constituída ainda não teve acesso à acusação e tampouco às colaborações, porém, ao julgar pelas notícias, a narrativa acusatória é uma hipótese inverossímil, que se ampara somente na narrativa do assassino confesso, sem apresentar provas que sustentem a versão do homicida”, afirma a nota.
Já as defesas de Fonseca e Ronald não foram encontradas.
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Chiquinho Brazão
Marielle Franco
https://www.cnnbrasil.com.br/politica/pgr-denuncia-irmaos-brazao-e-rivaldo-barbosa-por-assassinato-de-marielle/
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Brasil
Chuvas no Rio Grande do Sul: prefeitura de Porto Alegre religa estações de água; nível do Guaíba não baixa
Capital gaúcha vive estado sem precedentes com serviços inoperantes, bloqueios nas saídas para municípios vizinhos e alagamento de zonas históricas, como o Mercado Municipal
Por Luis Felipe Azevedo — Rio de Janeiro
07/05/2024 16h09 Atualizado há um dia
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Vista de uma rua alagada no centro histórico de Porto Alegre, Rio Grande do Sul, em 5 de maio de 2024.
Vista de uma rua alagada no centro histórico de Porto Alegre, Rio Grande do Sul, em 5 de maio de 2024. — Foto: Anselmo Cunha / AFP
A prefeitura de Porto Alegre anunciou nesta terça-feira o religamento de pelo menos duas estações de água que foram impactadas pelas fortes chuvas na capital do Rio Grande do Sul. O serviço foi retomado nas unidades São João e Menino de Deus. Debaixo d'água desde a última semana, a cidade está sob alerta de “inundação severa” devido à estabilidade do nível do Rio Guaíba em cerca de 5,3 metros.
Desastre inédito: Entenda por que Porto Alegre vive colapso sem precedentes, com falta de luz, água e suprimentos
A estação Menino de Deus abastece 37 bairros de Porto Alegre, enquanto São João impacta outros 35. A gestão municipal definiu como medida urgente a retomada também do serviço de abastecimento de água nas estações Tristeza e Moinhos de Vento.
A cidade vive um cenário de terra arrasada que deixou praticamente toda a cidade sem abastecimento de água, luz e mantimentos. A capital gaúcha vive um estado sem precedentes de desalento com serviços inoperantes, bloqueios nas saídas para municípios vizinhos e alagamento de zonas históricas, como o Mercado Municipal.
No sábado, o nível do Guaíba atingiu o maior patamar da série histórica, de 5,33 metros. A via fluvial, a principal de Porto Alegre, registrou uma ligeira queda na manhã desta terça-feira, fechando em 5,28 metros. Antes das cotas atingidas em 2024, a cheia mais alta era a de 1941 (4,76 metros).
Veja os bairros atendidos por cada estação de água:
Menino de Deus: Agronomia, Alto Teresópolis, Aparício Borges, Azenha, Assunção, Belém Velho, Camaquã, Cavalhada, Centro, Cidade Baixa, Cristal, Intercap, Jardim Botânico, Jardim Carvalho, Jardim do Salso, Jardim Europa, Medianeira, Menino Deus, Nonoai, Partenon, Parque Charruas, Petrópolis , Praia de Belas, Santana, Santa Tereza , São Jorge, São José , Santo Antônio, Tristeza, Vila Campo da Tuca, Vila Conceição, Vila dos Comerciários, Vila dos Sargentos, Vila Alto Erechim, Vila João Pessoa, Vila Nova e Vila Topázio.
São João: Alto Petrópolis, Boa Vista, Jardim Planalto, Passo das Pedras, Costa e Silva, Parque Santa Fé, Chácara das Pedras, Três Figueiras, Rubem Berta, Protásio Alves, Loteamento Timbaúva, Jardim Leopoldina, Jardim Ipu, Mário Quintana, Chácara da Fumaça, Vila Safira, Sarandi, Morro Santana, Jardim Itu, Jardim Sabará, Cristo Redentor, Passo da Areia, Jardim Lindoia, Vila Ipiranga, Vila Floresta, São Sebastião, Anchieta, Auxiliadora, Higienópolis, Humaitá, São Pedro, Navegantes, São Geraldo, São João e Vila Farrapos.
Moinhos de Vento: Auxiliadora, Azenha, Bela Vista, Bom Fim, Centro Histórico, Cidade Baixa, Farroupilha, Floresta, Independência, Jardim Botânico, Menino Deus, Moinhos de Vento, Mont’Serrat, Partenon, Petrópolis, Praia de Belas, Rio Branco, Santa Cecília, Santana, São João e Três Figueiras.
Tristeza: Ipanema, Pedra Redonda, Guarujá, Jardim Isabel, Espírito Santo, Praça Moema, Vila dos Sargentos, Serraria, Parque Bahamas e Jardim Verde Ipanema.
O alerta emitido pela Defesa Civil na manhã de segunda atestou a continuidade dos níveis de inundação e pediu que a população busque locais seguros.
Nota técnica do Instituto de Pesquisas Hidráulicas (IPH) da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), divulgada nesta terça, aponta nível de estabilidade desde domingo, quando registrou média de 5,3 metros. As principais preocupações dos pesquisadores, agora, são a duração dos níveis elevados e a possibilidade de repiques devido a novas chuvas ou pelo vento.
Previsão do esvaziamento
A previsão do IPH indica um cenário de cheia duradoura, com a estabilização do patamar do Guaíba, em torno de 5 a 5,5m, por mais dois dias, e sem a redução abaixo da cota de inundação de 4m até a próxima semana.
De acordo com o gráfico elaborado pelos cientistas, o nível deve ficar abaixo dos 4m apenas na madrugada do próximo dia 15, no cenário mais otimista, sem novas chuvas. Na previsão conservadora, o nível do Guaíba não deve chegar a marca inferior aos 4m antes do próximo dia 18.
Reabertura de escolas
O governo estadual anunciou que escolas de mais 14 Coordenadorias Regionais de Educação (CREs) podem retomar suas atividades a partir desta terça-feira, seguindo análise das condições particulares de cada local.
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STJ mantém prisão de motorista de Porsche
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RS: enchentes em Porto Alegre - 1941 x 2024
Em 1941 foram 24 dias consecutivos de chuva
AGROLINK - Aline Merladete
Publicado em 05/05/2024 às 06:33h.
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Foto: Mariá Baumbach
O Rio Guaíba já ultrapassou a marca dos 5 metros e assim superou a marca da enchente de 1941. Ao compararmos com os eventos ocorridos há 83 anos, fica claro que a natureza novamente apresentou desafios para a capital gaúcha.
Em abril e maio de 1941, uma série de 24 dias consecutivos de chuva resultou em um aumento no volume da água, atingindo 4,76 metros no rio Guaíba. Na época, a cidade enfrentou inundações, com o centro da cidade submerso e os barcos se tornando o principal meio de transporte. Bairros como Centro, Navegantes, Passo D’Areia, Menino Deus e Azenha foram severamente afetados.
Comparando as duas enchentes, os números atuais mostram uma escala ainda mais devastadora. A enchente de 2024 já resultou em mais de 50 mortes no estado e deixou mais de 42.000 pessoas deslocadas. Dentre essas, 9.581 encontraram abrigo em centros de acolhimento, enquanto outras 32.640 estão hospedadas temporariamente com familiares ou amigos. A extensão do desastre é assustadora, com 300 dos 496 municípios do estado relatando algum tipo de problema e mais de 422.000 pessoas afetadas.
Em 1941 a cidade de Porto Alegre foi uma das mais atingidas devido à sua localização às margens do Guaíba. Foram mais 15 mil pessoas desabrigadas, afetando diretamente 70 mil habitantes em uma época em que a capital tinha aproximadamente 272 mil residentes. Um terço das indústrias e do comércio foram inundados, paralisando a vida econômica da região.
Vale ressaltar que, apesar dos avanços tecnológicos e dos esforços em infraestrutura e prevenção de desastres ao longo das décadas, eventos como enchentes ainda representam uma ameaça. A tragédia de 2024 serve como um lembrete doloroso da vulnerabilidade e da importância contínua de investimentos em medidas de mitigação de riscos e adaptação às mudanças climáticas.
Ao longo dos anos, o Rio Guaíba testemunhou uma série de enchentes que deixaram sua marca na história da região. Desde 1873 até os dias atuais, esses eventos foram marcados por picos de aumento no nível da água. Em 1941, a enchente alcançou de 4m76 , estabelecendo-se como uma das mais graves já registradas até então. No entanto, ao longo das décadas seguintes, outros momentos críticos ocorreram, como em 2023, que em novembro registrou 3m46., E, mais recentemente, em maio de 2024, onde vivenciamos a superação dos números.
https://www.agrolink.com.br/noticias/rs--enchentes-em-porto-alegre---1941-x-2024_490862.html
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Como reescrever números decimais na forma de frações: 0,15
BNCC.Matematica: EF05MA02
Google Sala de Aula
Comunicados do Copom
Copom reduz a taxa Selic para 10,50% a.a. - 262ª reunião - maio 2024
Data de publicação: 08/05/2024
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O ambiente externo mostra-se mais adverso, em função da incerteza elevada e persistente referente ao início da flexibilização de política monetária nos Estados Unidos e à velocidade com que se observará a queda da inflação de forma sustentada em diversos países. Os bancos centrais das principais economias permanecem determinados em promover a convergência das taxas de inflação para suas metas em um ambiente marcado por pressões nos mercados de trabalho. O Comitê avalia que o cenário segue exigindo cautela por parte de países emergentes.
Em relação ao cenário doméstico, o conjunto dos indicadores de atividade econômica e do mercado de trabalho tem apresentado maior dinamismo do que o esperado. A inflação cheia ao consumidor manteve trajetória de desinflação, enquanto medidas de inflação subjacente se situaram acima da meta para a inflação nas divulgações mais recentes.
As expectativas de inflação para 2024 e 2025 apuradas pela pesquisa Focus encontram-se em torno de 3,7% e 3,6%, respectivamente.
As projeções de inflação do Copom em seu cenário de referência* situam-se em 3,8% em 2024 e 3,3% em 2025. As projeções para a inflação de preços administrados são de 4,8% em 2024 e 4,0% em 2025.
O Comitê ressalta que, em seus cenários para a inflação, permanecem fatores de risco em ambas as direções. Entre os riscos de alta para o cenário inflacionário e as expectativas de inflação, destacam-se (i) uma maior persistência das pressões inflacionárias globais; e (ii) uma maior resiliência na inflação de serviços do que a projetada em função de um hiato do produto mais apertado. Entre os riscos de baixa, ressaltam-se (i) uma desaceleração da atividade econômica global mais acentuada do que a projetada; e (ii) os impactos do aperto monetário sincronizado sobre a desinflação global se mostrarem mais fortes do que o esperado. O Comitê avalia que as conjunturas doméstica e internacional devem se manter mais incertas, exigindo maior cautela na condução da política monetária.
O Comitê acompanhou com atenção os desenvolvimentos recentes da política fiscal e seus impactos sobre a política monetária. O Comitê reafirma que uma política fiscal crível e comprometida com a sustentabilidade da dívida contribui para a ancoragem das expectativas de inflação e para a redução dos prêmios de risco dos ativos financeiros, consequentemente impactando a política monetária.
Considerando a evolução do processo de desinflação, os cenários avaliados, o balanço de riscos e o amplo conjunto de informações disponíveis, o Copom decidiu reduzir a taxa básica de juros em 0,25 ponto percentual, para 10,50% a.a., e entende que essa decisão é compatível com a estratégia de convergência da inflação para o redor da meta ao longo do horizonte relevante, que inclui o ano de 2025. Sem prejuízo de seu objetivo fundamental de assegurar a estabilidade de preços, essa decisão também implica suavização das flutuações do nível de atividade econômica e fomento do pleno emprego.
A conjuntura atual, caracterizada por um estágio do processo desinflacionário que tende a ser mais lento, expectativas de inflação desancoradas e um cenário global desafiador, demanda serenidade e moderação na condução da política monetária.
O Comitê, unanimemente, avalia que o cenário global incerto e o cenário doméstico marcado por resiliência na atividade e expectativas desancoradas demandam maior cautela. Ressalta, ademais, que a política monetária deve se manter contracionista até que se consolide não apenas o processo de desinflação como também a ancoragem das expectativas em torno de suas metas. O Comitê também reforça, com especial ênfase, que a extensão e a adequação de ajustes futuros na taxa de juros serão ditadas pelo firme compromisso de convergência da inflação à meta.
Votaram por uma redução de 0,25 ponto percentual os seguintes membros do Comitê: Roberto de Oliveira Campos Neto (presidente), Carolina de Assis Barros, Diogo Abry Guillen, Otávio Ribeiro Damaso e Renato Dias de Brito Gomes. Votaram por uma redução de 0,50 ponto percentual os seguintes membros: Ailton de Aquino Santos, Gabriel Muricca Galípolo, Paulo Picchetti e Rodrigo Alves Teixeira.
* No cenário de referência, a trajetória para a taxa de juros é extraída da pesquisa Focus e a taxa de câmbio parte de R$5,15/US$, evoluindo segundo a paridade do poder de compra (PPC). O preço do petróleo segue aproximadamente a curva futura pelos próximos seis meses e passa a aumentar 2% ao ano posteriormente. Além disso, adota-se a hipótese de bandeira tarifária "verde" em dezembro de 2024 e de 2025. O valor para o câmbio foi obtido pelo procedimento, que passou a ser adotado na 258ª reunião, de arredondar a cotação média da taxa de câmbio observada nos dez dias úteis encerrados no último dia da semana anterior à da reunião do Copom.
" Comunicados do Copom
Copom reduz a taxa Selic para 10,50% a.a. - 262ª reunião - maio 2024
Data de publicação: 08/05/2024
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O ambiente externo mostra-se mais adverso, em função da incerteza elevada e persistente referente ao início da flexibilização de política monetária nos Estados Unidos e à velocidade com que se observará a queda da inflação de forma sustentada em diversos países. Os bancos centrais das principais economias permanecem determinados em promover a convergência das taxas de inflação para suas metas em um ambiente marcado por pressões nos mercados de trabalho. O Comitê avalia que o cenário segue exigindo cautela por parte de países emergentes.
Em relação ao cenário doméstico, o conjunto dos indicadores de atividade econômica e do mercado de trabalho tem apresentado maior dinamismo do que o esperado. A inflação cheia ao consumidor manteve trajetória de desinflação, enquanto medidas de inflação subjacente se situaram acima da meta para a inflação nas divulgações mais recentes.
