Inspirados já nos ensinamentos de Sófocles, aqui, procurar-se-á a conexão, pelo conhecimento, entre o velho e o novo, com seus conflitos. As pistas perseguidas, de modos específicos, continuarão a ser aquelas pavimentadas pelo grego do período clássico (séculos VI e V a.C).
sexta-feira, 30 de janeiro de 2026
ANTES DE TUDO, UM CASO DE POLÍCIA — E O COMÍCIO IMPROVÁVEL
Entre o escândalo financeiro, a judicialização da política e as metáforas que o futebol ainda nos permite
Montoro: História e futebol se encontram
Epígrafe
“Quando tudo vira política, o crime tenta deixar de ser crime.”
(anotação de bastidor, Brasília, 2026)
Resumo
O escândalo do Banco Master expôs mais do que um esquema financeiro de grandes proporções: revelou os riscos da politização sistemática de investigações criminais em um ambiente marcado pela judicialização da política. Enquanto o caso se desloca para disputas institucionais e narrativas de perseguição, a centralidade penal insiste em reaparecer. Em paralelo, a crônica observa um curioso contraponto simbólico: no mesmo momento em que a política se embaralha, o futebol oferece uma metáfora improvável de liderança, mobilização e esperança coletiva.
Texto
Há escândalos que nascem financeiros, mas tentam morrer políticos. O do Banco Master é exemplar. Desde que veio à tona, o caso passou a ocupar menos espaço nos autos e mais no debate institucional, nas versões cruzadas, nas alegações de conflito entre Poderes e nas tentativas de deslocar o foco da investigação para o comportamento de autoridades.
Não é novidade. A politização de processos criminais tornou-se uma estratégia de defesa recorrente e, não raro, eficaz nos tribunais superiores, sobretudo em um país onde a judicialização da política passou a fazer parte do método. Ainda assim, certos fatos resistem à retórica.
O que está em apuração são crimes tipificados na legislação penal e financeira brasileira, com indícios relevantes de violação ao Sistema Financeiro Nacional e de lesão direta ao patrimônio público e privado. Antes de qualquer narrativa, trata-se de um caso de polícia.
Lavagem de dinheiro, organização criminosa, gestão fraudulenta e temerária, estelionato, falsidade documental, evasão de divisas e apropriação indébita não são categorias interpretativas. Dependem de provas, perícias e decisões judiciais fundamentadas. É nesse terreno — e somente nele — que o caso deve ser resolvido.
Com a Operação Compliance Zero, conduzida pela Polícia Federal sob supervisão do Supremo Tribunal Federal, a investigação passou à relatoria do ministro Dias Toffoli. A nota divulgada por seu gabinete, ao esclarecer procedimentos processuais e afastar nulidades, não absolve investigados nem antecipa julgamentos. Apenas recoloca a apuração criminal no centro do debate institucional.
Concluídas as investigações, caberá ao Supremo separar o que seguirá para as instâncias ordinárias do que permanecerá sob sua jurisdição, em razão do foro privilegiado. Uma solução de equilíbrio, ainda que o protagonismo do tribunal tenha deslocado temporariamente a atenção pública dos investigados para os próprios ministros.
Nada disso reduz a gravidade dos fatos.
O banqueiro Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, é apontado pela Polícia Federal como líder de uma organização criminosa estruturada para atuar contra o sistema financeiro. A suspeita central envolve a venda de carteiras de crédito fictícias ao Banco de Brasília (BRB), em operação estimada em R$ 12,2 bilhões. Na primeira fase da operação, cerca de R$ 230 milhões em bens foram apreendidos.
O impacto sistêmico do caso é expressivo. O BRB pode ser obrigado a constituir até R$ 5 bilhões em provisões, enquanto a exposição agregada — envolvendo fundos, investidores e o Fundo Garantidor de Créditos — pode alcançar R$ 50 bilhões. Paralelamente, o Banco Central abriu sindicância interna para apurar falhas de supervisão.
Ainda assim, insiste-se em transformar fraude em disputa política. O efeito é previsível: os fatos se diluem, a investigação se confunde e o essencial se perde no ruído.
