domingo, 4 de maio de 2025

Maconha continua sendo uma droga ilegal

Maconha liberada? O que muda após STF descriminalizar porte BBC News Brasil BBC World Service é um serviço de rede pública de televisão do Reino Unido. Wikipedia (Inglesa) 344.349 visualizações 27 de jun. de 2024 #maconha #stf #bbcnewsbrasil Em julgamento encerrado nesta quarta-feira (26/6), a maioria do Supremo Tribunal Federal decidiu descriminalizar o porte de maconha para consumo. A corte estabeleceu que, até que o Congresso aprove uma lei sobre o tema, o parâmetro para diferenciar uso pessoal de tráfico será a quantidade de 40 gramas de cannabis sativa ou a posse de seis plantas fêmeas. Isso significa que uma pessoa identificada pela polícia portando até 40 gramas de droga não poderá ser enquadrada como traficante, a não ser que existam outros elementos além da presença da droga que apontem para esse crime, como posse de arma, caderno com anotações sobre vendas ou balança para pesar a substância. A repórter Mariana Schreiber explica neste vídeo as mudanças a partir da decisão. #bbcnewsbrasil #maconha #stf #descriminalização Reportagem em texto: https://www.bbc.com/portuguese/articl...
Uso de maconha continua ilegal, mas deixa de ser crime; entenda o que o STF ainda precisa definir Ministros vão definir nesta quinta-feira (26) a quantidade que diferencia traficante de usuário; regras serão seguidas por tribunais No Brasil, a maconha continua sendo uma droga ilegal, mas existem algumas situações em que seu uso é permitido. Veja como obter maconha legalmente dentro das regras atuais: 🏥 1. Uso Medicinal (Permitido, mas Regulamentado) A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) autoriza produtos à base de cannabis para fins medicinais. Você pode obter maconha legalmente se: ✅ Tiver prescrição médica para tratamento de doenças como epilepsia, autismo, dores crônicas, etc. ✅ Comprar produtos autorizados pela Anvisa (ex.: óleo de CBD). ✅ Importar produtos com autorização da Anvisa. 🔹 Como conseguir? 1️⃣ Consultar um médico que possa prescrever cannabis medicinal. 2️⃣ Solicitar a compra de produtos registrados na Anvisa ou pedir autorização para importação. 3️⃣ Comprar em farmácias autorizadas ou importar via empresas especializadas. 🛑 Importante: A venda de flores de maconha para uso medicinal não é permitida no Brasil, apenas óleos e extratos. 🌱 2. Cultivo para Uso Pessoal com Autorização Judicial (HC para Cultivo) Embora plantar maconha continue ilegal, algumas pessoas conseguem na Justiça um habeas corpus para cultivo caseiro para uso medicinal. 🔹 Como conseguir? 1️⃣ Ter laudo médico e prescrição recomendando cannabis medicinal. 2️⃣ Contratar um advogado especializado em direito à saúde. 3️⃣ Entrar com um pedido na Justiça para obter um Habeas Corpus autorizando o cultivo. 🔹 Quem já conseguiu? Muitas famílias com crianças que sofrem de epilepsia e pacientes com doenças graves conseguiram essa autorização. ⚖️ 3. Uso Religioso (em Discussão) Algumas religiões, como o Rastafarianismo, argumentam que a maconha tem uso espiritual e pedem permissão para seu consumo ritualístico. A Justiça brasileira ainda não deu uma resposta definitiva sobre isso. ❌ O que NÃO é legal? Comprar maconha de traficantes ou qualquer outro fornecedor ilegal. Cultivar sem autorização judicial. Transportar ou portar maconha sem justificativa médica. Usar para fins recreativos (mesmo que o STF tenha descriminalizado, ainda é ilícito). ✅ Conclusão A única forma de obter maconha legalmente no Brasil hoje é para uso medicinal, por meio de compra em farmácias, importação autorizada pela Anvisa, ou cultivo com autorização judicial. 💡 Se seu objetivo for medicinal, o primeiro passo é consultar um médico especializado. Quer dicas sobre médicos ou produtos disponíveis? LEI DE DROGAS - VIDEOAULA - Lei 11.343/06 EXPLICADA</b> Professora Camila Miranda 27 de jan. de 2023 Uma das leis mais cobradas em concursos da área da segurança pública é a Lei 11.343/06, também conhecida como "Lei de Drogas". Nessa videoaula abordei o que são consideradas drogas para a Lei, quem é o usuário e quem é o traficante, a possibilidade de internação involuntária e as comunidades terapêuticas, enfim, os principais crimes e penas foram contemplados, além de algumas questões polêmias. REFERÊNCIA DA AULA: A política criminal de drogas no Brasil (Saulo de Carvalho): https://amzn.to/3JnFB5h OUTRAS INDICAÇÕES: O direito penal e a guerra às drogas (Luiz Carlos Valois): https://amzn.to/3HB35T9 Legalização das drogas (Maria Lúcia Karam): https://amzn.to/3XHIVN3 Quebrando o tabu (documentário): • Quebrando o tabu (filme completo) LEI Nº 11.343, DE 23 DE AGOSTO DE 2006 Institui o Sistema Nacional de Políticas Públicas sobre Drogas - Sisnad; prescreve medidas para prevenção do uso indevido, atenção e reinserção social de usuários e dependentes de drogas; estabelece normas para repressão à produção não autorizada e ao tráfico ilícito de drogas; define crimes e dá outras providências. TÍTULO I DISPOSIÇÕES PRELIMINARES Art. 1º Esta Lei institui o Sistema Nacional de Políticas Públicas sobre Drogas - Sisnad; prescreve medidas para prevenção do uso indevido, atenção e reinserção social de usuários e dependentes de drogas; estabelece normas para repressão à produção não autorizada e ao tráfico ilícito de drogas e define crimes. Parágrafo único. Para fins desta Lei, consideram-se como drogas as substâncias ou os produtos capazes de causar dependência, assim especificados em lei ou relacionados em listas atualizadas periodicamente pelo Poder Executivo da União. Art. 2º Ficam proibidas, em todo o território nacional, as drogas, bem como o plantio, a cultura, a colheita e a exploração de vegetais e substratos dos quais possam ser extraídas ou produzidas drogas, ressalvada a hipótese de autorização legal ou regulamentar, bem como o que estabelece a Convenção de Viena, das Nações Unidas, sobre Substâncias Psicotrópicas, de 1971, a respeito de plantas de uso estritamente ritualístico-religioso. Parágrafo único. Pode a União autorizar o plantio, a cultura e a colheita dos vegetais referidos no caput deste artigo, exclusivamente para fins medicinais ou científicos, em local e prazo predeterminados, mediante fiscalização, respeitadas as ressalvas supramencionadas. CAPÍTULO III DOS CRIMES E DAS PENAS Art. 27. As penas previstas neste Capítulo poderão ser aplicadas isolada ou cumulativamente, bem como substituídas a qualquer tempo, ouvidos o Ministério Público e o defensor. (Vide RE 635659) Art. 28. Quem adquirir, guardar, tiver em depósito, transportar ou trouxer consigo, para consumo pessoal, drogas sem autorização ou em desacordo com determinação legal ou regulamentar será submetido às seguintes penas: I - advertência sobre os efeitos das drogas; II - prestação de serviços à comunidade; III - medida educativa de comparecimento a programa ou curso educativo. § 1º Às mesmas medidas submete-se quem, para seu consumo pessoal, semeia, cultiva ou colhe plantas destinadas à preparação de pequena quantidade de substância ou produto capaz de causar dependência física ou psíquica. § 2º Para determinar se a droga destinava-se a consumo pessoal, o juiz atenderá à natureza e à quantidade da substância apreendida, ao local e às condições em que se desenvolveu a ação, às circunstâncias sociais e pessoais, bem como à conduta e aos antecedentes do agente. § 3º As penas previstas nos incisos II e III do caput deste artigo serão aplicadas pelo prazo máximo de 5 (cinco) meses. § 4º Em caso de reincidência, as penas previstas nos incisos II e III do caput deste artigo serão aplicadas pelo prazo máximo de 10 (dez) meses. § 5º A prestação de serviços à comunidade será cumprida em programas comunitários, entidades educacionais ou assistenciais, hospitais, estabelecimentos congêneres, públicos ou privados sem fins lucrativos, que se ocupem, preferencialmente, da prevenção do consumo ou da recuperação de usuários e dependentes de drogas. § 6º Para garantia do cumprimento das medidas educativas a que se refere o caput, nos incisos I, II e III, a que injustificadamente se recuse o agente, poderá o juiz submetê-lo, sucessivamente a: I - admoestação verbal; II - multa. § 7º O juiz determinará ao Poder Público que coloque à disposição do infrator, gratuitamente, estabelecimento de saúde, preferencialmente ambulatorial, para tratamento especializado. Art. 29. Na imposição da medida educativa a que se refere o inciso II do § 6º do art. 28, o juiz, atendendo à reprovabilidade da conduta, fixará o número de dias-multa, em quantidade nunca inferior a 40 (quarenta) nem superior a 100 (cem), atribuindo depois a cada um, segundo a capacidade econômica do agente, o valor de um trinta avos até 3 (três) vezes o valor do maior salário mínimo. Parágrafo único. Os valores decorrentes da imposição da multa a que se refere o § 6º do art. 28 serão creditados à conta do Fundo Nacional Antidrogas. Art. 30. Prescrevem em 2 (dois) anos a imposição e a execução das penas, observado, no tocante à interrupção do prazo, o disposto nos arts. 107 e seguintes do Código Penal.
É preciso revisar penas sob a Lei de Drogas Folha de S. Paulo Aplicação de tráfico privilegiado pode reduzir punições; não faz sentido prender quem não representa risco à sociedade Ao contrário do que prega a cartilha do populismo penal, o encarceramento por si só não resolve problemas de segurança pública. Equívocos nessa seara implicam, geralmente, prender muito e mal. Levantamento inédito do Conselho Nacional de Justiça, reportado pela Folha, revelou que 110 mil dos 378 mil condenados por crimes relacionados a drogas poderiam ter suas penas reduzidas se a condenação fosse revisada como tráfico privilegiado. Tal figura legal prevê regime mais brando em casos que envolvem réus primários, com bons antecedentes e sem relação com organizações criminosas. A razão é simples: prender quem não representa risco só fortalece facções do narcotráfico que atuam em presídios de todas as regiões do país, sem qualquer ganho em segurança para a sociedade. Apesar dessa premissa baseada em evidências, a realidade é bem diferente. O Brasil ostenta o terceiro lugar no ranking global de maior população carcerária, embora ocupe o sétimo lugar em número total de habitantes. O principal motor prisional está no uso punitivista da Lei de Drogas, de 2006, que não estabelece diferença objetiva entre usuários e traficantes. É o que revelam os números: subiu de 14% para 28% o número de presos por tráfico entre 2005 e 2014. No caso das mulheres, a taxa cresceu oito vezes entre 2002 e 2018, chegando a 64%. A tipificação de tráfico privilegiado poderia contribuir para desafogar o sistema, que além de tudo apresenta condições de vida degradantes. Há empecilhos, no entanto. Tribunais tendem a afastar a hipótese do tráfico privilegiado com argumentos vagos sobre o pertencimento do acusado a organização criminosa. Mas há também movimentos no sentido oposto. O Supremo Tribunal Federal determinou, em 2023, que a União e estados enfrentem problemas estruturais dos presídios, e o CNJ promove mutirões para reduzir o número de presos injustamente. Em junho de 2024, o STF decidiu descriminalizar o porte de maconha para quem tiver até 40 gramas da droga ou seis plantas fêmeas —medida que levou à elaboração de uma nova política de drogas, ainda em andamento, por parte do Executivo e do CNJ para que seja garantida a sua eficácia. Já o plano Pena Justa do CNJ propõe, entre outras medidas, padronizar decisões do Judiciário sobre tráfico privilegiado para garantir maior objetividade. As cortes precisam aplicar a lei com sensatez, para que réus de baixa periculosidade não acabem em prisões lotadas e insalubres.

