sexta-feira, 5 de agosto de 2016

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2016


ATENTADO NO BRASIL CENTRAL




TV Senado ao Vivo 04/08/2016

Votação do Relatório na Comissão Especial de Impeachment

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1981






Em abril de 1981, durante uma comemoração pelo Dia do Trabalho no Riocentro, uma bomba explodiu no interior de um carro. Um militar morreu e outro ficou ferido. 


O resultado da investigação militar
No dia 30 de junho, o coronel Job Lorena de Santana, responsável pela condução do Inquérito Policial Militar (IPM) que apurava o caso, apresentou o resultado de suas investigações. Na sessão para a imprensa, não foram permitidas perguntas. O IPM concluía que os dois militares tinham sido vítimas de um atentado com uma bomba colocada entre a porta e o banco direito do automóvel. A notícia foi exibida no Jornal das Sete e no Jornal Nacional.







No dia 2 de outubro, o Superior Tribunal Militar decidiu pelo arquivamento do inquérito, sem que fossem apontados os autores da ação. O episódio acabou levando o chefe do Gabinete Civil, Golbery de Couto e Silva – tido como o principal estrategista político do governo e defensor do processo de abertura política – a pedir demissão.

MEMÓRIA GLOBO





27/06/2016 11h02 – Atualizado em 27/06/2016 15h35
Perícia vê ação de Dilma em decretos, mas não identifica nas pedaladas
Técnicos do Senado periciaram atos da presidente citados no impeachment.
Relatório afirma que houve irregularidades nos créditos e nas pedaladas.

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Do G1, em Brasília

27/06/2016 11h02 - Atualizado em 27/06/2016 15h35
Técnicos do Senado periciaram atos da presidente citados no impeachment.
Relatório afirma que houve irregularidades nos créditos e nas pedaladas.
Do G1, em Brasília



Uma perícia elaborada por técnicos do Senado, a pedido da defesa de Dilma Rousseff, apontou que há provas de que a presidente afastada agiu diretamente na edição de decretos de crédito suplementar sem autorização do Congresso Nacional. No entanto, segundo os mesmos peritos, não foi identificada uma ação direta da petista na decisão de atrasar os pagamentos da União para bancos públicos, as chamadas "pedaladas fiscais", nos subsídios concedidos a produtores rurais por meio do Plano Safra.
O relatório, elaborado a pedido da defesa de Dilma, foi entregue nesta segunda-feira (27) ao secretário-geral da mesa diretora do Senado, Luiz Fernando Bandeira de Melo.
Ao G1, o consultor de orçamento do Senado Diego Prandino Alves – integrante da comissão que realizou a perícia – explicou que os técnicos da casa legislativa não identificaram ato direto da presidente afastada nas "pedaladas" com base nos documentos anexados ao processo de impeachment. Ele, entretanto, ressaltou que "se houve algum ato direto da petista nos atrasos de pagamentos", os peritos não tiveram acesso ou essa prova não foi analisada pelos técnicos.







Técnicos do Senado entregam ao secretário-geral do Senado perícia feita em documentos que embasam o pedido de impeachment de Dilma Rousseff (Foto: Vanessa Cezar)
A edição dos decretos sem autorização do parlamento e as "pedaladas fiscais" embasaram o pedido de impeachment que afastou Dilma do comando do Palácio do Planalto. A solicitação de impedimento, apresentada pelos juristas Miguel Reale Júnior, Hélio Bicudo e Janaina Paschoal, se concentrou em duas acusações relativas a 2015: decretos de crédito suplementar assinados pela presidente sem autorização do Congresso e os atrasos no repasse de dinheiro para bancos públicos.
O relatório da área técnica do Senado, que tem 223 páginas, destaca que ocorreram irregularidades na liberação dos créditos suplementares sem aval legislativo e nos atrasos de pagamentos de subsídios do Plano Safra aos bancos públicos.
A perícia foi realizada em cima de provas e documentos anexados ao pedido de impeachment que tramita no Congresso. Em um primeiro momento, a comissão de especial encarregada de analisar o afastamento da presidente da República negou a solicitação da defesa para que os técnicos analisassem os documentos. Depois, atendendo a recurso dos advogados de Dilma, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski, determinou que a perícia fosse realizada.








