Inspirados já nos ensinamentos de Sófocles, aqui, procurar-se-á a conexão, pelo conhecimento, entre o velho e o novo, com seus conflitos.
As pistas perseguidas, de modos específicos, continuarão a ser aquelas pavimentadas pelo grego do período clássico (séculos VI e V a.C).
quinta-feira, 15 de outubro de 2026
O Maçarico e o Tapetão: A Nova Batalha de Itararé no Senado
Parabéns professores do mundo!
A Ópera dos Rolling Stones: uma crônica musical e poética sobre os ventos que sacudiram o Senado e o fim da escala 6x1.Lula x Flávio Bolsonaro: populismo e demagogia nas eleições de 2026 | Não é Bem AssimMeio
Estreou há 2 horas #eleições2026 #flaviobolsonaro #lula
Lula e Flávio Bolsonaro estão empatados também na demagogia e no populismo? Neste episódio de Não é Bem Assim, Dora Kramer, Marcelo Madureira, Márcio Fortes e Pedro Paulo Magalhães analisam uma campanha presidencial marcada pela polarização, por mudanças de discurso e pela falta de propostas claras para o país. Nosso debate discute o uso eleitoral da máquina pública, a adesão de última hora a pautas populares, o impacto das pesquisas e dos debates, a força das ruas e das redes sociais e os altos índices de rejeição aos dois candidatos. Também entram na pauta o papel do Senado, as contas públicas, os programas sociais, o crescimento político dos MEIs, o patrulhamento do voto e a influência do crime organizado nas eleições do Rio de Janeiro.
–
Gilberto Gil - "Domingo No Parque" - Gilberto Gil (1968)portalg1
1 h
Sem acordo - O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), retirou de pauta da sessão desta quinta-feira (15) a votação da PEC da Segurança.
A votação estava prevista para esta sessão, mas líderes do governo Lula ainda desenham a estratégia para lidar com o tema após a oposição querer diminuir maioridade penal para 14 anos.
O senador Camilo Santana (PT-CE), um dos coordenadores da campanha pela reeleição do presidente, apresentou uma emenda com o objetivo de diminuir a maioridade para 16 anos em crimes hediondos.
Apesar da ideia de Camilo neutralizar a proposta que colocaria adolescentes mais jovens em risco de prisão, parte do PT é contra incluir a alteração nesse momento.
Saiba mais no #g1.
#pecdasegurança #maioridadepenal #senado #davialcolumbre #notícias #g1política
portalg1
Editado
•
1 h
#Eleição2026 - Pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira (15) mostra que, a dez dias do 2º turno, Flávio Bolsonaro (PL) tem 47% das intenções de voto, e Lula (PT) tem 45%. Os dois candidatos estão em empate técnico dentro da margem de erro.
Em votos válidos, que exclui brancos, nulos e indecisos, Flávio Bolsonaro tem 51% e Lula, 49%. O número de votos válidos é o que a Justiça Eleitoral usa para determinar os resultados das eleições.
O levantamento foi encomendado pelo jornal Folha de S.Paulo. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.
Veja os números - votos totais:
- Flávio Bolsonaro (PL): 47% (eram 49% na pesquisa anterior)
- Lula (PT): 45% (eram 45%)
- Em branco/nulo/nenhum: 6% (eram 5%)
- Indecisos: 2% (era 1%)
Saiba mais no #g1.
#datafolha #fláviobolsonaro #lula #política #notícias"A Rita levou meu assunto, Irene riu Domingo no Parque."
Neste 15 de outubro, Dia do Professor, as linhas da memória se entrelaçam para dar sentido a uma das dores mais profundas da docência: a melancolia do desencontro. A frustração de ver um estudante — a ovelha perdida com quem este fio começou — desviar-se do bom caminho, sem que o mestre tenha conseguido, a tempo, lhe estender os braços ou clarear o horizonte.
Mas é exatamente no avesso dessa frustração que reside a beleza indomável do ato de ensinar. Juntamos aqui, agora, o húmus da terra e a transcendência do espírito para moldar um tributo a todos os professores do mundo.
De um lado, evocamos Miguelzinho de Simoni. O mestre da matéria e da carne, com sua personalidade peculiar, desbocada e visceral. Aquele que, diante das hipocrisias do mundo e das amarras do autoritarismo, soltava o seu célebre e libertador "foda-se". Ele representa o professor que não se curva, que traz a rebeldia indispensável para rasgar os manuais engessados e exigir que a universidade seja viva, orgânica e pulsante. Miguelzinho é a lembrança de que ensinar também é um ato de coragem e de presença berrada no meio do silêncio covarde.