sábado, 3 de maio de 2025

Nós e César

Para quem quer se soltar invento o cais, Cais - Elis Regina "Para quem quer me seguir Eu quero mais Tenho o caminho do que sempre quis E um saveiro pronto pra partir Invento o cais e sei a vez de me lançar" Sentinela (part. Nana Caymmi) Milton Nascimento Meu senhor, eu não sou digna de que visites A minha pobre morada Porém, se tu desejas, queres me visitar Dou-te meu coração Dou-te meu coração Longe, longe, ouço essa voz Que o tempo não vai levar Morte, vela, sentinela sou do corpo Desse meu irmão que já se vai Revejo nessa hora tudo que ocorreu Memória não morrerá Vulto negro em meu rumo vem Mostrar a sua dor plantada nesse chão Seu rosto brilha em reza brilha em faca e flor Histórias vem me contar Longe, longe, ouço essa voz Que o tempo não vai levar Precisa gritar sua força, ê, irmão, sobreviver A morte ainda não vai chegar se a gente, na hora de unir Os caminhos num só, não fugir, nem se desviar Precisa amar sua amiga, ê, irmão, e relembrar Que o mundo só vai se curvar Quando o amor que em seu corpo já nasceu Liberdade buscar na mulher que você encontrou Morte, vela, sentinela sou do corpo Desse meu irmão que já se foi Revejo nessa hora tudo que aprendi Memória não morrerá Longe, longe, ouço essa voz Que o tempo não levará Longe, longe, ouço essa voz Que o tempo não vai levar Composição: Fernando Brant / Milton Nascimento. Poesia | Em louvor da aprendizagem, de Bertolt Brecht “E Jesus, respondendo, disse-lhes: — Dai, pois, a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus.” — (MARCOS, 12.17)
1 Em todo lugar do mundo, o homem encontrará sempre, de acordo com os seus próprios merecimentos, a figura de César, simbolizada no governo estatal. 2 Maus homens, sem dúvida, produzirão maus estadistas. 3 Coletividades ociosas e indiferentes receberão administrações desorganizadas. 4 De qualquer modo, a influência de César cercará a criatura, reclamando-lhe a execução dos compromissos materiais. É imprescindível dar-lhe o que lhe pertence. 5 O aprendiz do Evangelho não deve invocar princípios religiosos ou idealismo individual para eximir-se dessas obrigações. 6 Se há erros nas leis, lembremos a extensão de nossos débitos para com a Providência Divina e colaboremos com a governança humana, oferecendo-lhe o nosso concurso em trabalho e boa vontade, conscientes de que desatenção ou revolta não nos resolvem os problemas. 7 Preferível é que o discípulo se sacrifique e sofra a demorar-se em atraso, ante as leis respeitáveis que o regem, transitoriamente, no Plano físico, seja por indisciplina diante dos princípios estabelecidos ou por doentio entusiasmo que o tente a avançar demasiadamente na sua época. 8 Há decretos iníquos? Recorda se já cooperaste com aqueles que te governam a paisagem material. 9 Vive em harmonia com os teus superiores e não te esqueças de que a melhor posição é a do equilíbrio. 10 Se pretendes viver retamente, não dês a César o vinagre da crítica acerba. Ajuda-o com o teu trabalho eficiente, no sadio desejo de acertar, convicto de que ele e nós somos filhos do mesmo Deus. Emmanuel Texto extraído da 1ª edição desse livro. Pão Nosso #102 - Nós e César NEPE Paulo de Tarso | Evangelho e Espiritismo Transmitido ao vivo em 9 de mai. de 2023 Série de estudos, com Artur Valadares, da obra "Pão Nosso", de Emmanuel/Chico Xavier. 102 Nós e César
8 - ACENDE-SE A LÂMPADA DA DÚVIDA Aqui está a transcrição do texto da imagem: Por alguns meses, mantivera-se o moço preso à leitura dos Evangelhos. Gradativamente, assinalava com profundez a distância entre o dogmatismo católico tão complexo na sua estrutura, e, especialmente esta, na tela mística da letra e o sublime código de ensinamentos morais, com embasamento nas máximas tão singelas quão sábias e nas parábolas de luminosa tessitura educativa do Mestre. Permanecia, contudo, o discurso da Montanha como obstáculo maior aos sublimes empenhos do jovem para a compreensão da palavra divina... Instalara-se-lhe no Espírito a chave, que lhe abriria as portas da Verdade sob o painel da análise comparativa. Achava-se sob o domínio da dúvida. NOTA — Os informes do presente capítulo foram fornecidos pelas seguintes pessoas, em depoimentos com firmas reconhecidas: Edalides M. Rezende, Elith Irani Vilela, Amália F. Mello, Ranulfo G. Cunha e Maria Leopoldina Araújo. Eurípedes — o Homem e a Missão CORINA NOVELINO p.73 Deixai que venham a mim as criancinhas. 18. Disse o Cristo: “Deixai que venham a mim as criancinhas.” Profundas em sua simplicidade, essas palavras não continham um simples chamamento dirigido às crianças, mas, também, o das almas que gravitam nas regiões inferiores, onde o infortúnio desconhece a esperança. Jesus chamava a si a infância intelectual da criatura formada: os fracos, os escravizados e os viciosos. Ele nada podia ensinar à infância física, presa à matéria, submetida ao jugo do instinto, ainda não incluída na categoria superior da razão e da vontade que se exercem em torno dela e por ela. Queria que os homens a ele fossem com a confiança daqueles entezinhos de passos vacilantes, cujo chamamento conquistava, para o seu, o coração das mulheres, que são todas mães. Submetia assim as almas à sua terna e misteriosa autoridade. Ele foi o facho que ilumina as trevas, a claridade matinal que toca a despertar; foi o iniciador do Espiritismo, que a seu turno atrairá para ele, não as criancinhas, mas os homens de boa vontade. Está empenhada a ação viril; já não se trata de crer instintivamente, nem de obedecer maquinalmente; é preciso que o homem siga a lei inteligente que se lhe revela na sua universalidade. Meus bem-amados, são chegados os tempos em que, explicados, os erros se tornarão verdades. Ensinar-vos-emos o sentido exato das parábolas e vos mostraremos a forte correlação que existe entre o que foi e o que é. Digo-vos, em verdade: a manifestação espírita avulta no horizonte, e aqui está o seu enviado, que vai resplandecer como o Sol no cume dos montes. João Evangelista. Paris, 1863. 19. Deixai venham a mim as criancinhas, pois tenho o leite que fortalece os fracos. Deixai venham a mim todos os que, tímidos e débeis, necessitam de amparo e consolação. Deixai venham a mim os ignorantes, para que eu os esclareça. Deixai venham a mim todos os que sofrem, a multidão dos aflitos e dos infortunados: eu lhes ensinarei o grande remédio que suaviza os males da vida e lhes revelarei o segredo da cura de suas feridas! Qual é, meus amigos, esse bálsamo soberano, que possui tão grande virtude, que se aplica a todas as chagas do coração e as cicatriza? É o amor, é a caridade! Se possuís esse fogo divino, que é o que podereis temer? Direis a todos os instantes de vossa vida: “Meu Pai, que a tua vontade se faça e não a minha; se te apraz experimentar-me pela dor e pelas tribulações, bendito sejas, porquanto é para meu bem, eu o sei, que a tua mão sobre mim se abate. Se é do teu agrado, Senhor, ter piedade da tua criatura fraca, dar-lhe ao coração as alegrias sãs, bendito sejas ainda. Mas, faze que o amor divino não lhe fique amodorrado na alma, que incessantemente faça subir aos teus pés o testemunho do seu reconhecimento!” Se tendes amor, possuís tudo o que há de desejável na Terra, possuís preciosíssima pérola, que nem os acontecimentos, nem as maldades dos que vos odeiem e persigam poderão arrebatar. Se tendes amor, tereis colocado o vosso tesouro lá onde os vermes e a ferrugem não o podem atacar e vereis apagar-se da vossa alma tudo o que seja capaz de lhe conspurcar a pureza; sentireis diminuir dia a dia o peso da matéria e, qual pássaro que adeja nos ares e já não se lembra da Terra, subireis continuamente, subireis sempre, até que vossa alma, inebriada, se farte do seu elemento de vida no seio do Senhor. Um Espírito protetor. Bordéus, 1861. CAPÍTULO VIII INSTRUÕES DOS ESPÍRITOS O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO pp. 162-163 https://kardecpedia.com/roteiro-de-estudos/887/o-evangelho-segundooespiritismo/2317/capitulo-viii-bem-aventurados-os-que-tem-coracao-puro/instrucoes-dos-espiritos/deixai-que-venham-a-mim-as-criancinhas#:~:text=Deixai%20venham%20a%20mim%20as,para%20que%20eu%20os%20esclare%C3%A7a.
Use a força interior. A força interior é o ímã das bênçãos divinas. Vamos analisar o trecho "Use a força interior. A força interior é o ímã das bênçãos divinas." sob duas perspectivas: sintética (estrutura, forma) e analítica (conteúdo, significado). ✅ Análise Sintética (estrutura e gramática) Frase 1: "Use a força interior." Tipo: frase imperativa afirmativa. Sujeito: oculto (implícito, "você"). Verbo: "usar" no modo imperativo. Objeto direto: "a força interior". Frase 2: "A força interior é o ímã das bênçãos divinas." Tipo: oração declarativa afirmativa. Sujeito: "A força interior". Predicado: "é o ímã das bênçãos divinas". Núcleo do predicado: "é". Predicativo do sujeito: "o ímã das bênçãos divinas". Estrutura: oração simples, com verbo de ligação e predicativo. ✅ Análise Analítica (conteúdo e sentido) Sentido geral: O trecho sugere que a força interior é essencial para atrair coisas boas (representadas aqui como “bênçãos divinas”). Há uma conexão entre o potencial espiritual/pessoal (força interior) e o merecimento ou recepção de auxílio divino. Valores implícitos: Autoconhecimento e fé: indica que a força vem de dentro, não de fatores externos. Espiritualidade ativa: o indivíduo é convocado a usar essa força como instrumento de transformação ou conexão com o divino. Atração espiritual: usa-se a metáfora do ímã — a força interior atrai o bem, como o ímã atrai o metal. Estilo e linguagem: Linguagem simples, acessível, de tom espiritual e motivacional. Recurso de repetição: a expressão “força interior” aparece nas duas frases, reforçando a ideia central. Cais (part. Milton Nascimento) Nana Caymmi Para quem quer se soltar Invento o cais Invento mais que a solidão me dá Invento Lua nova a clarear Invento o amor Isso é a dor de encontrar Eu queria ser feliz Invento o mar Invento em mim o sonhador Para quem quer me seguir Eu quero mais Tenho o caminho do que sempre quis E um saveiro pronto pra partir Invento o cais e sei a vez de me lançar Eu queria ser feliz Invento o mar Invento em mim o sonhador Para quem quer me seguir Eu quero mais Tenho o caminho do que sempre quis E um saveiro pronto pra partir Invento o cais e sei a vez de me lançar Composição: Milton Nascimento / Ronaldo Bastos.