As expectativas de inflação para 2024 e 2025 apuradas pela pesquisa Focus encontram-se em torno de 3,7% e 3,6%, respectivamente.
As projeções de inflação do Copom em seu cenário de referência* situam-se em 3,8% em 2024 e 3,3% em 2025. As projeções para a inflação de preços administrados são de 4,8% em 2024 e 4,0% em 2025.
O Comitê ressalta que, em seus cenários para a inflação, permanecem fatores de risco em ambas as direções. Entre os riscos de alta para o cenário inflacionário e as expectativas de inflação, destacam-se (i) uma maior persistência das pressões inflacionárias globais; e (ii) uma maior resiliência na inflação de serviços do que a projetada em função de um hiato do produto mais apertado. Entre os riscos de baixa, ressaltam-se (i) uma desaceleração da atividade econômica global mais acentuada do que a projetada; e (ii) os impactos do aperto monetário sincronizado sobre a desinflação global se mostrarem mais fortes do que o esperado. O Comitê avalia que as conjunturas doméstica e internacional devem se manter mais incertas, exigindo maior cautela na condução da política monetária.
O Comitê acompanhou com atenção os desenvolvimentos recentes da política fiscal e seus impactos sobre a política monetária. O Comitê reafirma que uma política fiscal crível e comprometida com a sustentabilidade da dívida contribui para a ancoragem das expectativas de inflação e para a redução dos prêmios de risco dos ativos financeiros, consequentemente impactando a política monetária.
Considerando a evolução do processo de desinflação, os cenários avaliados, o balanço de riscos e o amplo conjunto de informações disponíveis, o Copom decidiu reduzir a taxa básica de juros em 0,25 ponto percentual, para 10,50% a.a., e entende que essa decisão é compatível com a estratégia de convergência da inflação para o redor da meta ao longo do horizonte relevante, que inclui o ano de 2025. Sem prejuízo de seu objetivo fundamental de assegurar a estabilidade de preços, essa decisão também implica suavização das flutuações do nível de atividade econômica e fomento do pleno emprego.
A conjuntura atual, caracterizada por um estágio do processo desinflacionário que tende a ser mais lento, expectativas de inflação desancoradas e um cenário global desafiador, demanda serenidade e moderação na condução da política monetária.
O Comitê, unanimemente, avalia que o cenário global incerto e o cenário doméstico marcado por resiliência na atividade e expectativas desancoradas demandam maior cautela. Ressalta, ademais, que a política monetária deve se manter contracionista até que se consolide não apenas o processo de desinflação como também a ancoragem das expectativas em torno de suas metas. O Comitê também reforça, com especial ênfase, que a extensão e a adequação de ajustes futuros na taxa de juros serão ditadas pelo firme compromisso de convergência da inflação à meta.
Votaram por uma redução de 0,25 ponto percentual os seguintes membros do Comitê: Roberto de Oliveira Campos Neto (presidente), Carolina de Assis Barros, Diogo Abry Guillen, Otávio Ribeiro Damaso e Renato Dias de Brito Gomes. Votaram por uma redução de 0,50 ponto percentual os seguintes membros: Ailton de Aquino Santos, Gabriel Muricca Galípolo, Paulo Picchetti e Rodrigo Alves Teixeira.
* No cenário de referência, a trajetória para a taxa de juros é extraída da pesquisa Focus e a taxa de câmbio parte de R$5,15/US$, evoluindo segundo a paridade do poder de compra (PPC). O preço do petróleo segue aproximadamente a curva futura pelos próximos seis meses e passa a aumentar 2% ao ano posteriormente. Além disso, adota-se a hipótese de bandeira tarifária "verde" em dezembro de 2024 e de 2025. O valor para o câmbio foi obtido pelo procedimento, que passou a ser adotado na 258ª reunião, de arredondar a cotação média da taxa de câmbio observada nos dez dias úteis encerrados no último dia da semana anterior à da reunião do Copom."
O comunicado do Copom (Comitê de Política Monetária) de maio de 2024 reflete as decisões e análises realizadas pelo Banco Central do Brasil em relação à taxa básica de juros, a Selic, e as perspectivas econômicas do país e do cenário global. Aqui estão os principais pontos destacados no comunicado:
Ambiente Externo: O comunicado menciona que o ambiente externo está mais adverso, devido à incerteza sobre a flexibilização da política monetária nos Estados Unidos e a queda da inflação em outros países. Os bancos centrais das principais economias estão determinados a promover a convergência das taxas de inflação para suas metas.
Cenário Doméstico: No Brasil, os indicadores de atividade econômica e mercado de trabalho mostram maior dinamismo do que o esperado. A inflação cheia ao consumidor continua em trajetória de desinflação, enquanto medidas de inflação subjacente permanecem acima da meta.
Projeções de Inflação: As expectativas de inflação para 2024 e 2025 estão em torno de 3,7% e 3,6%, respectivamente. As projeções do Copom para a inflação situam-se em 3,8% em 2024 e 3,3% em 2025. Para os preços administrados, as projeções são de 4,8% em 2024 e 4,0% em 2025.
Riscos para a Inflação: O Copom destaca os riscos para a inflação em ambas as direções, incluindo pressões inflacionárias globais e resiliência na inflação de serviços, bem como uma possível desaceleração da atividade econômica global e impactos do aperto monetário sobre a desinflação global.
Decisão do Copom: Considerando a evolução do processo de desinflação, os cenários avaliados e o balanço de riscos, o Copom decidiu reduzir a taxa básica de juros em 0,25 ponto percentual, para 10,50% ao ano. A decisão é vista como compatível com a estratégia de convergência da inflação para a meta ao longo do horizonte relevante, incluindo o ano de 2025.
Perspectivas Futuras: O Copom ressalta a importância de cautela na condução da política monetária, dada a conjuntura incerta, tanto no cenário global quanto doméstico. Destaca-se que ajustes futuros na taxa de juros serão ditados pelo compromisso de convergência da inflação à meta.
O comunicado também menciona os membros do Copom e suas votações em relação à decisão de redução da taxa de juros. Esses membros representam diferentes perspectivas e análises sobre a política monetária e suas implicações para a economia brasileira.
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Capítulo 2: Fabiano
Neste capítulo de Vidas Secas de Graciliano Ramos, o pai da família é apresentado com mais detalhes. Trata-se de um homem ignorante, um bruto. Ele se considera vaqueiro, mas também é como um bicho. Tem habilidade com os animais e se sente como um.
Com o retorno da chuva o verdadeiro dono da fazenda na qual Fabiano estava com sua família retorna e os expulsa. Porém, Fabiano consegue tê-lo como seu patrão (que o trata muito mal, por sinal) e se torna o capataz do lugar.
Ele e Sinhá Vitória conversam sobre seu Tomás da Bolandeira, que era um fazendeiro poderoso que falava muito bem, lia bastante e era cortez. Mas que também morreu na seca, e disso tiram a conclusão de que primeiro o importante é sobreviver e pensar vem em segundo lugar.
https://beduka.com/blog/materias/literatura/resumo-de-vidas-secas-enem/#:~:text=Cap%C3%ADtulo%202%3A%20Fabiano,e%20se%20sente%20como%20um.
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"Surfista Calhorda
Os Replicantes
Letra
Significado
Rack na caranga muito louca pra dar banda
Cheque na carteira recheada de paranga
Prancha importada assombrando a meninada
Corpo de atleta e rosto de Baby Johnson
É, mas quando entra na água
É, na primeira braçada
É, ele não vale uma naba
Ele não surfa nada, ele não surfa nada
Tem duas surf shops que só abrem ao meio-dia
Vive da herança milionária de uma tia
Vai pra Nova Iorque estudar advocacia
É, mas quando entra na água
É, na primeira braçada
É, ele não vale uma naba
Ele não surfa nada, ele não surfa nada
Ah surfista calhorda
Vai surfar na outra borda
Ah surfista calhorda
Vai surfar na outra borda
É, mas quando entra na água
É, na primeira braçada
É, ele não vale uma naba
Ele não surfa nada, ele não surfa nada
É, mas quando entra na água
É, na primeira braçada
É, ele não vale uma naba
Ele não surfa nada, ele não surfa nada
Nada, nada, nada, nada, nada, nada, nada
Composição: Carlos Gerbase / Heron Heinz. "
Essa letra da música "Surfista Calhorda" da banda Os Replicantes descreve um personagem que parece ter todos os atributos de um surfista típico, como uma prancha importada, corpo atlético e até mesmo o desejo de estudar advocacia em Nova Iorque. No entanto, quando o personagem realmente entra na água para surfar, revela-se que ele não tem habilidade alguma no esporte.
A letra critica esse tipo de pessoa que parece se identificar com a cultura do surf apenas superficialmente, talvez por razões de status social ou imagem, mas que na verdade não possui a habilidade ou o interesse genuíno no esporte. O termo "calhorda" sugere uma falta de honestidade ou autenticidade por parte desse indivíduo.
Ao final, a música sugere que esse "surfista calhorda" deveria surfar em outra parte, talvez em uma área onde sua falta de habilidade não seja tão evidente ou onde sua presença não incomode os verdadeiros praticantes do esporte.
Essa canção é um comentário humorístico e crítico sobre a cultura do surf e a ideia de autenticidade, sugerindo que a verdadeira paixão e habilidade são mais importantes do que a imagem superficial.
"A TERCEIRA MARGEM DO RIO GUAÍBA
TRIP
O Rio Grande do Sul dos piores banheiros e das melhores mulheres
POR REDAÇÃO 21.09.2005
por Carlos Gerbase*Aprendi, desde pequeno, que a cidade de Porto Alegre era banhada pelo rio Guaíba. Depois não era mais um rio - era um estuário (desembocadura de um rio). Depois, era um lago. Lago Guaíba. Ninguém acredita nisso. A ciência, está cientificamente provado, nem sempre está certa. E não adianta mostrar fotos de satélite. Satélites mostram tudo, menos o essencial: o que consideramos ser verdade no momento mágico em que ainda acreditamos em alguma coisa. O Guaíba de verdade é um rio. Também aprendi que o Rio Grande do Sul, aqui na ponta do Brasil, era habitado pelos gaúchos, seres altivos, heróicos, montados em cavalos, dispostos a criar uma República, comer um churrasco e usar boleadeiras para derrubar uma vaca fujona. As únicas boleadeiras que vi em funciona-mento até hoje, durante churrasco num CTG (Centro de Tradições Gaúchas, uma espécie metafórica de mini-República separatista), não foram usadas para derrubar a vaca (que, no final das contas, já estava no espeto), e sim para um espetáculo interessante: apagaram-se as luzes do ambiente, as pontas das boleadeiras foram embebidas em querosene, e o gaúcho demons-trou sua habilidade em manobrar as bolas no escuro, desenhando figuras graciosas no ar. Impressionante. O gaúcho de verdade é uma espécie exótica de jogador de iôiô. E o Rio Grande, este sim, é um lago. A cultura gaúcha, e por extensão a porto-alegrense, é o resultado de todas as mentiras que aprendemos sobre nossa geografia, nossa história e nossas roupas, mais os efeitos de todas essas mentiras espalhadas pelo Brasil afora (tipo o desenho da cuia na capa daquele CD da TRIP), mais o nosso orgulho dessa imagem de dife-rentes, separatistas e machões, que nos faz mentir cada vez mais. Mas atenção: no inverno, faz mesmo frio; no campo, ainda se usa bombacha. Só que o melhor churrasco, como todos sabem, come-se em São Paulo. A cultura gaúcha é uma esfinge de costas: em vez de impedir a entrada do forasteiro, quase sempre impede a saída do provinciano, formulando perguntas difíceis, tipo para onde vais - Rio ou São Paulo?; por que a pior banda baiana de axé faz mais sucesso que a melhor banda gaúcha de rock? ou quanto os Engenheiros do Hawaii ganharam para transformar sua música 'Segurança' em trilha de comercial de banco?. Há, entre muitos porto-alegrenses, um grande orgulho de nossos fracassos. Preferimos os bares menores (e com os piores banheiros) e idolatramos as bandas mais chinelonas (as que tocam nos bares menores e com os piores banheiros). Fazemos raves ao ar livre, no inverno, com temperatura de cinco graus, porque no verão tá todo mundo em Santa Catarina. Mas tem o outro lado: exportamos, anualmente, centenas de garotas lindas para serem top models ao norte do Rio Grande, incluindo aí Nova York e outras querências. E, mesmo assim, as melhores ficam por aqui, sentadas nas mesas lotadas dos bares menores, fazendo xixi nos piores banheiros, dançando ao som das bandas mais chinelonas. No verão, muitas vão para Santa Cata-rina. Muitos vão atrás delas. Mas, só entre as que ficam, já tem uma penca de meninas mais bonitas que a Gisele Bündchen. É claro que isso é tudo mentira. Mais uma mentira sobre a cultura gaúcha. E continuaremos procurando a terceira margem do Guaíba, que será a relação perfeita entre nosso masculino orgulho provinciano e nossa feminina voca-ção expansionista. Quando a encontrarmos, refundaremos nossa República, sob novas bases, mas sempre mantendo a má qualidade dos banheiros. É o que os acadêmicos guascas chamam de vigilância epistemológica ou, como dizem os grossos: Não te fresqueia, guri, que o Guaíba é um rio.*Carlos Gerbase, 41, é cineasta, foi baterista da banda punk Replicantes e compositor do clássico hit Surfista Calhorda. Diretor de vários curtas superpremiados e do longa Verdes Anos. Seu filme mais recente, Tolerância, entra em cartaz este mês nas principais capitais do país"
Esse texto, escrito por Carlos Gerbase, aborda de maneira irônica e crítica diversos aspectos da cultura e identidade gaúcha, especialmente centrando-se na cidade de Porto Alegre e na região sul do Brasil. Aqui estão algumas das principais reflexões e temas abordados no texto:
Identidade e Geografia: O autor reflete sobre a identidade cultural dos gaúchos e porto-alegrenses, questionando as concepções estereotipadas sobre a região, como a ideia de que Porto Alegre é banhada pelo Rio Guaíba, que é descrito ora como rio, ora como lago. Essa ambiguidade geográfica é utilizada para ilustrar a complexidade e as contradições da identidade regional.
Cultura e Mitos: Gerbase critica os mitos e estereótipos associados à cultura gaúcha, como a figura do gaúcho heróico e montado a cavalo, contrastando essas imagens com a realidade contemporânea da região.