Do outro lado, convocamos Francisco de Assis. Não apenas o santo protetor, mas a sua tradução na figura do engenheiro, professor e Doutor da alma. Ele representa o oposto complementar: a doçura que acolhe, a precisão técnica que se curva diante do mistério humano e a paciência infinita de quem reconstrói o que foi quebrado. Se Miguelzinho incendeia o chão, Francisco de Assis sopra a calmaria necessária sobre as feridas da incompreensão.
Que essas duas forças — a irreverência sagrada de Miguel e a mansidão firme de Francisco — unam suas mãos neste dia. Que eles olhem para esse estudante que caminha aos tropeços e, em vez de julgá-lo pela rota perdida, lancem sobre ele uma bênção generosa.
Que essa pobre ovelha, recolhendo os cacos de seus próprios erros e desvios, sinta o calor desse liame e consiga, finalmente, encontrar o seu devido rebanho na Universidade da Terra — esse espaço imenso onde a vida é a grande sala de aula e onde nunca é tarde demais para reaprender a caminhar.
A todos os professores que, mesmo no cansaço e na melancolia de um caminho não mostrado, continuam a semear o húmus da transformação: o nosso mais profundo reconhecimento.
"O eleitor não liga."Renan Santos ataca Flávio Bolsonaro, rejeita apoio a Lula no 2º turno e fala do Missão l ALT TABETUOLEstreou há 6 horas ALT TABET
Renan Santos, líder do partido Missão e fundador do MBL, declarou voto contrário a Flávio Bolsonaro e descartou qualquer aliança ou apoio ao presidente Lula na disputa de segundo turno.
O dirigente criticou duramente o senador do PL, apontou contradições no campo conservador e citou desdobramentos de investigações financeiras envolvendo Daniel Vorcaro.
A manifestação consolida o distanciamento da legenda em relação aos polos da corrida eleitoral, definindo os rumos de sua base política no pleito.
#AltTabet #RenanSantos #ProgramasCanalUOL
Acompanhe a cobertura completa das principais notícias do dia em https://www.uol.com.br
"Greve!" - documentário dirigido por João Batista de Andrade em 1979
Dublagem automática
Terra do Sol
3 de nov. de 2025 BRASIL
Narra os principais acontecimentos da greve dos metalúrgicos do ABC, ocorrida em março de 79, visto dentro do quadro político da época, com a
mudança de governo e o projeto de abertura.
Naqueles dias o sindicato esteve sob intervenção, e Lula e outros dirigentes haviam sido afastados. Entre outras cenas, o filme entrevista e mostra o cotidiano dos operários, documenta assembléias e entrevista o interventor do sindicato." (Forumdoc/2003)
Analises políticas realizadas por meio de uma linguagem simples e ágil. Depoimentos de operários revelam as razões objetivas que os conduziram a um movimento tão sólido e
transformador.
📽️
Ficha técnica
"Greve!"
Ano: 1979
Duração: 37 minutos
Cor: colorido
Bitola: 16 mm
Cópias: em V.T
Direção e roteiro: João Batista de Andrade
Fotografia e câmera: Aloisio Raulino Adilson Ruiz
Montagem: Reinaldo Volpato
Som direto: Romeu Quinto
Cenas adcionais: Luis Manse Jorge Santos
Narração: Augusto Nunes
Texto: João Batista de Andrade
Produção Executiva: Hernandes Assumpção
Direção de produção: Wagner de Carvalho
Produção Executiva: Hernandes Assumpção
Produção: RAIZ PRODUÇÕES STOPFILM
Distribuição: DINAFILME/CDI EMBRAFILME
Prêmio: especial do júri do Festival de Havana, Cuba – 1979.
Ao vivo - TV SenadoTV Senado
TV Senado é parcialmente ou totalmente financiada pelo governo do Brasil. Wikipedia
851 assistindo agora Transmissão iniciada há 79 minutos #TVSenado #SenadoFederal #Senado2026
@Poder360
Poder360
@Poder360
🔴 #Aovivo: Senado vota a PEC da Segurança Pública
O Senado começa a discutir nesta 5ª feira (15.out.2026), às 14h, a PEC da Segurança Pública. A CCJ (Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania) concluiu a análise da proposta na 4ª feira (14.out). O texto reorganiza a cooperação entre União, Estados, Distrito Federal e municípios na segurança pública e estabelece medidas de combate a facções criminosas e milícias.