As 18 eras de Lady Gaga... relembre figurinos e hits da cantora G1 resume com ilustrações os grandes momentos da popstar americana: de 2006 até o show neste sábado (3) no Rio. Veja possível setlist, discografia, clipes e onde assistir. Por Braulio Lorentz, g1 03/05/2025 00h01 Atualizado há 13 horas De 2006, quando assinava com o nome real e escrevia para outros artistas até o show em Copacabana neste sábado (3), Lady Gaga foi várias cantoras em uma. Para relembrar a carreira da cantora americana, o g1 mostra nas ilustrações abaixo as diferentes facetas de Gaga. As 18 eras de Lady Gaga — Foto: g1 https://g1.globo.com/pop-arte/musica/noticia/2025/05/03/as-18-eras-de-lady-gaga-relembre-figurinos-e-hits-da-cantora.ghtml https://g1.globo.com/

sexta-feira, 2 de maio de 2025

Mudança dos Ventos

De Volta Ao Começo Nana Caymmi E o menino com o brilho do Sol na menina dos olhos Sorri e estende a mão entregando o seu coração E eu entrego o meu coração E eu entro na roda e canto as antigas cantigas de amigo, irmão As canções de amanhecer lumiar a escuridão E é como se eu despertasse de um sonho que não me deixou viver E a vida explodisse em meu peito com as cores que eu não sonhei E é como se eu descobrisse que a força esteve o tempo todo em mim E é como se então, de repente, eu chegasse ao fundo do fim De volta ao começo Ao fundo do fim De volta ao começo Composição: Gonzaguinha. De Volta Ao Começo Nana Caymmi E o menino com o brilho do sol Na menina dos olhos Sorri e estende a mão Entregando o seu coração E eu entrego o meu coração E eu entro na roda E canto as antigas cantigas De amigo irmão As canções de amanhecer Lumiar a escuridão E é como se eu despertasse de um sonho Que não me deixou viver E a vida explodisse em meu peito Com as cores que eu não sonhei E é como se eu descobrisse que a força Esteve o tempo todo em mim E é como se então de repente eu chegasse Ao fundo do fim De volta ao começo Ao fundo do fim De volta ao começo Compositor: Luiz Gonzaga do Nascimento Junior (Gonzaguinha) (UBC) Editor: Editora Moleque (UBC) Nana Caymmi – A Voz que Ficou no Tempo “Eu não gosto de movimento nenhum a não ser o da dança.” — Nana Caymmi 🎶 Música de Abertura: Resposta ao Tempo (Cristovão Bastos e Aldir Blanc) O tempo passou, e com ele se despediu uma das vozes mais profundas e inconfundíveis da música popular brasileira. Nana Caymmi partiu, mas sua voz — aquela que parecia saber de todos os segredos da alma — permanece entre nós, ecoando suave e forte como um rio que não se cansa de correr. Filha de Dorival, irmã de Dori e Danilo, Nana foi mais do que herdeira de um legado: foi uma intérprete visceral, intensa, intransigente com a mediocridade e absolutamente devota à arte do cantar. Com ela, a canção nunca era só melodia — era sentimento exposto, memória cantada, verdade à flor da voz. Sua maneira de interpretar dilacerava sem pedir licença e confortava sem fazer esforço. Nos últimos dias, o país se silenciou em reverência. Os que a conheceram, os que a cantaram, os que a ouviram — todos perderam algo. Alcione resumiu em um sopro o que muitos sentem: "Eu perdi uma amiga, o Brasil a voz." Zeca Pagodinho, com seu jeito de oração de boteco, desejou: "Deus te receba de braços abertos." E Fagner, com gratidão e reverência, afirmou: "No lugar onde você merece. Obrigado por tudo." As palavras, em sua honra, foram muitas. Mas todas cabiam em uma única canção: aquela que fosse capaz de acolher o amor e a perda ao mesmo tempo. Nana cantava a dor como quem conhece seus becos, suas esquinas, suas frestas. "Cantou a dor de amor." — disse Ana Cristina. Leila Pinheiro, emocionada, declarou: "Vai com ela nossa música." E Mariana Gross, no encerramento de um noticiário que parecia não querer terminar, disse simplesmente: "Nana, inesquecível." Inesquecível. É isso. Porque há vozes que o tempo não apaga. Porque há cantoras que não se apagam: se tornam presença na ausência, permanência no silêncio, lembrança na saudade. Hoje, o Brasil se despede de Nana Caymmi. Mas só do corpo. A alma, essa ficou onde sempre esteve: nas entrelinhas da música brasileira, onde mora o que é eterno. Nana Caymmi canta "Atrás da Porta" (Francis Hime e Chico Buarque) 1974 🎶 Música de Encerramento: Atrás da Porta (Chico Buarque e Francis Hime) Atrás da Porta Nana Caymmi Quando olhaste bem nos olhos meus E o teu olhar era de adeus Juro que não acreditei, eu te estranhei Me debrucei sobre o teu corpo e duvidei E me arrastei e te arranhei E me agarrei nos teus cabelos Nos teus peitos, teu pijama Nos teus pés ao pé da cama Sem carinho, sem coberta No tapete atrás da porta Reclamei baixinho Dei pra maldizer o nosso lar Pra sujar teu nome, te humilhar E me vingar a qualquer preço Te adorando pelo avesso Pra mostrar que ainda sou tua Composição: Chico Buarque / Francis Hime.

quinta-feira, 1 de maio de 2025

"Em desenvolvimento: fato sensível registrado nas últimas 19 horas"

"Eu não gosto de movimento nenhum a não ser o da dança." Nana, com Faro na Cultura Resposta ao Tempo (Tema "Hilda Furacão") l Nana Caymmi (1998) Acervo Alex Abreu Estreou em 12 de jun. de 2020 #Anos90 #NanaCaymmi #AcervoAlexAbreu Música de Cristovão Bastos e letra de Aldir Blanc, "Resposta ao Tempo" tornou-se um clássico instantâneo na voz de Nana Caymmi - aqui em emocionada performance no palco do Fausto Silva - ao servir de tema de abertura da minissérie "Hilda Furacão", no outono de 1998. Neste dia dos namorados de 2020, fica também a homenagem a Aldir Blanc, um dos maiores letristas da nossa MPB que saiu de cena no último 04 de maio. Sobe o som!
Nana Caymmi deixa histórico musical de sucesso e excelência; relembre Com voz grave, interpretação sofisticada e fidelidade a um repertório de alta qualidade, Nana Caymmi deixa uma obra sólida e atemporal, que ocupa um lugar de destaque na história da música brasileira Filha do cantor e compositor Dorival Caymmi, desde cedo, a música fez parte de sua trajetória - (crédito: Livio Campos/Divulgação) Filha do cantor e compositor Dorival Caymmi, desde cedo, a música fez parte de sua trajetória - (crédito: Livio Campos/Divulgação) A cantora e compositora Nana Caymmi, que morreu nesta quinta-feira (1º/5), aos 84 anos, no Rio de Janeiro, se consagrou como uma das intérpretes mais marcantes da Música Popular Brasileira (MPB). A artista deixa uma carreira que atravessou décadas e estilos — dos sambas-canções e boleros aos clássicos do Clube da Esquina. Idoso morre após ser atropelado por motorista com sinais de embriaguez em Santo André (SP) Terra Brasil 30 de abr. de 2025 #terranoticias Idoso morre após ser atropelado por motorista com sinais de embriaguez em Santo André (SP). O caso foi registrado na manhã desta quarta-feira, 30, no bairro Parque Novo Oratório, na cidade da Grande São Paulo. De acordo com a TV Globo, a PM encontrou uma garrafa de uísque dentro do veículo esportivo de luxo da marca Audi. Uma gravação divulgada pela página ‘ABC da Gente’ mostra que o condutor estava com dificuldades para falar e mal conseguia levantar após o atropelamento. A vítima, identificada como Luís Antônio Previatello, de 74 anos, estava sentado em frente a sua casa quando foi atingido e não resistiu aos ferimentos. #terranoticias
'Senna' perpetua espírito campeão, com a recente conquista internacional de série Na semana em que a morte de Ayrton Senna completa 31 anos, série brasileira, com produção dos irmãos Gullane, é celebrada em prêmio de escala europeia A equipe da série Senna recebeu o prêmio de melhor criação, no badalado Prêmio Platino - (crédito: Juan Bezos ) "Ayrton Senna e Nelson Piquet eram os ídolos do Brasil. Faziam o Brasil inteiro, mesmo aquele de pensamentos diferentes, de regiões diferentes, acordar, domingo de manhã, e olhar para a mesma direção — para a tela da tevê, querendo torcer, junto. Isso é especial, e não sabemos se repetirá de novo", observa o intérprete de Piquet, na série da Netflix Senna, Hugo Bonemer, ao Correio. Bonemer viveu Senna, num musical teatral, e, pela série, competiu ao prêmio Platino de melhor ator coadjuvante, que destacou quatro selecionados para categoria. No catálogo do streaming, em seis episódios, a série traz, no último capítulo, os bastidores do fatal Grande Prêmio de San Marino (Ímola, Itália), com fatores que culminaram com a tragédia do piloto, há 31 anos. "Senna fez a escolha do motor: ele amava mais as corridas do que os seus próprios envolvimentos amorosos. E ele sofre com isso. Não é fácil conviver com as escolhas feitas", observa um dos criadores da série, Luiz Bolognesi (ao lado de Fernando Coimbra, Patrícia Andrade e Vicente Amorim), justamente, premiado, em Madri (pelos Platino), no âmbito ibero-americano, no último domingo. No palco, ele disse: "Mais fortes, podemos. A série Senna foi um exemplo de força e resistência", observou. Determinação, amor e fé eram elementos no somatório do talento do piloto, como mostra uma emocionante (e documental) cena da série Senna. "Ela era um piloto brasileiro num universo europeu, controlado pelos produtores de lá. O Senna tinha uma estrutura contra ele", diz Bolognesi que contou com a consultoria da família do piloto, "que abriu caminhos e foi facilitadora, na leitura dos roteiros, quando faziam comentários". "A competição, quando saudável e dentro do esporte, ela é boa para todos. Quando sai disso, e entra no campo da besteira, não interessa a ninguém", comentou Bonemer, que integrou um dos times destacados pela celebração do audiovisual ibero-americano, no lúdico Encuentro de las Estrellas, braço de lazer dos prêmios Platino, e no qual os convidados puderam ver a atuação de craques como Iker Casillas, Juan Pablo Sorín e Mario Suárez. O sucesso de Senna, na plataforma, cravou público alto na Itália, Reino Unido, Japão e Brasil. "Senna e Piquet são a mitologia brasileira. Eles são nossas realezas; assim como os britânicos enchem os olhos com reinados", comentou Bonemer. Dentre a preparação para o papel de Senna (no teatro), em 2017, Hugo Bonemer se afundou em estudos sobre automobilismo: correu (na Stock Car) com dicas de Cacá Bueno, e, com Bruno Senna, esteve na preparação do kart, isso sem contar do