Fraudes permanecem fraudes. Crimes permanecem crimes. O caso do Banco Master continua sendo, antes de tudo, um caso de polícia.
Na mesma semana, longe dos gabinetes e dos autos, outro tipo de mobilização ocorria.
Na noite de 29 de janeiro de 2026, o Botafogo venceu o Cruzeiro por 4 a 0, na estreia do Campeonato Brasileiro, no Estádio Nilton Santos. O protagonista foi Álvaro Montoro, jovem meia argentino, camisa 10, convertido em capitão técnico e símbolo de uma nova fase do clube.
A coincidência do nome não passou despercebida. Em 25 de janeiro de 1984, Franco Montoro, então governador de São Paulo, liderou o primeiro grande comício das Diretas Já, na Praça da Sé. Ali começou, simbolicamente, uma virada democrática.
Quarenta e dois anos depois, outro Montoro — sem palanque e sem discurso — conduzia uma multidão, desta vez com passes, ritmo e inteligência de jogo. Um comício improvável, sem palavras, mas carregado de expectativa coletiva.
Talvez seja apenas futebol. Talvez seja apenas metáfora. Mas o Brasil sempre recorre a esses paralelos quando a política se mostra incapaz de mobilizar esperança.
Nota final (à moda de Machado)
No teatro político, onde raramente faltam figurantes convictos, coube a alguns o papel do sacrifício útil. Um deles, escriba aplicado e zeloso do poder central, sempre pronto a confundir adesão com lucidez, ofereceu-se com a naturalidade de quem troca a independência pela boa vontade do Paço. Ao seu lado, uma dama de verbo militante, porta-voz espontânea da situação, empenhou-se em traduzir decisões alheias como se fossem desígnios da História — e não simples ordens do dia.
Mais adiante, dois tribunos inseparáveis, unidos não por ideias, mas por conveniência, brandem a defesa do chefe do Executivo como se ainda vivêssemos sob o manto paternal de um imperador benigno. Radicais na retórica, prudentes na prática, alternam bravatas e cálculos com a destreza de quem sabe que o tempo político, como o histórico, não perdoa excessos — apenas os recicla.
Há, contudo, quem permaneça protegido pela couraça institucional, gozando das imunidades como quem se abriga da chuva sob arcadas sólidas, enquanto outros preferem disputar o terreno instável da palavra livre. Nesse campo — o da liberdade de pensamento, de expressão e de comunicação — trava-se a luta menos vistosa, porém mais duradoura, aquela em que as ideias, frequentemente fora do lugar e do tempo, revelam-se mais persistentes do que os cargos e mais incômodas do que os aplausos.
À luta e à glória eterna, dir-se-ia. A História, essa velha ironista, encarregar-se-á do resto.
Conclusão
Entre autos, versões e metáforas, o país oscila entre o desejo de justiça e a tentação do espetáculo. Quando tudo vira política, o risco é esquecer que certos fatos não admitem interpretação: exigem investigação, responsabilização e consequência. O restante — inclusive o futebol — serve apenas para lembrar que liderança e mobilização ainda são possíveis, desde que cada coisa permaneça em seu devido lugar.
Vídeo complementar
▶ Botafogo 4 x 0 Cruzeiro — Melhores momentos da estreia no Brasileirão 2026
(Conteúdo audiovisual que dialoga simbolicamente com o paralelo histórico abordado no texto.)