Para ser aprovada no Senado, a PEC precisa receber ao menos 49 votos favoráveis em cada um dos 2 turnos. Se os senadores mantiverem as mudanças, a proposta voltará aos deputados. Uma emenda constitucional dispensa sanção do presidente da República, mas só pode ser promulgada depois que as 2 Casas aprovarem o mesmo texto.
📲Assista à transmissão no canal do Poder360:
youtube.com/live/-xf6BJXHu…
quinta-feira, 15 de outubro de 2026
Voto de assalariados e empreendedores acirra a disputa do segundo turno, por Luiz Carlos AzedoCorreio BrazilienseLula oferece medidas populistas a assalariados e empreendedores; Flávio procura preservar a identificação com quem considera insuficientes essas respostas do governo
A dez dias da eleição, Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro disputam os corações e os bolsos de assalariados e empreendedores. A pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira mostra Flávio com 46% das intenções de voto e Lula com 44%, um empate técnico dentro da margem de erro de dois pontos. Outros 9% declaram voto branco, nulo ou disposição de não votar; apenas 1% está indeciso. A eleição continua aberta, mas não há eleitores disponíveis em grandes proporções. Convencer alguém a trocar de candidato ou a comparecer às urnas exige mais do que reafirmar as convicções dos convertidos.
Lula procura deslocar o confronto para o terreno onde sempre nadou de braçadas: o mundo do trabalho. Ao transformar o fim da escala 6x1 numa bandeira central, tenta substituir o plebiscito sobre seu governo por uma escolha sobre o futuro dos trabalhadores. Descanso, convivência familiar e tempo para estudar são questões compreensíveis para quem passa seis dias por semana trabalhando e ainda enfrenta longos deslocamentos. A proposta permite ao presidente apresentar uma mudança concreta, apesar de ocupar o cargo e carregar o desgaste da situação.
O debate também cria dificuldades para Flávio. Não se pode dizer que é uma proposta que saiu da coleta. Trata-se de uma bandeira do Movimento Vida Além do Trabalho (VAT), criado pelo ex-balconista de farmácia Rick Azevedo, vereador do PSol recém-eleito deputado federal. Em 2023, ele publicou um vídeo no TikTok relatando o cansaço e a rotina exaustiva da escala de seis dias de trabalho para um de descanso.
Ao recuar da resistência e declarar apoio com ressalvas, Flávio Bolsonaro procura evitar que Lula monopolize uma reivindicação popular. Entretanto, precisa conciliar esse movimento com os interesses de empregadores preocupados com custos e contratação. Apoiar a proposta reduz o espaço para o ataque petista, mas transfere a disputa para sua execução: quando entraria em vigor, quais seriam as regras de transição e como preservar empregos e salários?
Com isso, a tramitação no Senado virou uma espécie de Batalha de Itararé. Em outubro de 1930, tropas revolucionárias vindas do Sul, lideradas por Getúlio Vargas e por Miguel Costa, pretendiam invadir o estado de São Paulo pela cidade de Itararé, na divisa com o Paraná. Do outro lado, forças do Exército, da Força Pública paulista e voluntários leais ao presidente Washington Luís postaram-se para conter o avanço. Pouco antes do grande combate, um golpe – Getúlio depôs o presidente Washington Luís, em 24 de outubro de 1930, e a ordem de combate foi cancelada.
O fim da escala de 6x1 enfrentava forte resistência da oposição no Senado, que queria adiar a votação para depois das eleições. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, decidiu colocá-la em votação nesta semana. Flávio Bolsonaro e a bancada do PL recuaram da posição e decidiram apoiar a proposta. O avanço oferece a Lula uma oportunidade de mobilização, mas o novo direito ainda não estará assegurado para todos os assalariados. A oposição pretende mitigar a decisão ao regulamentar a nova jornada.