Créditos suplementares
Uma das principais denúncias do pedido de afastamento da presidente é a acusação de que ela teria editado, no ano passado, decretos para liberar R$ 2,5 bilhões em crédito extra sem aval do Congresso.
A defesa da presidente afastada vem afirmando, ao longo do processo de impeachment, que não era necessário o aval do parlamento nos casos apontados pelos autores da solicitação de afastamento. Os técnicos do Senado que elaboraram a perícia, contudo, enfatizaram no documento que essa autorização era obrigatória.
Após entregar a perícia ao secretário-geral do Senado, o consultor Diego Prandino Alves observou que, como os créditos suplementares poderiam fazer que o governo não atingisse o resultado primário previsto no orçamento, a decisão de liberar o dinheiro teria de ter sido submetida ao Congresso em forma de um projeto de lei.
A perícia do TCU avalia, porém, que apesar da edição de decretos liberando gastos no Orçamento, houve o cumprimento da meta fiscal do ano passado.
“Concluiu-se que o Poder Executivo cumpriu as metas de resultado fiscal, mesmo com a liberação do limite de empenho e execução financeira promovida pelo Decreto 8581/2015. Logo, os decretos de contingenciamento editados foram suficientes para assegurar o cumprimento das metas de resultado fiscal de 2015”, diz o texto.
Entretanto, a meta só foi cumprida porque o Congresso aprovou, em 2 de dezembro, o projeto de lei do governo que reduziu a meta fiscal de 2015 e autorizou o governo federal a encerrar 2015 com um déficit recorde de R$ 119,9 bilhões.
A defesa de Dilma argumenta no processo de impeachment que a meta só pode ser considerada descumprida ao fim de um exercício – neste caso o de 2015. E que o parlamento, ao autorizar um rombo de R$ 119,9 bilhões no ano passado, teria convalidado os atos fiscais do Executivo federal.
Todos os anos, o Orçamento da União fixa uma meta de superávit primário, ou seja, de economia que o governo deve fazer para pagar juros da dívida. No ano passado, a meta teve que ser alterada pelo Congresso, a pedido do governo, porque não seria possível cumpri-la
"Essa autorização para abertura de crédito, ela deveria vir de uma proposta, um projeto de lei a ser encaminhado ao Congresso Nacional", disse o consultor.
Alves ponderou ainda que, de forma “incontroversa”, Dilma é a autora dos decretos de crédito suplementar. “O que foi verificado, a partir dos autos, é que ela [a presidente afastada] é a autora dos decretos. A autoria dos decretos é incontroversa."
O documento aponta ainda que a edição de decretos de crédito suplementar amplia a dotação orçamentária e que os valores adicionais “pressionam o atingimento do resultado primário desde sua edição”.
“Em um cenário de retração econômica, com consequente tendência desfavorável de arrecadação de receita, a edição de créditos suplementares eleva o nível de contingenciamento necessário para a manutenção da meta”, argumentaram os técnicos do Senado.
Segundo a perícias, edição de quatro decretos de crédito suplementar impactou a meta de superávit primário em R$ 1,75 bilhão no ano passado.
O entendimento é diferente daquele externado pelo ex-ministro da Fazenda, Nelson Barbosa, que atuou na gestão da presidente afastada Dilma Rousseff.
Em abril, na comissão de impeachment, ele afirmou que os decretos de crédito suplementar não liberam o pagamento de novas despesas e, deste modo, estariam de acordo com o Orçamento e com a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO).