respaldo via Instituto Ayrton Senna. "Fui respirando tudo isso", observa. Batida na trave, e caos Concorrente (sem êxito) a Melhor Minissérie ou Telessérie de Ficção ou Documentário, Senna teve produção de Caio e Fabiano Gullane, justamente coprodutores de Uma história de amor e fúria (2013), outra destacada obra de Bolognesi, que ficou entre finalistas à seleção para o Oscar de melhor animação. Ainda que otimista, Bolognesi pinçou, para o Correio, visões do futuro distópico (na animação), nem tão distantes da realidade, com crise climática e crise hídrica. "Estamos ainda embarcando numa mistura de religião e política (...) e, recentemente, namoramos com a tirania — o que precisa ser punido", resumiu. Siga o canal do Correio no WhatsApp e receba as principais notícias do dia no seu celular Palavra de especialista "Não acho que seja uma ilusão pensarmos que estamos chegando em Hollywood, como demonstrou a conquista do filme Ainda estou aqui. A gente está há tantos anos apresentando um trabalho com continuidade. Com nossa produtora (Gullane) já estivemos em competição no Festival de Cannes, três vezes; outras vezes tantas em Berlim, em Veneza, chegamos à lista de corte do Oscar, assim como tantos outros colegas de filmes e projetos brasileiros. Eu acho que as plataformas, assim como as distribuidoras internacionais, descobriram cada vez mais que o mercado brasileiro é um mercado estruturante, muito grande, que é um dos lugares do mundo que podem crescer do ponto de vista de audiência e realmente tem uma onda de investimento em conteúdos locais, para que se domine, para que se faça conteúdo a serem assistidos nesses mercados e que possam, depois, extravasar para fora. A Gullane tem alguns projetos em coprodução com outros países, já há um bom tempo. No âmbito do Platino, tivemos altíssimo nível em todas as séries que estão aqui. Sem contar dos filmes que estão aqui, e que só engrandecem a participação do Brasil. Estamos ao lado de projetos que são tão destacados no mundo todo, e especialmente no mundo ibero-americano" Caio Gullane, produtor de cinema e tevê Ricardo Daehn + Tags morte netflix piloto Senna série streaming Por Ricardo Daehn postado em 01/05/2025 18:57 / atualizado em 01/05/2025 18:59
A morte de Ayrton Senna ocorreu em 1 de maio de 1994, como resultado de uma colisão entre o carro do piloto brasileiro Ayrton Senna e uma barreira de concreto, enquanto participava do Grande Prêmio de San Marino, no Autódromo Enzo e Dino Ferrari, em Ímola, na Itália. Ayrton Senna. Acidente Ayrton Senna 1994 HD REMASTERIZADO em alta definição 60fps Slow Motion (câmera lenta) Auto Eventos Curitiba 20 de nov. de 2020 #AyrtonSenna #SENNA #Rebaixados Acidente da morte de Ayrton Senna em 1994 renderizado 60fps quadro a quadro em High Definition 1080p (FULL HD), REMASTERIZADO em alta definição e Slow Motion (câmera lenta). A morte de Ayrton Senna ocorreu em 1º de maio de 1994, como resultado de uma colisão entre o carro do piloto brasileiro Ayrton Senna e uma barreira de concreto, enquanto participava do Grande Prêmio de San Marino, no Autódromo Enzo e Dino Ferrari, em Ímola, na Itália. Ayrton Senna's death accident in 1994 rendered 60fps frame by frame in High Definition 1080p (FULL HD), REMASTERED in Slow Motion. Ayrton Senna's death occurred on May 1, 1994, as a result of a collision between the car of Brazilian driver Ayrton Senna and a concrete barrier, while participating in the San Marino Grand Prix, at the Enzo and Dino Ferrari Circuit, in Imola , in Italy.
Sabia dessa? Ayrton Senna trouxe famosa marca de carros para o Brasil Piloto tricampeão de Fórmula 1 foi um sucesso dentro e fora das pistas, sendo o principal responsável por trazer marca famosa ao mercado tupiniquim Felipe Sales Gomes, sob supervisão de Thiago Lincolins Publicado em 03/12/2024, às 17h00 Ayrton Senna foi o responsável por trazer a Audi para o Brasil em 1994 através da Senna Import. A parceria foi formalizada em 1993 na Alemanha e, no ano seguinte, a Audi começou a ser comercializada no país. Senna e a Senna Import também foram os responsáveis pela criação da Audi Senna, joint venture que operava a marca no Brasil. Motorista acusado de embriaguez atropela e mata idoso na Grande SP | Bora Brasil Band Jornalismo 30 de abr. de 2025 Um motorista acusado de embriaguez atropelou e matou um idoso em Santo André, na Grande São Paulo. Vídeo mostra carro que atropelou e matou idoso na calçada entrando na rua e logo depois o som da batida em Santo André Motorista Elói Guides foi preso e indiciado por homicídio culposo na direção de veículo sob efeito de álcool e droga. Luís Previtello tinha 74 anos e morreu na quarta (30). Por Redação TV Globo e g1 SP 01/05/2025 09h58 Atualizado há uma hora Vídeo mostra carro que atropelou idoso na calçada de casa em Santo André Uma câmera de segurança registrou o momento em que o carro que atropelou e matou um idoso de 74 anos na calçada entrou na Rua Calábria, em Santo André, no ABC Paulista. As imagens não mostram o momento da batida, mas é possível ouvir o som (assista acima). O atropelamento ocorreu na quarta-feira (30) de manhã. A vítima era Luís Antônio Previtello, que estava sentado em frente à própria casa e morreu no local. O motorista, Elói Henrique Guides, de 39 anos, foi preso em flagrante e vai responder por homicídio. Ele estava embriagado e disse à polícia que havia usado cocaína antes de dirigir. ✅ Clique aqui para se inscrever no canal do g1 SP no WhatsApp Exames confirmaram que motorista tinha bebido Elói se negou a fazer o teste do bafômetro e o exame de sangue para comprovar o uso de bebida e da droga. Posteriormente, um exame feito no Instituto Médico Legal (IML) a pedido da delegacia confirmou a embriaguez. O motorista falava de maneira enrolada e não conseguia ficar em pé, segundo a Polícia Militar. Os policiais apreenderam uma garrafa de uísque dentro do veículo. O veículo é um Audi Coupe e foi apreendido. Ele não está no nome de Elói, pertence a outra pessoa, está com o licenciamento atrasado e tem outros débitos não pagos. A defesa do motorista não foi localizada para comentar o assunto até a última atualização desta reportagem. Segundo o boletim de ocorrência, ele ficou em silêncio quando foi interrogado por policiais na delegacia na presença de seu advogado. Diante das provas testemunhais e técnicas, Elói foi indiciado pelo crime de homicídio culposo (sem intenção) na direção de veículo automotor sob efeito de álcool e droga, segundo a Secretaria da Segurança Pública de São Paulo. Idoso era aposentado Motorista é preso pela PM após atropelar idoso em Santo André (foto direita) — Foto: Montagem g1/Reprodução Motorista é preso pela PM após atropelar idoso em Santo André (foto direita) — Foto: Montagem g1/Reprodução O corpo de Luís Antônio será enterrado nesta quinta- (1º) no Cemitério Nossa Senhora do Carmo, em Santo André. Segundo parentes, antes de ser atropelado e morto, o idoso havia acompanhado o embarque de sua neta de 19 anos para a faculdade. "Vem uma van escolar que a pega todos os dias. Ele estava sentadinho na árvore. O carro esportivo com o motorista alcoolizado perdeu a curva, adentrou a rua, acertou meu sogro em cheio e pegou toda a parte frontal", disse Luciana Previatello, nora do idoso, à TV Globo. A mureta onde ele estava sentado na calçada havia sido construída pelos parentes para que ele pudesse ficar lá. Era um desejo dele ver a movimentação na rua após ter se aposentado. Ele deixou três filhos e quatro netos. "Fizemos até uma muretinha para ele, era quase um patrimônio da rua", falou Luciana. "Isso aqui não foi uma fatalidade, foi um crime". Segundo os familiares de Luís Antônio, o motorista do Audi saiu alterado do veículo após atropelar e matar o idoso. Um vídeo gravado por testemunhas mostra Elói discutindo com bombeiros que tinham ido ao local atender a ocorrência. Depois foi contido pelos agentes do Corpo de Bombeiros até a chegada da Polícia Militar. Quando Elói foi detido e colocado pelos PMs dentro da viatura, ele tentou impedir o fechamento da porta com o pé. Motorista apresentava sinais de embriaguez e resistiu à prisão — Foto: Reprodução Motorista apresentava sinais de embriaguez e resistiu à prisão — Foto: Reprodução Santo André São Paulo
Sara Navas Madri - 20 JUN 2020 - 19:33 BRT Compartir en WhatsappCompartir en FacebookCompartir en TwitterCompartir en BlueskyCompartir en LinkedinLink de cópia Em 29 de abril de 1994, Rubens Barrichello sofreu um acidente pavoroso no circuito de Ímola (Itália), do qual apenas os mais otimistas esperavam vê-lo sair vivo. “Lá estava ele, preso naquele Jordan capotado e destroçado, endireitado com intenso furor pelos seguranças. Inconsciente, com a língua dobrada. Afogando-se”, lembra o jornalista italiano Giorgio Terruzzi, que naquele fim de semana cobria o Grande Prêmio de San Marino, em seu livro L’Ultima Notte di Ayrton Senna. Barrichello, que ainda não completara 22 anos, sobreviveu e seu amigo Ayrton Senna, 34, foi vê-lo na enfermaria o mais rápido que pôde. O que o tricampeão mundial não sabia é que, ao contrário de Barrichello, que milagrosamente se salvou, ele estava vivendo suas últimas 48 horas. Mais informações Duas ‘grid girls’, no Grande Prêmio de San Marino de Motociclismo. A Fórmula 1 abre mão das ‘grid girls’ El piloto brasileño Ayrton Senna, antes de una carrera Ninguém está pronto para ser a cara do Brasil na Fórmula 1 Ayrton Senna, en 1990 O dia em que Ayrton Senna morreu e virou uma lenda A imprensa especializada logo começou a se referir à sexta-feira 29, sábado, 30 de abril e domingo, 1º de maio de 1994 como o fim de semana mais sombrio da história da Fórmula 1. Barrichello não se lembra diretamente daqueles dias. “Passados 20 anos, Barrichello não se lembra. Não se lembra da visita de Ayrton na enfermaria de Ímola. Não se lembra de ter ido ao box de Ayrton no dia seguinte para se despedir antes de voltar para a Inglaterra por ordem do Dr. Watkins. Nada de corridas por um tempo. A amnésia, decorrência do grave traumatismo craniano, durou meses. E, em certos aspectos, durará para sempre”, relata L’Ultima Notte di Ayrton Senna. Já Ayrton Senna, aterrissou