Jovens e idosos
Em outra frente de batalha, Flávio construiu fortes vínculos com os empreendedores, ao associar prosperidade ao esforço individual e apresentar o Estado como obstáculo. Nesse segmento, vence por larga margem. Lula tenta romper essa identificação com medidas que falam diretamente ao caixa dos pequenos negócios. O pacote anunciado nesta semana pelo Palácio do Planalto inclui proposta de transferência de até R$ 5 mil para investimentos e perdão de R$ 12,6 bilhões em dívidas de 3,6 milhões de MEIs.
Politicamente, Lula tenta superar um ponto fraco de seu governo. Defender programas sociais não basta para conquistar quem deseja deixar de precisar deles. Esse eleitor pode ter origem popular, utilizar serviços públicos e, ao mesmo tempo, rejeitar uma identidade fundada na carência. Quer reconhecimento como alguém capaz de produzir, contratar e crescer.
É um equívoco interpretar essa aspiração apenas como adesão ideológica aos ricos ou uma traição à consciência de classe. Nem todo MEI é bolsonarista, porém, em localidades com forte presença de microempreendedores, Flávio Bolsonaro venceu por boa margem. Religião, renda, segurança e experiência de vida também influenciam esses resultados.
Jovens e idosos atravessam essas duas frentes. Entre os primeiros, a promessa de tempo para estudar dialoga fortemente com o desejo de abrir um negócio e conquistar independência. Para os mais velhos, pesam mais a segurança da renda, o custo dos medicamentos, o endividamento familiar e a estabilidade dos benefícios. Lula tenta oferecer respostas imediatas, numa fronteira sinuosa entre medidas populistas e o abuso de poder. Flávio procura preservar sua força eleitoral, adquirida com a identificação com quem considera excessivos os impostos e insuficientes as respostas do governo Lula.
Do ponto de vista objetivo, porém, Lula e Flávio precisam explicar como financiar suas promessas. É preciso demonstrar que as propostas cabem nas contas públicas; ou seja, combinar redução de tributos, equilíbrio fiscal e preservação de direitos. Assalariados e pequenos empreendedores desejam trabalhar sem viver permanentemente no sufoco. Em quatro anos de governo, para a maioria dos eleitores, Lula não conseguiu transformar proteção em perspectiva de ascensão, o que promete agora. Flávio acerta a mão ao associar autonomia econômica à segurança pública, entretanto, carrega um passivo histórico por suas relações com as milícias.
Lula diminui distância para Flávio; PT tem projeto alternativo para reduzir maioridade penal; 6x1 e+UOL
Transmissão ao vivo realizada há 7 horas #uolnaseleições #UOL #CanalUOL
No UOL News 1ª Edição desta quinta-feira (15): Com sim de Flávio, Senado aprova fim da 6x1; só Mourão votou não; 'Conquista histórica', diz Lula após aprovação do fim da escala 6x1; Oposição se rende à 6x1 e tenta revide a Lula com redução da maioridade; Palver: Flávio Bolsonaro tem 50% e Lula, 49% no segundo turno e mais notícias.
Diego Amorim
@Diego1Amorim
A meta do PT é virar sobre Flávio, claro, mas há outro motivo para a mobilização
Foto do perfil de canalmeiocanalmeioA disputa entre Lula e Flávio Bolsonaro está longe de estar definida.
Com base nos boletins de urna do TSE, no Censo do IBGE, na régua de classe da FGV e em dados da Pesquisa Meio/Ideia, Pedro Doria analisa para onde foram os votos que Lula perdeu, o perfil dos eleitores que mudaram de lado e o que pode definir o resultado no dia 25.
Assista e compartilhe.#Meio #Eleições2026 #Lula #FlávioBolsonaroA maior diferença entre Flávio e Lula está na Classe C, diz Pedro Doria | BASTIDORES CNNCNN Brasil
13 de out. de 2026 #CNNBrasil #Eleições
O Bastidores CNN recebe Pedro Doria, diretor de jornalismo do Canal Meio, para analisar a disputa entre Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno das eleições presidenciais. Na entrevista, Doria comenta o comportamento do eleitor e o diálogo de direita e esquerda com o desejo de ascensão social das classes mais baixas. #CNNBrasil #Eleições
html
O Maçarico e o Tapetão: A Nova Batalha de Itararé no Senado
Em uma disputa acirrada que expõe as entranhas do poder republicano, o conceito de "pragmatismo responsável" — outrora uma herança da diplomacia e da economia da ditadura — entra novamente em combustão. A matéria, altamente inflamável, é disputada a maçarico por oponentes que operam de olhos fixos no mercado global, com patrimônios e estratégias ainda profundamente dolarizados. O que se desenha no horizonte não é um consenso pacífico, mas sim uma simulação tardia da Batalha de Itararé: um cenário de imensa tensão que promete guerra total, mas que testa os limites do blefe institucional.