Orgulho e Fracasso: O texto aborda o orgulho dos porto-alegrenses em relação aos aspectos únicos de sua cultura, mesmo quando isso implica em reconhecer seus próprios fracassos, como o sucesso limitado das bandas locais ou as condições dos banheiros nos bares.
Mulheres e Beleza: Há uma reflexão sobre a beleza das mulheres gaúchas e sua presença marcante, tanto na região quanto fora dela, como modelos internacionais, contrastando essa imagem com a realidade cotidiana da cidade.
Desafios da Identidade: O texto sugere que a identidade gaúcha é uma questão complexa e em constante transformação, marcada por contradições e desafios, mas também por um senso de orgulho e pertencimento.
Em suma, o texto de Gerbase oferece uma visão provocativa e multifacetada da cultura e identidade gaúchas, questionando estereótipos e explorando as complexidades dessa região do Brasil.
p
"Segurança
Canção de Engenheiros do Hawaii
Visão geral
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Letras
Você precisa de alguém que te dê segurança
Senão você dança, senão você dança
Você precisa de alguém que te dê segurança
Senão você dança, senão você dança
Ele era o tal, cheio de moral, Bon Vivant
Parecia um galã, usando óculos Ray ban (Don Juan)
Corria em Tarumã, combateu no vietnã (ra ta ta ta)
Vestia Yves Saint-Laurent (Pierre Cardin)
Você precisa de alguém que te dê segurança
Senão você dança, senão você dança
Você precisa de alguém que te dê segurança
Senão você dança, senão você dança
Ele era o tal, um cara tão legal, fascinava você
Tinha um Puma-GT com vidro fumê
Tinhasauna no ap, só pra você (pode crer)
Lutava Karatê como nos filmes de TV
Você precisa de alguém que te dê segurança
Senão você dança, senão você dança
Você precisa de alguém que te dê segurança
Senão você dança, senão você dança
O que mais me impressiona é que tudo nasceu
Numa carona que ele te deu
E o que mais me emociona é que tudo se deu
Num banco traseiro de um Alfa Romeo
Você precisa de alguém que te dê segurança
Senão você dança, senão você dança
Você precisa, você precisa, você precisa
Você precisa, você precisa de alguém
Senão você dança, senão você se cansa e ransa
Você precisa de alguém que te dê segurança
Senão você dança, senão você...
Fonte: Musixmatch
Compositores: Humberto Gessinger"
Essa letra da música "Segurança" da banda Engenheiros do Hawaii aborda o tema da busca por segurança em relacionamentos interpessoais, especialmente na esfera amorosa. Aqui estão algumas análises e interpretações sobre a mensagem da música:
Necessidade de Segurança: A letra ressalta a importância da segurança emocional e afetiva em um relacionamento, sugerindo que a falta dela pode levar à instabilidade e ao desconforto.
Imagens de Poder e Status: O eu lírico descreve o parceiro como alguém que aparenta ter poder, status e atrativos materiais, como carros de luxo e roupas de grife. Isso pode sugerir uma busca por segurança baseada em aspectos superficiais ou materialistas.
Desilusão: No entanto, ao longo da música, o eu lírico parece expressar uma certa desilusão com essa busca por segurança em elementos externos, sugerindo que talvez esses atributos não sejam suficientes para garantir a estabilidade emocional e a felicidade no relacionamento.
Origem Inesperada: A música destaca que o relacionamento começou de forma inesperada, em uma simples carona, o que pode sugerir que a verdadeira segurança e conexão emocional podem surgir de maneiras imprevistas e não necessariamente ligadas a elementos materiais ou de status.
Repetição da Necessidade: A repetição do refrão "Você precisa de alguém que te dê segurança" enfatiza a importância desse aspecto no relacionamento, ao mesmo tempo em que sugere uma busca contínua por essa segurança.
Em resumo, "Segurança" aborda a busca por segurança emocional e afetiva em relacionamentos, destacando as expectativas, desilusões e a complexidade envolvida nessa busca.
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VÍTIMA DA ENCHENTE/NOTÍCIA
Cavalo "Caramelo" que estava em telhado é resgatado em Canoas
Imagem do animal ilhado viralizou e gerou grande mobilização
09/05/2024 - 11h24min
Atualizada em 09/05/2024 - 14h11min
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GZH
O cavalo "Caramelo", que estava ilhado em um telhado em Canoas, foi resgatado na manhã desta quinta-feira (9). Foram necessários pelo menos cinco barcos. O animal é um macho de 6 a 7 anos e estava debilitado, mas a equipe levou materiais para socorrê-lo. Precisou ser sedado e deitado em um dos botes para a conclusão do resgate. Veterinários do Exército acompanham a operação e trataram o cavalo durante o transporte até um local seguro.
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AO VIVO: chuva provoca estragos em dezenas de cidades do RSAO VIVO: chuva provoca estragos em dezenas de cidades do RS
A equipe responsável pela operação, liderada pelo Exército e com apoio do Corpo de Bombeiros de São Paulo, chegou ao local em que o animal estava às 11h. Para colocá-lo deitado dentro da embarcação, 11 socorristas atuaram diretamente.
O trajeto para levá-lo até terra firme possuía cerca de seis quilômetros. Então, pela complexidade do resgate, o animal, que pesa em torno de 350 quilos, precisou ser medicado para que não ficasse estressado.
O animal chegou em terra firme, no principal viaduto do bairro Mathias Velho, na Av. Rio Grande do Sul, às 12h18min — ao todo, o resgate durou 1h18min. Foi transportado, dentro de um reboque, pelo Corpo de Bombeiros de São Paulo. O momento foi de muita emoção e celebração para todos que acompanharam, com angustia, a resistência e o resgate do animal.
Foi transportado, dentro de um reboque, por Bombeiros Civis de São Paulo, até um caminhão da Brigada Militar, e levado para o Hospital Veterinário da Ulbra, em Canoas, para realização de exames e cuidados específicos.
Foi confirmado de que se trata de um macho de 6 a 7 anos. A estimativa é de que o cavalo esteve em cima do telhado desde a noite de sábado, quando a água subiu muito no bairro Mathias Velho.
Felipe Neto, que estava envolvido na tentativa de ajuda para retirar o animal do telhado, comemorou o resgate. Durante a quarta-feira (8), ele pediu ajuda para salvar o animal, oferecendo-se para pagar um helicóptero que pudesse tirar o animal daquela situação.
GZH faz parte do The Trust Project
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https://gauchazh.clicrbs.com.br/geral/noticia/2024/05/cavalo-caramelo-que-estava-em-telhado-e-resgatado-em-canoas-clvzc862v005y011hwt1h6tb6.html
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Os números racionais podem ser representados de duas formas: no formato de fração e de número decimal. Para transformar uma fração em um número decimal, basta dividir o numerador pelo denominador, como apresentado no exemplo a seguir: 3/8 (Dividindo 3 por 8, obtemos 0,375, logo, 3/8 = 0,375.)Agora é a sua vez! Qual alternativa representa, respectivamente, a forma decimal dos frações: 4/8; 5/16; 3/10; 1/100; 20/25; 26/4; 89/8?
ue mas era pra estar em forma decimal
a. 5+4/7
b. 134+3/7
c. 63+1/7
d. 123+6/7
quais as alternativas
Resposta
32 pessoas acharam útil
nbdyli
Excelente
69 respostas
7 mil pessoas receberam ajuda
4/8 = 0.5
5/16 = 0.3125
3/10 = 0.3
1/100 = 0.01
20/25 = 0.8
26/4 = 6.5
89/8 = 11.125
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seção de avaliação da resposta
Avaliação da resposta4,3
Resposta
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adryanramalho9
Ambicioso
48 respostas
2.6 mil pessoas receberam ajuda
Explicação passo-a-passo:
a) 4÷8=-0,5
40
0
b) 5÷16=--0,31
50
20
4
c) 3÷10=0,3
30
0
d) 1÷100=--0,01
100
0
e) 20÷25=---0,8
200
0
f) 26÷4=---6,5
20
0
g) 89÷8=---11,125
09
10
20
. 40
0
Espero ter ajudado
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VÍTIMA DA ENCHENTE/NOTÍCIA
Cavalo "Caramelo" que estava em telhado é resgatado em Canoas
Imagem do animal ilhado viralizou e gerou grande mobilização
09/05/2024 - 11h24min
Atualizada em 09/05/2024 - 14h11min O cavalo "Caramelo", que estava ilhado em um telhado em Canoas, foi resgatado na manhã desta quinta-feira (9). Foram necessários pelo menos cinco barcos. O animal é um macho de 6 a 7 anos e estava debilitado, mas a equipe levou materiais para socorrê-lo. Precisou ser sedado e deitado em um dos botes para a conclusão do resgate. Veterinários do Exército acompanham a operação e trataram o cavalo durante o transporte até um local seguro.
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A equipe responsável pela operação, liderada pelo Exército e com apoio do Corpo de Bombeiros de São Paulo, chegou ao local em que o animal estava às 11h. Para colocá-lo deitado dentro da embarcação, 11 socorristas atuaram diretamente. O trajeto para levá-lo até terra firme possuía cerca de seis quilômetros. Então, pela complexidade do resgate, o animal, que pesa em torno de 350 quilos, precisou ser medicado para que não ficasse estressado.
O animal chegou em terra firme, no principal viaduto do bairro Mathias Velho, na Av. Rio Grande do Sul, às 12h18min — ao todo, o resgate durou 1h18min. Foi transportado, dentro de um reboque, pelo Corpo de Bombeiros de São Paulo. O momento foi de muita emoção e celebração para todos que acompanharam, com angustia, a resistência e o resgate do animal.
Foi transportado, dentro de um reboque, por Bombeiros Civis de São Paulo, até um caminhão da Brigada Militar, e levado para o Hospital Veterinário da Ulbra, em Canoas, para realização de exames e cuidados específicos. Foi confirmado de que se trata de um macho de 6 a 7 anos. A estimativa é de que o cavalo esteve em cima do telhado desde a noite de sábado, quando a água subiu muito no bairro Mathias Velho.
Felipe Neto, que estava envolvido na tentativa de ajuda para retirar o animal do telhado, comemorou o resgate. Durante a quarta-feira (8), ele pediu ajuda para salvar o animal, oferecendo-se para pagar um helicóptero que pudesse tirar o animal daquela situação.
ChatGPT
Que notícia emocionante! O resgate do cavalo "Caramelo" em Canoas é um verdadeiro exemplo de solidariedade e esforço conjunto para salvar uma vida em perigo. Foi incrível ver como as equipes de resgate, lideradas pelo Exército e com apoio do Corpo de Bombeiros, agiram com determinação para resgatar o animal ilhado.
A mobilização para resgatar o cavalo também demonstrou o poder das redes sociais e da solidariedade humana. A viralização da imagem do animal ilhado certamente sensibilizou muitas pessoas, incluindo o influenciador Felipe Neto, que se envolveu na tentativa de ajuda.
É reconfortante saber que o cavalo "Caramelo" foi resgatado com sucesso e está recebendo os cuidados veterinários necessários. Esperamos que ele se recupere completamente e retome sua vida normal em breve.
Essa história mostra como, em meio a desastres naturais e situações difíceis, a união de esforços e a solidariedade podem fazer a diferença, trazendo esperança e salvando vidas.
https://gauchazh.clicrbs.com.br/geral/noticia/2024/05/cavalo-caramelo-que-estava-em-telhado-e-resgatado-em-canoas-clvzc862v005y011hwt1h6tb6.html
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Papo Antagonista com Carlos Graieb - 09/05 - STF mantém indicações de Lula em estatais
O Antagonista
Transmissão ao vivo realizada há 109 minutos
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Surfista Calhorda
Os Replicantes
Letra
Significado
Rack na caranga muito louca pra dar banda
Cheque na carteira recheada de paranga
Prancha importada assombrando a meninada
Corpo de atleta e rosto de Baby Johnson
É, mas quando entra na água
É, na primeira braçada
É, ele não vale uma naba
Ele não surfa nada, ele não surfa nada
Tem duas surf shops que só abrem ao meio-dia
Vive da herança milionária de uma tia
Vai pra Nova Iorque estudar advocacia
É, mas quando entra na água
É, na primeira braçada
É, ele não vale uma naba
Ele não surfa nada, ele não surfa nada
Ah surfista calhorda
Vai surfar na outra borda
Ah surfista calhorda
Vai surfar na outra borda
É, mas quando entra na água
É, na primeira braçada
É, ele não vale uma naba
Ele não surfa nada, ele não surfa nada
É, mas quando entra na água
É, na primeira braçada
É, ele não vale uma naba
Ele não surfa nada, ele não surfa nada
Nada, nada, nada, nada, nada, nada, nada
Composição: Carlos Gerbase / Heron Heinz.
quarta-feira, 8 de maio de 2024
MODERAÇÃO
Pra Não Dizer Que Não Falei DOs Polos
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"Ah, não gostei de Dom Casmurro..."
LEIA DE NOVO! 😂❤️
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Recorte Lírico
@recortelirico
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Luiz Carlos Azedo - Despesas com a COP em Belém deixam Lula numa saia-justa
Correio Braziliense
Segundo o governador Helder Barbalho, a realização desses investimentos é fundamental para o sucesso da COP
Ao mesmo tempo em que negocia com o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSDB), um pacote de ajuda aos gaúchos flagelados pela chuva, que inclui a suspensão do pagamento das dívidas do Rio Grande do Sul, cujos serviços custam cerca de R$ 3,5 bilhões ao ano, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva liberou um investimento da Itaipu Binacional, a fundo perdido, para obras de infraestrutura de Belém da ordem de R$ 1,3 bilhão. A capital do Pará sediará a Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças do Clima, a COP 30, em 2025.
Esses recursos de Itaipu sempre foram destinados ao Paraná e ao Mato Grosso do Sul, porém, desde março, vinham sendo negociados entre o diretor-geral brasileiro da empresa, Enio Verri, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, o governador do Pará, Helder Barbalho (MDB), e o prefeito de Belém, Edmilson Rodrigues (PSOL), para reforçar o pacote de investimentos na infraestrutura da cidade. Belém deve receber cerca de 50 mil pessoas durante a COP-30, a primeira a se realizar em plena Amazônia.
Os projetos a serem executado já estão contratados. Um dos convênios, com o governo do estado, destina-se ao aprimoramento de infraestrutura viária e implantação do Parque Linear Doca, na Avenida Visconde de Souza Franco, no centro de Belém; à execução de 50 km de rede coletora de esgoto, 4,8 mil ligações de esgoto; à pavimentação de vias de acesso à COP 30, implantação de vias marginais do Canal Água Cristal e equipamentos de controle de tráfego, entre outras. Tal investimento passa de R$ 1 bilhão.