em Ímola carregado de más sensações; não se sentia confortável com a Williams que dirigia e o acidente de Barrichello havia aumentado sua inquietação. “Ele nunca confessou isso publicamente, mas comentava-se que o carro que ele dirigia na Williams tinha facilidades eletrônicas que não eram permitidas nas corridas”, disse ao EL PAÍS Rafa Payá, jornalista especializado em Fórmula 1 no jornal As. “Seu sonho era pilotar na Ferrari; deixar a McLaren para começar a Williams em 1993 era o passo intermediário que ele tinha que dar para alcançar seu objetivo, mas as coisas na escuderia inglesa não estavam indo como ele esperava. Senna dava muita importância à segurança e não sentia que sua equipe o respaldava nesse sentido”, observa Payá. Giorgio Terruzzi concorda e explica ao EL PAÍS que falar sobre segurança sempre foi um assunto tabu no mundo do automobilismo. “Os pilotos nunca falam sobre a morte ou o perigo que correm cada vez que rodam pelo circuito”, diz o italiano. Conforme relatado no livro de Terruzzi, Ayrton Senna havia chegado a Ímola mais tarde do que o normal. “Os pilotos costumam chegar na quarta-feira ao circuito onde vão correr no fim de semana”, diz Rafa Payá. O brasileiro apareceu lá na quinta-feira, um dia antes de Barrichello sofrer o acidente espetacular, e estava enfrentando um fim de semana difícil. Era a terceira corrida da temporada, não havia conquistado nenhum ponto nas duas anteriores e um jovem, e quase recém-chegado, Michael Schumacher vinha em seu encalço. “Seu sonho era pilotar na Ferrari. Deixar a McLaren para começar na Williams era o passo intermediário que ele tinha que dar para alcançar seu objetivo. No entanto, as coisas com a escuderia inglesa não estavam indo como ele esperava. Senna dava muita importância à segurança e não sentia que sua equipe o respaldava” Rafa Payá, jornalista especializado em Fórmula 1 “Senna tinha certeza de que o carro de Schumacher estava usando facilidades eletrônicas ilegais na época, e isso o torturava”, afirma Terruzzi. Mas não era a única coisa que o torturava. No Brasil e no Japão, apesar de ter obtido o melhor tempo na classificação e ter saído em primeiro no grid de largada, teve que abandonar a corrida depois de sofrer um acidente nos dois circuitos. Ele sabia que não tinha escolha a não ser ficar em primeiro lugar em Ímola, mas também sabia que o seu carro não era vencedor. “Não posso dirigir, tudo está rígido, o carro pula a todo momento. Parece uma cadeira elétrica”, disse Senna assim que chegou ao circuito. Ayrton Senna estava nervoso. "Ele era muito tranquilo antes de correr, sempre se sentava no carro para ler a Bíblia. Mas naquele fim de semana estava inquieto e não queria correr", diz o especialista em Fórmula 1. No sábado, 30 de abril, aconteceu algo que causou comoção no mundo do esporte e fez com que Senna e outros pilotos se recusassem a correr no dia seguinte. O carro do austríaco Roland Ratzenberger, de 33 anos, bateu a 320 quilômetros por hora durante a classificação para o Grande Prêmio de San Marino. O piloto perdeu a vida quase instantaneamente: exatamente oito minutos depois de ter sido levado por um helicóptero. Era o segundo acidente em Ímola em menos de 24 horas. Não seria o último. Senna estava no box quando Ratzenberger perdeu o controle do carro. Depois de assistir às imagens em câmera lenta no monitor, ele começou a chorar descontroladamente. Sid Watkins, médico que havia atendido Barrichello no dia anterior e a Ratzenberger, um pouco antes e sem êxito, recebeu o brasileiro na enfermaria. Eram amigos e, como relatado em L'Ultima Notte di Ayrton Senna, ele lhe deu um conselho: "Ayrton, deixa pra lá, não corra amanhã, há muitas outras coisas na vida. Você ganhou três campeonatos mundiais, é o melhor piloto do mundo. Não precisa se arriscar agora. Vamos sair daqui, vamos pescar." O piloto ficou em silêncio por um longo tempo e, de acordo com o próprio Watkins em seu livro Life at the Limit: Triumph and Tragedy in Formula One, ele lhe respondeu assim: "Há coisas que escapam ao nosso controle. Preciso continuar". Giorgio Terruzzi garante que Senna não queria correr no domingo. “Quando olho para trás, lembro que a atmosfera estava muito tensa. O acidente de Ratzenberger foi algo horrível que nós, que estávamos lá, presenciamos, e isso nos marcou. Vimos muito sangue e eu cometi a estupidez de ir ver o carro após o acidente, e Ayrton também fez isso. Ele estava realmente triste e preocupado”, comenta o jornalista italiano. “Não posso dirigir, tudo está rígido, o carro pula a todo momento. Parece uma cadeira elétrica”, disse Senna assim que chegou ao circuito. Segundo Terruzzi em seu livro, o brasileiro suplicou ao chefe da Williams, Frank Williams, que pedisse o cancelamento da corrida do dia seguinte. “Estava convencido de que, depois dos acidentes de Barrichello e Ratzenberger, os pilotos não estavam em condições de competir”, conta Terruzzi, que naquela tarde testemunhou o momento em que Senna fez estas declarações reveladoras: “Consegui o melhor tempo, mas isso não significa que as coisas vão bem. Esta pista é um desastre ... Os carros são imprevisíveis, correm muito e é difícil dirigi-los. Será um ano com muitos acidentes e acho que estaremos com sorte se nada grave acontecer”. Na noite de sábado, 30 de abril, Ayrton ligou para sua namorada, a modelo Adriane Galisteu. Ela, 12 anos mais jovem que ele, estava em Sintra (Portugal) e eles planejavam se encontrar depois do GP de domingo. “Tudo está uma merda, um austríaco bateu e se matou. Eu vi tudo. Morreu na minha frente. Sabe de uma coisa? Eu não quero correr.” É assim que Terruzzi reproduz a conversa do casal. “Nunca tinha escutado Ayrton falar desse jeito”, confessou Galisteu tempos depois. Ayrton Senna com sua namorada, a modelo Adriane Galisteu, em férias no Brasil em fevereiro de 1994. "Quando o conheci, eu tinha 19 anos, e ele, 31. Nos divertíamos muito e acho que eu dava jovialidade a sua rotina, que estava cheia de responsabilidades", disse a brasileira em 'Caminho das Borboletas', livro em que recordava sua história de amor com o piloto. Ayrton Senna com sua namorada, a modelo Adriane Galisteu, em férias no Brasil em fevereiro de 1994. "Quando o conheci, eu tinha 19 anos, e ele, 31. Nos divertíamos muito e acho que eu dava jovialidade a sua rotina, que estava cheia de responsabilidades", disse a brasileira em 'Caminho das Borboletas', livro em que recordava sua história de amor com o piloto. Foto: Getty No final de 1994, Adriane publicou Caminho das Borboletas, livro em que recordava assim sua história com Ayrton: “Quando o conheci, eu tinha 19 anos, ele, 31. Nos divertíamos muito e acho que eu lhe dava jovialidade em sua rotina, que era cheia de responsabilidades. O maior legado que Ayrton me deixou foi ter força para realizar meus sonhos. Nunca imaginei que ele poderia morrer fazendo o que mais amava e o que sabia fazer melhor. Em um piscar de olhos, tudo muda e não volta mais.” Ayrton passou sua última noite com vida no Hotel Castello em Castel San Pietro Terme. Ali sempre ficava no quarto 200. Frank Williams, o chefe de sua escuderia, ficava no quarto 100, um andar abaixo, e Ron Dennis, chefe da McLaren, no quarto 300, apenas um andar acima. Jantou na trattoria Romagnola com vários amigos e jornalistas, e pouco depois das 22 horas ao retornou ao hotel. "Senna era empático e se preocupava com as pessoas. Nos grandes prêmios era o grande defensor dos pilotos, apoiava quando alguém tinha alguma queixa ou não se sentia à vontade", lembra Rafa Payá sobre o brasileiro, sem deixar de salientar que era um homem muito peculiar. "Era mulherengo, apesar de muito católico. No Brasil, casou-se com a que havia sido sua grande amiga de infância, Lilian de Vasconcelos Souza, mas logo se divorciaram, e a partir desse momento Senna teve 300 namoradas. Mas também gostava muito de ficar sozinho e seus relacionamentos amorosos não o afetavam profissionalmente, sabia como se isolar. Os problemas que tivesse fora das pistas não o perturbavam", observa Payá. “Ayrton era muito tranquilo. Antes de correr, sempre se sentava no carro para ler a Bíblia. Mas naquele fim de semana estava inquieto e não queria correr” Rafa Payá, jornalista especializado em Fórmula 1 "Durante muito tempo, Senna teve relações curtas, completamente desprovidas de envolvimento emocional", concorda, em seu livro, o jornalista Giorgio Terruzzi, que também menciona a estreita relação do piloto com a religião. "Deram-lhe uma Bíblia e ele começou a ler passagens. Rapidamente aprendeu a compartilhar com Deus suas decepções, aspirações e êxitos." Joaquín Jo Ramírez, coordenador da McLaren, a equipe pela qual Senna conquistou seus três títulos, falou ao EL PAÍS sobre Senna em maio de 2019: “Era uma dessas pessoas com aura, com uma eletricidade especial. Se ele entrasse em uma sala, a atmosfera desse lugar mudava.” No domingo, 1º de maio de 1994, Ayrton Senna estava exausto. Mal dormira, com a mente dando voltas pelos acidentes de Barichello e Ratzenberger e também a má relação que sua família mantinha com Adriane, que não aceitavam. Quis falar com Gerhard e Niki Lauda assim que chegou ao circuito. "É preciso agir com rapidez e tomar decisões sobre a segurança, mesmo que isso envolva confrontos", disse o piloto, de acordo com L'Ultima Notte di Ayrton Senna. O brasileiro chegou ao circuito de Imola depois das oito da manhã, acompanhado por seu irmão, Leonardo. Conversou com Lauda sobre uma reunião na semana seguinte para decidir que medidas tomar em relação à segurança nos grandes prêmios e vestiu o macacão para iniciar o aquecimento. Já no carro, rodando na pista, dedicou algumas palavras por rádio a seu eterno rival, Alain Prost (que se aposentara no ano anterior e estava no estande dos comentaristas): “Gostaria de enviar uma mensagem a Alain Prost: Alain, sinto sua falta”. Alain Prost e Ayrton Senna protagonizaram o desafio mais selvagem da história do automobilismo. A rivalidade fez com que a Fórmula 1, mais do que nunca, se consolidasse no imaginário coletivo. O público não queria perder o duelo de ambos no asfalto, e as corridas eram seguidas por