O palco desse embate, na tarde desta quinta-feira, não poderia ser outro senão o tapetão azul do Senado Federal. Ali, onde o regimento interno muitas vezes pesa mais que a própria Constituição, as cartas são dadas e as regras são moldadas longe dos olhos do grande público. É o triunfo da manobra de bastidor sobre o debate aberto.
Os Herdeiros da Fronteira Norte
O comando dessa engrenagem complexa encontra-se, hoje, nas mãos de líderes que carregam o DNA político do extremo norte do país. São os herdeiros diretos daquele território ultramarino que se transformou em Estado na moldura jurídica da Constituição de 1988 — o Amapá.
Trata-se de uma ironia geográfica e geopolítica fascinante. Os artífices do destino político da federação brasileira, sentados na cúpula do Legislativo, têm suas bases fincadas na exata fronteira com a Guiana Francesa. De um lado do rio, o pragmatismo cru do poder e do dólar; do outro, a Europa que ecoa o histórico e idealista lema "Liberté, Égalité, Fraternité".
O Pragmatismo do Século XXI
A queima a maçarico vista no plenário e nas comissões revela que o pragmatismo atual perdeu qualquer verniz de planejamento de Estado a longo prazo. Ele tornou-se estritamente tático, voltado para a sobrevivência de grupos de interesse e para a blindagem de elites econômicas.
Enquanto os oponentes dolarizados jogam suas últimas fichas no tabuleiro do Senado, o país assiste ao desfecho dessa nova Itararé. Se haverá um confronto real ou se o tapetão azul acomodará mais um acordo de cúpula, a resposta está sendo moldada agora, sob o calor e a pressão do maçarico parlamentar.
Use o código com cuidado.
quinta-feira, 15 de outubro de 2026
Como melhorar a vida que vivemos: pensar, agir, dialogar – Marco Aurélio Nogueira
Em estilo ágil, Marco Aurélio Nogueira sobrevoa reflexivamente a vida atual. A hipermodernidade, com seu dinamismo frenético e seus excessos, produziu um mal-estar sutil, que se recompõe continuamente. Transformou nossas circunstâncias e o modo como vivemos, nos comportamos e nos relacionamos. Pôs em crise as ideias de futuro, deslocando os equilíbrios, as certezas, nossa capacidade de compreender o conjunto. A política já não engaja como antes e as utopias desapareceram do horizonte. Não sabemos bem o que fazer com a IA. Estamos sobrecarregados de informações, mas os diálogos escasseiam. O cenário internacional desconcerta e assusta, atravessado que está por conflitos militares e pela disputa entre as potências.
Não estamos num beco sem saída. Para avançar, precisamos recuperar a disposição de agir democraticamente, compartilhar conhecimentos, aprender uns com os outros e reconstruir algum sentido para a vida. Ações políticas que não saibam compor, agregar e arar um terreno comum correm o risco de cair no vazio.
O autor se debruça interrogativamente sobre várias dimensões dessa enorme confusão que vivemos. E o faz de modo a levar o leitor a encontrar as perguntas adequadas, não para soluções definitivas, mas para descobrir o método com que podemos, coletivamente, enfrentá-las ao longo do tempo: o diálogo permanente entre todos nós. Assim analisa o desenvolvimento acelerado do aparato técnico-científico – a IA e as redes sociais, por exemplo – que nos abre enormes potencialidades e, simultaneamente, nos divide e nos deixa perplexos sobre o que e como fazer. Com o mesmo propósito, interroga nossas cidades, cada vez mais hostis aos brasileiros comuns, plantando no solo urbano nossas desigualdades. E assim segue o livro, desfiando um rosário de perguntas e questões, num itinerário pedagógico do dialogar, por fora de metafísicas ultrapassadas ou sonhos impossíveis, mas com um objetivo claro: a construção de um bem comum sustentado pelo diálogo permanente entre cidadãos livres das grades e muros que nos separam. Um bem comum que nos devolva a capacidade pragmática de tecer a imaginação de um futuro – e, com isso, reabrir as possibilidades do presente (excerto do prefácio de Rubem Barboza Filho, professor titular da UFJF).