O segundo convênio, no valor de R$ 323,5 milhões, será assinado pela Itaipu e a Prefeitura de Belém, para implantação do Parque Urbano Igarapé São Joaquim, incluindo projetos de arquitetura, paisagismo, rede esgoto, abastecimento, iluminação pública, pavimentação e sinalização viária. O mesmo acordo prevê a reforma e revitalização do Complexo Ver-o-Peso, símbolo da capital paraense, que abriga um dos mercados mais antigos do Brasil, e a restauração do Mercado Municipal de São Brás, construção histórica localizada no centro da cidade.
O terceiro convênio, no valor de R$ 41,8 milhões, destinase ao Parque Tecnológico Itaipu (PTI), à Prefeitura de Belém e à Fundação de Amparo e Desenvolvimento da Pesquisa (Fadesp), para o desenvolvimento de metodologia de gestão de resíduos sólidos, ações de educação ambiental e de inovação em biotecnologia.
Dever de casa
Segundo o governador Helder Barbalho, a realização desses investimentos é fundamental para o sucesso da COP, que receberá um total de R$ 4 bilhões em obras, a maior parte financiada pelo BNDES e a serem pagas pelo governo do estado. Entretanto, Belém sofre um ataque especulativo. É péssima avaliação do prefeito Edmilson Rodrigues, que concorre à reeleição, em razão do desgaste provocada pelo colapso do sistema de coleta de resíduos sólidos na capital.
Surgiram especulações de que a cidade não teria condições de receber a COP-30 e propostas no sentido de compartilhar o evento com o Rio de Janeiro e São Paulo, que teriam uma infraestrutura pronta, passaram a ser ventiladas. Barbalho garante que esse problema será superado com a nova concessão do serviço de limpeza pública, e que todas as metas para realização do evento serão alcançadas no prazo previsto. O arranjo institucional para execução das obras está completo. Os problemas mais críticos são a dragagem das Docas, para atracação dos navios de cruzeiro, que serão utilizados como hotéis pelas delegações estrangeiras, e o reforço da rede de hotéis da cidade e construção de novos alojamentos de arvoredo com as exigências da ONU.
“Tenho absoluta certeza de que fazer a COP na floresta será a mais importante rodada de conferência desde o Acordo de Paris, que completa 10 anos”, afirma Barbalho, que acredita na mobilização da sociedade, sobretudo indígenas e quilombolas, para restabelecer a centralidade da questão das florestas na discussão sobre o clima. Hoje, o eixo de debate, inclusive no Congresso, é a transição energética. “Precisamos preservar 75% do nosso território hoje ocupado por florestas, isso exige uma nova economia, que garanta a sobrevivência de seus ocupantes”, argumenta.
Questionado sobre os investimentos de Itaipu num momento em que o Rio Grande Sul vive sua maior tragédia, Barbalho argumenta que é um erro não levar em conta que o desastre ambiental no Sul também é consequência das alterações climáticas, cuja contenção depende muito da sustentabilidade da Amazônia. E que “o problema não é falta de recursos no Orçamento da União, é a forma como estão sendo pulverizados pelas ementas parlamentares”. Essas emendas somam R$ 53 bilhões.
A consumação do acordo com Itaipu é polêmica, diante da destruição das cidades, da infraestrutura e das lavouras gaúchas. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva está numa saia justa, apesar de todo o empenho do governo federal para ajudar o Rio Grande do Sul. Ontem, Lula anunciou que suspenderá o pagamento da dívida do estado com a União, cuja rolagem custa R$ 3,5 bilhões por ano, e convidou o governador Eduardo Leite para discutir a reestruturação da dívida total, que chega a R$ 90 bilhões. Rolagem da dívida, porém, não é investimento direto da União na reconstrução do estado."
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RESUMO:
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva se encontra em uma situação delicada devido aos investimentos destinados à realização da COP em Belém, enquanto o Rio Grande do Sul enfrenta uma grave crise após as chuvas. Embora Lula tenha anunciado a suspensão do pagamento da dívida do estado, o investimento em Belém levanta questionamentos sobre as prioridades do governo. Os recursos, provenientes da Itaipu Binacional, foram redirecionados para Belém para obras de infraestrutura visando a COP 30, em vez de serem destinados aos gaúchos afetados pelas chuvas. Apesar dos esforços do governo federal para auxiliar o Rio Grande do Sul, a decisão de investir em Belém em vez de direcionar recursos diretamente para a reconstrução do estado levanta críticas e coloca Lula em uma posição desconfortável.
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Wilson Gomes - O fim da crítica política?
Folha de S. Paulo
O comentarista político é o único a quem não se permite reivindicar sua objetividade
Na crítica, o juízo de gosto jamais deve ser entendido como um juízo de valor. E vice-versa. Isso vale para qualquer atividade dessa natureza, tenha ela como objeto filmes, romances, artes plásticas ou até mesmo política.
Como todo apreciador de uma forma artística ou toda pessoa politicamente engajada, o crítico tem suas preferências e reconhece as obras e os projetos que melhor atendem às suas exigências estéticas ou morais. No entanto, a atividade analítica deve ser completamente diferente da experiência estética.
"Eu não gostei dessa obra" não deve ser confundido com "essa obra não presta". Afinal, há coisas de que pessoalmente não gosto, mas que podem ser sublimes em seu gênero; há soluções estéticas ou políticas que não aprovo, mas cuja genialidade não posso deixar de reconhecer. E é claro que adoro, como diria Machado de Assis, certas deliciosas vulgaridades, porque me falam à alma e à sensibilidade, não por seu elevado padrão estético ou político.
O gosto e as preferências continuam sendo pessoais ou coletivos, mas as razões pelas quais gostamos, os programas executados em uma determinada obra, as soluções encontradas pelo realizador e sua originalidade ou banalidade, os padrões que orientam o que é considerado medíocre ou sublime, tudo isso é discutível. Desde que os parâmetros sejam apresentados e fundamentados, isso constitui a matéria específica da crítica e o que a torna diferente da experiência estética ou da prática política.
Na política, contudo, as coisas seguem em outra direção. Sim, existe a crítica política, assim como existe a crítica de arte ou de gastronomia, embora não usemos esse rótulo no Brasil. Chamamos de análise política quando é acadêmica e de comentário político quando é nos meios de comunicação, mas trata-se exatamente da mesma atividade. O que me impressiona é como é mais facilmente aceito que a crítica artística, por exemplo, é uma atividade intelectual independente e objetiva, enquanto o comentário político profissional é tratado como uma atividade militante.
E quanto mais partidário o leitor, maior a convicção de que quem faz crítica política é um ativista com privilégios de fala, mais firme é a crença de que o juízo de valor sobre assuntos políticos decorre diretamente da inclinação política do comentarista. O comentarista político é o único crítico a quem hoje em dia não se permite reivindicar que se orienta por parâmetros objetivos e justificáveis, ou que deve ser considerado ou contestado com base nos argumentos que sustenta e não na inclinação política pessoal ou da empresa que veicula sua opinião.
Não é razoável imaginar que a primeira-dama não poderia se conceder o luxo de ir ao show de Madonna enquanto um estado brasileiro vive uma tragédia? O parâmetro por trás de um julgamento desses, uma estimativa de efeito do ato sobre a percepção pública, é do mais elementar bom senso, e ainda assim a afirmação será contestada ou reforçada com igual fúria com base em duas presunções.
Uma sobre a posição ideológica do crítico, identificado obviamente como antagonista à primeira-dama; outra sobre a posição ideológica do leitor. Se o leitor considerar o comentarista alinhado à sua própria posição, merecerá elogios pela sensatez; caso contrário, obviamente quem está errado é o crítico, justo destinatário de todo o desprezo por posição tão sórdida e parcial.
De duas coisas não se abre mão nessa percepção: o leitor partidário estará sempre certo e todo comentarista é um partidário camuflado de crítico político.
O repúdio ao analista, então, será calibrado a partir de duas estimativas. Primeiro, do alcance da publicação e seus efeitos. Segundo, da distância cognitiva e moral entre o que o crítico disse e o que o partidário considera certo.
Quanto maior a distância estimada entre os dois, ou seja, quanto mais a crítica for considerada errada, e maior a previsão de efeitos sobre as pessoas, mais o partidário se sentirá compelido a intervir para tentar "medidas corretivas" que minimizem os impactos da crítica. Tudo para evitar que leitores neutros sejam levados ao erro pela parcialidade do comentarista.
A mais comum entre tais medidas é o comentário que rebate a crítica denunciando sua parcialidade e insultando o crítico.
De forma espantosamente autoindulgente, neste caso o insulto não é um ato moralmente inaceitável de violência verbal, mas uma forma enfática de arrancar a máscara do pretenso crítico e mostrá-lo como realmente é: um sórdido militante do mal.
RESUMO
O texto discute a falta de imparcialidade na crítica política, em contraste com outras formas de crítica, como a crítica artística. Enquanto os críticos de arte são vistos como objetivos e independentes, os comentaristas políticos são frequentemente rotulados como militantes devido às suas inclinações políticas percebidas. Isso resulta em uma polarização na qual os leitores partidários tendem a desconsiderar as críticas que não estão alinhadas com suas próprias opiniões. O autor argumenta que a crítica política deveria ser avaliada com base em seus argumentos e justificativas, em vez de ser desqualificada por suas inclinações políticas. Ele também aborda a reação agressiva dos leitores partidários às críticas que discordam de suas visões, desqualificando os críticos como meros militantes e lançando insultos contra eles.
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terça-feira, 7 de maio de 2024
Joel Pinheiro da Fonseca - O fim do debate público?
Folha de S. Paulo
Cada formador de opinião fala quase que unicamente para quem está do mesmo lado
Por mais que os progressistas desejem e sonhem com isso, os quase 50% dos votos válidos para Bolsonaro não desaparecerão tão cedo, e boa parte deles será transferida para algum candidato que tenha o apoio de Bolsonaro. Resta saber se será tão extremista quanto ele ou se será mais moderado.
Independente de quem seja, a própria discussão sobre se é possível alguém próximo de Bolsonaro ser menos extremista do que ele já salientou um fato inescapável: a polarização continuará dando as cartas no debate público. Ou seja, a visão do outro lado como irremediavelmente maléfico —ou, na hipótese mais caridosa, burro— veio para ficar. Qualquer reação que não seja o combate irrestrito a tudo que o outro polo representa é tida por suspeita.
O efeito dessa polarização é que há cada vez menos debate real. Cada formador de opinião —conceito que está cada vez mais fluido, dado que hoje todo mundo pode se fazer ouvir nas redes— fala quase que unicamente para quem está do mesmo lado. Seu papel é menos o de levantar discussões e mais o de jogar para a torcida. Entregar ao torcedor motivos engenhosos pelos quais o seu lado está sempre correto e —ainda mais importante— o outro lado é perverso. Na medida em que é bem-sucedido, consegue os aplausos e o engajamento.
Nas poucas ocasiões em que o conteúdo gerado para um dos lados da polarização chega ao lado contrário, é apenas para servir de espantalho. Um dos recursos favoritos do brasileiro para evitar discutir qualquer assunto importante é a confusão entre rotulagem e refutação. A insinuação de intenções perversas é o bastante para desqualificar um argumento sem ter que respondê-lo.
Ao classificar um adversário como pertencendo a uma categoria indesejável, não é mais preciso refutar diretamente nada do que ele diz. Na esquerda, os grupos malditos são burgueses, neoliberais, reacionários, fascistas. Na direita, elitistas, globalistas, woke, comunistas. Em ambos os casos, o que move o adversário são interesses inconfessáveis e não qualquer fato da realidade. Basta colar um desses que o público-alvo saberá reagir de acordo.
Por trás desse tipo de argumento está a pressuposição de que a realidade já é conhecida, basta pertencer ao lado bom para aceitá-la. E quem pertence ao lado mau seguirá empedernido no erro que lhe é conveniente. Com essa lógica, as convicções ficam cada vez mais extremas; as posições políticas cada vez menos negociáveis. E a perspectiva da vitória do adversário cada vez mais apocalíptica. No limite, as palavras perdem qualquer capacidade de persuadir, restando apenas o recurso final às armas.
E, no entanto, não conseguimos abrir mão das palavras. É necessário não apenas vencer, mas ter razão e mostrar que se tem razão. Existe uma realidade que pode ser em alguma medida conhecida pela razão humana? Se não existe, então as palavras não passam de um artifício enganador e não há por que perder tempo lendo, falando e escrevendo. Se existe, então a identidade ou mesmo os supostos interesses do interlocutor jamais serão suficientes para se avaliar um argumento, e pode bem calhar de aquela pessoa que consideramos a mais pérfida estar certa em algum ponto e, nós, errados.
No passado, o ajuste e a moderação do debate público dependiam de editores capazes de avaliar o que era ou não digno de chegar às massas. Hoje, cada um é seu próprio editor e nada mudará isso. E a única coisa que pode evitar a completa desagregação social é a dispo
sição de cada um de não ceder aos encantos da certeza moral.
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leia o trecho do
conto-prefácio “Hipotrélico”, que integra o livro
Tutameia, de João Guimarães Rosa.
Há o hipotrélico. O termo é novo, de impesquisada
origem e ainda sem definição que lhe apanhe em todas as
pétalas o significado. Sabe-se, só, que vem do bom
português. Para a prática, tome-se hipotrélico querendo
dizer: antipodático, sengraçante imprizido; ou, talvez,
vice-dito: indivíduo pedante, importuno agudo, falto de
respeito para com a opinião alheia. Sob mais que,
tratando-se de palavra inventada, e, como adiante se verá,
embirrando o hipotrélico em não tolerar neologismos,
começa ele por se negar nominalmente a própria
existência.
Somos todos, neste ponto, um tento ou cento
hipotrélicos? Salvo o excepto, um neologismo contunde,
confunde, quase ofende. Perspica-nos a inércia que soneja
em cada canto do espírito, e que se refestela com os bons
hábitos estadados. Se é que um não se assuste: saia todoo-mundo a empinar vocábulos seus, e aonde é que se vai
dar com a língua tida e herdada? Assenta-nos bem à
modéstia achar que o novo não valerá o velho; ajusta-se
à melhor prudência relegar o progresso no passado. [...]
Já outro, contudo, respeitável, é o caso — enfim — de
“hipotrélico”, motivo e base desta fábula diversa, e que
vem do bom português. O bom português, homem-debem e muitíssimo inteligente, mas que, quando ou
quando, neologizava, segundo suas necessidades íntimas.