Referências e fontes
Polícia Federal — Operação Compliance Zero
Supremo Tribunal Federal — despachos e notas institucionais
Banco Central do Brasil — comunicados oficiais
Correio Braziliense — cobertura do caso Banco Master
ge.globo — Botafogo x Cruzeiro, Campeonato Brasileiro 2026
Registros históricos: Comício das Diretas Já (Praça da Sé, 1984)
I
sexta-feira, 30 de janeiro de 2026
Antes de tudo, escândalo do Banco Master é um caso de polícia. Por Luiz Carlos Azedo
Correio Braziliense
O banqueiro Daniel Vorcaro é apontado pela Polícia Federal como líder de uma organização criminosa estruturada para atuar contra o sistema financeiro e patrimônio público e privado
A politização do caso do Banco Master, que mudou seu eixo para disputas institucionais, alegações de perseguição ou conflitos entre Poderes, é uma estratégia de defesa dos envolvidos que tem certa eficácia nos tribunais superiores do país, como um dos efeitos colaterais da chamada “judicialização da política”, protagonizada pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Entretanto, já não é possível volatilizar o ponto central evidenciado pelas investigações: o que está em apuração são crimes tipificados na legislação penal e financeira brasileira, com indícios relevantes de violação ao Sistema Financeiro Nacional e de lesão direta ao patrimônio público e privado.
Trata-se, antes de tudo, de um caso de polícia, que deve ser tratado com investigação técnica, contraditório e responsabilização individual, nos estritos termos do devido processo legal. Cabe ao STF, arrastado para a politização do escândalo financeiro, restabelecer essa centralidade. Lavagem de dinheiro, organização criminosa, gestão fraudulenta e temerária, estelionato, falsidade documental, evasão de divisas e apropriação indébita são tipos penais objetivos, dependem de provas, perícias e decisões judiciais fundamentadas para serem devidamente esclarecidos e seus responsáveis punidos.
Com a Operação Compliance Zero, conduzida pela Polícia Federal (PF), sob supervisão do STF, a questão caiu no colo do ministro Dias Toffoli. A nota divulgada ontem por seu gabinete para esclarecer sua atuação, ao detalhar o sorteio do relator, a validação das cautelares, a rejeição de nulidades, a negativa de composição amigável e a prorrogação das diligências a pedido da autoridade policial, não absolve investigados nem antecipa julgamentos, porém, restabelece a centralidade da apuração criminal. Concluídas as investigações, caberá a ele apartar o que será encaminhado às instâncias ordinárias, sem risco de nulidades, e o que ficará sob jurisdição do Supremo, por envolver personagens com foro privilegiado.
Esse entendimento, ao que tudo indica, é uma saída salomônica pactuada no âmbito do STF. Toffoli adquiriu tal protagonismo no caso que o foco das atenções da sociedade se deslocou dos investigados para o comportamento dos ministros da Corte e de seus parentes próximos. Entretanto, nem por isso os fatos investigados deixam de ser graves, nem os valores envolvidos diminuem de tamanho. Todo esse barulho ocorre porque o principal envolvido no escândalo foi um craque das “relações públicas”, digamos assim, junto aos poderosos de Brasília: o banqueiro Daniel Bueno Vorcaro.
Controlador do Banco Master, Vorcaro é apontado pela PF como chefe de uma organização criminosa estruturada para atuar contra o sistema financeiro. A suspeita nuclear é a venda de carteiras de crédito fictícias ao Banco de Brasília (BRB), em uma transação que teria alcançado R$ 12,2 bilhões. Preso na primeira fase da operação e, posteriormente, solto por decisão judicial, Vorcaro cumpre medidas cautelares enquanto as apurações avançam. Na primeira fase, a PF apreendeu cerca de R$ 230 milhões em bens — obras de arte, joias e valores — atribuídos ao núcleo do grupo.
Politização atrapalha
A investigação se expandiu para o entorno empresarial e financeiro do conglomerado. O empresário e pastor Fabiano Campos Zettel, cunhado de Vorcaro, foi preso temporariamente na segunda fase da operação e solto no mesmo dia. É investigado por possíveis crimes contra o sistema financeiro e por sua atuação em estruturas patrimoniais associadas ao grupo. Chama atenção o fato de Zettel ter sido um dos maiores doadores eleitorais de 2022, com aproximadamente R$ 5 milhões em repasses.