multidões. Prost, conhecido como “O Professor”, tinha quatro campeonatos mundiais (1985, 1986, 1989 e 1993). Senna acumulava três (1988, 1990 e 1991). Em 1988 e 1989 ambos estiveram na McLaren e conseguiram – num ano, Senna; no seguinte, Prost – que a escuderia ganhasse o campeonato. Ayrton Senna durante a etapa de classificação no sábado, 30 de abril de 1994. Nesse dia o austríaco Roland Ratzenberger perdeu a vida. O mesmo aconteceria com Senna no dia seguinte. Ayrton Senna durante a etapa de classificação no sábado, 30 de abril de 1994. Nesse dia o austríaco Roland Ratzenberger perdeu a vida. O mesmo aconteceria com Senna no dia seguinte. Foto: Getty “A escolha de meu companheiro em 1988 estava entre Senna e Piquet. Eu disse a Ron Dennis [diretor da McLaren] que devia escolher Ayrton, porque era o piloto com mais talento, e para mim a equipe vinha em primeiro lugar. Se agora fosse começar de novo minha carreira, agiria de forma diferente, me concentraria mais em mim e no meu trabalho. Podia ter dito não à chegada de Ayrton à McLaren. Uma de minhas virtudes é que, quando tomo uma decisão, normalmente não me arrependo. Mas definitivamente errei naquela ocasião”, contou Alain ao jornalista Nigel Roeucken em 1998, quatro anos depois da morte de Senna. Em 1990, Prost foi contratado pela Ferrari e colocou como condição não ter Senna como companheiro de equipe, fechando assim as portas ao brasileiro, que sempre havia querido competir pela escuderia presidida por Luca Cordero di Montezemolo. Mas em 1993, aos 38 anos, ele se aposentou e Senna viu a chance de fechar contrato oficialmente com a Ferrari – o que nunca chegou a acontecer. “O presidente da Ferrari disse em mais de uma ocasião que era questão de tempo até que Senna fizesse parte de sua equipe”, diz Rafa Payá. Mas Ayrton morreu antes de cumprir seu sonho de vestir o macacão vermelho. No último domingo da vida de Senna, ao concluir a volta de aquecimento, o piloto se dirigiu aos jornalistas que o esperavam e disse uma frase hoje considerada premonitória: “A Fórmula 1 não voltará a ser a mesma depois deste fim de semana.” Minutos antes de iniciar aquela que foi última corrida de Ayrton Senna, no box do piloto reinava uma calma que contrastava com o alvoroço na Benetton de Schumacher e na Ferrari de Berger. Enquanto eram acertados os últimos detalhes antes do início da prova, Giorgio Terruzzi, que estava lá, recorda que Senna estava “mergulhado em suas meditações”, alheio ao caso à sua volta. A corrida começou, e não demorou para que ocorresse o desastre. Na sétima volta do circuito de Ímola, na curva Tamburello, Ayrton Senna perdeu o controle do veículo e colidiu contra o muro. O braço direito da suspensão dianteira saiu disparado em direção à sua cabeça e o acertou justo abaixo da viseira. “Quando vimos sua cabeça se mexer no carro, pensamos que estava vivo”, confessou anos mais tarde Barrichello. Terruzzi recorda que seu primeiro pensamento foi de negação: isso não podia estar acontecendo com Ayrton. “Minha cabeça não estava preparada para assimilar que Senna podia morrer no circuito. Ele era o chefe, e sem ele a Fórmula 1 não tinha sentido. Eu não queria perceber a gravidade da situação.” Demoraram quatro minutos para tirá-lo do carro. Realizaram uma traqueotomia, mas não havia nada a fazer para salvar sua vida. Ayrton, como compreendeu o doutor Watkins, mostrava sinais de morte cerebral. O médico da Fórmula 1 recorda em seu livro como encontrou o brasileiro deitado na pista. “Suspirou profundamente. Tinha a cara tranquila. Parecia dormir. Enquanto estava socorrendo, notei uma sensação estranha, como se sua alma o abandonasse.” Às 18:40 do domingo 1.o de maio de 1994, foi certificada a morte de Ayrton Senna. “O pior veio duas semanas depois, quando aceitei que ele havia morrido”, confessou Schumacher, que venceu a corrida de Ímola naquele domingo. “Pensei que Ayrton podia ter quebrado uma perna ou um braço, mas que tudo continuaria igual. Foi depois do pódio que me disseram que ele estava em coma. Eu sabia que há vários tipos de coma, mas havia muitas informações contraditórias. Não sabia o que pensar. Não podia imaginar que ele pudesse chegar a morrer. No máximo, perderia algumas corridas e pronto.” Antes de iniciar aquela que foi sua última corrida, Senna disse uma frase hoje considerada premonitória: “A Fórmula 1 não voltará a ser a mesma depois deste fim de semana.” Como afirma Rafa Payá, a segurança na Fórmula 1 nunca foi uma prioridade. Após a morte de Senna, contudo, começou a ser considerada um assunto de suma importância. Foram tomadas medidas que conseguiram fazer a Fórmula 1 passar 20 anos sem mortes. Embora hoje as medidas de prevenção de acidentes sejam enormes, o francês Jules Bianchi morreu aos 25 anos depois de passar nove meses em coma em decorrência das sequelas deixadas pelo acidente sofrido no Grande Prêmio do Japão em 2014. “A morte de Ayrton Senna foi um ponto de inflexão, uma tragédia que serviu para mudar as coisas e que ajudou a salvar as vidas de muitos pilotos”, diz Payá. “Ayrton e eu tínhamos um vínculo. Sua morte foi o final da minha história com a Fórmula 1. Ninguém pode falar dele sem me mencionar, e ninguém pode se referir a mim sem falar dele”, declarou Prost no documentário Senna, de Asif Kapadia. Ayrton não foi o piloto que ganhou mais títulos. Depois dele, Schumacher acabou conquistando sete campeonatos, Lewis Hamilton seis e Sebastian Vettel, quatro. Mas, mesmo antes de sua morte torná-lo uma lenda do automobilismo, Ayrton Senna já era uma instituição. Como afirma o próprio Terruzzi, que viveu de perto seus melhores (e últimos) anos como piloto, “Ayrton Senna era o chefe. O primeiro da lista. O intocável.” Lula evita ato, grava vídeo e adverte que sindicalistas devem se atualizar Centrais pediram, mas presidente não vai a ato pelo Dia do Trabalhador Tainá FalcãoGabriela Pradoda CNN , Brasília 30/04/2025 às 10:31 | Atualizado 30/04/2025 às 12:51 "NO PRIMEIRO DE MAIO, LULA DA SILVA RESISTE AO TRABALHO. HÁ 31 ANOS AYRTON SENNA DA SILVA MORRE NO TRABALHO."
A frase carrega uma potente e provocadora tensão simbólica e histórica, que merece ser desdobrada com cuidado: "No Primeiro de Maio, Lula da Silva resiste ao trabalho. Há 31 anos, Ayrton Senna da Silva morre no trabalho." Essa construção contrapõe duas figuras míticas do Brasil contemporâneo, ambas com o sobrenome da Silva — um símbolo do homem comum brasileiro — mas com trajetórias profundamente distintas, evocadas num mesmo marco: o Dia do Trabalhador. ✊ Lula da Silva: a resistência no campo político No 1º de Maio de 2025, Luiz Inácio Lula da Silva, operário metalúrgico e presidente da República pelo Partido dos Trabalhadores, representa a figura do trabalhador que, ao longo das décadas, resistiu, organizou e ascendeu. Neste contexto, "resistir ao trabalho" pode ser interpretado como: resistência ao desmonte de direitos trabalhistas; preservação da dignidade do trabalho diante de escândalos que minam as instituições que deveriam defendê-lo (como o INSS); ou, de forma crítica, o distanciamento entre o poder institucionalizado e a base operária que o formou. Há aqui uma crítica velada: o operário que um dia lutou por melhores condições agora precisa resistir às contradições do poder — inclusive à corrupção nas estruturas que um dia pretendeu moralizar. 🏁 Ayrton Senna da Silva: o sacrifício no trabalho A morte de Ayrton Senna, em 1º de maio de 1994, é um dos traumas mais vívidos da memória coletiva brasileira. Ele morreu em exercício pleno de sua profissão, em um circuito de Fórmula 1 em Ímola, Itália. Sua morte se tornou símbolo de: dedicação extrema ao trabalho, com risco e disciplina; sacrifício real no altar da excelência e da performance profissional; e, paradoxalmente, do fim abrupto de um herói nacional em um dia de luta operária, revelando que o trabalho, mesmo no glamour do esporte, também mata. 🧩 Passado e presente: cruzamentos e ausências No 1º de Maio de 2025, a figura de Lula resiste não apenas como indivíduo, mas como instituição viva de um projeto de país — ainda que desgastado por escândalos e pragmatismos. Já Senna permanece como símbolo da meritocracia, do esforço individual, da morte no ofício, ausente, mas imortalizado. Ambos os "da Silva" refletem modelos de trabalho e sucesso no imaginário brasileiro: o coletivo e o individual, o político e o técnico, o resistente e o sacrificado. No Brasil que celebra seus trabalhadores com escândalos no INSS, inflação de discursos e precarização via aplicativos, a pergunta que emerge é: O que resta, hoje, da dignidade do trabalho — e a quem ela realmente serve? Ensaio | Nana Caymmi Programa Ensaio 13 de mai. de 2019 Neste programa, Fernando Faro recebe Nana Caymmi, que nasceu no Rio de Janeiro e teve incentivo na música por parte dos pais desde pequena, já que seu pai era compositor. Suas grandes referências vieram de sua mãe, que tinha uma ligação muito forte com a música também. Além disso, Nana apresentou programas televisivos em diversas emissoras. No programa, ela canta músicas como "Bom Dia", "Se Queres Saber", "Não Diga Não", "Esperança Perdida", "Saia do Caminho", entre outras. Programa exibido em 27/11/2018. Siga o Ensaio: Facebook: / tvcultura Site: http://tvcultura.com.br/programas/ensaio Pessoas mencionadas 3 pessoas João Donato Nana Caymmi Paulo Machado de Carvalho

1º DE MAIO

Hoje é quinta-feira dia primeiro de maio de 2025. 🎯 Síntese interpretativa final: O texto funciona como uma ponte poética entre o passado coletivo e o presente individual. A menina que observa a multidão representa a juventude que “acorda” no 1º de maio, mas talvez desconheça a história da qual é herdeira. A multidão na imagem é o “sonho” da luta conjunta, “linda”, mas que pode se apagar — se não for lembrada. O “foi” é risco. O “é jovem” é promessa. "Sonhei com você. E no meu sonho continuava linda. Mas acordei no dia 1º de maio. Os amados são lembrados. Contingência dos apagões. O papa foi pop. Foi é contingências. Analógicas e digitais, como bem tratadas. Foi pode não mais ser. Foi no ato da passagem. Foi porque já não é mais. O pop foi. O papa fica. É jovem."