Ora, pois, numa roda, dizia ele, de algum sicrano,
terceiro, ausente:
— E ele é muito hiputrélico...
Ao que, o indesejável maçante, não se contendo,
emitiu o veto:
— Olhe, meu amigo, essa palavra não existe.
Parou o bom português, a olhá-lo, seu tanto perplexo:
— Como?!... Ora... Pois se eu a estou a dizer?
— É. Mas não existe.
Aí, o bom português, ainda meio enfigadado, mas no
tom já feliz de descoberta, e apontando para o outro,
peremptório:
— O senhor também é hiputrélico...
E ficou havendo.
(Tutameia, 1979.)
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Examine o cartum de Christopher Weyant, publicado em
sua conta no Instagram em 16.08.2018.
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O recurso expressivo que contribui de maneira decisiva
para a compreensão do cartum é
a) a ironia.
b) o eufemismo.
c) a antítese.
d) a hipérbole.
e) o paradoxo.
Resolução
TRADUÇÃO DO CARTUM
Se eu não acreditasse em uma imprensa livre, eu
estaria concedendo a você esta entrevista?
Resposta: A
https://www.curso-objetivo.br/vestibular/resolucao-comentada/unesp/2021/1fase/1dia/UNESP2021_1fase.pdf
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RÁDIO CÂMARA
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REPORTAGEM ESPECIAL
A ditadura militar. MDB: moderados X autênticos
23/03/2015 - 16h59
MDB: autênticos x moderados - bloco 1
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MDB: autênticos x moderados - bloco 2
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Um grupo de deputados de oposição, conhecidos como os autênticos do MDB, teve um papel de destaque na resistência do Parlamento contra a ditadura militar de 1964. Eram 23 deputados de diferentes tendências, eleitos em 1970, que pressionaram o líder Ulysses Guimarães a endurecer com os generais-presidentes. Eles lançaram a ideia da anticandidatura de Ulysses, contra Ernesto Geisel, nas eleições presidenciais indiretas de 1974. O primeiro desdobramento veio em novembro do mesmo ano, quando o MDB dobrou a bancada do partido, que passou a ter 161 deputados e 16 senadores. Desde então, o grupo teve forte influência nos acontecimentos que levariam, dez anos depois, à campanha das Diretas Já e ao fim da ditadura em 1985. A reportagem especial desta semana resgata um pouco desta história, em dois capítulos. O repórter é João Arnolfo.
Neste mês está fazendo 30 anos que acabou a ditadura militar. O primeiro civil presidente da República, José Sarney, ainda foi eleito pelo sistema indireto, em março de 1985.
Mas a luta do Parlamento pela volta das eleições diretas começou bem antes, no início dos anos 1970.
Naquela época, o moderado líder da oposição, Ulysses Guimarães, começou a ser pressionado por um grupo de deputados, conhecidos como autênticos, para endurecer com os ditadores.
Os militares que derrubaram o governo em 1964 acabaram com a eleição direta para presidente da República. Eles passaram a indicar os generais-candidatos e o Congresso tinha que confirmar os nomes.
O primeiro general-presidente, Castelo Branco, manteve a eleição de 1966. Com isso deixou no ar a esperança de breve retorno à democracia — como lembra o ex-deputado Jaison Barreto, do MDB de Santa Catarina: “Já nas eleições de 1966 fui candidato... pra não deixar na escuridão a imensa maioria da população”.
Logo na primeira crise interna, os militares substituíram o moderado Castelo por um general linha-dura, Artur da Costa e Silva. E o Congresso convalidou a troca.
Quando Costa e Silva sofre um derrame, o vice-presidente da República, o ex-deputado Pedro Aleixo, é impedido de assumir – simplesmente porque era civil e... moderado.
Uma junta militar assume o governo e manda o Congresso confirmar como presidente, o general Emílio Garrastazzu Médici, até então chefe do serviço secreto.
Nos primeiros anos da década de 70, o exército já havia praticamente derrotado a guerrilha urbana. Oposicionistas mais aguerridos estavam presos, desaparecidos, cassados ou no exílio.
Foi nessa época que um grupo de deputados começou a pressionar Ulysses Guimarães, presidente do MDB, a endurecer com os militares. Esses parlamentares ficaram conhecidos como os autênticos, como conta um dos fundadores do grupo, o ex-deputado Alencar Furtado, do MDB do Paraná.
“Fui eleito deputado federal pelo Paraná em 1970, cheguei aqui fui liderado por Pedroso Horta, acolheram-nos muito bem, fui nomeado vice-líder, o Marcos Freyre vice-líder, o Fernando Lyra, ali praticamente foi o início do grupo dos autênticos. Nós éramos minoria dentro do MDB, que tinha 78 deputados e nós tínhamos de 35 a 40 no começo ... depois o grupo menor foi de 23. A direção do MDB não admitia que a gente participasse da Executiva, não admitia.”
Os militares só permitiam o funcionamento de dois partidos – a Arena (Aliança Renovadora Nacional), de apoio ao governo, e o Movimento Democrático Brasileiro, o MDB de oposição moderada. Ulysses presidia o MDB com cuidado para evitar prisões e cassação de mandatos. Mas os autênticos queriam enfrentar os militares e forçar a volta das eleições diretas.
Confira na próxima reportagem: a divergência entre os autênticos do MDB, que queriam confrontar os militares, e o deputado Ulysses Guimarães, que conduzia a oposição com moderação durante os anos de chumbo.
Reportagem — João Arnolfo
https://www.camara.leg.br/radio/programas/453271-a-ditadura-militar-mdb-moderados-x-autenticos/
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"Os Dias Eram Assim é uma série de televisão brasileira produzida e exibida pela Rede Globo com previsão de estreia em 17 de abril de 2017 no tradicional horário das 23 horas.
Escrita por Ângela Chaves e Alessandra Poggi, é com colaboração de Guilherme Vasconcelos e Mariana Torres, e conta com a direção geral e artística de Carlos Araújo.
LETRA:
Caminhando e cantando
E seguindo a canção
Somos todos iguais
Braços dados ou não
Nas escolas, nas ruas
Campos, construções
Caminhando e cantando
E seguindo a canção
Vem, vamos embora
Que esperar não é saber
Quem sabe faz a hora
Não espera acontecer
Vem, vamos embora
Que esperar não é saber
Quem sabe faz a hora
Não espera acontecer
Pelos campos há fome
Em grandes plantações
Pelas ruas marchando
Indecisos cordões
Ainda fazem da flor
Seu mais forte refrão
E acreditam nas flores
Vencendo o canhão
Vem, vamos embora
Que esperar não é saber
Quem sabe faz a hora
Não espera acontecer
Vem, vamos embora
Que esperar não é saber
Quem sabe faz a hora
Não espera acontecer
Há soldados armados
Amados ou não
Quase todos perdidos
De armas na mão
Nos quartéis lhes ensinam
Uma antiga lição
De morrer pela pátria
E viver sem razão
Vem, vamos embora
Que esperar não é saber
Quem sabe faz a hora
Não espera acontecer
Vem, vamos embora
Que esperar não é saber
Quem sabe faz a hora
Não espera acontecer
Nas escolas, nas ruas
Campos, construções
Somos todos soldados
Armados ou não
Caminhando e cantando
E seguindo a canção
Somos todos iguais
Braços dados ou não
Os amores na mente
As flores no chão
A certeza na frente
A história na mão
Caminhando e cantando
E seguindo a canção
Aprendendo e ensinando
Uma nova lição
Vem, vamos embora
Que esperar não é saber
Quem sabe faz a hora
Não espera acontecer
Vem, vamos embora
Que esperar não é saber
Quem sabe faz a hora
Não espera acontecer
(Letras licenciadas e fornecidas por LyricFind)"
https://www.youtube.com/watch?v=gIkNlSnTm2E
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terça-feira, 7 de maio de 2024
GOLPE DE 1799
MAIS LUZ!
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DICAS DE PORTUGUÊS
Juro ou juros? Ambos doem do mesmo jeito no bolso...
No singular ou no plural, uma coisa é certa: a taxa básica anunciada pelo governo dos Estados Unidos terá impacto sobre a economia mundial
Dad Squarisi
06/11/2022 04:00 - atualizado 04/11/2022 23:29
Obanco central dos Estados Unidos aumentou a taxa básica de juros americana. Ao dar a notícia, pintou a dúvida. Juro ou juros? Tanto faz. No singular ou plural, o significado se mantém. A concordância acompanha o número: O juro dos Estados Unidos baixou. Os juros dos Estados Unidos baixaram.
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terça-feira, 7 de maio de 2024
Luiz Carlos Azedo - Tragédia mobiliza a União em socorro aos gaúchos
Correio Braziliense
Deputados relutam quanto ao redirecionamento de emendas ao Orçamento e o mercado sinaliza que o equilíbrio fiscal deve ser mantido, mesmo com a emergência
Como aconteceu no de 8 de janeiro de 2023, quando o Palácio do Planalto, o Congresso e o Supremo Tribunal Federal (STF) foram invadidos e vandalizados bolsonaristas, que tomaram de assalto a Praça dos Três Poderes, o mundo político se uniu novamente para socorrer o Rio Grande Sul, que registra o maior desastre natural de sua história. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva não somente mobilizou seus ministros como convidou os representantes dos demais Poderes para acompanhá-lo, domingo, num sobrevoo sobre Porto Alegre e outras cidades inundadas pelas águas do Guaíba.
Foi a segunda vez, desde o início da tragédia, que Lula viajou para o Rio Grande do Sul. Desta vez, convidou os presidentes do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), e da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), além da bancada federal gaúcha, para uma reunião com o governador gaúcho Eduardo Leite (PSDB) e o prefeito de Porto Alegre, Sebastião Melo (MDB). O vice-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Édson Fachin, e o presidente do Tribunal de Contas da União (TCU), Bruno Dantas, também participaram da reunião. No encontro, do qual fez parte o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, houve uma espécie de pacto entre os poderes para socorrer os gaúchos com medidas emergenciais.
Nesta segunda-feira, o governo federal anunciou a liberação de R$ 580 milhões em emendas parlamentares individuais, para socorro aos gaúchos. A maior parte do valor, R$ 538 milhões, será destinada à saúde. O restante será aplicado em áreas como cidades, educação, justiça e segurança pública. Outros R$ 448 milhões em emendas especiais serão liberados, e R$ 83 milhões em emendas de bancada para a saúde. O problema é que muitas emendas precisarão ser redirecionadas para as mais cidades.
Também nesta segunda-feira, Lula anunciou um projeto legislativo para acelerar o repasse de verbas para o Rio Grande do Sul. Até agora, foram registradas 85 mortes, 111 desaparecidos e 291 pessoas feridas, segundo a Casa Civil. Há 149,3 mil pessoas fora de casa, sendo 20 mil em abrigos e 129,2 mil em casas de familiares ou amigos. Ao todo, 364 dos 496 municípios do estado estão em estado de calamidade, com 873 mil pessoas atingidas por rios, alagamento de cidades, destruição de parte de rodovias.
Retribuição
Eduardo Leite apresentou um relato completo e dramático da destruição causada pelas chuvas. Como o estado não dispõe de recursos para enfrentar os problemas, principalmente na área de infraestrutura, pediu ao presidente Lula a execução de uma espécie de Plano Marshall para recuperação do estado. A comparação foi traduzida por Lula quando falou que os gaúchos sempre ajudaram o desenvolvimento do país, agora seria a hora de o Brasil retribuir e ajudar o Rio Grande do Sul.
Idealizado pelo general norte-americano George Catlett Marshall, após a II Guerra Mundial, o plano que levou seu nome totalizou um aporte de US$ 18 bilhões aos europeus, nos países destruídos pela guerra, inclusive a antiga Alemanha Ocidental, esses recursos foram utilizados para a reconstrução de edificações e indústrias, importação de alimentos e mercadorias industrializadas, bem como no financiamento da agricultura. Dois órgãos foram criados para isso: a Administração de Cooperação Econômica, pelos EUA, e a Organização Europeia de Cooperação Econômica (OECD).
O Plano Marshall (1947-1951) possibilitou a rápida recuperação dos países europeus, sendo uma réplica do New Deal, o programa de recuperação econômica realizado no governo de Franklin Delano Roosevelt para reerguer a economia norte-americana após a crise de 1929, o crack da Bolsa de Valores de Nova York. Os principais beneficiados do plano foram a Inglaterra, a França e a Itália. O plano econômico também tinha objetivos políticos: confrontar o modelo de socialismo implantados na antiga União Soviética e no Leste Europeu, estabilizar a situação política e social na Alemanha e conter o avanço dos partidos comunistas na França e na Itália.
Os EUA e a Europa Ocidental apostaram na melhoria dos níveis de consumo material da população, além da criação de uma forte estrutura estatal de oferecimento de serviços sociais, nas áreas de saúde, educação e emprego. Deu certo: foram alcançadas altas taxas de crescimento econômico. O plano serviu ainda para criar as bases do “Estado de bem-estar social” europeu.
O texto do decreto enviado por Lula ao Congresso reconhece "a ocorrência do estado de calamidade pública em parte do território nacional, para atendimento às consequências derivadas de eventos climáticos no Estado do Rio Grande do Sul". Pela proposta, a União fica autorizada fazer despesas e renúncias fiscais em favor do Rio Grande do Sul sem cumprir regras sobre limite de gastos e flexibiliza regras para contratação de serviços e compra de produtos por parte do poder público.
Do ponto de vista político, já surgem divergências entre os deputados da bancada gaúcha quanto ao redirecionamento de recursos e o mercado já sinaliza que o equilíbrio fiscal deve ser mantido, mas quem está mantendo a iniciativa é o governo federal, que também organiza o amplo movimento de solidariedade às vítimas para que as doações de roupas e alimentos cheguem aos mais necessitados.
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Hegel observa em uma de suas obras que todos os fatos e personagens de grande importância na história do mundo ocorrem, por assim dizer, duas vezes. E esqueceu-se de acrescentar: a primeira vez como tragédia, a segunda como farsa.
O 18 de Brumário de Louis Bonaparte
Karl Marx
Capitulo I
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Napoleão Bonaparte é coroado Imperador
General francês ganhou projeção durante a Revolução Francesa e ascendeu ao poder através de um golpe; vitórias no campo militar e econômico o levaram a se tornar imperador
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Em 9 de novembro de 1799, no que ficou conhecido como Golpe do 18 Brumário, Napoleão ascendeu ao poder como cônsul. “As vitórias no campo militar e econômico – e o consequente apoio dos grupos mais abastados – deram a ele a legitimidade para alcançar a condição de imperador”, segundo Carvalho.