'Pedaladas fiscais'
Os três juristas que apresentaram ao Congresso Nacional o pedido de impeachment de Dilma afirmam que a petista cometeu crime de responsabilidade ao fazer as chamadas pedaladas fiscais no ano passado (
entenda as pedaladas). Os atrasos de pagamentos aconteceram também em 2013 e 2014, embora não façam parte da acusação que embasou o afastamento provisório da petista.
Essa maquiagem fiscal consiste em "adiantamentos" de pagamentos realizados por bancos públicos a programas de responsabilidade do governo federal, sendo que a legislação impede que empresas controladas pela própria União emprestem dinheiro ao governo.
Na solicitação de impeachment, os juristas alegaram que, em 2015 – primeiro ano do segundo mandato de Dilma – ela publicou decretos de crédito suplementar sem aval do Congresso e autorizou as pedaladas fiscais, que consistem em atrasos nos repasses de dinheiro para bancos públicos, como o Banco do Brasil no Plano Safra.
Os autores do pedido de impeachment argumentam que "os empréstimos foram concedidos em afronta ao art. 36 da Lei de Responsabilidade Fiscal, que proíbe a tomada de empréstimo pela União de entidade do sistema financeiro por ela controlada".
Na perícia entregue à mesa diretora do Senado, os técnicos corroboram a avaliação dos três juristas de que houve irregularidade no atraso dos pagamentos. Para os peritos, as pedaladas constituem “modalidade de financiamento”, ou seja, operações de crédito, mesma conclusão a que chegou o Tribunal de Contas da União (TCU).
saiba mais
A defesa de Dilma refuta a versão e argumenta que os atrasos decorrem de prestação de serviços.
Os técnicos do Senado ressaltam na perícia, entretanto, que, segundo a Lei de Responsabilidade Fiscal, as operações de crédito “consistem em compromissos financeiros assumidos em razão da abertura de crédito, entre outras operações assemelhadas.”
A perícia cita, inclusive, um entendimento do Manual de Contabilidade do Setor Público, utilizado pelo Tesouro Nacional, pelo qual “as operações de crédito nem sempre envolvem o usual crédito junto a uma instituição financeira, com o consequente ingresso de receita orçamentária nos cofres públicos como, por exemplo, nos casos de assunção, reconhecimento ou confissão de dívidas”.
Os técnicos do Senado avaliaram ainda que, em 2015, os passivos do Tesouro Nacional junto ao Banco do Brasil por conta do Plano Safra não foram registrados na dívida pública, o que passou a ser feito somente no final do ano passado.
A perícia também destaca que, por conta disso, até junho do ano passado o superávit primário foi superestimado em R$ 2,09 bilhões. Nos meses seguintes, esse valor caiu, chegando a R$ 700 milhões em novembro.
O documento, contudo, não respondeu ao questionamento da defesa da presidente afastada sobre se existem diferenças entre as pedaladas fiscais dos governos Fernando Henrique Cardoso e Luiz Inácio Lula da Silva com a as da gestão Dilma. Os peritos se limitaram a dizer que não analisaram esse ponto porque “versa sobre exercícios financeiros anteriores".
Prazos
Após o recebimento do laudo pericial, o secretário-geral da Mesa do Senado Federal, Luiz Fernando Bandeira, explicou que a partir de agora a acusação e a defesa têm 24 horas para pedir esclarecimentos. Passado esse prazo, a junta pericial da Comissão terá até esta sexta-feira (1º) para responder aos questionamentos feitos pelas partes.
Após essa fase, os assistentes periciais, tanto da defesa quanto da acusação, terão até segunda-feira (4) da semana que vem para entregar um “laudo acessório” que concorde parcial ou totalmente com o laudo da junta pericial.
"E, finalmente, na terça-feira (5) da semana que vem, sentaremos todos à mesa da comissão, numa audiência pública em que esses laudos serão debatidos: o laudo da junta pericial e os laudos que eventualmente sejam apresentados pelos assistentes periciais de cada uma das partes”, afirmou Bandeira.


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SHOW DO TRABALHADOR
TV BANDEIRANTES - 1981



Cauby era uma das atrações do Show do Trabalhador de 1981, realizado no Riocentro, e que ficou famoso por ter sido cenário de um atentado à bomba num episódio marcante da decadência da ditadura militar brasileira.

Ele estava em alta desfrutando a popularidade de "Bastidores", seu último sucesso de rádio. Aqui, além da canção de Chico Buarque, Cauby também canta "Ronda", de Paulo Vanzolini.
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Cauby Peixoto - "Bastidores" e "Ronda" (TV Bandeirantes, 1981)

terça-feira, 2 de agosto de 2016

Resta Um

OPERAÇÃO RESTA UM
33ª Fase da Operação Lava Jato



Acompanhe ao vivo a coletiva da força-tarefa da Lava Jato sobre a operação de hoje.


A delegada Renata da Silva Rodrigues revelou que o vídeo de Sérgio Guerra, divulgado, foi crucial para a deflagração da Operação Resta Um.
"Esse vídeo foi entregue pelo dono da sala comercial que é amigo ou sócio de Fernando Baiano. Ele gravou a reunião e foi instado a entregar o vídeo. Estava intacto."
"Os investigados negavam que houvesse ocorrido uma reunião nesse sentido. O vídeo mostra de forma clara o encontro de lobistas, operadores financeiros com agentes públicos e parlamentares. Demonstra a atuação direta para obstruir as investigações."