Outro investigado é João Carlos Mansur, fundador e ex-executivo da Reag Investimentos (atual CBSF DTVM), alvo de buscas e apreensões. As suspeitas incluem movimentações atípicas, indícios de lavagem de dinheiro, inflar resultados e ocultar riscos por meio de fundos, em benefício do grupo Master. Mansur não foi preso, mas já figurou em apurações anteriores relacionadas a lavagem de dinheiro em outros contextos, o que ampliou as investigações sobre sua atuação.
Essa segunda fase também alcançou o empresário Nelson Tanure, apontado pela PF e pela Procuradoria-Geral da República (PGR) como possível “sócio oculto” ou financiador indireto, por meio de fundos e estruturas societárias complexas. Tanure foi alvo de buscas e teve patrimônio bloqueado por decisão judicial. Sua defesa nega qualquer participação societária ou controle do Banco Master.
Do ponto de vista sistêmico, os números são agravantes. O BRB pode precisar constituir até R$ 5 bilhões em provisões para cobrir perdas relacionadas às operações com o Master. A liquidação extrajudicial do banco, medida extrema, ocorreu após o BC vetar a compra do Master pelo BRB e identificar problemas de liquidez.
Paralelamente, o BC abriu sindicância interna para apurar falhas de supervisão, diante da gravidade institucional do episódio. O impacto potencial agregado do caso Master no mercado, incluindo a exposição do Fundo Garantidor de Créditos, fundos de pensão e investidores não cobertos, pode alcançar entre R$ 47 bilhões e R$ 50 bilhões.
A politização do caso pelos envolvidos embaralha as investigações e obscurece a sua natureza. As fraudes do Banco Master permanecem na esfera penal. São um caso de polícia.
Seguro Garante desAventura no 8 de fevereiro, antes do Abril, em Portugal.
Opinião
A importância silenciosa, mas decisiva, do Presidente da República
Filipe Lobo d'ÁvilaAdvogado, antigo vice-presidente do CDS
A história recente mostra que, em momentos de bloqueio, a intervenção presidencial foi determinante para devolver clareza ao sistema político ou, quando mal-usada, para acentuar crises democráticas. Esta magistratura de influência é um poder que exige coragem, ponderação e sobretudo exige sentido de responsabilidade
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27 janeiro 2026 03:41
Num país habituado a olhar para o Governo como o centro da ação política, é fácil subestimar o papel do Presidente da República. No entanto, a estabilidade democrática portuguesa depende, em grande medida, da forma como o Presidente exerce os seus poderes - discretos na aparência, mas profundos no exemplo e nas consequências.
A importância do cargo não se mede pelo número de decisões diárias, mas pela capacidade de intervir nos momentos em que o país mais precisa de equilíbrio, prudência e visão institucional.
O Presidente é, antes de tudo, o garante do regular funcionamento das instituições. Esta função, tantas vezes repetida e tão pouco compreendida, significa que cabe ao Chefe de Estado assegurar que nenhum órgão de soberania se desvia do seu papel, que as crises políticas não se transformam em crises de regime e que a Constituição permanece o fio condutor da vida democrática. Quando o sistema entra em tensão, é para o Presidente que o País olha - não para governar, mas para arbitrar. Não para dividir, mas para unir.
A dissolução da Assembleia da República é talvez o exemplo mais evidente do peso político do cargo. Não é um gesto simbólico. É uma decisão que redefine ciclos, altera maiorias e pode mudar o rumo do país, como já se viu no passado democrático do País. A história recente mostra que, em momentos de bloqueio, a intervenção presidencial foi determinante para devolver clareza ao sistema político ou, quando mal-usada, para acentuar crises democráticas. Esta magistratura de influência é um poder que exige coragem, ponderação e sobretudo exige sentido de responsabilidade.
Por outro lado, a influência do Presidente não se esgota na gestão de crises. A nomeação do PrimeiroMinistro, o veto político, o pedido de fiscalização preventiva ao Tribunal Constitucional e a nomeação de chefias militares são instrumentos que moldam o equilíbrio de poderes. Mesmo quando não usados, a sua simples existência condiciona comportamentos, incentiva consensos e impede excessos. O Presidente é, assim, um contrapeso permanente. Uma garantia de que o país não fica refém de maiorias circunstanciais ou de impulsos governativos. Não é oposição ao Governo, é equilíbrio no sistema.