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Esboço Para uma Crítica da Economia Política: e Outros Textos de Juventude Capa comum – 16 novembro 2021
Edição Português por Friedrich Engels (Autor), & 7 mais
Diversos autores e intelectuais apontaram Friedrich Engels como o primeiro marxista. Enquanto Karl Marx ainda focava seus combates na filosofia, o jovem Engels publicava “Esboço para uma crítica da economia política”, texto que dá título a esta obra e é considerado o embrião da crítica da economia política, que seria desenvolvida mais tarde por Karl Marx e encontraria seu máximo desenvolvimento em O capital.
Além do artigo citado, outros dez compõem a coletânea, sendo oito inéditos em português. Aos artigos compilados por José Paulo Netto, escritos durante a juventude de Engels – de 1839, quando tinha dezenove anos, a 1847, véspera da redação do Manifesto Comunista –, soma-se um relato de viagem que o autor fez a pé da França à Suiça. Registram-se ali seu vibrante bom humor e o contato com os camponeses que lhe permitiu prever a ascensão de Luís Bonaparte. Netto também assina a apresentação, que faz um belíssimo resumo biográfico de Engels à época, sua formação e seu encontro e colaboração com Karl Marx ao longo da vida, além de uma detalhada contextualização da produção do período, por meio de vastas notas de rodapé com indicações bibliográficas úteis para leigos e estudiosos.
Em Esboço para uma crítica da economia política e outros textos de juventude o leitor tem a oportunidade de acompanhar a formação do intelecto crítico de Engels e o surgimento dos principais temas e problemas que, adiante, comporão o núcleo do marxismo, bem como o papel pioneiro do autor, tanto em relação à política comunista moderna quanto à crítica da economia política.
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UNICENTRO 2022 Analise a charge e leia o texto a seguir:
Questão 9356385
UNICENTRO 2022
Dificuldade
Difícil
A A
Analise a charge e leia o texto a seguir.
A crise econômica e a explosão da pandemia do coronavírus, na interrelação que há entre elas, têm gerado impactos e consequências profundas para a humanidade que depende de seu trabalho para sobreviver. Além dos altíssimos índices globais de mortalidade, ampliam-se enormemente o empobrecimento e a miserabilidade na totalidade da classe trabalhadora. Em parcelas enormes desse contingente, como nos desempregados e informais, a situação torna-se verdadeiramente desesperadora, com o Brasil se destacando como um dos campeões da tragédia.
(ANTUNES, Ricardo. Coronavírus: o trabalho sob fogo cruzado. São Paulo: Boitempo, 2020. p. 7.)
Sobre a questão do desemprego ilustrada na charge e debatida no texto, assinale a alternativa correta.
A -
A charge e o texto apresentam perspectivas diferentes. A charge ilustra a falta de iniciativa dos desempregados, que desistem de procurar um novo emprego. Já o texto indica que a crise econômica e a pandemia de coronavírus são componentes importantes na formação de um grande contingente de desempregados e trabalhadores informais.
B -
Antunes e Bennet identificam uma situação de desemprego conjuntural porque é ocasionado pelo desencontro entre a qualificação dos trabalhadores e as expectativas do mercado. Assim, não há problema na oferta de vagas, mas há falta de trabalhadores especializados.
C -
Antunes e Bennet divergem quanto à abordagem do fenômeno do desemprego. Antunes apresenta uma análise do fenômeno do desemprego estrutural enquanto Bennet ilustra o desemprego conjuntural no contexto brasileiro.
D -
Antunes aborda a relação entre a pandemia do coronavírus e o aumento do número de desempregados no contexto brasileiro. Para o autor, as consequências da crise econômica e da pandemia serão vividas em longo prazo. A charge ilustra a perspectiva de Antunes, indicando que o desemprego se torna conjuntural nesse contexto.
E -
Antunes apresenta uma perspectiva mais otimista em relação à questão do desemprego do que a perspectiva ilustrada por Bennet. Para Antunes, com o fim da pandemia de Covid-19, os desempregados não terão dificuldades em encontrar novos empregos.
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FÓSFORO NO TANQUE
Gasto frouxo com juro global em alta não é uma ideia
ALEXANDRE SCHWARTSMAN
VEJA 1O DE ABRIL, 2024
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Ignomia Econômica e Cupidez Política: Uma Reflexão sobre os Ciclos da História
Sumário:
Neste artigo, exploramos a analogia entre certas práticas políticas e econômicas contemporâneas e eventos históricos, destacando a recorrência de erros passados e os perigos da ignorância econômica e da cupidez política. Inspirados pelas reflexões de Alexandre Schartisman e pelas análises de Karl Marx em "O 18 Brumário", examinamos como a história se repete, muitas vezes como uma farsa, e as consequências desastrosas desse ciclo vicioso.
Glossário:
Ignomia Econômica: Comportamentos ou políticas que resultam em desonra, vergonha ou desgraça no campo econômico, geralmente envolvendo corrupção, manipulação de recursos ou injustiças sociais.
Cupidez Política: Desejo excessivo de poder, riqueza ou status por parte de indivíduos ou grupos dentro do âmbito político, frequentemente levando a decisões prejudiciais para a sociedade em geral.
Tragédia: Referência à observação de Karl Marx de que os eventos históricos ocorrem duas vezes, sendo a primeira vez como tragédia - eventos sérios e catastróficos que deixam marcas profundas na sociedade.
Farsa: Continuação dos eventos históricos, após um intervalo de tempo, em forma de imitação ou caricatura, geralmente desprovida do impacto e significado original, e muitas vezes vista como ridícula ou absurda.
Caussidière por Danton: Alusão à substituição de figuras históricas notáveis por seus equivalentes contemporâneos menos impressionantes ou competentes.
Louis Blanc por Robespierre: Referência à troca de líderes idealistas por líderes autoritários ou opressivos em momentos de turbulência política.
Montanha de 1845-1851 pela Montanha de 1793-1795: Comparação entre facções políticas radicalizadas em diferentes períodos históricos, sugerindo uma repetição de extremismos e conflitos similares.
O sobrinho pelo tio: Indicação de uma figura menos qualificada ou menos capaz substituindo uma figura mais experiente ou competente, geralmente com resultados desastrosos.
Este glossário visa facilitar a compreensão de termos e conceitos especializados utilizados no texto, proporcionando clareza e contexto para leitores com conhecimento limitado em economia política e ciência política.
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"O alcance das crises é incerto e depende muito do contexto local."
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Ignomia Econômica e Cupidez Política: Uma Reflexão sobre os Ciclos da História
No turbilhão da política e da economia, somos frequentemente confrontados com eventos que parecem ecoar no passado, como se a história estivesse presa em um ciclo interminável de repetição. Alexandre Schartisman, em uma análise perspicaz, comparou certas práticas políticas e econômicas a acender um fósforo para verificar se ainda há gasolina no tanque - um ato impulsivo impulsionado por uma mistura tóxica de ignorância econômica e cupidez política.
Essa metáfora ressoa poderosamente com as palavras de Karl Marx em "O 18 Brumário", onde ele descreve os eventos tumultuosos que marcaram a história francesa do século XIX. Marx nos alerta para a tendência humana de repetir os mesmos erros, transformando tragédias passadas em farsas contemporâneas. Onde deveríamos encontrar aprendizado e progresso, muitas vezes nos deparamos com uma caricatura distorcida do passado.
Assim como Marx observou a repetição dos personagens históricos - Caussidière por Danton, Louis Blanc por Robespierre - também vemos a reincidência de práticas políticas e econômicas degradantes. A busca desenfreada pelo poder e riqueza muitas vezes leva a decisões míopes que resultam em danos irreparáveis para as massas.
Portanto, quando nos deparamos com o túmulo da ignomínia econômica e da cupidez política, devemos lembrar que estamos testemunhando não apenas um evento isolado, mas sim um capítulo recorrente na história da humanidade. Que este epitáfio sirva como um lembrete sombrio das consequências devastadoras da ganância desenfreada e da ignorância deliberada.
Em última análise, as palavras de Hegel ecoam através dos séculos, lembrando-nos de que a história não é apenas uma narrativa linear, mas sim um ciclo complexo de tragédias repetidas como farsas. Cabe a nós, como indivíduos e sociedades, romper este ciclo vicioso e buscar um futuro mais justo e equitativo para todos.
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Mais Luz!
Fausto Nilo - Tema
domingo, 5 de maio de 2024
HUMOR
0:31 / 2:18:06
Mostrar replay do chat
Madonna - Live From Copacabana, Río de Janeiro, Brasil (The Celebration Tour 2024)
Luis Villalobos
7.410 visualizações Transmissão ao vivo realizada há 16 horas COPACABANA
Madonna
The Celebration Tour
Copacabana, Río de Janeiro, Brasil
4 mayo 2024
Act I
It's a Celebration (Bob the Drag Queen)
Nothing Really Matters
Everybody
Into the Groove
Burning Up
Open Your Heart
Holiday
Act II
The Storm
Live to Tell
The Ritual
Like a Prayer
Act III
Living for Love
Erotica
Justify My Love
Hung Up
Bad Girl
Act IV
Ballroom
Vogue (with Anitta)
Human Nature
Crazy for You
Act V
The Beast Within
Die Another Day
Don't Tell Me
This Little Light of Mine
Express Yourself
La Isla Bonita
Music (with Pabllo Vittar)
Act VI
Madonna (video interlude; contains elements of "I Don't Search I Find")
Bedtime Story
Ray of Light (Sasha Ultra Violet Remix)
Rain
Act VII
Billie Jean / Like a Virgin
Bitch I'm Madonna
Celebration
Final show of "The Celebration Tour"
https://www.youtube.com/watch?v=XGA0EFEJKKo
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With a little Help From My Friends - Orquestra Ouro Preto
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Madonna leva 1,6 milhão de pessoas à praia de Copacabana | AGORA CNN
CNN Brasil
29.642 visualizações 5 de mai. de 2024 #CNNBrasil
O show da Madonna no Rio de Janeiro levou 1,6 milhão de pessoas para a praia de Copacabana, de acordo com balanço feito pela Riotur e divulgado neste domingo (5). O espetáculo contou com participações especiais e homenagens no Rio. #CNNBrasil
Toda essa miscelânea de ressentidos com o Ocidente, numa reedição do Terceiro Mundo dos tempos da guerra fria, ganhou o nome fantasia de “Sul Global”.
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Mi Proyecto del curso: Humor gráfico: cotidiano humor negro
de Ignacio Mandiola
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SÓ DÓI QUANDO RIO.
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Só Madonna expulsa a Damares das pessoas.
11:39 PM · 4 de mai de 2024
Gustavo Dias
@gdiasaz
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domingo, 5 de maio de 2024
Luiz Carlos Azedo - Brasil safado de Madonna é negação do conservadorismo
Correio Braziliense
Fãs revelam uma identidade coletiva na qual representam a persona que quiserem. E tudo no bairro, que é o mais cantado do mundo, preferido por Bolsonaro para realizar seus atos golpistas
Mitos e símbolos são semelhantes em todas as culturas ao longo do tempo. O inconsciente individual existe sobre uma camada mais profunda, o inconsciente coletivo. O sucesso de Madonna, no Rio de Janeiro, com um show gratuito, patrocinado com recursos públicos (não existe almoço grátis), merece uma reflexão sobre o outro lado de um país que parece regredir no tempo, quando olhamos para a política. Mas que passou por mudanças de comportamento humano que não têm mais volta.
Podia-se afirmar que é um fenômeno do Rio de Janeiro, que busca no entretenimento e na transgressão cultural uma espécie de redenção de suas mazelas políticas e iniquidades sociais. Mas, não. Foi gente do país inteiro, de todas as classes sociais e gêneros sexuais, que viajou para o ver o show de Madonna no Rio de Janeiro. Poderia ser no sentido inverso, para São Paulo, Salvador ou Belo Horizonte, o sucesso seria o mesmo. Entretanto, que astro pop resiste ao fascínio de Copacabana?
O bairro boêmio preferido pelo ex-presidente Jair Bolsonaro para realizar seus atos golpistas é o mais cantado do mundo. A “princesinha do mar”, como foi chamada no samba de Alberto Ribeiro e João de Barro, o Braguinha, gravado originalmente em 1946, na voz inconfundível de Dick Farney, foi cantada até por Sarah Vaughan.
Dorival Caymmi viveu quase tanto em Copa quanto na Bahia. Na década de 50, com Carlos Guinle, compôs Sábado em Copacabana, gravada em 1951 por Lúcio Alves.
Billy Blanco compôs a censurada Não vou pra Brasília, gravada em 1957, pelo grupo Os Cariocas: Não vou, não vou pra Brasília/ Nem eu nem minha família/ Mesmo que seja/ pra ficar cheio de grana/ A vida não se compara/ mesmo difícil e tão cara/ Quero ser pobre/ Sem deixar Copacabana. Caetano Veloso, Joyce, Eduardo Dusek, Gilberto Gil, Roberto Frejat, Paulo Leminski e Tom Jobim também se renderam à superbacana.
Para o mundo, Copacabana é um arquétipo de paraíso tropical, embora seja “maravilha e purgatório da beleza e do caos”, como diriam Fausto Fawcett e Fernanda Abreu. Madonna não resistiu ao charme das suas calçadas e ao icônico glamour do velho Copacabana Palace, frequentado pelas estrelas de Hollywood, astros do mundo pop e a nobreza europeia.
“Safada is coming to Rio” (A safada está chegando ao Rio), anunciou Madonna em suas redes sociais, um mês antes do show, tempo suficiente para que as confecções fluminenses entrassem em produção, com destaque para a camiseta preta dos peitinhos dourados, que provocou a formação de filas nas lojas da Saara (o bairro comercial árabe-judeu do Rio de Janeiro, cuja convivência deveria servir de exemplo para Israel e a Palestina).
Os arquétipos
Fãs se aglomeraram dia e noite à porta de Copacabana e nas imediações do local onde foi realizado o show, desde quando Madonna chegou ao Rio. Havia todo tipo de gente. Madonna é a tradução da “alma imoral” e sua persona, um arquétipo social universal. A palavra latina “archetypum” pode ser traduzida por “primeiro modelo”. São memórias de nossos antepassados, que utilizamos para compreender a nossa própria existência. Na psicologia, o “ego” é a mente consciente, o inconsciente pessoal reúne a memória do indivíduo. O inconsciente coletivo é a parte da psique que abriga os arquétipos.