Reveja o vídeo da reunião em que Sérgio Guerra pediu os R$ 10 milhões a executivos da Queiroz Galvão. A gravação é uma das provas que fundamentam a Operação Resta Um.


Queiroz Galvão é suspeita de pagamento sistemático de propina, segundo força-tarefa da Lava Jato


Ricardo Brandt, Fábio Serapião, Fausto Macedo, Julia Affonso e Mateus Coutinho
02 Agosto 2016 | 07h20




A Polícia Federal deflagrou nesta terça-feira, 2, a Operação Resta Um, etapa 33 da Lava Jato. Cerca de 150 policiais cumprem 32 mandados. O alvo é a construtora Queiroz Galvão, suspeita de ter pago R$ 10 milhões ao ex-presidente do PSDB Sérgio Guerra, que morreu em 2014. Os executivos da construtora Ildefonso Colares e Othon Zanoide foram presos.
São 23 mandados de busca e apreensão, 2 de prisão preventiva, 1 de prisão temporária e 5 de condução coercitiva em cidades de São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Goiás, Pernambuco e Minas Gerais.
Os executivos da Queiroz Galvão são investigados, segundo a PF, ‘pela prática sistemática de pagamentos indevidos a diretores e funcionários da Petrobrás’.
Na 33.ª fase da Operação da Lava Jato, são cumpridos pela Polícia Federal mandados com a finalidade de obter provas adicionais de crimes de organização criminosa, cartel, fraudes licitatórias, corrupção e lavagem de dinheiro, relacionados a contratos firmados pela empreiteira Queiroz Galvão com a Petrobrás. Os alvos são dirigentes e funcionários da Queiroz Galvão e do consórcio Quip S/A, do qual a empreiteira mencionada era acionista líder.
As investigações indicam que a Queiroz Galvão formou, com outras empresas, um cartel de empreiteiras que participou ativamente de ajustes para fraudar licitações da Petrobras. Esse cartel maximizou os lucros das empresas privadas e gerou prejuízos bilionários para a estatal. Além dos ajustes e fraude a licitações, as evidências colhidas nas investigações revelam que houve corrupção, com o pagamento de propina a funcionários da Petrobras.
Segundo a Lava Jato, executivos da Queiroz Galvão pagaram valores indevidos em favor de altos funcionários das diretorias de Serviços e de Abastecimento. Em sua parte já rastreada e comprovada, as propinas se aproximam da cifra de R$ 10 milhões. Esses crimes estão comprovados por farta prova documental que corroborou o depoimento de, pelo menos, cinco colaboradores, sendo três deles dirigentes de empreiteiras.
Para além disso, a investigação também objetiva se aprofundar sobre os fortes indícios existentes de que milhões de dólares em propinas foram transferidos em operações feitas por meio de contas secretas no exterior. As evidências apontam que os pagamentos foram feitos tanto pela Queiroz Galvão quanto pelo consórcio Quip. A hipótese tem por base depoimentos de colaboradores e comprovantes de repasses milionários feitos pelo trust Quadris, vinculado ao Quip, para diversas contas, favorecendo funcionários da Petrobras.
Por fim, as medidas deflagradas buscam colher provas adicionais do delito de obstrução à investigação de organização criminosa pela então realizada Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Petrobras, em 2009. Há indícios, que incluem a palavra de colaboradores e um vídeo, de que 10 milhões de reais em propina foram pagos pela Queiroz Galvão com o objetivo de evitar que as apurações da CPI tivessem sucesso em descobrir os crimes que já haviam sido praticados até então.
A procuradora da República Jerusa Viecili destacou a importância para a investigação dos acordos de colaboração e de leniência firmados pelo Ministério Público, “pois iluminam o caminho a percorrer para a obtenção de provas, quando não são acompanhados já pela apresentação de evidências consistentes dos crimes praticados”. Afirmou ainda que chama a atenção “a ousadia da empresa investigada, traduzida pela atuação profissional e sofisticada no pagamento de propinas em contratos públicos durante longo período de tempo, mediante a utilização de expedientes complexos de lavagem de dinheiro, inclusive no exterior”.
O Grupo Queiroz Galvão foi identificado, durante a Lava Jato, como o terceiro com maior volume de contratos celebrados com a Petrobras, alcançando um total superior a R$ 20 bilhões. O histórico de envolvimento do grupo com grandes esquemas de corrupção não é inédito, já figurado nas operações Monte Carlo, Castelo de Areia e Navalha, e tendo sido as duas últimas anuladas nos tribunais superiores. Segundo o procurador Diogo Castor, a banalização das anulações de provas representa um alento para os criminosos que já tiveram participação em esquemas criminosos provados. “Infelizmente se essas operações tivessem um mínimo de efetividade, talvez a Lava Jato nem precisasse existir” assinalou.
Já o coordenador da força-tarefa Lava Jato em Curitiba, Deltan Dallagnol, ressaltou a gravidade da obstrução dos trabalhos de apuração de 2009, porque “a investigação da CPI era como um guardião da Petrobras. As evidências indicam que o ladrão roubou a casa e, em seguida, matou o vigia”. Sublinhou, ainda, na mesma linha de Castor que “a corrupção que colhemos é fruto da impunidade dos crimes passados. Esses crimes investigados hoje são filhos de um sistema de justiça criminal disfuncional, o qual falhou em punir casos pretéritos em que as mesmas empresas da Lava Jato eram investigadas” Para o procurador, “sairemos da Lava Jato sem aprender a lição se não aprovarmos reformas nesse sistema, como as 10 medidas contra a corrupção”.
“Precisamos disso para que os crimes sejam alcançados pela ação da Justiça como regra, e não como exceção”, completou o procurador.