No plano simbólico, o Presidente desempenha uma função que nenhum outro cargo pode assumir: a de representar a unidade nacional. Representar Portugal. Num tempo de polarização crescente, esta dimensão torna-se ainda mais relevante, na diplomacia externa e na ação prática.
O Presidente é eleito por todos e fala para todos. Não é um Líder de Bancada, não é um Líder de Oposição, não é um Líder Partidário, é um Presidente de todos. A sua palavra tem peso não porque impõe, mas porque agrega. É esta autoridade moral, construída na distância do quotidiano partidário, que permite ao Chefe de Estado ser uma referência de estabilidade e confiança.
A importância do Presidente da República não está, portanto, na gestão do dia-a-dia, mas na capacidade de proteger o país dos seus próprios sobressaltos.
É um cargo que exige experiência, prudência, firmeza, moderação e visão institucional. E é precisamente por isso que, em Portugal, o Presidente continua a ser uma das figuras mais determinantes da nossa democracia - mesmo quando parece estar em silêncio.
Pela importância fundamental que tem, a escolha presidencial não permite indiferença, absentismo ou falta de comparência.
Considero por isso absolutamente irrelevante e até patética a dicotomia entre democratas vs anti-democratas ou socialistas vs representantes de uma qualquer direita pura.
As eleições presidenciais não são eleições partidárias. Elegemos aquele que se apresenta aos portugueses como a melhor escolha para todos representar, no quadro constitucional existente.
A moderação e a capacidade de diálogo do Presidente serão essenciais para garantir a influência presidencial e é por isso que aquilo que verdadeiramente importa acaba por ser o perfil dos candidatos a Presidentes.
No dia 8 eu não votarei contra ninguém. Não votarei pela negativa: ou porque é socialista, ou porque é de extrema-direita, ou porque pertence ao clube ou porque pertence a outra coisa qualquer.
Votarei na pessoa que considero ter melhor perfil para o cargo. Votarei naquele que considero ser a escolha mais segura para o futuro dos meus filhos e naquele que considero ter o perfil adequado para os desafios do cargo de Presidente da República. Para o equilíbrio do sistema e para a pacificação democrática. Votarei Seguro.
Cuba entre Trump e os apagões | De Cabeça para Baixo, com Jamil Chade #28
CartaCapital
30 de jan. de 2026 De Cabeça para Baixo
No novo episódio do podcast "De Cabeça para Baixo", o cubano Leonardo Padura nos guia por Havana, uma cidade que carrega o peso da história e o cansaço do presente. Em meio à pressão de Washington, embargos econômicos e ameaças de intervenção, o escritor descreve uma Cuba marcada por desilusão: uma ilha em crise, onde a política global invade a vida cotidiana.
Apresentação: Jamil Chade
Roteiro: Jamil Chade e Thais Reis Oliveira
Produção: Mariana de Mello
Edição de som: Carlos Melo e Lola Magalhãez
Coordenação editorial: Thais Reis Oliveira
Coração Civil
Milton Nascimento
Quero a utopia, quero tudo e mais
Quero a felicidade nos olhos de um pai
Quero a alegria muita gente feliz
Quero que a justiça reine em meu país
Quero a liberdade, quero o vinho e o pão
Quero ser amizade, quero amor, prazer
Quero nossa cidade sempre ensolarada
Os meninos e o povo no poder, eu quero ver
São José da Costa Rica, coração civil
Me inspire no meu sonho de amor Brasil
Se o poeta é o que sonha o que vai ser real
Vou sonhar coisas boas que o homem faz
E esperar pelos frutos no quintal
Sem polícia, nem a milícia, nem feitiço pra ter poder?
Viva a preguiça, viva a malícia que só a gente é que sabe ter
Assim dizendo a minha utopia eu vou levando a vida
Eu vou viver bem melhor
Doido pra ver o meu sonho teimoso, um dia se realizar
Composição: Fernando Brant / Milton Nascimento.