Tenho aqui uma intuição teimosa: Marco Aurélio Nogueira acabou alcançando a sabedoria. Inteligência, erudição e discernimento criterioso ele já traz de algumas décadas. Tradutor e um dos grandes conhecedores da obra de Antonio Gramsci e de Norberto Bobbio, dois pensadores italianos que decifraram o nosso tempo com incrível originalidade e fecunda sistematização, Marco Aurélio se destaca por pensar com serenidade aquilo que, no mundo, se manifesta com alguma rudeza e mesmo com violência. Agora, neste livro, ele mostra que a sua serenidade (a “mitezza” de Bobbio) atingiu um plano alto. Nosso professor pensa com luminosa calma as conturbações tormentosas da realidade que nos traga. Isso, apenas isso, já é uma boa notícia. Boa leitura (Eugênio Bucci, professor titular da ECA-USP)
A política para além do âmbito institucional entrelaçada com uma sociologia que ilumina padrões instituídos por dinâmicas culturais conflitivas e imbricadas. É o que encontramos neste livro inspirador, que recupera a tradição ensaísta do pensamento social brasileiro e a narrativa autoral do pensamento europeu clássico, com foco numa conhecida determinação do autor: compreender a vida atual e um lugar chamado Brasil. Um país que parece pedir desesperadamente para ser entendido e resgatado por meio da reflexão e do diálogo democrático (Ana Cristina Braga Martes, socióloga e escritora)
Há muitos anos, conheço Marco Aurélio Nogueira como professor, orientador e amigo. E talvez por isso seja impossível separar, ao ler este livro, o intelectual da pessoa. Sua aposta no diálogo, na mediação e na construção de pontes, não é apenas uma escolha teórica: é uma forma de viver. Marco sempre foi de uma gentileza rara, acessível, disponível, atento ao outro e profundamente democrático, inclusive quando a divergência se impõe. Essa mesma disposição atravessa estas páginas. Diante de um tempo acelerado, fragmentado e ruidoso, ele não oferece receitas nem certezas reconfortantes. Oferece algo mais valioso: perguntas, reflexão, capacidade de mediação e um convite para que voltemos a pensar juntos. Sem arrogância e sem desalento, Marco nos lembra que compreender o mundo ainda é uma tarefa coletiva e que nenhuma transformação duradoura prescinde da conversa, da escuta e da disposição de construir algum terreno comum. Talvez haja nisso até algo do corintiano que ele é: a consciência de que viver também exige resistência, esperança e alguma fé no próximo lance. Este é um livro para quem ainda acredita que pensar, agir e dialogar podem, de fato, melhorar a vida que vivemos. E, justamente por isso, merece ser lido
*(Lucas Amaral Leite, Professor de Relações Internacionais da Fundação Armando Alvares Penteado, SP)Paulinho da Viola - Sinal Fechado (Acústico MTV - 2007)
Vale de Elá (também chamado de Vale do Terebinto ou Wadi es-Sunt) é um vale histórico e geográfico localizado no centro de Israel, famoso por ter sido o cenário bíblico do confronto entre Davi e o gigante Golias (1 Samuel 17).
html
CULTURA & POLÍTICA
Que encara o leão
A Ópera dos Rolling Stones: uma crônica musical e poética sobre os ventos que sacudiram o Senado e o fim da escala 6x1.
Por Editor Geral | Crônica Semanal
O cenário político brasileiro transformou-se em um libreto dramático onde clássicos da MPB, pesquisas de opinião e metáforas bíblicas se encontraram no mesmo palco. Da cobertura jornalística efervescente à votação histórica no Senado, acompanhe o desenrolar dessa ópera em três atos.
Ato I: A Escala, os Trios e a Ciranda dos Clássicos
A cortina se abre em meio ao debate febril da jornada de trabalho. A escala 6x1 escalou trios na Cultura e na CNN, enquanto Gil escalonou a festa com Domingo no Parque. As redes e as ruas ferviam sob a luz dos holofotes jornalísticos.
"A Rita levou meu assunto, Irene riu Domingo no Parque."
Entre os acordes de Chico Buarque e o riso contagiante da melodia de Caetano Veloso, Juliana diapasou o debate. A música popular brasileira emprestou suas linhas para traduzir o sentimento de uma sociedade que dançava no ritmo da urgência.