GOIÁS
• 02 mandados de busca em Goiânia
• 02 mandados de condução coercitiva em Goiânia
MINAS GERAIS
• 02 mandados de busca em Belo Horizonte
• 01 mandado de busca em Santa Rosa da Serra
• 02 mandados de condução coercitiva em Belo Horizonte
PERNAMBUCO
• 01 mandado de busca em Recife
• 01 mandado de condução coercitiva em Recife
RIO GRANDE DO SUL
• 02 mandados de busca em Rio Grande
SÃO PAULO
• 02 mandados de busca em São Paulo
• 01 mandado de busca em Barueri
RIO DE JANEIRO
• 11 mandados de busca no Rio de Janeiro
• 01 mandado de busca em Angra dos Reis
• 02 mandados de prisão preventiva no Rio de Janeiro
• 01 mandado de prisão temporária no Rio de Janeiro
• 01 mandado de condução coercitiva no Rio de Janeiro




segunda-feira, 1 de agosto de 2016

De estilingue a vidraça

"Há exatamente um ano, em despacho redigido em um dos processos que tem como réu o ex-ministro José Dirceu, o juiz Sérgio Moro escreveu que o País passou a vivenciar um quadro de corrupção sistêmica sob o comando do PT. Na ocasião, muitos analistas políticos e observadores das entranhas do Judiciário trataram o alerta do magistrado responsável pela Lava Jato como alarmista. Hoje, não há quem discorde de Moro. Depois de dois anos de investigações em diversas operações da Polícia Federal e de mais de 70 delações premiadas, fica evidente que as gestões petistas transformaram o governo federal em uma verdadeira e organizada estrutura de corrupção. Praticamente todos os ministros de Dilma Rousseff estão envolvidos em desvios de dinheiro público. Desde aqueles que ocuparam gabinetes no Palácio do Planalto até os mais distantes. “A corrupção que o PT promoveu foi uma corrupção institucional, não foi dispersa nem com indivíduos participando isoladamente”, afirma o professor Álvaro Guedes, especialista em administração pública da Unesp. “Pessoas foram escolhidas a dedo para estar em posições estratégicas e promover o desvio de dinheiro”, conclui o professor."



ISTOÉ na história


Por que, em uma sina surpreendente, todos os que se envolveram com o ex-presidente enfrentaram grandes reveses em suas vidas, e alguns até destinos trágicos
28.05.08 - 10h00



Fernando Collor de Mello, ex-presidente





José Roberto Castro

22 Fev 2016 
(atualizado 22/Fev 20h02)
Marqueteiro do PT é suspeito de receber dinheiro de propina no exterior como pagamento por campanhas. Ele ainda não foi preso porque está na República Dominicana



MARQUETEIRO JOÃO SANTANA, ENTRE DILMA E LULA








Saiba quem é e como age o marqueteiro do PT que venceu as últimas três eleições presidenciais no Brasil e está preso pela operação Lava Jato
26/02/2016 20:00
// Por: Márcio Kroehn e André Jankavski

Desde criança: por conta do zelo com as finanças do grêmio estudantil de sua antiga escola, Santana recebeu o apelido do famoso personagem da Disney







Lava Jato e outras investigações da Polícia Federal e do Ministério Público mostram como a presidente afastada institucionalizou a corrupção no governo federal e envolvem mais de vinte ex-ministros com desvios de dinheiro público, achaque a empresas e ameaças a testemunhas





Ary Filgueira
29.07.16 - 20h02





A história se repete, 23 anos depois
Qualquer semelhança entre os casos Collor e Dilma não é mera coincidência




DESCEU A RAMPA

Ao lado da mulher Rosane, Collor deixava o Planalto em 29 de dezembro de 1992.