“O velho sábio”, “A grande mãe, “A deusa, “O herói” e “A madona” são os arquétipos mais conhecidos. Com o nome artístico nos diz, Madonna representa uma persona da pós-modernidade, que também reúne os arquétipos da heroína revolucionária e da deusa devoradora dos homens — e até de mulheres. Sua imagem pública foi moldada para ser uma persona que não esconde o “animus” masculino da personalidade feminina. Ao seu lado no palco, Pabblo Vittar foi a tradução escancarada da “anima”, os atributos femininos da psique masculina.
A psicologia social e a antropologia explicam muito mais certos fenômenos políticos do que a sociologia e a ciência política propriamente ditas. Enquanto os gaúchos, que hoje representam a parcela da população mais conservadora do país, enfrentam um momento dramático, em razão das chuvas, a multidão em êxtase com a presença de Madonna no Rio de Janeiro vivia uma outra realidade, muito mais espiritual do que física.
Como nos ritos de passagem das comunidades mais primitivas, os fãs de Madonna adquiriram uma segunda identidade, contestadora, transgressora, livre, na qual cada um pode representar a persona que gostaria realmente de ser.
Nos últimos meses, Madonna passou pelos Estados Unidos, Europa e México com o show The Celebration Tour, que se encerrou nesta madrugada. Louise Ciccone, seu nome verdadeiro, dança e canta há mais de 50 anos, desde que deixou Michigan para iniciar sua carreira artística em Nova York.
No próximo dia 16 de agosto, completará 66 anos, 40 dos quais como pop star à frente do seu tempo. Suas músicas, performances e discursos públicos sempre promoveram a emancipação feminina e a defesa dos direitos da comunidade LGBTQIA+.
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Moacyr Luz - Só Dói Quando Eu Rio
Deck
1.198 visualizações 6 de ago. de 2019
Faixa 7 do álbum "Violão e Voz"
Composição: Moacyr Luz, Aldir Blanc
Ouça aqui: https://MoacyrLuz.lnk.to/ViolaoEVozID
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Nara Leão - OPINIÃO - ACENDER AS VELAS - Zé Keti
luciano hortencio
37.785 visualizações 16 de dez. de 2012
Nara Leão - OPINIÃO - ACENDER AS VELAS - Zé Keti.
Album: Nara Leão - Opinião de Nara.
Ano de 1964.
"Não se briga com Morais, a gente se une a ela."
ED
"Não se briga com Moraes, a gente se une a ele."
TARCÍSIO DE FREITAS,
governador de São Paulo, ao azeitar suas relações com o ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes
VEJA ESSA
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Paulinho da Viola e Lobão: Sinal Fechado (ao vivo) | 1989
Acervo Alex Abreu
2.415 visualizações Estreou em 19 de set. de 2021 #AcervoAlexAbreu #SinalFechado
Atualmente às voltas com o lançamento do novo álbum "Canções de Quarentena", concebido a partir do isolamento forçado que aproveitou para mergulhar em sua memória afetiva e nos trazer à tona releituras de pérolas da nossa música , em 1989 Lobão já exibira sua filiação aos clássicos da MPB neste dueto/diálogo com o mestre Paulinho da Viola - valorizado pelo violoncelo de Jaques Morelenbaum - na emblemática "Sinal Fechado", composição lançada 20 anos antes, nos áureos tempos dos festivais da Record (sagrou-se a campeã da 5ª edição), e que até hoje, cinco décadas depois, ainda rende teses acadêmicas por conta da sua rica construção musical e da letra de forte viés filosófico - não por acaso, em 2009 cravou a 18ª posição no ranking das 100 maiores músicas brasileiras de todos os tempos. Sobe o som!
#AcervoAlexAbreu #SinalFechado #Homem90
https://www.youtube.com/watch?v=t0rpfpVGPx4
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"Tive um insight epifânco: sou uma nulidade. Minha opinião não vai alterar um milímetro da realidade. Detesto política e militantes, seja de direita ou da esquerda."
LOBÃO, em laivo de tardia sinceridade.
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Ziraldo no Pasquim - Só dói quando eu rio
Livraria Cultura
34,4 mil inscritos
2.788 visualizações 14 de dez. de 2010
http://www.culturanews.com.br/
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Boi Voador Não Pode
Chico Buarque
Chico Canta
Quem foi, quem foi que falou do boi voador
Manda prender esse boi
Seja esse boi o que for
Quem foi, quem foi que falou do boi voador
Manda prender esse boi
Seja esse boi o que for
O boi ainda dá bode
Qual é a do boi que revoa
Boi realmente não pode voar à toa
É fora, é fora, é fora
É fora da lei, é fora do ar
É fora, é fora, é fora
Segura esse boi
Proibido voar
É fora, é fora, é fora
É fora da lei, é fora do ar
É fora, é fora, é fora
Segura esse boi
Proibido voar
Composição: Chico Buarque / Ruy Guerra.
https://www.vagalume.com.br/chico-buarque/boi-voador-nao-pode.html
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Obra de Henfil ajuda a entender ditadura militar e geografia do Nordeste
Cartunista usava o humor para refletir sobre temas políticos, sociais e comportamentais
AUTOR
Leonardo Valle
Publicado em
24 de julho de 2018
Falecido em 4 de janeiro de 1988, o cartunista e jornalista Henfil deixou como legado um humor inteligente, reflexivo e de forte crítica social. Sua produção, que atingiu o auge nos anos 70 e 80, utilizou a sátira para denunciar as violações ocorridas durante o regime militar brasileiro (1964-1984) e também a fome que assolava a região Nordeste na ocasião. Por esse motivo, pode ser utilizada nas aulas de história e geografia.
“Além disso, suas tirinhas tratam de temas que, infelizmente, ainda são atuais, como corrupção e a defesa da democracia”, explica o professor de ciência política da Universidade Federal Fluminense (UFF) Márcio Malta. Ele é autor do livro “Henfil: o humor subversivo”.
Qual foi a importância do Henfil para o Brasil e para as artes?
Márcio Malta: O Henfil foi um cartunista que deixou um legado pautado em temas sociais e na preocupação com os rumos do país. Uma palavra que define sua obra é engajamento, ou seja, a preocupação em fazer um humor que levasse a uma reflexão da sociedade, não o humor pelo humor.
Quais as principais características da sua obra?
Malta: Henfil era conhecido pelo traço rápido e seus personagens tinham como característica a agilidade. Outro ponto é a reflexão. O que ele retratava não era a realidade dada, havia sempre algo a pensar. Tentava contribuir, por meio do seu trabalho, com o cenário político e social. Por fim, a reflexão que propunha não era apenas referente à política, mas também em termos comportamentais. Como produziu nos tempos da censura da ditadura, os costumes eram um prato cheio para a sua obra.
Quais são os seus personagens principais e o que eles debatiam?
Malta: São mais de 30 personagens, mas cito o trio composto pela Graúna, o bode Francisco Orellana e o cangaceiro Zeferino. Ele retrava a caatinga e a fome, mostrando um olhar para essas questões a partir do Nordeste, não do “Sul Maravilha”, como chamavam o Sudeste.
Ubaldo, o paranoico, era um personagem que surgiu quando a ditadura militar começava a se abrir. Ex-militante contra a ditadura, ele tinha mania de perseguição e medo de tudo. O que o Henfil queria dizer com esse personagem era que não precisávamos mais temer. Ao satirizar o medo, ele desmontava essa estratégia de poder utilizada pela ditadura.
Os fradinhos Baixim e Cumprido – nomes inspirados no regionalismo mineiro – tinham uma tônica forte de debater os costumes. Como a censura não permitia o uso de palavrões, eles usavam palavras cifradas e termos divertidos.
Por fim, o personagem operário Orelhão falava sobre as preocupações com o custo de vida e mostrava também um olhar que não era das grandes lideranças, mas do povo. Uma das falas do Henfil, aliás, era essa: “eu quero ser a mão do povo desenhando”.
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Obra de Henfil promove reflexão sobre democracia, liberdade e sociedade (crédito: jornal GGN)
Quão contemporâneas ainda são as discussões que o Henfil trazia em sua obra?
Malta: um dos principais elementos da sua obra é a defesa da democracia, da liberdade e da participação do povo. O Henfil dedicou boa parte da sua vida à defesa do voto direto e da participação popular. E vivemos um momento de ataques à democracia e ao voto direto no Brasil e na América Latina, assim como da relativização das violações cometidas pela ditadura militar no país. Outro ponto é que temas como dengue e corrupção eram e ainda são recorrentes no noticiário da política nacional.
Como as tirinhas podem ser utilizadas nas aulas de geografia?
Malta: O Henfil tinha uma preocupação em ambientar suas tirinhas. No trio do Nordeste, por exemplo, a caatinga e o clima semiárido são bem ambientados, apesar dos traços simples, que eram a marca do cartunista. Além disso, há a questão da geografia política, pois a Graúna, o Bode e o cangaceiro Zeferino falavam sobre as consequências da fome e o reflexo das ações feitas por políticos que deixavam o povo à deriva. “Será que no Sul Maravilha eles comem todos os dias”, questionava uma tirinha que, por contraste, denunciava as desigualdades. Além disso, a abordagem da fome era feita de forma doce e singela. Em uma das tirinhas, a Graúna perde uma das suas crias pela fome. Vemos o filhote da ave “aprendendo a voar” quando, na verdade, é seu espírito que está indo para o céu.
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Tirinhas do cartunista lançam um olhar crítico para ações ocorridas na ditadura, como a Lei da Anistia (crédito: Grupo Tortura Nunca Mais – PR)
E nas aulas de história?
Malta: Às vezes, o professor pode ter dificuldade em fazer os alunos compreenderem a complexidade do período da ditadura. Quando o Henfil trata temas como a Diretas, Já ou a “Lei Falcão” (em que candidatos às vagas no Executivo e Legislativo só poderiam aparecer nas propagandas em ambiente de estúdio, nunca em locais públicos), ele usa recursos emocionais para envolver o leitor, que pode rir ou ficar com raiva. Esse uso das emoções é um recurso didático e pedagógico importante para o aluno entender o período. Vale ainda lembrar que o cartunista não estava desconectado do seu tempo e fazia parte de um grupo de outros artistas que se manifestavam contra a ditadura. Ele integrava, por exemplo, o expediente do jornal “O Pasquim”. Toda vez que o governo militar lançava uma propaganda ou ação, os cartunistas se reuniam para pensar uma forma de denunciá-la por meio da sátira.
Você indica alguma tirinha específica?
Malta: A primeira, que aparece com frequência em vestibulares, é o trio do Nordeste procurando a esperança. Um sobe no ombro do outro e, depois, se entreolham, pois a esperança está em nós. Henfil, com seu humor subversivo, diz: “será que entenderam?”. Outra tirinha é sobre a lei da Anistia, quando um personagem diz para um caixão “Vlado, saiu a lei da anistia!”. Faz referência ao jornalista Vladimir Herzog, assassinado pela ditadura e cujo crime ficaria impune. É uma tirinha importante quando há candidatos à presidência que relativizam o que aconteceu na ditadura militar.
É comum encontrar na internet conteúdos feitos por outras pessoas que usam o personagem Graúna para discutir temas políticos. Como o professor pode checar se a tirinha é ou não do Henfil?
Malta: A escrita nas tirinhas do Henfil é caligráfica, ou seja, eram escritas à mão pelo autor. Se o texto tiver uma escrita que lembra as utilizadas por computador, certamente é uma reformulação.
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DE TIRINHAS E DE EDITORIAIS
DE RIOS E DE BOIS VOADORES
DE SUL MARAVILHA A "SUL GLOBAL"
Toda essa miscelânea de ressentidos com o Ocidente, numa reedição do Terceiro Mundo dos tempos da guerra fria, ganhou o nome fantasia de “Sul Global”.
O perigoso cerco ao liberalismo
O Estado de S. Paulo
Direita articula ataques ao ‘Ocidente liberal’, enquanto esquerda se encanta pelo ‘eixo da revolta’ contra o Ocidente; mais do que nunca, os valores liberais precisam ser defendidos
Passado apenas um século da vaga totalitária que desafiou a democracia e o liberalismo e resultou na 2.ª Guerra Mundial, os valores que definem o Ocidente voltam a ser desafiados de maneira frontal.
Sob a liderança da China, formouse o chamado “eixo da revolta” contra os valores ocidentais. Esse agrupamento, que tem na Rússia, no Irã e na Coreia do Norte os principais associados, vem ganhando adeptos e simpatias ao redor do mundo, exatamente por desafiar um liderado pelos Estados status quo, Unidos e pela Europa, visto como intrinsecamente desigual e injusto.
O Brasil governado pelo PT é um dos países que expressaram admiração pelo “eixo da revolta”, seja por meio de uma política externa que dá razão a agressores quando o agredido é ocidental, seja pelo apreço demonstrado pela liderança do PT à “democracia efetiva” da China. O Irã, que por sua vez lidera o “eixo da resistência anti-imperialista”, integrado por um seleto grupo de entidades terroristas do Oriente Médio, foi calorosamente aceito no Brics, o bloco dominado pela China, do qual o Brasil faz parte. Toda essa miscelânea de ressentidos com o Ocidente, numa reedição do Terceiro Mundo dos tempos da guerra fria, ganhou o nome fantasia de “Sul Global”.
Enquanto isso, a extrema direita também se organiza de maneira global contra os valores ocidentais. Na mais recente Conferência de Ação Política Conservadora – Cpac, principal palco de líderes e formuladores do ultraconservadorismo –, realizada na Hungria, novos ataques foram disparados contra os alvos preferenciais dessa turma: a imprensa, o Judiciário, os imigrantes, os intelectuais, as minorias em geral e, sobretudo, o “Ocidente liberal”. O ex-presidente americano Donald Trump, líder inconteste dos reacionários, mandou um vídeo no qual parabeniza os “patriotas húngaros” que estão “na vanguarda da batalha para resgatar a civilização ocidental”.
A “civilização ocidental” nomeada por Trump inclui herdeiros do franquismo espanhol, argentinos devotos da motosserra de Javier Milei, os Bolsonaros e os representantes de partidos xenófobos da Itália, Polônia, França e Alemanha, todos em concertação articulada para disputar eleições. Para o anfitrião, o primeiro-ministro húngaro, Viktor Orbán, vencer as eleições significará “colocar fim à inglória era que o Ocidente atravessa”. Ou seja, a vitória eleitoral é vista como uma espécie de chancela para o projeto de destruição da mesma democracia que a ensejou.