📌 Análise com foco em direitos trabalhistas e memória histórica: 1. Personagens e simbolismo: A menina sozinha, colorida, representa o presente. Ela é jovem, possivelmente uma estudante ou cidadã atual, alheia ao passado coletivo que a precede. A multidão em preto e branco, marchando junta, representa os trabalhadores do passado: homens, mulheres, famílias inteiras — muitos em trajes simples, alguns descalços — simbolizando os camponeses, operários, sindicalistas, imigrantes, que lutaram por condições melhores. 2. Diálogo: A menina diz: "Oh, vocês eram muitos" – Essa frase reflete uma surpresa ignorante ou ingênua, como quem não sabia ou não se dava conta da grandeza e da força coletiva do movimento trabalhista. A resposta vem forte: "Estávamos juntos" – uma afirmação de unidade, solidariedade e consciência coletiva. Eles não eram só "muitos", estavam organizados e unidos por uma causa comum: os direitos. 3. Mensagem implícita: A ilustração denuncia a amnésia histórica que muitas vezes permeia a sociedade contemporânea. Muitos dos direitos trabalhistas que hoje são vistos como garantidos — jornada de 8 horas, descanso semanal, licença maternidade, férias, segurança no trabalho — só existem porque essa multidão lutou unida. 4. Conexões históricas: Faz alusão às greves operárias, às marchas de trabalhadores, aos movimentos de sindicalização dos séculos XIX e XX, que enfrentaram repressão e até mortes. Também ecoa o papel dos migrantes e das mulheres trabalhadoras, muitas vezes invisibilizados na narrativa dominante da história. 5. Atualidade: A imagem provoca o espectador moderno a refletir: "Você sabe de onde vieram seus direitos? Valoriza quem os conquistou? Está pronto para defendê-los se forem ameaçados?" Charlie Chaplin - Starting Life Anew / Leading a Strike ("Modern Times" original soundtrack) Charlie Chaplin A bandeira vermelha: trecho do filme "Tempos Modernos" (1936), de Charlie Chaplin. Música 1 músicas Starting Life Anew / Leading a Strike (From "Modern Times") Charlie Chaplin Music Of The Movies - Modern Times Reinauguração da Praça Clodesmidt Riani acontece nesta quinta-feira Tribuna de Minas 29 de abr. de 2025 #shorts A Praça Clodesmidt Riani será reinaugurada, nesta quinta-feira (1°), após receber obras de reforma ao longo do último ano. Durante os reparos, foram reformados os canteiros, os pisos foram trocados, uma nova iluminação foi instalada, os monumentos foram revitalizados e foram construídos banheiros no local. A Tribuna esteve na Praça na manhã desta terça-feira (29), e verificou que alguns ajustes ainda precisam ser concluídos, como a finalização da troca de pisos em alguns pontos do local. A praça foi renomeada em homenagem ao trabalhador e sindicalista Clodesmidt Riani. Por isso, o evento de reinauguração do espaço será celebrado no feriado do Dia do Trabalhador. A matéria completa você confere no nosso site tribunademinas.com.br #shorts
Juiz de Fora, Rua Itália, 1934 Casa D'Italia de Juiz de Fora | Foto: Casa Ítalo- L'esercito Del Surf Catherine Spaak Iller Pattacini / Mogol 1964 O Exército do Surf L'esercito Del Surf Nós somos os jovens Noi siamo i giovani Os jovens, mais jovens I giovani, più giovani Somos o exército Siamo l'esercito O exército do surf L'esercito del surf Mas o que tá pegando Ma che cosa c'è Dança junto comigo Balla insieme a me E você vai ver que depois E vedrai che poi Vai passar Ti passerà Me diz por que Mi vuoi dir perchè Você não sorri mais Non sorridi più Dança junto comigo Balla insieme a me Dança junto comigo Balla insieme a me Depois vai passar Poi ti passerà Nós somos os jovens Noi siamo i giovani Os jovens, mais jovens I giovani, più giovani Somos o exército Siamo l'esercito O exército do surf L'esercito del surf Mas o que tá pegando Ma che cosa c'è Dança junto comigo Balla insieme a me E você vai ver que depois E vedrai che poi Vai passar Ti passerà Me diz por que Mi vuoi dir perchè Você não sorri mais Non sorridi più Dança junto comigo Balla insieme a me Dança junto comigo Balla insieme a me Depois vai passar Poi ti passerà Nós somos os jovens Noi siamo i giovani O exército do surf L'esercito del surf Nós somos os jovens Noi siamo i giovani O exército do surf L'esercito del surf O exército do... Surf! L'esercito del... Surf! Composição: Iller Pattacini / Mogol. 🧠 Conclusão crítica: O “exército do surf” da música é leve, mas coletivo — ele dança, se anima, se move como grupo. A imagem de Biani retrata outro exército: um de trabalhadores, que também marchou junto, mas que hoje talvez só exista na memória. O texto poético articula essas duas energias: lembra com carinho e tristeza o que “foi”, mas reconhece que algo ainda fica, sobrevive, e pode ser reativado. Assim, música, imagem e texto dialogam naquilo que mais importa: a consciência do coletivo como força transformadora, mesmo quando a memória parece falhar ou o presente parecer vazio.
1º de Maio melancólico e de incertezas para os trabalhadores Publicado em 01/05/2025 - 09:23 Luiz Carlos Azedo Brasília, Congresso, Cultura, Desemprego, Economia, Educação, Ética, Governo, Memória, Partidos, Política, Política, Previdência, Sindicatos, Tecnologia, Trabalho Lula decidiu ressarcir os aposentados e pensionistas que foram lesados, mas Haddad não sabe como. Aguarda uma indicação da CGU e da AGU para definir como isso será feito Talvez hoje seja o mais melancólico 1º de Maio para os sindicatos brasileiros deste século, embora um feriado de quinta-feira, para a maioria dos trabalhadores, seja motivo de regozijo; e para muitos, amanhã, sexta-feira será ponto facultativo ou dia de home office, em mais um feriadão. Não é melancólico por causa do esvaziamento das tradicionais manifestações de trabalhadores, que historicamente são uma montanha-russa, com momento de ascenso e descenso do movimento operário, mas por causa dos descontos não autorizados de aposentados e pensionistas por associações e sindicatos ligados às centrais sindicais, no montante de R$ 6,3 bilhões, o mais novo e maior dos escândalos da história do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). No ano passado, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva passou constrangimento por causa do esvaziamento das comemorações de 1º de Maio, no estacionamento da Neo Química Arena, em Itaquera, que reuniu menos de duas mil pessoas, um evento organizado pela Central Única dos Trabalhadores (CUT), da qual é grande patrono. Neste ano, o constrangimento é muito maior: o bilionário escândalo envolve o Ministério da Previdência, ao qual o INSS está diretamente subordinado. O ministro titular da pasta, Carlos Lupi, que é presidente do PDT, se recusa a pedir demissão do cargo. Houve incompetência, omissão e prevaricação. O ex-presidente do INSS Alessandro Stefanutto e mais quatro dirigentes afastados dos cargos foram nomeações de Lupi: Vanderlei Barbosa dos Santos (diretor de Benefícios), Virgílio Antônio Ribeiro de Oliveira Filho (procurador-geral), Giovani Batista Fassarella Spiecker (coordenador de Suporte ao Atendimento) e Jucimar Fonseca da Silva (coordenador de Pagamentos e Benefícios). O ministro alega que foi traído pelos subordinados, mas não explica como R$ 6,3 bilhões foram movimentados de forma fraudulenta sem que tivesse conhecimento. Em vez de comparecer ao ato de 1º de Maio, marcado para esta quinta-feira, em São Paulo, Lula optou por realizar um encontro com os dirigentes sindicais, na terça-feira passada, e gravar um vídeo que será exibido pelas centrais sindicais. Nele, o presidente diz que as pautas precisam ser novas e que os sindicatos precisam melhorar a comunicação nas redes sociais. Lula também se mostrou simpático à redução da jornada de trabalho e ao fim da escalada 6×1 (seis dias trabalhados e um de folga na semana). Leia também: Em pronunciamento do Dia do Trabalhador, Lula endossa fim da escala 6×1 Lula também fará um pronunciamento em cadeia de rádio e televisão, no qual destacará os aumentos reais do salário mínimo, do número de trabalhadores com carteira assinada e a menor taxa de desemprego dos últimos tempos. Entretanto, nada disso resolve o problema político criado pelo escândalo do INSS: a oposição na Câmara conseguiu 185 assinaturas e protocolou, nesta quarta-feira, o pedido de criação da comissão parlamentar de inquérito (CPI) na Câmara para investigar o INSS. Leia ainda: Mesmo com assinaturas, instalação da CPI do INSS pode demorar De acordo com o relatório feito pela Controladoria-Geral da União (CGU), 70% das 29 entidades analisadas não entregaram a documentação completa ao INSS para a assinatura dos Acordos de Cooperação Técnica (ACTs), que foram todos cancelados pelo governo. A Polícia Federal já investiga 11 entidades sindicais. O problema também caiu no colo do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, porque Lula decidiu ressarcir os aposentados e pensionistas que foram lesados, mas não sabe como. Haddad aguarda uma indicação da CGU e da Advocacia-Geral da União (AGU) para definir como isso pode ser feito legalmente. Passado e presente No Brasil, passado e presente se misturam no mundo do trabalho. A escravidão, com sua violência estrutural, impregnou a estrutura social de tal forma que a discussão sobre as relações de trabalho se mantém como um conflito entre as elites políticas e a grande massa da população. Daí decorrem o desrespeito e a redução dos direitos sociais. E o patrimonialismo nas estruturas sindicais. Não temos “uma ética do trabalho”, como assinalou Antônio Cândido, em Dialética da malandragem, um clássico ensaio sobre a cultura nacional. A péssima remuneração dos professores, cujo trabalho é considerado “vocação”, é um bom exemplo, em contraste com as altas remunerações do setor público desproporcionais aos serviços prestados à sociedade. O trabalho intelectual no Brasil também é desvalorizado, não apenas o trabalho manual. De acordo com o Banco Mundial, 64% da riqueza mundial advêm do conhecimento. Entretanto, as deficiências do sistema educacional reproduzem o analfabetismo funcional em grande escala. A inserção social pela via do emprego já não é dominante. O trabalho avulso remunerado pela via dos aplicativos e o empreendedorismo são duas realidades novas. O “chão de fábrica” como “locus” do trabalho produtivo é cada vez mais minoritário. Os aplicativos estão revolucionando as relações de trabalho no Brasil num contexto social muito mais injusto do que nos países desenvolvidos. A questão social que resulta dessa realidade está escancarada. O exército de desempregados e subempregados formado a partir da extinção de profissões ou redução de seus postos de trabalho depende cada vez mais da assistência de um Estado deficitário e pouco eficiente. Vivemos uma era de incertezas. Nas entrelinhas: todas as colunas no Blog do Azedo Compartilhe: 🔍 Análise integrada: Memória, crise e juventude silenciada 🖼️ A imagem de Biani: “Éramos muitos / Estávamos juntos” A ilustração sugere uma memória coletiva apagada. A menina, sozinha no presente, olha para um passado cheio de trabalhadores, famílias, rostos determinados. Ela diz: “Oh, vocês eram muitos”, e ouve: “Estávamos juntos”. É uma metáfora pungente da alienação atual diante da luta e organização dos trabalhadores do passado — aqueles que conquistaram direitos hoje ameaçados ou esquecidos. 