04.12.15 - 20h00




DILMA SAI PELO TERREO E NAO DESCE A RAMPA E VAI AO ENCONTRO DOS MANIFESTANTES ! FIM DO PT


Por Karla Candeia em 04/04/2007 na edição 427
 O programa da TV do Observatório da Imprensa, exibido na terça-feira (3/4), voltou a debater a criação da nova rede pública de televisão que o governo pretende instituir. O tema já havia sido abordado quando o programa recebeu o ministro Luiz Dulci, da Secretaria Geral da presidência da República, e o assunto continua na pauta da mídia. A primeira entrevista televisiva do jornalista Franklin Martins depois de empossado ministro-chefe da Secretaria da Comunicação Social, concedida ao Observatório, também serviu para reavivar o debate sobre a comunicação do Estado. O programa da TV do Observatório da Imprensa, exibido na terça-feira (3/4), voltou a debater a criação da nova rede pública de televisão que o governo pretende instituir. O tema já havia sido abordado quando o programa recebeu o ministro Luiz Dulci, da Secretaria Geral da presidência da República, e o assunto continua na pauta da mídia. A primeira entrevista televisiva do jornalista Franklin Martins depois de empossado ministro-chefe da Secretaria da Comunicação Social, concedida ao Observatório, também serviu para reavivar o debate sobre a comunicação do Estado.


Vida que segue


terça-feira, 2 de agosto de 2016









• Marqueteiro do PT e sua mulher pagaram R$ 31,5 milhões

Na decisão, juiz afirma que os dois, libertados depois de cinco meses na prisão, estão ‘dispostos a esclarecer os fatos’

Uma fiança de R$ 31,5 milhões, determinada em meio a acordo de delação premiada, livrou ontem os marqueteiros de campanhas petistas João Santana e a mulher dele, Mônica Moura, da cadeia. Os dois foram soltos em Curitiba, por determinação do juiz Sérgio Moro. É a maior fiança já paga desde o início da Lava-Jato, em 2014. Eles estão ainda proibidos de participar de campanhas eleitorais no Brasil e de viajar para fora do país. O casal já contou ter recebido, no exterior, dinheiro de caixa dois da campanha de 2010 da presidente afastada, Dilma Rousseff.

Agora, a delação

• Soltos após 5 meses e com fiança milionária, Santana e Mônica mantêm negociação para acordo

Renato Onofre - O Globo

-SÃO PAULO- O marqueteiro petista João Santana e sua mulher, Mônica Moura, foram soltos ontem em Curitiba, depois de cinco meses de prisão. Antes, o casal, acusado de receber parte dos recursos desviados da Petrobras como pagamento de parte da campanha da presidente afastada, Dilma Rousseff (PT), teve de pagar uma fiança de R$ 31,5 milhões — equivalente a um prêmio da Mega-Sena. Além disso, eles estão proibidos de participar de qualquer campanha eleitoral no Brasil até nova decisão judicial. Também não podem deixar o país nem conversar com pessoas envolvidas nas investigações da Lava-Jato.

A fiança foi determinada de acordo com o valor bloqueado na conta dos dois (R$ 28 milhões na de Mônica e o restante na de Santana). É a maior fiança paga desde o início das investigações, em março de 2014. O dinheiro vai para uma conta judicial e só será devolvida ao investigado se comprovada sua inocência. O casal já admitiu caixa dois; o dinheiro deve ser devolvido aos cofres públicos.

A decisão do juiz federal Sérgio Moro surpreendeu investigadores da LavaJato, que queriam a manutenção da prisão preventiva do casal. A força-tarefa estuda como recorrer da medida. Santana e Mônica não precisarão usar tornozeleiras eletrônicas. Para Moro, a prisão deles não era mais “absolutamente necessária”, já que a fase de instrução do processo — quando são apresentadas as provas e as testemunhas, ouvidas — está no fim, e o casal está “disposto a esclarecer os fatos”.