Ato II: O Vento que o Astronauta Levou
O ritmo desacelera para um bolero melancólico e tenso. O compasso é marcado pelo relógio: Felipe Nunes, da Quaest, fez a prece da Ave Maria das 18 horas na GloboNews. Os números da pesquisa presidencial trouxeram a atmosfera de expectativa nacional que antecedia a tempestade no plenário.
"São dois pra lá, dois pra cá... com um Band-Aid no calcanhar."
Na coreografia dos votos, o isolamento político desenhou um cenário dramático. Mourão estocou o vento que o Astronauta levou! Em um voto solitário contra a maré, a tentativa de estancar a mudança ruiu quando o Astronauta Marcos Pontes seguiu o fluxo da história, votando "SIM" e deixando que o vento levasse as velhas estruturas.
Ato III: Davi Encarou o Gigante
O grandioso final desta ópera reserva o confronto definitivo. O Palácio do Congresso transforma-se no vale de Elá. Diante de pressões gigantescas e de um sistema secular, a liderança se impôs para o desfecho da PEC mais comentada do país.
"Davi encarou o gigante."
Com a condução firme de Davi Alcolumbre no Senado, o Golias da jornada 6x1 foi derrubado por um placar esmagador de 75 votos a 1. A ópera se encerra não com um lamento, mas com o eco da promulgação de uma nova era trabalhista. A cortina se fecha, o leão foi encarado.
Use o código com cuidado.
Foto do perfil de floridepre
floridepre
•
Foto do perfil de floridepre
floridepre
8 h
📊 ELEIÇÕES 2026: O QUE DIZEM AS PESQUISAS DESTA SEMANA?
O Florideprê reuniu oito pesquisas nacionais divulgadas entre os dias 9 e 15 de outubro para mostrar como está a disputa entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno.
Os levantamentos são dos institutos Atlas/Bloomberg, Ipespe, Datafolha, Gerp, BTG/Nexus, PoderData/AYA, Quaest e Palver.
📈 O QUE CHAMA ATENÇÃO?
Flávio Bolsonaro aparece numericamente à frente em todos os levantamentos apresentados. Entretanto, as diferenças variam entre os institutos, e algumas pesquisas apontam empate técnico.
The Beatles em Versão Chorinho: Quando o Rock Encontra o Choro
IA
Choro & Café
10 de out. de 2026 #MusicaInstrumental #MusicaBrasileira #Cavaquinho
https://buymeacoffee.com/choroecafe
E se os maiores sucessos de The Beatles tivessem nascido no Rio de Janeiro? Juntamos a atemporalidade melódica de John, Paul, George e Ringo com o virtuosismo do bandolim, do cavaquinho e do violão de sete cordas em uma versão de chorinho surpreendente e emocionante. Clássicos absolutos do rock ganham uma nova roupagem acústica, cheia de bossa, improviso e alma brasileira. Aconchegue-se, aperte o play e aproveite essa fusão perfeita! Curta, compartilhe com os amigos e inscreva-se no Choro e Café para não perder nenhuma novidade!
🎧 Ideal para:
✔️ Acompanhar o café da manhã ou da tarde
✔️ Trabalhar e estudar com foco
✔️ Relaxar depois de um dia cansativo
✔️ Receber visitas e criar um ambiente aconchegante
Nesta Coleção Maravilhosa:
00:00 - Let it Be
02:53 - Hey Jude
05:37 - Across The Universe
08:46 - And I Love Her
11:39 - Get Back
14:36 - Don´t Let Me Down
17:31 - Lucy In The Sky With Diamonds
20:15 - Here Comes The Sun
23:18 - Drive My Car
26:08 - A Day In The Life
29:06 - While My Guitar Gently Weeps
31:58 - Michelle
35:23 - With A Little Help From My Friends
38:40 - She Came In Through The Bathroom Window
41:39 - Please Mister Postman
#ChoroECafé #BeatlesNoChorinho #TheBeatles #Chorinho #ChoroBrasileiro #MusicaInstrumental #ViolaoDeSeteCordas #Cavaquinho #Bandolim #ChoroRaiz #BeatlesInstrumental #MusicaBrasileira #InstrumentalBrasileiro #ChoroTradicional #CulturaBrasileira #ChoroParaRelaxar
Nenhum comentário:
Postar um comentário