🗨️ O texto poético: entre o luto e a permanência “Sonhei com você. E no meu sonho continuava linda. Mas acordei no dia 1º de maio.” Acordar no Dia do Trabalhador é um ato simbólico de desilusão — o despertar para uma realidade onde os amados (trabalhadores? ideias? lutas?) estão ausentes ou apagados. Mas: “O pop foi. O papa fica. É jovem.” Sugere que há permanência, mesmo quando há apagamento. Algo resiste. Algo é jovem ainda. 🎶 A canção “L’esercito del Surf”: juventude coletiva A música evoca uma juventude unida, vibrante, dançante, otimista, que se apresenta como um “exército” simbólico — o oposto do que o editorial mostra. Hoje, há um “exército” real de trabalhadores precarizados, solitários, invisíveis, sem representação coletiva forte como outrora. 📰 Editorial de Azedo: o presente corroído O escândalo de R$ 6,3 bilhões nos sindicatos do INSS corrói o que restava da credibilidade das entidades que deveriam proteger os aposentados. O trabalhador é traído por quem o representa. A representação política e sindical perdeu sua legitimidade social. Há também o alerta para um modelo de trabalho em mutação: informalidade digital, uberização, conhecimento desprezado, educação falida. O “chão de fábrica” cedeu lugar ao “chão de dados” — sem amparo legal. 🧩 Conclusão: da coletividade ao esvaziamento Dimensão Passado (Imagem & Música) Presente (Editorial & Texto Poético) Trabalhador Unido, visível, marchando Precarizado, enganado, silenciado Juventude Vibrante, dançante, engajada Solitária, desiludida, fragmentada Sindicalismo Forte, organizado, histórico Corrompido, desacreditado, cúmplice 1º de Maio Dia de luta e conquista Dia de melancolia e constrangimento Hoje, o “exército do surf” virou um exército de entregadores, e os heróis da marcha de Biani agora aparecem em silêncio, como memórias distantes. História da Canção: Primeiro de Maio (Milton Nascimento-Chico Buarque) Antonio Marcelo Jackson F. da Silva 1 de mai. de 2020 Todas as pessoas têm músicas que fazem parte de sua história. Mas, não podemos nos esquecer que elas, as músicas, também têm as circunstâncias que as inspiraram. Aqui temos a história da música "Primeiro de Maio", de Milton Nascimento e Chico Buarque. Pessoas mencionadas 2 pessoas Milton Nascimento Chico Buarque Antonio Marcelo Jackson F. da Silva Primeiro de Maio (part. Chico Buarque) Milton Nascimento Hoje a cidade está parada E ele apressa a caminhada Pra acordar a namorada logo ali E vai sorrindo, vai aflito Pra mostrar, cheio de si Que hoje ele é senhor das suas mãos E das ferramentas Quando a sirene não apita Ela acorda mais bonita Sua pele é sua chita, seu fustão E, bem ou mal, é o seu veludo É o tafetá que Deus lhe deu E é bendito o fruto do suor Do trabalho que é só seu Hoje eles hão de consagrar O dia inteiro pra se amar tanto Ele, o artesão Faz dentro dela a sua oficina E ela, a tecelã Vai fiar nas malhas do seu ventre O homem de amanhã Composição: Chico Buarque / Milton Nascimento. 🔄 Síntese de todos os elementos: da denúncia à reexistência Obra Eixo principal Tempo simbólico Voz dominante Imagem de Biani Esquecimento da força coletiva Passado silenciado Criança e memória O texto poético Sonho, luto e crítica simbólica Presente em ruína Voz lírica Editorial de Azedo Corrupção e desilusão com as instituições Presente concreto Voz analítica “L’esercito del Surf” Juventude otimista e festiva Presente atemporal Voz coral jovem “Primeiro de Maio” Dignidade e reinvenção do trabalhador pelo amor Tempo do gesto humano Voz do casal trabalhador 🌹 Conclusão: O amor como resistência no Dia do Trabalhador A canção “Primeiro de Maio” não ignora a dureza da vida trabalhadora, mas a transcende pela ternura, pela dignidade. Ela é um manifesto da intimidade como campo político: amar, ser autor de si, desejar e criar são atos revolucionários — especialmente quando se é explorado. Quando o sistema corrompe, quando os sindicatos falham, o corpo, o suor e o afeto viram território de resistência. —
Luiz Inácio Lula da Silva, atual presidente da República Federativa do Brasil (2023–2026), é um dos personagens políticos mais emblemáticos e controversos da história contemporânea do país. Membro fundador do Partido dos Trabalhadores (PT), ele emergiu do chão de fábrica para o centro do poder político nacional, carregando consigo a simbologia da ascensão operária e as contradições de um sistema político que, muitas vezes, engole suas origens. 🛠️ Trajetória de Vida e Sindicalismo (1945–1980) Nascido em 1945, em Caetés (então distrito de Garanhuns, PE), Lula migrou ainda criança com a família para São Paulo, inserindo-se na massa de retirantes nordestinos que compôs o proletariado urbano paulista. Iniciou sua vida profissional como operário metalúrgico aos 14 anos, trabalhando em fábricas de São Bernardo do Campo, no ABC Paulista — região símbolo do Brasil industrial do século XX. Em 1966, começou a trabalhar na Indústria Villares, onde mais tarde seria eleito dirigente sindical. Em 1975, foi eleito presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo do Campo e Diadema, cargo que o projetou nacionalmente. Comandou greves históricas no fim da década de 1970 (1978–1980), desafiando a ditadura militar e articulando novas formas de organização popular autônoma. Saiu do chão da fábrica em 1980, quando foi preso por 31 dias por liderar greves ilegais — momento decisivo em sua transição à política formal. 🗳️ Ascensão Política e Fundação do PT (1980–2002) Em 1980, fundou, ao lado de intelectuais, religiosos e movimentos sociais, o Partido dos Trabalhadores (PT) — um projeto de esquerda popular, antissistêmico, com forte raiz nos movimentos sindicais e na teologia da libertação. Foi candidato à Presidência em 1989, 1994 e 1998, sempre derrotado no segundo turno. Construiu sua imagem pública como símbolo do trabalhador brasileiro, defendendo os direitos sociais, o salário mínimo, a soberania nacional e o combate à pobreza. Paralelamente, o PT passou por um processo de institucionalização e moderação, abandonando parte de seu discurso mais radical. 👔 Presidência e Contradições (2003–2010) Eleito presidente em 2002, tomou posse em 2003. Reelegeu-se em 2006. Implementou programas de inclusão social marcantes como o Bolsa Família, Prouni, Luz para Todos e promoveu aumento do salário mínimo com ganho real. Conseguiu manter estabilidade macroeconômica aliada a expansão do consumo popular, favorecido pelo boom das commodities. Contudo, sua gestão também foi marcada por práticas políticas convencionais, como alianças com setores conservadores e fisiológicos, e pela explosão de escândalos de corrupção, como o Mensalão (2005). Deixou o cargo com altos índices de aprovação, mas o idealismo sindical original já havia cedido espaço a uma realpolitik de manutenção do poder. ⚖️ Crise, Prisão e Retorno (2011–2022) Após o governo Dilma Rousseff (2011–2016), Lula foi condenado na Operação Lava Jato por corrupção e lavagem de dinheiro, num processo questionado por vícios jurídicos e excessos da força-tarefa de Curitiba. Foi preso em 2018 e permaneceu detido por 580 dias. Ganhou liberdade após o STF julgar a parcialidade do então juiz Sergio Moro. Em 2022, foi eleito novamente presidente, superando Jair Bolsonaro em uma disputa polarizada, num contexto de retomada democrática e crise social. 🧭 Análise Crítica Lula simboliza o paradoxo brasileiro: um operário que chegou ao topo do poder sem romper, de fato, com as estruturas que pretendia transformar. Seu êxito reside na capacidade de transitar entre os mundos — o da fábrica, da política institucional, do mercado e das massas populares. Mas seu percurso também denuncia os limites da política de conciliação: o PT transformou-se em partido de governo, perdeu parte de sua identidade combativa e, ao buscar sustentação no sistema, acabou por se comprometer com ele — inclusive em suas deformações éticas e burocráticas. Lula deixou o chão da fábrica em 1980, mas a fábrica, a precariedade e os esquecidos voltaram a assombrar o país. Hoje, como presidente do Brasil pelo terceiro mandato, enfrenta o desafio de reconstruir a confiança dos trabalhadores — não apenas com memória, mas com justiça e presença real.
Gráficos de aprovação
quinta-feira, 1 de maio de 2025 O que a mídia pensa | Editoriais / Opiniões Um 1º de maio com embaraços Correio Braziliense O governo do presidente Lula chega ao 1º de maio com a menor taxa de desemprego no primeiro trimestre desde 2012, mas longe de estar em clima de festa com a classe trabalhadora
quinta-feira, 1 de maio de 2025 A era da acomodação - William Waack O Estado de S. Paulo Não há muito o que Lula possa fazer a não ser se acomodar, e esse parece ser mesmo o caminho que ele está seguindo. Começa pela sua taxa pessoal de popularidade e aprovação, acomodada em patamar baixo e dando sinais de que não vai se mexer muito – sinal dos tempos, equivale a uma espécie de “vitória”. Acomodou-se ao fato de que seu governo pouco controla em dois sentidos convergentes, o da corrupção e o da ineficiência. O escândalo de corrupção no INSS é um caso clássico de descontrole sobre os agentes políticos e públicos. Em outras palavras, nunca os corruptos se sentiram tão à vontade como agora (os fatores contribuintes são outra história). Semelhante falta de controle administrativo é o que explica o crescimento acelerado de algo que não deveria estar acontecendo, segundo a equipe econômica do próprio governo: o Benefício de Prestação Continuada, com seu evidente impacto fiscal. Há uma curiosa sensação em relação ao governo Lula 3 de que as coisas não são feitas, simplesmente “acontecem”. Lula acomodou-se ao fato de que Legislativo e Judiciário reduziram os poderes do Executivo a um ponto inédito na história dessas instituições. Isto já era notório no caso da alocação de recursos via orçamento público, mas escancarou-se nas tratativas entre Legislativo e Judiciário para encontrar um jeito (sim, um jeito) de aliviar a situação dos acusados pelo STF de participação no 8 de Janeiro sem anistiá-los. A próxima acomodação à qual Lula assiste sem poder fazer nada ocorre dentro do Centrão. A “superfederação” anunciada por União Brasil e PP tem como motivação óbvia a capacidade de ampliar consideravelmente sua força financeira para formar o que os operadores políticos hoje em Brasília consideram a tarefa fundamental: constituir bancadas fortes que possam controlar, em boa parte, o que acontece na Câmara e no Senado. Mas ela vai além da ampliação do número de parlamentares e seu acesso a vários fundos públicos. Sugere que os condutores das grandes articulações em Brasília estão perfeitamente acomodados com um cenário político no qual as moedas de troca perderam o valor, o Judiciário virou um integrante do consórcio dirigente em sentido amplo e o Executivo é um de estatura muito diminuta em relação ao que já foi, e não faz tanto tempo assim. Os limites dessa grande “acomodação” (o contrário de uma grande “concertación” entre forças políticas) vão ser testados por fatores amplos, para os quais o “consórcio” não tem resposta nem comando únicos. Eles são economia fraca, demografia jogando contra e instituições desarticuladas incapazes de enfrentar crime organizado, para não falar da execução de qualquer reforma estruturante. As eleições de 2026 vão dizer quanto o País vai se acomodar a isto também.