Para Moro, situação distinta
Moro afirmou que a situação do casal é diferente de outros personagens da Lava-Jato, como operadores, empreiteiros, ex-funcionários da Petrobras e políticos beneficiários do esquema.

“A situação de ambos difere, em parte, da de outras pessoas envolvidas no esquema criminoso da Petrobras. Afinal, não são agentes públicos ou políticos beneficiários dos pagamentos de propina, nem são dirigentes das empreiteiras que pagaram propina ou lavadores profissionais de dinheiro”, escreveu Moro.

O juiz ressaltou, no entanto, que isso não minimiza a gravidade da conduta de ambos, que está sendo investigada. O casal foi preso em 22 de fevereiro. Os dois se tornaram réus em duas ações por corrupção e lavagem de dinheiro, por terem recebido valores da Odebrecht e do operador Zwi Skornick. Eles confessaram ter recebido US$ 4,5 milhões em uma conta secreta na Suíça como pagamento de campanha eleitoral da então candidato a presidente Dilma Rousseff, em 2010.

A Lava-Jato também acusa o marqueteiro e sua mulher de terem recebido R$ 23,5 milhões em espécie, no Brasil. A força-tarefa afirma que os valores saíram de contratos da Petrobras com empreiteiras investigadas e correspondiam a propina destinada a partidos políticos.

“Embora isso não exclua a sua eventual responsabilidade criminal, a ser analisada quando do julgamento, é possível reconhecer, mesmo nessa fase, que, mesmo se existente, (o casal) encontra-se em um nível talvez inferior da de corruptores, corrompidos e profissionais do crime”, diz o despacho.

Apesar de reconhecer previamente um papel menor dos dois no esquema, Moro alertou que os indícios de recebimento “sistemático” de valores não declarados à Justiça Eleitoral são graves. Foi por essa razão que a Justiça proibiu ambos de atuarem direta ou indiretamente em novas eleições. Na prática, nem a Pólis, agência do casal que comandou campanhas petistas nos últimos dez anos, poderá prestar serviços na corrida eleitoral que começa na segunda quinzena deste mês.

— A decisão restabelece a justiça. Os interrogatórios deixaram claro que, independentemente do resultado, a prisão preventiva não tem mais razão de ser — afirmou o criminalista Fabio Tofic, que defende o casal.

Acordo em negociação
A decisão favorável ao casal acontece menos de quinze dias depois da mudança de postura de Santana e Mônica. Em depoimento à Justiça no último dia 22 de julho, o casal voltou atrás da primeira versão apresentada à Polícia Federal, quando foi preso. Nessa ocasião, os dois disseram que o pagamento recebido no exterior era relativo a uma campanha eleitoral em Angola.

Apesar de libertá-los, Moro fez críticas a eles pelos falsos “álibis” usados no início do processo, justamente a informação sobre a campanha de Angola e o fato de o marqueteiro dizer que não sabia sobre as questões financeiras da empresa.

Em depoimento a Moro há duas semanas, Santana admitiu ter mentido para tentar preservar Dilma e confessou saber dos pagamentos ilícitos. Santana afirmou que “98% das campanhas” eleitorais no Brasil fazem uso da prática ilícita. Disse também que, sem caixa dois, era praticamente “impossível se manter na profissão”.

O juiz disse que a mentira é uma “trapaça que não pode ser subestimada”, e que é preciso “censurar em ambos a naturalidade e a desfaçatez com as quais receberam, como eles mesmo admitem, recursos não contabilizados”. “Se um ladrão de bancos afirma ao juiz como álibi que outros também roubam bancos, isso não faz qualquer diferença em relação a sua culpa”, afirmou o juiz.

Apesar da liberdade, Santana e Mônica negociam um acordo de delação. No último dia 21, O GLOBO revelou que eles assinaram um termo de confidencialidade com a Procuradoria-Geral da República, documento que marca o início do processo formal de colaboração. Por mais de um mês, desde 15 de junho, eles ficaram na Superintendência da Polícia Federal negociando os termos com advogados e investigadores. O criminalista Fabio Tofic disse que não comentará a possível delação. A força-tarefa da LavaJato também não se manifestou. (Colaboraram Thiago Herdy e Tiago Dantas)