BOTAFOGO 4 X 0 CRUZEIRO | MELHORES MOMENTOS | 1ª RODADA BRASILEIRÃO 2026 | ge.globo
O Palestra teve que engolir Montoro pela segunda vez! Parafraseando o velho Lobo 🐺!
ge tv
30 de jan. de 2026 #Brasileirão #Botafogo #Cruzeiro
Botafogo goleia o Cruzeiro com show de Danilo e Montoro no Nilton Santos
Após primeiro tempo equilibrado, Alvinegro marca quatro gols no segundo tempo e bate time mineiro na estreia das equipes no Brasileirão 2026
Nota
No rearranjo do tabuleiro político, Reinaldo, Daniela e Lindbergh seguem para o sacrifício de posição, enquanto Gleisi desloca-se para o movimento, preservando protagonismo e capacidade de articulação. Lindinho e sua companheira, amparados pelas imunidades parlamentares, permanecem resguardados no jogo institucional. Já Azevedo e Lima atuam no campo essencial da liberdade de pensamento, de expressão e de comunicação, espaço onde a política se confronta diretamente com a democracia e seus limites.
S
VIVA MONTORO DE 1984!
SALVE CAPITÃO "TÉCNICO" MONTORO DO FOGO DE 2026!
Na noite de 29 de janeiro de 2026, o Botafogo venceu o Cruzeiro por 4 a 0 no Estádio Nilton Santos, na estreia do Campeonato Brasileiro de 2026. Embora a partida em questão não tenha ocorrido no Mané Garrincha, o termo "Botafogo de Montoro" refere-se ao protagonismo do jovem meia argentino Álvaro Montoro, atual camisa 10 e destaque da equipe.
Sua analogia histórica remete à liderança de Franco Montoro, que, como governador de São Paulo, organizou e discursou no primeiro grande comício das Diretas Já na Praça da Sé, em 25 de janeiro de 1984. Assim como o governador foi um símbolo da mobilização democrática há 42 anos, o desempenho do jogador no início deste Brasileirão é visto como o "comício" inicial de uma nova era para o clube.
Melhores Momentos: Botafogo 4 x 0 Cruzeiro (29/01/2026)
Domínio de Montoro: O meia argentino foi o arquiteto das jogadas, consolidando-se como o substituto ideal de Savarino na criação.
Goleada Consolidada: O Botafogo construiu o placar com eficiência, terminando a primeira rodada na liderança isolada pelo saldo de gols.
Quarto Gol: O gol que selou o 4 a 0 foi marcado por Artur, após assistência em jogada trabalhada pelo setor ofensivo.
Paralelo Histórico: Franco Montoro e as Diretas Já
A "lembrança" citada conecta dois momentos de protagonismo:
Liderança Política (1984): Franco Montoro foi o primeiro governador a abraçar a campanha das Diretas Já, reunindo centenas de milhar no Vale do Anhangabaú e na Praça da Sé logo após assumir o governo paulista.
Liderança Esportiva (2026): O jogador Montoro assume a "faixa" de capitão técnico do time, conduzindo a torcida em um momento de alta expectativa.
Botafogo
Botafogo
4
Final
qui., jan. 29
Botafogo won!
0
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A aposta do Botafogo para suprir a saída de Savarino | Ge
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Celebramos 40 anos do histórico Comício das Diretas Já, na Praça da Sé, em São ...
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Alvarito Montoro: da praça em Tucumán ao encanto no Botafogo - FIFA
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Mascarada
Elton Medeiros
Vejo agora esse teu lindo olhar
Olhar que eu sonhei
E sonhei conquistar
E que um dia afinal conquistei, enfim
Findou-se o carnaval
E só nos carnavais
Encontrava-te sem
Encontrar este teu lindo olhar, porque
O poeta era eu
Cujas rimas eram compostas
Na esperança de que
Tirasses essa máscara
Que sempre me fez mal
Mal que findou só
Depois do carnaval
E os carnavais.
Vejo agora...
Composição: Elton Medeiros / Zé Kéti.
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