Essa destruição se dá por meio da desmoralização dos valores mais caros à democracia, como, por exemplo, a liberdade de expressão, meramente utilitária para essa gente saudosa de ferozes ditaduras. Na prática, eles defendem não o Ocidente como berço da democracia liberal, da emancipação do indivíduo e dos direitos humanos, acima de nacionalidades, credos e fronteiras, e sim um “Ocidente” ultranacionalista, anti-iluminista e fundamentalista – e não há nada menos democrático e liberal do que isso.
Como quase todo problema visto com olhos teocráticos, sua solução passa por um “messias”. Trump seria o salvador do Ocidente, assim como Orbán enxerga a Hungria como “uma ilha que desafia” os progressistas europeus, e Bolsonaro se via como um “messias” que salvaria o Brasil de um sistema carcomido pela política tradicional, pelo esquerdismo e pelo “globalismo”. Para cada um dos extremistas presentes no Cpac, seus líderes livrarão o Ocidente da “era inglória” do liberalismo. Esses iliberais na verdade querem o “Ocidente” que enfrentou os infiéis nas Cruzadas, isto é, aquele que precedeu o iluminismo e as grandes revoluções políticas que forjaram a ideia democrática contemporânea.
Assim como no século passado o nazi-fascismo e o stalinismo tinham como meta implodir a democracia liberal como ideia, o “eixo da revolta” e os direitistas “iliberais” de hoje lutam para desacreditar o Ocidente democrático e cosmopolita. Os valores liberais sobreviveram às guerras do século 20, ao custo de milhões de mortos, mas, como se vê, o risco de que venham a perecer está longe de ter desaparecido.
Novos tempos nas Forças Armadas
O Estado de S. Paulo
‘Aval’ do Exército à volta da Comissão de Mortos e Desaparecidos era desnecessário, mas simboliza uma bem-vinda mudança de compreensão da caserna sobre o digno propósito desse colegiado
Oficiais da cúpula do Exército, apurou o Estadão, deram “aval” para a reinstalação da Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos Políticos (CEMDP). Essa anuência dos militares era desnecessária do ponto de vista formal, mas não deixa de ser simbólica neste momento do País, haja vista que o aceno reflete uma bem-vinda mudança da compreensão das Forças Armadas – do Exército, em particular – sobre o real propósito civilizatório dessa comissão.
A CEMDP foi extinta nos estertores do governo de Jair Bolsonaro por puro rancor, bolor ideológico e negacionismo histórico – como seria de esperar de um admirador confesso da ditadura militar e de alguns de seus agentes mais cruéis. Sua reinstalação deveria ter sido um dos primeiros atos do presidente Lula da Silva. Mas veio o infame 8 de Janeiro, cujas investigações, até o momento, apontam para o envolvimento direto e indireto de fardados na intentona. Isso abriu uma crise entre as Forças Armadas e Lula, na condição de seu novo comandante supremo.
A pretexto de conter a escalada das tensões com os militares, de resto um receio descabido à luz das prerrogativas que a Constituição lhe atribui, Lula tem resistido a reinstalar a CEMDP. O presidente tem ignorado olimpicamente os pareceres dos Ministérios da Justiça e dos Direitos Humanos, favoráveis à medida, e preferido seguir o aconselhamento dos que advogam pelo “apaziguamento” da relação entre o Palácio do Planalto e as Forças Armadas. É preciso deixar claro: a paz entre Lula e os militares, cuja relação é definida nos termos da Lei Maior, não está nem nunca esteve a perigo pela existência da CEMDP.
A preocupação com os humores da caserna jamais teve razão de existir pelo simples fato de que a CEMDP não se presta ao revanchismo nem tampouco à responsabilização individual de quem quer que seja, militar ou civil. Trata-se apenas de uma comissão destinada a apurar e reconhecer o básico: a responsabilidade do Estado, não de indivíduos, pela vida e a integridade física dos que estiveram sob sua custódia durante um dos períodos mais sombrios da história do País.
Segundo oficiais de alta patente ouvidos pela reportagem deste jornal, todas as famílias têm o direito de saber o que aconteceu com parentes e amigos desaparecidos durante aqueles chamados anos de chumbo. É de reconhecimento, informação transparente e conforto emocional que se está tratando, não de punições ou reescrita da História. Aliás, foi exatamente com este propósito republicano que a CEMDP foi criada em 1995 pelo então presidente Fernando Henrique Cardoso – e com esse mesmo espírito deve se dar a sua reinstalação por Lula da Silva.
O aval dos militares contrasta com o mal-estar gerado nos quartéis com a criação da Comissão Nacional da Verdade, em 2012, pela então presidente Dilma Rousseff. Mal-estar, diga-se, que não tinha razão de ser, uma vez que a Comissão da Verdade não se prestava a nenhuma forma de revanchismo. Alguns militares, no entanto, murmuravam descontentamento com o fato de que integrantes das Forças Armadas teriam de dar explicações sobre a repressão durante a ditadura, o que consideravam intolerável, ainda mais porque Dilma era, ela mesma, uma exguerrilheira. Não é exagero enxergar nesse episódio uma das sementes do bolsonarismo.
Mas os tempos, felizmente, são outros. O atual comando militar parece genuinamente interessado em despolitizar os quartéis e restabelecer o caráter institucional das Forças Armadas, vacinando-se contra o golpismo bolsonarista.
Talvez a força dos fatos e a passagem do tempo revelem ser impossível reunir todas as evidências de que o Estado brasileiro falhou com muitos de seus cidadãos durante a ditadura militar. Mas é preciso empreender o máximo de esforços para que esse reconhecimento seja, enfim, alcançado. Os representantes do Estado hoje precisam olhar nos olhos do passado com maturidade, coragem e espírito público, pois só assim darão à sociedade civil as informações de que ela precisa para que todos tenham um futuro mais pacífico.
Confiança é o cerne do problema
O Estado de S. Paulo
Moody’s se importa menos com as metas e mais com o compromisso fiscal do governo
A mudança de parâmetro para as metas fiscais de 2025 e 2026 – alteração que deve ocorrer também na meta deste ano – é o que menos preocupa na aferição de risco do Brasil, como reforçou a vice-presidente da Moody’s, Samar Maziad, em entrevista ao Estadão/Broadcast. O foco de atenção dos avaliadores está, na verdade, no compromisso real do governo com o arcabouço fiscal como instrumento de controle do endividamento, o que vai além da calibragem das metas na programação orçamentária.
As reformas estruturais e o bom – e surpreendente, como avaliou a executiva – desempenho da economia brasileira nos últimos dois anos foram um dos motivadores da revisão da perspectiva, de estável para positiva, na classificação da Moody’s sobre o Brasil. Ou seja, a Moody’s indicou que aposta na melhora do endividamento brasileiro a médio prazo, mas não a ponto de elevar desde já a nota do País, que permanece dois degraus abaixo do grau de investimento, reservado a países considerados bons pagadores.
Antes de comemorar a primeira boa-nova de uma classificadora de risco desde 2018, o governo Lula da Silva deveria se concentrar no exame minucioso das ressalvas feitas pela Moody’s e endossadas na entrevista de Maziad ao Estadão. O governo reduziu as metas fiscais de 2025 (de superávit de 0,5% para zero) e 2026 (de superávit de 1% para 0,25%), o que foi decerto um sinal ruim – mas, ainda assim, só um sinal. “O que importa são a direção e a atitude”, declarou a executiva.
Esse é o ponto central que convém ao governo observar – mais o Palácio do Planalto do que o Ministério da Fazenda, vale ressaltar. Além do ruído desencadeado pela redução das metas fiscais, o que cerca de dúvidas o compromisso do governo Lula da Silva na estabilidade são os movimentos orquestrados entre Executivo e Congresso.
Um exemplo foi a aprovação recente, pela Câmara, de um dispositivo que permite ao governo liberar despesa extra de R$ 15,7 bilhões este ano. O projeto, que ainda terá de passar pelo Senado, é resultado de acordos de bastidores para ampliar de imediato os gastos de 2024, um ano de eleições municipais. Cada jogada para driblar as regras fiscais e cada declaração de Lula a favor da gastança minam mais a credibilidade no compromisso com o arcabouço. A discrepância entre as previsões oficiais e as de mercado é um sintoma dessa desconfiança.
Samar Maziad afirmou que a própria Moody’s não partilhava da confiança no déficit zero este ano e em superávit em 2025. Na avaliação da agência, o resultado esperado para os dois anos já era de déficit, com gradação menor em 2025. Mesmo assim, bons resultados econômicos apontaram para a melhora do perfil de crédito, segundo ela o fator-chave para a melhor perspectiva chancelada pela agência.
Trata-se de um voto de confiança tênue, que se dissipará se a elevação de gastos deixar de ser apenas um sinal. Afinal, a maior deficiência do arcabouço é a dependência excessiva de receita, que tem se revelado aquém do esperado, e a principal falha da gestão Lula é o apreço às despesas. Sem estabilidade fiscal, a desconfiança permanecerá.
Prevenir é melhor do que remediar
Correio Braziliense
Acontecimentos climáticos extremos ocorrem de forma mais ou menos aleatória, mas são previsíveis estatisticamente. Esse raciocínio serve para elaboração de planos de prevenção de desastres naturais e para evacuação de populações em risco
As catástrofes climáticas em todo o mundo são cada vez mais frequentes e intensas. Cientificamente, está provado que o aquecimento global já mudou o clima. Esses acontecimentos extremos ocorrem de forma mais ou menos aleatória, mas são previsíveis estatisticamente. Ou seja, é possível saber o grau de probabilidade com que vão ocorrer, embora nem sempre seja possível detectar sua localização com maior antecedência. Uma simples comparação facilita o raciocínio: quando se ouve uma playlist aleatoriamente, não se sabe qual, mas uma música será executada, às vezes até repetida.
Esse raciocínio serve para elaboração de planos de prevenção de desastres naturais, como obras de macrodrenagem, e de contingenciamento de defesa civil, para evacuação de populações em situação de risco e socorro imediato às vítimas. Por exemplo, desde ontem sabia-se que o Rio Guaíba transbordaria em Porto Alegre e que o sistema de diques, comportas e bombas da cidade, construído depois da grande enchente de 1941, não daria conta de impedir a inundação de grande parte da cidade, sobretudo o centro histórico, que ocorre desde ontem.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva se deu conta da gravidade do problema, pelas medidas tomadas após visitar o Rio Grande do Sul. Ontem, voltou a se solidarizar com as vítimas ao receber a visita oficial do primeiro-ministro do Japão, Fumio Kishida. Por sinal, o Japão é um país que lida com desastres naturais com o maior planejamento possível por, entre outros fatores, a recorrência de furacões, terremotos e até tsunamis.
"As primeiras palavras do ministro Kishida na reunião que fizemos foi de solidariedade ao povo do estado do Rio Grande do Sul, que está sendo vítima de uma das maiores enchentes de que nós temos conhecimento. Nunca na história do Brasil tinha havido uma quantidade de chuva tão grande em um único local", disse Lula. Até ontem, 235 dos 496 municípios do estado haviam sido atingidos de alguma forma.
A capital gaúcha entrou em colapso. As pontes sobre o Guaíba foram interditadas, o sistema de macrodrenagem não deu conta de conter as águas, principalmente na maré cheia, quando o mar invade o rio em vez escoá-lo. O rio superou a marca de 4,5m, sobe em média de 8cm por hora e, segundo previsões das autoridades, ultrapassará os 5m, um recorde histórico. Os prejuízos por causa da chuva deverão ser superiores a R$ 100 milhões.
Em todo o Brasil, quando ocorre uma enchente de grandes proporções, a vulnerabilidade das moradias é desnudada, principalmente nos bairros pobres. Ao monitorar 872 municípios — são 5.570 nos 26 estados —, o IBGE identificou cerca de 8,3 milhões de pessoas que vivem em áreas de risco. O caso mais grave é o de Salvador, com 45,5% da população em locais com maior propensão a desastres.
Em 2010, o IBGE lançou um relatório específico sobre áreas de risco, em parceria com o Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden). O levantamento aplicou uma metodologia própria para definir áreas de riscos de movimentos de massa, inundações e enxurradas e identificou 8.270.127 pessoas vivendo nesses locais, em 2.471.349 domicílios particulares permanentes. Cerca de 17,8% desse montante era formado por crianças de até 5 anos (9,2%) ou idosos com 60 anos ou mais (8,5%), mais vulneráveis a desastres. O Sudeste foi a região com mais cidades listadas (308), seguida do Nordeste (294), Sul (144), Norte (107) e Centro-Oeste (19). Ou seja, Porto Alegre e outras cidades gaúchas não estavam entre as mais vulneráveis.
https://gilvanmelo.blogspot.com/2024/05/o-que-midia-pensa-editoriais-opinioes_5.html#more
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Rios voadores são imensos volumes de vapor de água que vêm do oceano Atlântico, precipita sob a forma de chuva na Amazônia – onde ganham corpo – e seguem até os Andes, encontrando a muralha rochosa presente nessa região, que os faz desviar e flutuar sobre a Bolívia, o Paraguai e os estados brasileiros de Mato Grosso, ...
O que são rios voadores? - ITR - UFRRJ
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Planejar significa definir antecipadamente um conjunto de ações ou intenções. Podemos entender ainda como “prever, antecipar ou vislumbrar algo que ainda não aconteceu; preparar; projetar”. Ou seja, o planejamento energético deve considerar as necessidades futuras de energia e como o país poderá atendê-las (relembre o conceito de energia em O que é energia). Assista a uma animação sobre a importância do planejamento energético.
https://www.epe.gov.br/pt/abcdenergia/planejamento-energetico-e-a-epe
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Qual é a função da linha de transmissão?
Diferença entre Linhas de Transmissão e Distribuição - Energês
As linhas de transmissão transportam energia por longas distâncias através de grandes torres. Além disto, elas conectam usinas geradoras aos grandes consumidores (alta tensão) e distribuidoras de energia. As linhas de transmissão são classificadas de acordo com seu nível de tensão de operação.
Diferença entre Linhas de Transmissão e Distribuição - energês
Energes
https://energes.com.br › diferenca-entre-linha-de-distribu...
https://energes.com.br/diferenca-entre-linha-de-distribuicao-e-transmissao/#:~:text=As%20linhas%20de%20transmiss%C3%A3o%20transportam,n%C3%ADvel%20de%20tens%C3%A3o%20de%20opera%C3%A7%C3%A3o.
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